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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Grande Imprensa Brasileira - Mentirosa e anticristã

Postado no blog Mane Nabiscum, Domine.

A algumas semanas atrás pudemos vê uma notícia que percorreu o mundo e consequentemente o Brasil (pelo menos foi essa a impressão mundial que passaram).


As Manchetes do site da Globo e do G1 (pertencente a mesma entidade) dizem:

Relatório confirma abuso de milhares de crianças por parte da Igreja Católica da Irlanda.

Inquérito denuncia abuso sexual 'endêmico' de meninos na Irlanda


Então veremos o que Diz o Olavo de Carvalho (renomado pensador, filósofo e jornalista) em seu site na página: http://www.olavodecarvalho.org

Jornalistas contra a aritmética

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 5 de junho de 2009

Não há mentira completa. Até o mais ingênuo e instintivo dos mentirosos, ao compor suas invencionices, usa retalhos da realidade, mudando apenas as proporções e relações. Quanto mais não fará uso desse procedimento o fingidor tarimbado, técnico, profissional, como aqueles que superlotam as redações de jornais, canais de TV e agências de notícias. Mais ainda – é claro – os militantes e ongueiros a serviço de causas soi disant idealistas e humanitárias que legitimam a mentira como instrumento normal e meritório de luta política.

Na maior parte dos casos, os elementos de comparação que permitiriam restituir aos fatos sua verdadeira medida são totalmente suprimidos, tornando impossível o exercício do juízo crítico e limitando a reação do leitor, na melhor das hipóteses, a uma dúvida genérica e abstrata, que, como todas as dúvidas, não destrói a mentira de todo mas deixa uma porta aberta para que ela passe como verdade.

Um exemplo característico são as notícias sobre a tortura nas prisões de Guantánamo e Abu-Ghraib. Como em geral nada se noticia na “grande mídia” sobre as crueldades físicas monstruosas praticadas diariamente contra meros prisioneiros de consciência nos cárceres da China, da Coréia do Norte, de Cuba e dos países islâmicos, a impressão que resta na mente do público é que o afogamento simulado de terroristas é um caso máximo de crime hediondo. Mesmo quando não são totalmente ignorados, os fatos principais recuam para um fundo mais ou menos inconsciente, tornando-se nebulosos e irrelevantes em comparação com as picuinhas às quais se deseja dar ares de tragédia mundial. Só o que resta a fazer, nesses casos, é usar a internet e toda outra forma de mídia alternativa para realçar aquilo que a classe jornalística, empenhada em transformar o mundo em vez de retratá-lo, preferiu amortecer.

Às vezes, porém, o profissional da mentira se trai, deixando à mostra os dados comparativos, apenas oferecidos sem ordem nem conexão, de tal modo que o público passe sobre eles sem perceber que dizem o contrário do que parecem dizer. Isso acontece sobretudo em notícias que envolvem números. Com freqüência, aí o texto já traz em si seu próprio desmentido, bastando que o leitor se lembre de fazer as contas.

Colho no Globo Online o exemplo mais lindo da semana (v. http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/05/20/relatorio-confirma-abuso-de-milhares-de-criancas-por-parte-da-igreja-catolica-da-irlanda-755949622.asp, http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1161142-5602,00-INQUERITO+DENUNCIA+ABUSO+SEXUAL+ENDEMICO+DE+MENINOS+NA+IRLANDA.html e http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1161468-5602,00.html).

Não digo que o Globo seja o único autor da façanha. Teve a colaboração de agências internacionais, de organizações militantes e de toda a indústria mundial dos bons sentimentos. Naquelas três notas, publicadas com o destaque esperado em tais circunstâncias, somos informados de que uma comissão de alto nível, presidida por um juiz da Suprema Corte da Irlanda, investigando exaustivamente os fatos, concluiu ser a Igreja Católica daquele país a culpada de nada menos de doze mil – sim, doze mil – casos de abusos cometidos contra crianças em instituições religiosas. A denúncia saiu num relatório de 2600 páginas. Legitimando com pressa obscena a veracidade das acusações em vez de assumir a defesa da acusada, que oficialmente ele representa, o cardeal-arcebispo da Irlanda, Sean Brady, já saiu pedindo desculpas e jurando que o relatório "documenta um catálogo vergonhoso de crueldade, abandono, abusos físicos, sexuais e emocionais". Depois dessa admissão de culpa, parece nada mais haver a discutir.

Nada, exceto os números. O Globo fornece os seguintes:

1) A comissão disse ter obtido os dados entrevistando 1.090 homens e mulheres, já em idade avançada, que na infância teriam sofrido aqueles horrores.

2) Os casos ocorreram em aproximadamente 250 instituições católicas, do começo dos anos 30 até o final da década de 90.

Se o leitor tiver a prudência de fazer os cálculos, concluirá imediatamente, da primeira informação, que cada vítima denunciou, além do seu próprio caso, outros onze, cujas vítimas não foram interrogadas, nem citadas nominalmente, e dos quais ninguém mais relatou coisíssima nenhuma. Do total de doze mil crimes, temos portanto onze mil crimes sem vítimas, conhecidos só por alusões de terceiros. Mesmo supondo-se que as 1.090 testemunhas dissessem a verdade quanto à sua própria experiência, teríamos no máximo um total de exatamente 1.090 crimes comprovados, ampliados para doze mil por extrapolação imaginativa, para mero efeito publicitário. O cardeal Sean Brady poderia ter ao menos alegado isso em defesa da sua Igreja, mas, alma cristianíssima, decerto não quis incorrer em semelhante extremismo de direita.

Da segunda informação, decorre, pela aritmética elementar, que 1.090 casos ocorridos em 250 instituições correspondem a 4,36 casos por instituição. Distribuídos ao longo de sete décadas, são 0,06 casos por ano para cada instituição, isto é, um caso a cada dezesseis anos aproximadamente. Mesmo que todos esses casos fossem de pura pedofilia, nada aí se parece nem de longe com o “abuso sexual endêmico” denunciado pelo Globo. Porém a maior parte dos episódios relatados não tem nada a ver com abusos sexuais, limitando-se a castigos corporais que, mesmo na hipótese de severidade extrema, não constituem motivo de grave escândalo quando se sabe – e o próprio Globo o reconhece – que grande parte das crianças recolhidas àquelas instituições era constituída de delinqüentes(imaginem o que deveria falar o Globo sobre a FEBEM e outas intituições semelhantes.)* . Se você comprime bandidos menores de idade num internato e a cada dezesseis anos um deles aparece surrado ou estuprado, a coisa é evidentemente deplorável, mas não há nela nada que se compare ao que aconteceu no Sudão, onde, no curso de um só ano, vinte crianças, não criminosas, mas inocentes, refugiadas de guerra, afirmaram ter sofrido abuso sexual nas mãos de funcionários da santíssima ONU, contra a qual o Globo jamais disse uma só palavra.

Só o ódio cego à Igreja Católica explica que o sentido geral dado a uma notícia seja o contrário daquilo que afirmam os próprios dados numéricos nela publicados.

Por isso, saiba o prezado leitor que só leio a “grande mídia” por obrigação profissional de analisá-la, como se analisam fezes num laboratório, e que jamais o faria se estivesse em busca de informação.

Olavo de carvalho.

* Grifo Meu.

É muitíssimo interessante ver como essas mentiras continuam sendo propagadas sem que ninguém faça nada para salvaguardar a verdade. Ninguém processa a Globo ou a BBC (que tbm disseminou esta informação tal como está) e tudo fica por isso mesmo. Com o passar do tempo as mentiras são contadas tantas vezes que nem mesmo questionamos.

Lamentável que a nossa mídia não se limite a apenas a mostrar os fatos e deixar que os leitores tenham sua própria opinião.

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Ainda que levássemos em consideração todos os 12.000 casos (onde 10.910 não tem qualquer tipo de comprovação e nem mesmo o nome das vítimas), dividindo-os em aproximadamente 70 anos, teríamos -( 12.000 : 70 = 171,4285714285714286). Ou seja, aproximadamente 171 casos por ano. E ainda assim teríamos que dividir todos os casos pelo número de instituições, que eram 250. Teríamos - (171 : 250 = 0,684).
Vemos que mesmo inflando (por motivos óbvios), ainda assim teríamos 0,6 casos por ano em cada instituição. Conclui-se que sendo , em um universo de 250 instituições, um pequeno número, imaginando o quanto de crianças que passaram por lá. Outra informação que deve ser ressaltada é que, não foram todos os casos de abuso sexual. Sua maioria foram castigos severos (Como dito acima). No mais, é certo que não deveriam ter ocorrido nenhum caso, mas de longe não foi o monstro pintado pela imprensa maldosa.
As instituições eram comandadas e administradas por leigos (nada de padres), portanto as mentiras e meias verdades, introduzidas nas matérias , têm a real intenção de denegrir a Imagem da Igreja.
Imagine que agora nem mesmo diploma o Jornalista vai precisar ter para assinar matérias em jornais. Qualquer doido vai poder escrever o que quiser. Acho que é exatamente esta a intenção.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma incrível descoberta arqueológica Sobre Pedro


Por Toni Lopes

Na década de 50 alguns geólogos, historiadores e outros pesquisadores escavaram na região do Vaticano, mais exatamente, no subsolo da Basílica de São Pedro. Dados históricos informavam que a Basílica foi construída, em homenagem a São Pedro, sobre um cemitério de cristãos que se localizava na chamada “Colina Vaticana”. Para tirar a dúvida se a tumba do Apóstolo Pedro se encontrava ali, estes homens e mulheres passaram muito tempo escavando e pesquisando. Qual foi a surpresa quando, a vários metros de profundidade, o que era história, se tornou realidade: O cemitério foi encontrado.

O foco das escavações foi centrado em encontrar uma tumba que pertencesse ao Primeiro Apóstolo. Em certo ponto da escavação se encontra uma tumba diferente, protegida por um muro de pedra e com muitas inscrições e pinturas. Um escrito neste muro, em tinta vermelha, tinha a seguinte inscrição:

PETRUS ENI

que significa:

PEDRO ESTÁ AQUI

Ora, o nome PETRUS (pedra ou rocha) não existia na antiguidade, o primeiro a ser chamado assim foi Simão Barjona (filho de Jonas), por Jesus Cristo.

Lê-se em outra inscrição:

Pedro, pede a Cristo Jesus pelas almas dos santos cristãos sepultados junto do teu corpo”

O historiador Eusébio de Cesárea (falecido em 313) afirma que aquele local (o Vaticano), ou seja, o cemitério cristão, era visitado por milhares e milhares de peregrinos, que vinham orar na sepultura de Pedro.

Após aproximados seis anos de escavações e estudos, os peritos concluíram que, REALMENTE , no cemitério da colina Vaticana se encontra o tumulo de S. Pedro.

O escrito PETRUS ENI = “Pedro está aqui”, parece ser a chancela colocada pelos construtores do referido muro para servir à identificação daquele local.

No mesmo muro achou-se outro grafito, mutilado, que, também em grego, diz “Salve, Apóstolo”.

Ainda na mesma região outros grafitos existem datados de 290-313. O grande número destes confirma a noticia de Eusébio, segundo o qual uma multidão de visitantes ia ter ao referido cemitério. Essas inscrições são freqüentemente criptogramas, isto é, modos de escrever enigmáticos, não compreensíveis aos não cristãos. Tais criptogramas jogam com o sinal P, que em grego soa como o nosso R e em latim equivale a P.

Isto significa: “Cristo Pedro”. Com efeito, o sinal P é lido ora como R grego, que, junto ao X, insinua CHRISTÓS; ora o mesmo sinal é lido como P que, junto com E, significa PE(TRUS). Não é preciso nem dizer que os primeiros cristãos escreviam de modo cifrado pois, no Império Romano dos século I ao século IV, se dizer abertamente cristão era pedir a morte.

Pode-se confirmar que PE significa PETRUS pelo fato de que existem semelhantes abreviaturas no mesmo local: PET, PE, e simplesmente P. A insistência demonstra suficientemente tratar-se de PETRUS. Ademais alguns criptogramas apresentam também as chaves entregues por Jesus a Pedro, conforme Mt 16,17-19; assim os símbolos, abaixo encontrados, representam PETRUS e a CHAVE DO REINO DOS CÉUS.

Encontra se em vários túmulos o seguinte criptograma:

As três figuras acima, encontradas na sepultura, são compostas de duas letras: "P" e "E", formando a figura de uma chave.."eu te (a Pedro) darei as chaves do reino dos céus.." Mt 16,18..

Isto significa: “viva (o defunto no qual pensava quem escrevia) em Cristo e em Pedro”. Sabe-se, aliás, que os antigos cristãos faziam grande empenho por ser sepultados junto aos túmulos dos mártires.

Encontra-se, outrossim, nos grafitos a aclamação: “Vitória a Cristo, a Maria e a Pedro”. Esta inscrição também merece atenção por testemunhar o culto de veneração a Maria Santíssima, mais de um século antes do Concílio de Éfeso (ano 431), que enfatizou a Maternidade Divina de Maria.

Vê-se, pois, que a epigrafia confirma a presença de Pedro no cemitério do Vaticano desde a época pré-constantiniana.

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Pois bem, muitos se referem à Tradição Católica (até de modo agressivo). Esta Tradição (TRA – DERE) é tão comum no antigo e mesmo no novo testamento, é só ler com espírito desprendido e sem recorrer a Tradição Protestante (ou Evangélica, Crente...). A livre interpretação da Bíblia proposta pelos primeiros reformistas, que viveram no século XVI, deve ser tomada com reservas se exclui a vida dos primeiros cristãos. Deve ficar claro que não foram um, uma dúzia, uma centena, mas milhares e milhares de cristãos que Veneravam (NÃO ADORAVAM) a memória de São Pedro Apóstolo (em seu túmulo), pediam a este (morto para este mundo, mas Vivo junto de Deus) a interseção pelas almas dos mortos (crendo assim no Purgatório), Veneravam o nome e a pessoa de Maria, Mãe de Jesus, e viam em São Pedro a figura do Primado autorizado e sagrado por Cristo Jesus. Dizer que TODOS aqueles milhares e milhares de cristão eram idólatras e pagãos (por venerar, pedir interseção e orar aos "mortos", que estão vivos em Cristo), é condenar todos os Presbíteros, diáconos, escritores, e todo o "clero" daquela época, que professavam a mesma Doutrina e o mesmo pensamento, seria como condenar a própria Igreja de Cristo. Uma grande maioria dos que dividiam este pensamento foram mártires da fé, morreram nas mãos dos romanos.

A Tradição da Igreja Católica é pautada em 2000 anos de história e vivência cristã; Não podemos simplesmente ignorar a história do cristianismo, para crer em interpretações “livres” da Palavra Santa e Perpétua de Deus: A Bíblia. Esta é fonte e fundamento de toda a Tradição, mas antes de ser escrita por pessoas escolhidas por Deus, os hagiógrafos (escritores sagrados), foi transmitida oralmente (Tradição) pelo povo Hebreu por séculos e também pelos primeiros cristão do século I.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ratzinger e a Renovação Carismática - a volta do Espírito

Do livro: A FÉ EM CRISE? O Cardeal Ratzinger se interroga – Ed. E.P.U. – 1985, São Paulo,


V. Messori:
Hoje, observo eu, processa-se uma redescoberta do Espírito Santo, talvez esquecido demais pela teologia ocidental. È uma redescoberta não apenas teórica, mas que envolve crescente massas populares nos movimentos chamados “Renovação carismática”ou “Renovação do Espírito”.

Cardeal Ratzinger: “De fato. O período pós conciliar pareceu corresponder bem pouco às esperanças de João XXIII, que esperava um “novo Pentecostes”. Sua oração, entretanto, não ficou sem resposta no coração de um mundo feito árido pelo ceticismo racionalista, nasceu uma nova experiência do Espírito Santo que assumiu a amplidão de uma moção de renovação em escala mundial. Tudo o que o Novo Testamento escreve a propósito dos carismas que apareceram como sinais visíveis da vinda do Espírito Santo não é mais história antiga apenas, encerrada para sempre: essa história torna-se hoje vibrante de atualidade.

Não é por acaso, em confirmação de sua visão do Espírito como antítese do demoníaco, que, “enquanto uma teologia reducionista trata o Demônio e o mundo dos espíritos maus como uma mera etiqueta, no contexto da Renovação surgiu uma nova e concreta tomada de consciência das Potências do mal, unida, bem entendido, à serena certeza da Potência de Cristo, que a todas submete.

É preciso antes de tudo salvaguardar o equilíbrio, evitar uma ênfase exclusiva sobre o Espírito, que, como lembra o próprio Jesus, “não fala por si mesmo”, mas vive e age no interior da vida trinitária. Semelhante ênfase poderia levar a opor, a uma Igreja organizada sobre a hierarquia (fundamentada, por sua vez, em Cristo),uma outra Igreja “carismática”, baseada apenas na “liberdade do Espírito”, uma Igreja que se considere a si mesma como “acontecimento” sempre renovado.

Salvaguardar o equilíbrio significa também o justo relacionamento entre instituição e carisma, entre fé comum na Igreja e experiência pessoal. Uma fé dogmática sem experiência pessoal permanece vazia; uma mera experiência sem ligação com a fé da Igreja é cega. Enfim, não é o “nós” do grupo que conta, e sim o grande “nós ” da Igreja universal. Só esta pode oferecer o contexto adequado para “não extinguir o Espírito e manter o que é bom”, segundo a exortação do Apóstolo.

Além disso, para atingir os últimos recônditos dos riscos, é preciso precaver-se de um ecumenismo fácil demais, pelo qual grupos carismáticos católicos podem perder de vista a sua unidade e ligar-se de modo acrítico a formas de pentecostalismo de origem não católica, em nome exatamente do “Espírito”, visto como oposto `a instituição. Os grupos católicos da Renovação no Espírito devem, pois, mais do que nunca “sentire cum Ecclesia”, agir sempre em comunhão com o bispo, também para evitar os danos que surgem toda vez que a Escritura é desenraizada do seu contexto comunitário: o fundamentalismo, o esoterismo e o sectarismo.

Certamente [a Renovação no Espírito] trata-se de uma esperança, de um positivo sinal dos tempos, de um dom de Deus para a nossa época. È a redescoberta da alegria e da riqueza da oração contra a teoria e práxis sempre mais enrijecidas e ressecadas no tradicionalismo secularizado. Eu mesmo constatei pessoalmente a sua eficácia: em Munique, algumas boas vocações ao sacerdócio vieram-me do movimento. Como em todas as realidades entregues ao homem, dizia eu, também esta é exposta a equívocos, a mal-entendidos e a exageros. O perigo, porém, seria ver apenas os riscos, e não o dom que nos é oferecido pelo Espírito. A necessária cautela não muda, portanto, o juízo positivo do conjunto.”