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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O pecado tem direitos?



No dia 06/12/2011, o jornal O Globo publicou “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia” (1). A notícia causou perplexidade na comunidade católica. Como poderia uma Conferência Episcopal fazer algum acordo sobre um projeto que pretende exaltar o homossexualismo e punir como criminosos os que se opõem a ele? Rapidamente a CNBB publicou uma nota oficial desmentindo o suposto “acordo”. Eis o seu inteiro teor:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Brasília, 07 de dezembro de 2011

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.

A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB 
(2)

A nota gerou alívio e apreensão. Alívio por esclarecer que não houve acordo. Apreensão porque a CNBB não disse que repudiava o projeto. Ao contrário, segundo a nota, a CNBB recebeu a senadora, “fez recomendações” e “deu sugestões”, dando a entender que o projeto em si poderia ser aproveitado com emendas. Por fim, afirmou que a Igreja está disposta a “combater todo tipo de discriminação”, sem distinguir a discriminação justa da injusta.
Parece, portanto, haver um perigo real de o projeto anti-“homofobia” ser aprovado com a complacência ou ao menos com a tolerância de nosso episcopado.

Existem discriminações justasA nota de esclarecimento da presidência da CNBB diz que a Igreja combate “todo tipo de discriminação”. Supõe, portanto, que uma “discriminação” seja sempre injusta. Mas, objetivamente, não é assim. Na verdade, existem discriminações justas e até mesmo necessárias. A discriminação é, de fato, uma das práticas mais normais da vida social. Todos nós a praticamos dia a dia. Ao aplicar uma prova, o professor discrimina os alunos que tiraram notas altas daqueles que tiraram notas baixas. Aqueles são aprovados. Estes são reprovados. Ao escolher o futuro cônjuge, as pessoas geralmente fazem uma discriminação rigorosa, baseadas em diversos critérios: qualidades morais, inteligência, aparência física, timbre de voz, formação religiosa etc. Entre centenas ou milhares de candidatos, somente um é escolhido. Os outros são discriminados. Ao selecionar seus empregados, as empresas fazem uma série de exigências, que podem incluir: sexo, escolaridade, experiência profissional, conhecimentos específicos, capacidade de relacionar-se com o público etc. Certos concursos para policiais ou bombeiros exigem, entre outras coisas, que os candidatos tenham uma determinada altura mínima, que não ultrapassem uma certa idade e que gozem de boa saúde. Todos esses são exemplos de discriminações justas e necessárias.

Outros poderiam ser dados. O ladrão que é apanhado em flagrante é preso. A ele, como punição pelo furto ou roubo, é negada a liberdade de locomoção, que é concedida aos demais cidadãos. A prisão é um lugar onde, por algum tempo, são discriminados (com justiça) aqueles que praticaram atos dignos de discriminação.

Existem discriminações injustasSe é justo privar da liberdade um criminoso (que perdeu o direito a ela pela prática de seu crime), não é justo negar a liberdade a alguém em virtude de sua cor. A escravidão dos negros, abolida no Brasil em 1888, é um exemplo de discriminação injusta. Também não é justo privar uma criança do direito à vida por causa de uma doença incurável, como querem os defensores do aborto eugênico. Um bebê deficiente tem o mesmo direito de nascer que um bebê sadio. Lamentavelmente, a senadora Marta Suplicy (PT/SP), quando era deputada federal, em 1996, foi autora de um projeto de lei (o PL 1956/96) que pretendia legalizar tal discriminação injusta.

Não é justo que a Igreja prive alguém da Santa Missa ou dos sacramentos por causa de sua pobreza ou condição social. Mas é justo (e necessário) que aqueles que estão em pecado grave abstenham-se da Comunhão Eucarística, sob pena de cometerem um sacrilégio.

Por isso, o Catecismo da Igreja Católica teve o cuidado de distinguir: “evitar-se-á para com eles [os homossexuais] todo sinal de discriminação injusta” (n.º 2358). O texto supõe, portanto, que a Igreja admite discriminações justas para com os homossexuais. E de fato admite. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto não abandonarem seu pecado (o que vale também para qualquer outro pecado grave). Outra é a impossibilidade de serem admitidos em seminários e casas religiosas.

Os homossexuais têm direitos?
Na sua primeira carta aos coríntios, São Paulo enumera alguns dos que não herdarão o Reino de Deus: “Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nesta passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais:malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).

Será que nenhum dos que foram enumerados acima têm direitos? Certamente que têm. O empregado que trabalhou para mim durante um mês tem direito a receber seu salário, mesmo que lamentavelmente se tenha embriagado. O ladrão que furtou meu dinheiro conserva seu direito à vida (e por isso eu não posso matá-lo).

Mas o ladrão não tem direito à vida como ladrão, e sim como pessoa. Da mesma forma, o bêbado não tem direito ao salário como bêbado, e sim como pessoa que trabalhou.

Assim, se o homossexual tem algum direito – e o tem de fato –, não o tem como homossexual, mas como pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, é absurdo uma lei que defenda os “Direitos dos Homossexuais”.

Sendo um pecado (e um pecado contra a natureza!), o homossexualismo não acrescenta direitos à pessoa. Ao contrário, priva-a de direitos, a começar pelo direito ao Reino de Deus.

O que pretende o PLC 122/2006?Os defensores dos supostos direitos dos homossexuais apregoam que estes são continuamente vítimas de violência. Segundo os homossexualistas, haveria até mesmo “esquadrões da morte” para exterminar homossexuais.

Ora, os que investem contra a família não têm compromisso com a verdade. Vamos, porém, apenas por hipótese, supor que haja muitos homicídios contra pederastas e lésbicas. Esse crime já está enquadrado no artigo 121 do Código Penal: “matar alguém”. Pena: “reclusão, de seis a vinte anos”. Note-se que o homossexual não pode ser morto porque ele é alguém, ou seja, uma pessoa humana, não porque ele é praticante do homossexualismo.

Imaginemos agora que um homossexual seja assassinado por um suposto “esquadrão da morte”. Esse delito está previsto na Lei 8072/80, que considera crime hediondo “o homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio” (art. 1º, I).

Que pretende então a senadora Marta Suplicy, relatora do PLC 122/2006? Que nos casos acima, o autor do crime receba um aumento de pena pelo fato de a vítima ser homossexual. Ora, isso é um absurdo! Significa acrescentar direitos a alguém pelo fato de este alguém ter cometido um pecado. Esta é a essência do projeto anti-“homofobia”: dar direitos ao pecado.

Por ser essencialmente mau, o PLC 122/2006 não pode ser “emendado”. Não adianta, como tentou fazer a senadora, acrescentar um artigo tolerando a “manifestação pacífica de pensamento” contra o homossexualismo.

É verdade que se o PLC 122/2006 for aprovado, ocorrerá no Brasil o que já está ocorrendo em outros países que fizeram leis semelhantes: uma perseguição aos cristãos e a instauração da tirania homossexual.

Mas ainda que, por hipótese, esses nefastos efeitos não ocorressem, o projeto seria inaceitável. O motivo é simples: a pessoa não tem direitos especiais pelo fato de cometer uma determinada falta moral. É isso que se espera que os Bispos expliquem aos fiéis.
Anápolis, 8 de janeiro de 2012.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
www.providaanapolis.org.br

Notas:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sobrevivendo Calado - A Verdadeira Cuba

Haja Mentira! Jornal Nacional pinta de rosa a repressão cubana

Deixem-me dizer o que o Jornal Nacional, malgrado seus pomposamente alardeados "princípios editoriais", ocultou ao público: neste ano, até novembro, mais de 3 mil pessoas foram presas pelo regime comunista (comunista, sim!) cubano !

"Existe uma confusão. Isto não é comunismo, nem socialismo. É um capitalismo de estado, de clã familiar, um capitalismo militar."
Yoani Sánchez, autoproclamada "dissidente" cubana.
Quem tem acompanhado os acontecimentos em Cuba por fontes mais idôneas deve ter sofrido um "passamento", como dizem os caboclos ribeirinhos aqui da região Norte, ao ter assistido ao terceiro episódio da série jornalística exibida pelo Jornal Nacional sobre a ilha do medo, intitulada "Cubanos usam mensagens de texto para driblar a censura e a repressão política". 
Imaginem se uma blogueira que mostra seu belo rostinho e escreve para vários jornais do mundo inteiro pode se apresentar como dissidente do regime comunista cubano, ainda mais exibindo sua luxuosa e confortável casa, mesmo para os muito superiores padrões brasileiros. 
Aos desavisados, sonsos, crédulos e ingênuos: a Sra Yoáni Sanchez não é ninguém menos do que uma agente de desinformação (será que devo escrever "agenta"?) do próprio regime. Sua função é justamente esta, qual seja, a de causar duvida sobre a crueldade do aparato repressivo: Senão vejamos: é uma mulher razoavelmente bela e simpática, tem uma bela casa, envia suas mensagens pelo Twitter e diz que apanhou da polícia política  - ainda que sem um hematomazinho que facilmente apareceria em sua alva tez.  
Desta forma, os tontos que acreditam piamente em sua atividade pretensamente clandestina serão levados a crer que os que denunciam as atrocidades dos Castro e de sua gangue são uns exagerados, senão uns mentirosos mal-intencionados. Afinal, a vida em Cuba não seria tão ruim assim como pintam...; já aqueles dissidentes, eles pareceriam mais com um bando de mimados sem causa ou sob paga do império ianque para desestabilizar o paraíso caribenho... 
Depois da pequena lavagem cerebral - trabalho fácil, pois as cabeças estavam ocas mesmo - vão sair por aí exibindo sua performance intelectual aos amigos, entre goles de cerveja e mordiscadas nas chochas batatinhas fritas afogadas de tanto óleo: "Em Cuba não vigora um comunismo, nem um socialismo: é um capitalismo de estado, um clã familiar, um capitalismo militar"...
Pois deixem-me dizer o que o Jornal Nacional, malgrado seus pomposamente alardeados "princípios editoriais", ocultou ao público: neste ano, até novembro, mais de 3 mil pessoas foram presas pelo regime comunista (comunista, sim!) cubano ! A notícia saiu no El Nuevo Herald, apenas um dia antes desta pantomima televisiva que está mais é para pré-estréia do BBB11. O Jornal Nacional perdeu mais uma chance de jogar uma água e sabão na sua reputação.

Abaixo, segue a notícia publicada no jornal de Miami, traduzida automaticamente pelo Google.

Quem quiser ler no original, clique aqui.

Para outras fontes, clique aqui.

Relataram um aumento da repressão em Cuba
Por Juan Carlos Chávez
jcchavez@elnuevoherald.com
Em novembro de havia mais de 3,170 prisões na ilha

A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), com sede em Havana, alertou a comunidade internacional sobre a repressão política contra o movimento de oposição. Em um relatório de progresso em Dezembro anunciou que até o momento 388 prisões foram temporárias, uso mais excessivo da força.
"Estamos muito preocupados com o aumento nas chamadas de baixa intensidade repressão política que consiste em prisões por horas, dias ou semanas", disse Elizardo Sanchez, diretor da CCDHRN ilegal.
Relatos de violência policial raramente podem ser verificados de forma independente porque as autoridades cubanas a impor barreiras para o fluxo de informações e renunciamos a qualquer ato de violência.
Mas de acordo com dados CCDHRN de janeiro a novembro em Cuba foram mais de 3,170 prisões pela polícia e agentes de segurança do Estado. O número representa mais de 800 casos, todos monitorados detenção temporária em 2010.
O nível de perseguição policial levou à rejeição de organizações de direitos humanos e governos democráticos. O Departamento de Estado dos Estados Unidos tem reiteradamente afirmado que a qualidade das liberdades individuais em Cuba é "pobre". Disse recentemente que o governo cubano continua a restringir direitos fundamentais, incluindo as relativas à liberdade de reunião imprensa fala e pacífica.
O recrudescimento da violência coincide com uma referência de passagem para os ataques maciços em praças públicas e vias explicitamente pronunciado por Raul Castro, durante a cerimônia de encerramento do VI Congresso do Partido Comunista de Cuba, em abril deste ano.
Cuba tem sido um aumento significativo nas tentativas de protestos em meio a crescente violência e processos sem o apoio legal para silenciar a dissidência. Até agora este ano, tribunais cubanos mantiveram oito adversários a penas de prisão de até cinco anos.
Em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, houve uma onda de detenções em massa e perseguição de ativistas e jornalistas independentes. O grupo de Damas de Branco, esposas e mães de presos políticos, foi assediado por multidões pró-governo em frente à sede do grupo.
Na véspera, o ex-prisioneiros políticos e Angel Moya José Daniel Ferrer foi preso em 02 de dezembro depois de tentar organizar uma marcha pacífica na cidade oriental de Palma Soriano. Na demonstração, pelo menos, cinco adversários terminou com ferimentos na cabeça, golpes nos olhos e outras lesões.
Ferrer e Moya são membros do Grupo dos 75, dissidentes condenados em 2003 durante a repressão conhecida como Primavera Negra, que visa silenciar as vozes críticas e exigências para eleições livres. A imagem do ataque com a participação de cerca de 46 dissidentes mostra o adversário Henry Perales, 27 anos, com dois ferimentos na cabeça raspada precisou de nove pontos. Outra imagem mostra Abraham Cabrera com uma ferida de um ponto na testa.
A operação da polícia em Palma Soriano foi uma das operações policiais contra os dissidentes mais e em maior escala nos últimos anos. Todos os adversários foram liberados dentro de horas ou dias, embora um deles foi detido 12 dias foram feitas sem serem cobrados.
Perales disse segunda-feira que vai apresentar uma queixa formal contra seu agressor, que vencê-lo ferozmente com uma ferramenta ao ser transferidos em um ônibus.
Em uma entrevista por telefone de Havana, Perales, marido e pai de dois filhos, disse que sofre de tonturas e dores de cabeça graves, a gravidade dos ferimentos. "Foi um ataque covarde, quando a polícia e eu estava acertando apenas gritam pelos direitos humanos", disse Perales, um membro da União Patriótica Cubana ilegal.
Sanchez Perales disse que não morreu "milagre". Ele lembrou que o infrator não teve nenhum problema em usar uma ferramenta mais do que um quilograma. Sánchez foi cauteloso com o desenvolvimento da reclamação, explicou ele, os tribunais são plataformas e engrenagens de "domínio de Fidel Castro". Ele disse que vai insistir na responsabilidade política e moral das autoridades."Seria um milagre que acomodar a demanda", disse Sanchez. "Mas vamos continuar a apoiar Henry, do ponto de vista legal para a acusação contra o agressor, que era um agente da Segurança do Estado cubano".

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Acrescento aqui o link para o Vídeo Sobrevivendo calado - A Verdadeira Cuba. Muito pertinente ao assunto. Não deixe de assistir. http://www.youtube.com/watch?v=QiRoRsI6YAw&list=PLD369804E8DD45EDF&feature=plpp_play_all