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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Capitalismo X Socialismo. Análise pela ótica cristã.

Caros amigos,

Não é raro nos depararmos com discussões acaloradas na tentativa de provar qual sistema, o Capitalismo ou o Socialismo, conseguiria transformar nosso mundo na nova shangrilá.

Deixamos de lado conclusões óbvias sobre as imperfeições de quaisquer coisa criada pelo homem e nos esquecemos de analisar a obra pelos frutos, como ensinou  N. S. Jesus Cristo.

Por isso pretendo apresentar uma proposta de reflexão sobre ambos os sistemas. Uma tentativa em observá-los de maneira simples, mas eficaz , através do ponto de vista cristão católico, logicamente, chegando a opiniões próprias e não as da Igreja, pois Ela não habilitou a ninguém, em seu nome, a definir o melhor sistema econômico.

No entanto, humildemente, reflito através do meu limitado conhecimento cristão e econômico para lançar uma observação macro dos problemas deste sistema, para então refletir sobre a eficácia de cada um e suas perspectivas em qualidade de vida.

Primeiramente devemos notar que diversos países, mesmo socialistas na forma de administrar recursos e dirigir o Estado, são capitalistas nas expansões de seus mercados, outros se dizem assumidamente capitalistas e liberais mas se comportam de forma socialista ai intervir fortemente no mercado e em outras áreas da sociedade. Grandes exemplos disso é o atual comportamento de China e dos Estados Unidos.
Isto demonstra a dificuldade que teremos para enxergar o capitalismo e o socialismo tal como eles são, pois, hoje, o comportamento misto dos governos torna o raciocínio sobre o assunto ainda mais complicado. Avisados de tudo isso, podemos ousar enxergar estas perspectivas, não como absoluta, mas como parte de um panorama complexo, que se tornará mais nítido com o decorrer da história humana.

O Capitalismo

Sabemos bem a origem do capitalismo e as diversas fontes que o ocasionaram, tais como a Revolução industrial, a ideologia protestante puritana, entre outras. Mas ainda assim este sistema me parece uma expressão ou “evolução” natural das relações de mercado tais como apresentadas à época. Mais conseqüência que um projeto.
Como disse anteriormente, este sistema não é perfeito e nunca será. Apresenta diversos problemas graves e, na visão cristã, tem seu maior jugo na individualização do ser humano e na inclinação a falta da caridade e ao consumo desmedido.

Bem, mas de onde vem tal problema?

Muita gente tem dificuldade em entender que o capitalismo, liberal como devia ser, não é um ser vivo dotado de força e escolhas próprias, tão somente é reflexo de nós mesmo, principalmente de nossos medos. Em outras situações é o reflexo dos medos de uma parcela poderosa da sociedade e de seus representantes, que causam um maior e imediato impacto na sociedade, no entanto não podemos descartar o tamanho do impacto das parcelas menos abastadas.
Dada esta constatação sabemos que todos nós contribuímos para tal sistema, estejamos em qualquer posição da pirâmide social, diferenciando apenas a amplitude e a força das consequencias.
E quando falamos de pirâmide social entremos no mais polêmico problema, seja ele uma constante ou não, do capitalismo. A opressão.
Geralmente usada por adeptos do socialismo, a forma de linguagem que se refere ao pobre, que segundo os mesmos, é resultante do capitalismo, chama-se oprimido.

O oprimido é o ser humano que é, segundo a mentalidade socialista, usado como força de trabalho para o enriquecimento dos poderosos.

É justamente aqui que eu, particularmente, tenho problemas em compreender esta mentalidade.
No capitalismo, ao menos em tese, o terreno está aberto ao empreendedor. Qualquer um com gana (ou ganância), Inteligência (ou astúcia), perspicácia (ou malandragem) pode acabar se dando bem no mercado, assumindo um lugar mais próximo a ponta da pirâmide,  no entanto, podemos notar que os rodízios de poder ocorriam e ainda ocorrem hoje, em menor escala, logicamente, mas oportunidades surgem. É fácil perceber que empresas, instituições e fortunas vêm e vão.

Bem, alguns poderiam dizer que certos grupos de gananciosos trabalham para garantir que este rodízio não aconteça, e isso realmente é verdade, mas é ai que devemos prestar atenção.
A perpetuação do poder é culpa capitalismo ou de princípios morais e éticos?

O Capitalismo, assim como todo o sistema que o homem tenha inventado ou venha a inventar terá falhas. È daí que dependemos da perfeição de Deus, que preenche as lacunas que nos faltam.
Somente com moral e ética (e quando digo moral faço referência à moral cristã) podemos manter nas rédeas o capitalismo e sua inclinação à ganância e a falta de caridade e a tendência a formação hegemônica de poder. Somente esta mesma moral pode diminuir o número de exploradores que tentam manipular o poder aproveitando-se do mais fraco. Mas é fato que no sistema liberal existe a possibilidade rodízio onde, hoje, uma grande empresa esta no topo e amanhã pode não estar mais. Este é o princípio natural da vida. Tudo passa.
Este sistema é injusto? Talvez. Todos os sistemas foram, são ou serão.
Mas será que ele te permite ter liberdade de escolher o que quer para a sua vida e mudar sua própria sorte?

Com isso tento refletir que o capitalismo tem sim injustiças, tem sim problemas graves, mas nele é possível trabalhar para mudar a própria realidade ou mesmo tentar ser alheio a suas influências. Também é possível a vivência livre dos ideais cristãos que poderão sanar os problemas que nos induz aos males do capitalismo. Qualquer um que quiser pode viver dentro do capitalismo sem viver o capitalismo.
Penso que todos, ou a maioria dos problemas causados pelas falhas do capitalismo são reflexo das falhas que cada um de nós tem em si, chamada iniqüidade. As falhas do capitalismo estão baseadas nas falhas morais humanas, nos nossos medos, angustias frustrações e busca desenfreada de prazer. Dentro de uma perspectiva de sociedade com moral cristã elevada os efeitos nocivos do capitalismo seriam amplamente minimizados.
Nosso maior exemplo é a evolução da sociedade moderna, regida pelo capitalismo há séculos, vê sua moral decair vertiginosamente ao passar dos anos.
Não coincidentemente o capitalismo se torna mais desumano, impiedoso e alienante.
Socialismo

Iremos usar a mesma ótica, que é a moral cristã, para analisar este sistema e veremos o que poderemos constatar.

Pela ótica Cristã, Teremos sérios problemas logo no princípio da análise, pois o sistema socialista dentro de sua originalidade histórica é totalmente materialista ignorando qualquer possibilidade de transcendência. Como tal, leva, logicamente, ao ateísmo.
Este atenta também para outra questão que deveria ser do nosso domínio:
È impossível, pelas mãos do homem, cria uma sociedade igualitária e perfeita. Isto é um fato. Enquanto outros sistemas não almejam tal utopia, este é, ao menos em tese, o objetivo do socialismo.
Nós somos falhos e, logicamente, o que criamos é falho. E ao contrario do capitalismo que entendo como uma “conseqüência natural” do modo de se dar as relações de mercado dá época em que se principiou, o socialismo é todo planejado para o ideal de um mundo perfeito.
Qualquer plano que tenha por ideal um mundo perfeito já esta fadado ao fracasso. Pela lei da causa e efeito, o efeito não pode ser maior que sua causa, portanto, o homem não pode criar um sistema melhor do que ele próprio é. E para que ele seja melhor, como vimos antes, é necessário um princípio moral elevado que só é possível nos princípios morais das religiões, principalmente a moral cristã e ainda assim as falhas existirão.

Nenhuma sociedade se formou, durante toda a história da humanidade, sem princípios religiosos. Daí o socialismo já esbarra em mais um problema: construir uma sociedade perfeita, sem Deus.

Como se pode perceber, o fracasso moral do sistema socialista está inerente a seu pensamento materialista e suas bases e não é somente um reflexo de nós mesmos As bases do socialismo estão escoradas em um embuste gigantesco.
O socialismo atenta contra pontos da lei natural quando tenta, hipocritamente, igualar todo o ser humano, principalmente a nível material e porque não cultural. Como era o plano de morte que formulou Marx para algumas etnias européias.
Analisemos agora a própria natureza. Ela dá tudo a todos de forma uniforme e igualitária?
Logicamente que não.
Na natureza, todos os animais, sejam da mesma espécie ou de espécies diferentes são iguais? Tem a mesma força, vivem em territórios abastecidos da mesma forma, formam clãs com a mesma proporção?
Logicamente que não.

Então entendo que o Ideal Socialista é uma visão utópica materialista (O que já é contraditório). A idéia de uma sociedade perfeita só pode acontecer à medida que seu criador também seja perfeito ou mais perfeito. Então isso só pode acontecer quando, esta sociedade, for criada por Deus (na visão lógica teísta) ou nunca acontecerá (na visão lógica ateísta). Mas, como sabemos, o socialismo se dá pelas ações humana excluindo a ação transcendente de Deus e sua eficaz providência, bem como a humilde compreensão de que sou falho e tudo o que crio será falho. Isso nos conduz a conclusão deque seu modus operandi estará sempre baseado em uma fraude (intencional ou não). E uma fraude nunca conduzirá à verdade.

Dualismo

Como ambos os sistemas são falhos, seus adeptos tentam, baseados na falha de seu contrário, se justificar.
Entramos ai na errônea idéia de que só existem dois sistemas (Capitalista e Socialista).
Existiram e existem outros sistemas possíveis ou já existentes. Exemplificamos o distributismo e o feudalismo, mas nenhum seria suficientemente justo pela natureza da limitação humana, todavia, poderia ser o mais justo possível. Contudo, só seria possível em um cenário de elevado valor moral, ético e intelectual.
Em minha analise, onde colocamos em campos opostos os dois sistemas mais difundidos de hoje, levo-os a pensar que com o capitalismo a vivência da moral é possível e esta poderia melhorá-lo significativamente.
Em contrapartida, o socialismo é contrário aos princípios cristão e da lei natural, portanto, enxertado com a efetiva moral cristã tal sistema deixaria de ser o que é.

Conclusão.

Existindo outros sistemas ou não, o que vai defini-lo é o papel que cada um de nós desempenha nele. Logo poderemos imaginar que em uma sociedade de nível moral elevado poderemos ver minimizadas as mazelas sociais e as desigualdades, no entanto elas nunca deixarão de existir, assim como é impossível uma sociedade uniformemente cristã e moralmente correta como um todo.
Devemos tentar uma sociedade onde os problemas sejam minimizados, uma sociedade que funcione, pela lógica de que uma sociedade perfeita é impossível, pois o homem é imperfeito.
O conservadorismo e o tradicionalismo percebem esta constante. Percebem também que o ser humano precisa de uma evolução gradual e que uma revolução que rompe com todos os valores éticos e morais que o trouxe até onde ele está hoje pode ser prejudicial, deixando-o à deriva.

Isto é um debate que inicio.

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