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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Idéias claras dos erros tradicionalistas: a sagrada liturgia e o governo da Igreja.

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Lendo os comentários da carta-resposta que a caríssima Teresa me enviou, vi alguns argumentos postados pelo Sr. Bruno Luís Santana. Levando em conta que tais críticas são repetidas aos quatro ventos nos ares tradicionalistas, me pareceu relevante escrever mais um texto sobre o tema. Eis aqui ele.
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Nº 1
“A verdade é que pontos que não vejo como contornar, num possível ecumenismo com os neo-conservadores. A Missa Nova, por exemplo... Não importa quem a reza, se bispo, cardeal ou papa, mas sou contra o que ela representa. A FSSPX na pena do padre Álvaro Caldeirón, mais uma vez demonstrou que ela é nociva em si mesma, independente da presença ou ausência dos abusos litúrgicos. Basta recordar da carta dos cardeais Ottavianni e Bacci, que a estudaram e deram seu parecer de acordo com o que leram no novo missal...” (Bruno Luís Santana, comentário 1, blog “ Tradição Católica”; destaques meus)
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Passando adiante, o Sr. Bruno Luís Santana diz: E nunca é demais recordar que não considero a Missa Nova INVÁLIDA em si mesma. Mas como dizia o mesmo padre Caldeirón “Do mesmo modo que não se podem freqüentar as discotecas sem uma erosão da honestidade, assim também, não se pode
freqüentar um rito modernista sem o desgaste da fé”.
(Bruno Luís Santana, comentário 14, blog “Tradição Católica”; destaques meus)
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Como a “ FSSPX” ( não creio que essa seja realmente a posição da FSSPX, mas pode ser a do Pe. Calderón) pode considerar a “ Missa Nova” válida, se a mesma a considera” nociva em si mesma”?
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A Carta Encíclica Mystici Corporis de S.S. Pio XII, ensina:
38. Mas Nosso Divino Salvador governa e dirige também por si mesmo e diretamente a sociedade que fundou; pois que Ele reina nas inteligências e corações dos homens e dobra e compele a seu beneplácito as vontades ainda mais rebeldes. "O coração do rei está na mão do Senhor; inclinálo-á para onde quiser" (Pr 21,1). Com este governo interno ele, qual "pastor e bispo das nossas almas" (cf. 1Pd 2,25) não só tem cuidado de cada um em particular, mas também de toda a Igreja; tanto quando ilumina e fortalece os sagrados pastores para que fiel e frutuosamente se desempenhem de seus ofícios, como quando - em circunstâncias particularmente graves - faz surgir no seio da Igreja homens e mulheres de santidade assinalada, que sejam de exemplo aos outros fiéis, para incremento do seu corpo místico. Acresce ainda que Cristo do céu vela sempre com particular amor pela sua esposa intemerata, que labuta neste terrestre exílio; e quando a vê em perigo, ou por si mesmo, ou pelos seus anjos (cf. At 8,26; 9,119; 10,1-7; 12,3-10), ou por aquela que invocamos como auxílio dos cristãos, e pelos outros celestes protetores, salva-a das ondas procelosas e, serenado e abonançado o mar, consola-a com aquela paz "que supera toda a inteligência" (Fl 4,7).
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39. Não se julgue, porém, que o seu governo se limita a uma ação invisível[1], ou extraordinária. Ao contrário, o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra. Vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que Cristo nosso Senhor, depois de ter, durante a sua carreira mortal, governado pessoalmente e de modo visível o seu "pequeno rebanho" (Lc 12,32), quando estava para deixar este mundo e voltar ao Pai, confiou ao príncipe dos apóstolos o governo visível de toda a sociedade que fundara. E realmente, sapientíssimo como era, não podia deixar sem cabeça visível o corpo social da Igreja que instituíra. Nem se objete que com o primado de jurisdição instituído na Igreja ficava o corpo místico com duas cabeças. Porque Pedro, em força do primado, não é senão vigário de Cristo, e por isso a cabeça principal deste corpo é uma só: Cristo; o qual, sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra; e assim a Igreja, depois da gloriosa ascensão de Cristo ao céu não está educada só sobre ele, senão também sobre Pedro, como fundamento visível. Que Cristo e o seu vigário formam uma só cabeça ensinou-o solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na carta apostólica "Unam Sanctam"[2] e seus sucessores não cessaram nunca de o repetir.”
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O próprio Deus está no meio de sua Igreja e a governa quer essencialmente, quer visivelmente. Como pode alguém crer que Deus deixaria que seu povo tivesse a fé atacada, e prejudicada por um rito de sua Igreja? Só os tradicionalistas.
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Dizer que a Igreja pode promulgar uma lei universal ( e aqui estou falando de leis) que seja “nociva em si mesma”, é uma heresia sem tamanho. A Igreja é regida por Deus, seja através da ação do Papa, seja através da ação invisível direta do próprio Deus. TODOS os teólogos estão em consenso sobre isto. Todos concordam que a Igreja não pode promulgar uma lei que seja nociva em si mesma:
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“…é DE FÉ que a Igreja só pode mostrar um caminho de vida conforme ao Evangelho; donde concluímos, aplicando: impossível que uma lei disciplinar universal [por exemplo: o rito romano da liturgia (F.C.)], uma regra religiosa definitivamente aprovada, contrariem o Evangelho. Impossível também que um santo canonizado não tenha vivido cristãmente.”
(Mons. Dr. Maurílio Teixeira-Leite PENIDO, Iniciação teológica – vol. I: O mistério da Igreja, 2.ed., Petrópolis: Vozes, 1956, p. 291, grifos meus).
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Alguns, acreditam que a Igreja possa promulgar apenas aparentemente, isto é, que um Papa pode promulgar uma lei má em si mesma, o que tornaria o ato totalmente inválido: ou o Papa se fechou para a “Graça de Estado” (pecado venial), ou ele nem é mais Papa (heresia - pecado mortal), e tal ato seria inválido. Agora, de fato, a Igreja não pode promulgar uma LEI que seja má em si mesma. Portanto, fica evidente que, se a “Missa nova” é intrisecamente má, ou tal Missa é inválida, e a conclusão é que a Sé está vacante, ou que o Rito Paulino não é nada disso, e a tese tradicionalista está completamente refutada. Dentre os argumentos apresentados, acredito que todos tendem à segunda conclusão.
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Pe. Penido, enfatiza muito bem que De pouco valeria, houvesse Cristo confiado a sua Igreja dogma profundo e sublime moral, se ela malograsse na aplicação COTIDIANA desse dogma e dessa moral; se não conseguisse praticamente afastar seus filhos do mal e encaminhá-los ao bem.” (Ibid., p. 309).
Passando adiante:
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Nº2 tecla que sempre bato gira precisamente no que está escrito no O Reno se lança no Tibre, que leva DIRETAMENTE, a uma conseqüência lógica chamada "Carta dos Cardeais Ottaviani e Bacci contra a promulgação da Missa Nova", que soma-se com frases isoladas, como a de Schillebeeks, que dizia que a confecção dos textos conciliares dava-se da seguinte forma: "Nós o exprimimos de um modo diplomático, mas, depois do Concílio tiraremos as conclusões implícitas".”
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Acredito que todos sabem que o Rito Paulo VI se "afasta no conjunto e nos detalhes da Teologia Católica sobre a Missa" (Cardeal Ottaviani) E não há consciência que negue isso, senão, insanas.
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Agora, atribuir ao Rito Paulo VI o caráter “pecaminoso, herético e não católico”, é um absurdo! Tal informação encontra-se aqui NITIDAMENTE:
“No final de dita leitura poderá se perceber que a nova liturgia é de fato PREJUDUCIAL À FÉ em primeiro lugar, e por isso mesmo chega em muitíssimos casos a ser PECAMINOSA, ILÍCITA, NÃO CATÓLICA E HERÉTICA. São os mal chamados “abusos litúrgicos”1. Caro leitor se o senhor é daqueles que abominam da nova liturgia, eis então o fundamento teológico do que o seu “sensus fidei” lhe diz claramente. Por outro lado se o caro leitor não gosta da nova liturgia, mas teme a desobediência, eis então o necessário esclarecimento da inteligência para que a vontade possa segui-la.”
Como classificar tal colocação?
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Trago aqui as palavras de Pio VI:
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A prescrição do Sínodo... na qual, depois de advertir previamente como em qualquer artigo se deve distinguir o que diz respeito à fé e à essência da religião do que é próprio da disciplina, acrescenta que nesta mesma disciplina deve-se distinguir o que é necessário ou útil para manter os fiéis no espírito do que é inútil ou mais oneroso do que suporta a liberdade dos filhos da Nova Aliança, e mais ainda, do que é perigoso ou nocivo, porque induz à superstição ou ao materialismo, enquanto pela generalidade das palavras compreende e submete ao exame prescrito até a disciplina constituída e aprovada pela Igreja – como se a Igreja que é governada pelo Espírito de Deus pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também perigosa, nociva e que induza à superstição e ao materialismo é falsa, temerária, escandalosa, perniciosa, "ofensiva aos ouvidos pios”, injuriosa à Igreja e ao Espírito de Deus pelo qual ela é governada, e pelo menos errônea (Pio VI, Auctorem fidem, Denz. 2678).
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E que condenação! Acredito que não há mais nada para comentar.
Os problemas existentes no Rito Paulo VI não são essenciais, mas acidentais, e concordo que o Rito Gregoriano seja superior. Explico aqui os motivos:
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a) Porque exprime de melhor maneira os dogmas católicos e toda a tradição litúrgica;
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b) Porque segue um desenvolvimento orgânico da liturgia, que demonstra a ação do Espírito Santo na Igreja ao longo dos séculos.
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Mas, é impossível que a liturgia aprovada pela Igreja seja seja prejudicial às almas.
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Para finalizar, trago aqui as palavras do Mons. Pozzo: “Mons. Pozzo quis esclarecer que, segundo a carta que acompanha o motu proprio Summorum Pontificum, o rito romano existe em duas formas e que nenhum padre “pode se recusar, em princípio, a celebrar de acordo com uma ou outra forma”. Concretamente, isso implica, para ele, que, se um padre, celebrando normalmente segundo a forma extraordinária, se encontrasse numa situação de necessidade pastoral na qual a autoridade competente exigisse uma celebração segundo a forma ordinária, ele deveria aceitar fazê-lo.”
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O que corrobora com tudo aquilo que eu citei. Só peço a Deus que afaste de vez essa crise perante o Rito Paulo VI.

16 comentários:

  1. Prezado Junior, salve Maria!

    Será que posso pedir para não publicar-me? É que me dirijo apenas a você, pois penso poder esclarecer alguns mal-entendidos de sua parte...

    Em primeiro lugar, você não entendeu bem qual é a posição da FSSPX com respeito à missa de Paulo VI. Evidentemente, se eles defendessem o que você diz que defendem, nada católicos seriam. Todavia, não é o caso. O que eles defendem é que essa missa não foi promulgada seguindo os corretos trâmites legais; portanto, ela não é legítima. Assim, você está certo: a Igreja não pode promulgar uma lei universal que seja prejudicial às almas.

    Espero que você tenha percebido o seu erro neste ponto.


    Depois, você lida mal com as palavras alheias. Releiamos o que escreveu o Pe. Rivera:

    "No final de dita leitura poderá se perceber que a nova liturgia é de fato PREJUDUCIAL À FÉ em primeiro lugar, e por isso mesmo chega em muitíssimos casos a ser PECAMINOSA, ILÍCITA, NÃO CATÓLICA E HERÉTICA. São os mal chamados “abusos litúrgicos".

    Se você tiver lido com alguma atenção, percebeu que ele diz que as missas novas PODEM chegar a ser PECAMINOSAS, ILÍCITAS etc.; e ainda frisa que isso acontece quando ocorrem os mal chamados abusos litúrgicos. Logo, ele não fala da coisa em si, que é tão-só PREJUDICIAL À FÉ (heretizante, nas palavras do tal Bruno Santana), mas da transformação (que, concedo, hoje é a regra) ainda mais aberrante que os Padres fazem ao não seguir as rubricas estipuladas.

    Um parêntese: (Bom, mas essas precisões, eu as faço por uma questão de justiça, porque o efeito prático é o mesmo: seja uma missa PREJUDICIAL À FÉ seja uma missa HERÉTICA, ambas não podem ser objeto de uma lei universal da Santa Igreja Romana.)

    Claro que eu não concordo nadinha com isso. A missa nova, como está dito no Breve exame crítico, é inválida em si mesma. Alguém explica a coisa assim: se se toma o novo missal formalmente, celebra-se uma missa inválida; se se o toma apenas materialmente, de modo acidental, pode-se celebrar uma Missa válida. Simples assim.

    No mais, por causa do "POR TODOS", em vernáculo a missa de Paulo VI é sempre duvidosa. E isso está escrito no livro do Mons. Gamber, que foi prefaciado pelo então Cardeal Ratzinger. Procure no Fratres in Unum e você encontrará uma citação do livro feita pelo Pe. Aulagnier.

    Agora, o seu maior erro, parece-me, é pensar muito a priori. Ora, que a missa nova é, quando menos, prejudicial para a Fé, basta uma atenta comparação entre os dois missais.

    Por fim, e o que você não consegue entender é o seguinte: quem rejeita a missa de Paulo VI, não a aceita como uma Missa católica, como a Missa Romana etc. Uns a recusam baseados na defecção no ato promulgador dela; outros porque rejeitam o próprio Papa. Mas TODOS são concordes em dizer que NÃO pode ser a Missa da Igreja! Ah, sim, preciso ressaltar que não considero aqui a posição montfortiana, que não considero nada séria.

    Será que pude ajudá-lo?

    Que a Virgem Santíssima nos socorra, pois a hora é grave!

    Forte abraço,
    In Cordibus Iesu et Mariae,
    Eduardo.

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  2. Prezado Eduardo, salve Maria!

    Publiquei seu recado sem nenhum problema, todo debate é saudável.

    Vamos lá:

    1) De acordo com a Igreja, não há nenhuma irregularidade com o Rito Paulino. Não há raão para a FSSPX defender isso. Principalmente agora que já estamos anos após o lançamento do Motu proprio de Bento XVI, essa questão já devia estar mais do que encerrada, por isso não fiz menção nenhuma.

    Depois, você lida mal com as palavras alheias. Releiamos o que escreveu o Pe. Rivera:

    2º) Olha, caríssimo, para entender o que disse, vou precisar saber se os chamados abusos litúrgicos também fariam da Missa celebrada no Rito Gregoriano "Não-católica, pecaminosa, herética"? Pois, pelo que eu entendi (e aqui posso assumir sua correção sem maiores problemas), que os chamados abusos litúrgicos que o Pe. Rivera disse, são os atos prescritos no Ritos, que são totalmente aversos àquelas rúbricas do rito gregoriano, por exemplo, a consagração em voz alta. O Rito Paulino não pode ser considerado prejudicial às almas, em nenhuma circunstância, pode ser considerado inferior, e aqui entram todos os motivos que citei, mas prejudicial (heretizante?), "favorecer dor da heresia" não. Basta ver as censuras de Pio VI no Concílio de Pistóia, a citação do Pe. Penido e o que está nas citações das encíclicas.

    3º) Sobre sua argumentação: "se se toma o novo missal formalmente, celebra-se uma missa inválida; se se o toma apenas materialmente, de modo acidental, pode-se celebrar uma Missa válida. Simples assim." E se o novo Missal for válido e legítimo?

    4º) Conheço a obra do Mons. Klaus Gamber, e eu tenho esta e mais outra. Também concordo com ele e com o Cardeal Ratzinger. Não estou negando que o Rito Paulino não tenha problemas.

    5º) Já comparei os dois Missais, e não concordo com tal exegese, caríssimo. Para não poder ser uma Missa Católica, é preciso que haja uma defecção na sua essência. Por exemplo, o documento da Anáfora de "Adai e Mari", que é inválido por sua essência. Reiterando, não há porquê dizer que o Rito tem problemas de promulgação, e sobre ser prejudicial à fé dos fiéis, tendo em vista que ele é, sim, legítimo, quem irá contra os argumentos apresentados?

    Gostaria de agradecer profundamente pelo comentário, que me fez expressar melhor o que defendo, e esclarecer alguns pontos que ficaram obscurecidos.

    Por fim, me uno a você pendido que Maria Santíssima nos "socorra, pois a hora é grave".

    Paz e Bem!

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  3. Se a Missa nova faz perder a fé, o Papa já a teria perdido, pois celebra todos os dias... O mesmo Papa que alguns insistem em dizer que é contra o Vaticano II...

    Vai entender.

    Lúcido teu artigo, caro Junior.

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  4. Antes fosse somente a Missa, caro Rafael. Mas o erro, a ambiguidade se colocam a disposição como jamais houve! Porquê fizeram essa experiência que fez despencar as vocações? Vais também me dizer que não foi culpa do Concílio Vaticano II e da Reforma Litúrgica oriunda deste mesmo Concílio ? Tooooodos os neoconservadores teimam em defender essa missa, mais nenhum deles citam as palavras do Papa Paulo VI sobre a fumaça que adentrou na Igreja. Não comentam nada sobre João Paulo II ter dito sobre que a Igreja se encontrava sobre uma APOSTASIA SILENCIOSA, meu caros irmãos! Diga-me também sobre o porquê do motivo dos bispos e chefes maçons irem prestar os agradecimentos a Paulo VI e a João XXIII no enterro de ambos por eles terem permitido que a fé católica não fosse impecílio para suas artimanhas dentro do Vaticano II.

    É cômico e trágico ao mesmo tempo, tomar posições frias e obtusas quanto a este Concílio, onde a validade dele não sobreveio de nenhuma novidade dogmática, mas acrescentou-se foram novidades modernistas e venenosas qual serpente entupir uma presa com seu veneno. Assim fizeram no seio da Igreja.

    O Papa não perdeu a fé. Celebra todos os dias a missa nova mais ainda permanece na fé por ser muito diferente dos outros Papas que vieram depois deste Concílio. Por alguns pequenos detalhes que alguma trave não permite que alguns vejam: E ste está buscando o que ainda é possível resgatar da Tradição. Pediu os confessionários nas Igrejas...POUCOS PADRES OUVIRAM. Para murmurações de muitos, retirou a "excomunhão" dos quatro bispos sem pedir sequer que o tribunal eclesiástico de I, II e III instância da FSSPX seja retirado pelo motivo dos mesmos se fazerem cismáticos por sua causa. Ou talvez a adesão ao Concílio Vaticano II, que segundo os modernistas, é a "primavera" da Igreja; Melhor! Segundo Pe. Jonas Abib: " Antes dele, a Igreja não tinha esperimentado o Espírito Santo!" talvez com essa adesão, não se tornariam "tão longe" da Igreja.

    O Problema todo é que o mundo o ODEIA! Se acontece algo com a Igreja no passado...a culpa é de Bento XVI! Pedofilia no Clero...a culpa é de Bento XVI!

    Isso é um absurdo!!!

    Resumindo: O Papa não perdeu a fé. Sua posição rígida e autoritária é que o mantém firme, ainda com a missa ambígua. Diferente de um leigo, que não é Papa, só tenderá a desgastar a sua fé se assim agir sem alguma necessidade, o que não é o caso do Santo Padre, Bento XVI.

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  5. É difícil entender como Bento XVI pode ser tão ortodoxo e ao mesmo tempo presidir a missa pelo rito novo.
    Acredito que muitos que defendem e muitos que condena o Rito novo exageram.

    Quanto ao CVII, já li e ouvi muitas teorias sobre. Entendo que existem realmente ambiguidades no texto, mas o que é ambiguidade?
    ambiguidade (güi)
    s. f.
    1. Qualidade de ambíguo.
    2. Incerteza, dúvida.
    Aquilo que pode ser interpretado com mais de um sentido.

    Portanto, se há ambiguidade nos documentos do CVII, seja por má formulação do documento ou com intenção real de usar as brechas do texto, A tradição da igreja seria suficiente para dar sentido correto as dúvidas gerada por essa ambiguidade.

    Então fica a pergunta. o Texto, em determinados pontos, é só ambíguo ou é estritamente contrário a tradição?

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  6. Prezado Rafael Vitola,

    Que felicidade em ler teu comentário sobre o meu texto. Fico muito grato ao ver isso de você, que tanto já me ensinou sobre a liturgia e a Santa doutrina. Creio e confio no rito da Igreja, lícito, válido, e Santificante.

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  7. Alguns esclarecimentos:

    O Summorum Pontificum deixa CLARO que existem DOIS Ritos Romanos, o Rito Tradicional com as rúbricas de 1962 e o Rito Paulo VI, o rito moderno. A Fraternidade aceitou o Motu proprio que era o primeiro passo para a reconciliação, o segundo era o levantamento das excomunhões, o terceiro o debate sobre o Concílio. Liturgistas de renome, como grande Klaus Gamber, já argumentavam sobre a existência da bi-ritualidade naquela época, o que foi sempre confirmado pela Igreja, tanto pela comissão de liturgistas nomeados por João Paulo II nos anos 80. SE a Fraternidade tinha algo a dizer sobre isso, já é passado e não tem ligação nenhuma com a situação atual.


    "No final de dita leitura poderá se perceber que a nova liturgia é de fato PREJUDUCIAL À FÉ em primeiro lugar, e por isso mesmo chega em muitíssimos casos a ser PECAMINOSA, ILÍCITA, NÃO CATÓLICA E HERÉTICA. São os mal chamados “abusos litúrgicos"
    .
    De acordo com a frase do Pe. Rivera, a Missa é de fato PREJUDICIAL À FÉ com ou sem abusos, o que é confirmado pelas palavras do Bruno. Portanto, fica claro aqui o erro, que é condenado com as mais diversas censuras pelo Papa Pio VI. Se é pecaminosa, herética, não-católica quando há abusos, isso vale para o outro rito também, portanto, os argumentos do Pe. Rivera não são válidos e não possuem base na teologia da Igreja. E as palavras do Mons. Pozzo são claríssimas: nenhum sacerdote pode, a princípio, recusar a celebrar o Rito Paulo VI. Essa é a verdade e a posição da Igreja.

    Nada mais a declarar.

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  8. Prezado Junior, salve Maria!

    Como eu tenho preferido me manter em silêncio, havia pedido para não me publicar (meu único intuito era tentar ajudá-lo), mas, uma vez que não atendeu meu pedido, vamos em frente.

    A questão do Summorum Pontificum, de fato, é um pouco delicada. Que não é válido e é inaceitável, não há a menor dúvida. Mas... por quê? Talvez a explicação seja mais ou menos análoga à que o Pe. Calderón tenta dar para a promulgação da nova missa paulina (posição que não é majoritária da FSSPX, que historicamente adota o que o Felipe Coelho chama de criticismo) ou talvez Bento XVI não seja Papa. Uma terceira hipótese não me ocorre.

    Já com respeito ao que o Revmo. Pe. Rivera se refere ao mencionar os "maus chamados abusos litúrgicos", você ainda compreende mal. A questão não é de rubricas aversas ao Missal católico, mas das inovações criativas que cada Conferência Episcopal, cada Bispo e mesmo cada Padre promove, que, aparentemente, violam o missal de Paulo VI. Ele usa o mal chamados porque acredita que o próprio missal e a Intitutios Generalis promovem tal espírito. Leia com atenção a parte sobre inculturação.

    Agora a questão de que seria preciso faltar as palavras consecratórias para uma Missa ser em si mesma inválida. Caso eu não esteja enganado, até o tal Michael Daves, que hoje é referência para alguns, já escreveu que a missa feito pelo Arcebispo Cramer, quando do cisma anglicano, invalidou a missa sem retirar as palavras consecratórias. Deste modo, insisto: se se toma a missa materialmente -- ou como diz o Pe. Ceriani: "tendo uma contra-inteção à do novo missal" --, pode ser que se celebre uma missa válida.

    Contudo, em vernáculo, como você já sabe então, a nova missa sempre, no mínimo, duvidosa e não pode ser assistida licitamente por alguém que isso compreende.

    Creio que é isso.

    Forte abraço,
    In Cordibus Iesu et Mariae,
    Eduardo.

    Em tempo: Ao Sr. Vitola: O que se entende por ter Fé? As disposições íntimas, eu não as julgo. Agora, se o caso for uma doutrina íntegra e ortodoxa, que alma que se pretenda fiel aos Bispos Lefebvre e Mayer (e muito mais a Cristo!) e que defenda tal coisa? Hoje, nas fileiras da Tradição, somente os peudotradicionalistas podem fazê-lo, isto é, a turma da quinta coluna. No mais, Bento XVI não pode ter perdido tal ortodoxia doutrinária, pois sua obra denuncia que nunca a teve.

    P.S.: Eu redigia este comentário quando vi o seu último, prezado Junior. Então mais rápidos esclarecimentos: Summorum Pontificum não fala em dois rito, mas em duas formas de um mesmo rito, o que é bastante mais monstruoso! Depois, a FSSPX tem sido dúbia com relação ao Motu Proprio de 2007. Se você for olhar no Acies Ordinata, encontrará o seguinte (e esse texto foi usado pelo Bispo de Cedamusa para mais uma de suas investidas): "Esse texto não é para nós. Recusamos reconhecer o valor do missal de Paulo VI assim como recusamos as restrições feitas a uma missa tornada inteiramente livre por São Pio V em sua bula Quo Primum Tempore. Não podemos admitir, tampouco, esta declaração da carta: «há o temor de que seja diminuída assim a Autoridade do Concílio Vaticano II e que seja posta em dúvida uma das suas decisões essenciais: a reforma litúrgica. Tal receio não tem fundamento». Consequentemente, parece-nos que este documento é uma armadilha de Roma para persuadir os tradicionalistas a entrar na comunhão conciliar. Se aceitarmos este texto, aceitamos o espírito e as condições dele… que são inaceitáveis."

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  9. "A tradição da igreja seria suficiente para dar sentido correto as dúvidas gerada por essa ambiguidade.

    Então fica a pergunta. o Texto, em determinados pontos, é só ambíguo ou é estritamente contrário a tradição?"

    Leonardo, a Tradição da Igreja seria suficiente se ela voltasse ao que antes era. Com a reforma litúrgica, tudo isso desanda. Já dizia Lutero: "Quer dar fim a Igreja Católica? Destrua a Missa!"
    Claro que em alguns lugares, acham que com a missa nova, o padre paramentado, mulheres com véu na cabeça, isto somente basta... não! Não basta!
    Basta a Missa de Sempre voltar. Basta que ela nos traga a verdadeira ação de graças, o sacrifício perfeito para ser entregue a Deus. A Igreja precisa começar por este campo. Trazendo definitivamente a Missa Tridentina, aquela que trouxe milhares de santos à Igreja Católica. Quanto a essa, não houve um sequer.

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  10. Prezado Junior, salve Maria!

    Apenas mais uma coisinha: não caia nessa de que a Missa rezada pelo clero sedevacantista é inválida. Ora, se até a validade dos sacramentos ortodoxos é reconhecida, quanto mais a de um destes nossos irmãos católicos (de quem discordo no que toca à questão da Santa Sé, como já disse)!

    Alguém poderia pôr em jogo a licitude de tais Missas, mas NUNCA sua validade.

    Já a nova missa de Paulo VI, nunca pode deixar de ser, quando menos, duvidosa; e alguém que compreende tal coisa -- portanto, não todos, evidentemente -- não pode em hipótese alguma lá estar para cultuar a Deus.

    Assim, escrevo isso não para polêmicas, mas para tentar aliviar certos escrúpulos, certos pesos que não são impostos pela Santa Igreja Romana.

    Forte abraço,
    In Cordibus Iesu et Mariae,
    Eduardo.

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  11. Prezado Eduardo, salve Maria!

    Caríssimo, estamos entrando num assunto muito delicado, e que eu não esperava encontrar por aqui, principalmente considerar o Summorum Pontificum inválido, e encontrar certa discordância sobre o tema dentro da própria FSSPX. Sou de São Paulo, e conversei com o prior do Priorado daqui, se eu não em engano, Pe. Gabriel, que me disse que o Summorum Pontificum era válido. Infelizmente, não poderei adentrar nessa sua discussão, até porquê o sedevacantismo é um tema que conheço pouco, e não tenho capacidade intelectual para analisar isto. Por enquanto, considero o Papa Bento XVI como Papa, o Summorum Pontificum como válido, e que a FSSPX tem seus problemas internos. Acredito que nos dois primeiros, a FSSPX tambémm concorde comigo.

    Quanto à interpreção do Pe. Rivera, Bento XVI disse que “em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou freqüentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável” (Carta aos bispos que companha o motu proprio SVMMORVM PONTIFICVM, de 7 de julho de 2007). Certamente, há inculturações legítimas, e muitas delas com aprovação da Igreja, e creio que não são nenhuma destas que ambos estão se referindo. Se o Pe. Rivera diz que o próprio rito incita inculturações/introduções danosas à liturgia, eu discordo. Senão as palavras d Pio VI não poderiam ser aplicadas.

    Quanto à questão das palavras consacratórias, acontece que aqui ocorre um pequeno equívoco: não são palavras essenciais.

    defeito essencial: palavras erradas, matéria errada, ministro errado, intensão errada = sacramento inválido.

    defeito acidental: outros problemas com a cerimônia, texto da cerimônia não enfatizando todos os pontos da teologia católica = sacramento válido, mas defectivo.

    Nesse ponto, é defectivo, mas não inválido, por isso discordo do que o Pe. Ceriani diz.

    Por fim, por que o defectivo acidental que faz o Rito ser inferior, tira dele o seu caráter lícito?

    Caríssimo, despeço-me em maior gratidão ainda.

    Salve Maria!

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  12. Prezado Eduardo,

    Sobre o seu último comentário, pode ficar tranquilo, isso eu sei: Missas válidas, os Sedevacantistas não são cismáticos, nem hereges, são Católicos. Embora eu creia que não estejam em perfeita comunhão, mas destas coisas que me advertiu, estou a salvo.


    Paz e Bem!

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  13. Prezado Junior, salve Maria!

    Você insiste em usar Pio VI, hein!

    Mas que bom, pois o Magistério dele é mesmo incontestável!

    Todavia, se me permite, quero relembrá-lo do seguinte ponto: nós que rejeitamos a missa paulina não a consideramos como a Missa da Santa Igreja Romana; por isso, cremos não cair em tais condenações.

    Agora, caberia a você demonstrar que ela é, sim, a Missa da Igreja. E não o faça, por favor, demonstrando numericamente. Penso que você deve demonstrar inequivocamente que ela foi promulgada como se deve (coisa que o sedevacantista Pe. Cekada já parece tê-lo feito) e também que a teoria do Pe. Calderón não tem o mais mínimo cabimento. Então, quando você o fizer perfeitamente, eu me tornarei sedevacantista.

    Agora, vamos ao mais importante! Você vai bem ao ponto quando trata da intensão. É justamente isso que invalida o novo missal: ele provoca nos padres uma intensão que é protestante e não católica; eles passam a celebrar uma seia protestante e não uma missa católica, que é um sacrifício propiciatório.

    Por fim, prezado Junior, não compreendendo bem o que seja estar em comunhão sem que seja plena, agradeço por sua boa compreensão católica ao dizer que os sedevacantistas são, sim, católicos. Aliás, talvez os melhores que eu conheça sejam sedevacantistas e os piores pseudotradicionalistas!

    Mas creio que o nosso assunto se esgotou e que daqui para frente o resto é com você, fazendo suas pesquisas particulares. Eu recomendo bastante um estudo sobre o sedevacantismo, pois ele é esclarecedor em muitos, mas muitos pontos.

    Assim, que rezemos uns pelos outros!

    Forte abraço,
    In Cordibus Iesu et Mariae,
    Eduardo.

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  14. Prezdo Eduardo, salve Maria!

    Essa citação de Pio VI tem um significado especial para mim, gosto dela por ser clara.

    Desculpe se eu te chamei e sedevacantista sem você o sê-lo, mas deu a impressão.

    1º) Sobre a promulgação legítima da Missa, acredito esperar da FSSPX seu parecer oficial sobre o tema. Mas, continuo com a Igreja dizendo que ela existe. Meu texto argumenta para aqueles que consideram o Rito Paulino legítimo, e o atribuem as características apresentadas, como foram apresentadas nos comentários. Acredito que nisso concordamos.

    Entendi o ponto em que discordamos. De fato, não posso te mostrar por "A+B" que o Summorum Pontificum é inválido. Nem mesmo refutar a tese do Pe. Calderón(não conheço a fundo), Padre que estou lendo o livro "A Candeia debaixo do Alqueire", mas estamos de acordo: se o rito for católico, ou sedevacantismo ou reconhecimento e submissão.

    Sobre essa plena comunhão, é algo que eu já tratei em um texto anterior, mas que eu precisaria continuar com você esse diálogo.


    Assim, que rezemos uns pelos outros! [2]

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    ResponderExcluir
  15. Prezado Junior, salve Maria!

    Apenas uma brevíssima correção: "se o rito for católico, ou sedevacantismo ou reconhecimento e submissão."

    Eu diria diferente a frase: -- se o rito paulino tiver seguido todos os trâmites legais devidos e a tese do Pe. Calderón não for verdadeira, nos sobra apenas o sedevacantismo.

    Porque se o rito for católico -- coisa que eu não vejo como ser possível, infelizmente -- um filho da Igreja não pode rejeitá-lo.


    Percebe que houve uma pequena falha de expressão?

    E obrigado por toda a caridade e boa vontade!

    Forte abraço,
    In Cordibus Iesu et Maraie,
    Eduardo.

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  16. Prezado Luciano, salve Maria!
    Caríssimo, vou apenas fazer algumas considerações perante suas ótimas colocações:

    "Então fica a pergunta. o Texto, em determinados pontos, é só ambíguo ou é estritamente contrário a tradição?"
    .
    De certo modo, sim. Não no sentido de ser herético, mas de ser totalmente contrário ao que até então existia.


    Leonardo, a Tradição da Igreja seria suficiente se ela voltasse ao que antes era. Com a reforma litúrgica, tudo isso desanda. Já dizia Lutero: "Quer dar fim a Igreja Católica? Destrua a Missa!"
    Claro que em alguns lugares, acham que com a missa nova, o padre paramentado, mulheres com véu na cabeça, isto somente basta... não! Não basta!"
    .
    Concordo, não basta apenas ser fiel às rúbricas, é preciso reformar o rito.
    .
    "Basta a Missa de Sempre voltar. Basta que ela nos traga a verdadeira ação de graças, o sacrifício perfeito para ser entregue a Deus. A Igreja precisa começar por este campo. Trazendo definitivamente a Missa Tridentina, aquela que trouxe milhares de santos à Igreja Católica. Quanto a essa, não houve um sequer."
    .
    Não que esta não tenha trazido nenhum "santo", caríssimo, mas concordo com sua abordagem.
    .
    Grande abraço,
    Paz e Bem!

    ResponderExcluir

Apostolado Shemá
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