ÚLTIMAS POSTAGENS

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Vaticano Reafirma "Exclusivadade" da Igreja

Vaticano reafirma «exclusividade» da Igreja
Novo documento da Congregação para a Doutrina da Fé critica relativismos ou indiferentismos religiosos

A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) publicou esta Sexta-feira um “Nota Doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização” onde reafirma a necessidade da pertença à Igreja Católica para a salvação e critica os relativismos ou indiferentismos que colocam no mesmo plano todas as religiões.

“O Reino de Deus não é, como alguns hoje sustentam, uma realidade genérica que domina todas as experiências ou as tradições religiosas”, pode ler-se, “mas é acima de tudo uma pessoa, que tem o rosto e o nome de Jesus de Nazaré”.


O documento, assinado pelos responsáveis máximos da CDF e aprovado por Bento XVI, aponta o dedo a quem defende que “basta ajudar os homens a serem mais homens ou mais fiéis à sua própria religião”, em vez de “favorecer uma conversão a Cristo e à fé católica”.


Este documento segue, em vários pontos, a linha da declaração "Dominus Iesus" do ano 2000, assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Ali se defendia a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja.


A CDF vem, agora, afastar as acusações de quem vê na “pretensão de ter recebido em dom a plenitude da Revelação de Deus” uma atitude “de intolerância e um perigo para a paz.


"Solicitar honestamente a inteligência e a liberdade de uma pessoa no encontro com Cristo e o seu Evangelho não é uma indevida intromissão em relação a ela, mas uma legítima oferta e um serviço que pode tornar mais fecundas as relações entre os homens", aponta.



Contra a “canonização do relativismo”, expressão tirada de um discurso de Bento XVI, a Congregação vaticana apresenta um conceito de liberdade que é “tensão para o bem” e não indiferença.


O Cardeal William Levada, actual presidente da Congregação, e o Arcebispo Angelo Amato, secretário do mesmo organismo, mostram-se críticos em relação aos que “defendem que não se deveria anunciar Cristo a quem não O conhece, nem favorecer a adesão à Igreja”, pois seria possível ser salvos “mesmo sem um conhecimento explícito de Cristo e sem uma incorporação formal à Igreja”.


O Vaticano defende-se de quem vê na evangelização um “atentado à liberdade dos outros” e de quem apresenta a “legítima pluralidade de posições” como se isso significasse que “todas as posições são equivalentes” em termos religiosos. Para a CDF, estamos na presença de formas de “agnosticismo e relativismo” no pensamento contemporâneo que levam à “desconfiança na verdade”.


A CDF apresenta a evangelização, ao longo deste documento, em paralelo com expressões como “diálogo”, “anúncio”, “aprendizagem”, “testemunho” ou “amizade”. Retoma-se, neste âmbito, a proibição de “obrigar” alguém a abraçar a fé com “processos indiscretos” ou qualquer tipo de pressão.


Segundo o Vaticano, é necessário responder à “crescente confusão” em torno da acção missionária da Igreja, baseada na convicção de que “a realização definitiva da vocação da pessoa humana está na revelação de Deus em Cristo, como anunciada pela Igreja”.


O anúncio das próprias convicções a outras pessoas é, aliás, apresentado como parte integrante do direito à liberdade religiosa, algo que “infelizmente em algumas partes do mundo, não é ainda legalmente reconhecido”.


Um último capítulo é dedicado às implicações ecuménicas destas posições, sendo referido que o diálogo com cristãos de outras confissões “não priva do direito nem exime da responsabilidade de anunciar em plenitude a fé católica”, eviatando “qualquer indevida pressão”. Esta é uma questão particularmente sensível nas relações com os ortodoxos russos.


"Se um cristão não católico, por razões de consciência e convicto da verdade católica, pede para entrar na plena comunhão da Igreja Católica, há que respeitar tal passo como obra do Espírito Santo e como expressão da liberdade de consciência e de religião”, afirma o texto.


O documento da CDF faz questão de rejeitar o proselitismo, entendido num sentido negativo de “publicidade para a própria religião com meios e motivos contrários ao espírito do Evangelho e que não salvaguardam a liberdade e a dignidade da pessoa”.


Em conclusão, é pedido aos católicos que não abdiquem do compromisso de anunciar a sua fé por causa dos “relativismos e irenismos de hoje em âmbito religioso”.


Internacional | Octávio Carmo| 14/12/2007 | 11:01 | 4214 Caracteres | 1261 | Bento XVI

Discurso Pontífico a RCC

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS RESPONSÁVEIS DO MOVIMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO
30 de Outubro de 1998


Caríssimos Irmãos e Irmãs!
1. Ao saudar a Conferência Internacional para os Responsáveis do Movimento Carismático Católico, «dou graças ao meu Deus por meio de Jesus Cristo, a respeito de vós, pois a fama da vossa fé espalhou-se pelo mundo inteiro » (Rm 1, 8).


A Renovação Carismática Católica ajudou muitos cristãos a redescobrir a presença e a força do Espírito Santo na na sua vida, na vida da Igreja e no mundo. Esta redescoberta despertou neles uma fé em Cristo repleta de alegria, um grande amor pela Igreja e uma generosa dedicação à sua missão evangelizadora. Neste ano dedicado ao Espírito Santo, uno-me a vós ao louvar Deus pelos frutos preciosos que quis fazer maturar nas vossas comunidades e, através delas, nas Igrejas particulares.

2. Como responsáveis da Renovação Carismática Católica, uma das vossas tarefas consiste em tutelar a identidade católica das comunidades carismáticas difundidas em todo o mundo, estimulando-as sempre a manter um vínculo hierárquico e estreito com os Bispos e o Papa. Pertenceis a um movimento eclesial e a palavra «eclesial» obriga a uma preciosa tarefa de formação cristã, que requer uma profunda convergência entre fé e vida. A fé entusiasta que reaviva as vossas comunidades deve ser acompanhada por uma formação cristã adequada e fiel ao ensinamento eclesial. Com efeito, de uma sólida formação derivar á uma espiritualidade profundamente radicada nas fontes da vida cristã e capaz de responder aos interrogativos cruciais apresentados pela cultura de hoje.

Na minha recente Carta Encíclica
Fides et ratio adverti contra um fideísmo que não reconhece a importância da obra da razão, não só para uma compreensão da fé, mas também para o próprio acto de fé.

3. O tema da vossa Conferência, «Let the fire fall again!», recorda as palavras de Cristo: «Vim para lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que já estivesse aceso!» (Lc 12, 49). Olhando para o Grande Jubileu, estas palavras ecoam com todo o seu vigor. O Verbo de Deus fez-se homem e trouxe-nos o fogo de amor e a verdade que salva. No limiar do Terceiro Milénio da era cristã, é grande o desafio evangélico: «vai hoje trabalhar para a vinha» (Mt 21, 28)!
Acompanho a vossa Conferência com as minhas orações, convicto de que isto dará ricos frutos espirituais à Renovação Carismática Católica em todo o mundo. Maria, Esposa do Espírito e Mãe de Cristo, vigie sobre quanto fazeis em nome do seu Filho! Concedo de coração a minha Bênção apostólica a todos vós, às vossas comunidades e entes queridos.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

NENHUM HOMEM É UMA ILHA




Ana Maria


Mudanças bruscas na humanidade sempre ocorreram, mas a modernidade, fez algo a mais, um possível isolamento.

Muito trabalho, stress, correria, falta tempo para tudo.Praticamente, temos tudo em casa, na net compra-se de tudo o que imaginar, paga-se contas, compra-se comida. Aah, modernidade, também nos tira o sono, leva as síndromes.

Uma cena, chamou-me a atenção: Noite fria , rua mal iluminada, uma moça anda apressadamente, atrás, vem um rapaz, e a chama: Ei, moça! Ela aumenta o passo, já quase corre, ele de um salto, pega-lhe o braço: Você deixou cair seu celular!

Interessante que na nossa existência, sempre tivemos ajuda, não podemos viver só.
Sem pai nem mãe, não estaríamos aqui. Sem professor, não teríamos cultura e, por ai vai a longa caminhada da humanidade.


Quando o mundo perplexo, tentava entender o porque daquele ataque nas torres gêmeas, alguns apressaram-se em acudir. Pega! Corre! Ali! Lá! Ajuda aqui! Vamos, vamos!Muitos que estavam lá, uniram-se num só objetivo, ajudar! Sozinho, ninguém faria nada!

E assim caminha a humanidade, chorando,sorrindo, nascendo, morrendo...mas com uma certeza, ainda que descubra nos momentos mais tristes, um abraço faz a diferença.

Quando Deus fez o homem, deu a cada um, um dom, porém não completo, precisamos uns dos outros, para sermos completos e felizes. Enfim, nem a ilha é só, lá tem pássaros, insetos, plantas...