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domingo, 8 de novembro de 2009

Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos Pjoteiros Marxistas, Amém!



“De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, não de hereges, mas a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva”


(IV Concílio de Latrão, Denzinger 423).




Eu tentei, fiz meu último apelo aos Jovens da Pastoral da Juventude, mas não adiantou. Este post é definitivo.

Primeiramente, tenho que responder ao meu xará, o Júnior, que disse: “Me mostre que a PJ é TL”, o que farei, sem muito esforço:

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“Nós acreditamos que a Teologia da Libertação é verdadeira, seguimos seus dogmas.”

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(http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=1399&Itemid=0)

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“A Teologia da Libertação é a nossa referência com a fundamentação da fé e o compromisso de luta e pé no chão. Nossa opção é de uma espiritualidade da libertação e da opção da Igreja pelos pobres. Podemos dizer então que a espiritualidade das Pastorais da Juventude é uma espiritualidade da alegria e anúncio de Jesus da vida, com a cara e o jeito da juventude.”

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(http://www.pjmaringa.com.br/v9/pastoral/nossa-espiritualidade.html)

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(http://www.pjtaubate.org/2009/artigos.php?op=ArtExibe&idArt=49)

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P/S: abaixo uma lista com sites de PJs com textos absurdos

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1- PJ de Maringá

FORMAS DE EXPERIMENTAR DEUS HOJE
Leonardo Boff fala, em duas abordagens, nas formas de se "experimentar" Deus.
TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
- Artigo do prof. Alexandre Marques Cabral

2- PJ de Taubaté

A Fábula da Águia e a Galinha - Leonardo Boff
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3- PJ de Natal

A Pastoral da Juventude do Meio Popular

4- Casa da Juventude

A Pastoral da Juventude precisa ser Jovem

"A Pastoral da Juventude como herdeira da Teologia da Libertação deve fazer o que lhe é próprio libertar os oprimidos"

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Querem mais? Vejam a lista : (http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&client=firefox-a&channel=s&rls=org.mozilla:pt-BR:official&q=A+PJ+e+a+Teologia+da+Liberta%C3%A7%C3%A3o&start=20&sa=N)

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Depois, tenho que responder um comentário herético do Silvio, que diz: “Coitados de vocês! Só sabem atacar a PJ e acho que nem vivem a sua fé... Fiquem só seguindo o que um humano (O Papa) diz e não sigam a Jesus Cristo!!!!”

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Pode seguir Cristo quem não está sob a autoridade do Papa?

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Catecismo da Igreja Católica:
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§882 O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, "é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis" "Com efeito, o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu poder.

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Mais ainda, é posível que alguém se salve sem estar submisso ao Papa?

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Bula "Unam Sanctam", Papa Bonifácio VIII:
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"Declaramos, proclamamos e definimos que é absolutamente necessário para a salvação que toda criatura humana seja submissa ao Romano Pontífice."


Mais ainda, um ser "anônimo" disse que: " Ai ai... Coitados de vocês que acham que Jesus se fez hóstia e vinho"

Um comentário destes não merece nem resposta, e não terá. Apenas mostra como é a mentalidade de certos membros da PJ.

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Sendo assim encerro esta questão. Hereges são sempre hereges.

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Não quero passar a imagem de fanático, nem de ditador, se seu grupo não tem as demais características, desconsidere este texto.
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O texto “Diga não à PJ que a TL vai junto”, recebeu recentemente diversos comentários de integrantes da Pastoral da Juventude, e alguns eu já citei aqui.


Acessando um dos link’s deixados, achei o site da PJ de Maringá, e encontrei logo na primeira página o texto “A PJ e a Teologia da Libertação”, que pode ser conferido aqui: http://www.pjmaringa.com.br/v9/colunistas/58-artigos/580-pastoral-da-juventude-e-a-teologia-da-libertacao.html

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Este mesmo texto se encontra em diversos sites da PJ, o que mostra que não é uma opção particular.

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Não obstante, escrevo este texto com muita dor no coração, mas com muita alegria em estar sendo fiel ao Senhor.

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O texto diz: "A Pastoral da Juventude e a Teologia da Libertadora seguem os passos do Mestre de Nazaré, divinamente humano, humanamente divino; bebe da mística e da espiritualidade brotada de sua prática e de sua pedagogia cotidiana junto aos mais desfavorecidos."

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Mas, o que é a Teologia da Libertação? Eis a resposta:


"O que propomos não é Teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da Teologia". (Leonardo Boff , num artigo. no Jornal do Brasil, em 6 de Abril de 1980)


“Para a Teologia da Libertação a sociedade "socialista" que ela procura instaurar é sinônimo de "Reino de Deus": "Se assim é, eu afirmo que hoje, para nós, o Reino de Deus é concretamente o socialismo" (L. Boff e Cl. Boff. Da Libertação, p. 96)

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Mas é possível conciliar o Socialismo com o catolicismo? Eis a resposta:

"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." ( Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno)


Quem dera se fosse somente isto, mas a condenação da Teologia da Libertação já foi decretada e de modo claro:


“ No presente documento tratar-se-á somente das produções daquela corrente de pensamento que, sob o nome de "teologia da libertação", propõem uma interpretação inovadora do conteúdo da fé e da existência cristã, interpretação que se afasta gravemente da fé da Igreja, mais ainda, constitui uma negação prática desta fé.”



(Libertatis Nuntius, VI, 9 - Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé).


Outrossim, vale relembrar:

“Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela; [...]”
(Código de Direito Canônico, Cân. 751).

Se aTL é uma negação prática da fé, é claro que ela é uma heresia. Como pode uma pastoral seguir uma heresia e se dizer Católica? Assim diz o Apóstolo João: "Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo,não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho.Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis."
(2Jo 1,9-10)


Por isto não devemos considerar Católicos estes seguidores da Teologia da Libertação, são apóstatas, e não possuem Deus, mesmo que digam que seguem os passos de Cristo, mentem, pois são lobos em pele de cordeiro. O Apóstolo Paulo se faz necessário nesta hora: "Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes,seja ele excomungado!"
(Gl 1,19)


Mas não basta conhecer as ideologias da TL, é preciso conhecer suas práticas:


Assim disse o Papa João Paulo II aos Bispos do Brasil: “Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”. (26 de Novembro de 2002 aos bispos do Brasil)


Fazer da Igreja um lugar para fomentar a discórdia e realizar atos criminosos, secularizar e relativisar a Igreja, este é o grande ideal da Teologia da Libertação. Lembrem-se das palavras do Apóstolo: "Não vos deixeis desviar pela diversidade de doutrinas estranhas. É muito melhor fortificar a alma pela graça do que por alimentos que nenhum proveito trazem aos que a eles se entregam."
(Hb 13,9)


O texto do site ainda diz: É ignorância, é estupidez, querer afirmar que a Pastoral da Juventude é um reduto comunista ou uma tendência do Partido dos Trabalhadores, que ela não reza, não ora, que está contra o Magistério e a Hierarquia da Igreja.”


É uma estupidez, depois de tantos argumentos, dizer que a PJ caminha junto com a TL e que ambas são Católicas.


O autor do texto ainda ironiza: “Como em todo o processo, há os que defendem e há os contrários... muitos abandonaram o barco da Igreja, pois não conseguiam se desfazer das pesadas armaduras da Idade Média e do Concílio de Trento, não conseguiam perceber que o Evangelho é hodierno, portanto, a continuadora de sua mensagem, a Igreja, também deveria ser.” Ora, mais heresia? A Igreja nunca foi insensível para com a realidade do povo, seja ela social ou espiritual, isto é querer jogar no lixo a história gloriosa da nossa Igreja, principalmente na Idade Média. Para dizer que eu não tiro argumentos apenas de textos não oficiais, posto agora um trecho do texto retirado do site oficial da PJ, já citado no outro texto:


O que fazer para tornar a Igreja nas Américas uma imagem transparente do Cristo?

“R: Aceitar o diálogo e a discussão. A Igreja vive hoje numa sociedade pluralista, que exige dela uma atitude diferente daquela que por muito tempo assumiu em situações de “cristandade”. Os católicos devem aceitar a discussão pública, crítica e fundamentada, das propostas católicas. Os católicos devem ser melhor preparados à vida democrática na sociedade atual, e portanto à discussão das diversas propostas políticas e culturais, à busca do entendimento e do consenso.”


Saibam, pjoteiros marxistas, que a Igreja não precisa ceder em nada, e nunca irá fazer isto, e que o consenso só é válido quando é feito dentro da verdade, e o único consenso que Deus quer é que todos acatem os ensinamentos da Igreja: Compreende-se, portanto, que, em obediência ao mandato do Senhor (cf. Mt 28,19-20) e como exigência do amor para com todos os homens, a Igreja « anuncia e tem o dever de anunciar constantemente a Cristo, que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), no qual os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou todas as coisas consigo »”.(Conc. Vaticano II, Decl. Nostra aetate, n. 2. in DOMINUS IESUS, n.22)



MAIS UMA VEZ, Paulo se faz presente: "A Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade". (1Tm 3,15). Caridade e unidade só existem dentro da VERDADE, que só a Igreja detém, então se apropriar de uma doutrina maligna com o propósito de "ajudar os pobres", é um engano infantil.


Viver a democracia? Claro, principalmente seguindo o ensinamento de Santo Tomás : “Toda lei se ordena à salvação comum dos homens [poder-se-ia ler "bem comum"], e nessa medida obtém força e razão de lei; se falta isso, não tem a virtude de obrigar” (S. Th. I-II, q.96, a.6).


Logo, qualquer lei que não se ordene à salvação humana, não deve ser tida como lícita para um Católico, então não há o que aceitar ou discutir. O que não é bom para nós, não pode ser bom para ninguém.


Mas, os tempos de hoje são os que nos alertavam os Apóstolos:


"Mesmo dentre vós surgirão de surgir homens que professarão doutrinas perversas. “ (At 20,30)


"Não há dois evangelhos: Há pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem derrubar o Evangelho de Cristo. Se alguém – um ser humano ou um anjo baixado do Céu- lhes apresentarem um Evangelho diferente do que vós conheceis que seja ele ignorado, e se vos apresentarem uma doutrina diferente da que vós conheceis que seja tida como maldita!" (Gl 1 7-10)


Antes de encerrar, gostaria de lembrar que apóstasia é caso para EXCOMUNHÃO AUTOMÁTICA, isso mesmo, Latie Sententicie. Reconheçam o erro e arrependam-se, supliquem pelo perdão da Santa Madre Igreja. Caso não queriam, que façam um simples favor: Não ataquem mais a Igreja de Cristo!

O incrível - e ao mesmo tempo hilário -, é que eles pedem pela nossa conversão. Mas, que direito tem alguém que segue uma heresia, nega dogmas, de pedir pela conversão de alguém?

Eu vou ter que dizer as palavras de Cristo, outrora destinada aos fariseus: “Muitas prostitutas vos antecederão no Reino dos Céus”.

Último apelo aos membros da Pastoral da Juventude

Depois da conturbada postagem, apareceram de todo país, vários membros da Pastoral da Juventude, e os questionamentos foram vários.

O Apostolado Shemá não é contra a PJ, muito menos contra a CNBB, e a prova é o das ordens dos superiores eclesiásticos. Não é a primeira vez que debatemos sobre algum tema, ou alguma pastoral, e nunca nos faltou ética para isto.

Gostaria de pedir encarecidamente que, pela fé em Cristo, que une todos os católicos do mundo, que os membros da Pastoral da Juventude sejam fiéis, estejam ligados à doutrina da Igreja, e, de um modo total, se afastem da nefasta Teologia da Libertação. O Brasil hoje é um país que precisa da juventude que “resplandece o rosto de Cristo” (Cf Bento XVI, Discurso aos jovens Católicos), logo, precisamos estar plenamente em Cristo, afim de morrer para o mundo e viver para Cristo, segundo a exortação do Apóstolo.

Quanto à PJ, ela será cada vez mais evangelizadora e transformadora social, quanto mais perto do magistério ela estiver, pois não há como entender de outro modo a exortação do apóstolo. A ação evangelizadora do movimento ou pastoral não está ligado ao seu tamanho, ou ao seu modelo preferencial “pelos pobres”, ou à qualquer critério que desejam colocar, e sim pela sua fidelidade ao Magistério da Igreja.

Cum Petro et sub Petro, Ad Majorem Dei Gloriam


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Papa lança portal dirigido a público jovem

Papa lança portal dirigido a público jovem

Objetivo é 'evangelizar continente de jovens', diz Vaticano; aplicativos integram site a usuários de Facebook.


De Roma para a BBC Brasil - O Vaticano lançou nesta quinta-feira o portal www.pope2you.net ("Papa Para Você", em tradução livre), em mais uma iniciativa da Santa Sé que usa a internet como ferramenta para aproximar Bento 16 do público jovem.

Em janeiro, o papa lançou um canal próprio no YouTube. O novo portal promove a fé católica e oferece aplicativos que permite que usuários do Facebook e de iPhone se integrem ao portal.

De acordo com o coordenador do projeto, padre Paolo Padrini, o projeto vai abrir a Igreja Católica para um novo "continente" a ser evangelizado.

"Estas aplicações abrem a Igreja ao mundo das redes sociais, umaespécie de continente, onde os jovens podem ajudar a levar a fécatólica", disse Padrini na apresentação do portal no Vaticano.

'Papa para você'

O novo portal de comunicação do Vaticano foi criado para divulgar naíntegra a mensagem de Bento 16 para o dia da comunicação social, no próximo domingo.

Nessa mensagem, Joseph Ratzingertrata pela primeira vez das redes sociais e de internet como local deencontro e relacionamento.

"O papa é muito positivo nesta mensagem, pedindo aos jovens que usembem este instrumento, para criar amizade, diálogo e respeito entre aspessoas", disse Padrini à BBC Brasil.

Conforme a resposta dos usuários, oportal pode se tornar permanente, informou o Pontifício Conselho para aComunicação Social, responsável pelo projeto.

"Isso depende dareação dos jovens e do diálogo que vai se criar. Queremos entrar nomundo deles e levar a presença do papa neste mundo", disse à BBC Brasilmonsenhor Paul Tighe, secretário da entidade.

"Vamos avaliar oimpacto que este instrumento terá sobre os jovens porque queremos queseja útil e usado realmente. Há coisas demais não usadas na internet",afirmou padre Padrini.

Sem interação

O Vaticano, entretanto, avisou que o portal não permite uma interação com o papa.

"O diálogo se cria não necessariamente direto com o papa. Através das informações que circularem no Facebook, onde há muitos grupos católicos, queremos estimular a reflexão e a amizade e difundir a fé católica, conforme o papa pediu aos jovens na praça de São Pedro", disse Padrini à BBC Brasil.

Com os aplicativos, o usuário poderá também receber notícias atualizadas no celular sobre as atividades do papa em cinco idiomas (inglês, francês , espanhol, italiano e alemão), textos e fotos de Bento 16 em formato de cartão virtual e ter acesso a vídeos do canal do Vaticano no site do YouTube.

"Cada aplicação tem seus desdobramentos e é possível compartilhar tudo com os próprios amigos", informou o prelado.

O coordenador do portal esclareceu que o papa não terá um perfil no Facebook, apenas oferecerá o aplicativo para seus usuários.

"É um aplicativo que será usado como instrumento para difundir em todo o mundo do Facebook e entre os próprios amigos, as mensagens e fotos de Bento 16 e criar uma comunidade em torno da figura e das palavras do papa", disse o religioso. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger374470,0.htm

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Verdadeiros Heróis




Caros leitores,

Como bem sabemos, vivemos em uma sociedade cada vez mais hedonista, egoísta e individualista. Onde fazer o que me é vantajoso esta em primeiro lugar.
Toda essa cultura, por demais enraizada no homem moderno, atrapalha a sua sensibilidade e percepção do bem comum, não só material, mas também espiritual.
É esta cultura que vem transformando virtudes em barreiras para uma pseudo-evolução humana.
Evolução esta que atinge a sociedade como um todo. Seja religiosa, social ou individualmente.

Para os cristãos esta cultura tem sido particularmente transtornante quando se quer viver os mandamentos de Deus e da Igreja, sobretudo nos campos da sexualidade e moral.

Sabemos o quanto é difícil seguir os ensinamentos de Cristo e da Igreja.
Anexada a esta dificuldade, que é natural (São Mateus 16,24-
Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo,
tome sua cruz e siga-me. ), estão inseridas as mentalidades "modernas", que por muitas vezes são imorais e covardes, contribuindo assim para uma sociedade que, não mais simplesmente questiona os ensinamentos de Cristo e de sua Igreja, como ocorria outrora, mas simplesmente rejeita qualquer proposta que traga a sua vida algum tipo de contrição ou penitência.

Este tipo de pensamento é contraditório com o próprio cristianismo e com a natureza humana e diversos pensamentos tradicionais, seja a cultura que for. Nosso Deus, que se encarnou, inserindo-se no tempo, veio a morrer na Cruz como holocausto ao Pai, para a remissão dos nossos pecados e nos advertiu das dificuldades que teríamos. Pedindo que tomássemos nossa cruz diária, pediu que o seguíssemos e o imitássemos, não por masoquismo, mas por contrição de nossas misérias.

Hoje, homens e mulheres lutam para manter-se fiéis ao chamado da conversão diária. Nadam contra a maré que arrasta toda nossa sociedade para uma degradação moral globalizada sem precedentes.
As armas usadas por estes verdadeiros heróis da fé são a castidade, a oração, o estudo sobre a fé e a contrição do corpo e da mente.

Devemos salientar neste ponto que a castidade é um chamado universal. Todos são convidados a castidade. Casados, solteiros, viúvos e etc.
Existe uma grande confusão entre a Castidade com a virgindade(em alguns casos o celibato).Veremos a diferença para esclarecer como todos são chamados a castidade e alguns ao Celibato.
A virgindade, que pode ter sua vertente no celibato(destinado aos Padres, bispos e religiosos consagrados), é a condição ou escolha de não prática de relações sexuais. Muitas religiões utilizam-se do celibato. (No caso de religiosos cristãos acompanha a total entrega a Cristo e a Igreja).
A Castidade, um pouco diferente mas também de suma importância para a vida cristã, é a vivência das relações afectivas de acordo com os ensinamentos de Cristo e da Igreja, preservando assim o verdadeiro significado dos afetos.

Como já dissemos, hoje é muito complicado a vivência da castidade, sobre tudo por nós jovens, que somos bombardeados diariamente pela cultura do prazer pessoal, onde o sexo é apenas uma ferramenta de prazer e o outro só é mais um componente desta ferramenta, muitas vezes não importando quem é a pessoa com quem me relaciono.
Mas ainda assim existem jovens e adultos dispostos a viver esta "loucura"(I Coríntios 1,21-Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem.) , que para o mundo é uma loucura mesmo(I Coríntios 1,18-A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. ), mas para Cristo é uma oferta de vida e santidade.

Esses VERDADEIROS HERÓIS são comparáveis, na minha humilde opinião e levando em consideração o contexto histórico-cultural, aos Santos martirizados nos primeiros séculos. Não tinham vergonha nem medo de viver o que acreditavam. Era mais que um simplesmente dizer, falar sobre. Era mesmo encarnar o que acreditavam.

Hoje poucos entendem esta "loucura" e menos ainda escolhem abraça-la, dado aos sofrimentos e constrangimentos que essa vivência pode trazer perante a sociedade contemporânea.(São Mateus 5,8 -Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! )

Diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC):

CIC - §2337

A vocação à castidade A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher.

A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.

Diz ainda:

CIC - §2348

AS DIVERSAS FORMAS DE CASTIDADE

Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo", modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. *(Casado, solteiro, viúvo ou celibatário) No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade. *OBS.: Grifo meu.

CIC - §2341

A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.

CIC - §2339

A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. "A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação."

Em um mundo, que caminha na contramão das revelação divinas deixados por Cristo a sua Igreja, não são poucos os obstáculos a total vivência de tais valores a muito esquecidos. Invertidos em contravalores, a castidade, o autodomínio e a temperança são motivos de distanciamento, chacota e constrangimento. Tais reações já eram previstas por Cristo, pois o mundo rejeita estas coisas, porque rejeitou antes ao próprio Cristo:

(São João 1,10 - Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. )
(São João 7,7 -
O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más.)
(São João 14,17 - É o Espírito da Verdade, que
o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.)
(São João 17,25 - Pai justo,
o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. )
(I São João 3,1 - Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso,
o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. )

No entanto não devemos nos enganar e achar que estamos apartados do mundo. Por vezes somos nós mesmos, cristãos, que fazemos as vezes de mundanos, renunciando os ensinamentos da Igreja e sendo pedra de tropeço para os que , mesmo sofrendo com suas fraquezas, querem seguir retamente o caminho das virtudes. E mesmo quando estamos vivendo as virtudes não estamos fora do mundo, mas devemos , inseridos nele, ser sal da terra e Luz do mundo. Como disse São Josemaria Escrivá acerca dos primeiros cristãos:

"Eles viviam profundamente a sua vocação cristã; procuravam muito a sério a perfeição a que eram chamados, pelo fato, ao mesmo tempo simples e sublime, do Baptismo. Não se distinguem exteriormente dos outros cidadãos. "

Assim também devemos ser todos nós.

Dizia também São Josemaria, sobre a castidade:

"Com o espírito de Deus, a castidade não se torna um peso aborrecido e humilhante.
É uma afirmação jubilosa: o querer, o domínio de si, o vencimento próprio, não é a carne que o dá nem procede do instinto; procede da vontade,
sobretudo se está unida à Vontade do Senhor.
Para sermos castos - e não somente continentes ou honestos -, temos de submeter as paixões à razão, mas por um motivo alto, por um impulso de Amor."


Portanto a castidade é para todos. Mesmo que o mundo não a abrace devemos caminhar de encontro as virtudes que as acompanha.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para você que é jovem

Por Arnaldo Siroma

Você é jovem e anda dizendo por ai que não conversa mais com seus pais, porque eles não sabem compreendê-lo.

Olhe, eu acho que é você que está construindo o muro da separação, é você que ergueu o arame farpado da incomunicação; e, agora, reclama, porque se sente ferido.

Você rompe todo diálogo com seus pais, porque sempre acha que “tem a razão”. É muita arrogância falar assim, porque imagino que seus pais, desde o ponto de vista deles, também tem “razões”.

Sabe, eu não vou falar, agora, em defesa de seus pais, porque é você, como filho, que deveria defendê-los. Você não pode lançar sua vida contra eles, sendo eles a origem de sua vida. Você gosta de viver, não gosta? Pois então meu amigo...

Acho você também muito exigente: quer tudo prontinho, na hora; quer a solução imediata de seus problemas, não sabe nem esperar um pouquinho, não tem a paciência de camponês que esperava o amadurecimento da colheita no tempo oportuno. Quando você quer uma coisa, tem que ser na mesma hora...

Você pede compreensão. Pois é; está bem. Mas, quantas vezes já teve a sensação de ser incompreendido por você mesmo? Quantas vezes tentou, sem conseguir, expressar e dizer tudo o que sente dentro de você? As vezes, é incapaz até de saber com certeza o que se passa no seu intimo... Então, com que direito exige que seus pais compreendam tudo o que lhe acontece?

Pensa que está sendo rejeitado, oprimido. Não é tanto assim, meu amigo. Será que você nunca fez a lista de todos os esforços e trabalhos que seus pais fizeram para você poder viver melhor? Você se lembra muito bem de algumas vezes que seus pais falaram”não”; mas, pelo que estou vendo, já se esqueceu de que eles falaram “sim”quase sempre.

Reclama, também, da falta de interesse pelos seus problemas. Está bem. Mas vamos com calma. Agora, me diga uma coisa: quando é que você se interessa, de verdade, pelos problemas de seus pais? Você já pensou que seus pais têm problemas?

Diz que não dedicam muito tempo; mas, quanto tempo você dedica para eles? Quantas vezes você sai de casa deixando com a mãe todo o serviço? Quanto tempo você passa ao lado deles? Tenho a dizer em favor deles: já dedicaram muitos anos de trabalho por sua causa, isso sem contar as muitas horas pacientes que lhe dedicaram, quando você era muito pequeno e não sabia andar, quando ficou doente, etc... Melhor não fazer contabilidade, porque eles fizeram tudo isso de graça, por amor. Você, no entanto, guarda todo o seu tempo, com avareza, para você e seus amigos.

Denuncia que os pais não sabem “compreender”, que são quadrados. Porém, eu desafio, e me pergunto: será isso verdade, ou você anda repetindo essa desculpa porque todos os jovens reclamam a mesma coisa, talvez para poder defender-se, jogando a responsabilidade sobre os pais? Eu acho que falam isso apenas porque seus pais não lhe concedem a razão. Isso não está certo. É covardia!...

Vou acusar você de mentir... sim, de mentir, de ocultar a verdade, de falar só as metades das coisas, só o que lhe convêm. Muitas vezes, não é sincero, não diz para eles onde esteve, o que fez; oculta quase tudo, vive independente demais. Chamo a isso de pouco respeito e atenção com eles. Não tente justificar-se, porque a falsidade não se justifica. É difícil reconhecer os próprios erros, não acha?

E tem mais... Eu não sei se o que estou pensando tem a ver com alguma coisa com você... porque, se assim for,... sinto pena de você. Penso, com tristeza, nos jovens como você, que amedrontam os pais e criam confusão, e fazem chantagem e até ameaçam. Acho o maior absurdo explorar o amor dos pais, que dariam tudo pelos filhos, mesmo que eles tenham muitos e graves defeitos. E ainda têm jovens que ridicularizam os pais, pelo fato de não terem cultura, ou por serem desempregados ou velhinhos. Quem faz isso, não é filho, é tudo menos filho!!!

Sabe, eu não reclamo da rebeldia da juventude, não. Eu sei que o jovem deve ser livre, e acho isso muito bom. É natural que ele tenha o direito de decidir, de julgar, de criticar. Acho bom ser um pouco rebelde, mas desde que seja contra a sociedade que nos oprime a todos; nunca com os próprios pais. Sabe por que? Olhe bem, porque eles também são vitimas dessa sociedade que nunca lhe deu oportunidades, nem cultura, nem um salário folgado, nem um tempo livre para desfrutar da vida como você gosta de desfrutar. Muito pelo contrario, eles sabem bastante de sofrimento, de luta, de cansaço... Mesmo assim, tiveram a coragem de dar a vida a você. Portanto, não reclame tanto deles, meu amigo, porque você também está dominado por essa sociedade. Você também está preso e não sabe como fugir.

Nunca ouviu dizer que, para entender bem uma pessoa, é preciso conhecê-la bem e colocar-se no lugar dela? Você conhece, realmente, seus pais, sua vida, preocupações atuais, seus sentimentos íntimos? Qual foi a ultima vez que olhou nos olhos de seus pais e disse que os amava? Você sabe realmente qual a cor dos olhos de seus pais? Será que você algum dia olhou dentro dos olhos de seus pais? Será que você conhece verdadeiramente o que eles querem de você?

Você entra e sai de casa com tanta pressa... que não tem tempo para parar um pouquinho, para dialogar. É tão importante, hoje em dia, saber dialogar na família. Mas você deixa de lado... Sempre tem muitas coisas “importantes” para fazer fora de casa. É uma pena, não tem tempo para a melhor coisa que você tem no mundo, para seus pais. E nessa história, eu suspeito que a maior parte da culpa é sua. Apesar de tudo, eu acredito na comunicação e também na família, desde que cada membro descubra o verdadeiro valor dos outros e coloque seu pequeno grão de areia para construir o que chamamos de “comunidade familiar”.

Para terminar, eu também quero pedir desculpas. Sabe, eu sei que, às vezes, sou um pouco agressivo. É verdade. Mas gosto de falar as coisas como penso e sinto, de encarar os problemas seriamente. Acho que, se você fosse também um pouco agressivo e exigente consigo mesmo, poderia superar muitas dificuldades, sem largar a culpa sobre os outros e sem criar tanto problema na família. E seria muito mais feliz. Disso eu tenho certeza.




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carta de Dom Bosco aos Jovens

''O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens." A primeira consiste em persuadi-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor na santa alegria''. A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-los conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram prender por esta mentira. Quem nos garante chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então... Mas a vida e a morte estão entre as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel-prazer. E mesmo se Deus lhes concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: “o caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte”. Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna. Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio a uma eternidade terrível. Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresente um método vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra de pátria de vocês, bom cidadãos da terra, em seguida felizes habitantes do céu... Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que o ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais a felicidade de vocês. Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo. Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade. Vivam contentes e que o Senhor esteja com vocês. Seu muito afeiçoado em Jesus Cristo''. Dom Bosco, presbítero

A Juventude brasileira

A juventude encontra-se no tempo. Tem seu passado na infância e seu futuro da idade adulta. Mas, mais ainda, ela se situa na História. Tem algo de permanente, que a caracteriza com etapa na vida e algo de território, enquanto acompanha as vicissitudes dos tempos. Em menos de cinco anos muda de paradigma. Portanto o que marcava 20 anos atrás já ficou, há tempo, no passado. Pergunta-se pois como vive e o que pensa e quer a juventude de hoje?
Mantemos firmes suas características permanentes, mas também estamos aberto às novidades dos tempos. Neste sentido é certo que a juventude de hoje, no plano mais profundo a mesma de cinqüenta ou cem anos atrás, mas não é menos certo de sua visão e seus critérios hoje são bem distintos daqueles que a moldavam no passado. Pergunta-se pois como vive, sente e pensa a juventude de hoje?
Mas especificamente contamos com muitas culturas e muitos povos diferentes. A juventude da África certamente não tem o mesmo sentido nem o mesmo pensamento da juventude européia ou asiática. A juventude católica adota critérios diferentes de uma juventude islâmica ou budista... Nós nos perguntamos especificamente sobre a juventude do Brasil. Conhecer os jovens, no dizer dos Bispos, em seu documento sobre a Evangelização da Juventude, é condição prévia para evangelizá-los. Conhecê-los nas suas características permanentes e acolhê-los nas suas contingências históricas atuais.
O Documento dos Bispos sobre a Evangelização da Juventude de hoje num contexto de pós-modernidade. Destaca três características:

1) A subjetividade, que concentra suas preocupações sobre a necessidade pessoa, seus sentimentos, seu corpo, sua auto-estima. O descrédito das ideologias a levou a viver intensamente no presente. Concentrando-se no momento atual, busca sensações fortes e emoções passageiras. O hoje parece bastar-lhe.

2) Aparecem novas expressões do sagrado, numa redescoberta da dimensão religiosa. Muitos se voltam para diversas manifestações místicas, que vão desde o ocultismo ao esoterismo, desde o fundamentalismo à supertição. Trata-se, contudo, de uma espiritualidade centrada na pessoa e não na instituição.

3) Cede-se a primazia às emoções. O elemento afetivo prevalece sobre o racional. A religião não se concentra mais tanto na relação com Deus mas se transforma prevalentemente em veículo de ascensão social ou em promessa de felicidade.

O futuro da humanidade

Corre o adágio que os jovens são o futuro da humanidade e o futuro da Igreja. Há nisto, sem dúvida, um grave equívoco, que a lógica classifica entre as falácias do senso composto e senso diviso. Na verdade os jovens serão o futuro da humanidade e da Igreja quando não forem mais jovens, ou seja, quando tiverem chegado à idade madura.
É preciso advertir que entre a idade juvenil e a idade adulta não medeia apenas um período cronológico de alguns anos. A mudança é de qualidade. Passa-se de uma idade para outra adotando atitudes novas, mais sábias e amadurecidas. O adulto não é apenas um jovem de mais idade. É também de mais juízo e mais responsabilidade, mais experiência e maior amadurecimento. Transpor simplesmente a idade da juventude, tal qual é, para a esfera da idade adulta, é anacronismo. Falseia a visão. Na passagem dá-se um salto de qualidade, que não pode ser desconsiderado.
É costume exigir certa idade cronológica para ocupar determinados cargos. Não se aceita que um jovem seja eleito para um posto de maior responsabilidade na sociedade. E esta idade continuamente sofre alterações para mais. Assim, só para dar um exemplo, para o sacerdócio o mínimo eram 24 anos de idade. O Código de Direito Canônico de 1983 o ampliou para 25. Para o episcopado o novo Código exige 35. Mas, na prática, o Papa não nomeia ninguém para este ministério abaixo dos 40 anos.
Estamos, com isso, diminuindo o valor da juventude? Muito pelo contrário! Não queremos e não podemos misturar as idades e, conseqüentemente, não reconhecer e acolher o que é específico de cada uma. O jovem seja jovem e não adulto antecipado, ao passo que o adulto seja verdadeiramente adulto e não um jovem retardado.
A juventude não é, pois o futuro da humanidade e da Igreja, mas é seu presente jovem. Se os jovens não viverem sua juventude - ou porque são infantilizados, ou porque são envelhecidos precocemente - a humanidade não ostentaria seu rosto jovem. Seria uma humanidade mutilada, faltar-lhe-ia uma dimensão essencial para lhe proporcionar ardor, inovação e beleza,
É certo que não só os adultos determinam o andamento da vida humana. Nem devem eles ditar normas definitivas, que devam ser seguidas por aqueles que virão depois. A liberdade propõe continuamente novos paradigmas. A História mostra as mudanças havidas ao longo dos tempos. Elas dependem das decisões dos adultos,bem como da formação que proporcionam aos jovens. Não se trata apenas de instrução. Cada ação humana tem conseqüências que, a longo andar e somar, são capazes de alterar o curso da História. Os jovens de hoje decidirão amanhã, quando forem adultos, sobre a condição de vida da humanidade.
Pergunta-se então sobre o que é ser adulto e, mais ainda, como se chega à idade adulta? Mas esta questão fica apenas no horizonte de nossa consideração sobre a juventude. O que queremos aqui é desvendar a situação da própria juventude. Queremos entendê-la e projetar alguma luz sobre esta idade, tão importante da vida humana. Queremos o jovem do presente, antes de vê-lo no futuro: um jovem, antes de ser adulto e depois de ter sido criança. Um jovem do nosso tempo!