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terça-feira, 26 de julho de 2011

Terrorista se proclamava darwinista, não cristão

As reportagens dos meios de comunicação caracterizavam McVeigh como um "cristão", embora ele tivesse de forma categórica negado toda e qualquer convicção e crença religiosa - colocando sua fé na ciência.
WASHINGTON, EUA - Uma análise do manifesto de 1.500 páginas de Anders Behring Breivik mostra que a atitude dos meios de comunicação de apressadamente caracterizarem o terrorista norueguês como "cristão" pode ser incorreta do mesmo jeito que foi incorreto chamar Timothy McVeigh, o terrorista do ataque a bomba na Cidade de Oklahoma, de cristão.
Breivik foi preso no final de semana, acusado de dois ataques brutais em Oslo, Noruega, e nas redondezas dessa cidade, inclusive uma explosão na capital que matou 7 pessoas e uma orgia de tiros num retiro político de jovens na ilha de Utoya que matou mais de 80 vítimas.
Juntando os pedaços das várias postagens de Breivik na internet, muitas reportagens dos meios de comunicação caracterizaram o terrorista - que diz que estava transtornado com as políticas multiculturalistas impulsionadas pelo Partido Trabalhista da Noruega - como "extremista de direita e cristão fundamentalista". Entretanto, embora McVeigh tivesse rejeitado Deus completamente, Breivik escreve em seu manifesto que ele não é religioso, tem dúvidas acerca da existência de Deus, não ora, mas afirma a supremacia da "cultura cristã" da Europa bem como sua própria cultura nórdica pagã. Por outro lado, Breivik louva Charles Darwin, cujas teorias da evolução se opõem às afirmações da Bíblia, e afirma: "Quanto à Igreja e à ciência, é essencial que a ciência tenha uma prioridade indiscutível sobre os ensinos da Bíblia. A Europa sempre foi o berço da ciência, e deve sempre prosseguir desse jeito. Com relação ao meu relacionamento pessoal com Deus, imagino que não sou um homem excessivamente religioso. Sou em primeiro lugar um homem de lógica. Contudo, apoio uma Europa cristã monocultural".
O terrorista de forma franca também confessa que não encontra apoio, nem nas igrejas protestantes nem católicas, para suas ideias violentas.
"Tenho a confiança de que a futura liderança de uma hegemonia conservadora cultural na Europa garantirá que a atual liderança eclesiástica seja substituída e os sistemas sejam de certo modo reformados", escreve ele. "Temos de ter uma liderança eclesiástica que apoie uma futura cruzada com a intenção de libertar os Bálcãs, a Anatólia e criar três estados cristãos no Oriente Médio. São necessárias inciativas para facilitar a desconstrução das igrejas protestantes, cujos membros devem se converter de volta ao catolicismo. As igrejas protestantes tiveram um papel importante em outros tempos, mas suas metas originais já foram alcançadas e contribuíram para reformar a Igreja Católica também. A Europa tem de ter uma Igreja unida liderada por um papa justo e não suicida que tenha disposição de lutar pela segurança de seus súditos, principalmente com relação às atrocidades islâmicas".
Embora Breivik tenha dito que se considera "100 por cento cristão", ele também expressa orgulho em suas raízes genealógicas.
"Tenho orgulho de minha herança Viking", escreve ele. "Meu nome, Breivik, é o nome de uma localidade do Norte da Noruega, e dá para datá-lo até mesmo antes da era Viking. Behring é um nome germânico de antes da era cristã, o qual é derivado de Behr, a palavra germânica que significa Urso (ou 'aqueles que são protegidos pelo urso')".
E embora ele tivesse se caraterizado como "cristão" e "protestante", Breivik disse que apoia "uma reforma do protestantismo que o leve a ser absorvido pelo catolicismo".
De forma semelhante, as reportagens dos meios de comunicação caracterizavam McVeigh como um "cristão", embora ele tivesse de forma categórica negado toda e qualquer convicção e crença religiosa - colocando sua fé na ciência.
Breivik acrescenta: "Fui de moderadamente agnóstico para moderadamente religioso".
Numa seção de perguntas e respostas de seu manifesto, Breivik se pergunta: "Quais deveriam ser nossos objetivos civilizacionais? Como você imagina uma Europa perfeita?"
Sua resposta dificilmente se parece com a resposta de um "utópico cristão": "O pensamento 'lógico' e racional (certo grau de darwinismo nacional) tem de ser a base fundamental de nossas sociedades. Apoio a propagação do pensamento racional coletivo, mas não necessariamente num nível pessoal".
O manifesto de Breivik nunca menciona adoração e estudo religioso como parte da rotina dele para se preparar para sua missão de assassinatos em massa. Ao discutir seus preparativos para o ataque, ele escreve: "Tem sido um processo de longo prazo desde que decidi pela primeira vez que eu queria contribuir. Mas não é como se eu tivesse estado isolado há anos. Tenho vivido uma vida quase normal até agora. Ainda tenho um relacionamento íntimo com meus amigos e família, não tão estreito quanto costumava ser. Quanto à minha situação atual, venho trabalhando num livro agora por quase dois anos. É essencial que você se recompense e goze a vida nesse período. Você pode fazer coisas que normalmente você não faria. Você pode basicamente viver uma vida normal se escolher; você tem de ter cuidado extra. Venho praticando certos rituais e meditação para fortalecer minhas crenças e convicções. Para mim, o ritual mais comum é dar uma longa caminhada escutando minha música favorita no meu iPod".
Breivik também aponta para o fato de que sua ligação com os valores culturais cristãos tem como base a conveniência política, não a fé ou um compromisso religioso.
"Minha escolha não tem nada a ver com o fato de que não tenho orgulho de minhas próprias tradições e herança", explica ele. "Minha escolha foi baseada puramente no pragmatismo. Todos os europeus estão neste barco juntos. Portanto, temos de escolher uma plataforma mais moderada que possa apelar para um número maior de europeus - preferivelmente até 50 por cento (realisticamente até 35 por cento)".
Breivik também afirma ser membro da maçonaria, que muitos cristãos consideram como uma organização religiosa esotérica.
Mais especificamente, ele se chama de juiz dos Templários e explica o que isso significa na medida do possível como crença no Cristianismo:
"Considerando que essa é uma guerra cultural, nossa definição de ser cristão não necessariamente significa que você é obrigado a ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus", escreve ele. "Ser cristão significa muitas coisas; que você crê e quer proteger a herança cultural cristã da Europa. A herança cultural europeia, nossas normas (inclusive códigos morais e estruturas sociais), nossas tradições e nossos modernos sistemas políticos são baseados no Cristianismo - protestantismo, catolicismo, cristianismo ortodoxo e o legado do iluminismo europeu (a razão é a principal fonte e legitimidade para a autoridade). Você não é obrigado a ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus a fim de lutar por nossa herança cultural cristã e os costumes europeus. De muitas formas, nossas modernas sociedades e secularismo europeu são consequência da Cristandade europeia e do iluminismo. Portanto, é essencial entender a diferença entre uma 'teocracia fundamentalista cristã' (tudo o que não queremos) e uma sociedade europeia secular baseada em nossa herança cultural cristã (o que queremos). Por isso, não, você não precisa ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus para lutar por nossa herança cultural cristã. Basta que você seja um agnóstico cristão ou ateu cristão (um ateu que quer preservar pelo menos os fundamentos do legado cultural cristão da Europa (feriados cristãos, Natal e Páscoa). Por isso, os PCCTS, os Cavaleiros Templários não são uma organização religiosa, mas em vez disso uma ordem militar 'culturalista' cristã".
De modo bastante repetitivo, Breivik faz tudo o que pode para deixar claro para os leitores de seu manifesto que ele não é motivado pela fé cristã.
"Não vou fingir que sou um homem muito religioso, já que isso seria uma mentira", diz ele. "Sempre fui muito pragmático e influenciado por meu ambiente secular. No passado, lembro-me de que costumava pensar: 'A religião é uma muleta para as pessoas fracas. De que vale crer num poder mais elevado se tenho confiança em mim mesmo!? É de dar pena'. Talvez isso seja verdade em muitos casos. A religião é uma muleta para muitas pessoas fracas, e muitas abraçam a religião por razões egoístas como uma fonte de onde extrair força mental (para alimentar sua fraca condição emocional, por exemplo, durante uma enfermidade, morte, pobreza, etc.). Já que não sou hipócrita, direi diretamente que essa é a minha agenda também. No entanto, não senti ainda a necessidade de pedir força a Deus, ainda".


Tradução:
Julio Severo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HEREGE ! DOM TOMÁS BALDUÍNO DENUNCIA CONSTRUÇÃO DE CATEDRAIS "SUNTUOSAS"

Em carta aberta aos bispos da Igreja Católica, o bispo Dom Tomás Bulduíno critica a construção de catedrais suntuosas. De acordo com o bispo, as comunidades precisam de belos, dignos e venerados para se reunirem e terem seu culto. Entretanto, "o templo é símbolo da comunidade e não o instrumento do poder clerical ou episcopal, construído nos mesmos critérios dos templos que antigamente legitimavam o domínio dos poderosos do mundo."

Leia a íntegra da carta.



Goiânia, GO, 18 de julho de 2008.

Queridos Irmãos no episcopado, do Regional Centro-Oeste,
A paz do Senhor esteja com vocês!

Peço-lhes licença para colocar aqui umas reflexões que venho tendo com outros colegas, inclusive dando a forma de carta. Trata-se da concepção de igreja e, de modo especial, de igreja catedral. Fui motivado sobretudo pelo fato da catedral de Goiânia ter de se mudar para uma obra que ficará próxima do atual Paço municipal, em terreno doado por Lourival Lousa, dono do Flamboyant, porém do outro lado da rodovia 153, em local de acesso difícil e distante do povão. Será então uma catedral tipo monumento moderno, atualizado, tudo bem planejado, de concepção semelhante à de Brasília, a mesma que vai se reproduzir futuramente também em Palmas. Enquanto isso, por exemplo, as chamadas catedrais da Igreja Universal do Reino de Deus, que não deixam de ser também portentosas construções, ficam bem perto do povo e se enchem de gente. O que pensar, então, a respeito de nossas igrejas? Isso também faz parte da nossa responsabilidade pastoral.Digite aqui o resto do post
1. O sacramento do Templo na Bíblia

O Senhor nos deu um ensinamento bem preciso e nos evangelizou sobre o templo. Enquanto as nações vizinhas do Povo de Israel tinham todas seu templo, os profetas do Senhor diziam que Deus não quer templo. Deus quer acampar com seu povo nômade. Construir um templo seria traição desse caminhar de Deus com seu povo. Até mesmo quando o rei Davi quis levantar um templo, o Senhor mandou o profeta Natan lhe dizer: "Desde que Deus tirou o seu povo do Egito, sempre morou em tenda e nunca pediu templo". (2 Sm 7,7).
Segundo Isaías (Is 66,1), Deus é aquele que o universo inteiro não pode conter. Tem o céu por seu trono e a terra como escabelo de seus pés. Como pode morar em uma casa edificada pelo homem? O problema é que, de fato, desde o começo, até hoje, o templo tem servido de legitimação do poder dos reis e dos donos do poder. Não é, pois, de graça que o rei e os poderosos dão todo apoio econômico à sua construção suntuosa e em lugar privilegiado. Por isso, os profetas sempre criticaram o templo e pediram que a fé se libertasse e fosse para além do templo.
Alguns profetas, como Isaias e Jeremias, tiveram que assumir o templo como um fato consumado, mas tiraram partido dele como lugar do ensino da Palavra, não como lugar de sacrifício. E Jesus retomou esta tradição profética. Na hora da sua prisão declarou aos seus algozes: "Todos os dias eu ensinava no templo e não me prendestes". (Mc 14,49). O templo, com efeito, não era tradicionalmente lugar de ensino, mas sim de sacrifício. Fazer daquele lugar um lugar de profecia foi um ato crítico e subversivo.
Depois do exílio da Babilônia, os judeus fiéis se reuniam em sinagogas (casas da comunidade). Começou, então, uma tensão entre o judaísmo da sinagoga (baseado na Palavra) e o judaísmo do templo (baseado nos sacrifícios e no culto). O Cristianismo surgiu no meio do judaísmo das sinagogas e não no do templo. As reuniões dos primeiros cristãos, que marcaram a liturgia até hoje, seguiram o esquema da sinagoga, não do templo. Das sinagogas para as casas. E, de casa em casa, o Evangelho foi irradiando.
Na cena da limpeza do templo o zelo vigoroso demonstrado por Jesus não foi em defesa daquela obra feita pela mão do homem. "Ele se referia ao templo do seu corpo" (Jo 2,21) e também à morada de Deus, isto é "àquele que o ama e cumpre sua palavra" (Jo 14,23) e sobretudo ao faminto, ao sedento, ao migrante, ao nu, ao doente, ao preso, às vítimas da opressão e da exploração. (Cf. Mt 23). Jesus se proclama maior do que o templo (Mt 12,6). Ele veio construir um templo não feito por mão humana (Mc 14,58). Ao celebrar sua oblação perfeita ao Pai Ele optou por fazê-la fora do templo e fora da cidade. O templo novo é o seu corpo ressuscitado (Jo 2,20). No Apocalipse, quando é anunciada a nova Jerusalém, o autor insiste que ela não tem mais templo porque o próprio Deus é o seu templo (Ap 21,22).

2. Templos e catedrais na história da Igreja
Há um paradoxo e uma contradição no fato dos judeus, para os quais o templo se tinha tornado o sacramento da presença divina, não terem querido reconstruir o templo depois de sua destruição no ano 70, enquanto os cristãos, que receberam tantas advertências de Jesus, multiplicaram os lugares de culto.
À medida que a Igreja se incorporou ao Império e se tornou uma Igreja Cristandade, ocupou os antigos templos pagãos e os transformou em templos da nova religião oficial que era a Igreja cristã. Da Idade Média até os nossos dias, as catedrais, construídas nas praças centrais e ao lado do poder político se tornaram símbolos de uma Igreja que o Concílio Vaticano II procurou superar. Segundo a Lúmen Gentium, "Assim como o Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho. Cristo foi enviado pelo Pai para ‘evangelizar os pobres, sanar os contritos de coração' (Lc 4,18), semelhantemente a Igreja cerca de amor todos os afligidos pela fraqueza humana, reconhece mesmo nos pobres e sofredores a imagem do seu Fundador pobre e sofredor" (LG nº 8). Dom Hélder Câmara, por exemplo, fiel a este novo espírito, foi na direção da periferia. Escolheu "a igreja das fronteiras" e fez das comunidades de periferia o lugar da cátedra do pastor. Dom Paulo Evaristo Arns, em 1973, vendeu o palácio episcopal e com o dinheiro construiu inúmeros centros comunitários na periferia de São Paulo, onde as Comunidades Eclesiais de Base passaram a se reunir para círculos bíblicos, celebrações da Palavra e da vida e lutar pelos direitos humanos. Mesmo em plena Cristandade, pastores como João Crisóstomo, Basílio e, no Ocidente, Ambrósio e Agostinho insistem que o verdadeiro templo de Deus e a glória da Igreja são os pobres. E João Crisóstomo fazia os pobres sentarem em sua cátedra na Igreja de Constantinopla.
A celebração dos sacramentos polarizada pelo altar, assim como a devoção e o culto dos santos polarizados pelo santuário, tornaram-se, durante séculos, a marca característica das igrejas católicas, infelizmente esvaziadas da Palavra. Inversamente, as igrejas da Reforma protestante deram um lugar primordial ao púlpito e à Bíblia, lida e assumida, com muito empenho, por todos os membros da comunidade. Foi o Concílio Vaticano II que, através das Constituições Dei Verbum e Sacrosanctum Concilium, restabeleceu o equilíbrio original entre o altar e o púlpito, valorizando a Palavra, que passou a integrar as celebrações dos sacramentos e readquiriu o lugar que ela tinha na vida da primitiva Igreja dos Apóstolos e dos mártires. Na construção das novas igrejas começaram até a aparecer soluções arquitetônicas criativas preocupadas em garantir a boa acústica, que favoreça a audição clara, para todos os participantes, de tudo o que é proclamado na liturgia.
As comunidades precisam sim de lugares para se reunirem e terem seu culto. Elas gostam que estes lugares sejam belos, dignos e venerados. Entretanto, é importante esclarecer que o templo é símbolo e sacramento da comunidade viva e deve ser o lugar da comunidade e não o instrumento do poder clerical ou episcopal, construído nos mesmos critérios dos templos que antigamente legitimavam o domínio dos poderosos do mundo.
"Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mamon)", disse Jesus. (Mt 6,24). O termo "servir" refere-se ao culto e o nome "Dinheiro" é sinônimo de "Mamon", o ídolo. O povo de Deus, povo sacerdotal, ao mesmo tempo que no templo ou fora do templo, isto é, na vida prática, cultua o Senhor, deve ser uma clara denúncia da monstruosa idolatria que domina no mundo. Em l989, para preparar a conferência do Conselho Mundial de Igrejas sobre "Justiça, Paz e Defesa da Criação", Ulrich Ducrow escrevia: "Quando vemos os mecanismos de um sistema econômico que, ano após ano, cria milhões de vítimas da fome e milhões de desempregados, quando vemos as florestas morrerem para permitir o lucro das empresas e vemos as superpotências continuarem a louca corrida armamentista, devemos admitir que estamos diante de um monstro demoníaco. De fato, os capítulos 13 a 18 do Apocalipse, com a sua descrição da Fera que sobe do abismo, são ainda a melhor descrição do atual sistema econômico, político e de seus meios de comunicação". Pois bem, esta terrível idolatria tem seus "Templos". Os bancos centrais superam em visibilidade arquitetônica qualquer catedral de qualquer parte do mundo. Eles são Templos. Têm seus sacerdotes, seu santo dos santos, seus sacrários de segurança máxima, acessíveis a poucos e onde guardam seu deus. Vamos nos contrapor a isso usando os mesmos critérios de grandiosidade e de poder ou seguiremos os caminhos da pequenez e do não-poder apontados por Jesus como força imbatível na construção do Reino de Deus?
Eram estas reflexões, Irmãos, que queria lhes comunicar, com simplicidade, na certeza de que podem surtir algum efeito prático. Do meu lado fico à disposição de vocês para qualquer reação a isto que não deixa de ser uma fraterna provocação.

Saúdo-os com fraterna amizade no Senhor Jesus, nosso Templo vivo.

Dom Tomás Balduino

Bispo emérito de Goiás

dombalduino@cptnacional.org.br

fonte:http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=1¬iciaId=2144

COMENTO: Nosso "querido" bispo, mais uma vez perde a oportunidade de ficar calado, deveria utilizar o pouco tempo que resta de vida para pedir perdão a Deus pelos desfavores que prestou a Igreja e quantas vezes ensinou o erro aos seus filhos, a Igreja não precisa desse tipo de pastor, será que ele esquece que é sempre o melhor para Deus? O "povão" ao qual ele se refere não é digno de uma bela Igreja? ou será que o dinheiro da construção da Igreja deveria ser dividido entre os bandidos do MST, ou "partilhado" com os irmãos da CPT da qual ele tanto defende ? Será que ao menos uma vez na cabeça desse senil episcopo passou o sentimento de estar em desacordo com a Intituição que ele jurou fidelidade e obediência? Mais o que esperar de um senhor que concordou com o pseudoBispo Lugo assumiu os seus filhos bastardos? Que Deus tenha misericórdia de Dom Tomás e que o mesmo se arrependa antes da morte, pq se ele morrer nao haverá ninguem para rezar pela alma dele porque os irmãos da CPT não acreditam no poder da oração, somente no poder da enxada no chão.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Carta resposta ao jornalista Marcos Rolim e Zero Hora e ELIANE BRUM (Porto Alegre)

Caríssimo senhores(as) jornalistas e jornal Zero Hora 

Estou encaminhando este email em razão da publicação no jornal, de matéria a meu respeito, baseada em textos de outras pessoas, que não exprimem a verdade. 

Sou jornalista, MTB 123. Sei como é fácil retirar uma palavra ou alguma expressão ou um trecho de um contexto escrito, ou de uma entrevista, ou distorcer e criar um fato polêmico com ela. A intenção de criar uma onda odiosa contra mim por parte da imprensa, por causa da defesa da vida, que fizemos nas eleições de 2010. 
Cristo foi crucificado, os apóstolos foram martirizados e os cristãos continuam a ser perseguidos. No ano passado, 50 pessoas ligadas à Igreja Católica – bispo, padres, religiosos - foram assassinadas no mundo, conforme registrado em Cristofobia em nosso blog (AQUI)
A  jornalista do Valor Econômico, que me entrevistou, distorceu o exemplo que dei, para diferenciar estupro de relação sexual consentida,  publicou informações erradas e incluiu falas que eu não disse. Por exemplo, leu errado e informou errado aos leitores quando publicou que afirmamos haver  uma “conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais” . Quem disse isso foi o Cardeal Antonelli,  como está em nosso blog sob o título Bispo católico afirma haver conspiração da Unesco que transformará metade do mundo em homossexuais. (AQUI)
A jornalista afirmou que nós escrevíamos um artigo com este título - "A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos”, que não estávamos escrevendo.  Pesquisando, descobrimos que o líder dos gays, Luiz Mott, em entrevista ao Jô Soares, foi quem disse que a ideologia gay precisa de todos os filhos das famílias brasileiras(Veja-se no vídeo a frase final) "Nós precisamos de vocês heterossexuais, amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais, novos gays, novas lésbicas."

Em relação ao aborto, o que queremos mostrar é a diferença entre o ato sexual forçado ou presumidamente forçado (estupro)  e o ato sexual consentido, no qual a mulher participa por vontade própria.  

Seria interessante a imprensa discutir e prestar relevantes serviços para as mulheres brasileiras esclarecendo o seguinte:  os(as) defensores da liberação do aborto falam em "gravidez indesejada", para justificar sua opção pela matança generalizada de crianças e para transformar as mulheres em assassinas de seus próprios filhos. 

A imprensa poderia esclarecer aos leitores que existem dois tipos de gravidez, para efeitos legais: a gravidez indesejada, decorrente do estupro, porque a vítima é forçada (o ato sexual acontece contra a vontade da vítima, um crime hediondo);  e a gravidez inesperada, que acontece quando a mulher participa da relação sexual por livre e espontânea vontade.   

Na gravidez indesejada, mediante o B.O e abertura do inquérito, para punir o agressor do crime hediondo praticado, a lei permite o abortamento depois da autorização judicial. 

Na gravidez inesperada, ninguém pode autorizar o abortamento, por vários motivos: não há previsão legal;  a relação sexual foi consentida, portanto não há crime; e a criança inocente e indefesa, em gestação, receberia e cumpriria uma pena de morte aplicada unilateralmente pela mãe. 

Mesmo no caso de estupro, a criança pode e merece ter vida.  Isso é o que a Igreja Católica defende. A vida para todos. 

O caso da deputada federal Fátima Pelaes é exemplo disso.  A mãe dela foi estuprada na prisão. Hoje, a bebê que seria abortada, é a deputada federal, que presta relevantes serviços ao Brasil. O depoimento da deputada está em vídeo na Internet (AQUI).   

Em nosso blog, em Bebê fruto de violência sexual contra a mãe menor é disputado na Justiça, temos a disputa judicial entre a mãe biológica e a mãe adotiva por uma criança gerada num crime sexual (AQUI).

Fizemos uma representação ao Ministério Público de Guarulhos, que a aceitou e mandou notificar o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Profissionais de Saúde locais da proibição de realizar abortos sem autorização judicial. (AQUI) 

A imprensa poderia esclarecer que a falta de atendimento médico e de exames, no período pré-natal,  são as causas principais da morte das mulheres no parto. Veja em nosso blog os casos da mulher que ficou com a criança morta em seu útero por oito dias e da mãe que recebeu o feto num vidro, ambos os casos na capital do país, Brasília. (AQUI) 

A imprensa poderia esclarecer que até 30% de todas as gravidezes não chegam ao final, a criança não nasce viva, mesmo com todos os exames e atendimentos do pré-natal, por causas naturais.  São abortos espontâneos, que abortistas transformam em números de abortos clandestinos, para assustar o povo.  Em 2009, as curetagens do SUS somaram 183.000, decorrentes de abortos espontâneos. 

Estou desenvolvendo um trabalho em defesa da vida, em defesa da mulher e em defesa dos valores morais, bastante relativizados nestes dias. O jornal  poderia visitar o meu blog  - www.domluizbergonzini.com.br e verificar que minha postura é totalmente contrária ao que foi publicado. 

Sei que nossa luta é difícil. O poder do inferno não prevalecerá sobre a Igreja. Lutarei um bom combate e guardarei a minha fé. 

Vamos publicar esta resposta em nosso blog. Gostaríamos que a publicassem no seu jornal  ZERO HORA, atendendo ao direito constitucional de resposta.  


As minhas bênçãos. 
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
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Carta resposta à jornalista ELIANE BRUM

Caríssima jornalista Eliane Brum

Estou respondendo ao texto da senhora O teste da caneta e o motorista gay, publicado no site da revista Época, hoje, 04.07.2011.

Sou jornalista, MTB 123. Sei como é fácil retirar uma palavra ou alguma expressão ou um trecho de um contexto escrito, ou de uma entrevista, e criar um fato polêmico com ela. A intenção de criar uma onda odiosa contra mim é notória em parte da imprensa.  Cristo foi crucificado, os apóstolos foram martirizados e, no ano passado, 50 pessoas ligadas à Igreja Católica – bispo, padres, religiosos - foram assassinadas no mundo, conforme anotado com o título Cristofobia em nosso blog. 
A senhora e a sua colega do Valor Econômico leram errado e informam errado seus leitores, dizendo que afirmei que uma “conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais” . Quem disse isso foi o Cardeal Antonelli,  em Zaragoza, como está em nosso blog sob o título Bispo católico afirma haver conspiração da Unesco que transformará metade do mundo em homossexuais.
Não estamos tentando explicar nada, como a senhora diz, mas trazer os fatos para dentro do contexto da entrevista, que era a diferença entre a mulher forçada a praticar o ato sexual (estupro)  e a que participa do ato sexual por vontade própria.  

A senhora poderia discutir e prestar relevantes serviços para as mulheres esclarecendo o seguinte:  os(as) defensores do aborto livre falam em "gravidez indesejada", para justificar sua opção pela matança de crianças e para transformar as mulheres em assassinas de seus próprios filhos. 

A senhora poderia esclarecer suas leitoras que existem dois tipos de gravidez, para efeitos legais: a gravidez indesejada, decorrente do estupro, porque a vítima é forçada e o ato sexual acontece contra a sua vontade;  e a gravidez inesperada, que acontece quando a mulher participa da relação sexual por livre e espontânea vontade.   

Na gravidez indesejada, mediante o B.O e abertura do inquérito, para punir o agressor, a lei permite o abortamento depois da autorização judicial. 

Na gravidez inesperada, ninguém pode autorizar o abortamento, por vários motivos: não há previsão legal;  não há o crime de estupro porque a relação sexual foi praticada de comum acordo;  e a criança inocente e indefesa, em gestação, recebe e cumpre uma pena de morte aplicada unilateralmente pela mãe. 

Mesmo no caso de estupro, a criança pode e merece ter vida.  

O caso da deputada federal Fátima Pelaes é exemplo disso.  A mãe dela foi estuprada na prisão. Hoje, a bebê que seria abortada, é a deputada federal, que presta relevantes serviços ao Brasil. O depoimento da deputada está em vídeo na Internet.   

Aqui em nosso blog, em Bebê fruto de violência sexual contra a mãe menor é disputado na Justiça, temos a disputa judicial entre a mãe biológica e a mãe adotiva pela criança gerada num crime sexual.

A senhora deveria esclarecer suas leitoras que fizemos uma representação junto ao Ministério Público de Guarulhos, que a aceitou e mandou notificar o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Profissionais de Saúde da proibição de realizar abortos sem autorização judicial. 

A senhora poderia esclarecer  para suas leitoras que a falta de atendimento médico e de exames pré-natal são as causas principais da morte das mulheres no parto. Veja em nosso blog os casos da mulher que ficou com a criança morta em seu útero por oito dias e da mãe que recebeu o feto num vidro, ambos os casos na capital do país, Brasília. 

A senhora poderia esclarecer que até 30% de todas as gravidezes não chegam ao final, a criança não nasce viva, mesmo com todos os exames e atendimentos pré-natal.  São abortos espontâneos, que abortistas transformam em números de mortes maternas, para assustar o povo.

O jornalismo não deveria ser usado para causas partidárias, mas para mostrar os dois lados dos fatos, para o leitor tirar suas conclusões. Se a senhora for partidária, deve se identificar para que o leitor saiba quem está defendendo.   Quem é partidário defende uma parte contra as outras.  

A senhora diz que seu amor é diferente do praticado por mim.  
A senhora defende a liberalização do aborto ?  
Condenar à morte crianças inocentes e indefesas é praticar o amor ?  
É o mesmo amor dos homens que matam as mulheres por amor ? 

O amor não significa falta de punição. Dar amor aos filhos significa, também, corrigi-los. 
O pecador tem a penitência. O criminoso precisa cumprir a pena do crime que cometeu.  

No amor que defendo,  a pessoa está disposta a dar a própria vida pela pessoa amada,  como fez Jesus Cristo e pregou aos seus seguidores, entre os quais me coloco.

Colocarei o nome da senhora em minhas orações, para que Deus a ilumine.  

Respeitando o meu direito de resposta, solicito que a senhora publique esta carta, que estou encaminhando para seu endereço eletrônico. 

As minhas bênçãos. 

Dom Luiz Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos 
Atualizado em 05.07 às 12:41
Bispo Diocesano de Guarulhos

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lá vem a frota da paz de novo


Turkish_IHH_Peace_activistsExistem e nós vimos as imagens gravadas por Israel. Os soldados são recepcionados no barco com pauladas e facadas humanitárias. Foi bonita de ver a cena em que um soldado é humanitariamente arremessado do convés.
Você se lembra da cineasta e pacifista brasileira/coreana Iara Lee, aquela que dizia ter filmado imagens horripilantes de soldados israelenses dizimando "ativistas humanitários" a bordo do barco da paz que levava "ajuda humanitária" à Faixa de Gaza?

Em maio de 2010, uma "Flotilha da Liberdade" carregada de terroristas, relações públicas de terroristas, amigos de terroristas, inocentes úteis para terroristas, granadas, facas e outros utensílios inócuos partiu em direção à Faixa de Gaza com a desculpa de sempre: estamos levando ajuda humanitária.
A flotilha foi bancada pela organização turca IHH, íntima do Hamas. O Hamas é aquela entidade filantrópica empenhada em matar judeus e destruir Israel.

Considere mais este lance: Israel se ofereceu a receber em seus barcos a tal ajuda humanitária contida na flotilha e transportá-la até a Faixa de Gaza para os seus pretensos destinatários. E aí aconteceu o quê? Os pacifistas rejeitaram a oferta. "Por que terá sido?", indaga o leitor ingênuo.

Israel é um país territorialmente pequeno sob a ameaça constante do terror ao seu redor. Fez o que tinha que fazer: não deixou que empregados do Hamas seguissem viagem sem ter os barcos inspecionados. Armada a tocaia, não restou opção aos soldados israelenses senão abordar os passageiros do barco.

As cenas do massacre alardeado por Iara Lee não apareceram, coisa que surpreende, pois imagens gravadas com equipamento profissional de integrantes das forças armadas de Israel chacinando indefesos discípulos de Gandhi teriam potencial de virar DVD e ser distribuídas ao mundo inteiro, gratuitamente, com o selo ONU de aprovação (nos extras, o doutor Noam Chomsky explicaria por que Israel é um crime contra a humanidade).

Em compensação, existem e nós vimos as imagens gravadas por Israel. Os soldados são recepcionados no barco com pauladas e facadas humanitárias. Foi bonita de ver a cena em que um soldado é humanitariamente arremessado do convés. Fora do alcance da câmera, um outro soldado é espancado e arrastado para um compartimento inferior. Resultado da resistência pacífica: nove estudiosos do budismo mortos, e manchetes e editoriais revoltados com a petulância dos israelenses de atirar em legítima defesa.

Lembro o episódio porque nesta semana ou na próxima outra flotilha partirá em direção à Faixa de Gaza, e seus passageiros novamente alegarão razões muito nobres e etc. e tal. Antecipo as manchetes para o leitor amigo: variações sobre "Israel reprime ativistas humanitários e impede entrega de ajuda humanitária".


Publicado no jornal O Estado.
Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com
Fonte: Mídia Sem Máscaras

terça-feira, 5 de julho de 2011

Quando a CNBB se cala ao menos um Bispo se mostra católico.

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.
Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!
“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus ? “amai-vos uns aos outros”? como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.
A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.
Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.
A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.
Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?
As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011

Card. Odilo P. Scherer Arcebispo de São Paulo

Apostolado Shemá
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