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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Porque católicos não podem seguir a mentalidade marxista de Boff.



Não é novidade para ninguém (ao menos não deveria ser, principalmente para as autoridades eclesiais que vez ou outra visitam este blog) que Leonardo Boff é base teológica para muitos seminários e cursos de teologia católica no Brasil. Isso acaba me levando a algumas questões:

Será que ninguém conhece a posição da Igreja sobre este cidadão?
Ela ( a posição) mudou?
Ele tem gabarito teológico para ensinar ou ser objeto de estudo de ortodoxia católica?

Para que a posição da Igreja mudasse em relação a ele teria que ter acontecido o arrependido frente a seus posicionamentos e analises a cerca da própriaq Igreja. Isto leva uma nova questão:

Quando e onde Ele se arrependeu das HERESIAS que o levou ao Silencio Obsequioso e posteriormente ao seu auto afastamento do sacerdócio?


Respondendo as minhas próprias questões, ao que me parece, ninguém (entende-se boa parte dos que deveriam) se dá ao trabalho de ler os documentos da Igreja, principalmente relacionados a TL e a análise marxista que boa parte de suas correntes, se não todas, faz da Igreja, ninguém sabe ao certo o motivo porque este cidadão foi punido, ninguém conhece suas heresias ou ao menos não sabem o que é heresia e por ultimo, nunca encontrei nenhum texto ou pronunciamento de arrependimento do próprio sobre as suas heréticas análises.

Para demonstrar o posicionamento da Igreja que não mudou em relação a Boff, logicamente, porque não mudou o posicionamento do próprio leonardo frente as analises que fez e faz sobre Ela, veremos abaixo um resumo do documento da Congregação para a Doutrina da Fé intitulado NOTIFICAÇÃO SOBRE O LIVRO «IGREJA: CARISMA E PODER. ENSAIOS DE ECLESIOLOGIA MILITANTE» DE FREI LEONARDO BOFF, O.F.M.

Abaixo veremos algumas das mais importantes exortações da Congregação:

No inicio do documento a CDF (Congregação para a Doutrina da Fé) faz uma analise preliminar que ditará o tom do livro do sitado teólogo.
A analise acerca da ¨praxis¨ revela que esta, no ponto de vista do Teólogo Boff, é relativa ao tempo e ao contexto histórico-cultural e esta praxis deve influenciar diretamente a interpretação das comunidades sobre diferentes aspectos influenciando assim a própria Igreja.
Este posicionamento dá o primeiro passo ao relativismo doutrinário que veremos mais a frente.

A CDF afirma assim:

Examinadas à luz dos critérios de um autêntico método teológico — aqui apenas brevemente assinalados — certas opções do livro de L. Boff manifestam-se insustentáveis.
Veremos que o sitado livro fere drasticamente diversos pontos da fé católica, mas a CDF dá atenção primeira aos pontos que dizem respeito A ESTRUTURA DA IGREJA, A CONCEPÇÃO DO DOGMA, O EXERCÍCIO DO PODER SAGRADO E O PROFETISMO.

Tentarei dar uma linguagem simples para que o entendimento seja fácil, no entanto trata-se de uma exortação a um material teológico, logo poderá existir linguagem técnica que exigirá atenção para a compreensão.


A Estrutura da Igreja.


Leonardo Boff afirma que a organização da Igreja enquanto instituição não foi querida por Cristo e esta não passou de uma mundanização da Igreja. Essa mentalidade, logicamente vai de encontro a estruturação Eclesiástica de Padres, Bispos e incluindo do Próprio Papa.

Isso é claramente uma heresia pois bate de ferente com o Dogma do Primado de Pedro e de que a Igreja Católica é a única igreja fundada por Cristo na pessoa de Pedro (Papa), sem contar que afeta toda a organização da Igreja nos primeiros séculos entorno dos Bispos e sobre a tutela do Papa.
A CDF afirma:


Para justificar esta concepção relativizante da Igreja — que se encontra na base das críticas radicais dirigidas contra a estrutura hierárquica da Igreja católica — L. Boff apela para a Constituição Lumen gentium (n. 8) do Concílio Vaticano II. Da famosa expressão do Concílio « Haec Ecclesia (se. única Christi Ecclesia) ... subsistit in Ecclesia catholica », ele extrai uma tese exatamente contrária à significação autêntica do texto conciliar, quando afirma: de fato, « esta (isto é, a única Igreja de Cristo) pode subsistir também em outras Igrejas cristãs » (p. 125). O Concílio tinha, porém, escolhido a palavra « subsistit » exatamente para esclarecer que há uma única « subsistência » da verdadeira Igreja, enquanto fora de sua estrutura visível existem somente « elementa Ecclesiae », que — por serem elementos da mesma Igreja — tendem e conduzem em direção à Igreja católica (LG 8). O Decreto sobre o ecumenismo exprime a mesma doutrina (UR 3-4), que foi novamente reafirmada pela Declaração Mysterium Ecclesiae, n. 1 (AAS LXV [1973], pp. 396-398).
A subversão do significado do texto conciliar sobre a subsistência da Igreja está na base do relativismo eclesilógico de L. Boff, supra delineado, no qual se desenvolve e se explicita um profundo desentendimento daquilo que a fé católica professa a respeito da Igreja de Deus no mundo
.

Neste Ponto a CDF é bem clara e não deixa margem para erros.

Placar: CDF 1 x 0 Heresias de Boff

A Concepção do Dogma.

Sabemos que Heresia é o ato de negar, livremente, aquilo que a Igreja nos apresenta como verdade de fé reveladas e inquestionáveis. Hora, então o que seria negar exatamente a concepção de dogma? Seria a heresia das heresias, a mãe de todas elas.
É exatamente o que faz Leonardo Boff no livro alvo da exortação por parte da CDF.
O Teólogo em questão afirma que os Dogmas devem ser encarados com validade apenas momentânea e que a sua interpretação pode e deve ser modificadas conforma a contextualização histórico-cultural no qual o Dogma está inserido.
A Praxis seria, neste caso, a detentora da interpretação dos dogmas e tudo a eles relacionado. A consequência disso seria a total relativização da doutrina católica, que não mais estaria sujeita a própria palavra (Jesus Cristo) mas sim sujeita a interpretação da comunidade e do contexto histórico, cultural e social. Uma verdadeira torre de Babel.
A CDF afirma:

No passado, esta Congregação teve ocasião de mostrar que o sentido das fórmulas dogmáticas permanece sempre verdadeiro e coerente, determinado e irreformável, embora possa ser ulteriormente esclarecido e melhor compreendido (cf. Mysterium Ecclesiae, n. 5: AAS LXV [1973], pp. 403-404).
Para continuar na sua função de sal da terra, que nunca perde o seu sabor, o « depositum fidei » deve ser fielmente conservado na sua pureza, sem deslizar no sentido de um processo dialético da história e em direção ao primado da praxis.
 

Placar CDF 2 x 0 Hesresias de Boff.

O EXERCÍCIO DO PODER SAGRADO 

Na próxima analise da CDF fica bem explícito o método utilizado por Boff para explicar a Igreja. Este método nada mais é que a ótica marxista empregando o pressuposto das lutas de classe e meios de produção, onde existe um opressor e um oprimido. Também é claro que o opressor é o clero e o oprimido são os leigos.

Enxergar isso dentro da Igreja e mais ainda no exercício dos sacramentos é um absurdo, mas é exatamente o que faz Boff. Cabe lembrar que o marxismo e as ideologias materialistas similares são condenadas pela igreja por seu caráter materialista totalmente imanente, ou seja, preocupado somente com o material esquecendo-se do transcendente que está, por exemplo, na recompensa da vida eterna em resposta a fidelidade cristã. O pensamento materialista leva, irreversível, a incompatibilidade com a mensagem cristã.
Vejamos:

Uma «grave patologia » de que, segundo L. Boff, a Igreja romana deveria livrar-se, é provocada pelo exercício hegemónico do poder sagrado que, além de torná-la uma sociedade assimétrica, teria também sido deformado em si mesmo.
Dando por certo que o eixo organizador de uma sociedade coincide com o modo específico de produção que lhe é próprio, e aplicando este princípio à Igreja, L. Boff afirma que houve um processo histórico de expropriação dos meios de produção religiosa por parte do clero em prejuízo do povo cristão que, em consequência, teria sido privado de sua capacidade de decidir, de ensinar etc. (cf. pp. 75, 215 ss., 238-239). Além disso, após ter sofrido esta expropriação, o poder sagrado teria também sido gravemente deformado, vindo a cair deste modo nos mesmos defeitos do poder profano em termos de dominação, centralização, triunfalismo (cf. pp. 98, 85, 91 ss.)
. Para remediar estes inconvenientes, propõe-se um novo modelo de Igreja, no qual o poder seria concebido sem privilégios teológicos, como puro serviço articulado de acordo com as necessidades da comunidade (cf. pp. 207, 108).

É fácil notar que a CDF exorta Boff por aplicar o método marxista ao uso dos sacramentos e por afirmar que mesmo os sacramentos teriam sido deformados pelo clero. Vejamos mais:

Não se pode empobrecer a realidade dos sacramentos e da palavra de Deus enquadrando-a no esquema da « produção e consumo », reduzindo deste modo a comunhão da fé a um mero fenômeno sociológico. Os sacramentos não são «material simbólico », a sua administração não é produção, a sua recepção não é consumo. Os sacramento são dom de Deus. Ninguém os « produz ». Todos recebemos por eles a graça de Deus, os sinais do eterno amor. Tudo isto está além de toda produção, além de todo fazer e fabricar humano. A única medida que corresponde à grandeza do dom é a máxima fidelidade à vontade do Senhor, de acordo com a qual todos seremos julgados — sacerdotes e leigos — sendo todos « servos inúteis » (Lc 17, 10). Existe sempre, decerto, o perigo de abusos; põe-se sempre o problema de como garantir o acesso de todos os fiéis à plena participação na vida da Igreja e na sua fonte, isto é, na vida da Senhor. Mas interpretar a realidade dos sacramentos, da hierarquia, da palavra e de toda a vida da Igreja em termos de produção e de consumo, de monopólio, expropriação, conflito com o bloco hegemónico, ruptura e ocasião para um modo assimétrico de produção, equivale a subverter a realidade religiosa. Ao contrário de ajudar na solução dos verdadeiros problemas, este procedimento leva, antes, à destruição do sentido autêntico dos sacramentos e da palavra da fé.

A CDF exorta Boff mais uma vez a não reduzir a Igreja e seus sacramentos a meros acontecimentos humanos, menos ainda a usar o método marxista de analise e aplicá-lo a Ela.
Usando esta análise, Boff tenta destruir, propositalmente ou não, todo o depósito de fé da Igreja. Os heresias históricas como o arianismo, pelagianismo, as heresias valdenses e albigenses e etc eram contrárias a um ou algumas verdades de fé, no entanto eram bem definidas e se detinham a esses assuntos. Já a teologia de Boff, que torna-se comumente a base de raciocínio da Teologia da libertação, vemos uma macro heresia que nega a revelação contida na igreja como um todo. Uma heresia que tenta destruir todas as verdades de fé.

Placar: CDF 3 x 0 Heresias de Boff

O PROFETISMO NA IGREJA

Nesta ultima analise a CDF afirma que Boff nega toda a hierarquia da igreja, dando a ela um caráter meramente burocrático como podemos ver:

O livro « Igreja: Carisma e Poder » denuncia a hierarquia e as instituições da Igreja (cf. pp. 65-66, 88, 239-240). Como explicação e justificação para semelhante atitude reivindica o papel dos carismas e, em particular, do profetismo (cf. pp. 237-240, 246, 247). A hierarquia teria a simples função de « coordenar », de « propiciar a unidade, a harmonia entre os vários serviços », de « manter a circularidade e impedir as divisões e sobreposições », descartando pois desta função « a subordinação imediata de todos aos hierarcas » (cf. p. 248).
Não há dúvida de que todo o povo de Deus participa do múnus profético de Cristo (cf. LG 12); Cristo cumpre o seu múnus profético não só por meio da hierarquia, mas também por meio dos leigos (cf. ib. 35). Mas é igualmente claro que a denúncia profética na Igreja, para ser legítima, deve permanecer sempre a serviço, para a edificação da própria Igreja. Esta não só deve aceitar a hierarquia e as instituições, mas deve também colaborar positivamente para a consolidação da sua comunhão interna; além disso, pertence à hierarquia o critério supremo para julgar não só o exercício bem orientado da denúncia profética, como também a sua autenticidade (cf. LG 12). 

CONCLUSÃO 

Ao tornar público o que acima ficou exposto, a Congregação sente-se na obrigação de declarar, outrossim, que as opções aqui analisadas de Frei Leonardo Boff são de tal natureza que põem em perigo a sã doutrina da fé, que esta mesma Congregação tem o dever de promover e tutelar. 

Com esta conclusão, acho que eu não preciso dizer mais nada.

Placar: CDF 4 x 0 Heresias de Boff


Fato igualmente importante é que este pensamento Booffista vai de encontro a outro Dogma e deixa lastro a interpretaçòes erróneas. E isso é mais uma heresia.
O Dogma afetado agora é o dogma promulgado no IV Concílio de Latrão (Denziger 430)

O Concílio de Latrão Exclamou DOGMATICAMENTE:
E uma só é a Igreja universal dos fiéis, fora da qual ninguém absolutamente se salva”

E ainda o Catecismo da Igreja Católica ensina (Catecismo atualizado pelo Papa Bento XVI em 2005, portanto em total acordo com a Mogistério da Igreja).

171. Que significa a afirmação: «Fora da Igreja não há salvação»?
846-848
Significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é o seu corpo. Portanto não poderiam ser salvos os que, conhecendo a Igreja como fundada por Cristo e necessária à salvação, nela não entrassem e nela não perseverassem. Ao mesmo tempo, graças a Cristo e à sua Igreja, podem conseguir a salvação eterna todos os que, sem culpa própria, ignoram o Evangelho de Cristo e a sua Igreja mas procuram sinceramente Deus e, sob o influxo da graça, se esforçam por cumprir a sua vontade, conhecida através do que a consciência lhes dita.
Os Documentos DECLARAÇÃO "DOMINUS IESUS" SOBRE A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE SALVÍFICA  DE JESUS CRISTO E DA IGREJa, DECLARAÇÃO MYSTERIUM ECCLESIAE  ACERCA DA DOUTRINA CATÓLICA SOBRE A. IGREJA PARA A DEFENDER DE ALGUNS ERROS HODIERNOS, RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA e COMENTÁRIO ÀS RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA mantém o mesmo tóm, e não poderiam ser diferentes, pois estariam contrariando um Dogma que é definitivo.



Abaixo coloco o trecho do documento Dominus Iesus que confirmam o Dogma do concílio de Latrão e o ensinamento do CIC (Catecismo da Igreja Católica):



IV. UNICIDADE E UNIDADE DA IGREJA
16.  O Senhor Jesus, único Salvador, não formou uma simples comunidade de discípulos, mas constituiu a Igreja como mistério salvífico: Ele mesmo está na Igreja e a Igreja n'Ele (cf. Jo 15,1ss.; Gal 3,28; Ef 4,15-16; Actos 9,5); por isso, a plenitude do mistério salvífico de Cristo pertence também à Igreja, unida de modo inseparável ao seu Senhor. Jesus Cristo, com efeito, continua a estar presente e a operar a salvação na Igreja e através da Igreja (cf. Col 1,24-27),47 que é o seu Corpo (cf. 1 Cor 12,12-13.27; Col 1,18).48 E, assim como a cabeça e os membros de um corpo vivo, embora não se identifiquem, são inseparáveis, Cristo e a Igreja não podem confundir-se nem mesmo separar-se, constituindo invés um único « Cristo total ».49 Uma tal inseparabilidade é expressa no Novo Testamento também com a analogia da Igreja Esposa de Cristo (cf. 2 Cor 11,2; Ef 5,25-29; Ap 21,2.9).50
Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: « uma só Igreja católica e apostólica ».51 Por outro lado, as promessas do Senhor de nunca abandonar a sua Igreja (cf. Mt 16,18; 28,20) e de guiá-la com o seu Espírito (cf. Jo 16,13) comportam que, segundo a fé católica, a unicidade e unidade, bem como tudo o que concerne a integridade da Igreja, jamais virão a faltar.52
Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica — radicada na sucessão apostólica53 — entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: « Esta é a única Igreja de Cristo [...] que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (cf. Jo 21,17), encarregando-o a Ele e aos demais Apóstolos de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28,18ss.); levantando-a para sempre como coluna e esteio da verdade (cf. 1 Tim 3,15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste [subsistit in] na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele ».54 Com a expressão « subsistit in », o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que « existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua composição »,55 isto é, nas Igrejas e Comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica.56 Acerca destas, porém, deve afirmar-se que « o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica ».57
17.  Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele.58 As Igrejas que, embora não estando em perfeita comunhão com a Igreja Católica, se mantêm unidas a esta por vínculos estreitíssimos, como são a sucessão apostólica e uma válida Eucaristia, são verdadeiras Igrejas particulares.59 Por isso, também nestas Igrejas está presente e actua a Igreja de Cristo, embora lhes falte a plena comunhão com a Igreja católica, enquanto não aceitam a doutrina católica do Primado que, por vontade de Deus, o Bispo de Roma objectivamente tem e exerce sobre toda a Igreja.60
As Comunidades eclesiais, invés, que não conservaram um válido episcopado e a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico,61 não são Igrejas em sentido próprio. Os que, porém, foram baptizados nestas Comunidades estão pelo Baptismo incorporados em Cristo e, portanto, vivem numa certa comunhão, se bem que imperfeita, com a Igreja.62 O Baptismo, efectivamente, tende por si ao completo desenvolvimento da vida em Cristo, através da íntegra profissão de fé, da Eucaristia e da plena comunhão na Igreja.63
« Os fiéis não podem, por conseguinte, imaginar a Igreja de Cristo como se fosse a soma — diferenciada e, de certo modo, também unitária — das Igrejas e Comunidades eclesiais; nem lhes é permitido pensar que a Igreja de Cristo hoje já não exista em parte alguma, tornando-se, assim, um mero objecto de procura por parte de todas as Igrejas e Comunidades ».64 « Os elementos desta Igreja já realizada existem, reunidos na sua plenitude, na Igreja Católica e, sem essa plenitude, nas demais Comunidades ».65 « Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso no mistério da salvação ou sejam vazias de significado, já que o Espírito Se não recusa a servir-Se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica ».66
A falta de unidade entre os cristãos é certamente uma ferida para a Igreja; não no sentido de estar privada da sua unidade, mas « porque a divisão é um obstáculo à plena realização da sua universalidade na história ».67
O Ensinamento do magistério afirma que os elementos de salvação contidos em outras religiões apontam o caminho e conduzem a verdadeira igreja de cristo que subsiste, somente, na Igreja Católica apostólica Romana.

Por isso, como afirma o CIC, não se pode salvar quem nela, reconhecendo-a como igreja fundada por cristo em Pedro, não perseverar. Portanto é lógico que fora da igreja católica salvam-se apenas os que ignoram esta verdade. Portanto salvam-se por ignorância. O Magistério identifica estes fiéis como ¨fiéis em ignorância invencível¨.

 





Fonte:
Congregação para a doutrina da fé :
NOTIFICAÇÃO SOBRE O LIVRO «IGREJA: CARISMA E PODER. ENSAIOS DE ECLESIOLOGIA MILITANTE» DE FREI LEONARDO BOFF, O.F.M. 

Mysterium Ecclesiae.

IGREJA: CARISMA E PODER.

DECLARAÇÃO "DOMINUS IESUS" SOBRE A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE SALVÍFICA  DE JESUS CRISTO E DA IGREJA.

DECLARAÇÃO MYSTERIUM ECCLESIAE  ACERCA DA DOUTRINA CATÓLICA SOBRE A. IGREJA PARA A DEFENDER DE ALGUNS ERROS HODIERNOS.

Congregação para a doutrina da fé :RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA.
Congregação para a doutrina da fé :COMENTÁRIO ÀS RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA.

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