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sábado, 31 de julho de 2010

Porque me tornei sócio da Canção Nova.

Não se trata de uma apologética, mas de uma posição pessoal que quero compartilhar. Não me estou ‘carismatizando’. Talvez, esta seja a época de minha vida onde eu esteja mais seguro de minhas convicções. Hoje, posso sem dúvidas ser considerado um “tradicionalista”. Para falar a verdade, eu já estou traumatizado pela imaginação e pela loucura de alguns, mas isso é assunto para outra ocasião. E, por favor, não vá me julgando sem antes me conhecer, pois, segundo a dialética fabiomeliana, você perde a oportunidade de amar minhas idéias.

Dia 23/07/2010, estou chegando à Canção Nova para participar do Acampamento PHN, comandado pelo missionário Dunga. Ao chegar à pousada fui com meus amigos para o “Lual”, que se estenderia até as 3 da madrugada. De volta ao quarto, a conversa rolou até as 4:30. 7 horas da manhã, estamos todos nos levantando para tomarmos banho, café e irmos para a manhã na Canção Nova. Neste momento, lembrei dos meus 6 acampamentos anteriores e percebi o quão é bom a união, a partilha de experiências e as amizades que um evento como este nos proporciona. Durante a manhã, vi uma situação um tanto estranha, Dunga, o fundador do PHN, pregava firmemente contra o aborto e dizia que a conversão se dá no dia-a-dia, na vivência dos SACRAMENTOS. Na questão do aborto, só de lembrar que Dilma esteve naquele mesmo palco não faz muito tempo, e até abençoou o povo (benção de abortista? Cruzes), me fez pensar que a CN estava sendo um tanto incoerente, já na questão dos sacramentos, vi que ela estava me surpreendendo mesmo. Mas, foi à tarde, durante a Missa presidida por um tal de Pe. Paulo Ricardo Azevedo Júnior, que eu “entrei no espírito PHN”. Pe. Paulo Ricardo presidiu uma Missa que teve a presença do então fundador Mons. Jonas Abibb, que andava desaparecido. Curiosamente, essa Missa não teve um abuso litúrgico sequer, nem mesmo palmas. Curiosamente também, essa Missa não teve ‘Glória’. Nada de palmas, nada de oração em línguas, nada de dança... até então, a CN só fazia a sua obrigação. Mas, Pe. Paulo Ricardo foi mais além, e em pouco mais de uma hora abordou temas como Nazismo, Marxismo, Comunismo, aborto, pedofilia, protestantismo, e tudo aquilo que pode ser classificado na classe “ortodoxia”. E a cada defesa que ele fazia da nossa sã doutrina, citava Bento XVI e era aplaudido pela multidão de jovens. Mas, Pe. Paulo Ricardo não pode levar a “CN nas costas”.

Domingo de manhã, vejo um jovem sacerdote falando sobre o desafio de ser cristão. Para a minha surpresa e alegria, parece que Olavo de Carvalho está realmente fazendo escola na CN, pois, além de seu fiel e mais famoso discípulo, Pe. Paulo Ricardo, Pe. Fabrício parece ter absorvido tanto os conceitos quanto o linguajar do mestre. Pois, como ele próprio disse, “só quem leva um chute no saco, sabe como dói”. E nessa manhã, houve uma “pregação” para ir no “saco” de muita gente, principalmente os discípulos de Freud, Foucault, Marx, etc. Mas, ainda não era o suficiente. Embora até aqui a CN só tenha demonstrado ortodoxia, não é i suficiente para superar seu passado. Nesse instante, vale uma reflexão: Deus nos ensinou a acreditar na conversão das pessoas. Não podemos nos esquecer que Bento XVI já foi o Cardeal Ratzinger, e que o Cardeal Ratzinger já foi o Pe. Ratzinger. Distinção um tanto difícil para alguns tradicionalistas entenderem. Para alguns, uma vez modernista, sempre modernista. Certamente que podem ser inclusas na classe de penitências, coisas como “aulas sobre Transubstancição” com Pe. Joãozinho, de Ecumenismo com o Pe. Fábio de Melo, ou sobre o Dom das línguas com o Mons. Jonas Abibb. Aliás, falando nisso, por onde anda o Pe. Fábio? Ao ver que ele anda desaparecido, percebi que até ele deixou de falar heresias (!!!). Ou seja, a CN está realmente mudando.

Chegando ao fim do PHN, a Missa do encerramento pode fechar com chave de ouro esse acampamento. Dessa vez, com “Glória”, as palmas apareceram. Mas, eu quero que alguém me prove que bater palmas é abuso litúrgico, sem incluir também certas celebrações que já ocorreram em Roma, com cardeais e o Papa presentes como abusivas. Isso só mostra que a raiz de todo esse problema está lá atrás, e vai trazer à vida muita gente morta e eu não tenho medo de pensar assim. Eu não concordo em tudo com a CN (aliás, não dá pra concordar MESMO) Não concordo em tudo nem com meus pais. Você costuma concordar em tudo com sua esposa? Seu esposo? Sua mãe? Mas, porque não ajudá-los? Onde haverá um meio tão forte – e agora, ortodoxo – para a evangelização das pessoas? Ficou provado que a juventude católica precisa ser tratada com seriedade, não como crianças, precisamos de maturidade e firmeza, não de superficialidades e sentimentalismos. E isso quem mostrou foi a própria CN, sem ninguém chegar e dizer, ela foi lá e fez. E foi vendo a alegria dos jovens daquele acampamento estampada no rosto de cada um, que eu resolvi dar esse voto de confiança. Parabéns, Canção Nova.

6 comentários:

  1. Parabens pelo texto xará, tens toda razão...

    E sobre as palmas, deve-se compreender todo o sentido e não julgar farisaicamente...

    Enfim, rezemos, viva a CN!

    Pax!

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  2. Júnior
    Estou sentindo um desejo pela ortodoxia em muita gente. Conserteza é fruto do pontificado do Papa Bento XVI que é ferrenio defensor de uma liturgia digna, ensinamentos verdadeiramente alinhados com o magistério e a tradição. Mas entendo também que assim como os modernistas suam a camisa pra expandir suas "teses" devemos nós tambem suar a camisa para expandir a sã doutrina, aqui apartir do iniciarei junto com um amigo meu uma escola catequética para formação de catequistas e temos a intenção de podar com esta escola sertos pensamentos que fogem do magistério e da tradição, como o relativismo, TL e etc.

    abraços
    Ciro

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  3. "A CN está realmente mudando." Pe. Paulo Ricardo tem grande responsabilidade nisso, creio. Devemos entender que a Canção Nova é como é muito mais por ignorância que por desejo, tanto é que vem mudando de uns tempos pra cá. Além disso, como disse, é um meio estabelecido e muito forte. Ainda tem muitas imperfeições, mas em tão poucos anos (cinco, dez talvez) melhorou muito em matéria de fé. As palmas não são realmente um problema em si, mas quando mal utilizadas. Há que se ter cuidado. Muito mais deverá ser feito ainda, mas o rumo é este!

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  4. Conheço algumas pessoas da rcc que amam a cn. Sinceramente, não conheço a cn, por isso não seria correto opinar a respeito. O que tenho a dizer é que meus amigos me convidaram para conhecer o referido local, mas estou indecisa pois não ouço boas coisas da cn.
    Depois desse relato, creio que aceitarei o convite, para formar minha propria opinião. Espero realmente gostar, pois não aguento mais tanta decepção com a igreja catolica!

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  5. Obrigado pelos comentários, caríssimos.

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  6. Caríssimo Junior, Laudetur Dominus!

    Primeiramente peço desculpas pelo sumisso: já faz um tempão que eu não acesso o Shemá e não tenho nenhuma justificativa para isso. Foi apenas descuido.

    Sinto falta de textos seus como este aqui. Depois deste, seus artigos têm sido apenas clipping, principalmente do Pondé(nada contra!). Sinto falta, principalmente porque tenho um opinião semelhante à sua sobre a CN, no que diz respeito a estimular sua correção ou abandoná-la à mercê de seus erros. Também tenho esperanças na "salvação" daquela comunidade que é tão grande.

    Mas penso que seja um grande exagero dizer que a CN agora é ortodoxa. Sei que o Pe. Paulo Ricardo o é. Me pareceu pelo seu relato que o pe. Fabrício também. Mas falar sobre sacramentos, como o Dunga falou, não quer dizer que a doutrina sobre eles aceita por quem fala seja a correta. Encorajar a freqüência aos sacramentos é positivo, mas não é suficiente em um lugar onde tanta coisa errada já foi vista.

    A questão de provar que as palmas sejam abusos litúrgicos é tão complicada quanto se alguém pretendesse provar que é proibido traduzir "Pro Multis" por "por todos". E é complicado por que estas questões escapam do escopo do Missal, é uma questão para ser esclarecida fora dele, pois trata de conceitos que são fundamento do que se descreve como uma atitude reverente. Não é uma simples questão de "mostrar onde está escrito que não pode".

    Novamente eu peço desculpas por passar tanto tempo afastado e - quando eu volto - ter somente críticas a fazer. Mas como eu também acredito que os fiéis da CN podem ser ajudados por mentes mais tradicionais, acredito que para isso é necessário certa dose de precisão nas idéias que fundamentam essa tentativa de ajudar. Acreditar que a CN está mais próxima da ortodoxia do que de fato está acaba fazendo a pessoa que quer ajudá-la relaxar um pouco nesta tarefa.

    Pax et Salutis

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