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sexta-feira, 12 de março de 2010

Linguagem. influência social e moral.

A linguagem tem a característica principal de demonstrar, verbalmente, a realidade, de tal forma que o emprego errado das palavras pode deturpar a compreensão do que é real, dando lugar a um pensamento deturpado. Posteriormente este mesmo pensamento torna-se atitude frente a sociedade .

Assim acontece com a frase ¨você não tem maldade...¨ que geralmente usamos para indicar que uma pessoa não tem inteligência ou astúcia suficiente para enfrentar determinadas situações da vida. Este tipo de emprego acaba levando ao raciocínio, proposital ou não, de que quem tem a sagacidade, o empenho e a inteligência para a resolução de problemas cotidianos são as pessoas com índole duvidosa, trapaceiros e imorais . logicamente também leva ao raciocínio de que quem não é deste jeito, ou seja, os honestos, educados e por muitas vezes os religiosos devotos, são imbecis ou otários.

Este tipo de pensamento se propaga nos dias de hoje, principalmente entre a juventude, que acha que para ser maduro e adulto e feliz é necessário que se tenha no currículo atos imorais ou no mínimo antissociais para contar as seus descendentes.

Até mesmo o Pe. Fábio de Melo, em entrevista ao programa do Jô Soares, deixa a mostra seu pensamento neste sentido, quando afirma que para ser sacerdote é necessário ter vivido, antes, experiências que são contrarias ao exercício do sacerdócio, para se ter certeza da vocação.

Isso é o mesmo que admitir que para casar-se seja necessário para o(a) noivo(a), antes, testar-se com o máximo de relacionamentos possível. Isso é no mínimo um absurdo.

Observando desta forma fica obviou que a linguagem induz ao pensamento, logo, quando frases se tornam jargões, tornam se também legítimos, diante da sociedade, a correspondência real da ideia a qual esta esta carregada.

Perceba que a primeira frase tem o objetivo de passar a ideia de que só é possível ter um certo prazer se nossas atitudes forem imorais, ilegais ou exageradas. Isso é uma falácia que instruem para o rechaçamento do que é moral.

Assim se dá com as frases ¨Tudo que é gostoso é imoral, ilegal Ou engorda¨ ou ¨falso moralista¨

A segunda frase é empregada para qualquer um que rogue em favor da moral, ainda que o pregador siga religiosamente a moral que prega. Neste princípio é a ideia moral que se considera falsa e não o moralista em si.

Por tanto bombardeio deste tipo de propaganda percebe-se a dificuldade que temos hoje, principalmente os jovens, em seguirmos firmes em qualquer instituição que preze pela moral, sem acharmos que estamos sendo violados em nosso direito a felicidade. Isso se dá principalmente na fé cristã.

É desproporcional o apelo imoral da mídia de todas as espécies contra a condição que tem um brasileiro de assimilar princípios morais e educacionais. Este mesmo já são deturpados e substituídos, dando lugar exatamente ao seus opostos.

É urgente o resgate da moral sob pena da destruição da família e da sociedade como conhecemos ou conhecíamos. O católico precisa estar atento.

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Apostolado Shemá
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