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terça-feira, 6 de abril de 2010

A Igreja e a Bíblia

Jesus confiou à Igreja por Ele fundada a sua mensagem. Esta foi pregada de viva voz em primeiro lugar, e só aos poucos foi sendo ocasionalmente consignada por escrito. Disto se segue que a Palavra de Deus escrita (Bíblia) é inseparável da Palavra oral, que a berçou e continua a ressoar viva dentro da Igreja.
A Bíblia nasceu dentro da Igreja, não para substituir a Tradição oral herdada dos Apóstolos, mas para cristalizar pontos importantes dessa Tradição. Isto significa que a interpretação da Bíblia deverá sempre levar em conta o ensinamento vivo da Igreja, sem o que, as páginas bíblicas podem ser distorcidas para fundamentar as proposições mais contraditórias. O exemplo mais expressivo de como não se pode separar a Bíblia da Tradição oral é o Canon ou Catálogo da Bíblia: como podemos saber que há livros inspirados por Deus e quais são esses livros? - A própria Bíblia não define o seu catálogo; somente a Tradição viva da Igreja o determina.

É certo que a Igreja não está acima da Escritura nem é uma fonte própria de Revelação, toca-lhe apenas a função de entregá-la aos fiéis e interpretá-la, com a assistência do Espírito Santo. Resumindo tais concepções, dizia muito oportunamente Santo Agostinho: "Eu não acreditaria nos evangelhos se não me movesse a isso a autoridade da Igreja Católica" (Contra ep. Manichael 5, 6)

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