Sendo incoerente com ele mesmo O STF aprova a lei de Cotas.
Para a aprovação da lei que endossa a união civil de
homossexuais o STF passou 2 vezes sobre a constituição dizendo defender um
ponto dela.
Usando a letra da Lei que afirma que Todos somos iguais
perante a lei, o STF passou por cima do legislativo (legislando em seu lugar) e
passou sobre a constituição que afirma que o casamento acontece com a união de
um homem e uma mulher. (Art. 226 §
3º - Para efeito da proteção
do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade
familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. (L-009.278-1996 - Regulamentação))
Eis que agora o Tribunal se contorce mais uma vez para a
aprovação de sua Ideologia.
Aprovou a Lei de cotas para negros nas universidades. O
princípio de que Todos somos iguais perante a lei, usado para a aprovação do
casamento gay, agora é esquecido conveniente mente.
O novo presidente do STF, Ayres Britto, afirmo: “quem não sofre preconceito de cor já leva enorme vantagem comparativa na escala
social”. E que o princípio fundamental da igualdade está na Constituição,
exatamente, para proteger aqueles que não estão “em igualdade de condições, em
termos de bem estar”, com os socialmente privilegiados.
Usando o princípio por ele mesmo dito não seria melhor criar cotas para pobres? Isso abrangeria a todos que não estão em igualdade de condições, em termos de bem estar.
Mas é engraçado como geralmente os pesos e medidas se alteram
constantemente na justiça.
Para decretar o que é igual e desigual é necessário uma
âncora que defina um padrão e a partir daí traçar os Iguais e desiguais.
Quem são os iguais? Quem são os desiguais?
Se usarmos o julgamento racial veríamos que a maioria da
população brasileira se autoproclama negra ou parda e ainda podemos incluir
outras minorias como os indígenas. (http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/11/16/populacao-negra-e-parda-passa-a-ser-maioria-no-brasil-mostra-ibge/).
Como é possível que exista cotas para uma parcela
majoritária da população? E a autoproclamação torna ainda mais subjetivo os
critérios usado para definir quem tem ou não direito as cotas.
Mas ainda, temos a questão das pessoas que não aparentam,
mas em seu DNA tem sua porcentagem negra e(ou) indígena. Judicialmente poderiam
facilmente conseguir seu direito as cotas.
Com toda a miscigenação brasileira é impossível determinar ,
além dos pontos superficiais da percepção, quem tem ou não direito as cotas e a
intenção é exatamente esta.
Quem pode definir que hoje um rapaz pobre com aparência
caucasiana não está nesta condição pelas dificuldades financeiras e
intelectuais de seus antepassados negros?
Ou que uma menina negra esteja nos melhores colégios ou com
os melhores empregos por conta da boa criação e tradição que sua família teve
com seus antepassados europeus?
Bem, se estas possibilidades existem é necessário enxergar com uma visão mais ampla e atuar no pobre e não no negro, porque ele não é sempre, única e exclusivamente socialmente.
Este tipo de política, agora endossada pelo STF, só serve
para a criação de conflito entre os aparentemente negros “pobres” e os
aparentemente brancos “ricos”, pois no DNA a probabilidade é que ambos tenham
um pouco um do outro, e cria problemas aos aparentemente negros ricos e
os aparentemente brancos pobres.
É uma ação revanchista de quem ainda acha que brancos precisam pagar pela a escravidão de negros, como se a escravidão de etinias africanas fosse uma ação exclusiva de europeus e não tivesse dedo de nenhuma outra etinia também de cor de pele escura.
Também esquecem que em outras épocas europeus foram escravos e não precisaram de cotas para se tornarem potencia do princípio da cultura ocidental.
Enquanto escrevo estas linha uma amiga me alerta que minha filho(a) pode nascer com o tom da pele claro. Apesar de eu ser negro minha esposa é branca.
Sou pobre. Como ficaria meu filho nesta situação? Espero ensiná-lo a não depender de cotas e conseguir seus feitos por seus méritos e não por ser "digno" da pena de alguém.
As aprovações de Aborto de anencéfalos, do casamento gay e
agora das cotas para negros nas universidades são provas suficientes que o
número de juízes indicados pelo PT surtiu efeito.
A Esquerda conseguiu por a mão no Judiciário e este é a
ultima instancia que ainda restava. Após eles, como disse Reinaldo Azevedo, só
o golpe de Estado.
Leonardo Campos.






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