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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PNDH-3 - Manobras previsíveis para a instituição do comunismo no Brasil.

É filminho de Lula pra cá, marketeiro do Obama pra lá (ainda tenho que aguentar a Glória Pires afirmando que o filme não é eleitoreiro – Sendo que o próprio Lula baixou um decreto, pouco antes do lançamento do seu filme, dando plenos poderes ao Ancine (Agência Nacional de Cinema) para controlar a quantidade se salas que exibirão os filmes nacionais (Isso quer dizer o dele), bem como o tempo em que eles ficaram em cartaz (isso quer dizer que enquanto não for alcançado um número consideráveis de exibições ele não vai sair de lá). É... vamos ter que ver o lula de qualquer maneira), mas nos últimos dias tivemos notícia do PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos) com um pouco mais de detalhes e pudemos notar que ele vai muito além do que os militares identificaram e mostra a verdadeira face dos que nos governam hoje.

Com a leitura, na integra, do documento vieram a tona as reais atrocidades que demonstram o verdadeiro pensamento de um comunista quando alcança o poder.

Entre muitas sandices, o documento quer impor com uma só cajadada o fim da democracia representativa, do poder judiciário, do direito de propriedade, da expressão religiosa, da família, da liberdade de imprensa e mais. Quer também a liberação do aborto, a adoção de filhos por casais homossexuais, valorização da prostituição, a taxação de grandes fortunas e etc.

Vejam:


Mais uma vez o senhor Lula afirma não saber do documento e também afirma tê-lo assinado sem conhecimento da causa. Ora! Este é o presidente mais desinformado que eu já vi. Como podem dar créditos a ele por alguma coisa boa que este governo fez se ele nunca sabe de nada que está acontecendo?

O mesmo já não pode ser dito de Dilma (candidata ao cargo de lula). Esta teria que ter lido o documento antes de entregá-lo ao Presidente. Será mesmo que eles não sabiam de nada? Mais uma vez? A resposta é obvia.

Este documento, nascido da mente comunista doentia de Paulo Vanuchi, mostra bem o que há por vir.

Paulo Vanuchi afirma que o PNDH-3 é o resultado de um debate com a participação de várias frentes e isso inclui a sociedade civil.

Alguém soube de algum debate a esse respeito?

Sociedade civil para a mente comunista é composta por seus partidários seguindo o roteiro que Antonio Gramsci, Fundador do partido comunista italiano, propôs com a conquista do poder pela "ocupação dos meios de formação de discursos", nisto incluímos a imprensa, as escolas, as repartições (sindicatos), as igrejas, as Universidades e etc.

A verdade é que estamos sendo martelados e cozidos em banho-maria para não nos alarmarmos com as idéias marxistas deste governo, mas a cada dia as coisas estão mais descaradas. Se não revertermos logo esta situação, em breve teremos toda a América do sul comunista-marxista-leninista, ditadora e anticlerical.

Isso nunca foi liberdade, é a penas a face nua e crua do comunismo marxista histórico. Ele sempre foi assim e assim sempre será.

LIBERTADORES "Entrevista a Luiz Carlos Susin: ‘Uma igreja tradicionalista nunca será criativa"



Vagando pela internet, a procura de uns textos para o desenvolvimento do meu proximo projeto de pesquisa, me deparei com o referido texto de um teologo libertador num site um tanto quanto "desacreditável" a Igreja, trata-se de uma análise de


IHU - Unisinos *Adital -


"Creio que há um esforço enorme em torno de um sonho impossível: a restauração do catolicismo europeu de tempos que não voltam porque a cultura da Europa, atualmente, de modo geral, tem muita estética, mas pouca alma de verdade, e virou turismo e savoir vivre". A opinião é do teólogo Luiz Carlos Susin e foi expressa na entrevista que segue, concedida, por e-mail, à IHU On-Line. Para ele, a novidade da Igreja Católica reside justamente em um aspecto já conhecido: o tradicionalismo. Entretanto, ele faz um alerta: "Há uma dose de violência institucional junto com o tradicionalismo, certa embriaguez de poder, ainda que frequentemente seja apenas simbólico". Isso cria, justifica, "armadilhas a médio prazo, como estas aparentes surpresas em torno de desequilíbrios humanos elementares porque estavam até certo ponto ‘sublimados’". E acrescenta: "Numa centralização muito hierárquica, acontece também uma disfunção de comunicação entre o centro, o topo, e as bases, a periferia. Vivemos uma época em que oficialmente tudo parece se tornar melhor disciplinado, mas, na verdade, há muito desencontro vital".

Confira a entrevista


IHU On-Line - O pontificado de Bento XVI está prestes a completar cinco anos. Que perspectivas esse papado abre para o futuro da Igreja no século XXI?
Luiz Carlos Susin - Cinco anos foi o tempo do pontificado de João XXIII . Esta comparação é quase inevitável. Aquele Papa foi confiante e audaz. Este é prudente, e aprendeu da sua própria teologia o método da suspeita. Mas há tempos em que o papado faz história, e há tempos - que são mais frequentes - em que a história acontece nas periferias das instituições. A menos que aconteçam alguns fatos ainda mais graves do que os que vieram sacudindo os últimos tempos, Roma não está para peixe. Creio que há um esforço enorme em torno de um sonho impossível: a restauração do catolicismo europeu de tempos que não voltam porque a cultura da Europa, atualmente, de modo geral, tem muita estética, mas pouca alma de verdade, e virou turismo e savoir vivre. A parte mais viva da Europa está entre os imigrantes, mesmo católicos. Mas grande parte não é católica.


IHU On-Line - O ano de 2009 foi repleto de "polêmicas" envolvendo a Igreja de Roma: a revogação da excomunhão dos lefebvrianos, os escândalos na Irlanda e entre os Legionários, as investigações sobre religiosas nos EUA, a questão dos anglicanos etc. Qual a sua avaliação dos caminhos que a Igreja vem tomando ultimamente?


Luiz Carlos Susin - Até mesmo vaticanistas mais conservadores, como Sandro Magister, reconhecem que a novidade vem pelo lado tradicionalista: são oficialmente bem-vindos e ganham apoio e prestígio. Mas por eles vieram também os constrangimentos da última década. Há uma dose de violência institucional junto com o tradicionalismo, certa embriaguez de poder, ainda que frequentemente seja apenas simbólico. E isso cria armadilhas a médio prazo, como estas aparentes surpresas em torno de desequilíbrios humanos elementares porque estavam até certo ponto "sublimados". Numa centralização muito hierárquica acontece também uma disfunção de comunicação entre o centro, o topo, e as bases, a periferia. Vivemos uma época em que oficialmente tudo parece se tornar melhor disciplinado, mas na verdade há muito desencontro vital.


IHU On-Line - Diversos analistas apontam que o grande embate da Igreja atual, sob o papado de Bento XVI, é contra o secularismo. Em sua opinião, o secularismo é também uma preocupação da Igreja latino-americana?


Luiz Carlos Susin - O secularismo é um fenômeno "ocidental" muito ligado às contradições da própria Igreja. Lembra o título do último livro de Ivan Illich, A corrupção do melhor engendra o pior. Por isso, quanto mais se vai para o centro da instituição, mais se percebe perto dela o clima de secularismo, que vai além do reconhecimento da autonomia das realidades sociais - a secularidade do mundo - mas um clima de mútuos ressentimentos, acusações e cobranças. Quanto mais se vai para as periferias menos se sente este clima. Na América Latina, isto é sentido de forma vertical: o povo que está na base integra melhor seu cotidiano com sua fé, mas quando se sobe na sociedade, são mais marcantes as incongruências entre fé e vida social, que chega por aqui também a uma dissociação e até a um secularismo eticamente cínico.


IHU On-Line - Outra tendência da Igreja é o silenciamento ou censura de teólogos ou padres ativistas, como recentemente o jesuíta John Haight e o Maryknoll Roy Bourgeois. O que isso simboliza para o debate teológico e a missão social da Igreja?


Luiz Carlos Susin - Teólogos, religiosos e militantes sociais não podem ser "teólogos de corte", nem "cabras mandados", pois precisam de liberdade evangélica para interpretar e para criar. Embora devam lealdade e obséquio ao magistério da Igreja e à comunidade eclesial como um todo, precisam manter a parrésia, essa coragem profética pela qual acabam sempre pagando algum preço inclusive dentro da própria Igreja. Giovanni Batista Montini, que seria mais tarde Paulo VI, quando era arcebispo de Milão, sabendo que tinha sido afastado de Roma por manobras na Cúria, deixou escrito uma intrigante afirmação: "Às vezes se sofre pela Igreja, e às vezes se sofre também pelas mãos da Igreja". Mais do que o silêncio de teólogos, o que nos faz sofrer na América Latina é o silêncio a respeito dos inúmeros mártires que deram suas vidas em nosso continente.


IHU On-Line - O conceito de "minoria criativa" também saiu dos lábios do Papa ao se referir à Igreja com relação ao seu futuro. Qual a sua opinião sobre essa perspectiva de Igreja na sociedade contemporânea?


Luiz Carlos Susin - "Minoria criativa" é uma realidade positiva na sociedade em diversos níveis, desde lideranças populares até lideranças dos países emergentes. Na Igreja, foi uma minoria criativa que liderou o Concílio Vaticano II e também a mais famosa e eficaz Assembleia de bispos da América Latina, em Medellín. Num mundo pluralista, com múltiplas tradições religiosas, reconhecer-se uma entre as outras tradições religiosas é um sinal saudável. Nesse caso, minorias criativas serão aquelas que buscarem ativamente o diálogo por um mundo que deve ser transformado. Tradicionalistas nunca foram e nunca serão criativos, sejam minoria ou maioria. Tentando uma analogia: por sua estrutura, ao invés de criativos, estão mais para reprodutivos por clonagem, repetição sem novidade.

IHU On-Line - Quais são os "sinais dos tempos" que mais inquietam a Igreja institucional hoje? E que outros sinais, também importantes, passam despercebidos?


Luiz Carlos Susin - Estamos repletos de sinais, há muitos sinais. Por exemplo, a eleição de Obama, mesmo que ele revele limites com o passar do tempo. Quando o presidente da mais poderosa nação do mundo, em tempo de férias, sai caminhando com um boné na cabeça para ir à padaria comprar o pão para sua família, isso é um grande sinal. Há uma vontade de identificação e de participação que provém de povos que até agora estavam calados, como os indígenas por toda a América Latina. Há uma movimentação migratória igual às que marcaram as grandes etapas da história. Reciclador de lixo tem discurso político. As mulheres têm palavra própria. São sinais de empoderamento. A única forma de tratar estes sinais é a interlocução sem tutela.


IHU On-Line - O Papa Bento XVI diz que a fome é o pior sinal da pobreza, chama a um estilo de vida austero, levanta sua voz contra o desperdício alimentar, além de pedir uma economia mais justa com a publicação da "Caritas in veritate". Por outro lado, cresce o número de famintos e pobres em todo o mundo. Quais são as grandes tendências da Igreja hoje com relação aos mais pobres? Concretamente, eles ainda são uma "opção preferencial" da Igreja do século XXI?


Luiz Carlos Susin - De fato, a fome é o absoluto antidivino ao lado do absoluto de Deus, os únicos dois absolutos. "Quem tem fome tem pressa", dizia o saudoso Betinho. E quem tem fome se torna perigoso, pois só quem come é pacificado. Da proposta de economia do Papa, inspirado na economia do "dom", pode-se desenhar uma economia mais humana. Mas, na realidade, são os pobres que mais costumam praticar a economia sem exagero de medidas, própria do dom. A opção preferencial pelos pobres é, nesse ponto, uma aprendizagem, mas é também uma experiência evangélica sem retorno. No século XIX, repetiu-se muito, para o bem da unidade da Igreja num mundo hostil, que onde está o Papa aí está a Igreja (Ubi Petrus ibi Ecclesia). Isso soa ao "universal concreto" de Hegel, cujo outro exemplo era Napoleão. Talvez toda autoridade institucional tenha este estatuto. Mas a Igreja institucional tem um problema: Jesus! Ele disse que "onde está um pequenino, aí eu estou". O universal concreto da Igreja de Jesus só podem ser os pequeninos, os pobres. Portanto, onde está o pobre, aí está a Igreja (ubi pauper ibi Ecclesia). Todo retorno seria cínico.


IHU On-Line - Como ser Igreja no século XXI, tempo incerto, "líquido", marcado por categorias como pós-(contemporânea, histórica, metafísica, secular, religiosa etc.)?


Luiz Carlos Susin - João Paulo I, em seus 33 dias de pontificado, ainda meio desajeitado à estatura do cargo, saiu-se com uma pérola. Disse aos jornalistas que lhe fizessem perguntas essenciais, e não como os que teriam ido entrevistar Napoleão e lhe perguntaram sobre a cor preferida de suas ceroulas. Napoleão teria respondido que ele era um general, e que as perguntas deviam ser sobre estratégias de guerra. E o papa acrescentou: "se quiserem me perguntar sobre a Igreja, saibam em primeiro lugar que a história da Igreja não é a história dos papas, mas dos santos!" De fato, há papas santos e outros nem tanto. Uns fizeram um capítulo de história mais mundano. Mas os santos fazem a história que começou em Jesus, são a expressão eficaz da Igreja de Jesus. E há santos na Amazônia, nas periferias de São Paulo, nos riscos missionários por toda parte. Neles há algo de absolutamente sólido e transcendente.


* Luís Carlos Susin cursou mestrado e doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália. Leciona na PUCRS e na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF, em Porto Alegre. É autor de inúmeras obras, entre as quais citamos Teologia para outro mundo possível (Paulinas, 2006). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, membro do Comitê de redação da Revista Internacional de Teologia Concilium, membro da Equipe de Reflexão Teológica da Conferência dos Religiosos do Brasil, Secretário Executivo do Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Ética fundamental, Antropologia teológica, História da teologia latino-americana, Relações entre pensamento contemporâneo e teologia


Deixo o texto para que vocês mesmos analisem o mesmo e emitam o parecer, gostaria de pedir, se você ler, comente, darei uma atenção especial a esse texto e gostaria de trocar comentários, quais quer que seja, de libertadores ou de conservadores. Um abraço equipe APOSTOLADO SHEMÁ.



* Instituto Humanitas Unisinos

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

13 Declarações de líderes judeus em defesa do Papa Pio XII

Como muitos sabem, estamos em recesso, são as nossas merecidas férias. Mas o shemá está sendo atualizado mesmo que de modo mais vagaroso. E resolvi postar este importante artigo que o Felipe Aquino também publicou:

O site forumlibertas.com, publicou em 16 de abril de 2007, declarações 13 grandes líderes judeus em defesa do grande Papa Pio XII, acusado injustamente por muitos de ter sido omisso na defesa dos judeus diante de Hitler. Na verdade a Igreja, por orientação do Papa, agindo de maneira diplomática, conseguiu salvar cerca de 800 mil judeus de serem mortos pelos nazistas.

Segundo o site citado, essas declarações desmentem esta calúnia que foi fortemente propagada pelos adversários da Igreja católica. Elas começaram com a propaganda comunista nos anos 60 e se transmitiram pela “nova esquerda” por toda a Europa , junto com a obra financiada pela União Soviética “O Vigário”, de Huchhoth. Nela se baseia o filme “Amém”, de Costa-Gavras.

As declarações a seguir (tradução nossa para o português), são testemunhos desde 1940, desde Einstein até os grandes rabinos de Bucarest, Palestina e Roma. Os historiadores judeus afirmam que Pio XII salvou a vida de muitos judeus.
As declarações dos líderes judeus:

1 - Albert Einstein:

“Quando aconteceu a revolução na Alemanha, olhei com confiança as universidades, pois sabia que sempre se orgulharam de sua devoção por causa da verdade. Mas as universidades foram amordaçadas. Então, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.”
[Albert Einstein, judeu alemão, Prêmio Nobel de Física, na Revista norte-ame TIME, em 23 de dezembro de 1940. Einstein teve que fugir da Alemanha nazista e foi acolhido nos EUA na universidade de Princeton]

2 – Isaac Herzog

“O povo de Israel nunca se esquecerá o que Sua Santidade [Pio XII] e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião que formam os fundamentos mesmos da civilização verdadeira, estão fazendo por nossos desafortunados irmãos e irmãs nesta hora , a mais trágica de nossa história, que é a prova viva da divina Providência neste mundo.”

[Isaac Herzog, Gran Rabino da Palestina, em 28 de fevereiro de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 292.]

3 – Alexander Shafran

“Não é fácil para nós encontrar as palavras adequadas para expressar o calor e consolo que experimentamos pela preocupação do Sumo Pontífice [Pio XII], que ofereceu uma grande soma para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados; os judeus da Romênia nunca esqueceremos estes fatos de importância histórica.”

[Alexander Shafran, Gran Rabino de Bucarest, em 7 de abril de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 291-292]

4 – Juez Joseph Proskauer

“Temos ouvido em muitas partes que o Santo Padre [Pio XII] foi omisso na salvação dos refugiados na Itália, e sabemos de fontes que merecem confiança que este grande Papa estendeu suas mãos poderosas e acolhedoras para ajudar aos oprimidos na Hungria”.

[Juez Joseph Proskauer, presidente do “American Jewish Committee”, na Marcha de Conscientização de 31 de julho de 1944 em Nova York]

5 – Giuseppe Nathan

“Dirigimos uma reverente homenagem de reconhecimento ao Sumo Pontífice [Pio XII], aos religiosos e religiosas que puseram em prática as diretrizes do Santo Padre, somente viram nos perseguidos a irmãos, e com arrojo e abnegação atuaram de forma inteligente e eficaz para socorrer-nos, sem pensar nos gravíssimos perigos a que se expunham.”

[Giuseppe Nathan, Comissário da União de Comunidades Israelitas Italianas, 07-09- 1945]

6. A. Leo Kubowitzki

“Ao Santo Padre [Pio XII], em nome da União das Comunidades Israelitas, o mais sentido agradecimento pela obra levada a cabo pela Igreja Católica em favor do povo judeu em toda a Europa durante a Guerra”.

[ A.Leo Kubowitzki, Secretario Geral do “World Jewish Congress” (Congresso Judeu Mundial ), ao ser recebido pelo Papa em 21-09-1945]

7. William Rosenwald

“Desejaria aproveitar esta oportunidade para render homenagem ao Papa Pio XII por seu esforço em favor das vítimas da Guerra e da opressão. Proveu ajuda aos judeus na Itália e interveio a favor dos refugiados para aliviar sua carga”.

[William Rosenwald, presidente de “United Jewish Appeal for Refugees”, 17 de março de 1946, citado em 18 de março no “New York Times”.]

8 – Eugenio Zolli

“Podem ser escritos volumes sobre as multiformes obras de socorro de Pio XII. As regras da severa clausura cairam, todas e cada uma das coisas estão a serviço da caridade. Escolas, oficinas administrativas, igrejas, conventos, todos têm seus hóspedes. Como uma sentinela diante da sagrada herança da dor humana, surge o Pastor Angélico, Pio XII. Ele viu o abismo de desgraça ao qual a humanidade se dirige. Ele mediu e prognosticou a imensidão da tragédia. Ele fez de si mesmo o arauto da voz da justiça e o defensor da verdadeira paz”.

[Eugenio Zolli, em seu livro “Before the Dawn” (Antes da Aurora), 1954; seu nome original era Israel Zoller, Gran Rabino de Roma; durante a Segunda Guerra Mundial; convertido ao cristianismo em 1945, foi batizado como "Eugenio" em honra de Eugenio Pacelli, Pío XII]

9 – Golda Meir

“Choramos a um grande servidor da paz que levantou sua voz pelas vítimas quando o terrível martírio se abateu sobre nosso povo”.

[Golda Meier, ministra do Exterior de Israel, outubro de 1958, ao morrer Pío XII]

10 – Pinchas E. Lapide

“Em um tempo em que a força armada dominava de forma indiscriminada e o sentido moral havia caído ao nível mais baixo, Pio XII não dispunha de força alguma semelhante e pô
apelar somente à moral; se viu obrigado a contrastar a violência do mal com as mãos desnudas. Poderia ter elevado vibrantes protestos, que pareceriam inclusive insensatos, ou melhor proceder passo a passo, em silêncio. Palavras gritadas ou atos silenciosos. Pio XII escolheu os atos silenciosos e tratou de salvar o que poderia ser salvo.”

[Pinchas E. Lapide, historiador hebreu e consul de Israel em Milão, em sua obra "Three Popes and Jews" (Três Papas e os Judeus), Londres 1967; ele calcula que Pío XII e a Igreja salvaram com suas intervenções 850.000 vidas].

11 – Sir Martin Gilbert

“O mesmo Papa foi denunciado por Joseph Goebbels - ministro de Propagando do governo nazista – por haver tomado a defesa dos judeus na mensagem de Natal de 1942, onde criticou o racismo. Desempenhou também um papel, que descrevo com alguns detalhes, no resgate das três quartas partes dos judeus de Roma”.

[Sir Martin Gilbert, historiador judeu inglês, especialista no Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, em uma entrevista em 02-02-2003 no programa "In Depth", do canal de televisão C-Span]

12 – Paolo Mieri

“O linchamento contra Pio XII? Um absurdo. Venho de uma família de origem judia e tenho parentes que morreram nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Esse Papa [Pio XII] e a Igreja que tanto dependia dele, fizeram muitíssimo pelos judeus. Seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e quase um milhão de judeus salvos graças à estrutura da Igreja e deste Pontífice. Se recrimina a Pio XII por não ter dado um grito diante das deportações do gueto de Roma, mas outros historiadores têm observado que nunca viram os antifacistas correndo à estação para tratar de deter o trem dos deportados. Um dos motivos por que este importante Papa foi crucificado se deve ao fato de que tomou parte contra o universo comunista de maneira dura, forte e decidida.”

[Paolo Mieri, periodista judeu italiano, ex-diretor do “Corriere della Será”, apresentando o livro “Pio XII; Il Papa degli ebrei” (Pio XII; O Papa dos hebreus), de Andrea Tornielli, a 6 de junho de 2001. ]

13 – David G. Dalin

“Pio XII não foi o Papa de Hitler, mas o defensor maior que já tiveram os judeus, e precisamente no momento em que o necessitávamos. O Papa Pacelli foi um justo entre as nações a quem há de reconhecer haver protegido e salvado a centenas de milhares de judeus. É difícil imaginar que tantos líderes mundiais do judaísmo, em continentes tão diferentes, tenham se equivocado ou confundido a hora de louvar a conduta do Papa durante a Guerra. Sua gratidão a Pio XII permaneceu durante muito tempo, e era genuína e profunda.

[David G. Dalin, rabino de Nova York e historiador, 22 de agosto de 2004, entrevistado em Rímini, Itália]

Contra essas declarações inequívocas de ilustres judeus, é impossível alguém mais sustentar as antigas calúnias contra o Papa Pio XII; se assim o fizer, será por ignorância histórica ou maldade consumada.

Prof. Felipe Aquino