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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Carta resposta ao jornalista Marcos Rolim e Zero Hora e ELIANE BRUM (Porto Alegre)

Caríssimo senhores(as) jornalistas e jornal Zero Hora 

Estou encaminhando este email em razão da publicação no jornal, de matéria a meu respeito, baseada em textos de outras pessoas, que não exprimem a verdade. 

Sou jornalista, MTB 123. Sei como é fácil retirar uma palavra ou alguma expressão ou um trecho de um contexto escrito, ou de uma entrevista, ou distorcer e criar um fato polêmico com ela. A intenção de criar uma onda odiosa contra mim por parte da imprensa, por causa da defesa da vida, que fizemos nas eleições de 2010. 
Cristo foi crucificado, os apóstolos foram martirizados e os cristãos continuam a ser perseguidos. No ano passado, 50 pessoas ligadas à Igreja Católica – bispo, padres, religiosos - foram assassinadas no mundo, conforme registrado em Cristofobia em nosso blog (AQUI)
A  jornalista do Valor Econômico, que me entrevistou, distorceu o exemplo que dei, para diferenciar estupro de relação sexual consentida,  publicou informações erradas e incluiu falas que eu não disse. Por exemplo, leu errado e informou errado aos leitores quando publicou que afirmamos haver  uma “conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais” . Quem disse isso foi o Cardeal Antonelli,  como está em nosso blog sob o título Bispo católico afirma haver conspiração da Unesco que transformará metade do mundo em homossexuais. (AQUI)
A jornalista afirmou que nós escrevíamos um artigo com este título - "A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos”, que não estávamos escrevendo.  Pesquisando, descobrimos que o líder dos gays, Luiz Mott, em entrevista ao Jô Soares, foi quem disse que a ideologia gay precisa de todos os filhos das famílias brasileiras(Veja-se no vídeo a frase final) "Nós precisamos de vocês heterossexuais, amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais, novos gays, novas lésbicas."

Em relação ao aborto, o que queremos mostrar é a diferença entre o ato sexual forçado ou presumidamente forçado (estupro)  e o ato sexual consentido, no qual a mulher participa por vontade própria.  

Seria interessante a imprensa discutir e prestar relevantes serviços para as mulheres brasileiras esclarecendo o seguinte:  os(as) defensores da liberação do aborto falam em "gravidez indesejada", para justificar sua opção pela matança generalizada de crianças e para transformar as mulheres em assassinas de seus próprios filhos. 

A imprensa poderia esclarecer aos leitores que existem dois tipos de gravidez, para efeitos legais: a gravidez indesejada, decorrente do estupro, porque a vítima é forçada (o ato sexual acontece contra a vontade da vítima, um crime hediondo);  e a gravidez inesperada, que acontece quando a mulher participa da relação sexual por livre e espontânea vontade.   

Na gravidez indesejada, mediante o B.O e abertura do inquérito, para punir o agressor do crime hediondo praticado, a lei permite o abortamento depois da autorização judicial. 

Na gravidez inesperada, ninguém pode autorizar o abortamento, por vários motivos: não há previsão legal;  a relação sexual foi consentida, portanto não há crime; e a criança inocente e indefesa, em gestação, receberia e cumpriria uma pena de morte aplicada unilateralmente pela mãe. 

Mesmo no caso de estupro, a criança pode e merece ter vida.  Isso é o que a Igreja Católica defende. A vida para todos. 

O caso da deputada federal Fátima Pelaes é exemplo disso.  A mãe dela foi estuprada na prisão. Hoje, a bebê que seria abortada, é a deputada federal, que presta relevantes serviços ao Brasil. O depoimento da deputada está em vídeo na Internet (AQUI).   

Em nosso blog, em Bebê fruto de violência sexual contra a mãe menor é disputado na Justiça, temos a disputa judicial entre a mãe biológica e a mãe adotiva por uma criança gerada num crime sexual (AQUI).

Fizemos uma representação ao Ministério Público de Guarulhos, que a aceitou e mandou notificar o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Profissionais de Saúde locais da proibição de realizar abortos sem autorização judicial. (AQUI) 

A imprensa poderia esclarecer que a falta de atendimento médico e de exames, no período pré-natal,  são as causas principais da morte das mulheres no parto. Veja em nosso blog os casos da mulher que ficou com a criança morta em seu útero por oito dias e da mãe que recebeu o feto num vidro, ambos os casos na capital do país, Brasília. (AQUI) 

A imprensa poderia esclarecer que até 30% de todas as gravidezes não chegam ao final, a criança não nasce viva, mesmo com todos os exames e atendimentos do pré-natal, por causas naturais.  São abortos espontâneos, que abortistas transformam em números de abortos clandestinos, para assustar o povo.  Em 2009, as curetagens do SUS somaram 183.000, decorrentes de abortos espontâneos. 

Estou desenvolvendo um trabalho em defesa da vida, em defesa da mulher e em defesa dos valores morais, bastante relativizados nestes dias. O jornal  poderia visitar o meu blog  - www.domluizbergonzini.com.br e verificar que minha postura é totalmente contrária ao que foi publicado. 

Sei que nossa luta é difícil. O poder do inferno não prevalecerá sobre a Igreja. Lutarei um bom combate e guardarei a minha fé. 

Vamos publicar esta resposta em nosso blog. Gostaríamos que a publicassem no seu jornal  ZERO HORA, atendendo ao direito constitucional de resposta.  


As minhas bênçãos. 
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
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Carta resposta à jornalista ELIANE BRUM

Caríssima jornalista Eliane Brum

Estou respondendo ao texto da senhora O teste da caneta e o motorista gay, publicado no site da revista Época, hoje, 04.07.2011.

Sou jornalista, MTB 123. Sei como é fácil retirar uma palavra ou alguma expressão ou um trecho de um contexto escrito, ou de uma entrevista, e criar um fato polêmico com ela. A intenção de criar uma onda odiosa contra mim é notória em parte da imprensa.  Cristo foi crucificado, os apóstolos foram martirizados e, no ano passado, 50 pessoas ligadas à Igreja Católica – bispo, padres, religiosos - foram assassinadas no mundo, conforme anotado com o título Cristofobia em nosso blog. 
A senhora e a sua colega do Valor Econômico leram errado e informam errado seus leitores, dizendo que afirmei que uma “conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais” . Quem disse isso foi o Cardeal Antonelli,  em Zaragoza, como está em nosso blog sob o título Bispo católico afirma haver conspiração da Unesco que transformará metade do mundo em homossexuais.
Não estamos tentando explicar nada, como a senhora diz, mas trazer os fatos para dentro do contexto da entrevista, que era a diferença entre a mulher forçada a praticar o ato sexual (estupro)  e a que participa do ato sexual por vontade própria.  

A senhora poderia discutir e prestar relevantes serviços para as mulheres esclarecendo o seguinte:  os(as) defensores do aborto livre falam em "gravidez indesejada", para justificar sua opção pela matança de crianças e para transformar as mulheres em assassinas de seus próprios filhos. 

A senhora poderia esclarecer suas leitoras que existem dois tipos de gravidez, para efeitos legais: a gravidez indesejada, decorrente do estupro, porque a vítima é forçada e o ato sexual acontece contra a sua vontade;  e a gravidez inesperada, que acontece quando a mulher participa da relação sexual por livre e espontânea vontade.   

Na gravidez indesejada, mediante o B.O e abertura do inquérito, para punir o agressor, a lei permite o abortamento depois da autorização judicial. 

Na gravidez inesperada, ninguém pode autorizar o abortamento, por vários motivos: não há previsão legal;  não há o crime de estupro porque a relação sexual foi praticada de comum acordo;  e a criança inocente e indefesa, em gestação, recebe e cumpre uma pena de morte aplicada unilateralmente pela mãe. 

Mesmo no caso de estupro, a criança pode e merece ter vida.  

O caso da deputada federal Fátima Pelaes é exemplo disso.  A mãe dela foi estuprada na prisão. Hoje, a bebê que seria abortada, é a deputada federal, que presta relevantes serviços ao Brasil. O depoimento da deputada está em vídeo na Internet.   

Aqui em nosso blog, em Bebê fruto de violência sexual contra a mãe menor é disputado na Justiça, temos a disputa judicial entre a mãe biológica e a mãe adotiva pela criança gerada num crime sexual.

A senhora deveria esclarecer suas leitoras que fizemos uma representação junto ao Ministério Público de Guarulhos, que a aceitou e mandou notificar o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Profissionais de Saúde da proibição de realizar abortos sem autorização judicial. 

A senhora poderia esclarecer  para suas leitoras que a falta de atendimento médico e de exames pré-natal são as causas principais da morte das mulheres no parto. Veja em nosso blog os casos da mulher que ficou com a criança morta em seu útero por oito dias e da mãe que recebeu o feto num vidro, ambos os casos na capital do país, Brasília. 

A senhora poderia esclarecer que até 30% de todas as gravidezes não chegam ao final, a criança não nasce viva, mesmo com todos os exames e atendimentos pré-natal.  São abortos espontâneos, que abortistas transformam em números de mortes maternas, para assustar o povo.

O jornalismo não deveria ser usado para causas partidárias, mas para mostrar os dois lados dos fatos, para o leitor tirar suas conclusões. Se a senhora for partidária, deve se identificar para que o leitor saiba quem está defendendo.   Quem é partidário defende uma parte contra as outras.  

A senhora diz que seu amor é diferente do praticado por mim.  
A senhora defende a liberalização do aborto ?  
Condenar à morte crianças inocentes e indefesas é praticar o amor ?  
É o mesmo amor dos homens que matam as mulheres por amor ? 

O amor não significa falta de punição. Dar amor aos filhos significa, também, corrigi-los. 
O pecador tem a penitência. O criminoso precisa cumprir a pena do crime que cometeu.  

No amor que defendo,  a pessoa está disposta a dar a própria vida pela pessoa amada,  como fez Jesus Cristo e pregou aos seus seguidores, entre os quais me coloco.

Colocarei o nome da senhora em minhas orações, para que Deus a ilumine.  

Respeitando o meu direito de resposta, solicito que a senhora publique esta carta, que estou encaminhando para seu endereço eletrônico. 

As minhas bênçãos. 

Dom Luiz Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos 
Atualizado em 05.07 às 12:41
Bispo Diocesano de Guarulhos

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