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terça-feira, 18 de maio de 2010

Anglicanos: Igreja Católica, Mons. Mark Langham, explica alguns aspectos em entrevista exclusiva à Gaudium Press

Publicado 2009/10/26

Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Roma, (Segunda, 26-10-2009, Gaudium Press) Em entrevista exclusiva com Gaudium Press,Mons. Mark Langham -oficial do Pontifício Conselho para a Unidade com os Cristãos- explica alguns aspectos do 'anunciado' ingresso dos anglicanos a Igreja Católica.

Devemos ver na decisão do Papa um primeiro passo para a reunificação entre a Igreja Católica e a Igreja Anglicana ou, como um dos jornalistas mencionou, um triste sinal da "morte" do anglicanismo?

Nenhum dos dois casos, na verdade. Esse grupo da Igreja Anglicana que pediu para vir para Roma está solicitando isso há bastante tempo. Assim, devemos distinguir, com muito cuidado, entre o pedido de alguém que deseja ser católico e as relações ecumênicas com a Igreja. São duas situações diferentes. Não podemos confundi-las; não podemos considerá-las do mesmo modo, em absoluto.

O modo de responder à solicitação de pessoas que sinceramente desejam se tornar católicas não afeta, de forma alguma, nosso diálogo com a Comunhão Anglicana oficial. Nosso objetivo é, realmente, como sempre foi, a plena comunhão, e nós continuamos a trabalhar nessa direção por meio do diálogo oficial. Com efeito, em novembro teremos um colóquio com os anglicanos, que foi agendado há muito tempo, e que continua toda aquela tradição do Concílio Vaticano II.

A Igreja da Inglaterra tem seus problemas, mas dizemos que ela esteja morrendo. Não esperamos senão que toda essa questão termine em um robusto testemunho do Evangelho.

O senhor pode explicar aquilo que foi chamado pelo cardeal Levada de "fenômeno mundial", ou seja, essa decisão de numerosos anglicanos de se converterem ao catolicismo? Há membros de outras igrejas protestantes pedindo o mesmo?

Sim, esses pedidos nos chegam de tempos em tempos. Mas lembre-se de que a Comunhão Anglicana, no mundo todo, tem uma relação especial com a Igreja Católica. O Concílio Vaticano II foi dedicado especificamente às Igrejas que, vindo da Reforma, preservaram alguns aspectos católicos de identidade, e aí a Igreja Anglicana tem um espaço especial. Em outras palavras, nós sempre vimos na Igreja Anglicana mais elementos católicos que na Igreja Reformada ou Luterana, ou nas demais. E a Igreja Anglicana sempre se viu como Católica, e como parte da Igreja Católica.

Ora, com relação às novas prioridades que têm sido introduzidas na Igreja Anglicana, no tocante a mulheres sacerdotes e bispas e a parceria homossexual e bispos homossexuais, alguns anglicanos pensam que isso está levando a um afastamento da tradição apostólica. E esses estão realmente em uma situação complicada. Querem permanecer anglicanos, mas veem que a Igreja Anglicana está rompendo seus laços com a tradição da Igreja no mundo todo. Como o cardeal Levada disse, eles reconhecem que há aí um déficit, há alguma coisa faltando, que é a autoridade. Procuraram, então, uma autoridade e olharam para Roma. Dentro da Igreja Anglicana, as pessoas que mais foram mais afetadas por tal problema são aquelas que sempre foram próximas da Igreja Católica. Devemos levar em consideração que a Igreja Anglicana é muito ampla - embora de um modo diferente da Igreja Católica; nós temos nosso catecismo e nossas regras -, o que faz com que os anglicanos estejam de acordo em alguns aspectos essenciais, mas que haja um amplo leque de opiniões entre eles: alguns são mais protestantes, outros são mais católicos. E os que são mais católicos se encontram em um momento difícil e olharam para Roma.

Então o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos está certo de que essa decisão não afetará negativamente o diálogo ecumênico entre as Igrejas?

Definitivamente isso não ocorrerá, e vamos continuar em nível oficial todos os diálogos com a Comunhão Anglicana. Isso é muito importante.

Por que, então, o Santo Padre decidiu estabelecer uma nova estrutura canônica para os ex-anglicanos, em vez de simplesmente inseri-los nas formas já existentes?

Na minha opinião, isso se deve ao fato de muitos deles dizerem desejar se tornar católicos, mas também terem muito amor pela tradição anglicana. Um traço característico da Igreja da Inglaterra é estarem os anglicanos arraigados às próprias tradições, à linguagem, às orações, à música, às formas de culto, e talvez de maneira que nós mesmos achamos difíceis de compreender. Quero dizer que, em boa medida, é muito difícil para eles renunciarem a isso. Por isso, os que querem se tornar católicos enfrentam esta decisão dolorosa: "Se eu me tornar católico, terei que deixar para trás essa tradição que é tão importante para mim?" Então o Papa, caridosa e generosamente, deu-lhes a possibilidade de se tornarem católicos romanos podendo conservar suas tradições.

O que ficará e o que mudará para eles?

Isso ainda não foi definido. Como afirmou o Mons. di Noia, teremos de analisar. Pode-se ver que há alguma antecipação disso nos Estados Unidos, onde alguns párocos usam uma versão da liturgia anglicana tradicional, adaptada ao rito católico romano. É, portanto, uma missa católica, mas com a forma da liturgia anglicana. O cardeal Levada hoje comparou com outros ritos ocidentais, com o Ambrosiano, o Bracarense, e outros. É uma missa católica, sem dúvida, mas com uma forma histórica particular. Assim, não sabemos como será a forma, mas com certeza usará muito da linguagem da liturgia anglicana.

Será uma Igreja Católica Anglicana especial? Do mesmo modo como temos, no Catolicismo, a Igreja Greco-Católica?

Bom, em certo sentido, sim. Seria um costume anglicano, do rito anglicano na Igreja Católica. O Cardeal Levada ressaltou que as Igrejas orientais - estamos falando dos Católicos Ortodoxos - estão numa situação histórica particular. [O caso do anglicanismo] tem relação com o Ocidente e é novo, mas é integralmente católico e não está sendo um rito romano, ainda que boa parte dos católicos usem em sua maioria. Mas esse é um rito diferente do rito latino. Como acontece em Milão, Toledo e onde quer que haja um rito diferente.

Também na Igreja Anglicana existem diferenças nos ritos. Nesse caso, haveria apenas um rito ou vários?

Isso não está claro. O que o arcebispo Di Noia disse é que, segundo parece, haverá também algumas afinidades com as tradições locais. Isso presumivelmente significa que haveria alguma relação com as tradições anglicanas locais, de modo que não seria da mesma forma em todo o mundo.

Quais são as semelhanças entre a tradição anglicana e a católica?

Essas semelhanças foram exploradas durante 40 anos de diálogo entre a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica. Descobrimos e afirmamos muitas coisas em comum. Quais semelhanças? São muitas. Em primeiro lugar, eles se consideram como parte da Igreja Católica. Têm as três formas de ministério: bispos, padres e diáconos. O que acontece em outras igrejas, como a Igreja Reformada e o calvinismo, é que eles não têm bispos. Os anglicanos e os católicos têm.

Os anglicanos mantêm uma noção de sacramento; eles reconhecem o Batismo e a Eucaristia como sacramentos. Na teologia eucarística, não se expressam da mesma forma que nós, mas estamos de acordo, em boa medida, sobre a forma de presença de Cristo. Ainda precisamos trabalhar isso melhor, mas oficialmente concordamos em boa medida sobre a Eucaristia. Eles concordam com muitas coisas sobre Maria, e têm uma extensa doutrina básica sobre a Igreja.

Por 1500 anos fomos uma mesma Igreja; nos últimos cinco séculos temos sido diferentes. Portanto, temos longa história como uma única Igreja. Assim, muitos elementos permaneceram, elementos católicos: muita espiritualidade, a forma do cerimonial, a forma do culto. De muitas maneiras o anglicanismo é similar à Igreja Católica, mas de muitas outras é diferente, tanto da católica, quanto da protestante.

Assim, como eu disse antes, eles não têm o sentido de centralizar a autoridade. Eles não têm nenhum organismo semelhante à Congregação para a Doutrina da Fé. Eles usam muita organização, mas a grande palavra para eles é "diversidade"; concordam entre si no básico, mas o essencial é ter grande quantidade de opinião dentro da diversidade. Assim, há alguns anglicanos que são muito católicos. Quando vamos a algumas igrejas anglicanas, pensamos que estamos numa igreja católica, vemos a imagem de Maria, as dos santos e velas. Em outras, pensamos estarmos em alguma igreja protestante, mais propriamente evangélica. Mas todas são anglicanas, porque a clave para o anglicanismo é ser abarcativo, incluindo um amplo leque de membros.

Os anglicanos reconhecem o Batismo e a Eucaristia, mas, e os outros sacramentos que estão presentes no Catolicismo? Os bispos e padres vão recebê-los novamente?

Sim, eles os receberão mais uma vez. Historicamente, a Igreja Católica decidiu que não reconhecemos as ordenações anglicanas, o ministério anglicano, porque depois da Reforma houve uma ruptura com a tradição. E, assim, a ligação com a linha apostólica foi perdida. Isso não quer dizer que não existam grandes semelhanças. Afirmamos também que os padres anglicanos não estão desperdiçando seu tempo; estão servindo como ministros da salvação, mas não são equivalentes ao padre católico. Não reconhecemos seu ministério sacerdotal. Desse modo, qualquer anglicano que se torne padre católico, mesmo que seja um bispo, tem de ser reordenado. Reconhecemos seu batismo como o mesmo que sempre tivemos, mas não reconhecemos seu sacerdócio. Não reconhecemos sua Eucaristia, por isso o católico não pode ir a uma eucaristia anglicana e receber a comunhão; isso não é permitido.

Será dada alguma formação para novos padres e bispos anglicanos?

Temos recebido anglicanos já por longo tempo, e particularmente após a ordenação de mulheres na Igreja da Inglaterra em 1992. Foram muitos, e tiveram de ser preparados, porque precisam, de fato, receber uma introdução cultural, bem como uma introdução teológica. A cultura da Igreja Católica é diferente da cultura da Igreja Anglicana. A Igreja da Inglaterra é uma igreja estatal. É a Igreja da rainha. Seus bispos possuem lugar garantido no Parlamento. A Igreja Católica não tem isso. Deve haver, então, uma preparação cultural, mais curta, pois eles não precisam sentar-se entre os jovens seminaristas católicos. E é uma preparação que leva em conta sua origem, o que fizeram e quais as suas necessidades. É necessário um período de preparação conveniente, já que desejam ser ordenados padres católicos. Não há nada de automático isso. Pode haver uma expectativa e esperança, mas pediríamos a todos os clérigos anglicanos que desejam ser católicos que se submetam tanto à formação quanto ao aprendizado conveniente sobre a Igreja Católica, e que possamos aprender a respeito deles.

Foi provavelmente uma surpresa, para muitas pessoas pertencentes à tradição católica ocidental, saber que o padre anglicano casado poderá permanecer casado e se tornar um padre católico.

Essa possibilidade foi claramente afirmada hoje de manhã. Trata-se de uma dispensa particular para um caso especial. Não afeta a norma regular do celibato. As pessoas hão de ver, e já viram, que há certo número de clérigos casados na Inglaterra, mas isso não mudará a norma oficial da Igreja Católica no tocante ao celibato. Nesse caso há uma dispensa particular para aqueles que estão entrando para a Igreja. A geração futura terá de ser celibatária.

O que acontecerá com bispos anglicanos casados que desejam entrar para a Igreja Católica?

Eles podem ser padres, mas não podem ser bispos. Foi deixado muito claro, hoje, que não teremos nenhum bispo casado. É contra a tradição da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa.

Qual é a presença dos anglicanos na América do Sul?

A Comunhão Anglicana é agora universal. Começou como inglesa e se espalhou pelo mundo com o Império Britânico. Mas também cresceu segundo a natureza do mundo de hoje. Existem anglicanos de língua espanhola e de língua francesa, que não são nem culturalmente, nem mesmo linguisticamente ingleses. Na América do Sul, o anglicanismo começou servindo a por grupos de ingleses ou americanos que viviam ali, mas adquiriu raízes locais e se tornou inculturado. Essa é uma parte do quadro. A América Latina tem boas relações ecumênicas com a Igreja Anglicana, e quando mantemos diálogo ecumênico com a Comunhão Anglicana, aparecem frequentemente bispos e teólogos dessa parte do mundo.

E sobre o idioma? A princípio tudo seria em inglês?

Depende do lugar. Se houver algum anglicano espanhol, na América do Sul, por exemplo, que solicitar, será providenciada uma solução local numa forma em espanhol. Mas eu acho que será usado sobretudo o inglês, já que é a principal língua da Comunhão Anglicana.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Neozelandesa leiloa 'fantasmas engarrafados' por R$ 2,5 mil


Para a descontração dos nossos leitores.



Fonte: BBC / UOL

Uma neozelandesa leiloou na internet pelo equivalente a R$ 2,5 mil, nessa segunda-feira, um par de garrafinhas contendo
água benta onde, segundo ela, dois fantasmas teriam sido aprisionados por um exorcista.

Par de garrafinhas contendo
água benta onde, segundo Avie Woodbury, dois fantasmas teriam sido aprisionados por um exorcista

Segundo Avie Woodbury, responsável pelo leilão, os fantasmas de um idoso e de uma criança assombraram sua casa na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, até que o especialista foi chamado para capturá-los.

No site de leilões virtuais Trade Me, ela explicou aos interessados, quase 220 mil, quais "atividades bizarras" ela vinha enfrentando por causa dos espíritos.

"Eu tinha chaleiras fervendo por conta própria, sentia algo me tocando na nuca, ouvia vozes vindo dos outros quartos, coisas desaparecendo e reaparecendo em lugares estranhos", contou.

"O cachorro estava maluco, ele não entrava mais em alguns quartos e minha sobrinha ficava comigo e me dizia que estava conversando com uma garotinha", acrescentou Woodbury.

Mas, em julho do ano passado, a família decidiu recorrer ao exorcista, que teria posto fim às assombrações.

Os fantasmas do idoso e da garotinha teriam sido aprisionados em água benta, que seria capaz de "colocá-los para dormir", segundo Woodbury.

Seu objetivo com o leilão seria livrar-se das supostas entidades e doar o dinheiro arrecadado, exceto a quantia gasta com o exorcista, para uma entidade de proteção aos animais.

O leilão Centenas de milhares de pessoas se interessaram pela aquisição dos fantasmas engarrafados.

Mas o lance vencedor, de R$ 2,5 mil, veio da empresa Safer Smoke NZ, que produz cigarros eletrônicos (usados como substitutos dos tradicionais) e pediu no site dicas de o que fazer com as garrafinhas.

Além de possíveis compradores, os fantasmas atraíram muitos comentários no site Trade Me.

Diversas pessoas forneceram dicas de como garantir que os fantasmas não escapassem. Outros, porém, criticaram a moralidade de se negociar as supostas almas.

Claro que houve também quem duvidasse da veracidade do produto.

Mas Avie Woodbury não foi a única a vender material assombrado no site. Um outro vendedor está anunciando um "genuíno fantasma" que estaria aprisionado em uma garrafa com água benta.

Segundo o dono do suposto espírito, a assombração estava presa em água benta azul, mas como ela não foi "forte o bastante" para conter o fantasma, o espírito foi transferido para água benta vermelha.

Por enquanto, o lance está em menos de R$ 14,00. O leilão termina no próximo dia 15.
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Na melhor formula Supernatural essa galera usa nomes e aspectos católicos para conseguir audiência e credibilidade. Deve ter um monte de gente rindo atoa pensando em como vão acusar católicos de que Padres cobram para exorcisar e depois ainda vendem o "espírito" exorcisado na internet. É piada mesmo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Assembléia Pastoral Diocesana

A Arquidiocese de Olinda e Recife se prepara para a assembléia pastoral diocesana, a 1ª de dom Fernando como arcebispo, em entrevista concedida no dia 14/02 pelo Chanceler da Arquidiocese; Pe. Cícero Ferreira de Paula e pelo Prof. Gustavo de Castro coordenadores da assembléia, foram apresentados os detalhes deste evento que contará com a participação de mais de 700 agentes de pastorais de toda a arquidiocese entre padres e leigos, cada paróquia contará com 02 representantes além do padre, também foram convidados institutos e movimentos religiosos como a RCC, Focolares etc,

“Sempre que um Bispo toma posse de uma Diocese, ele costuma fazer uma assembléia pastoral, para ver como anda o serviço, o trabalho missionário, com D.Fernando não seria diferente” fala o Pe. Cícero.

“A assembléia tem o poder de ouvir o povo” comenta o Prof. Gustavo de Castro.

A Assembléia fornece ao Bispo um modo de ver, analisar e elaborar os planos arquidiocesanos, traçar metas, ver as ações religiosas, “não o passado e sim com o presente, lançar e abrir a caminhada de um futuro, na assembléia não discutiremos problemas teológicos nem dogmáticos, apenas trataremos de uma fase positiva, de como podemos melhorar o trabalho missionário, evangélico, em nossa Arquidiocese ” relata o Prof. Gustavo de Castro, tendo como ponto de partida o Documento de Aparecida (D.A), e também a metodologia do Ver,Julgar e Agir da CNBB, com isso serão criadas 10 comissões representativas, a criação de vicariatos episcopais que auxiliarão o arcebispo na descentralização da cúria, segundo alguns religiosos que preferem não se identificar, a assembléia servirá também como uma preparação para a chegada de um possível bispo auxiliar, perguntado sobre essa possibilidade o chanceler do Arcebispado, contou que devido a dimensão territorial da Arquidiocese seria necessário não um e sim, vários Bispos auxiliares, a Arquidiocese de Olinda e Recife tem mais de 100 paróquias e mais de 03 milhões de habitantes em 19 municípios incluindo o Arquipélago de Fernando de Noronha. A presença de assessores da CNBB, como ouvintes facilitará e servirá de termômetro para o dia seguinte, alem de ajudar nas decisões dos rumos traçado pela Assembléia Pastoral.

A Assembléia Pastoral acontecerá de 18 a 20 de fevereiro no auditório Tabocas no Centro de Convenções de Pernambuco.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Primeira entrevista de Dom Fellay: “Estou confiante”.


Nossa tradução da publicação de Rorate-Caeli (original em Le Temps):

- [Patricia Briel, Le Temps:] Você condena as declarações negacionistas de Dom Williamson?

- [Fellay]: Não cabe a mim condená-las. Não tenho competência para isso. Mas eu lamento que um Bispo possa ter dado a impressão de envolver a Fraternidade com uma posição que não é nossa.

- Segundo observadores, a decisão do Papa poderia criar divisões dentro da Fraternidade. Todos os fiéis e padres não estariam prontos para a unidade.

- [Fellay:] Não temo isso. Sempre pode existir uma voz dissonante aqui ou ali. Mas o zelo com que os fiéis rezaram o Rosário para pedir o remoção das excomunhões diz muito sobre a nossa união; 1.700.000 rosário foram rezados em dois meses e meio.

- Em sua carta aos fiéis de 24 de Janeiro, você demonstra seu desejo de examinar, com Roma, as causas profundas da “crise sem precedentes que aflige a Igreja hoje”. Quais são essas causas?

- [Fellay]: Em essência, essa crise é causada por uma nova aproximação do mundo, uma nova visão do homem, isto é, um antropocentrismo que consiste numa exaltação do homem e num esquecimento de Deus. A chega das filosofias modernas, com sua linguagem menos precisa, levou à confusão na teologia.

- O Concílio Vaticano Segundo é também responsável pela crise na Igreja, em sua opinião?

- [Fellay:] Nem tudo vem da Igreja. Mas é verdade que nós rejeitamos uma parte do Concílio. O próprio Bento XVI condenou aqueles que invocam o Espírito do Vaticano II para pedir uma evolução da Igreja numa ruptura com seu passado.

- Ecumenismo e liberdade religiosa estão no centro das críticas que você faz ao Vaticano II.

- [Fellay:] A procura pela unidade de todos no Corpo Místico da Igreja é nosso desejo mais querido. Entretanto, o método que é usado não é apropriado. Hoje, há tal foco no pontos que nos une a outras confissões Cristãs que aqueles que nos separam são esquecidos. Cremos que aqueles que deixaram a Igreja Católica, isto é, os Ortodoxos e Protestantes, devem voltar para ela. Concebemos ecumenismo como um retorno à unidade de Fé. A respeito da liberdade religiosa, é necessário distinguir duas situações: a liberdade religiosa da pessoa, e as relações entre Igreja e Estado. A liberdade religiosa implica liberdade de consciência. Concordamos com o fato de que não há um direito de forçar a qualquer um aceitar uma religião. Quanto à nossa reflexão sobre as relações entre Igreja e Estado, é baseada no princípio da tolerância. Parece claro para nós que onde existirem múltiplas reliões, o Estado deve ser vigilante em sua boa coexistência e paz. Entretanto, há apenas uma religião verdadeira, e as outras não são. Mas toleramos essa situação para o bem de todos.

- E se as negociações falharem?

- [Fellay:] Estou confiante. Se a Igreja diz hoje algo que está em contradição com o que ela ensinou ontem, e se ela nos força a aceitar essa mudança, então ela deve explicar a razão para tal. Creio na infalibilidade da Igreja, e penso que chegaremos a uma verdadeira solução.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

LIBERTADORES "Entrevista a Luiz Carlos Susin: ‘Uma igreja tradicionalista nunca será criativa"



Vagando pela internet, a procura de uns textos para o desenvolvimento do meu proximo projeto de pesquisa, me deparei com o referido texto de um teologo libertador num site um tanto quanto "desacreditável" a Igreja, trata-se de uma análise de


IHU - Unisinos *Adital -


"Creio que há um esforço enorme em torno de um sonho impossível: a restauração do catolicismo europeu de tempos que não voltam porque a cultura da Europa, atualmente, de modo geral, tem muita estética, mas pouca alma de verdade, e virou turismo e savoir vivre". A opinião é do teólogo Luiz Carlos Susin e foi expressa na entrevista que segue, concedida, por e-mail, à IHU On-Line. Para ele, a novidade da Igreja Católica reside justamente em um aspecto já conhecido: o tradicionalismo. Entretanto, ele faz um alerta: "Há uma dose de violência institucional junto com o tradicionalismo, certa embriaguez de poder, ainda que frequentemente seja apenas simbólico". Isso cria, justifica, "armadilhas a médio prazo, como estas aparentes surpresas em torno de desequilíbrios humanos elementares porque estavam até certo ponto ‘sublimados’". E acrescenta: "Numa centralização muito hierárquica, acontece também uma disfunção de comunicação entre o centro, o topo, e as bases, a periferia. Vivemos uma época em que oficialmente tudo parece se tornar melhor disciplinado, mas, na verdade, há muito desencontro vital".

Confira a entrevista


IHU On-Line - O pontificado de Bento XVI está prestes a completar cinco anos. Que perspectivas esse papado abre para o futuro da Igreja no século XXI?
Luiz Carlos Susin - Cinco anos foi o tempo do pontificado de João XXIII . Esta comparação é quase inevitável. Aquele Papa foi confiante e audaz. Este é prudente, e aprendeu da sua própria teologia o método da suspeita. Mas há tempos em que o papado faz história, e há tempos - que são mais frequentes - em que a história acontece nas periferias das instituições. A menos que aconteçam alguns fatos ainda mais graves do que os que vieram sacudindo os últimos tempos, Roma não está para peixe. Creio que há um esforço enorme em torno de um sonho impossível: a restauração do catolicismo europeu de tempos que não voltam porque a cultura da Europa, atualmente, de modo geral, tem muita estética, mas pouca alma de verdade, e virou turismo e savoir vivre. A parte mais viva da Europa está entre os imigrantes, mesmo católicos. Mas grande parte não é católica.


IHU On-Line - O ano de 2009 foi repleto de "polêmicas" envolvendo a Igreja de Roma: a revogação da excomunhão dos lefebvrianos, os escândalos na Irlanda e entre os Legionários, as investigações sobre religiosas nos EUA, a questão dos anglicanos etc. Qual a sua avaliação dos caminhos que a Igreja vem tomando ultimamente?


Luiz Carlos Susin - Até mesmo vaticanistas mais conservadores, como Sandro Magister, reconhecem que a novidade vem pelo lado tradicionalista: são oficialmente bem-vindos e ganham apoio e prestígio. Mas por eles vieram também os constrangimentos da última década. Há uma dose de violência institucional junto com o tradicionalismo, certa embriaguez de poder, ainda que frequentemente seja apenas simbólico. E isso cria armadilhas a médio prazo, como estas aparentes surpresas em torno de desequilíbrios humanos elementares porque estavam até certo ponto "sublimados". Numa centralização muito hierárquica acontece também uma disfunção de comunicação entre o centro, o topo, e as bases, a periferia. Vivemos uma época em que oficialmente tudo parece se tornar melhor disciplinado, mas na verdade há muito desencontro vital.


IHU On-Line - Diversos analistas apontam que o grande embate da Igreja atual, sob o papado de Bento XVI, é contra o secularismo. Em sua opinião, o secularismo é também uma preocupação da Igreja latino-americana?


Luiz Carlos Susin - O secularismo é um fenômeno "ocidental" muito ligado às contradições da própria Igreja. Lembra o título do último livro de Ivan Illich, A corrupção do melhor engendra o pior. Por isso, quanto mais se vai para o centro da instituição, mais se percebe perto dela o clima de secularismo, que vai além do reconhecimento da autonomia das realidades sociais - a secularidade do mundo - mas um clima de mútuos ressentimentos, acusações e cobranças. Quanto mais se vai para as periferias menos se sente este clima. Na América Latina, isto é sentido de forma vertical: o povo que está na base integra melhor seu cotidiano com sua fé, mas quando se sobe na sociedade, são mais marcantes as incongruências entre fé e vida social, que chega por aqui também a uma dissociação e até a um secularismo eticamente cínico.


IHU On-Line - Outra tendência da Igreja é o silenciamento ou censura de teólogos ou padres ativistas, como recentemente o jesuíta John Haight e o Maryknoll Roy Bourgeois. O que isso simboliza para o debate teológico e a missão social da Igreja?


Luiz Carlos Susin - Teólogos, religiosos e militantes sociais não podem ser "teólogos de corte", nem "cabras mandados", pois precisam de liberdade evangélica para interpretar e para criar. Embora devam lealdade e obséquio ao magistério da Igreja e à comunidade eclesial como um todo, precisam manter a parrésia, essa coragem profética pela qual acabam sempre pagando algum preço inclusive dentro da própria Igreja. Giovanni Batista Montini, que seria mais tarde Paulo VI, quando era arcebispo de Milão, sabendo que tinha sido afastado de Roma por manobras na Cúria, deixou escrito uma intrigante afirmação: "Às vezes se sofre pela Igreja, e às vezes se sofre também pelas mãos da Igreja". Mais do que o silêncio de teólogos, o que nos faz sofrer na América Latina é o silêncio a respeito dos inúmeros mártires que deram suas vidas em nosso continente.


IHU On-Line - O conceito de "minoria criativa" também saiu dos lábios do Papa ao se referir à Igreja com relação ao seu futuro. Qual a sua opinião sobre essa perspectiva de Igreja na sociedade contemporânea?


Luiz Carlos Susin - "Minoria criativa" é uma realidade positiva na sociedade em diversos níveis, desde lideranças populares até lideranças dos países emergentes. Na Igreja, foi uma minoria criativa que liderou o Concílio Vaticano II e também a mais famosa e eficaz Assembleia de bispos da América Latina, em Medellín. Num mundo pluralista, com múltiplas tradições religiosas, reconhecer-se uma entre as outras tradições religiosas é um sinal saudável. Nesse caso, minorias criativas serão aquelas que buscarem ativamente o diálogo por um mundo que deve ser transformado. Tradicionalistas nunca foram e nunca serão criativos, sejam minoria ou maioria. Tentando uma analogia: por sua estrutura, ao invés de criativos, estão mais para reprodutivos por clonagem, repetição sem novidade.

IHU On-Line - Quais são os "sinais dos tempos" que mais inquietam a Igreja institucional hoje? E que outros sinais, também importantes, passam despercebidos?


Luiz Carlos Susin - Estamos repletos de sinais, há muitos sinais. Por exemplo, a eleição de Obama, mesmo que ele revele limites com o passar do tempo. Quando o presidente da mais poderosa nação do mundo, em tempo de férias, sai caminhando com um boné na cabeça para ir à padaria comprar o pão para sua família, isso é um grande sinal. Há uma vontade de identificação e de participação que provém de povos que até agora estavam calados, como os indígenas por toda a América Latina. Há uma movimentação migratória igual às que marcaram as grandes etapas da história. Reciclador de lixo tem discurso político. As mulheres têm palavra própria. São sinais de empoderamento. A única forma de tratar estes sinais é a interlocução sem tutela.


IHU On-Line - O Papa Bento XVI diz que a fome é o pior sinal da pobreza, chama a um estilo de vida austero, levanta sua voz contra o desperdício alimentar, além de pedir uma economia mais justa com a publicação da "Caritas in veritate". Por outro lado, cresce o número de famintos e pobres em todo o mundo. Quais são as grandes tendências da Igreja hoje com relação aos mais pobres? Concretamente, eles ainda são uma "opção preferencial" da Igreja do século XXI?


Luiz Carlos Susin - De fato, a fome é o absoluto antidivino ao lado do absoluto de Deus, os únicos dois absolutos. "Quem tem fome tem pressa", dizia o saudoso Betinho. E quem tem fome se torna perigoso, pois só quem come é pacificado. Da proposta de economia do Papa, inspirado na economia do "dom", pode-se desenhar uma economia mais humana. Mas, na realidade, são os pobres que mais costumam praticar a economia sem exagero de medidas, própria do dom. A opção preferencial pelos pobres é, nesse ponto, uma aprendizagem, mas é também uma experiência evangélica sem retorno. No século XIX, repetiu-se muito, para o bem da unidade da Igreja num mundo hostil, que onde está o Papa aí está a Igreja (Ubi Petrus ibi Ecclesia). Isso soa ao "universal concreto" de Hegel, cujo outro exemplo era Napoleão. Talvez toda autoridade institucional tenha este estatuto. Mas a Igreja institucional tem um problema: Jesus! Ele disse que "onde está um pequenino, aí eu estou". O universal concreto da Igreja de Jesus só podem ser os pequeninos, os pobres. Portanto, onde está o pobre, aí está a Igreja (ubi pauper ibi Ecclesia). Todo retorno seria cínico.


IHU On-Line - Como ser Igreja no século XXI, tempo incerto, "líquido", marcado por categorias como pós-(contemporânea, histórica, metafísica, secular, religiosa etc.)?


Luiz Carlos Susin - João Paulo I, em seus 33 dias de pontificado, ainda meio desajeitado à estatura do cargo, saiu-se com uma pérola. Disse aos jornalistas que lhe fizessem perguntas essenciais, e não como os que teriam ido entrevistar Napoleão e lhe perguntaram sobre a cor preferida de suas ceroulas. Napoleão teria respondido que ele era um general, e que as perguntas deviam ser sobre estratégias de guerra. E o papa acrescentou: "se quiserem me perguntar sobre a Igreja, saibam em primeiro lugar que a história da Igreja não é a história dos papas, mas dos santos!" De fato, há papas santos e outros nem tanto. Uns fizeram um capítulo de história mais mundano. Mas os santos fazem a história que começou em Jesus, são a expressão eficaz da Igreja de Jesus. E há santos na Amazônia, nas periferias de São Paulo, nos riscos missionários por toda parte. Neles há algo de absolutamente sólido e transcendente.


* Luís Carlos Susin cursou mestrado e doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália. Leciona na PUCRS e na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF, em Porto Alegre. É autor de inúmeras obras, entre as quais citamos Teologia para outro mundo possível (Paulinas, 2006). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, membro do Comitê de redação da Revista Internacional de Teologia Concilium, membro da Equipe de Reflexão Teológica da Conferência dos Religiosos do Brasil, Secretário Executivo do Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Ética fundamental, Antropologia teológica, História da teologia latino-americana, Relações entre pensamento contemporâneo e teologia


Deixo o texto para que vocês mesmos analisem o mesmo e emitam o parecer, gostaria de pedir, se você ler, comente, darei uma atenção especial a esse texto e gostaria de trocar comentários, quais quer que seja, de libertadores ou de conservadores. Um abraço equipe APOSTOLADO SHEMÁ.



* Instituto Humanitas Unisinos

domingo, 20 de dezembro de 2009

Jovens católicos defendem Catedral de Medellín ante a convocatória de abortistas



Em menos de doze horas, os católicos se organizaram para proteger a Catedral em uma concentração pacífica, marcada pela oração do Terço e cantos religiosos.

Os abortistas, que logo que somaram 30 manifestantes, não puderam concretizar o propósito de sua convocatória: protagonizar um ato massivo de apostasia e colar pôsteres ofensivos nas portas do principal templo da cidade.

Os manifestantes anti-vida partiram logo depois de vociferar insultos aos assistentes.

“Este fato nos demonstra que a fé na cidade está viva, que os jovens amam a Igreja e queremos viver segundo a doutrina que na Igreja o Senhor Jesus nos deixou”, declarou Liliana Vélez, uma das jovens que defendeu a Catedral.

Do mesmo modo, recordou que “como católicos merecemos respeito e temos todo o direito de que fazer que nos respeitem” assim como expressar “que nossos pastores, sacerdotes e bispos, não estão sozinhos, contam com um laicado entusiasta e decidido a lutar contra a anti-cultura de morte que alguns grupos querem impor à força, manipulando dados estatísticos, pressionando as autoridades municipais com organismos internacionais e com forjadas interpretações das leis e a constituição”.

“Os católicos vão defender Medellín e Colômbia porque não queremos viver a degradação social e moral que hoje vive a Espanha e a Europa em geral, queremos ser um país que testemunhe ao mundo que a família é fonte vida e amor, que a mulher tem dignidade, que sua vocação à maternidade e o rol que deve ter na sociedade deve ser retamente valorizado e que não queremos viver sob a escura e maligna ideologia de gênero”, adicionou.

Isso que é Juventude!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Entra em vigor acordo entre Brasil e Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O Palácio Apostólico Vaticano acolheu esta manhã a cerimônia de intercâmbio de instrumentos de ratificação do Acordo entre a Santa Sé e a República Federativa do Brasil, o que significa sua entrada em vigor.

O Acordo, firmado a 13 de novembro de 2008, “consolida ulteriormente os tradicionais vínculos de amizade e de colaboração existentes entre as duas partes”, indica um comunicado da Santa Sé.

“Compõe-se de um Preâmbulo e de vinte artigos, que regulam vários âmbitos, entre os quais: o status jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico e o regime fiscal”, acrescenta o comunicado.

Realizaram o intercâmbio o secretário para as Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, em representação da Santa Sé, e o embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa, em representação do Brasil.

Assistiram ao ato, por parte da Santa Sé, o chefe de Protocolo, Dom Fortunatus Nwachukwu, e os monsenhores Antoine Camilleri e Angelo Accattino.

Por parte da República do Brasil, os conselheiros da embaixada perante a Santa Sé Silvana Polich, Orlando Timponi e Alexandre Campello de Siqueira.

Também presenciou o ato o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Claudio Hummes.

O Acordo prevê o ensino religioso nas escolas públicas e a inserção de espaços dedicados ao culto nos ordenamentos urbanos, exime do pagamento de impostos instituições religiosas e reconhece as sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial e os títulos acadêmicos eclesiásticos.

O episcopado brasileiro sugeriu em 1991 a oportunidade de estipular um Acordo internacional entre Igreja e Estado. As negociações entre Governo e Santa Sé começaram oficialmente em 2006.

Em novembro do ano passado, o Acordo foi firmado durante uma visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, ao Vaticano, e esta quinta-feira entrou em vigor

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Palavra da CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

Direto de Roma para o Apostolado Shemá

“Prometes filial respeito e obediência a mim e aos meus sucessores?”



(Pontificale Romanum De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum,
editio typica altera, Typis Polyglottis Vaticanis 1990).



Caríssimos irmãos no sacerdócio,

Ainda que não estejam vinculados pelo voto solene de obediência, os ordinandos fazem a promessa de “filial respeito e obediência” ao próprio Bispo e aos seus sucessores. Se, por um lado, é diferente o estatuto teológico entre um voto e uma promessa, idêntico é o compromisso moral definitivo e total, idêntica é a oferta da própria vontade à vontade de um Outro: à vontade Divina, eclesialmente mediada.

Num tempo como o nosso, fortemente marcado pelo relativismo e pelo democratismo, com vários autonomismos e libertarismos, parece ser sempre mais incompreensível uma tal promessa de obediência. Normalmente é concebida como uma diminutio da liberdade humana, como um perseverar em formas obsoletas, típicas de uma sociedade incapaz da autêntica emancipação.

Nós, que vivemos a obediência autêntica, bem sabemos que não é assim. A obediência na Igreja não é contrária à dignidade e ao respeito da pessoa e não deve ser concebida como uma subtração de responsabilidade ou como uma alienação.

O Ritual latino utiliza um adjetivo fundamental para a justa compreensão de tal promessa. Define a obediência somente depois de ter inserido o “respeito”, devidamente adjetivado com “filial”. Ora, o termo “filho” em todas as línguas é um nome relativo, que implica a relação entre o pai e o filho. Justamente neste contexto relacional deve ser compreendida a obediência que um dia prometemos. O pai, neste contexto, é chamado a ser realmente pai, e o filho, a reconhecer a própria filiação e a beleza da paternidade que lhe é doada. Tal como informa a lei natural, ninguém escolhe o próprio pai e, da mesma forma, ninguém escolhe os próprios filhos. Somos, portanto, todos chamados – pais e filhos – a ter uma visão sobrenatural, de grande misericórdia recíproca e de grande respeito. Trata-se de ter a capacidade de olhar ao outro tendo presente o Mistério bom que o gerou e que sempre, ultimamente, o constitui. O respeito é, em linha de máxima, simplesmente este: olhar a alguém tendo presente a um Outro!

Só em um contexto de “respeito filial” é que se torna possível uma autêntica obediência, que não será apenas formal, mera execução de ordens, mas apaixonada, completa, atenta e capaz de gerar frutos de conversão e de “vida nova” naquele que a vive.

A promessa é feita ao Bispo do tempo da Ordenação e aos seus “sucessores”, justamente porque a Igreja procura evitar os excessos personalistas. Coloca no centro a pessoa, mas não os subjetivismos que desvinculam da força e da beleza – histórica e teológica – da Instituição. Também na Instituição, que é de origem divina, habita o Espírito Santo. A instituição é, por sua própria natureza, carismática e, neste sentido, estar livremente ligada a ela, no tempo (sucessores) significa poder “permanecer na verdade”, permanecer n’Ele, presente e operante no seu corpo vivo que é a Igreja, na beleza da continuidade temporal, no passar dos séculos, que nos une indivisivelmente a Cristo e aos Apóstolos.

Peçamos à Ancilla Domini – que é a obediência por excelência, Aquela que também na fatiga exultou dizendo: “Eis-me aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” – a graça de uma obediência filial, plena, alegre e pronta; uma obediência que nos livre de todo protagonismo e que possa mostrar ao mundo que é realmente possível doar tudo a Cristo e ser plenamente realizados e autenticamente homens.





+ Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana
Secretário

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Selo: Esse amigo vale ouro!






O Apostolado Shemá ganhou o selo “Esse amigo vale ouro!”, da Susi, do HISTOBLOG.

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Regras:
1-Exibir a imagem e publicar as regras;
2-Colocar em seu post o nome e o link do amigo que o presenteou (no início do post);
3-Indique 20 amigos, com seus respectivos links e nomes.

A Susi indicou 8 blog’s, e então ficou de cada blog que recebeu o prêmio, indicar mais 3 Blogs (Para quitar as indicações dela, e continuar com as nossas)

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Eu indico aqui o blog “Portal Veritas”, do Caríssimo Breno. Um Blog sobre Filosofia e História, Antiga e Medieval. O Portal Veritas é grande parceiro do Shemá, sempre comentando em nossos textos, e debatendo sobre diversos temas.

Link: http://portalveritas.blogspot.com/

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O segundo Blog que eu indico é o “Lúdico Medieval”, do Luiz Fernando. Além do Luiz ser meu amigo e companheiro de discussões nas diversas comunidades no Orkut, o Blog dele é referência no quesito Idade Média, eu mesmo aprendi bastante. Quem gosta das minhas postagens sobre a Idade Média, não perderá nada.

Link: http://ludicomedieval.wordpress.com/

O terceiro Blog é o “Neo-Ateísmo, um delírio”, o Blog do Luciano. Blog que vive refutando os pensamentos (loucuras) do Dawkins, John Hartung e Cia, LTDA. Conheci o Luciano na Comunidade “Eu amo e acredito em Deus”,(EACD), que é infestada por ateus. O blog é muito bom, vale a pena conferir.

Link: http://neoateismodelirio.wordpress.com/


domingo, 25 de outubro de 2009

Na veja desta semana; Volta à casa do pai


A história da Igreja da Inglaterra pode ser sintetizada em dois momentos de ruptura. O primeiro foi o seu estabelecimento como entidade independente, no século XVI. O segundo, a reforma que permitiu a ordenação de mulheres, em 1992. Desde essa última mudança, reina a cizânia entre os 80 milhões de fiéis. A nomeação, em 2003, de um bispo gay pela Igreja Episcopal, o braço americano da confissão, foi a gota-d’água para os tradicionalistas. Muitos deles foram, sem alarde, "nadar no Rio Tibre", como os anglicanos desdenhosamente chamam a conversão ao catolicismo. A maioria, contudo, hesitava em dar esse passo por medo de perder sua liturgia e tradição. Na última terça-feira, Bento XVI ofereceu uma solução para essas dúvidas. Os anglicanos podem se converter sem que seja preciso sacrificar suas tradições. Até padres casados serão tolerados, com a ressalva de que não poderão ser bispos.


A exceção oferecida em decreto papal é similar à concedida às igrejas católicas orientais. A hierarquia re-conhece a autoridade do papa, mas segue seus próprios ritos. O arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, chefe da Igreja da Inglaterra, declarou-se chocado com a oferta da Santa Sé. Mas, como líder da ala liberal da Igreja, ele é um dos responsáveis pelo cisma. O racha atual é tão profundo que foram nomeados dois bispos cuja única função é mediar conflitos entre liberais e tradicionalistas. Antes de se bandearem para Roma, os anglicanos têm vários aspectos a considerar. Dinheiro é um deles. O salário de um clérigo anglicano é o triplo do de um padre católico. Outra dúvida é o que a conversão significa para a identidade inglesa. Na Inglaterra, a oposição ao papa é uma questão de estado. Os membros da família real não podem sequer se casar com católicos sem perder o direito ao trono. Tudo isso tem raízes profundas. O rompimento com Roma ocorreu no reinado de Henrique VIII, depois que o papa Clemente VII se recusou a anular seu casamento com Catarina de Aragão. Após rejeitar a autoridade papal, o rei pôde se casar com seu grande amor, Ana Bolena, que mais tarde mandaria decapitar. No princípio as mudanças foram pequenas, pois Henrique VIII pretendia que a Igreja da Inglaterra continuasse católica, ainda que separada de Roma. Tempos depois, a igreja aderiu à Reforma Protestante e o país passou por períodos sangrentos, com perseguições religiosas, até que o predomínio protestante ficasse bem assentado. O retorno dos anglicanos ao seio da Igreja Católica tem o sabor de uma vitória tardia sobre a Reforma Protestante.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ARTIGO: Perdoai-o, Pai, ele não sabe o que diz!

Por Ricardo Noblat.

É espantosa a ignorância de Lula quanto à função da imprensa.

"Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar", disse ele a Kennedy Alencar em entrevista publicada, hoje, na Folha de S. Paulo. E acrescentou:

- Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais.

Como a imprensa pode ser "o grande orgão informador da opinião pública" se ela não examinar com atenção e rigor o comportamento e as decisões do governo? E como proceder assim sem que isso signifique "fiscalizar"?

Perdoai-o, Senhor, ele não sabe o que diz!

Uma vez, Lula admitiu que não gosta de notícia. Gosta de publicidade.

Quis dizer: gosta de elogios, de críticas, não.

Publicidade tem mais a ver com elogios. Jornalismo com críticas.

Sem ignorar a publicidade que denigre, comum em campanhas eleitorais. E o jornalismo sabujo e de aluguel, comum em qualquer época.

A entrevista de Lula à Folha será lembrada pela citação infeliz que ele fez de Jesus e Judas.

- Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.

Jesus morreu porque não abriu mão do que pensava. Não se coligou com as autoridades romanas nem com os sacerdotes judeus. Quanto a esses, expulsou-os do templo.

Sabia que seria traído por Judas. Não mexeu um dedinho para evitar que fosse.

Vai ver que Lula perdeu essa aula. Perdeu muitas outras.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/10/22/perdoai-pai-ele-nao-sabe-que-diz-234555.asp

terça-feira, 20 de outubro de 2009

NOTA DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ NO pessoal comum anglicanos entrar na Igreja Católica, 20.10.2009.

NOTA DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ NO pessoal comum anglicanos entrar na Igreja Católica

Com a elaboração de uma Constituição Apostólica, a Igreja Católica responde a muitos pedidos que foram apresentados à Santa Sé por um grupo do clero anglicano e fiéis de diversas partes do mundo que desejam entrar na comunhão plena e visível.

Nesta Constituição Apostólica, o Santo Padre lançou uma estrutura canônica, que prevê tal reunião através do estabelecimento de Corporate Ordinariatos pessoais e permitindo que os anglicanos fiéis têm de entrar em plena comunhão com a Igreja Católica, preservando os elementos do património específico anglicana espiritual e litúrgica. De acordo com o teor da Constituição Apostólica liderança pastoral e de fiscalização para estes grupos de fiéis anglicanos já estará protegido contra a equipe de costume, de que o ordinário é geralmente nomeado pelo clero anglicano já.

A Constituição Apostólica em breve será publicado, representa uma resposta razoável e até necessário um fenômeno global, oferecendo um modelo único canônico para a Igreja universal adaptável a diferentes situações e locais, na sua aplicação universal, é justo já anglicanos. Este modelo inclui a possibilidade da ordenação do clero anglicano já casado, como sacerdotes católicos. Motivos históricos e ecumênicos não permitir a ordenação de homens casados para ser bispos da Igreja Católica como nas Igrejas Ortodoxas. Portanto, a Constituição determina que o Ordinário pode ser um padre ou um bispo não é casado. Seminaristas Ordinariado são preparados juntamente com outros seminários católicos, mesmo se o Ordinário pode abrir uma casa de formação para atender as necessidades específicas de formação na herança anglicana. Desta forma, a Constituição Apostólica visa criar um equilíbrio entre o interesse de preservar a herança preciosa da Comunhão Anglicana litúrgica e espiritual por um lado, ea preocupação de que estes grupos e seu clero são incorporados na Igreja Católica.

O cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que produziu uma tal medida, disse: "Nós tentamos chegar em um uniforme e equitativa, aos pedidos de uma união plena que temos sido sujeitos por parte dos fiéis já anglicanos de todo o mundo nos últimos anos. Com esta proposta, a Igreja procura responder às legítimas aspirações destes grupos, anglicanos para uma comunhão plena e visível com o Bispo de Roma, o Sucessor de Saint Peter. "

Estes agentes ordinários será estabelecido como necessário, após consulta com as conferências de bispos locais ", e sua estrutura é bastante semelhante à dos Ordinários militares, que foram levantadas em muitos países para fornecer para a pastoral dos membros das forças armadas e os seus funcionários em todo o mundo. "Anglicanos que tenham estado em contacto com a Santa Sé manifestaram claramente o seu desejo de comunhão plena e visível na Igreja una, santa, católica e apostólica. Ao mesmo tempo, temos falado sobre a importância de suas tradições relacionadas à espiritualidade anglicana e de culto para a sua caminhada de fé ", disse o cardeal Levada.

A medida desta nova estrutura está em conformidade com o compromisso para o diálogo ecuménico, que continua a ser uma prioridade para a Igreja Católica, sobretudo através dos esforços do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. "A iniciativa vem de vários grupos de anglicanos", acrescentou o cardeal Levada. "Eles disseram que compartilham a fé católica comum, expressa no Catecismo da Igreja Católica e de aceitar o ministério petrino como algo desejado por Cristo para a Igreja. Para eles, é hora de expressar essa unidade implícita de forma visível da plena comunhão ".

Segundo o Cardeal Levada: "O Santo Padre Bento XVI espera que o clero e os fiéis anglicanos que desejam a união com a Igreja Católica será neste quadro canônico a oportunidade de preservar a tradição anglicana que são valiosos para eles e respeitar as Fé Católica . De acordo com uma fé professada distintamente geralmente, essas tradições são um presente para participar da Igreja universal. A união com a Igreja não exige a uniformidade que ignora as diferenças culturais, como atesta a história do cristianismo. Além disso, muitas tradições diferentes hoje na igreja católica são todos raízes no princípio enunciado por São Paulo na sua Epístola aos Efésios: "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (4, 5). Nossa comunhão é reforçada, de tais diferenças legítimas, e nós estamos felizes, portanto, que estes homens e mulheres oferecer sua contribuição especial para a nossa vida comum da fé ".

A informação contextual

Desde o século XVI, quando o rei Henry VIII declarou a independência da Igreja da Inglaterra pelo Papa, a Igreja da Inglaterra criaram suas próprias confissões doutrinárias, costumes e práticas litúrgicas pastoral, muitas vezes incorporando idéias da Reforma, teve lugar no continente Europa. A expansão da Coroa Britânica, o apostolado missionário anglicano conjunta, em seguida, levou à criação de uma Comunhão Anglicana.

Durante os mais de 450 anos de sua história, o tema da reunião entre anglicanos e católicos, nunca foi posta de lado. No século XIX, o Movimento de Oxford (em Inglaterra) mostrou um interesse renovado em assuntos católicos dell'anglicanesimo. No início do século XX, o Cardeal Mercier da Bélgica, realizou palestras públicas com anglicanos de explorar a possibilidade de uma união com a Igreja Católica, sob a bandeira do Anglicanismo "juntos, mas não absorvido."

O Concílio Vaticano II ainda alimentou a esperança de uma união, especialmente com o Decreto sobre o Ecumenismo (no. 13), que referindo-se à comunidades separadas da Igreja Católica no tempo da Reforma, insistiu: "Entre aqueles [comunhão] na que continuam a existir nas tradições católica e estruturas, ocupa um lugar especial na Comunhão Anglicana ".

Desde a Segunda relações entre anglicanos e católicos romanos criaram um melhor clima de compreensão e cooperação mútua. O Anglicano-Católica Romana Comissão Internacional (ARCIC) produziu uma série de declarações doutrinais ao longo dos anos, na esperança de criar a base para a unidade plena e visível. Para muitos membros das duas comunhões, as declarações ARCIC ter fornecido um instrumento no qual a expressão comum da fé pode ser reconhecido. É neste quadro que temos de colocar a nova medida.

Nos anos seguintes, o Conselho, alguns Anglicanos que abandonaram a tradição de conferir ordens sagradas aos homens sozinhos vocação ao sacerdócio e ao episcopado também as mulheres. Mais recentemente, alguns segmentos da Comunhão Anglicana se afastou comum o ensino bíblico sobre a sexualidade humana - já claramente expressa no documento ARCIC "A vida em Cristo" - que atribui ao clero Ordens Sacras abertamente gay e abençoar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, enquanto a Comunhão Anglicana tem de enfrentar estes novos desafios e dificuldades, a Igreja Católica continua plenamente empenhada no diálogo ecuménico com a Comunhão Anglicana, nomeadamente através das actividades do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Enquanto isso, muitos anglicanos inscritos individualmente, em plena comunhão com a Igreja Católica. Às vezes, eles também estão-se a grupos de anglicanos, mantendo uma certa estrutura "empresarial". Isso aconteceu, por exemplo, para a Diocese Anglicana de Amritsar, na Índia e em algumas paróquias, nos Estados Unidos, mantendo uma identidade da Inglaterra, entrou na Igreja Católica, como parte de uma assim chamada "prestação pastoral", aprovada pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovada por Pope John Paul II, em 1982. Nestes casos, a Igreja Católica tem freqüentemente isentos da obrigação do celibato, admitindo que os clérigos anglicanos casados que desejam continuar ao serviço ministerial como sacerdotes católicos são ordenados na Igreja Católica.

Neste contexto, a Constituição Apostólica Pessoal Ordinários criado na sequência do exposto pode ser visto como mais um passo para a realização da aspiração pela unidade plena e visível de uma Igreja, que é um dos principais propósitos do movimento ecumênico.

EXCLUSIVO ! Shemá antecipa a sagração do novo Bispo de Pernambuco

O Apostolado Shemá mais uma vez antecipa jornais e portais e fala sobre a nomeação de Dom Egidio Bisol Bispo diocesano de Afogados da Ingazeira.

A celebração que está marcada para o dia 09/01/2010 na cidade de Afogados da Ingazeira, será palco de um acontecimento histórico para os moradores do sertão pernambucano, pois o antigo pároco Pe.Egidio será sagrado e empossado 4º Bispo diocesano, a Santa Missa de ordenação episcopal será presidida pelo Exmo. e Revmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Vitória da Conquista dom Luis Gonzaga Silva Pepeu e tendo como co-celebrantes o Dom Roque Paloschi Bispo de Roraima e Dom Cesare Nosiglia Bispo de Vicenza- Itália, segundo informou o Pe. Ailton que morou com o Dom Bisol que se encontra em viagem na Itália. Mons Egidio retorna ao Brasil e desembarcará em Recife entre os dias 14 e 15 de novembro onde terá com o administrador diocesano um colóquio sobre a realidade da diocese.

Em Boa Vista (RR), o povo está em festa e ai mesmo tempo triste com a nomeação de Mons. Egidio para Bispo " o povo está feliz mais sente uma profunda tristeza em ter que deixar o pe. Egidio" comenta Pe. Ailton que também se mostra insatisfeito com a promoção ao episcopado de seu amigo de missão" agora vou passar no mínimo um ano só" , a comunidade que eles trabalhavam é muito pobre, perguntado como estava a preparação do povo para ordenação em PE Padre Ailton afirmou que a "comunidade é muito carente dados os exatos 6483km de distancia e um montante de mais de R$ 3.000,00 só de passagens de avião, o povo aqui vive em plena miséria, se for vão poucas pessoas e acredito eu alguns padres e o Bispo que será um dos ordenantes". Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Nunciatura Apostólica do Brasil, a secretária do Núncio Dom Lorenzo Baldisserri, Irmã Clécia não soube informar a presença do Nuncio para a leitura das letras apostólicas.

Direto de Recife PE, Anderson Macena para o apostolado Shemá.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O mais novo Bispo Solitário da Província Eclesiástica de Pernambuco.


Esse é o titulo que a partir da nomeação de Mons. Bisol para a diocese de Afogados da Ingazeira, foi dado a Mons. Fernando Guimarães CSsR, Bispo Diocesano de Garanhuns, título esse que era de Dom José Cardoso Sobrinho quando era Arcebispo de Olinda e Recife, não sabemos o que ocorre no interior da Igreja, no mundo um processo clarividente de clericalização por parte das nomeações episcopais, o Santo Padre Bento XVI sempre se demonstrou favorável a uma volta dos antigos ritos e para isso nomeou Bispos e Cardeais sempre conservadores s elegeu os padres tradicionalistas a lista dos purpurados em todos os países exceto o Brasil, aqui a coisa caminha diferente, colocarmos numa balança nos últimos 03 anos de pontificado o Papa Bento XVI nomeou mais de 20 padres a Bispos e transferiu mais de 50 Bispos entre renuncias e promoções, dessa lista apenas 02 foram declaradamente conservadores; Dom Antônio Carlos Rossi Keller bispo de Frederico Westphalen, e dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R, o que mostra que a Conferência dos Bispos e a Nunciatura Apostólica estão dando preferência a Bispos “roceiros” e ligados a Teologia da Desmoralização, ops Libertação.


É desse último que nós queremos falar hoje, de Dom Fernando Guimarães CSSR, dom Fernando passa a ser integrante de uma nova província eclesiástica que era liderada aos modos antigos de Dom Cardoso o.C e que agora passa a ter uma visão mais libertadora das pessoas, da vida, do modo de ser Igreja, uma Igreja que o padre só serve para “transformar a matéria em carne”, pois o resto pode facilmente ser feito por um leigo (em especial aquelas beatas chatas integrantes das “lutas” de mst, feministas, senhoras essas que lideradas no espírito boffista, mandam e desmandam nas paróquias, sobretudo nas paróquias religiosas (como no caso da minha uma igreja redentorista), igrejas essas lideradas por CPT, PJ, PJMP, Escola de formação do PT etc), que Graças a Deus Dom Fernando não é conivente com essas coisas, mais que agora com a nomeação de Dom Saburido a Olinda e Recife passam a ser marco da Igreja que já teve dom Vital e Dom José Cardoso como pastores. Rapidamente quero listar alguns bispos da província de Pernambuco ligados à TL;


  1. Dom Antônio Fernando Saburido OSB Olinda e Recife - TL
  2. Dom Adriano Ciocca Vasino Floresta TL
  3. Dom Bernardino Marchió Caruaru-TL
  4. Dom Francesco Biasin Pesqueira TL
  5. Dom Genival Saraiva de França PalmaresTL
  6. Dom Paulo Cardoso da Silva Petrolina TL
  7. Dom Severino Batista de França Ofm Nazaré da MataTL
  8. Dom Egídio Bisol – Afogados da IngazeiraTL
Dom Guimarães continua sendo o único Bispo do Regional NE II (Alagoas,Paraíba,Pernambuco,Rio Grande do Norte), que já teve alguma “experiência” em Roma, o que qualifica a uma maior obediência a Igreja e ao Santo Padre. Que o Espírito Santo possa ilumina-lo e que Santo Afonso Maria de Ligório pai de Dom Fernando e padroeiro dos moralistas possa lhe abençoar a guardar sem mancha a Igreja, e parabéns ao povo de Garanhuns por ter um Bispo idôneo e cheio de disposição para guiar.