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quarta-feira, 23 de junho de 2010

DESASTRES EM PERNAMBUCO



Aos amigos Católicos de todo o Brasil;

Prezados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, desde o dia 14 de junho os estados de Pernambuco e Alagoas, vem sofrendo com a chuva que devastou cidades e já deixou mais de 40 mortos em ambos estados e mais de 700 desaparecidos nossa Igreja nos ensina que (a solidariedade é uma virtude eminentemente cristã que pratica a partilha dos bens espirituais mais ainda que dos materiais CIC 1949), São Tiago nos exorta em sua epístola acerca da caridade e das obras, de nada adianta uma fé sem obras, é morta Tg. 2, 17-19 , assim cumprindo o mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, nossa Santa Igreja nos estimula e recomenda a ajuda ao próximo e aos mais necessitados, é nesse ponto que eu queria chegar, queridos amigos; dezenas de milhares de famílias estão sem o que comer neste exato momento, gostaria de pedir sua ajuda, sua colaboração, sobretudo para duas cidades; Barreiros e Palmares, cidades localizadas n a mata sul de Pernambuco a 130 km de Recife, 95% de ambas as cidades estão completamente destruídas, sem água, luz, telefone, comida, roupas. Restam a esses irmãos somente a lembrança de um dia ter possuído uma casa e um "cantinho" onde encostar a cabeça à noite e dormir, passado o período de chuvas a situação torna a piorar,pois, surgem as doenças como; malária,febre amarela, leptospirose, dengue, hepatite e o fim desses irmãos nós já conhecemos, a morte.

Por isso meus irmãos, estive na região afetada hoje para levar um pouco de ajuda e minha solidariedade aos irmãos daquelas cidades, me senti no Haiti, Etiópia ou em Angola. Crianças já no inicio da cidade pedindo comida, somente de cueca e todas meladas de barro e lama. Ao entrar na cidade o mau cheiro impera, uma mistura de lama e supostamente cadáveres em estado de putrefação nos leva a respirar pela boca. O sentimento de impotência e de ineficiência nos leva ao choro, só quem já passou sabe o quanto dói, ver uma criança pedir comida e você dizer que não tem, tinha até um pouco de dinheiro que podia dar ao menino, mas, para que dar dinheiro? Comprar onde? Ou o quê? Não tinha nada,a cidade acabou, somente a misericórdia de Deus pode dar conforto e forças aqueles que de uma hora para outra perderam tudo, mas, nesses momentos percebemos a força de Nossa Igreja e a promessa feita quando Jesus disse que nem as portas do inferno iriam prevalecer, em ambas as cidades, em meio a toda destruição os templos católicos estavam em pé, imponente em meio à desgraça, como âncora em meio à tempestade, de braços abertos prontos a receber a quem a procurava, conversei com o Bispo Diocesano, sua excelência Dom Genival Saraiva que estava praticamente em estado de choque, vendo seus filhos em meio à lama como se fossem caranguejos, disputando com os urubus e a lama um pacote de bolacha Maria. As portas de todas as instituições da Igreja se encontram de portas abertas para acolher o povo independente de religião, com o pouco que temos e dividir conforme nos ensinou o Messias.

Por isso, queridos amigos estou aqui, para pedir a ajuda de vocês, escutei em meio às lágrimas a seguinte frase de um comerciante que perdeu o comércio,casa, carro enfim tudo, * se alguém nos ajudar com um palito de fósforo nos agradeceremos, pois não temos nada, de um dia para outro viramos mendigos, pedintes*, o corpo de bombeiros, disponibilizou contas para serem feitos depósitos, eu, com ajuda de alguns amigos benfeitores, estamos mais uma vez nos organizando com cestas básicas,roupas e materiais de higiene, se alguém desejar ajudar de qualquer lugar do Brasil e do mundo é só entrar em contato comigo, peço a ajuda e conto com a misericórdia de vocês. Pois quem dá ao pobre agrada ao Criador. A Paz e o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja presente no coração de todos.

EMAIL: andersonmacena@ yahoo.com.br

FONE: 81- 3477 4846 81-3475 8225 81- 9665-6561

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cordel do BBB



Por Tatarana (http://tatarana.wordpress.com/2010/02/06/li-por-ai-cordel-do-bbb-muito-bom-%E2%80%8F/#comment-40)


O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de
retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica
causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e
preconceituoso".

Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo
cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa
pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos). Só
para dar um gostinho:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

* * *

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na
Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel
Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da
natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir
espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura
Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro
de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de
100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas
sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e
baiões.


Esta matéria foi publicada no blog Tatarana

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Ao ler o cordel acima decidi conhecer melhor o trabalho de Antônio Barreto. Pude notar que não sou partidário de algumas de suas ideias, mas concordamos sob o BBB.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Verdadeiros Heróis




Caros leitores,

Como bem sabemos, vivemos em uma sociedade cada vez mais hedonista, egoísta e individualista. Onde fazer o que me é vantajoso esta em primeiro lugar.
Toda essa cultura, por demais enraizada no homem moderno, atrapalha a sua sensibilidade e percepção do bem comum, não só material, mas também espiritual.
É esta cultura que vem transformando virtudes em barreiras para uma pseudo-evolução humana.
Evolução esta que atinge a sociedade como um todo. Seja religiosa, social ou individualmente.

Para os cristãos esta cultura tem sido particularmente transtornante quando se quer viver os mandamentos de Deus e da Igreja, sobretudo nos campos da sexualidade e moral.

Sabemos o quanto é difícil seguir os ensinamentos de Cristo e da Igreja.
Anexada a esta dificuldade, que é natural (São Mateus 16,24-
Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo,
tome sua cruz e siga-me. ), estão inseridas as mentalidades "modernas", que por muitas vezes são imorais e covardes, contribuindo assim para uma sociedade que, não mais simplesmente questiona os ensinamentos de Cristo e de sua Igreja, como ocorria outrora, mas simplesmente rejeita qualquer proposta que traga a sua vida algum tipo de contrição ou penitência.

Este tipo de pensamento é contraditório com o próprio cristianismo e com a natureza humana e diversos pensamentos tradicionais, seja a cultura que for. Nosso Deus, que se encarnou, inserindo-se no tempo, veio a morrer na Cruz como holocausto ao Pai, para a remissão dos nossos pecados e nos advertiu das dificuldades que teríamos. Pedindo que tomássemos nossa cruz diária, pediu que o seguíssemos e o imitássemos, não por masoquismo, mas por contrição de nossas misérias.

Hoje, homens e mulheres lutam para manter-se fiéis ao chamado da conversão diária. Nadam contra a maré que arrasta toda nossa sociedade para uma degradação moral globalizada sem precedentes.
As armas usadas por estes verdadeiros heróis da fé são a castidade, a oração, o estudo sobre a fé e a contrição do corpo e da mente.

Devemos salientar neste ponto que a castidade é um chamado universal. Todos são convidados a castidade. Casados, solteiros, viúvos e etc.
Existe uma grande confusão entre a Castidade com a virgindade(em alguns casos o celibato).Veremos a diferença para esclarecer como todos são chamados a castidade e alguns ao Celibato.
A virgindade, que pode ter sua vertente no celibato(destinado aos Padres, bispos e religiosos consagrados), é a condição ou escolha de não prática de relações sexuais. Muitas religiões utilizam-se do celibato. (No caso de religiosos cristãos acompanha a total entrega a Cristo e a Igreja).
A Castidade, um pouco diferente mas também de suma importância para a vida cristã, é a vivência das relações afectivas de acordo com os ensinamentos de Cristo e da Igreja, preservando assim o verdadeiro significado dos afetos.

Como já dissemos, hoje é muito complicado a vivência da castidade, sobre tudo por nós jovens, que somos bombardeados diariamente pela cultura do prazer pessoal, onde o sexo é apenas uma ferramenta de prazer e o outro só é mais um componente desta ferramenta, muitas vezes não importando quem é a pessoa com quem me relaciono.
Mas ainda assim existem jovens e adultos dispostos a viver esta "loucura"(I Coríntios 1,21-Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem.) , que para o mundo é uma loucura mesmo(I Coríntios 1,18-A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. ), mas para Cristo é uma oferta de vida e santidade.

Esses VERDADEIROS HERÓIS são comparáveis, na minha humilde opinião e levando em consideração o contexto histórico-cultural, aos Santos martirizados nos primeiros séculos. Não tinham vergonha nem medo de viver o que acreditavam. Era mais que um simplesmente dizer, falar sobre. Era mesmo encarnar o que acreditavam.

Hoje poucos entendem esta "loucura" e menos ainda escolhem abraça-la, dado aos sofrimentos e constrangimentos que essa vivência pode trazer perante a sociedade contemporânea.(São Mateus 5,8 -Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! )

Diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC):

CIC - §2337

A vocação à castidade A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher.

A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.

Diz ainda:

CIC - §2348

AS DIVERSAS FORMAS DE CASTIDADE

Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo", modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. *(Casado, solteiro, viúvo ou celibatário) No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade. *OBS.: Grifo meu.

CIC - §2341

A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.

CIC - §2339

A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. "A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação."

Em um mundo, que caminha na contramão das revelação divinas deixados por Cristo a sua Igreja, não são poucos os obstáculos a total vivência de tais valores a muito esquecidos. Invertidos em contravalores, a castidade, o autodomínio e a temperança são motivos de distanciamento, chacota e constrangimento. Tais reações já eram previstas por Cristo, pois o mundo rejeita estas coisas, porque rejeitou antes ao próprio Cristo:

(São João 1,10 - Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. )
(São João 7,7 -
O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más.)
(São João 14,17 - É o Espírito da Verdade, que
o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.)
(São João 17,25 - Pai justo,
o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. )
(I São João 3,1 - Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso,
o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. )

No entanto não devemos nos enganar e achar que estamos apartados do mundo. Por vezes somos nós mesmos, cristãos, que fazemos as vezes de mundanos, renunciando os ensinamentos da Igreja e sendo pedra de tropeço para os que , mesmo sofrendo com suas fraquezas, querem seguir retamente o caminho das virtudes. E mesmo quando estamos vivendo as virtudes não estamos fora do mundo, mas devemos , inseridos nele, ser sal da terra e Luz do mundo. Como disse São Josemaria Escrivá acerca dos primeiros cristãos:

"Eles viviam profundamente a sua vocação cristã; procuravam muito a sério a perfeição a que eram chamados, pelo fato, ao mesmo tempo simples e sublime, do Baptismo. Não se distinguem exteriormente dos outros cidadãos. "

Assim também devemos ser todos nós.

Dizia também São Josemaria, sobre a castidade:

"Com o espírito de Deus, a castidade não se torna um peso aborrecido e humilhante.
É uma afirmação jubilosa: o querer, o domínio de si, o vencimento próprio, não é a carne que o dá nem procede do instinto; procede da vontade,
sobretudo se está unida à Vontade do Senhor.
Para sermos castos - e não somente continentes ou honestos -, temos de submeter as paixões à razão, mas por um motivo alto, por um impulso de Amor."


Portanto a castidade é para todos. Mesmo que o mundo não a abrace devemos caminhar de encontro as virtudes que as acompanha.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Virtude Teologal da Caridade

No luminoso esquema de São João da Cruz sobre a escalada do Monte Carmelo, o grande místico nos fala que, na vida natural, o homem vai além de si mesmo mediante o exercício de suas faculdades naturais, ou seja, através da inteligência, ele pensa; através da memória, ele recorda; através da vontade, ele quer. Pois bem, na escalada da vida sobrenatural, a alma ergue-se para Deus pelo impulso da graça santificante. Mas a graça santificante, por sua vez, age através de suas faculdades sobrenaturais, que são as virtudes teologais. Quer dizer, pela virtude teologal da fé o pensamento abre-se para o mistério de Deus; pela virtude teologal da esperança sua memória apóia-se em Deus; pela virtude teologal da caridade sua vontade se une com a vontade de Deus.Tanto fé como esperança são virtudes da terra, virtudes peregrinas, porquanto no céu, ao contemplarmos o mistério no qual agora acreditamos, e ao entrarmos na posse da bem-aventurança eterna, tanto a fé como a esperança já não tem mais objetivo. Firme e inabalável se eternizará a caridade, que é lei a do tempo e a delícia da eternidade.Enquanto virtudes do tempo, virtudes peregrinas, tanto e fé como a esperança orientam-se para a prática quotidiana da caridade, para a prática religiosa, oração e testemunho de vida. Daqui a tarefa diária do cristão fiel, tal como a formula São João da Cruz: “semear amor lá onde não há amor, a fim de colher amor”. Isto porque, como conclui o doutro místico: “Na tarde da vida, serás julgado no amor”. Quer dizer, serás julgado sobre o amor de Deus e aos irmãos, serás julgado pelo Amor e serás julgado com amor.

As duas asas da Caridade Teologal

Segundo a bela expressão de Paul Claudel, a Virtude Teologal da Caridade está dotada de “duas asas”, cujo bater ao uníssono assegura o movimento ascensional da vontade do cristão, no processo de sua união com a vontade de Deus.A primeira é a asa do “amor a Deus sobre todas as coisas”, a segunda é a asa do “amor ao próximo, por Deus”. Ambas constituem a tarefa fundamental do batizado em sua vida terrena, a caminho da glória celeste.
O duplo mandamento, que Cristo veio anunciar com a sua Palavra e assegurá-lo com o seu testemunho, sua Vida, sua Morte e Ressurreição, revela a amplidão do amor de Deus para conosco na pessoa de seu Divino Filho. Enquanto lei do tempo e delícia da eternidade, a Virtude Teologal da Caridade, à luz da palavra e do testemunho de Cristo, comporta três dimensões: primeira, o amor que “desce” de Deus até o homem; segunda, o amor que “sobe” do homem até Deus; terceira, o amor dos irmãos “entre si”.
Estas três dimensões do amor evangélico são inseparáveis, síntese do grande mandamento do sermão da montanha.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A virtude da Humildade

Por Izabel Ribeiro Filipi

Algo tão cobrado de nós, mas que conhecemos e vivemos tão pouco!
A humildade é um gesto profundamente cristão. A Igreja nos ensina que ela está intimamente ligada com a pobreza em espírito. "Bem-aventurados os pobres em espírito" (Mt 5,3) Isso porque a humildade requer renúncia. Renúncia não apenas a apego a bens materiais, mas ao apego a cargos, status, conveniências do mundo, poder...
Cristo, sendo Deus, sendo o Filho, Onipotente, fez-se homem, sofreu, serviu, morreu numa Cruz...
Sobre isso, peço que leiam, e reflitam, a passagem abaixo:

Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. Fl 2,2-10

Que quis Paulo nos mostrar com isso? Que pedia, senão que seguíssemos os passos de Cristo, e que nos esforçássemos para imita-Lo em tudo?
É apenas por este caminho, e por nenhum outro, que nos aproximaremos de Deus. Se Cristo se humilhou diante de nós, serviu, foi obediente, amou até o fim, para que pudéssemos ser salvos, não há outra maneira senão esta mesma para chegarmos até Ele.
A humildade é virtude necessária para aquele que se coloca diante de Deus. “Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.” Lc 18,14 Por isso, é impossível chegar até Ele sem nos fazermos últimos em tudo. Últimos para o mundo e para os valores do mundo, jamais para Cristo!

Neste mesmo sentido, a Igreja nos ensina que a humildade é uma virtude essencial na oração. É na oração que nos colocamos diante de Deus. “A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes. De onde falamos nós, ao rezar? Das alturas de nosso orgulho e vontade própria, ou das "profundezas" (Sl 130,1) de um coração humilde e contrito? Quem se humilha será exaltado. A humildade é o fundamento da oração. "Nem sabemos o que seja conveniente pedir" (Rm 8,26). A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus” (Catecismo da Igreja Católica, 2559)

Na relação com Deus e, através dEle, com o próximo, muitas são as atitudes e posições humildes que precisaremos tomar em nossa caminhada. O perdão, e o pedido de perdão, é um ato de profunda humildade, pois aquele que perdoa o erro alheio e pede perdão pelos seus se reconhece como nada diante da Grandeza que é Nosso Senhor. Quando perdoamos, damos testemunho do amor de Deus, porque ninguém mais que Ele perdoou. Ele nos perdoa sempre que nos colocamos diante dEle com coração contrito e buscamos, através da Confissão, reconciliamo-nos com Ele. Aliás, vejo no próprio sacramento da reconciliação um profundo ato de humildade, pois nos reconhecemos pecadores diante de um homem (que está em nome de Cristo, mas um homem), diante da Igreja, diante de Deus emana da obediência de Cristo! Cristo foi obediente ao Pai. Por mais que sofresse, por maior que fosse a agonia diante da Cruz, Ele foi até o fim... Que posso dizer de nós, pobres pecadores, que sequer sabemos o que fazemos se não estamos com Ele? Por isso a obediente manifesta esta humildade, que vem de nos reconhecermos criaturas, filhos... Vem do reconhecimento que nada somos e nada sabemos, e que Ele tudo sabe. Esta obediência se estende à Igreja, pois é através dela que Cristo se faz presente no meio de nós. Se nos colocamos nos braços de Deus, confiaremos na Igreja, porque teremos a certeza que é Cristo que a guia.

Por fim, lembro da humildade que nos faz professar a fé em Cristo! Se não o aceitamos como Deus, se preferimos deixa-Lo guardado num canto qualquer, não pode haver humildade dentro de nós. A verdadeira humildade nos leva a querer professar a Verdade daquele que é Senhor, Rei! Qualquer outra coisa vem de homens. Qualquer outra coisa apenas demonstrará que nos apagamos primeiro a coisas passageiras antes de nos apegarmos ao Eterno, e o apego às coisas do mundo, como já citei no início, é falta de humildade em si mesmo.

Precisamos ainda constantemente aprender a ser humildes... Aprendemos com Cristo, com os inúmeros exemplos deixados por seus santos. Ele nos deu o exemplo. Ele é a Palavra, e não há outra a ser dita.

Virtudes Teologais e Cardeais

Retirado do Livro A fé Explicada. Pe. Léo Trese.

Você é virtuoso? Se lhe fizessem esta pergunta, a sua modéstia o faria responder: "Não, não especialmente". E, no entanto, se você é batizado e vive em estado de graça santificante, possui as três virtudes mais altas: as virtudes divinas da fé, da esperança e da caridade. Se cometesse um pecado mortal, perderia a caridade (ou o amor de Deus), mas ainda lhe ficariam a fé e a esperança.
Mas, antes de prosseguir, talvez seja conveniente repassar o significado da palavra "virtude". Em religião, define-se a virtude como "o hábito ou qualidade permanente da alma que lhe dá inclinação, felicidade e prontidão para conhecer e praticar o bem e evitar o mal". Por exemplo, se você tem o hábito de dizer sempre a verdade, possui a virtude da veracidade ou sinceridade. Se tem o hábito de ser rigorosamente honesto com os direitos dos outros, possui a virtude da justiça.
O novo Catecismo apresenta uma definição equivalente: "A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais. a pessoa virtuosa tende ao bem, persegue•o e escolhe-o na prática" (n. 1803).

Se adquirimos uma virtude por esforço próprio, desenvolvendo conscientemente um hábito bom. Chamamos a essa virtude uma virtude natural. Suponha que decidimos desenvolver a virtude da veracidade. Vigiaremos as nossas palavras, cuidando de nada dizer que altere a verdade. A princípio, talvez nos custe, especialmente quando dizer a verdade nos causa inconvenientes ou nos envergonha. Um hábito (seja bom ou mau) consolida-se pela repetição de atos. Pouco a pouco se nos toma mais fácil dizer a verdade, mesmo que as suas conseqüências nos contrariem. Chega um momento em que dizer a verdade é para nós como que uma segunda natureza, e, para mentir, temos que fazer força. Quando for assim, poderemos dizer sinceramente que adquirimos a virtude da veracidade.E porque a conseguimos com o nosso próprio esforço, essa virtude chama-se natural.

Mas Deus pode infundir diretamente uma virtude na alma, sem esforço da nossa parte. Pelo seu poder infinito, pode conferir a uma alma o poder e a inclinação para realizar certas ações sobrenaturalmente boas. Uma virtude deste tipo - o hábito infundido na alma diretamente por Deus - chama-se sobrenatural. Entre estas virtudes, as mais importantes são as três a que chamamos tealogais: fé, esperança e caridade. E chamam-se teologais (ou divinas) porque dizem respeito diretamente a Deus: cremos em Deus, em Deus esperamos e a Ele amamos.

Estas três virtudes, junto com a graça santificante, são infundidas na nossa alma pelo sacramento do Batismo. Mesmo uma criança, se estiver batizada, possui as três virtudes. ainda que não seja capaz de praticá-las enquanto não chegar ao uso da razão. E, uma vez recebidas, não se perdem facilmente. A virtude da caridade, a capacidade de amar a Deus com amor sobrenatural, só se perde pelo pecado mortal.
Mas mesmo que se perca a caridade, a fé e a esperança permanecem. A virtude da esperança só se perde por um pecado direto contra ela, pelo desespero de não confiar mais na bondade e na misericórdia divinas. E, é claro, se perdemos a fé, perdemos também a esperança, pois é evidente que não se pode confiar em Deus se não se crê nEle. E a fé, por sua vez, perde-se por um pecado grave contra ela, quando nos recusamos a crer no que Deus revelou.

Além das grandes virtudes a que chamamos teologais ou divinas, existem outras quatro virtudes sobrenaturais que, juntamente com a graça santificante, são infundidas na alma pelo Batismo.

Como estas virtudes não dizem respeito diretamente a Deus, mas sim às pessoas e coisas em relação a Deus, chamam-se virtudes morais. As quatro virtudes morais sobrenaturais são: prudência, justiça, fortaleza e temperança.
Possuem um nome especial: virtudes cardeais. O adjetivo "cardeal" deriva do substantivo latino cardo, que significa "gonzo", e são assim chamadas por serem virtudes "gonzo", pois delas dependem as demais virtudes morais. Se um homem é espiritualmente prudente, justo, forte e moderado, podemos afirmar que possui também as outras virtudes morais. Podeliamos dizer que estas quatro virtudes contêm a semente das demais. Por exemplo, a virtude da religião, que nos inclina a prestar a Deus o culto devido, emana da virtude da justiça. E, de passagem, diremos que a virtude da religião é a mais alta das virtudes morais.

As Virtudes Humanas

Contribuição: Marcos Feijó

Complementação: Nilson pereira dos Santos Junior


Depois de muito refletir a respeito da vivencia de nossa fé no dia-a-dia, me deparei com algo que efetivamente deixamos todos para trás e acabamos dando pouco crédito quando deveria na verdade ser o centro de nossa vivencia como católicos.

Devemos a cada momento doar nossa vida a Deus, e pedir para Ele que nos conduza e nos guie, essa é a base para muitas espiritualidades, mas na prática fica faltando a nossa parte, o nosso esforço e a nossa busca pela perfeição.Além de pedir a Deus, devemos buscar e exercitar em nós, as nossas virtudes, o catecismo define as virtudes humanas da seguinte forma:

“1804 - As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Propiciam, assim, facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moralmente boa. Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem.”

Logo, o exercício das virtudes é o que nos leva a viver o bem e alcançar a Deus, não que possamos ter méritos o bastante para merecê-Lo, mas, devemos buscar sempre o máximo de nós.

Quais seriam essas virtudes e como devem ser vividas?

Voltamos ao catecismo para conseguir a lista com as quatro principais virtudes, as virtudes cardeais, da onde brotam todas as outras.“1834 - As virtudes humanas são disposições estáveis da inteligência e da vontade que, regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Podem ser agrupadas em torno de quatro virtudes cardeais: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança.”Fácil é falar que devemos viver tais virtudes, mas o que compreende cada uma delas, como alcançá-las? Para nossa sorte, temos novamente o Catecismo, mas para facilitar o debate, peguemos o Compendio.

“380. O que é a prudência? 1806 1835

A prudência dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o nosso verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. “Logo, a prudência, que não pode em momento algum se confundir com medos ou receios, e sim com a correta compreensão de cada situação deve ser base para nossa vivencia, deve ser inicio e fim de todos os nossos atos e até mesmo da realização das outras virtudes.É pela prudência que determinamos os limites, compreendemos nossa liberdade e nossa aceitação ao bem, com ela podemos determinar até que ponto nossos atos ajudam ou atrapalham nosso relacionamento com Deus.Sem a prudência, a melhor intenção do mundo, a maior disposição ao bem pode se tornar dolosa e acabar levando ao erro não só quem a perde, mas aqueles que estão ao seu redor.

“381. O que é a justiça? 1807 1836

A justiça consiste na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido. A justiça para com Deus é chamada «virtude da religião».”Em alguns momentos na sagrada escritura temos a graça de ver que existiam homens justos, e sua justiça estava exatamente em saber a medida de dar a Deus e aos homens o que lhes é merecido.

A Deus não existem limites ao merecimento, toda honra e toda glória, toda nossa vida deve ser dada pois é justo, sendo Ele quem nos deu a nossa vida.Aos homens, voltemos ao Catecismo, a retidão de conduta, tratar a cada um como merecem, como filhos de Deus, auxiliando a quem for preciso e caminhando junto daqueles que estão ao nosso redor, dando a honra merecida não por títulos e questões humanas, mas pela dignidade de ser criado a imagem e semelhança.“O homem justo, muitas vezes mencionado nas Escrituras, distingue-se pela correção habitual de seus pensamentos e pela retidão de sua conduta para com o próximo.”Respeitar as pessoas dentro de suas diferenças e demonstrar a verdade muitas vezes é um ponto da Justiça que se complica, pois na ânsia de ensinar falhamos no respeito, e no desejo de respeitar deixamos de dar a Deus o nosso máximo, levando Sua Igreja, voltemos a prudência para avaliar a forma certa e a medida correta para cada uma de nossas ações, sem em momento algum ferir a dignidade da pessoa, e sem deixar o dever

382. O que é a fortaleza? 1808; 1837
A fortaleza assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem, chegando até à capacidade do eventual sacrifício da própria vida por uma causa justa.”Constância, determinação, entrega, são características daqueles que conseguem construir sua fortaleza em Deus.A fortaleza é o que precisamos exercitar para conseguir, em meio a tribulações, ataques, ofensas, permanecer em Deus e não dar um passo sequer à trás.Para superar no nosso dia-a-dia as tentações a que somos expostos, as dificuldades e trabalhos que somos levados a viver, manter a perseverança no meio da tribulação.E aqui não falo apenas das tentações carnais, mas também as morais, quantas vezes não nos entregamos a medos, tanto de mudar quanto de não mudar, de seguir aquilo que se deve de maneira correta, sem aumentar ou diminuir, até de seguir o que a Igreja determina, sem querer ser mais do que a Igreja, fazendo o que ela não determina, ou querendo que ela deixe de caminhar de acordo com suas necessidades pastorais.Fortaleza é aquilo que precisamos buscar, para que nossos medos sejam deixados em seu devido lugar, e que apenas Cristo e sua Igreja sejam nossos guias.

383. O que é a temperança? 1809 1838
A temperança modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados. “Essa é a base para moderar nossa vida, nossas decisões, é o buscar controlar nossas paixões e impulsos, nosso instinto decaído.Sem ela nos tornamos impulsivos, perigosos, ofendemos com facilidade ao próximo e ferimos aqueles que nos cercam.

Precisamos exercitá-la a fim de controlar o mal que reside dentro de nós como conseqüência do pecado original.

Resumindo as virtudes, com o próprio Catecismo:

“1809 - Viver bem não é outra coisa senão amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e em toda forma de agir. Dedicar-lhe um amor integral (pela temperança) que nenhum infortúnio poderá abalar (o que depende da fortaleza), que obedece exclusivamente a Ele (e nisto consiste a justiça), que vela para discernir todas as coisas com receio de deixar-se surpreender pelo ardil e pela mentira (e isto é a prudência).”