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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A aparência de jesus - O sudário

A alguns anos atras em conversas com alguns amigos e amigas protestantes pude notar que existe uma doutrina em comum entre muitas igrejas protestantes a respeito da aparencia de Jesus. Não procurei a fundo o motivo deste ensinamento, mas somente se ele era plausível. Pois bem, escutando os discursos sobre o assunto o achei (na época) plausível e quis saber mais.

Para saberem do que estou falando vou explicar melhor. Alguns protestantes (não sei dizer se todos) sustentam a teoria de que Jesus não tem a aparencia ou características (nem básicas) do modelo usado comumente, principalmente por nós católicos. Sustentam esta teoria baseando-se em Isaías 53. Coloco trecho abaixo:

1. Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?

2. Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.

3. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.

4. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.

5. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.

6. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.

7. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)

8. Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?

9. Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.

10. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.

11. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades.

12. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.


 É com este texto que sustentam que Cristo era um homem feio e sem atrativos estéticos. Principalmente pegando , limitadamente, o versículo de 1 a 2 :  

1. Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?

2. Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.



Só que se fizer a leitura completa do capítulo verá que isaías fala sim de jesus, porém fala de Jesus em um momento específico, o momento da sua crucificação e morte. Onde jesus estava completamente arrebentado pelos golpes dos soldados. Foi açoitado ao extremo e estava desfigurado e é através destas chagas que ele redime nosso pecado, pois cada uma delas é responsável pelo cume daquele momento, que é a morte de Cristo.


A teoria protestante naquela época me pareceu bem possível, ainda mais que alguns cientistas sustentavam esta tese recriando modelos "baseados" nos tipos semitas que diziam haver naquela época. Com isso chegaram a uma imagem que quase não era um homo-sapiens. Com essa teoria, protestantes e cientistas tenta invalidar o sudárioContudo após alguns breves estudos sobre o sudário as dúvidas sobre a aparencia de Jesus praticamente somem.


Por exemplo:
E figura do sudário  é o negativo da figura original. O pano do sudário na imagem original não mostra nada que seja bem distinto. A figura do homem com todos os detalhes só foi descoberta após uma fotografia tirada por Secondo Pia em 28 de maio de 1898.
Até aquela data ninguém sabia da imagem completa do homem no sudário. Ele viu a imagem após olhar o negativo da foto que tinha batido.
Outra curiosidade é que, após vários testes constatou-se que a a imagem só é nítida a a mais de 6 metros de distância com detalhes das veias capilares, ou seja, é impossível que tenha sido pintado na era medieval uma imagem que só possa ser vista em negativo e pintada com precisão capilar a mais de 6 metros de distancia. Além do mais, nos olhos do homem do sudário foram encontradas moedas (como era o costume da época)com entalhação dilepton lituus do período de Pilatus. não bastando isso foram encontrados pólem de “Suaera” que só existe em Israel, ou “Apagani Rerbala”, muito comum no deserto entre Jericó e o Mar Morto e a história mostra que o sudário jamais voltou a estes lugares.

Não bastando isso, os vestígios de sangue encontrados na mortalha(porque se provou que na imagem havia sangue e é possível verificar os ferimentos do homem) era de origem semita.

Quanto a distorções da imagem (que muitos afirmam ter e ser incompatíveis, proporcionalmente, com um ser humano normal), já é conhecido que a imagem foi feita em um pano de forma tridimensional, por isso não é possível uma imagem proporcional perfeita em 2d como muitos querem. A imagem só poderá ser compreendida realmente em 3d.

Então o próprio Capitulo 53 de Isaías é suficiente para provar o erro da teoria protestante, mas o Sudário mostra muito mais sobre a face de cristo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

As Luas de Júpter




* por Alexandre Sales
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   Muitos são os que depreciam os conteúdos postados neste blog. Não vejo nada de mais nisso, afinal (ainda) vivemos num país democrático e, além disso, eu também não morro de amores nem tenho simpatia com os ideais dessas pessoas. Quero, no entanto, abordar outro assunto difundido nas Universidades, em que docentes de diversas disciplinas dão pitacos em assuntos que não são da alçada deles, disseminado com isso o desconhecimento. 

   É por isso que em pleno Século XXI percebe-se um montante inconcebível de pessoas demonstrando total ignorância sobre quem foi, como viveu e, principalmente, qual a causa do obituário de Galileu, o falso mártir da ciência que morreu tranquilamente em sua cama. Essa ignorância se dá mediante a divulgação de estórias tão supersticiosas como lendárias de pessoas que, como afirmei anteriormente, não são historiadoras de profissão, mas que, ostentando um conhecimento inexistente do assunto, ajudam na propagação do preconceito e da ignorância. 

   Uma importante observação a ser feita é que muitas das descobertas científicas de Galileu se deveram ao trabalho do Cônego Nicolau Copérnico, religioso polonês, autor de Seis Livros Sobre as Revoluções das Órbitas Celestes (De Revolutionibus Orbium Caelestium), obra que não havia encontrado resistência dos religiosos, inclusive sendo aceito pelo Papa Paulo III. Galileu, que tinha aderido ao sistema ptolomaico, admitiu as idéias de Copérnico a partir de 1610, baseadas em observações astronômicas recém realizadas. Aliás, o polemista Voltaire vai se utilizar justamente desse religioso para advogar em favor da sua filosofia tão criticada pelos prelados durante o Iluminismo: “se perguntásseis a todos os homens antes de Copérnico: ‘ – O sol se levantou hoje? O sol se pôs?’ ‘ – temos absoluta certeza.’ responder-vos-iam a uma voz. Tinham certeza e, no entanto, estavam errados.” (1) 

   É preciso considerar também que historiadores não gostam da Igreja . Poucos são os historiadores brasileiros que se interessam pelo medievo e o levam a sério; a maioria deles ocupa grande parte de seu tempo na narrativa historiográfica da luta de classes; logo, a explicação do caráter supersticioso e místico que eles dão à Idade Média se sustenta através da imaginação de “estoriadores” retrógrados e tendenciosos, cujo material de consulta às suas análises serão os romances de Umberto Eco e o misticismo das “Brumas de Avalon”.
   Como argumento comprobatório, observa-se o fato de que essas pessoas acreditam piamente que Galileu teria sido queimado nos Tribunais da Inquisição. Nada mais falso! Outro fato igualmente estarrecedor é que essas pessoas são incapazes de diferenciar Idade Média com Idade Moderna, época em que Galileu realmente viveu (* 1564 + 1642). Claro que essa indução é propositada, no intuito de ludibriar as mentes insipientes no convencimento de que a Idade Média foi mesmo um período de superstição e ignorância, o que é falso, obviamente.
Na verdade Galileu morreu de causas naturais e foi condenado pela Inquisição porque se recusava a tratar como hipótese descobertas que ele insistia serem verdades absolutas, mesmo sem ter como prová-las. Além disso, induziu pessoas à crença de uma teoria não provada cientificamente, ao falsificar o imprimatur eclesiástico em sua obra Diálogo Dei Due Massimi Sistemi.(2). Se fosse nos dias de hoje ele seria preso por falsidade ideológica e engraçado que até hoje a Comunidade Científica exige que seus cientistas provem as hipóteses ou teses, mas aos medievais isso é inconcebível, sob pena de intolerância. Fica claro que nós estamos lidando com pessoas desonestas...
    Já a condenação, dita tão cruel e implacável pelos arautos da ciência, foi a abjuração pública até que suas teorias fossem provadas e a prisão branda, que consistia em detenção nos palácios e castelos dos nobres e embaixadores. Uma nota: a Igreja não o impediu de continuar seus estudos, o que foi feito até a sua morte em 8 de janeiro de 1642, recebendo em seu leito de morte, inclusive, a benção do Sumo Pontífice. (3).
    Outro exemplo clássico do descaso dessas pessoas com a Igreja – e que inspirou o tema desse artigo - pode ser analisado na afirmação de Irving Copi: ”Um dos escolásticos a quem Galileu ofereceu seu telescópio para que contemplasse as luas de júpiter, recém descobertas, negou-se a fazê-lo, convencido de que nada poderia ser visto, porque nenhuma menção era feita a essas luas, no tratado sobre a astronomia de Aristóteles.” (4).
A afirmação é compreensível, haja vista que o autor dela não é historiador de profissão. Ademais, observa-se a seguinte narrativa:
“Galileu convenceu cabalmente da veracidade de suas descobertas todos os sábios de Roma. E, se estivéssemos ainda nos tempos da antiga República Romana, não há dúvida de que, em homenagem às suas obras, lhe mandariam erguer uma estátua no Capitólio” (5).
    Não é preciso raciocinar muito e perceber que para esse convencimento ocorrer, seria preciso que alguém observasse as descobertas. Mas... Qual seria o nome do escolástico, que segundo, Irving Copi, teria se recusado a contemplar a descoberta de Galileu? Os autores da acusação não mencionam, e isso é compreensível, pois a acusação não procede.
    
Para não cair no mesmo erro dos disseminadores de engodos, pretendo aqui dar “nome aos bois”, ou seja, vamos analisar as premissas por partes e constatar que a afirmação é falaciosa. O engodo se sustenta em duas premissas básicas, a saber:

    1 . A de que um escolástico - de nome desconhecido - teria se negado a contemplar as luas de júpiter, descobertas por Galileu;

    2 . A de que a negação se deu porque os tratados de Aristóteles não mencionavam essas luas;

    A primeira premissa é refutada pelos historiadores T. Woods Jr e Joseph E. Mac Donnell. Eles afirmam que o padre Cristoph Grienberger (1531 - 1636) não só comprovou pessoalmente a descoberta das luas de júpiter por Galileu, como também era um competente astrônomo, inventor da montagem equatorial, que fazia girar um telescópio sobre um eixo paralelo ao da Terra e contribuidor do desenvolvimento do telescópio de refração que se utiliza ainda hoje em dia. (6)

    A outra premissa é desmentida porque, já havia certas refutações e restrições aos tratados de Aristóteles. A primeira prova é que todo católico instruído nega a idéia aristotélica de que o universo é eterno em si mesmo, pois ia de encontro à narrativa da Criação Divina; além disso, o eclesiástico Jean Buridan (1295 – 1358) sacerdote e professor de Souborne (Séc XIV), já naquela época buscava uma explicação sobre como os corpos celestes, depois de criados, continuavam em movimento. Esses estudos contrariavam as teorias de Aristóteles, cuja explicação acerca dos movimentos apontava o centro da Terra como local de repouso dos objetos ao mesmo tempo em que se ignorava uma explicação convincente para os movimentos dos projéteis.(7) 

    Além disso, a Igreja há anos se debruçava nas pesquisas da Astronomia, e os tratados de Aristóteles já não desfrutavam de tanta credibilidade nessa área. Tanto é verdade que o V Concílio de Latrão (1512-1517) tratou justamente da reforma do calendário e, entre os cientistas de renome nos meios eclesiásticos participantes do Concílio, ressalta-se a presença do Cônego Nicolau Copérnico.

    Por conta disso, Langford afirma que “não é correto pintar Galileu como uma vítima inocente do preconceito e da ignorância”. Acrescenta ainda que “parte da culpa dos acontecimentos subseqüentes deve ser atribuída ao próprio Galileu, que recusou qualquer ressalva e, sem provas suficientes, fez derivar o debate para o terreno próprio dos teólogos”(8). 

    E os protestantes, tão acusadores da Igreja Romana nessa questão, não podem esconder o óbvio. O que quero dizer é que não só Galileu, mas outros astrônomos enfrentaram problemas com a teologia protestante. Desconsiderando as idéias de Copérnico, Lutero chegou a afirmar: “As escrituras nos dizem que o sol parou. Copérnico é um louco.” (9). Já Melancton, companheiro de Lutero, classificou tal sistema de fantasmagoria. Kepler (1581 – 1630), astrônomo protestante contemporâneo de Galileu foi obrigado a deixar sua terra por assumir idéias copernicianas. Esses são apenas alguns exemplos de inúmeros casos de atrito entre os cientistas e o protestantismo, uma vez que foi custoso para eles entender que a bíblia não ensina cosmologia. Por conseguinte, quem repete velhos e falsos chavões de que a Igreja Católica impedia o progresso com seus “dogmas retrógrados” e que teria vitimado Galileu a fogueira da Inquisição, terá que sustentar o que diz e desmentir historiadores sérios e competentes, o que vejo como inviável. 

    A conclusão que se pode chegar é que se as premissas são falsas, a afirmação não pode ser verdade. Então, quando se dá esse tipo de declaração, eles estão falando do quê? Eles estão falando do nada, ou seja, de uma afirmação que historicamente nunca existiu, e que só se torna real no imaginário desses retrógrados contadores de estórias, mergulhadas nas ficções medievais relatadas nos romances de Umberto Eco em “O Nome da Rosa”, nas Lendas do Rei Arthur e de Camelot, ou dos misticismos das Brumas de Avalon. 

    Tenho consciência de que as comprovações aqui postadas não vão convencer aos acusadores da Igreja, e nem me preocupo com isso. Importante de verdade é narrar um acontecimento histórico com mais consistência e com um emaranhado de argumentos que dê condições ao leitor de raciocinar e constatar pelo seu próprio intelecto que as acusações de historiadores arcaicos só têm fundamento na imaginação deles, ao mesmo tempo em que a concepção historiográfica narrada acima e sustentada por historiadores renomados internacionalmente é perfeitamente sustentável, logo, aceitável. Quanto aos contadores de “estórias” e depreciadores da Igreja, os ignoro. Um dia eles tentaram me persuadir de que havia lutas de classes no Egito antigo e na Mesopotâmia, mesmo sem haver moeda fixa nessas sociedades nem acúmulo de capital, conseqüentemente o capitalismo inexistia. Também ostentaram que existia feudalismo no Brasil, mas eu me esquivei desses adestramentos. Boa Noite...

3º Período de História


PALAVRAS CHAVES: CIÊNCIA - COPÉRNICO – GALILEU – INQUISIÇÃO – JÚPITER - LUAS
BIBLIOGRAFIA
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1 . VOLTAIRE, M. ; Dicionário Filosófico; Ed. Ridiendo Castigat Moraes, {s.d.; s.l.], pp.7-8;
2 .FAVARO, Galilei I´Inquisizione 62;
3 .Ibdem;
4 .COPI, Irving M.; Introdução à Lógica;
5 . FAVARO, Le Opere di Galilei, XI 119, s.l; s;d;
6 . T. Woods, Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental; 3ª Ed.; Quadrante; SP; 2010. p.65 DONNELL, Joseph E; Jesuit Geometers, p.19.
7 . T. Woods, Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental; 3ª Ed.; Quadrante; SP; 2010, pp.78 -79.
8 . LANGFORD, J. Jerome, Galileo, Science and the Church, pp. 68-69
9 . WA 42, 708

terça-feira, 30 de março de 2010

O ateísmo contemporâneo

É fenômeno inédito em toda a história da humanidade.


Diversas são as modalidades do ateísmo moderno: vão de teoria filosófica (materialismo radical) até a atitude prática de quem ignora a Deus. Alguns sistemas ateus vêm a ser autenticas profissões de fé na matéria, à qual são atribuídos predicados divinos: a existência por si, a eternidade, a necessidade absoluta...

Na verdade o ateu não pode provar que Deus não existe; o ateísmo resulta de uma opção voluntária; o homem se faz ateu porque quer, não porque tenha a evidência de que o ateísmo é verdade.



Entre as causas do ateísmo contemporâneo assinala-se:



1. A exaltação do homem com sua razão e sua ciência. O mito da ciência, “chave para todos os problemas”, empolgou indevidamente muitas gerações;

2. A psicologia materialista, que reduz a religião a uma atitude meramente subjetiva e ocasional do ser humano, sem que lhe responda a realidade objetiva de Deus;

3. O hedonismo ou a tendência ao prazer, que tem aberto os caminhos da permissividade e vem embotando as consciências frente aos valores transcendentais;

4. A deturpação da doutrina e da vida cristãs por parte dos próprios cristãos.



Qual a resposta cristã para o fenômeno do ateísmo?



1. O homem foi feito para o Bem Absoluto e Infinito, que é Deus. É em Deus que o homem encontra a plena realização das suas aspirações, de modo que não há oposição entre o desenvolvimento dos valores humanos e o culto prestado a Deus. Carl Jung afirmava: “Entre todos os meus parentes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos de vida, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos; e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria” (extraído do livro de N. da Silveira, Jung, vida e obra, 6ª Ed., PP 141s).

2. O homem, dotado de anseios para a Verdade e para o Bem como tais, é para si mesmo um problema insolúvel; só Deus lhe pode dar a resposta cabal. O homem é grande demais em suas aspirações para contenta-se definitivamente com a resposta de alguma criatura. É como uma agulha magnética que, atraída pelo Norte, só encontra repouso quando se volta para este (Deus).

3. Sem esperança numa existência póstuma, a vida presente se torna incompreensível. De modo especial o problema do mal pede o além, no qual restaure a ordem e implante a justiça, que são constantemente burladas nesta terra; se não há nada após a morte este mundo se torna absurdo, porque nele a injustiça e desordem moral frequentemente prevalecem impunemente sobre o bem moral; a iniqüidade e o cinismo não podem ser as palavras finais da história.

Como remédio ao ateísmo o cristão deve propor:

1. Correta exposição doutrinaria. A mensagem da fé nada tem a recear por parte da ciência. Ao contrário, a pouca ciência pode afastar de Deus, ao passo que muita ciência leva a Deus. É preciso que os cristãos conheçam bem o que professam, não apresentando como proposições de fé o que de fato não integra a fé;

2. Coerente conduta de vida. É necessário que os fiéis ilustrem sua mensagem com um comportamento adequado. O mundo de hoje é muito sensível a sinceridade ou a coerência dos pregadores, de tal modo que a mais bela e verídica doutrina, quando apregoada por quem não a vive, pouco ou nada lhe significa.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cosmólogo recebe prêmio defendendo existência de Deus


da BBC Brasil

Um padre e cosmólogo polonês que sustenta a possibilidade de comprovar matematicamente a existência de Deus foi o vencedor do mais polpudo prêmio acadêmico do mundo.

O professor Michael Heller, 72, de formação religiosa, com estudos em filosofia e doutorado em cosmologia, receberá em maio, em Londres, o prêmio Templeton, outorgado pela fundação homônima de estudos religiosos sediada em Nova York. O valor da premiação é de 820 mil libras esterlinas (cerca de R$ 2,87 milhões).

Os trabalhos mais recentes de Heller abordam a questão da origem do Universo, debruçando-se sobre aspectos avançados da teoria geral da relatividade, de mecânica quântica e de geometria não-comutativa.

"Vários processos no Universo podem ser caracterizados como uma sucessão de estados, de maneira que o estado anterior é a causa do estado que o sucede", explicou o próprio Heller em um comunicado divulgado por ocasião do anúncio do prêmio.

Ele rejeitou a idéia de que religião e ciência são contraditórias. "A ciência nos dá o Conhecimento e a religião nos dá o Sentido. Ambos são pré-requisitos para uma existência decente".

"Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus."

Críticas

Alguns céticos atacam a Fundação Templeton por sua inclinação a favor de ideologias conservadoras da religião.

Um dos principais críticos à instituição é o biólogo evolucionista Richard Dawkins, que já descreveu o prêmio Templeton como "uma soma de dinheiro muito grande que se concede normalmente a um cientista disposto a falar coisas boas da religião".

Para os jurados, Heller mereceu o prêmio por desenvolver "conceitos precisos e notavelmente originais sobre a origem e as causas do Universo, muitas vezes sob intensa repressão governamental".

Heller conhecia o Papa João Paulo 2º, nascido polonês sob o nome de Karol Wojtyla, que personificou a reação da Igreja Católica contra o avanço do comunismo nos países do Leste Europeu.

"Apesar da opressão das autoridades comunistas polonesas a intelectuais e padres, a igreja, impulsionada pelo Concílio Vaticano 2º, garantiu a Heller uma esfera de proteção que o permitiu alcançar grandes avanços em seus estudos", diz sua biografia.

Heller disse que usará o dinheiro do prêmio Templeton para financiar futuras pesquisas.

Fonte:http://www 1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u382105.shtml

PS: O que os ateus vão dizer agora? Vão insistir na lorota de que fé e ciência são contrárias?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Teoria do Big Bang.




Duas coisas na teoria do big bang são interessantes e pouco conhecidas do público.
A primeira é que o nome Big Bang tenha sido dado a esta teoria para ridiculariza-la. Nome este dado pelo astrofísico Fred Hoyle, que acreditava em um universo estacionário.
A segunda é o fato de a teoria ter sido concebida por um Padre belga. Padre Georges Lemaíte (1894-1966). Houve outro homem, chamado Alexander Friedman que, ates de Lemaíte, também desenvolvia a ideia de um universo em expansão, mas ele morreu tão logo iniciou seu trabalho, e então, independentemente das ideias de Friedman, Lemaíte desenvolveu e apresentou suas ideia a comunidade científica da época.

Pe. Lemaíte teve dificuldades em ver seu modelo aceito frente a comunidade científica, e entre os que não a aceitavam estava ninguém menos que Albert Einstein.
Einstein afirmou sobre o trabalho do Pe. Lemaíte: ¨ seus cálculos estão corretos, mas seu conhecimento de Física é abominável¨.

Porém em 1929 o americano Edwin Hubble (Astrofísico) provou empiricamente que as galaxias estavam afastando-se umas das outras.
Esta prova foi cabal pra a teoria, e Einstein rendeu-se ao Pe. Lemaíte. Depois, juntos, realizaram várias palestras.

Em 1936 o Papa Pio XI indicou o Padre para a Pontifícia Academia de Ciências e em 1960 o Papa João XXIII deu-lhe o título de monsenhor.

Um sacerdote desenvolveu, dentro do seio da Igreja, a teoria do Big Bang mostrando que esta, diferente do pensamento pregado universidades a fora, não foge a ideia de um ser criador.
O Big Bang só pode ordenar, ao invés de desordenar, se considerarmos algo que o controle.

Fontes:
www.cleofas.com.br
Alexandre Zabot (Físico, Mestre e doutorado em Astrofísica)

domingo, 4 de outubro de 2009

Ciência e Fé explicam: A Criação.

* Comentários por Júnior.

.

Para entendermos que a ciência e a fé, explicam juntas Criação do universo, no livro de gênesis, devemos ter como base os sentidos da bíblia, os seus intuitos, e a época que foi escrita.

Os sentidos da bíblia:


A bíblia não é um livro cientifico que podemos sair interpretando como qualquer outro livro acadêmico, ela requer estudos para averiguar qual a verdadeira mensagem que ela nos passa. A bíblia tem vários sentidos, o moral, o histórico, o alegórico, o espiritual, etc. Gênesis é um livro de sentido alegórico, foi escrito pelo povo judeu, para colocar Deus como um monoteísta, diferente dos “deuses” pagãos. O povo judeu não se preocupava muito com os detalhes topográficos, e cronológicos, dias meses e anos presentes nos livros do Antigo Testamento não são exatos, são representações simbólicas.*


A criação

“Com as premissas anteriores podemos compreender que o livro de Gênesis não foi escrito como um livro de ciência naturais, ,mas como obra de espiritualidade. De modo especial o “hexaémeron” (a obra dos seis dias, Gn 1,1-2,4), foi escrito para incutir aos israelitas várias verdades religiosas, entre elas o repouso do Sábado: Deus é mostrado como grande Operário que fez o mundo em seis dias e repousou no sétimo (é uma imagem apenas, Deus não se cansa nem descansa). O autor sagrado usou o modo de pensar de sua época para em relação ao mundo. Deus não quis lhe revelar côo teve origem o mundo, cientificamente, nem os cientistas sabem disto exatamente.

Às vezes se pergunta quantos indivíduos houve na origem da humanidade? Um homem Adão, e uma mulher (Eva)?

D. Estevão Bettencurt explica o seguinte: “A ciência reconhece três hipóteses referente ao número de indivíduos primitivos:

Polifiletismo: muitos troncos ou berços do gênero humano (na Ásia, na África, na Europa);

Monofiletismo: um só berço com muitos casais;

Monogenismo: um só berço com um casal só.

A primeira hipótese (polifiletismo) contraria as probabilidades científicas, não se diga que o gênero humano apareceu sobre a terra com localidades diversas simultaneamente.”

O monogenismo é a tese clássica, e hoje menos considerada como certa.

O que poucos não sabem é que o Monofiletismo, não se opõe a bíblia e é a tese tida como mais correta sobre a criação.

D. Estevão prossegue: “ A palavra hebraica Adam significa homem, não é o nome próprio mas substantivo comum. Por conseguinte, quando o autor sagrado diz que Deus fez Adam, quer dizer que o homem, o ser humano, sem especificar o número de indivíduos.

A origem das raças não exige o polifiletismo. Com efeito: o conceito raça é assaz e flexível, raça resulta de um conjunto de determinados elementos do ser humano ( cor da pele, forma dos olhos, tipos de cabelo,...) todavia a mesclagem desses elementos é variada sobre a face da terra que há uma gama contínua de tipos de indivíduo, branco, negro, amarelo” (Revista, Pergunte e Responderemos, N° 469 – ano 2001)


O Evolucionismo e a Fé:

Como foi mostrado, o livro de Gênesis nos capítulos de 1 a 3 mostra que as criaturas foram criadas por Deus e que são boas. No início um ato criador de Deus, que pode ter partido da matéria caótica e sem forma (as estrelas, o big bang), e que através da evolução , pode ter produzido os seres minerais, vegetais, animais, irracionais, até chegar ao ponto em que Deus cria a alma espiritual e imortal e infunde no primata desenvolvido dando origem ao homem e à mulher.

Como vimos, Deus, em sua infinita sabedoria, realizou um ato que desencadeou o processo evolutivo, que faz com que tudo no mundo se transforme, e por conseguinte, a evolução da matéria, até chegar no homem como matéria e alma.*


Por que a Igreja combateu o Darvinismo?

A Igreja combateu o Darvinismo por ser uma teoria mecanicista que afirma que a evolução na base da luta pela vida, ao caso, movido pela força bruta: as espécies mais fortes teriam vencido, ao passo que as mais fracas teriam perecido. O que a Igreja rejeitou, e rejeita, é essa visão materialista, atéia, que excluí Deus da criação (em relação aos conceitos de evolução, a Igreja nunca foi contra)”

(Ciência e Fé em harmonia, Aquino, Felipe, Ed. Cléofas, 2009, SP)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Ateísmo científico – O Ateísmo contra à ciência.

Ao contrário do que muitos pensam a mensagem cristã é sim iluminada pela razão e pelo estudo da ciência humana. A ciência foi dada por Deus ao homem para que este chegue ao conhecimento das coisas materiais, mas para que também entenda que Deus é o principio e fim de todas as coisas. O ateísmo com seu ufanismo ideológico cego encontrou na ciência obstáculos para o seu próprio embasamento. Todos sabem que o ateísmo usa a razão humana para argumentar sobre a existência de Deus, mas o que poucos sabem é que o ateísmo chega a extremo de negar verdades científicas para poder explicar suas teorias sobre a não existência de Deus.


Os filósofos pré-socráticos (Platão, Aristótales, Plotino, e outros...) julgavam que o universo era divino; que os astros fossem feitos de substâncias divinas e que não evoluíam nem envelheciam; e que o universo seria eterno, sem começo e sem fim, enfim, um Deus, um Ser Absoluto.


A ciência moderna desfez todos esses erros. No século XIX, alguns pensadores racionalistas e ateus, para não pronunciar o nome de Deus, como Marx, Engels, Friederich Nietzsche, Augusto Comte, etc. retomaram – por interesse – a concepção dos antigos gregos (um absurdo!), segundo a qual o universo estaria em movimento cíclico eterno; um Ser Absoluto, sem começo e sem fim, nem envelhecimento. Ignoram conscientemente – contra a lógica científica tão defendida por eles mesmos – o princípio termodinâmico de Carnot e Clausis, que estabelece a degradação da energia (entropia). Esta lei que a energia mecânica se converte em calor (energia térmica) mas o calor não se converte em movimento. Em conseqüência, o universo em expansão tende a se estagnar e ou estabilizar.” (Aquino, Prof. Felipe, Ciência e fé em harmonia, – Ed. Cléofas, 2009 – 3ª Edição, Pág 88-89.)


Os filósofos marxistas da antiga “cortina de ferro” entraram em crise quando os físicos quiseram desenvolver as conseqüências da lei da entropia. Esta contradizia as premissas do ateísmo, que, para subsistir, tem de admitir a eternidade da matéria, ignorando as conclusões da física atual.


A metafísica é outra atormentadora dos ateus. A metafísica foi muito valorizada até a Idade Moderna, mas filósofos como Immanuel Kant, Augusto Conte, etc. quiseram dar-lhe um golpe mortal, afirmando que só conhecemos os fenômenos sem poder penetrar nas causas, sem poder atingir a realidade em si mesma; assim, recusaram todo o conhecimento que vão além das ciências naturais.


Os materialistas ateus não entendem o sofrimento e não sabem sofrer, pois não têm o sentido dado pela fé; o sofrimento torna-se então, um “caos sem sentido”.


Marx reconheceu a importância de Feuerbach precisamente na proclamação do materialismo, que não consiste somente na luta contra a religião e a teologia existentes, mas também na luta contra toda a metafísica” (1)


Isto influenciou os materialistas, e até cristãos; vários destes embora creiam na existência de Deus e dos valores transcendentais, pensam que não se pode chegar a Deus e às verdades religiosas usando a razão. A Igreja sempre ensinou o contrário. Crer é um ato de fé, mas que não dispensa o uso da inteligência humana.


- (1) K. Marx, F. Engels, de Lenine, Editorial Dietz, Pág. 10

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Qual a sua autoridade para criticar a religião?

(Do livro: Ciência e Fé em harmonia, Felipe Queiroz de Aquino, pág, 30-31, Cléofas Brasil, 2009)

Nenhum pesquisador se arriscaria a fazer uma nova afirmação científica sem muitos anos de estudo e experimentação sobre o assunto. Ninguém publicaria um artigo científico sem ter estudado afinco o problema.

Ninguém se arrisca no campo da ciência a fazer uma afirmação que possa estar errada, pois seria submetido ao ridículo e ser desmentido.

No entanto, quando se trata de religião, muitos parecessem doutores, e se acham no direito de dar “a sua opinião”.

Ora, se você não é um estudioso no campo da religião, você só estaria sendo um palpiteiro irresponsável, pois a religião é coisa séria que interfere na vida e no destino das pessoas.

Será que um simples operário teria a ousadia de dissertar sobre Cálculo Tensorial ou Cálculo Conformacional? Será que uma simples dona de casa, sem estudo, seria capaz de dar uma aula sobre os cromossomos?

No entanto, muitos que quase nada (ou nada mesmo) estudaram de religião, têm a ousadia de ficar fazendo e negações e afirmações ao seu bel-prazer sobre as coisas religiosas. Mesmo que alguém possa ser Doutor em medicina, ou engenharia, no entanto, pode ser ignorante se não tiver estudado religião.

Alguns, orientados por vagos artigos de revistas e jornais se acham no direito de opinar sobre a religião. Ora, quem acreditaria no médico ou engenheiro que se formasse lendo revistas, jornais, ou romances?

Quanto tempo estudamos religião? O que sabemos de exegese, de hermenêutica, de prepeudêutica? Muitos não sabem nem o que significam essas palavras, mas se acham os “entendidos em religião” ou querem menospreza-lá.

Será que sabemos quais são os tratados da Teologia? O que sabemos de Teologia Dogmática, de Teologia Patrística, de Teologia Moral, de Ascética, de Direito Canônico, de Teologia Bíblica, de História da Igreja, Teologia Litúrgica, de Cristologia, de Escatologia, etc?

Temos que ser honestos conosco mesmos e afirmar que quase nada ( ou nada mesmo) sabemos de tudo isso; então é melhor não ficar dogmatizando sobre as coisas da religião alheia sem ter autoridade para isto.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

RACIONALISMO E EMPIRISMO

Introdução
É do conhecimento de todos que as escolas filosóficas Racionalista e Empirista possuem conteúdos diferenciados. Fácil, pois, seria dar uma visão geral de ambas uma vez que as diferenças nos saltariam aos olhos.
Mas para um estudo mais detalhado utilizaremos um método comumente utilizado pelo Racionalismo: a análise.

1.0 Conhecimento Científico
O Racionalismo argumenta que a obtenção do conhecimento científico se dá pelas idéias inatas, que seriam pensamentos existentes no homem desde sua origem que o tornariam capazes de intuir (deduzir) as demais coisas do mundo. Tais idéias inatas seriam o fundamento da Ciência.
Para o Empirismo, a Experiência é a base do conhecimento científico, ou seja, adquire-se a Sabedoria através da percepção do Mundo externo, ou então do exame da atividade da nossa mente, que abstrai a Realidade que nos é exterior e as modifica internamente. Daí ser o Empirismo de caráter individualista, pois tal conhecimento varia da percepção, que é diferente de um indivíduo para o outro.

1.1 Origem das Idéias
Para o Racionalismo podem existir 3 tipos de Idéias:
a) As do mundo exterior formadas através da captação da Realidade externa por nós mesmos internamente;
b) As inventadas pela Imaginação, fruto do processo criativo da nossa mente;
c) As idéias inatas, aquelas que já nascem com o sujeito, concedidas por Deus como uma dádiva, e que são a base da Razão.
Com estas idéias podemos conhecer as leis da Natureza, que também foram criadas por Deus. Tal princípio parte da certeza do pensamento para afirmar qualquer outra realidade.
O Empirismo diz que a origem das Idéias é o processo de abstração que se inicia com a percepção que temos das coisas através dos nossos sentidos. Daí diferencia-se o Empirismo: não preocupado com a coisa em si, estritamente objetivista; nem tampouco com a idéia que fazemos da coisa atribuída pela Razão, com ensina o Racionalismo; mas puramente como percebemos esta coisa, ou, melhor dizendo, como esta coisa chega até nós através dos sentidos.

1.2 Relação de causa e efeito
As relações de causa e efeito são vistas pelo Racionalismo como obedientes ao Mecanicismo. Por este, entender-se-ia que a Razão rege as leis da Extensão (materialidade das coisas) e do movimento. Tal rigor seria matemático e completamente objetivo, ou seja, uma propriedade do Real. Em outras palavras, as relações que o homem observa são inerentes aos objetos em si e à Mecânica da Natureza, espécie de engrenagens que obedecem a uma ordem preestabelecida.
Para o Empirismo a relação de causa e efeito nada mais é do que resultado de nossa forma habitual de perceber fenômenos e relacioná-los como causa e consequência através de uma repetição constante. Ou seja, as leis da Natureza só seriam leis porque se observaram repetidamente pelos homens.

1.3 Autonomia do sujeito
Para o Racionalismo a liberdade de consciência do indivíduo tem um fim: uma justa apreciação dos bens, dizendo ainda que haveria uma identidade permanente da consciência individual.
Já o Empirismo nega tal identidade permanente, pois o conteúdo de nossa consciência varia de um momento para outro de tal forma que ao longo do tempo essa consciência teria, em momentos diferentes, um conteúdo diferente. A explicação está no fato de que a consciência, como sendo um conjunto de representações, dependeria das impressões que temos das coisas, mas sendo impressões estariam sujeitas a variações.

1.4 Concepção de Razão
O Racionalismo vê a Razão como a capacidade de bem julgar e de discernir o verdadeiro do falso. Entende que a Razão é independente da experiência sensível, e que pertence ao Espírito que é diverso da Extensão.
O Empirismo apesar de não possuir pensamento contraditório entende de forma bem diferente: diz que a Razão é dependente da experiência sensível, logo não vê dualidade entre espírito e extensão (como no Racionalismo) , de tal forma que ambos são extremidades de um mesmo objeto.
1.5 Matemática como linguagem
Para o Racionalismo deve-se utilizar do método de conhecimento inspirado no rigor da Matemática. Vale dizer, completo e inteiramente dominado pela Razão: “os princípios conhecidos por intuição desempenham o papel de axiomas”. É o método dedutivo que parte do geral para o particular, primeiro elaboram-se as suposições e depois são feitas as comprovações ou não.
No Empirismo tal método matemático não é aceito. A experiência é o ponto de partida de nosso conhecimento, logo não há necessidade de fazer hipóteses. Assim caracteriza-se o método indutivo que parte do particular (experiências) para a elaboração de princípios gerais.

(Fonte: Ilan de Souza.UFBA)

domingo, 30 de agosto de 2009

Ateísmo - a Ciência é onipotente?

Por Nilson Pereira dos Santos Júnior

O ateísmo é uma atitude que vai se difundindo em nossa sociedade, nem sempre sob a forma de militância anti-religiosa, mas freqüentemente como indiferentismo; dir-se-ia que o homem contemporâneo não precisa mais de Deus, pois consegue, mediante os avanços da ciência e da técnica, criar para si mesmo um bem-estar que lhe dá certa satisfação, tida como suficiente.

1 - Ciência e Fé são opostas?
A ciência é vista como a maior "inimiga" da religião, o que não é verdade. “Quaisquer que sejam as descobertas das ciências naturais, elas nunca contradirão a fé, já que no final das contas a verdade é uma só”. Ou, explicitando melhor, podemos dizer: “As verdades verdadeiras da fé e as verdades verdadeiras da ciência nunca se contradizem”.

Por que “verdades verdadeiras”? Porque houve “verdades” que não eram verdadeiras. Da parte da ciência temos como exemplo a “verdade” – que durou séculos – segundo a qual a terra era o centro do universo e o sol girava em redor dela e não o contrário. Da parte da fé, acreditou-se – por muitos séculos – que o mundo fora criado em 6 dias e que a terra tinha apenas 6 mil anos, com base em cálculos derivados de uma interpretação ao pé da letra do livro do Gênesis (não por determinação da Igreja).
O fundamento desse princípio é simples: tanto as verdades da fé como as verdades da ciência têm um único autor – Deus – que nunca se contradiz. Daí resulta uma conclusão importante tanto para o cientista como para o teólogo: ninguém deve ter medo da verdade, porque a verdade é de Deus, ou melhor dizendo, Deus é a verdade.

2 – As competências da ciência e da fé

“Compete às ciências naturais explicar como a árvore da vida em particular continua crescendo, e como novos ramos brotam dela. Esta não é uma questão para a fé”. A evolução busca entender e descrever os desenvolvimentos biológicos, ao passo que a fé tenta explicar de onde vem o “projeto” do ser humano, a origem e a natureza particular dele. A evolução situa-se no campo da ciência experimental ou empírica; a fé, no campo da filosofia ou da metafísica e da religião.

Enumerarei alguns pontos que não podem ser sistematizados pela ciência.

A Ciência não pode determinar crenças éticas: A ciência não tem como avaliar com métodos científicos o que é ou não ético, pois isto não se pode equacionar numa conta com números. O que Hitler fez com os "Campos de Concentração" era algo maligno, e isso não se pode ser provado pela ciência.

A ciência não pode determinar nada em questões metafísicas: o homem tem várias necessidades que vão além do campo material, e que sem elas ele se sente incompleto, necessidades que não se determinam com contas matemáticas, ou pela herança genética.

A ciência não pode se auto-justificar: A ciência não pode se auto-explicar, isso seria peticismo. A ciência é o método que explica alguma coisa, mas esse método não pode se auto-explicar. A ciência, muitas vezes, usa seu potencial para o mal e deixa de lado sua verdaderia face, que é unir-se a fé e trabalharem para o bem da humanidade, isso que faz muitas vezes elas parecerem opostas.

Segue abaixo um pequeno debate sobre a "Onipotência" da ciência.

sábado, 8 de agosto de 2009

Ciência e Fé em Harmonia- Cientista de Oxford fala de Deus!

Cientista de Oxford fala de Deus!

A revista Época (09/05/2008 ; Edição nº 520) trouxe uma entrevista com o Dr. Alister Mc Grath, irlandês, professor de Teologia Histórica da Universidade de Oxford, na Inglaterra; entre outras coisas ele afirma que “a fé ajuda a explicar o que a ciência não consegue”. Ao contrário de seu colega ateu e propagador do ateísmo, Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”, é um pesquisador cristão.

McGrath não abandona seus estudos científicos. Para ele, a ciência é capaz de explicar o mundo natural, mas não de entender valores e o significado da vida. Ambos são estudiosos das ciências naturais.

McGrath tornou-se doutor em biofísica molecular, apresentou trabalhos relevantes e conquistou uma cadeira em Oxford. McGrath e Dawkins se conheciam. Encontravam-se em congressos de biologia e participavam de grupos de discussão sobre ateísmo. Ambos escreviam para a publicação americana Skeptical Magazine.

A diferença entre eles é que a mesma ciência levou Dawkins a pregar o ateísmo e McGrath a falar de Deus. Para combater Dawkins, McGrath publicou no ano passado o livro “O Delírio de Dawkins” (Editora Mundo Cristão), escrito em parceria com a mulher Joanna Collicutt, neuropsicóloga, especialista em teologia cristã. O livro de McGrath vendeu 60 mil exemplares na edição inglesa e foi traduzido para sete idiomas, e o nome de McGrath passou a circular entre os mais influentes da Europa.

A revista Época afirma que: “O mais irônico é que Dawkins, hoje rival, já foi ídolo de McGrath. Na época em que foi aprovado para cursar Biofísica Molecular em Oxford, em 1975, McGrath estava convencido de que a religião era a causa de conflitos e mortes pelo mundo e abraçou o ateísmo. Seu livro de cabeceira, “O Gene Egoísta”, publicado em 1976 por Dawkins, era a bíblia de quase todo universitário”.

Em seu livro, McGrath afirma que Dawkins confunde crença e prática religiosa. “Pode-se crer em algo sobrenatural sem que seja preciso haver prática religiosa”, diz McGrath. “Dawkins confunde tudo e ataca as duas coisas ao mesmo tempo.” O livro de Dawkins traz citações de internet, opiniões, hipóteses e frases de pessoas ilustres. “Ele faz isso para conseguir tecer suas idéias, já que falha na abordagem científica”, diz McGrath.

Dr. Alister considera que a existência de Deus pode ajudar o conhecimento científico. Entre outras coisas ele afirma que “há partes da vida que a ciência não pode explicar” e que “as duas [ciência e fé] podem trabalhar muito bem juntas”. Ele confirma que “há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos”. Ele aceita o processo evolutiva do mundo sem excluir Deus.

Mc Grath conta que na juventude esteve “apaixonadamente persuadido pela veracidade e relevância do ateísmo. Quando fui para Oxford estudar química, comecei a refletir sobre se aquilo faria sentido. Mais tarde conheci Joanna (sua atual esposa) e percebi que a força dos argumentos que levam a Deus é mais satisfatória do que a que leva ao ateísmo”.

Sobre Richard Dawkins ele diz que não são amigos, mas apenas professores da mesma universidade. “Nós estamos presentes em alguns congressos e nos encontramos. Somos cordiais. Mas não posso dizer que somos amigos. Nós nos conhecemos mais pelas publicações que um e outro produziu. E nossas divergências também aparecem no que escrevemos”.

Mc Grath afirma que Dawkins se tornou um fanático e que “a sua agressividade é reflexo de sua frustração. Ele passou a ser mais agressivo porque sabe que a religião está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ele convoca seus leitores para militar contra a religião e rompe com sua própria argumentação. Seu único argumento é de que a religião não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. É por frustração que ele afirma que toda a religião é perniciosa e deve ser banida da sociedade”.

Dr. Alister afirma que em seu livro não dá argumentos para acreditar em Deus, mas quer rebater as teses de Dawkins. “A forma como você acredita em Deus dá sentido ao mundo. Acreditar em Deus traz esperança e motivação para se manter vivo e se relacionar com as pessoas”, afirma.

Ao responder a pergunta do repórter se acredita na evolução, McGrath diz discordar de Dawkins em sua insistência de que a evolução biológica exclui Deus do processo. Ele diz que “não entendo como ele chegou a essa conclusão. Na minha opinião, as duas coisas são compatíveis”.

Sobre a questão se as pessoas religiosas têm a moral mais desenvolvida que os ateus, ele responde:Não quero dizer que ateus são pessoas ruins. O que quero dizer é que acreditar em Deus dá habilidade e ferramentas para tratar melhor deste assunto”.

McGrath acha que é importante submeter a fé a um exame crítico.Acredito que todo mundo deveria submeter suas crenças a um exame crítico. Sempre. A razão pela qual sou cristão é porque submeti minhas crenças [no ateísmo] e descobri que elas não ficavam em pé. Para mim, acreditar em Deus tem razões muito mais robustas”.

Quando lhe é perguntado quando a ciência não pode explicar Deus, ele responde:Penso que a ciência é extremamente efetiva para explicar o mundo natural. Mas quando tenta explicar questões como valores ou significados, não acredito que ela consiga com êxito. Dawkins diz que a ciência pode explicar todas as coisas. Eu digo que acreditar em Deus ilumina partes da vida que a ciência não pode explicar. As duas podem trabalhar muito bem juntas”.

Sobre a pergunta se ele votaria em um candidato ateu, responde: “Eu não escolheria meu candidato considerando a religiosidade dele. Dawkins exagerou no preconceito. Eu não cultivo o preconceito que ele próprio tem. Há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos”.

Dr. Alister Mc Grath é mais um cientista de renome internacional, que juntamente com outros como o Dr. Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma Humano; Dr. Peter Grynn; Dr. Thomas Woods, e muitos outros, dá um testemunho atual de que a fé não é obstrução para a ciência, ao contrário, a ajuda. Obscurantismo hoje é afirmar que a fé é inimiga da ciência ou um obstáculo em seu caminho.

Fonte:http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/06/06/cientista-de-oxford-fala-de-deus/