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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Castelos Medievais - O explendor da Arte Medieval


Torre de Belém, Portugal.



















Ela é uma torre?

Sim, mas é quase um palácio em forma de torre cercada de um grande patamar, onde se notam guaritas nos ângulos para os vigias, que disparam armas de fogo contra inimigos que se aproximem.






Castelo de Ussé




Palácio do Loire em posição dominante sobre o rio Indre, foi erguido em 1642 como fortaleza. Ele inspirou Charles Perrault (1628-1703) a escrever o famoso conto A Bela Adormecida.

A primeira edificação remonta ao século XI, quando o senhor normando de Ussé, Gueldin de Saumur, fez construir uma fortificação. No século XV, foi adquirido por Jean V de Bueil, capitão-geral de Carlos VII de França que começou a reconstrução na década de 1460. Após trocar muitas vezes de dono, o palácio passou para os Rohan. Chateaubriand trabalhou aqui nas suas Mémoires d'Outre-Tombe.

Cheverny


Cheverny é o castelo de um nobre e, portanto, é incomparavelmente menor que um castelo real.

Ele tem os mesmos elementos ornamentais, embora mais modestamente.

O castelo se divide em uma parte central, que representa o princípio monárquico e, depois, duas partes colaterais compostas elas mesmas de duas partes.



TEMPO DO ADVENTO

TEMPO DO ADVENTO ( na grafia preta do nome vento, entenda-se branco)

I. História e significado do tempo do advento

@ Origem incerta e escassas notícias sobre ele.

@ Distinção entre elementos relacionados às práticas ascéticas e elementos de caráter propriamente litúrgico:

- advento como tempo de preparação ao natal;
- advento como celebração da vinda gloriosa de Cristo (advento escatológico).

@ É um tempo litúrgico típico do Ocidente.

@ Há notícias do advento desde o séc. IV. Neste século, o advento já caracterizado pela preparação ao natal e como celebração da segunda vinda de Jesus Cristo.

@ Quanto ao significado, alguns optam pelo sentido de preparação ao natal; e outros, pelo sentido escatológico.

@ A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II quis conservar os dois significados.

II. A estrutura litúrgica do advento no Missal de Paulo VI

@ O advento consta de quatro domingos (o ambrosiano, de seis).

@ É um tempo praticamente formado de dois períodos:

- do primeiro domingo do advento até 16 de dezembro, dando-se mais ênfase ao aspecto escatológico (vinda gloriosa de Jesus Cristo);
- do dia 17 de dezembro ao dia 24, toda a liturgia se orienta mais diretamente à preparação do natal.

@ O advento é o tempo que traz consigo três figuras relevantes da Sagrada Escritura: o profeta Isaías, João Batista e a Virgem Maria.

Por que Isaías?

* Porque nele, mais do que nos outros profetas, se encontra um eco da grande esperança que confortou o povo eleito durante os séculos duros e decisivos da sua história.

Por que João Batista?

* Sendo o último dos profetas e resumindo na sua pessoa e na sua palavra toda a história anterior no momento em que desemboca no seu cumprimento, ele encarna bem o espírito do advento.

* Ele é o sinal da intervenção de Deus em favor do seu povo.

* Como precursor do Messias, ele tem a missão de preparar os caminhos do Senhor (cf. Is 40,3), de oferecer a Israel o “conhecimento da salvação” (cf. Lc 1,77-78) e, sobretudo, de apontar Cristo já presente no meio do seu povo (cf. Jô 1,29-34).

Por que a Virgem Maria?

* Maria aparece como cooperadora no mistério da redenção.

* A solenidade da Imaculada Conceição faz parte do mistério da Encarnação do Verbo Eterno para a salvação do mundo.

* Maria Imaculada é o modelo da humanidade redimida, o fruto mais excelso da vinda redentora de Cristo. Nela, Deus nos deu, conforme diz o prefácio da solenidade, “as primícias da Igreja, esposa de Cristo sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza”.

III. Teologia do advento

@ O advento traz consigo a dimensão histórico-sacramental da salvação: o Deus do advento é o Deus da história.

@ O advento evidencia a dimensão escatológica: Deus nos reservou para a salvação (cf. 1Ts 5,9), mas trata-se de uma herança que se revelará apenas no fim dos tempos (cf. 1Pd 1,5).

@ O advento recorda o compromisso missionário da Igreja e de todo cristão para o a chegado do Reino de Deus.

IV. Espiritualidade do advento

@ Espera vigilante e jubilosa;
@ Esperança;
@ Conversão.

V. Pastoral do advento

@ A pastoral do advento deve comprometer-se a transmitir os valores e as atitudes que estejam de acordo com a visão escatológica transcendental da vida.

@ O advento deve formar comunidades cristãs e fiéis individualmente que se proponham como sinais alternativos para uma sociedade em que as áreas do desespero parecem mais vastas do que as da fome e do subdesenvolvimento.

@ Mediante uma autêntica tomada de consciência, aumentar e fortalecer o compromisso com a redenção da história e a preparação para o reino dos céus.

@ Vivenciar na Liturgia essas verdades teológicas e construir comunidades que saibam ser a alma do mundo.

Obs.: O colorido representa as cores da coroa do advento, conforme realidade atual.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Em defesa da Santa Inquisição Parte III - Segunda parte da Entrevista com o Dr Romam Konik

Catolicismo — O Sr. diz que os inquisidores eram pessoas simpáticas, esclarecidas. Mas tanto ouvimos falar deturpadamente sobre as inimagináveis e sádicas torturas...
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Prof. Konik — Se isso fosse verdade, então por que tantos malfeitores esforçavam-se em demonstrar que suas infrações eram de natureza religiosa, para que dependessem de juízes-inquisidores? Certamente não era porque gostassem de ser torturados... Lembremo-nos de que nesse tempo os tribunais civis em geral aplicavam torturas como forma, por exemplo, de um acréscimo de castigo, que precedia a morte. Já nos tribunais inquisitoriais as torturas, quando aplicadas, o eram somente com o objetivo de obter informações muito importantes. Na legislação medieval a aplicação de torturas era geral, mas os tribunais inquisitoriais as adotaram de forma muito abrandada. Proibiam torturar mulheres grávidas, crianças ou pessoas idosas. Para aquela época, isso era considerado inovador, pois nos tribunais civis tais pessoas não eram excluídas da possibilidade de serem torturadas. Era proibido também torturar duas vezes a mesma pessoa. A aplicação de torturas devia ser decidida por aclamação de todos os juízes — como também do defensor do réu — e com a aprovação do bispo local e de um consultor independente. Ressalto que as torturas aplicadas pela Inquisição eram raras. Na França, onde se efetuava a luta contra a seita dos albigenses, durante 200 anos só três vezes decidiu-se aplicá-la. A tortura mais freqüente era privar o condenado de alimentação, ficando ele totalmente isolado. >>>

Os tribunais da Inquisição foram os primeiros a garantir a defesa ex-ofício e o que hoje é praticado: a prisão domiciliar e a liberdade mediante caução. As informações obtidas através de torturas não podiam ser consideradas como prova e deviam ser confirmadas num período posterior de 24 horas.
Os inquisidores eram recrutados sobretudo entre os melhores religiosos, de alta formação e de fama ilibada. A idade mínima era 40 anos, devido à experiência de vida, e tendo em vista precaver-se contra decisões apressadas, próprias da juventude. Os inquisidores não podiam usar arma. Eram pessoas normais do povo, freqüentemente viajantes, intelectuais curiosos de conhecer o mundo. A autoridade do inquisidor era geral na sociedade. Após o assassinato de Pedro de Verona, um dos mais conhecidos inquisidores, a multidão bradou: santo súbito. Este fato está em clara contradição com a idéia que as pessoas hoje fazem sobre os representantes dessa “profissão”.
Também a carta dos bispos do Sínodo de Toledo causa surpresa, pedindo aos inquisidores que sejam moderados nos jogos e não fiquem até tardias horas nas praças.
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Catolicismo — Será que a comparação que o Sr. faz em seu livro, das seitas heréticas com grupos comunistas, não constitui analogia um tanto exagerada?
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Prof. Konik — Mas, de fato, não foi isso (ou seja, medidas de caráter comunista) que fizeram os irmãos dulcianianos (seita medieval, muito esquerdista, liderada por Dulcian, que atuou sobretudo na Itália), os quais lutaram para introduzir a comunidade de bens, e assim privar a todos da propriedade privada? Lembremo-nos de que a atuação dos hereges não era apenas na linha da persuasão, mas freqüentemente obrigavam as pessoas ricas a “distribuírem aos necessitados” seus bens; os quais, como sempre acontece nessas situações, eram imediatamente defraudados. A semelhança também existe na esfera da propaganda: tanto a esquerda moderna como os hereges de outrora empenhavam-se em introduzir a “justiça social”, utilizando chefes carismáticos para enganar a população.

É digno de nota que os movimentos heréticos nunca tentaram arregimentar membros da classe intelectual, procurando sempre apoio nas classes mais baixas, de pouca instrução. A semelhança entre os hereges medievais e a esquerda moderna é notória também pelo fato de que ambos os movimentos dirigem-se às pessoas numa linguagem que elas querem ouvir. Nas homilias dos hereges cátaros, nunca aparece o elemento de responsabilidade pessoal. Não está presente o Juízo Final, o Purgatório não existe, mas somente o Céu, e este é destinado a todos. Como no socialismo: a visão da vida na Terra sem que se assumam responsabilidades foi, é e será sempre algo que atrai.

Revista Catolicismo, setembro de 2006.
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?idmat=6113500D-3048-560B-1C9A57FBCEBD780D&mes=Setembro2006