ÚLTIMAS POSTAGENS
Mostrando postagens com marcador ateismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ateismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de março de 2010

O ateísmo contemporâneo

É fenômeno inédito em toda a história da humanidade.


Diversas são as modalidades do ateísmo moderno: vão de teoria filosófica (materialismo radical) até a atitude prática de quem ignora a Deus. Alguns sistemas ateus vêm a ser autenticas profissões de fé na matéria, à qual são atribuídos predicados divinos: a existência por si, a eternidade, a necessidade absoluta...

Na verdade o ateu não pode provar que Deus não existe; o ateísmo resulta de uma opção voluntária; o homem se faz ateu porque quer, não porque tenha a evidência de que o ateísmo é verdade.



Entre as causas do ateísmo contemporâneo assinala-se:



1. A exaltação do homem com sua razão e sua ciência. O mito da ciência, “chave para todos os problemas”, empolgou indevidamente muitas gerações;

2. A psicologia materialista, que reduz a religião a uma atitude meramente subjetiva e ocasional do ser humano, sem que lhe responda a realidade objetiva de Deus;

3. O hedonismo ou a tendência ao prazer, que tem aberto os caminhos da permissividade e vem embotando as consciências frente aos valores transcendentais;

4. A deturpação da doutrina e da vida cristãs por parte dos próprios cristãos.



Qual a resposta cristã para o fenômeno do ateísmo?



1. O homem foi feito para o Bem Absoluto e Infinito, que é Deus. É em Deus que o homem encontra a plena realização das suas aspirações, de modo que não há oposição entre o desenvolvimento dos valores humanos e o culto prestado a Deus. Carl Jung afirmava: “Entre todos os meus parentes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos de vida, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos; e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria” (extraído do livro de N. da Silveira, Jung, vida e obra, 6ª Ed., PP 141s).

2. O homem, dotado de anseios para a Verdade e para o Bem como tais, é para si mesmo um problema insolúvel; só Deus lhe pode dar a resposta cabal. O homem é grande demais em suas aspirações para contenta-se definitivamente com a resposta de alguma criatura. É como uma agulha magnética que, atraída pelo Norte, só encontra repouso quando se volta para este (Deus).

3. Sem esperança numa existência póstuma, a vida presente se torna incompreensível. De modo especial o problema do mal pede o além, no qual restaure a ordem e implante a justiça, que são constantemente burladas nesta terra; se não há nada após a morte este mundo se torna absurdo, porque nele a injustiça e desordem moral frequentemente prevalecem impunemente sobre o bem moral; a iniqüidade e o cinismo não podem ser as palavras finais da história.

Como remédio ao ateísmo o cristão deve propor:

1. Correta exposição doutrinaria. A mensagem da fé nada tem a recear por parte da ciência. Ao contrário, a pouca ciência pode afastar de Deus, ao passo que muita ciência leva a Deus. É preciso que os cristãos conheçam bem o que professam, não apresentando como proposições de fé o que de fato não integra a fé;

2. Coerente conduta de vida. É necessário que os fiéis ilustrem sua mensagem com um comportamento adequado. O mundo de hoje é muito sensível a sinceridade ou a coerência dos pregadores, de tal modo que a mais bela e verídica doutrina, quando apregoada por quem não a vive, pouco ou nada lhe significa.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mais do mesmo na Veja.

Mais uma da Veja, que a décadas vem fazendo sistemáticos ataques ao cristianismo e promovendo o comunismo e o ateísmo a todo custo, desta vez com a ajuda de Jerônimo Teixeira , publica mais uma. OBS.: Não é atoa que o logo da revista seja vermelho.


Desta vez trata-se da maior autoridade em religião do planeta, sua santidade o exelentíssimo Matemático John Allen Paulos (Não sei se o mesmo é bom em matemática e lógica, só sei que é ilícito usar a autoridade e credibilidade conseguida em seu ramo natural de atuação para palpitar sobre religião). Vamos analisar a lógica deste grande professor que resolveu entrar no campo que domina perfeitamente, a religião. Leia a entrevista. Os comentários e grifos são meus:


Legenda: Veja(cinza), Paulos(azul) e EU(vermelho).


Entrevista: John Allen Paulos
A religião como erro lógico

O matemático americano usa as ferramentas
de sua disciplina para mostrar onde fazem água
os argumentos sobre a existência de Deus


Jerônimo Teixeira


O matemático John Allen Paulos, 62 anos, entrou na recente onda de livros ateus com Irreligion (Irreligião), lançado neste ano. Leve, bem-humorado e breve, seu livro não mostra a acidez das demais obras desse filão, no qual pontificam descrentes raivosos como o biólogo Richard Dawkins e o jornalista Christopher Hitchens. As pretensões de Irreligion não são muito diversas das dos livros anteriores de Paulos, todos devotados à sua disciplina (embora devota-se a sua disciplina, ele não parece confrontar sua lógica com a lógica dos grandes eruditos da religião. Mais tarde veremos isso). Professor da Universidade Temple, na Filadélfia, ele se esforça para ensinar a matemática como uma forma de pensamento, um molde rigoroso mas criativo para o exame do mundo. Irreligion é um livro devotado à lógica: Paulos analisa argumentos tradicionais sobre a existência de Deus e mostra onde fazem água. Autor de uma coluna em que examina aspectos matemáticos dos eventos do cotidiano no site da rede de televisão ABC, Paulos ganhou popularidade com Innumeracy (traduzido no Brasil como Analfabetismo em Matemática e Suas Conseqüências, em edição esgotada), livro em que alertava para as armadilhas da falta de familiaridade com números. Da Tailândia, onde leciona ocasionalmente, Paulos deu a seguinte entrevista a VEJA.


Veja – O que um matemático pode dizer sobre o ateísmo?


Paulos – Examino os argumentos tradicionais em favor da existência de Deus, e não as conseqüências sociais da religião. Eu me abstenho de fazer comentários sarcásticos sobre a religião das pessoas. Busco, isso sim, demonstrar os furos lógicos nesses argumentos. Como matemático, estou acostumado a trabalhar com provas lógicas – a partir de determinadas premissas, derivamos certas conseqüências. A lógica tem de ser rigorosa. Os argumentos teológicos não seguem esse rigor. Eles pulam de A para B, mas há um grande abismo entre os dois termos. (em que teólogo será que Paulos se baseou pra dizer isso? Ora, também não seria lógico que o Ponto B seja consecutivo a A? Talvez se ele dissesse de A para C... Acho que esta lógica é que fará água.)


Veja – Pascal e Leibniz, entre inúmeros grandes filósofos do passado, eram matemáticos e crentes.


Paulos Leibniz tinha uma concepção muito particular de Deus. Como ele, muitos dizem acreditar em Deus, (veja que ele resume Leibniz em “uma vesão particular de Deus” se esquiva da pergunta e generaliza o pensamento cristão como se todas as religiões cristãs comungassem da mesma filosofia que ele julga falha, na pessoa de Leibniz.), mas aquilo em que crêem não seria chamado de Deus pelo cidadão comum. (Bem, não seria chamado de Deus por quem? Pela visão Ateia de Paulos? (Bem, aqui As leis impessoais do universo, a beleza do mundo natural – todas essas coisas já foram chamadas de Deus). (se neste ponto ele atribui essa visão a obra de Leibniz, garante não conhecer nada da obra. Ele usa a artimanha da generalização para falar o que já foi chamado de Deus pelos povos com tendências panteístas e não o Cristianismo. Generaliza diversas religiões e idéia religiosa em uma idéia só) Se você definir Deus assim, bem, então Deus existe, claro. (O cristianismo define deus Assim?) Einstein costumava falar em Deus, de forma meio ambígua, e as pessoas religiosas gostam de citá-lo como exemplo de cientista crente. Mas, há pouco tempo, foi redescoberta uma carta em que ele ataca a religião como uma atividade infantil. (vejamos , não conheço o conteúdo da carta atribuída a Einstein, mas, pelas palavras de Paulos, Eistein ataca a religião e não a Deus. Isso é que é a lógica levando o ponto A direto ao ponto C. Falar mal da religião seria ser logicamente deixar de acreditar na existência de Deus?) A maioria das pessoas pensa em Deus como um ser onipotente, ou pelo menos muito poderoso, onisciente, e que tem algo a ver com a criação do universo. De resto, só porque você é um matemático de primeira ordem, isso não quer dizer que está dispensado de apresentar argumentos lógicos. O fato de um Leibniz ser religioso não prova nada a favor da religião (O fato de ser John Allan Paulos ateu, não prova nada em favor do ateísmo. Alias, tem mais peso o senhor Leibniz que Paulos.).


Veja Em geral, as pessoas não estão preocupadas com questões lógicas quando buscam uma religião. Elas procuram um certo sentido superior. Como o senhor responderia a essa necessidade?


Paulos Não há resposta para isso. Se alguém diz "eu acredito porque decidi acreditar", não há muito que fazer. Você só pode apontar que não existem provas ou argumentos que sustentem essa crença. O fato, porém, é que as pessoas que acreditam quase sempre, em algum momento, recorrem a algum dos argumentos a favor da existência de Deus que eu critico no livro. (Diga-se de passagem, que o senhor Paulos ataca não a tese de São Tomaz de Aquino, não a Lógica platônica, não Santo agostinho e tão pouco Aristóteles, mas sim a esfera mais periférica da religião que é o crente comum. Veremos isso mais a frente) Em geral, invocam a beleza da natureza como prova da existência de Deus. Outras apontam supostos milagres e coincidências e dizem que essas coisas não podem acontecer por acaso. E, nesse ponto, devemos apontar suas falhas lógicas. (Apontar falhas em crenças populares, para um professor de lógica é bem fácil. É como desmontar logicamente ao seu Manoel da padaria, católico devoto, mas sem profundos conhecimentos em teologia, filosofia, lógica, hermenêutica ou exegese, e com isso dizer que todo o fundamento de 2000 anos de tradição da Igreja e toda a descoberta de sua filosofia estivesse desmontado por causa da refutação ao conhecimento raso de Seu Manoel. Para um professor de lógica e matemático isso parece ilógico?)


Veja É improvável que as pessoas deixem de acreditar, mesmo depois que seus argumentos são derrubados.


Paulos Sim, claro. Não tenho problemas com isso. É uma questão de escolha individual. Ninguém pode impingir a crença ou a descrença a outra pessoa. Mas há um certo perigo nessa atitude. Se alguém diz: "Isso é tão importante para mim que você não pode questionar, não pode perguntar sobre as minhas razões", a crença se torna uma força bruta. Que, em algum momento, colide com outra força brutal. (Quer um ser mais fundamentalista que um Ateu. O Ateu precisa provar ao mundo e a si mesmo que Deus não existe, coisa que não pode fazer, pois é impossível - é só ler outras postagens do blog em: http://www.apostoladoshema.com/search/label/ateísmo – então tenta faze-lo enfrentando, não os maiores pensadores cristãos, sejam eles católicos ou protestantes, mais sim atacando o pensamento da esfera mais periférica do cristianismo. Assim estarão certos que terão sucesso) Nos Estados Unidos de hoje, com a ascensão da direita religiosa, tem havido essa afirmação da centralidade da fé. E, em geral, não se admite que ela seja discutida. Dizem que a religião está além da argumentação. (Dizem? Que modo científico de afirmar uma ação a alguém.).


Veja O tom de alguns novos ateus, especialmente Richard Dawkins e Christopher Hitchens, é muito agressivo. Há o risco de o ateísmo se tornar tão dogmático quanto a religião? (sinto a necessidade de interferir também na pergunta da Veja. A Religião tem seus dogmas, lógico. No entanto a Ateísmo é todo fundamentado em um dogma, é um dogma. O dogma da não existência de Deus que, este sim não pode ser discutido e refutado. A anos a religião se abre ao diálogo e não é refutada. E o ateísmo?)


Paulos Há certo risco. Eu não me sinto confortável atacando a religião frontalmente. (Logicamente não parece ter argumentos sólidos contra a religião em si, preferindo atacar a religiosidade individual) Não é o que faço. Parte de mim acredita que, se alguma coisa ajuda você a atravessar a noite, não é de todo má. É inegável que a religião ajuda muita gente. E talvez haja, sim, o risco de que você fala. No momento, porém, acho que ele é mínimo, e é bom que os ateus exponham seus pontos de vista em uma sociedade tão marcada pela religião. Há espaço para todos os tipos de ateísmo, do mais barulhento ao matemático, com um toque de humor, que eu pratico.


Veja Seu livro foi resenhado de forma simpática por um pastor batista. Ele reclamava, no entanto, que o senhor tendia a pintar todos os cristãos como fanáticos. Críticos da religião como o senhor estariam perdendo de vista o fato de que a maioria dos fiéis é discreta e razoável, e não fundamentalista?


Paulos Recebi vários e-mails de leitores religiosos, que admitiram que os fiéis têm de se confrontar de algum modo com os argumentos que apresento. Eles recorrem a outra linha de argumentação: dizem que a religião é uma tradição, que une as pessoas, que lhes dá conforto, e é uma fonte de ideais elevados. Eu não discordo. O problema com os cristãos moderados é que eles fazem uma leitura seletiva da Bíblia:acreditam neste ou naquele ponto e discordam de outros. (aqui ele chama de cristãos moderados os “fiéis” que selecionam o que acreditam, em uma religião determinada, e seguem somente o selecionado. Será realmente muito fácil desmontar a religiosidade de alguém assim, pois se discorda dos termos de sua religião ou não o conhece ou conhece tanto que poderia reformulá-lo melhor. No segundo caso bastou Lutero, outro não seria legal.) Mas como escolher os pontos da Bíblia que vale a pena sustentar e aqueles que devem ser rejeitados? Basicamente, essa escolha é feita com base em critérios seculares. A aceitação dos gays por algumas igrejas, por exemplo, não responde à tradição religiosa, mas a uma imposição dos valores seculares. Então, pergunto: por que não ser completamente secular? (Aqui ele mostra de onde tira suas idéias de cristãos, cuja sua lógica facilmente pode derrubar. Fica nítido que o faz dentro do campo protestante, aparentemente não praticantes.)


Veja Em algum sentido a tradição religiosa é positiva?


Paulos Não tenho nenhum problema com as narrativas, os mitos, as histórias ensinadas pela religião. A Bíblia é grande literatura. Meu problema é com o literalismo. Não se pode dizer que as coisas narradas na Bíblia ou em qualquer outro texto religioso são verdadeiras – pelo menos, não no sentido em que dizemos, por exemplo, que houve um acidente de carro na última segunda-feira às 2 da tarde. Vale notar que a discussão que proponho, sobre os argumentos a respeito da existência de Deus, passa um tanto ao largo das tradições religiosas. (Bem, se deixar ao largo a tradição Católica não se pode ler e intrepretar os textos bíblicos de nenhuma formu. Perde-se-á o sentido e o contexto. (Está claro, finalmente, que o uso de uma “Lógica” tendenciosa para derrubar a idéia, que é construída pela religiosidade popular é a tática usada no livro de Paulos, pelo menos segundo as idéias que transmite em sua entrevista) Mesmo que você consiga provar que estou errado – que existem, sim, bons argumentos para sustentar a existência de um Deus –, haveria um grande salto, um verdadeiro abismo, entre essa afirmação e a crença, por exemplo, na divindade de Jesus Cristo ou nas restrições alimentares que tantas religiões reforçam. Uma coisa não se segue diretamente a outra. A existência de Deus não justificaria esses mandamentos e restrições. Ou, para dizer o mesmo com uma pitada de sarcasmo, não há elo causal entre "Deus existe" e "é proibido comer batatinha frita nas sextas-feiras".

Enfim, chegamos à desonestidade em si. Vê-se que Paulos nunca leu os textos bíblicos dentro do contexto e muito menos os patriarcas ou qualquer texto com um pouco mais de erudição religiosa (se o fez não os entendeu), para responder sobre a abstinência. Coisa que qualquer criança da catequese saberia fazer muito facilmente. Quanto à divindade de cristo, existem diversas provas e em diversos campos que certamente Paulos prefere ignorar, tal como o Sudário, milagres eucarísticos expostos ao mundo, etc., etc. e etc. Fica fácil ver quem realmente é criterioso ao escolher o que é usado para fundamentar a não crença em Deus. O Que não é entendido, para “eles” deve ser tratado como inexistente a menos que surja alguma sombra de dúvida sobre o assunto. Ai sim ele deve ser discutido.


Veja Quanto respeito um ateu deve ter por uma religião?


Paulos Não acredito que você deva sair por aí insultando as pessoas, como Christopher Hitchens faz. Mas, em algumas situações, na companhia de pessoas religiosas, uma pergunta simples pode ser útil: "Você acredita mesmo nisso?". É um modo de quebrar o encanto. (Pergunta que pega muitos cristãos, mas só os cristãos aos moldes escolhidos por Paulos. Cristãos que selecionam o que acreditam ou não, certamente não se aprofundam na fé que professam. A esses, realmente, terão encanto quebrado facilmente, pois suas cresças não tem fundamento algum, são somente uma expressão de sua tradição familiar ou de uma tendência social) Esse pode ser um benefício dessa onda de livros ateus: tornou mais aceitável fazer esse tipo de questionamento. Eu acho que há mais não-crentes – ateus, agnósticos etc. – do que se imagina. A maioria deles prefere ficar quieta. Há várias pesquisas que mostram que os americanos não confiam em ateus ou nunca votariam em um ateu para presidente. É provável que, por causa dessas coisas, as pessoas prefiram não anunciar seu ateísmo em sua comunidade. Mas é preciso lembrar que elas mentem em pesquisas de opinião. O mesmo acontece, aliás, em pesquisas sobre comportamento sexual – as pessoas não querem revelar sua intimidade.

Pronto! Agora Paulos passou de matemático e profesor de lógica a vidente ou ao menos uma pessoa com poderes psíquicos comparados aos de Charles Xavier ( X-Man – Marvel Comics) que consegue, apenas com a força da mente e talvez com tal força ampliada por um supercomputador denominado Cérebro, encontrar seus iguais espalhados pelo mundo.


Veja Se as pessoas gostassem mais de matemática, gostariam menos de religião?


Paulos Se as pessoas gostassem mais de matemática, pensariam com mais rigor. Isso faria com que pusessem muitas de suas crenças em xeque.

Crença essa, como já disse que estão na esfera da crendice popular e não na profundidade da tradição cristã.


Veja Quais são as habilidades matemáticas de que uma pessoa precisa para sobreviver no mundo? (O que isso tem haver com o assunto inicial?)


Paulos Muitas vezes, não é tanto o conhecimento técnico que faz falta. Aritmética e alguma álgebra servem para a maior parte das situações cotidianas. Mas as pessoas ainda carecem de uma certa habilidade para pensar em termos de lógica formal, para estimar quantidades e ter pelo menos um certo senso de probabilidades e estatística. Nas minhas aulas, por exemplo, proponho aos meus alunos que eles estimem quantos afinadores de piano existem na Filadélfia. Para chegar lá, eles têm de saber a população da Filadélfia, a porcentagem de casas com piano, a freqüência com que eles são afinados, quantos pianos um afinador consegue afinar em uma semana, e assim por diante. A maior parte dos números de que precisamos para fazer esse tipo de cálculo não é publicada, e temos de encontrar meios de estimá-los. Mas as pessoas muitas vezes não têm sequer uma noção dos números básicos que cercam sua vida – a população do país e da cidade onde vivem, por exemplo. É isso que chamo de "analfabetismo numérico". Noções de grandeza também são estranhas para muita gente. Por exemplo, serão poucas as pessoas que sabem o que 1 milhão de segundos representa em dias. São cerca de onze dias e meio. E as pessoas também se surpreendem com a diferença entre o milhão e o bilhão, porque não têm noção da grandeza desses números – para chegar a 1 bilhão de segundos, são necessários quase 32 anos.

Isso tudo (acima) deve ter sido para encher a matéria e dar ares de intelectual a paulos.


Veja Que tipo de armadilha os números podem apresentar para quem não tem uma boa formação em matemática? (O que isso tem haver com o assunto inicial? [2])


Paulos Precisão é um bom exemplo. Livros de receitas quase sempre trazem quantidades bastante grosseiras: duas ou três xícaras de farinha, uma colher de chá ou de sopa de açúcar, três ovos. E isso é suficiente para o cozinheiro conseguir um bom resultado. Mas, às vezes, a mesma receita informa, por exemplo, que uma fatia da torta terá 761 calorias. Não há como ser tão preciso. Um matemático, quando confrontado com números tão precisos, geralmente expressa ceticismo: "Como é que eles podem saber disso com tanta exatidão?". As pessoas que não dominam os fundamentos da matemática, porém, tendem a ficar muito impressionadas: "Caramba, o cozinheiro que escreveu esse livro realmente sabe o que faz". Há vários truquezinhos do gênero que os espertos usam para impressionar. Se as pessoas fossem mais expostas, desde a escola, a problemas matemáticos, passatempos, charadas, anedotas envolvendo números, seriam menos suscetíveis a esse tipo de enganação.

Aqui, paulos denuncia exatamente o que fez.


Veja Probabilidade é outro campo minado. Pessoas que não tomam a mínima precaução quanto a problemas cardiovasculares morrem de medo de doenças exóticas, que têm muito menos probabilidade de atingi-las. Por que acontece isso?

(O que isso tem haver com o assunto inicial? [3] Mais de nada).



Paulos Nós não evoluímos para entender a probabilidade. Se você me permite uma historinha, imagine um homem primitivo que vê um movimento suspeito em uma moita próxima, no meio da selva. Ele corre como um louco, com medo de um tigre. Se ficasse para calcular a probabilidade de ser um coelho, acabaria devorado pelo tigre. Nós não tomamos decisões em termos de probabilidades numéricas. Pensamos, isso sim, em termos de histórias, narrativas, imagens. Eventos que são mais vívidos ou incomuns têm mais impacto para nós do que aquilo que é familiar. Por isso às vezes nos preocupamos tanto com ameaças remotas.


Veja Como transmitir a beleza que os matemáticos encontram nos números a pessoas que não gostam de matemática – especialmente crianças em idade escolar? (O que isso tem haver com o assunto inicial? [3] E a veja continua tentando dar ares de intelectual a paulos.).


Paulos Jogos, quebra-cabeças e paradoxos ajudam a despertar a curiosidade. As pessoas às vezes acham que matemática se resume a fazer contas. Claro que fazer contas é fundamental, mas é preciso ir adiante. Se o ensino de literatura ao longo de doze anos de escola se resumisse à gramática e à análise sintática, seria surpreendente se alguém chegasse à faculdade com uma apreciação verdadeira pela literatura. Respeitadas as diferenças, é assim que o ensino de matemática ocorre nos dias de hoje: "Aqui estão 100 equações. Resolvam!". E as pessoas tendem a achar que um aluno tem pendor para a matemática só porque consegue resolver esses problemas simples rapidamente. Seria como dizer: "Você datilografa muito bem. Poderia ser um poeta".

Por Fim, um matemático, que talvez seja bom realmente no que faz que seja ser matemático, tenta explicar religião ignorando todos os pressupostos necessários para entender e argumentar sobre tal. Isso tem se tornado moda entre acadêmicos ateus, mostrando sua profunda falta de conhecimento e critério para ser mais que mero palpiteiro sobre religião, principalmente a religião crista, mais ainda a Igreja Católica Apostólica Romana.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Luiz Felipe Pondé arrebenta com os ateus

"O ateísmo é uma conclusão óbvia, não há nenhuma grande inteligência nisso", afirma Luiz Felipe Pondé, professor da PUC-SP, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 14-12-2009. Segundo ele, "Copenhague foi aquele tipo de concílio onde se discutia se a roupa de Jesus era dele ou não. Temperamentos autoritários gozaram de tesão em Copenhague".

Eis o artigo.

O "assunto Deus" é complicado. Em jantares inteligentes, é mais fácil você confessar que faz sexo com dobermans, prova de que seu gosto ultrapassou formas sexuais conservadoras. Mas, se falar sobre Deus, há risco grave de que não te convidem mais. E aí nunca mais aquela cozinha vietnamita. Melhor se dizer um budista light.

Mas a mania que muito religioso tem de achar que tudo na vida se deve a Deus (ou similares) é um saco! Isso fala mais de sua preguiça e medo do que de Deus.

Entendo o bode dos ateus com essa gente. Para mim, essa conversa é semelhante ao papo de que você tem câncer porque não resolveu adequadamente seus conteúdos emocionais. Ora bolas, isso quer dizer que, se todo mundo um dia for feliz, ninguém vai ter câncer? Ou que, pior, além de ter câncer, você é um babaca responsável pelo câncer porque não fez terapia? Conheço gente que se diz ateia (e com isso se acha mais inteligente, como de costume) e acredita nessa baboseira de que o amor cura câncer.

Mas, desculpe-me, ateísmo é coisa banal. Quando eu tinha oito anos era ateu. O ateísmo é óbvio (por isso comecei a desconfiar dele), diante do lamentável estado da vida: somos uma raça abandonada (Horkheimer). Ateísmo não choca mais ninguém (pelo menos quem já leu uns três livros sérios na vida), porque ateus já são vendidos às dúzias em liquidações. E mais: ser ou não ateu não diz nada acerca de como a pessoa se comporta com os outros (ao contrário do que muitos ateus e não ateus pensam). Existem canalhas de ambos os lados do muro.

Deus, como se diz em filosofia, "é uma variável sem controle epistemológico", isto é, não se testa Deus em um laboratório.

Mas, antes, uma pequena heresia.

Mais chocante hoje é alguém confessar que não crê no aquecimento global, pelo menos na versão que aconteceu nesse espetacular concílio bizantino em Copenhague, reunindo toda a gente legal do mundo.
Confesso minha fraqueza: sou um herege, não acredito que meu pequeno carro aqueça o planeta, mas já estou pagando mais imposto por isso e tenho certeza de que outros virão. Acho essa história uma mistura de ego inflado (disputamos com o Sol para ver quem aquece mais?) e tédio (que tal salvar o planeta? A vida está tão chata na Dinamarca!). Meu cachorro anda triste? Deve ser o aquecimento global.

Sei que dizem que é fato científico, mas, para mim, que sou um medieval, só acredito na ciência quando vem no formato de resultados de exames do Fleury ou do Delboni, e não quando tem a ONU no meio e gente ganhando milhares de euros salvando o planeta.

Para mim, Copenhague foi aquele tipo de concílio onde se discutia se a roupa de Jesus era dele ou não. Temperamentos autoritários gozaram de tesão em Copenhague.

E o ateísmo? A constatação de que o mundo é péssimo e, por isso, Deus não deve existir é razoável. A primeira vez que isso me ocorreu foi quando descobri que existiam colegas mais felizes do que eu na escola, e aí eu julguei o mundo injusto. Se Deus, como todo mundo me dizia, era bom, por que eu não era o cara mais forte do mundo? Decidi que Deus não existia. Ou não era bom. O ateísmo é uma conclusão óbvia, não há nenhuma grande inteligência nisso. Qualquer golfinho consegue ser ateu.

Anos mais tarde, fosse eu uma dessas pessoas legais que creem no marketing do bem, concluiria que o mais justo seria que todos fossem igualmente felizes, e aí Deus teria sido democrático. Graças a Deus nunca passei pelo ridículo de pensar assim. Quanto a Deus ser mau, concluí que melhor seria mesmo considerar o universo indiferente e cego e mecanicamente cruel. Naquele dia, tornei-me um trágico (antes de ler Nietzsche ou Darwin).

Poucos ateus não são descendentes de uma criança infeliz e revoltada (e, veja, 110% das crianças, esses pequenos lindos monstros malvados, são infelizes porque sempre existem crianças mais felizes do que você). A prova disso é que ateus gostam de falar mal da igreja (nunca superaram aquela freira azeda), de Deus (esse malvado que não me fez mais forte), ou do pai judeu (que me obrigou a só namorar judias).Ou acham que, se formos todos ateus, o mundo será melhor. Se você é assim e tem orgulho de ser ateu, você é um rancoroso.

Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer besteira (Chesterton): na Natureza, na História, na Ciência, na Dinamarca, em Si Mesmo. Essa última crença, eu acho, é a pior de todas. Coisa de gente cafona.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ateus, cuidado, o Dawkins vai acabar com a reputação de vocês

Richard Dawkins, talvez o líder mundial do Neo-Ateísmo, tem seus argumentos desmascarados pelo apologista Greg Koukl. Acontece que a situação chega a ser cômica, por isto, não posso deixar de dizer para os ateus tomarem cuidado com o Dawkins, desse jeito, para onde vai a fama dos ateus serem inteligentes?



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CARTA AO DR. SARAMAGO


Sei que o Dr. José Saramago, Prêmio Nobel de literatura (1998), não lerá essa Carta, mas ao menos ela será um desagravo às palavras ofensivas com que se dirigiu ao Papa Bento XVI e à Igreja, derramando em suas palavras amargas toda a sua bílis raivosa contra Deus e sua Santa Igreja, mais uma vez.

Saramago, em Roma, fez o lançamento do seu novo livro “Caim”, no qual volta a tratar da religião. Na verdade a religião e a fé põem os supostos ateus em crise, por isso essa reação destemperada do escritor.

Os jornais e a internet noticiaram amplamente que em 14 de outubro (EFE) o escritor português José Saramago, em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, chamou o Papa Bento XVI de “cínico”, e disse que a “insolência reacionária” da Igreja precisa ser combatida com a “insolência da inteligência viva”.

Numa pesadíssima crítica destrutiva se referiu ao Papa como “neo-medievalista”, acusando-o de “cinismo intelectual”. Além disso, disse a Flores D’Arcais, que sempre foi um ateu “tranquilo”, mas que agora está mudando de idéia, porque, segundo ele “as insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder.” Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Dr. Saramago, antes de tudo quero lhe dizer que não temos ódio do senhor e de suas palavras; pois, Nosso Senhor nos ensinou a “pagar o mal com o bem” (Rm 12, 14), a amar os inimigos, e a abençoar os que nos amaldiçoam. Nossos mártires morreram e morrem perdoando os seus assassinos. Na verdade temos pena do senhor, pois, se de um lado o sr. é doutor nas Letras humanas, por outro lado ainda desconhece os primeiros rudimentos das Letras divinas e eternas.

Dr. Saramago, por que investir tão raivosamente contra o nosso Pedro de hoje, e contra a Santa Igreja? Que mal eles fazem? Será que são os culpados pelas guerras do mundo; pela miséria de tantos, pelas catástrofes da natureza? Será que o sr, qual novo Nero, quer nos culpar pelo incêndio de Roma?

Fiquei pensando Dr. Saramago, onde poderia estar a causa mais profunda desse ódio que há tanto tempo o sr. destila contra a Igreja? Faz-nos lembrar do que disse o Salmista: “Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo”. (Sl 2, 1-2)

Será que o sr. sofreu algum trauma religioso na infância ou na juventude por parte de alguém da Igreja que lhe deu um contra testemunho? É possível. Ou será que o sr. foi educado nos bancos da escola marxista eivada de ateísmo, materialismo e um laicismo anti católico tão difundido nas universidades?

O destempero de suas palavras nos dão o direito de fazer muitas indagações desse tipo; pois não são racionais, mas passionais; não precisamos ser psicólogos para ver que são influxos da sensibilidade ferida e recalcada sobre a razão.

Dr. Saramago, por que ferir tão injustamente o nosso grande Pastor universal? O senhor sabe que ele é considerado um dos melhores teólogos atuais. Sua eleição para Papa se deu num dos Conclaves mais rápidos da história. Sua santidade é notável, sua humildade explícita, como ele disse: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Por que atacar a ele e a Igreja com tanta fúria? Saiba que atinge a todos nós seus filhos. Mas temos consciência que quando a sensibilidade cegou a razão, e a brutalidade venceu o argumento, a razão foi sufocada.

Será que o senhor ainda não reconheceu, o que os historiadores modernos tem repetido: que foi a Igreja quem salvou e moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa? Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

O senhor sabe que nossa Civilização foi gerada no bojo do Cristianismo que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos outros dons. O sr. sabe que nenhuma outra Instituição fez tanto pela caridade no mundo em todos os tempos.

O senhor sabe que foi a Igreja que fundou as Universidades, inclusive a de Coimbra, a famosa de sua Portugal. Sem elas o senhor não teria chegado ao Prêmio Nobel.

O que há de “cínico” em nosso Pastor maior?

Sabemos que os sofistas, quando não conseguem derrubar os argumentos do seu opositor, procuram, então, atingir sua pessoa, sua imagem, atirando-lhe sarcasmo. Ora, será que essas setas envenenadas contra Bento XVI não são conseqüência da falta de argumentos perante o que ele e a Igreja defendem há vinte séculos: o respeito à vida desde a geração até a morte natural, o não ao aborto, à eutanásia, à manipulação de vidas embrionárias, o não às tais “famílias alternativas”, etc.?

Ora, doutor Saramago, o senhor já é bastante vivido e conhecedor da História para saber o que afirmava Spalding, que as nações não perecem por falta de saber ou de riquezas, mas por falta de princípios morais.

O senhor acusa nosso Pai espiritual de cinismo intelectual; ora, o sr. sabe que ele é um dos maiores e melhores teólogos de nosso tempo, catedrático reconhecido no mundo todo. Portanto, atingindo a ele o sr. nos atinge a todos nós.

Onde pode haver cinismo em um líder mundial que só trabalha em favor da paz, do desarmamento dos povos, da fraternidade das nações, da defesa dos mais desvalidos.? Exatamente quando ele se reúne no Sínodo da África, debatendo as misérias desse Continente tão sofrido, e o modo de saná-las, o senhor fere o nosso Pastor tão injustamente! O que o senhor tem dito sobre os outros chefes de Estado que não fazem o mesmo pela humanidade?

O senhor acusa o Papa de “insolência reacionária”. Ora, o sr. sabe que o que ele defende não é a “sua” Verdade, mas a Daquele que mudou o mundo, e que disse a Pilatos: “eu vim para dar testemunho da verdade”; “Eu sou a Verdade”. O sr. sabe que a Verdade não pode mudar, senão não é verdade. O mesmo princípio de Arquimedes, do empuxo, descoberto dois séculos antes de Cristo, ainda hoje é ensinado nas melhores universidades do mundo, porque é verdade.

Bem disse o então cardeal Ratzinger na missa “pro elegendo pontífice”, que o mundo está dominado pelo “relativismo religioso” que quer eliminar a existência de uma verdade absoluta, querendo fazer tudo relativo, ao gosto de cada um. Por não aceitar essa “ditadura do relativismo” o sr. conjura o nosso Papa e a nossa Igreja. Eles não podem trair o Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que a Igreja não pode ser vencida por um poder meramente humano. Não perca seu tempo. Cristo lhe prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a perseguem, jamais prevalecerão contra ela.

Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?”. Onde está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?

Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que todos aqueles que se atiraram insanamente contra a Rocha de Pedro caíram para trás desolados? Será que precisamos de mais exemplos?

O sr. acusa o Papa também de querer apenas agir por “interesse e poder”. O interesse que ele procura é o bem das almas e das pessoas. Gostaria que o sr. lesse o que disse o Concilio Vaticano II:

“Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido” (Mt 20,28), (GS,3).

O poder do Papa é aquele que vem de Deus, não do povo, e que está ancorado nos corações dos seus filhos que o amam como dizia Catarina de Sena, “o Doce Cristo na Terra”.

Meu irmão Saramago, não o odiamos, ao contrário, o perdoamos; queremos repetir as palavras de Santo Estevão: “Senhor, não leve em conta as suas ofensas”. E mais: “Pai, perdoai-lhe não sabe o que faz”. Pedimos ao Senhor que conceda-lhe, antes de fechar os olhos para este mundo, a graça da conversão. É tudo o que desejamos e pedimos ao Senhor da Glória.

Prof. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino


Fonte:http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/10/15/carta-ao-dr-saramago/#comment-268103