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sábado, 5 de dezembro de 2009

“Os papas recentes são como mordomos, sempre suspeitos.”

Retirado de:http://r.groups.im/rd?oblatvs.blogspot.com%2F2009%2F12%2Fos-papas-recentes-sao-como-mordomos.html


Um leitor enviou o texto abaixo para a caixa de comentários. Achei oportuno apresentá-lo aos demais leitores do blog e comentá-lo brevemente.


"Agora pode alguém ser anglicano e católico ao mesmo tempo?"

Pe. Peter Scott, da FSSPX


A Constituição Apostólica de 4 de novembro do Papa Bento XVI abriu um novo caminho para os anglicanos “serem recebidos, também corporativamente, na plena comunhão católica” (Anglicanorum coetibus). É uma nova abordagem revolucionária (o autor critica obviamente esta abordagem, o que o aproxima dos ecumenistas de plantão – curiosa companhia para um padre da Fraternidade – mas nos importam os argumentos) para o problema dos “irmãos separados”, e uma que alguns chamaram de o lance mais ousado da Igreja desde a Reforma.


A novidade aqui é que os anglicanos estão sendo tratados do mesmo jeito (não exatamente, como provarei mais abaixo) que os cismáticos ortodoxos orientais quando estes retornam à verdadeira Igreja. Ser-lhes-á permitido reter sua identidade anglicana (aspectos desta identidade que se conformam à doutrina católica) ao mesmo tempo que se tornam católicos. Eles serão canônica e liturgicamente distintos do restante da Igreja Católica (do ponto de vista litúrgico, a situação dos anglicanos é semelhante à dos milaneses; do ponto de vista canônico, à das jurisdições pessoais que já existem na Igreja. Nos dois casos, as distinções são perfeitamente compatíveis com a unidade católica), e consequentemente ser-lhes-ão permitidas suas próprias paróquias, bispos, padres casados, costumes litúrgicos e espirituais (o que de novo nisto?). Isso é normal para os cristãos de rito oriental que retornam do cisma para o seio da Igreja, pois sua liturgia, espiritualidade e tradições são antigas como as do rito latino. Ademais, eles são essencialmente cismáticos, não hereges, as poucas heresias sendo de origem recente e fáceis de corrigir [sic] (tais como a negação do Purgatório, a Imaculada Conceição ou a Infalibilidade Papal). (Será que o Pe. Scott desconhece que estes anglicanos estão mais próximos da fé da Igreja Católica do que os ortodoxos? Os anglicanos da TAC, por exemplo, assinaram uma cópia do Catecismo da Igreja Católica, onde se encontram as verdades de fé enunciadas acima, como sinal de sua adesão ao que a Igreja crê. Voltarei mais abaixo ao Catecismo.)


Essa analogia é correta e justa? Um exame cuidadoso mostra um monte de diferenças:

1) Há, primeiro que tudo, a motivação. A maioria dos que pedem para entrar na Igreja Católica já se separou da “Comunhão” Anglicana, tal como ela é. Eles o fizeram não tanto por sua rejeição do próprio anglicanismo, mas por causa da nova orientação da igreja anglicana desde 1991, que abriu o sacerdócio e episcopado a mulheres e homossexuais praticantes, e abençoou uniões de mesmo sexo, todas coisas manifestamente opostas à Bíblia, princípio basilar do protestantismo. (De fato, houve anglicanos protestantes que rejeitaram as inovações do anglicanismo por sua oposição à Bíblia. Estes educadamente recusaram a oferta da Anglicanorum coetibus. Isto não significa que todos os anglicanos rejeitaram tais inovações pelo mesmo motivo, ou somente por este motivo. O autor está a afirmar que todos os anglicanos têm a mesma motivação, o que não é verdade.)


2) A segunda enorme diferença é que o anglicanismo tem ordens inválidas e, consequentemente, nenhum outro sacramento além do batismo e do matrimônio, diferentemente dos ortodoxos, que têm todos os sete sacramentos válidos. (As ordenações de clérigos anglicanos que porventura vierem a se tornar sacerdotes católicos serão absolutas. Qual o problema, então?)


3) Uma terceira diferença é que o anglicanismo é, desde a sua origem mesma, totalmente herético e protestante (Generalização indevida. Os expoentes do movimento de Oxford, entre os quais se destaca o Cardeal Newman, não podem ser considerados totalmente heréticos e protestantes, mesmo quando ainda se mantinham no seio do anglicanismo. Foi exatamente sua oposição aos princípios protestantes que os impeliu à Igreja Católica). Do tempo de Thomas Cranmer até hoje, todos os ministros anglicanos adotam as teorias de Lutero e outros reformadores protestantes. O anglicanismo é verdadeiramente uma forma de protestantismo, razão pela qual a intercomunhão com todas as seitas protestantes sempre foi aceita (não foi nem é aceita por todos). Se por um lado é verdade que o movimento de Oxford no meio do século XIX trouxe um retorno para uma forma mais tradicional de espiritualidade, culto e piedade, isso não foi um reacender do interesse pelos aspectos católicos do anglicanismo, pois estes nunca existiram (o que se afirma gratuitamente, gratuitamente se nega). Foi uma descoberta de alguns dos tesouros da Igreja Católica. Todavia, esses anglicanos da alta igreja, como passaram a ser chamados, não seguiram a conversão de 1845 do Cardeal Newman, mas escolheram permanecer anglicanos (houve os que se converteram e os que permaneceram anglicanos). Os anglicanos da alta igreja, então, não tiveram a coragem de se converter à verdadeira Igreja, exatamente como agora.


4) Uma quarta diferença e consequência do fato de que o anglicanismo é uma seita protestante é que ele não tem nenhuma unidade ou autoridade doutrinal. Há tantos ramos diferentes do anglicanismo quantos há anglicanos (Pe. Scott se contradiz; antes afirmava que todos são iguais, agora que cada um é diferente. Precisa escolher sobre qual argumento sustentar sua posição). É dessa larga liberdade de ter opiniões e comportamentos que eles gostam (Hum!?! Acho que chegou longe demais), de modo que cada um pode escolher sua prática religiosa por si mesmo.


5) Uma quinta diferença é que o anglicanismo não tem a tradição espiritual e monástica dos ritos orientais. Foi o fundador do anglicanismo, Henrique VIII, o responsável pela destruição de 1.000 mosteiros na Inglaterra. Se no século passado algum pequeno esforço foi feito para formar algumas poucas comunidades religiosas, é somente por seguir o exemplo de alguma espiritualidade católica, não por ser uma tradição anglicana. (O que tem a ver a Anglicanorum coetibus com monaquismo? Absolutamente nada. Por que o autor trouxe o monaquismo ao texto? Ele sustenta que a abordagem do Papa está equivocada por tratar de modo igual os desiguais, por isso insiste em mostrar as diferenças entre o anglicanismo e os orientais ortodoxos.)


6) Uma sexta diferença é que no anglicanismo não existe nenhuma uniformidade litúrgica. Os livros de orações totalmente protestantes de 1549 e 1661 pretenderam dar tal uniformidade, mas foram suplantados em anos recentes, e os anglicanos da alta igreja em grande parte rejeitaram-nos ou adaptaram-nos, seguindo uma variedade de combinações entre a nova liturgia anglicana e certos usos emprestados, tais como ressuscitar o antigo rito Sarum em uso na Inglaterra antes da Reforma, ou o rito tridentino em inglês, ou a Missa Nova. Não existe nenhuma tradição litúrgica anglicana, se não for o livro de preces de 1661. (De fato, não existe mesmo uniformidade litúrgica. Mas estou certo de que vai haver. A questão é importante e difícil, vai exigir tempo e será o primeiro produto da reforma da reforma.)

Por que, então, estaria o Papa tão determinado a tratá-los do mesmo jeito que os orientais ortodoxos? (E está? Em que se sustenta a tese do autor? Na recepção corporativa? A dimensão corporativa é apenas um meio de facilitar o caminho de volta de comunidades inteiras, preservando algumas características que as identificavam enquanto tais.) Ele dá a explicação muito claramente nesta mesma Constituição Apostólica; a saber: a nova definição da Igreja de Cristo dada pelo Vaticano II. Diz-se que ela “subsiste” na Igreja Católica, em vez de ser idêntica a ela (O alvo do autor, como se vê, nunca foi a Anglicanorum coetibus, mas a necessidade de provar que os “atos” do magistério estão sempre contaminados pelo Concílio. O autor finge desconhecer a existência da interpretação católica do termo subsistit em continuidade com as afirmações dogmáticas anteriores). É por essa razão que as divisões entre os batizados devem ser consideradas divisões dentro da Igreja, e se considera que danificam a nota de unidade que caracteriza a verdadeira Igreja. Daí que Bento XVI afirme na Anglicanorum coetibus que “toda divisão entre os batizados em Jesus Cristo fere aquilo que a Igreja é e aquilo para o que a Igreja existe”. Daí que a unidade entre os batizados seja um absoluto a ser buscado a qualquer custo (não ao custo da doutrina da Igreja, e o autor precisa demonstrar, neste caso concreto dos anglicanos, onde foi ferida a Fé católica), tanto que agora é a “unidade na diversidade” o objetivo a ser procurado. O ensinamento católico tradicional faz da Fé, culto e sacramentos o absoluto, a determinar a unidade da verdadeira Igreja Católica, como pode ser vista pela definição de Igreja no catecismo. A separação de hereges e cismáticos, por mais deplorável e triste que possa ser, em nada fere a Fé, o culto, os sacramentos e a autoridade hierárquica, pois a Igreja de Cristo é idêntica à Igreja Católica Romana. (Não entendo em que a afirmação anterior se opõe à busca da unidade dos cristãos na Igreja Católica, facilitando-lhes, inclusive, o retorno através de meios legítimos e admitindo uma saudável diversidade.)


As consequências dessa necessidade urgente de uma falsa unidade com pouca base real não podem ser aceitáveis ao espírito católicos. Eis algumas delas:

– Não haverá nenhuma conversão propriamente dita, com abjuração da heresia, profissão pública da Fé Católica e absolvição da censura de excomunhão. Simplesmente declara-se que os fiéis leigos “originariamente pertencentes à Comunhão Anglicana, que desejam pertencer ao Ordinariato Pessoal, devem manifestar esta vontade por escrito.” (IX) Não há nenhuma admissão de erro em estar fora da única verdadeira Igreja, nem pedido de ser admitido na única Igreja verdadeira. (Já que o autor faz questão de comparar a situação à dos orientais ortodoxos, uso uma terminologia muito comum entre os últimos para tratar de certas questões pastorais: economia e acribeia. Enquanto a última é sinônimo de rigor, economia seria sinônimo de uma certa liberalidade que, conservando o valor das disposições disciplinares, admite um tratamento pastoral mais condescendente. Cabe ao Papa decidir se é bastante uma afirmação positiva da Fé Católica, dispensando da necessidade de abjuração. É uma questão de tratamento pastoral, e ela compete ao Supremo Pastor, não a um simples padre.)


– Não há nenhuma profissão de Fé em qualquer que seja dos artigos de Fé que foram negados pela igreja anglicana durante 450 anos. Tudo o que se exige é a aceitação implícita desta afirmação: “O Catecismo da Igreja Católica é a expressão autêntica da fé católica professada pelos membros do Ordinariato” (I, §5). Esse catecismo do Vaticano II, de 1993, é bem ambíguo, especialmente nos pontos de doutrina em que os protestantes discordam da Igreja Católica, e a aceitação implícita dessa declaração é uma coisa muito diferente do juramento que condena todas as heresias protestantes encontrado na Profissão de Fé tridentina de Pio IV. (Outro alvo do autor: Catecismo da Igreja Católica que, na condição de “ato” do magistério recente, é tido como outro “fruto contaminado”.)


– Permite-se aos anglicanos que retenham seus livros litúrgicos e preces anglicanos, sua espiritualidade e costumes pastorais anglicanos: “O Ordinariato tem a faculdade de celebrar a Eucaristia e os outros Sacramentos, a Liturgia das Horas e as outras celebrações litúrgicas segundo os livros litúrgicos próprios da tradição anglicana que foram aprovados pela Santa Sé, de forma a manter as tradições espirituais, litúrgicas e pastorais da Comunhão Anglicana dentro da Igreja Católica” (III). A breve cláusula restritiva de aprovação pela Santa Sé não tira nada do caráter profundamente inovador dessa provisão que considera o protestantismo anti-católico e sua liturgia como sendo uma tradição que deve ser mantida dentro da Igreja Católica. O documento prossegue declarando que tudo isso é um “dom precioso” e “um tesouro a partilhar”. Que insulto para os católicos como São Tomás Moro, São João Fisher e Santo Edmundo Campion, que deram suas vidas ao invés de ficarem anglicanos, e a verdadeiros convertidos como o Cardeal Newman, que espontânea mas necessariamente abandonaram as inválidas, heréticas e protestantes cerimônias anglicanas, para se tornarem verdadeiros católicos! (Os citados acima, sem exceção, manteriam aquelas formas litúrgicas que a Santa Sé corrigisse, aprovasse e determinasse. Não bastasse conhecer os “gostos” dos vivos, o autor pretende conhecer os dos mortos.)


– Padres casados continuarão sendo um estilo de vida neste ordinariato, como na igreja anglicana. Ministros casados que entrem no Ordinariato podem ser ordenados, e futuros padres que já sejam casados podem ser ordenados. Isso é um modo muito eficiente de minar o tesouro do celibato clerical, um dos grandes sinais exteriores da santidade da Igreja. Se bispos casados não podem ser aceitos, homens tais podem tornar-se padres com a jurisdição de um Ordinário assim mesmo (Cf. Nota publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé em 20 de outubro), contornando desse modo o “problema” do celibato clerical que esses anglicanos não estão dispostos a abraçar. (Exatamente naquilo em que os anglicanos são semelhantes aos orientais ortodoxos, a semelhança não é sublinhada pelo autor. A disposição em nada mina o celibato do clero e, no caso dos ordinários casados, é apenas uma disposição transitória, também ela de alcance meramente pastoral.)


A tragédia de tudo isso é que esses anglicanos serão considerados católicos e anglicanos (culturalmente anglicanos) ao mesmo tempo, borrando assim enormemente a distinção entre a verdade e o erro, a Fé e a infidelidade, a submissão e a independência. O próprio Cardeal Levada admite isso, quando ele descreve a base tênue e vaga dessa unidade: “Eles declararam que compartilham da Fé Católica comum tal como está expressada no catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério petrino como desejado por Cristo para a Igreja. (O que isso significa? Infalibilidade papal? Verdadeiro poder de governo, ou somente um posto de honra?) (Eis aí respostas que gostaríamos de ouvir de alguns padres da Fraternidade. O presente artigo mina exatamente o “verdadeiro poder de governo” do Papa. Quando os atos do magistério ordinário do Papa estão sempre sujeitos à suspeição, nega-se na prática seu poder de regime.) Para eles, chegou a hora de exprimir essa unidade implícita na forma visível da plena comunhão.” (Ib. in zenit.org).


Se, por um lado, devemos certamente temer que essa aceitação confunda os católicos e somente confirme esses anglicanos mais ainda nos seus falsos princípios e tradições, devemos, não obstante, rezar que eles um dia se convertam de verdade para a plena e íntegra prática da Fé católica, fora da qual não há salvação.


Pe. Peter SCOTT, da FSSPX, Agora pode alguém ser anglicano e católico ao mesmo tempo?, trad. br. por F. Coelho, São Paulo, dez. 2009, AciesOrdinata.wordpress.com

FONTE DO ORIGINAL EM INGLÊS:

“Can one be now Anglican and Catholic at the same time?”,

http://angelqueen.org/forum/viewtopic.php?t=29092

As ditaduras da modernidade!!!


Dom Orlando Brandes

A cultura moderna privilegia o individualismo que não é o mesmo que subjetividade. As tradições, normas e instituições entram em crise. A dignidade da pessoa não se confunde com subjetivismo, muito menos com arbitrariedade. Nossa vocação é a de sermos irmãos para não morrermos como loucos. Vejamos algumas das ditaduras da modernidade.
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1. A ditadura do relativismo. A expressão é de Bento XVI. A filosofia do relativismo, inverte valores, torna bem o que é mal, cultua o ego, os gostos, os desejos, as satisfações e o bem-estar individual. Nega os valores absolutos, a ética, as certezas, os rumos, as seguranças. Há uma “soberba filosófica” que leva cada um julgar-se absolutamente dono de suas decisões, aceitando cada vez menos as orientações éticas. Impõe-se o clima de permissividade e sensualidade na lógica do individualismo. Não podemos sacrificar a verdade objetiva, nem as normas éticas universais, para sermos escravos do relativismo.
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2. A ditadura do esteticismo. Pessoas morrem por obediência ao esteticismo, ao culto do corpo esbelto, magro, bem ao gosto do figurino da moda consumista. Morre-se em cirurgias plásticas, lipoaspiração e jejum das pessoas escravizadas pelas regras e leis do “tipo modelo”. Como sofrem e até são excluídas as pessoas que não correspondem às medidas de um corpo atraente. Todos querem ser magros e malham o corpo sob o comando da escravização da moda. Morre-se por causa da ditadura da magreza. Cuidar do corpo é um dever e a beleza é reflexo de Deus, mas o esteticismo é um engano.

3. A ditadura da cultura homoerótica. As pessoas homossexuais devem ser respeitadas. Os assassinatos de pessoas gays é uma exarcebação do machismo, da discriminação e do abuso do preconceito. Todavia, a Proposta de Lei contra a homofobia, assim como está hoje em discussão, é um revanchismo exagerado.

Que as pessoas com orientação sexual homoerotica têm direito à segurança jurídica e ao contrato civil, é uma coisa. Outra coisa é o despotismo vigente no projeto contra a homofobia.

4. A ditadura filiarcal. O centro da família moderna hoje são os filhos. Crescem endeusados, sem limites e com poucos valores. Tornam-se onipotentes e depois delinqüentes. Os pais passam a ser reféns de suas crianças egocêntricas. Elas determinam o que comer, o que vestir, onde passear, o que comprar. São duplamente vitimas, do consumismo e filiarcalismo. O centro da família é o casal, não as crianças. Elas precisam do referencial paterno e materno. Criança folgada, crescerá descentrada, e dificilmente aceitará a disciplina, os limites e os valores objetivos.

5. A ditadura do consumismo. A ideologia do bem-estar leva à busca da satisfação imediata, do desejo de consumo, da criação de necessidades desnecessárias. A avidez do mercado descontrola o desejo das crianças, jovens e adultos. Legitima-se que os desejos se tornem felicidade. Os pobres são perdedores, explorados, excluídos, supérfluos e descartáveis. A desigualdade social é uma iniqüidade que precisa ser superada. O consumismo nos trouxe a depredação da natureza, a desigualdade cada vez maior entre ricos e pobres, a ruína dos valores, as doenças típicas da modernidade.

6. A ditadura do individualismo. Eu quero, eu sei, eu decido, são expressões do individualismo, da autonomia quando não da arbitrariedade subjetivista. A cultura do individualismo confunde individualidade com subjetivismo. Para satisfazer os desejos dos indivíduos temos a cultura do ter, a civilização do consumo, a ética do agradável, o aumento do narcisismo que resumimos na palavra “hiperindividualismo”. A ditadura do individualismo rompe com a ética, com a família, a religião, as instituições, as responsabilidades.

Acontece então a privatização da fé, a fragmentação da vida, a relativização dos valores. O bem, a verdade, a liberdade e o amor nos convocam à comunhão e à fraternidade superando a elevação do ego e seu endeusamento. Somos criaturas, precisamos dos outros, comunhão é nossa vocação. (Veja mais alguns tipo de ditaduras modernas - palavras de Luis Fernando)



A Ditadura do Liquidificador Faz-se uma misturança de tudo e cria-se uma religião das suas conveniências, procurando aqui e ali meias verdades e colocando tudo no "liquidificador" do seu egoísmo e da sua ignorância, apertando o botão das suas conveniências, e obtendo "aquela" mistura caótica de católico-umbandista-cientificista-espiritualista-esotérico-maçon-espírita-protestante e etc. E depois se mete a discutir religião sem entender coisa alguma.

A Ditadura da Aposta De manhã, aposta na Missa. Ao meio dia, aposta no horóscopo. E à noite, aposta no terreiro, saracoteando na macumba e quejando...

A Ditadura dos Padres Carismáticos Novo movimento social, liderado por feministas piriguetes do Pe. Fábio de Melo, que aceitam tudo que vem dele como dogma de fé e o enxergam acima de Sua Santidade o Papa. Seguido de perto pelos seguidores animados do Padre Marcelo que o veem como um Sacerdote a frente do seu tempo e que abriu as portas pra modernidade ganhar de vez a Igreja. ( Bem, fere a caridade chamar as fãs do Pe. Fábio de Melo de piriguetes, mas fora isto, as colocações estão excelentes).

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3312

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pe. Fábio de Melo e o tratamento das doenças psicossomáticas

É fácil achar por ai na blogsfera, ou em sites, ‘avaliações’ do Pe. Fábio de Melo como Padre, cantor, ou compositor. O que vou apresentar aqui é algo que descobri recentemente: como suas músicas ajudam pessoas com problemas psicossomáticos.

Recentemente, a música tem sido recomendada as pessoas que possuem algum tipo de doença física, ou psíquica, ligadas às emoções, são as chamadas doenças psicossomáticas. Se você tem rinite, sinusite, dores de ouvido, problemas reumáticos, dores lombares, tonturas, fragilidade nos joelhos e dores de garganta, preste mais atenção às suas emoções e sentimentos. Dando uma definição ao termo, temos: a palavra psicossomática, na visão dos profissionais de saúde que compreendem o ser humano de forma integral, não pode ser compreendida como um adjetivo para alguns tipos de sintomas, pois tanto a medicina quanto a psicologia estão percebendo que não existe separação entre mente, corpo, alma e espírito que transitam nos contextos sociais, familiares, profissionais e relacionais. Então, psicossomática é uma palavra substantiva que pode ser empregada para qualquer tipo de sintoma, seja ele físico, emocional, psíquico, espiritual, profissional, relacional, comportamental, social ou familiar.

 

Em seu livro "Quem me roubou de mim?", da editora Canção Nova, Pe. Fábio de Melo afirma que o indivíduo deve ter autonomia sobre si mesmo, isto é, ele deve estar em equilíbrio com as suas emoções. Um estado emocional faz com que as pessoas tenham determinados comportamentos diante de certas situações. Pessoas que controlam as emoções vivem em sintonia com o ambiente e com a vida. Já as pessoas com problemas emocionais apresentam comportamentos considerados inadequados. As reações do corpo, ou seja, as emoções ocorrem de duas formas. A primeira delas age nos músculos, coloca o ser humano em movimento. A segunda desencadeando reações em fatores psicoafetivos de acordo com o manejo das emoções, dos traumas e dos sentimentos.

Falando agora sobre as músicas, muito me chamou à atenção a música ‘Contrários’, que expressa exatamente aquilo que cada ser humano possui: contrariedades. Esta música mostra bem como não sufocarmos as emoções como traumas, rejeição, culpa, abandono, mas sim como as compreender e supera-las. Uma outra música é a música ‘Vida’, que é de autoria do Fábio Júnior. Essa música retrata perfeitamente como agir para alcançar esta ‘vida’, mas vida de fato. Quantas pessoas quando estão à procura da felicidade não se atiram em uma ‘ verdade nova, uma aventura’? Ou simplesmente já não conseguem enxergar a vida como um bem e levam o dia a dia com um peso emocional tão grande que vão ‘morrendo’ pouco a pouco. Como vimos todas essas manifestações sentimentais acarretam numa manifestação física, por isso que os casos de câncer benignos crescem todo ano.

Estudando a autobiografia manuscritas de 180 freiras católicas (Danner, 2001), pode ser possível estabelecer uma associação boa fortemente estabelecida entre o índice emocional positivo e a longevidade. Foram considerados relatos de emoção positiva aqueles com maior quantidade de palavras ligadas a sentimentos agradáveis, tais como "felicidade", "amor", "alegria", "generosidade" e "esperança".

Além de esse grupo ser em média de 6 a 10 anos mais longevo, as freiras positivas haviam chegado com mais saúde à velhice do que as que costumavam usar grande número expressões com significados negativos, do tipo "tristeza", "indecisão", "medo", "pecado" e "vergonha". O grupo considerado com índice emocional positivo exibiu ainda, menor grau de demência senil.

Vemos aí um fator positivo no trabalho do Pe. Fábio., que já é ovacionado por suas letras profundas. Então, fica a dica: ouça as músicas do Pe. Fábio de Melo, viva bem e com muita saúde.