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quarta-feira, 17 de março de 2010

Escândalo sexual na Igreja de Arapiraca.

Em meios a alguns comentários que tenho recebido por parte de alguns sacerdotes e Bispos a respeito do escândalo sexual ocorrido na Diocese de Penedo cujo Ordinário local é o salesiano Dom Valério Breda, noticiado no dia 11/03/2010 no SBT, sinto-me no dever de comentar alguns aspectos:

  1. Em nenhum momento quero fazer a defesa dos Padres envolvidos no escândalo sexual, mas, verdade seja dita, os jovens que foram “aliciados” pelos padres não fizeram nada forçado, portanto, se houve homossexualidade por parte do(s) padre(s) dos jovens também houve.

  1. Estranha-se o fato que, em vez de denunciar o(s) padres (s) ao Bispo,Congregação para o Clero ou até mesmo a CNBdoB, os jovens resolveram fechar um acordo no valor de R$ 30.000,00 e se comprometeriam a entregar o DVD ( se o sexo ocorreu por espontânea vontade do jovem e do monsenhor o porque da necessidade de filmar tal ato/cena), não sou advogado, mas, num caso semelhante a esse com um famoso presbítero de São Paulo, o acusado de ter gravado o ato queria extorquir o presbítero, vejo que em Arapiraca a situação não foi diferente.

  1. Assim como eu, milhares de jovens (meninos e meninas) já foram ou são coroinhas e só tem a agradecer a Deus por tal ministério, a verdade é que Graças a Deus a maioria dos padres são verdadeiros pastores, idôneos e sinceros e agem e obedecem conforme determina a Igreja e uma minoria insignificante tem tal atitudes. Esses Jovens macularam a Igreja e todos os coroinhas do mundo, pois não souberam atender ao chamado feito pelo saudoso Papa João Paulo II ao se referir aos acólitos e coroinhas como “ Rebentos em volta da mesa de Cristo Pão da Vida” e dizer que nas paróquias os Acólitos (coroinhas) são verdadeiros celeiros de vocações sacerdotais e religiosas.

  1. Não sou digno de julgar os padres, a não ser de repudiar suas atitudes que mancham a imagem da Igreja, além de manchar a maioria dos padres que são seguros de seu celibato Cân. 277 , nosso Santo Catecismo nos ensina que “ a homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusivamente ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves,a tradição sempre declarou que os {os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados}, São Contrários a lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados. Um número não negligenciável de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Essa inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todos sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas a castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, as vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

  2. A mídia anti- cristã e anti-católica , que passa o tempo todo criticando a Igreja pelo fato de não aceitar os homossexuais, nessa situação em especial criticam os homossexualismo de seus padres, usam o nome da fé para tentar denegrir a fé dos milhões de católicos crentes no Brasil que desde 1500 quando ousaram chamar este solo de Terra de Santa Cruz e para agradecer a Deus celebraram uma Missa, não um culto herético de placas, nem um toque de tambor com evocação a demônios e sim uma Missa, o Sacrifício de Nosso Senhor em nossa terra.


Ps: Se os nossos presbíteros não viveram de forma intensa sua vida sacerdotal, rezemos para que São João Maria Vianney seja modelo na vida desses sacerdotes, que me perdoem alguns, para mim os padres envolvidos nesses casos são doentes e não viveram o Cristo de, forma verdadeira e intensa somos todos falhos, mais a Igreja todos os dias nos convoca a verdade, e a perfeição, que Santo Afonso padroeiro da moral interceda por todos nós.Se os Padres erraram os jovens também erraram e muito.

Fontes:

Canonici, Codex Iuris. 277. p.151; Roma, 1983.

Católica, Catecismo da Igreja, 2357. p.610; Roma, 1992.

SEGUE ABAIXO A NOTA DA DIOCESE DE PENEDO

CONSIDERANDO os graves e lastimáveis fatos noticiados por meio televisivo, em data de 11 de março de 2010, no programa "Conexão Repórter", da Emissora SBT, contendo acusações feitas ao MONS. LUIZ MARQUES BARBOSA, MONS. RAIMUNDO GOMES DO NASCIMENTO e PADRE EDILSON DUARTE do Clero desta Diocese, supostamente envolvidos em atos (ainda não provados) de abuso ou constrangimento sexual contra terceiros, alguns dos quais, possivelmente, menores de idade,

o BISPO DIOCESANO vem a público para dar justa e necessária informação aos Fiéis da Diocese.

1. Reprovamos, de forma irrestrita e com o coração despedaçado pela vergonha e pela tristeza, os fatos, mesmo que ainda não provados, veiculados na na referida reportagem, que revoltam a sã consciência humana e cristã;
2. Se há jovens vítimas, como a apresentação dos fatos parece aludir, sentimo-nos ainda mais consternados e no dever da reparação;
3. Levamos ao público conhecimento que, até o presente momento, nenhuma das supostas vítimas citadas nos supostos atos de abuso, tampouco seus familiares, procuraram oficialmente o Bispo diocesano, para formular denúncia de qualquer espécie;
4. Considerando a urgência e a necessidade de preservar a honra e o direito das pessoas citadas e da própria Igreja Católica, frente à gravidade dos fatos acima mencionados, decretamos a abertura de Processo Administrativo Penal, nos termos do Código de Direito Canônico;
5. Tendo-se ainda conhecimento da instauração de inquérito policial para averiguar a veracidade das denúncias formuladas pelas supostas vítimas exibidas na aludida reportagem, estamos a total dispor das Autoridades de polícia e da justiça em geral para tudo o que se fizer necessário;
6. Visando, por fim, garantir a isenção necessária para as investigações policiais - inquérito policial Nº 44/2010 - e fazendo-se necessário aguardar o prazo legal para a sua conclusão

É mister que OS PADRES acima citados - como medida prudencial - DEIXEM À DISPOSIÇÃO SEUS RESPECTIVOS ENCARGOS ECLESIÁSTICOS.

Penedo, 14 de março de 2010.

DOM Valério Breda, bispo diocesano

Implantação do Socialismo no Brasil - Estamos dando passos largos.



No dia 13 de março de 2010 o Estadão publicou um editorial sobre 3 novos projetos de lei e um complementar que tem por objetivo uma pseudo modernização da administração tributária brasileira, no entanto fica bem explícito que as intenções são outras.
Transcrevo o editorial na integra:

Obs.: A foto acima não tem por objetivo comparar intelectualmente as pessoas em questão. O Objetivo é somente a comparação partidária. Por mais que sejam todos "camaradas" da pior espécie, a comparação intelectual dos camaradas da direita com os "companheiros" da esquerda é impossível.

- O Estadão de S.Paulo – Editorial.

Princípios essenciais do Estado de Direito são ignorados pelas propostas? Três projetos de lei e um projeto de lei complementar? Que o governo Lula enviou ao Congresso a pretexto de "modernizar" a administração tributária e tornar sua atuação "mais transparente, célere e eficiente". Garantias constitucionais como a inviolabilidade da intimidade, da vida privada e do sigilo de dados são desacatadas pelas propostas. A Receita Federal disporá de tantos poderes que poderá agir como polícia e até substituir o Judiciário.

É dever do Congresso modificar profundamente o texto encaminhado pelo Executivo, para dele eliminar as aberrações, ou simplesmente rejeitar as propostas, pois elas "instituem diversos instrumentos de tortura e violência para pressionar e amedrontar os contribuintes, no pressuposto de que todos sejam sonegadores de tributos", como escreveu o advogado e ex-procurador-geral da Fazenda Nacional Cid Heráclito de Queiroz, em artigo publicado no Estado do último dia 5. Generosamente, o autor isenta o chefe do governo de responsabilidade nesse caso: "O presidente não deve ter lido tais projetos.”.

Tenha ou não lido, o presidente assinou a mensagem encaminhando os textos ao Congresso em abril, com o pedido de tramitação em regime de urgência. Mas, em razão da complexidade do tema e do caráter polêmico de muitos de seus itens, o pedido foi retirado.

Por isso, os projetos estavam parados desde setembro. Agora, como mostrou reportagem de Renato Andrade publicada no Estado de quinta-feira, começaram a avançar na Câmara, que, para examiná-los, criou uma comissão especial da dívida ativa. Entre as várias propostas está a criação de mecanismos mais duros de cobrança das dívidas ativas, entre os quais o poder da Fazenda Pública de quebrar sigilo de contribuintes, penhorar bens e até arrombar portas, sem autorização prévia do Judiciário.

Imagine-se o caso de um contribuinte cujos bens tenham sido penhorados pela Receita. Legitimamente, o contribuinte decide recorrer à Justiça contra o Fisco, mas este poderá, antes da sentença judicial, levar a leilão os bens penhorados. Em média, os leilões arrecadam 30% do valor de mercado dos bens. Se o contribuinte vencer na Justiça, a Receita lhe entregará o produto do leilão, ou 30% do valor do bem penhorado. Terá sido vítima de duplo confisco, um, no momento da penhora do bem, outro, no momento em que a Receita lhe devolver apenas parte do valor a que tem direito.

O pacote, disse o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, "joga no lixo a presunção da inocência, que vale para todo o cidadão, tenha ou não problemas com a Receita". Ao impor a administradores de empresas a responsabilidade subsidiária pela dívida, obrigando-os a prestar informações sobre o paradeiro e o patrimônio do devedor, a proposta viola garantias constitucionais, como "a inviolabilidade da intimidade e a livre manifestação do pensamento, que envolve o direito ao silêncio", afirmou Cid Heráclito no artigo.

Um dos projetos cria o Sistema Nacional de Informações Patrimoniais dos Contribuintes, destinado a permitir à Receita "o acesso eletrônico às bases de informação patrimonial de contribuintes, contemplando informações sobre o patrimônio, os rendimentos e os endereços, entre outras" e terá como base as informações de todos os órgãos e entidades públicos e privados "que por obrigação legal operem cadastros, registros e controle de operações de bens e direitos". Aqui, o ex-procurador-geral da Fazenda Nacional vê "agressão à garantia constitucional, à inviolabilidade da intimidade, da vida privada e do sigilo de dados".

A criação da transação tributária, a ser celebrada numa câmara de conciliação da Fazenda Nacional, por sua vez, daria a um órgão administrativo o poder de cancelar dívida, no que pode ser interpretado como usurpação de competência exclusiva da Justiça.

Há, ainda, uma proposta que Cid Heráclito chama de "romântica", baseada na crença da fidelidade dos contribuintes ao Fisco. Trata-se da responsabilização do administrador que não provar que cumpre suas funções "com o dever de diligência que a lei lhe incumbe".

Embora o governo alegue que sua proposta busca o equilíbrio entre o Fisco e o contribuinte e "prestigia as garantias constitucionais dos contribuintes", o que fica claro é que o texto fere direitos e garantias, atalhando caminho para a ditadura do Fisco.


Estranho notar que O Globo (ou a Globo) e outros jornais de envergadora no país nada tenham dito a respeito.

É necessário uma mobilização contra este tipo de desatino, que visa a implantação do regime que mais matou seres humanos na história e que nunca deu certo em parte alguma do mundo. É preciso dizer não ao PT agora... depois pode ser tarde.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mais do mesmo na Veja.

Mais uma da Veja, que a décadas vem fazendo sistemáticos ataques ao cristianismo e promovendo o comunismo e o ateísmo a todo custo, desta vez com a ajuda de Jerônimo Teixeira , publica mais uma. OBS.: Não é atoa que o logo da revista seja vermelho.


Desta vez trata-se da maior autoridade em religião do planeta, sua santidade o exelentíssimo Matemático John Allen Paulos (Não sei se o mesmo é bom em matemática e lógica, só sei que é ilícito usar a autoridade e credibilidade conseguida em seu ramo natural de atuação para palpitar sobre religião). Vamos analisar a lógica deste grande professor que resolveu entrar no campo que domina perfeitamente, a religião. Leia a entrevista. Os comentários e grifos são meus:


Legenda: Veja(cinza), Paulos(azul) e EU(vermelho).


Entrevista: John Allen Paulos
A religião como erro lógico

O matemático americano usa as ferramentas
de sua disciplina para mostrar onde fazem água
os argumentos sobre a existência de Deus


Jerônimo Teixeira


O matemático John Allen Paulos, 62 anos, entrou na recente onda de livros ateus com Irreligion (Irreligião), lançado neste ano. Leve, bem-humorado e breve, seu livro não mostra a acidez das demais obras desse filão, no qual pontificam descrentes raivosos como o biólogo Richard Dawkins e o jornalista Christopher Hitchens. As pretensões de Irreligion não são muito diversas das dos livros anteriores de Paulos, todos devotados à sua disciplina (embora devota-se a sua disciplina, ele não parece confrontar sua lógica com a lógica dos grandes eruditos da religião. Mais tarde veremos isso). Professor da Universidade Temple, na Filadélfia, ele se esforça para ensinar a matemática como uma forma de pensamento, um molde rigoroso mas criativo para o exame do mundo. Irreligion é um livro devotado à lógica: Paulos analisa argumentos tradicionais sobre a existência de Deus e mostra onde fazem água. Autor de uma coluna em que examina aspectos matemáticos dos eventos do cotidiano no site da rede de televisão ABC, Paulos ganhou popularidade com Innumeracy (traduzido no Brasil como Analfabetismo em Matemática e Suas Conseqüências, em edição esgotada), livro em que alertava para as armadilhas da falta de familiaridade com números. Da Tailândia, onde leciona ocasionalmente, Paulos deu a seguinte entrevista a VEJA.


Veja – O que um matemático pode dizer sobre o ateísmo?


Paulos – Examino os argumentos tradicionais em favor da existência de Deus, e não as conseqüências sociais da religião. Eu me abstenho de fazer comentários sarcásticos sobre a religião das pessoas. Busco, isso sim, demonstrar os furos lógicos nesses argumentos. Como matemático, estou acostumado a trabalhar com provas lógicas – a partir de determinadas premissas, derivamos certas conseqüências. A lógica tem de ser rigorosa. Os argumentos teológicos não seguem esse rigor. Eles pulam de A para B, mas há um grande abismo entre os dois termos. (em que teólogo será que Paulos se baseou pra dizer isso? Ora, também não seria lógico que o Ponto B seja consecutivo a A? Talvez se ele dissesse de A para C... Acho que esta lógica é que fará água.)


Veja – Pascal e Leibniz, entre inúmeros grandes filósofos do passado, eram matemáticos e crentes.


Paulos Leibniz tinha uma concepção muito particular de Deus. Como ele, muitos dizem acreditar em Deus, (veja que ele resume Leibniz em “uma vesão particular de Deus” se esquiva da pergunta e generaliza o pensamento cristão como se todas as religiões cristãs comungassem da mesma filosofia que ele julga falha, na pessoa de Leibniz.), mas aquilo em que crêem não seria chamado de Deus pelo cidadão comum. (Bem, não seria chamado de Deus por quem? Pela visão Ateia de Paulos? (Bem, aqui As leis impessoais do universo, a beleza do mundo natural – todas essas coisas já foram chamadas de Deus). (se neste ponto ele atribui essa visão a obra de Leibniz, garante não conhecer nada da obra. Ele usa a artimanha da generalização para falar o que já foi chamado de Deus pelos povos com tendências panteístas e não o Cristianismo. Generaliza diversas religiões e idéia religiosa em uma idéia só) Se você definir Deus assim, bem, então Deus existe, claro. (O cristianismo define deus Assim?) Einstein costumava falar em Deus, de forma meio ambígua, e as pessoas religiosas gostam de citá-lo como exemplo de cientista crente. Mas, há pouco tempo, foi redescoberta uma carta em que ele ataca a religião como uma atividade infantil. (vejamos , não conheço o conteúdo da carta atribuída a Einstein, mas, pelas palavras de Paulos, Eistein ataca a religião e não a Deus. Isso é que é a lógica levando o ponto A direto ao ponto C. Falar mal da religião seria ser logicamente deixar de acreditar na existência de Deus?) A maioria das pessoas pensa em Deus como um ser onipotente, ou pelo menos muito poderoso, onisciente, e que tem algo a ver com a criação do universo. De resto, só porque você é um matemático de primeira ordem, isso não quer dizer que está dispensado de apresentar argumentos lógicos. O fato de um Leibniz ser religioso não prova nada a favor da religião (O fato de ser John Allan Paulos ateu, não prova nada em favor do ateísmo. Alias, tem mais peso o senhor Leibniz que Paulos.).


Veja Em geral, as pessoas não estão preocupadas com questões lógicas quando buscam uma religião. Elas procuram um certo sentido superior. Como o senhor responderia a essa necessidade?


Paulos Não há resposta para isso. Se alguém diz "eu acredito porque decidi acreditar", não há muito que fazer. Você só pode apontar que não existem provas ou argumentos que sustentem essa crença. O fato, porém, é que as pessoas que acreditam quase sempre, em algum momento, recorrem a algum dos argumentos a favor da existência de Deus que eu critico no livro. (Diga-se de passagem, que o senhor Paulos ataca não a tese de São Tomaz de Aquino, não a Lógica platônica, não Santo agostinho e tão pouco Aristóteles, mas sim a esfera mais periférica da religião que é o crente comum. Veremos isso mais a frente) Em geral, invocam a beleza da natureza como prova da existência de Deus. Outras apontam supostos milagres e coincidências e dizem que essas coisas não podem acontecer por acaso. E, nesse ponto, devemos apontar suas falhas lógicas. (Apontar falhas em crenças populares, para um professor de lógica é bem fácil. É como desmontar logicamente ao seu Manoel da padaria, católico devoto, mas sem profundos conhecimentos em teologia, filosofia, lógica, hermenêutica ou exegese, e com isso dizer que todo o fundamento de 2000 anos de tradição da Igreja e toda a descoberta de sua filosofia estivesse desmontado por causa da refutação ao conhecimento raso de Seu Manoel. Para um professor de lógica e matemático isso parece ilógico?)


Veja É improvável que as pessoas deixem de acreditar, mesmo depois que seus argumentos são derrubados.


Paulos Sim, claro. Não tenho problemas com isso. É uma questão de escolha individual. Ninguém pode impingir a crença ou a descrença a outra pessoa. Mas há um certo perigo nessa atitude. Se alguém diz: "Isso é tão importante para mim que você não pode questionar, não pode perguntar sobre as minhas razões", a crença se torna uma força bruta. Que, em algum momento, colide com outra força brutal. (Quer um ser mais fundamentalista que um Ateu. O Ateu precisa provar ao mundo e a si mesmo que Deus não existe, coisa que não pode fazer, pois é impossível - é só ler outras postagens do blog em: http://www.apostoladoshema.com/search/label/ateísmo – então tenta faze-lo enfrentando, não os maiores pensadores cristãos, sejam eles católicos ou protestantes, mais sim atacando o pensamento da esfera mais periférica do cristianismo. Assim estarão certos que terão sucesso) Nos Estados Unidos de hoje, com a ascensão da direita religiosa, tem havido essa afirmação da centralidade da fé. E, em geral, não se admite que ela seja discutida. Dizem que a religião está além da argumentação. (Dizem? Que modo científico de afirmar uma ação a alguém.).


Veja O tom de alguns novos ateus, especialmente Richard Dawkins e Christopher Hitchens, é muito agressivo. Há o risco de o ateísmo se tornar tão dogmático quanto a religião? (sinto a necessidade de interferir também na pergunta da Veja. A Religião tem seus dogmas, lógico. No entanto a Ateísmo é todo fundamentado em um dogma, é um dogma. O dogma da não existência de Deus que, este sim não pode ser discutido e refutado. A anos a religião se abre ao diálogo e não é refutada. E o ateísmo?)


Paulos Há certo risco. Eu não me sinto confortável atacando a religião frontalmente. (Logicamente não parece ter argumentos sólidos contra a religião em si, preferindo atacar a religiosidade individual) Não é o que faço. Parte de mim acredita que, se alguma coisa ajuda você a atravessar a noite, não é de todo má. É inegável que a religião ajuda muita gente. E talvez haja, sim, o risco de que você fala. No momento, porém, acho que ele é mínimo, e é bom que os ateus exponham seus pontos de vista em uma sociedade tão marcada pela religião. Há espaço para todos os tipos de ateísmo, do mais barulhento ao matemático, com um toque de humor, que eu pratico.


Veja Seu livro foi resenhado de forma simpática por um pastor batista. Ele reclamava, no entanto, que o senhor tendia a pintar todos os cristãos como fanáticos. Críticos da religião como o senhor estariam perdendo de vista o fato de que a maioria dos fiéis é discreta e razoável, e não fundamentalista?


Paulos Recebi vários e-mails de leitores religiosos, que admitiram que os fiéis têm de se confrontar de algum modo com os argumentos que apresento. Eles recorrem a outra linha de argumentação: dizem que a religião é uma tradição, que une as pessoas, que lhes dá conforto, e é uma fonte de ideais elevados. Eu não discordo. O problema com os cristãos moderados é que eles fazem uma leitura seletiva da Bíblia:acreditam neste ou naquele ponto e discordam de outros. (aqui ele chama de cristãos moderados os “fiéis” que selecionam o que acreditam, em uma religião determinada, e seguem somente o selecionado. Será realmente muito fácil desmontar a religiosidade de alguém assim, pois se discorda dos termos de sua religião ou não o conhece ou conhece tanto que poderia reformulá-lo melhor. No segundo caso bastou Lutero, outro não seria legal.) Mas como escolher os pontos da Bíblia que vale a pena sustentar e aqueles que devem ser rejeitados? Basicamente, essa escolha é feita com base em critérios seculares. A aceitação dos gays por algumas igrejas, por exemplo, não responde à tradição religiosa, mas a uma imposição dos valores seculares. Então, pergunto: por que não ser completamente secular? (Aqui ele mostra de onde tira suas idéias de cristãos, cuja sua lógica facilmente pode derrubar. Fica nítido que o faz dentro do campo protestante, aparentemente não praticantes.)


Veja Em algum sentido a tradição religiosa é positiva?


Paulos Não tenho nenhum problema com as narrativas, os mitos, as histórias ensinadas pela religião. A Bíblia é grande literatura. Meu problema é com o literalismo. Não se pode dizer que as coisas narradas na Bíblia ou em qualquer outro texto religioso são verdadeiras – pelo menos, não no sentido em que dizemos, por exemplo, que houve um acidente de carro na última segunda-feira às 2 da tarde. Vale notar que a discussão que proponho, sobre os argumentos a respeito da existência de Deus, passa um tanto ao largo das tradições religiosas. (Bem, se deixar ao largo a tradição Católica não se pode ler e intrepretar os textos bíblicos de nenhuma formu. Perde-se-á o sentido e o contexto. (Está claro, finalmente, que o uso de uma “Lógica” tendenciosa para derrubar a idéia, que é construída pela religiosidade popular é a tática usada no livro de Paulos, pelo menos segundo as idéias que transmite em sua entrevista) Mesmo que você consiga provar que estou errado – que existem, sim, bons argumentos para sustentar a existência de um Deus –, haveria um grande salto, um verdadeiro abismo, entre essa afirmação e a crença, por exemplo, na divindade de Jesus Cristo ou nas restrições alimentares que tantas religiões reforçam. Uma coisa não se segue diretamente a outra. A existência de Deus não justificaria esses mandamentos e restrições. Ou, para dizer o mesmo com uma pitada de sarcasmo, não há elo causal entre "Deus existe" e "é proibido comer batatinha frita nas sextas-feiras".

Enfim, chegamos à desonestidade em si. Vê-se que Paulos nunca leu os textos bíblicos dentro do contexto e muito menos os patriarcas ou qualquer texto com um pouco mais de erudição religiosa (se o fez não os entendeu), para responder sobre a abstinência. Coisa que qualquer criança da catequese saberia fazer muito facilmente. Quanto à divindade de cristo, existem diversas provas e em diversos campos que certamente Paulos prefere ignorar, tal como o Sudário, milagres eucarísticos expostos ao mundo, etc., etc. e etc. Fica fácil ver quem realmente é criterioso ao escolher o que é usado para fundamentar a não crença em Deus. O Que não é entendido, para “eles” deve ser tratado como inexistente a menos que surja alguma sombra de dúvida sobre o assunto. Ai sim ele deve ser discutido.


Veja Quanto respeito um ateu deve ter por uma religião?


Paulos Não acredito que você deva sair por aí insultando as pessoas, como Christopher Hitchens faz. Mas, em algumas situações, na companhia de pessoas religiosas, uma pergunta simples pode ser útil: "Você acredita mesmo nisso?". É um modo de quebrar o encanto. (Pergunta que pega muitos cristãos, mas só os cristãos aos moldes escolhidos por Paulos. Cristãos que selecionam o que acreditam ou não, certamente não se aprofundam na fé que professam. A esses, realmente, terão encanto quebrado facilmente, pois suas cresças não tem fundamento algum, são somente uma expressão de sua tradição familiar ou de uma tendência social) Esse pode ser um benefício dessa onda de livros ateus: tornou mais aceitável fazer esse tipo de questionamento. Eu acho que há mais não-crentes – ateus, agnósticos etc. – do que se imagina. A maioria deles prefere ficar quieta. Há várias pesquisas que mostram que os americanos não confiam em ateus ou nunca votariam em um ateu para presidente. É provável que, por causa dessas coisas, as pessoas prefiram não anunciar seu ateísmo em sua comunidade. Mas é preciso lembrar que elas mentem em pesquisas de opinião. O mesmo acontece, aliás, em pesquisas sobre comportamento sexual – as pessoas não querem revelar sua intimidade.

Pronto! Agora Paulos passou de matemático e profesor de lógica a vidente ou ao menos uma pessoa com poderes psíquicos comparados aos de Charles Xavier ( X-Man – Marvel Comics) que consegue, apenas com a força da mente e talvez com tal força ampliada por um supercomputador denominado Cérebro, encontrar seus iguais espalhados pelo mundo.


Veja Se as pessoas gostassem mais de matemática, gostariam menos de religião?


Paulos Se as pessoas gostassem mais de matemática, pensariam com mais rigor. Isso faria com que pusessem muitas de suas crenças em xeque.

Crença essa, como já disse que estão na esfera da crendice popular e não na profundidade da tradição cristã.


Veja Quais são as habilidades matemáticas de que uma pessoa precisa para sobreviver no mundo? (O que isso tem haver com o assunto inicial?)


Paulos Muitas vezes, não é tanto o conhecimento técnico que faz falta. Aritmética e alguma álgebra servem para a maior parte das situações cotidianas. Mas as pessoas ainda carecem de uma certa habilidade para pensar em termos de lógica formal, para estimar quantidades e ter pelo menos um certo senso de probabilidades e estatística. Nas minhas aulas, por exemplo, proponho aos meus alunos que eles estimem quantos afinadores de piano existem na Filadélfia. Para chegar lá, eles têm de saber a população da Filadélfia, a porcentagem de casas com piano, a freqüência com que eles são afinados, quantos pianos um afinador consegue afinar em uma semana, e assim por diante. A maior parte dos números de que precisamos para fazer esse tipo de cálculo não é publicada, e temos de encontrar meios de estimá-los. Mas as pessoas muitas vezes não têm sequer uma noção dos números básicos que cercam sua vida – a população do país e da cidade onde vivem, por exemplo. É isso que chamo de "analfabetismo numérico". Noções de grandeza também são estranhas para muita gente. Por exemplo, serão poucas as pessoas que sabem o que 1 milhão de segundos representa em dias. São cerca de onze dias e meio. E as pessoas também se surpreendem com a diferença entre o milhão e o bilhão, porque não têm noção da grandeza desses números – para chegar a 1 bilhão de segundos, são necessários quase 32 anos.

Isso tudo (acima) deve ter sido para encher a matéria e dar ares de intelectual a paulos.


Veja Que tipo de armadilha os números podem apresentar para quem não tem uma boa formação em matemática? (O que isso tem haver com o assunto inicial? [2])


Paulos Precisão é um bom exemplo. Livros de receitas quase sempre trazem quantidades bastante grosseiras: duas ou três xícaras de farinha, uma colher de chá ou de sopa de açúcar, três ovos. E isso é suficiente para o cozinheiro conseguir um bom resultado. Mas, às vezes, a mesma receita informa, por exemplo, que uma fatia da torta terá 761 calorias. Não há como ser tão preciso. Um matemático, quando confrontado com números tão precisos, geralmente expressa ceticismo: "Como é que eles podem saber disso com tanta exatidão?". As pessoas que não dominam os fundamentos da matemática, porém, tendem a ficar muito impressionadas: "Caramba, o cozinheiro que escreveu esse livro realmente sabe o que faz". Há vários truquezinhos do gênero que os espertos usam para impressionar. Se as pessoas fossem mais expostas, desde a escola, a problemas matemáticos, passatempos, charadas, anedotas envolvendo números, seriam menos suscetíveis a esse tipo de enganação.

Aqui, paulos denuncia exatamente o que fez.


Veja Probabilidade é outro campo minado. Pessoas que não tomam a mínima precaução quanto a problemas cardiovasculares morrem de medo de doenças exóticas, que têm muito menos probabilidade de atingi-las. Por que acontece isso?

(O que isso tem haver com o assunto inicial? [3] Mais de nada).



Paulos Nós não evoluímos para entender a probabilidade. Se você me permite uma historinha, imagine um homem primitivo que vê um movimento suspeito em uma moita próxima, no meio da selva. Ele corre como um louco, com medo de um tigre. Se ficasse para calcular a probabilidade de ser um coelho, acabaria devorado pelo tigre. Nós não tomamos decisões em termos de probabilidades numéricas. Pensamos, isso sim, em termos de histórias, narrativas, imagens. Eventos que são mais vívidos ou incomuns têm mais impacto para nós do que aquilo que é familiar. Por isso às vezes nos preocupamos tanto com ameaças remotas.


Veja Como transmitir a beleza que os matemáticos encontram nos números a pessoas que não gostam de matemática – especialmente crianças em idade escolar? (O que isso tem haver com o assunto inicial? [3] E a veja continua tentando dar ares de intelectual a paulos.).


Paulos Jogos, quebra-cabeças e paradoxos ajudam a despertar a curiosidade. As pessoas às vezes acham que matemática se resume a fazer contas. Claro que fazer contas é fundamental, mas é preciso ir adiante. Se o ensino de literatura ao longo de doze anos de escola se resumisse à gramática e à análise sintática, seria surpreendente se alguém chegasse à faculdade com uma apreciação verdadeira pela literatura. Respeitadas as diferenças, é assim que o ensino de matemática ocorre nos dias de hoje: "Aqui estão 100 equações. Resolvam!". E as pessoas tendem a achar que um aluno tem pendor para a matemática só porque consegue resolver esses problemas simples rapidamente. Seria como dizer: "Você datilografa muito bem. Poderia ser um poeta".

Por Fim, um matemático, que talvez seja bom realmente no que faz que seja ser matemático, tenta explicar religião ignorando todos os pressupostos necessários para entender e argumentar sobre tal. Isso tem se tornado moda entre acadêmicos ateus, mostrando sua profunda falta de conhecimento e critério para ser mais que mero palpiteiro sobre religião, principalmente a religião crista, mais ainda a Igreja Católica Apostólica Romana.