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segunda-feira, 8 de março de 2010

A arte Barroca européia e seus grandes expoentes


Na segunda metade do século XVI e parte do XVII a Europa atravessava uma crise social e econômica. Essa crise, provocada, entre outras coisas, pela restauração católica, acabou criando as bases do que se chamou de cultura barroca. A reação da Igreja Católica ao avanço do protestantismo, também conhecida como Contra-Reforma, atingiu a produção cultural. O período que vai do fim do século XVI e meados do XVII ficou conhecido como a época do barroco. Pode-se dizer que o barroco expressava as perturbações religiosas, sociais e econômicas do período. A arte barroca não se desenvolveu apenas nas cortes nobres, mas atingia também um público mais amplo. Para os padrões atuais. o barroco parece ser exagerado e rebuscado, mas na verdade essa arte buscava o maravilhoso e o sobrenatural. A Itália foi também o berço da arte barroca, assim como havia sido do Renascimento, mas esse movimento cultural floresceu em outros países da Europa. Na Espanha a arte barroca assumia características nacionais, sendo marcada pela fé religiosa e por uma tendência realista.

Na França, depois das crises do século XVI, o barroco começou a se impor nas cortes e entre os intelectuais, atingindo o seu apogeu exuberante na época de Luís XVI.

Nas regiões de fé protestante, a arte barroca adquiriu outras características. Em vez da pompa do barroco romano ou do caráter heróico da arte barroca espanhola e francesa, os artistas barrocos holandeses e alemães focam a atenção na rua, no lar, no cotidiano urbano.

O barroco na França

A Itália foi, durante o Renascimento, o principal centro cultural europeu. No entanto, a partir do século XVI, esse papel foi desempenhado pela França, na época o país mais rico e estável do continente europeu.

Luís XIV, o Rei Sol, utilizou intensamente a arte barroca para enaltecer a sua figura. O Estado absoluto transformava artistas independentes em funcionários públicos.

Racine, o conhecido autor teatral, era também historiador da realeza e tinha como tarefa narrar as conquistas militares do rei.

Foram construídos numerosos teatros no rebuscado estilo barroco, onde eram encenadas a sociedade francesa da época, mas poupou as instituições monárquicas.

Nas artes plásticas destacou-se o pintor Le Brun, encarregado de registrar nas telas as façanhas de Luís XIV.

O barroco nos Países Baixos

O sul europeu era o centro da produção barroca. Com o objetivo de deter a expansão do protestantismo, a Igreja encomendava pinturas com temas que exaltavam religiosidade católica. Rubens (1577-1640), que, embora de origem belga, viveu e trabalhou longo tempo em Roma, pintou vários quadros com essa finalidade. Entre os principais nomes da arte barroca destaca-se ainda o escultor, pintor e arquiteto Gianlorenzo Bernini (1598-1680), autor de obras de intenso fervor religioso.

No norte, a produção artística estava ligada mais às atividades artesanais e comerciais do que às religiosas. A riqueza dos mercadores das cidades manufatureiras e comerciais do norte da atual Holanda proporcionou excepcionais materiais aos artistas. Liberdade de expressão e compensações financeiras incentivaram a produção artística. Frans Hals, por exemplo, distinguiu-se por retratar a vida da burguesia mercantil holandesa.

A música barroca

A produção musical barroca era mais acessível ao público do que a renascentista. É uma música elaboradíssima em termos formais, rica de alegria e espiritualidade. Um dos mais importantes compositores barrocos é Antônio Vivaldi (1676-1714), autor de magníficas obras para violino, um instrumento até então pouco valorizado. A mais famosa de suas obras é As quatro Estações.

Mas o maior nome da música barroca é o alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), considerado um dos maiores compositores de todos os tempos. Sua extensa obra inclui mais de 200 cantatas, entre as quais vale mencionar a monumental Paixão segundo São Mateus. peças orquestrais, como os Concertos de Branderburgo, e numerosas composições para órgão cravo e outros instrumentos.

Fonte: (PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único)



3 comentários:

  1. orrivel nao tem o q é nessesariooooooooooooooooooo

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  2. Mais horrível do q seu (orrivel) sem H não é...isso eu posso garantir!

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  3. Ótimo, parabéns. Contém o essencial!

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