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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Beyonce - Ave Maria

É de se espantar, mas a cantora Beyonce é católica, e regravou a música 'Ave-Maria' em seu último disco. Ela disse ter amadurecido, detesta o fato de ter interpretado músicas de cunho 'sexy', e está cansada de ser considerada um ícone sexual. Apreciem uma boa música:

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O que os marxistas pensam de João Paulo II?

Péssima leitura a todos!


O papa foi um santo?


RODRIGO RICUPERO
Doutor em História do Brasil pela USP



• O papa João Paulo II faleceu no sábado, 2 de abril, após longa agonia, explorada pela Igreja católica com a ajuda dos meios de comunicação de todo o planeta. O clima de comoção, principalmente entre os cerca de um bilhão de católicos no mundo, deve continuar. Aos que, hoje, sofrem a morte do papa como um dos seus, queremos recordar o papel de João Paulo II na direção da Igreja católica, abraçando não o povo, mas os ditadores, o imperialismo norte-americano e os setores mais conservadores do clero


Nas últimas semanas, surgiram livros, revistas e artigos biográficos, que, com raras exceções, enaltecem João Paulo II. Ele aparece como lutador pela paz e defensor dos povos oprimidos. Foi chamado de “o homem do século”, que “mudou o mundo”. Forma-se, assim, um mito em torno do papa, abrindo caminho, até, para sua canonização, ou seja, para que seja declarado como mais um santo da Igreja.

Escolhido para ser o líder da Igreja católica em 1978, o polonês Karol Wojtyla, que adotou o nome de João Paulo II, foi o primeiro papa não italiano em séculos.

Simbolicamente, pouco depois foi rezar no túmulo do fundador da organização ultra-reacionária Opus Dei, depois santificado pelo papa, deixando claro sua identidade com os objetivos do grupo, como o anticomunismo e a defesa de posições conservadores em matéria de comportamento moral, sexual e familiar.

Rapidamente, o papa assumiu uma postura política ativa, utilizando como principais instrumentos suas viagens pelos vários países, seus discursos e textos. João Paulo foi o papa da globalização, utilizando-se da mídia como nunca. As suas viagens moviam grandes massas, como nas três visitas ao Brasil.

Dois anos depois de sua posse, Ronald Reagan chegaria à presidência dos EUA, com forte discurso conservador, iniciando um novo período de convergência entre o Vaticano e a Casa Branca, formando o que Richard Allen, presidente do Conselho de Segurança Nacional de Reagan, chamou de “a maior aliança secreta dos tempos modernos”.

Colaborando com a contra-revolução
João Paulo II atuou em dois pontos-chave da cena internacional na virada da década 70 para 80: Polônia e Nicarágua. Visitou a Polônia, em 1979, iniciando uma mudança na posição adotada até então pela Igreja, a de dialogar com o regime stalinista, o Vaticano passou a apoiar abertamente os grupos de oposição.

A ação do papa em conjunto com a CIA, como confirmou recentemente seu antigo diretor, o general Vernon Walters, tinha como objetivo contribuir moral e financeiramente com os setores da oposição que defendiam a restauração capitalista, contra os que combatiam a burocracia, mas defendiam a propriedade social. A justa luta do povo polonês contra o stalinismo foi conduzida, com o apoio do papa, para a restauração do capitalismo, por meio de Lech Valesa e da direção do sindicato Solidariedade.

Na Nicarágua, em 1983, o papa condenou a participação de padres no governo da Frente Sandinista e apoiou a cúpula da Igreja, que fazia oposição ao novo regime, inclusive promovendo o arcebispo de Manágua a cardeal. Novamente o Vaticano associou-se aos EUA em uma grande campanha contra os sandinistas, que contou com o envio de fundos da Agência de Desenvolvimento Internacional, órgão do governo dos EUA, para a oposicionista arquidiocese de Manágua.

Na sua visita a Cuba, em 1998, o papa tinha como objetivo, declarado por ele próprio, produzir os mesmos efeitos que sua visita provocou na Polônia, ou seja, auxiliar o processo de restauração capitalista.

Apoiando as ditaduras
Ainda na América Latina, o papado, antes e depois de João Paulo II, apoiou claramente as diversas ditaduras militares. No Chile, um dos grandes aliados do general Pinochet foi o arcebispo Angelo Sodano, núncio apostólico, ou seja, embaixador do Vaticano naquele país. Sodano, até a morte do papa, era a segunda autoridade do Vaticano, ocupando a função de secretário de Estado. A velha amizade com Pinochet levou o Vaticano a solicitar a libertação do ditador, quando este esteve detido na Inglaterra, a pedido da Justiça espanhola.

Na Argentina, os generais encontraram no núncio Dom Pio Laghi um leal parceiro, o que levou a Associação das Mães da Praça de Maio a processá-lo junto à Justiça italiana. Ainda nesse país, recentemente, o bispo capelão-mor do exército disse que os defensores do aborto deveriam ser jogados no mar – prática de que a ditadura se valeu para assassinar presos políticos –, tendo recebido total apoio do Vaticano após essa infame declaração.

Alguns artigos da imprensa procuram mostrar o papa como crítico tanto do socialismo como do capitalismo: nada mais falso. Para João Paulo II e o Vaticano, o socialismo, de maneira geral, é uma das “ideologias do mal”. Ao passo que as críticas ao capitalismo são pontuais, e, na maioria, tratam de questões como a perda dos valores religiosos na sociedade moderna, causadas pelo consumismo ou pela nova moral sexual.

Mesmo o discurso pela solidariedade mundial não passa de palavras vazias, sem atacar as causas da miséria ou da exploração. Afinal, um dos conselheiros do órgão encarregado de elaborar a doutrina social da Igreja católica, a Comissão de Justiça e Paz, é Michel Camdessus, ex-chefe do FMI.

Perseguição aos setores progressistas
Na América Latina, o alvo foi a Teologia da Libertação (TL) e os setores da Igreja ligados às lutas populares, acusados de introduzir temas marxistas no catolicismo. Um dos principais mecanismos usados foi a Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício da Inquisição), dirigida pelo cardeal Ratzinger, um dos membros mais poderosos do Vaticano. Por sua iniciativa, muitos teólogos ligados à TL foram censurados, como Leonardo Boff, tiveram suas obras banidas ou foram proibidos de continuar ensinando em suas universidades.

Dessa forma, enquanto a TL, as Comunidades Eclesiais de Base e as pastorais sociais perderam espaço, movimentos como a Renovação Carismática Católica, da qual o Padre Marcelo é o mais conhecido representante, ganharam força.



Condenações ao aborto, à homossexualidade e aos preservativos: uma interferência criminosa da Igreja


João Paulo II também defendeu toda uma série de posições extremamente reacionárias sobre comportamento sexual. Mais do que posições pessoais, o papa expressava as posições defendidas pelo conjunto da Igreja católica.

Nesse ponto, novamente se percebe a afinidade do Vaticano com a Casa Branca, particularmente durante os governos republicanos de Ronald Reagan, de Bush “pai” e de Bush “filho”. Entre os vários temas, três merecem destaque: a ardorosa condenação do aborto, do uso da camisinha e da união civil entre homossexuais.
Em seu último livro, João Paulo II comparou o aborto, atualmente permitido em vários países, com as formas de extermínio praticadas pelos nazistas nos campos de concentração, e acusou as uniões entre gays e entre lésbicas de serem uma grave violação às leis de Deus e da natureza.

A condenação ao uso da camisinha só pode ser vista como uma atitude criminosa, já que é o único método conhecido para se prevenir a disseminação da epidemia da Aids.
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Achei esse texto no site do PSTU. Chega a ser cômico, não?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cordel do BBB



Por Tatarana (http://tatarana.wordpress.com/2010/02/06/li-por-ai-cordel-do-bbb-muito-bom-%E2%80%8F/#comment-40)


O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de
retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica
causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e
preconceituoso".

Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo
cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa
pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos). Só
para dar um gostinho:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

* * *

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na
Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel
Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da
natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir
espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura
Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro
de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de
100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas
sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e
baiões.


Esta matéria foi publicada no blog Tatarana

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Ao ler o cordel acima decidi conhecer melhor o trabalho de Antônio Barreto. Pude notar que não sou partidário de algumas de suas ideias, mas concordamos sob o BBB.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O Senhor do Anéis - História do Autor - JRR. Tolkien


.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Reforma litúrgica do rito romano – Parte II- “A Missa Nova é herética?"


Dando continuidade ao estudo sobre a reforma litúrgica do rito romano, entraremos no polêmico ambiente que é tão fortemente discutido: a ‘Missa Nova’ é herética? O novo rito é um atentado à fé? É possível que a Igreja proponha uma disciplina, tanto jurídica quanto litúrgica, que seja contrária à fé da Igreja? Salaverri, na “Sacrae Theologiae Summa”, defende a infalibilidade dos decretos disciplinares enquanto objeto secundário da infalibilidade, que são as verdades que estão necessariamente conexionadas com as verdades reveladas, e cita especificamente os documentos aqui tratados:
( cito o original em espanhol para não haver maiores dúvidas)

723. B. La Iglesia reclama para sí la infalibilidad acerca de estos decretos.

a) Acerca de los decretos disciplinarios en general consta esto que afirmamos, por PIO VI en la Constitución «Auctorem fidei», ala 1794, por la que condenó los errores del sínodo Pistoriense: D 1578.

b) Específicamente, consta por la ley de la comunión eucarística bajo una sola especie, ley que fue dada solemnemente por los Concilios de Constanza y de Trento, que la Iglesia reclama para sí la infalibilidad acerca de los decretos litúrgicos: D 526 al final-568, 931 935.
Puede confirmarse abundantemente esto mismo por otros decretos, por los que el Concilio Trídentino confirmó solemnemente los ritos y las ceremonias, que se usan en la administración de los Sacramentos y en la celebración de las Misas: D 856, 879, 889, 942, 943, 954.


Mas, claro, isso é uma posição de um teólogo, não uma manifestação do magistério da Igreja. Portanto, cito o Papa Pio VI:

“A prescrição do Sínodo... na qual, depois de advertir previamente como em qualquer artigo se deve distinguir o que diz respeito à fé e à essência da religião do que é próprio da disciplina, acrescenta que nesta mesma disciplina deve-se distinguir o que é necessário ou útil para manter os fiéis no espírito do que é inútil ou mais oneroso do que suporta a liberdade dos filhos da Nova Aliança, e mais ainda, do que é perigoso ou nocivo, porque induz à superstição ou ao materialismo, enquanto pela generalidade das palavras compreende e submete ao exame prescrito até a disciplina constituída e aprovada pela Igreja – como se a Igreja que é governada pelo Espírito de Deus pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também perigosa, nociva e que induza à superstição e ao materialismo – é falsa, temerária, escandalosa, perniciosa, ofensiva aos ouvidos pios”, injuriosa à Igreja e ao Espírito de Deus pelo qual ela é governada, e pelo menos errônea” (Pio VI, Auctorem fidem, Denz. 2678).

Aqui o Papa condena com várias censuras a tese de que, na disciplina da Igreja, e aí entende-se tanto jurídica, quando litúrgica ou de outro tipo, deve-se distinguir o que é necessário ou útil do que é inútil ou oneroso, perigoso ou nocivo. E, quando é dito: “enquanto pela generalidade das palavras compreende e submete ao exame prescrito até a disciplina constituída e aprovada pela Igreja – como se a Igreja que é governada pelo Espírito de Deus pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também perigosa, nociva e que induza à superstição e ao materialismo”, desse modo, a Igreja, em absoluto, não pode constituir uma disciplina que seja nociva, em si mesma, às almas.

E, sim, é preciso assentimento ao magistério ordinário (seja autêntico, ou não), como, Pio XII ensina:

20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: "Quem vos ouve a mim ouve" (Lc 10,16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao patrimônio da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objeto de livre discussão entre os teólogos. (Encíclica Humani generis - citação especialmente destinada aos que dizem que só aceitam ‘Dogmas’)

Um Papa pode baixar uma ordem contrária à fé ou aos bons costumes? Sim. Nesse caso ,o católico tem obrigação sim, de resistir-lhe. Foi assim que São Godofredo de Amiens, São Hugo de Grenoble e Guido de Vienne resistiram ao Papa Pascoal II: “Se, como absolutamente não cremos, escolherdes uma outra via, e vos negardes a confirmar as decisões de nossa paternidade, valha-nos Deus, pois assim nos estareis afastando de vossa obediência”.

Isso não é contrário à perspectiva dos teólogos sobre a disciplina da Igreja ser infalível, nem ao que possa ser depreendido das censuras de Pio VI ao Sínodo de Pistoia, pelo seguinte: as ordens têm caráter particular e transitório; as leis (bem como o conjunto delas) têm caráter geral e estável. Portanto, se o Papa é capaz de dar uma ordem má, não significa que possa errar na determinação de uma lei, a toda a Igreja- tese que foi condenada pelo Papa Pio VI.

INFELIZMENTE, a FSSPX cai nessa condenação:

“No final de dita leitura poderá se perceber que a nova liturgia é de fato PREJUDUCIAL À FÉ em primeiro lugar, e por isso mesmo chega em muitíssimos casos a ser PECAMINOSA, ILÍCITA, NÃO CATÓLICA E HERÉTICA. São os mal chamados “abusos litúrgicos”1. Caro leitor se o senhor é daqueles que abominam da nova liturgia, eis então o fundamento teológico do que o seu “sensus fidei” lhe diz claramente. Por outro lado se o caro leitor não gosta da nova liturgia, mas teme a desobediência, eis então o necessário esclarecimento da inteligência para que a vontade possa segui-la.”[1]

Como disse na primeira parte do estudo, “a Missa nova tem problemas”, mas, é diferente de dizermos que o novo rito é ‘heretizante’. Andemos no passo da Igreja, e, como nos explica a instrução “Donum veritas”, criticas são bem vindas, desde que feitas “com respeito, e em comunhão com as autoridades”(n. 30). Aliás, uma coisa é criticarmos aquilo que pode ser criticado (Magistério autêntico, ou alguma posição de teólogos privados), outra coisa é doutrinar naquilo que o magistério, mesmo que ordinário, já se manifestou.

Gostaria de agradecer ao meu caríssimo amigo Rui Machado, que disponibilizou grande parte do material que utilizei para o estudo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A crise da Igreja protestante e a autofagia.

Daniel Solano de Oliviera

A Igreja Está Deixando de Ser Sal “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Palavras de Jesus, em Mateus 5.13.)

George Barna é um dos principais pesquisadores cristãos que analisam as tendências da sociedade e da igreja. Ele faz um alerta muito preocupante para todos nós: Estamos enfrentando uma crise que se agrava cada vez mais, e se a igreja não se posicionar com firmeza contra as atuais tendências do mundo, que estão presentes também dentro da própria igreja, acabaremos sucumbindo.

“Quando a maioria dos cristãos adultos [...] e também três em cada quatro adolescentes ou jovens convertidos têm orgulho de se declarar adeptos do relativismo moral, então é sinal de que a igreja se encontra em sérias dificuldades”, afirma ele.

Numa pesquisa realizada em janeiro de 2000, portanto, antes do ataque terrorista contra os Estados Unidos, fizeram esta pergunta aos entrevistados: “Você crê que existem valores morais absolutos, isto é, que nunca mudam, não importando as circunstâncias, ou você acha que os valores morais sempre dependem da situação, ou seja, que as decisões de natureza moral e ética de alguém irão depender das circunstâncias?” Nessa época, início de 2000, quatro entre dez adultos (38%) responderam que existem verdades morais absolutas. Numa pesquisa recente, porém, apenas dois em cada dez adultos (22%) afirmaram que crêem na existência de valores morais absolutos.

O relatório de George Barna, elaborado pelo Barna Research Group (Grupo Barna de Pesquisas), demonstrou que, entre todos os adultos entrevistados, apenas 22% criam que há valores morais absolutos, ao passo que 64% acreditavam que esses valores são sempre relativos, podendo variar conforme o indivíduo e a situação em que ele se encontrar.

Entre os que se declararam convertidos, apenas 32% afirmaram crer que haja valores morais absolutos. Entre os adultos hispânicos, 15% disseram crer na existência desses valores absolutos; entre os adultos afro-americanos, 10%. Na faixa dos adolescentes e jovens, as estatísticas são igualmente desanimadoras: 83% de todos os jovens entrevistados criam que os valores morais podem variar conforme as circunstâncias, contra apenas 6% que acreditavam que esses valores são absolutos.

George Barna observa que “o fato de essa pedra angular da fé cristã – isto é, uma série de princípios morais que Deus nos transmitiu por meio da Bíblia e que devem ser o alicerce do nosso modo de pensar e agir, independentemente de preferências, sentimentos ou situações pessoais – ter quase desaparecido é, provavelmente, o maior indício do enfraquecimento da fé cristã na igreja da América do Norte nos dias de hoje”.

Analisando bem a situação, vemos que a igreja não tem se alicerçado na Palavra, e, portanto, quase não se nota diferença entre a igreja como um todo e a sociedade secular.

Desse modo, torna-se inviável para a igreja difundir o evangelho nos Estados Unidos, a fim de que venha a ser uma nação cristã, e mais difícil ainda será para ela fazê-lo em outros países.

Segundo o relatório do Grupo Barna, se há algum avivamento ocorrendo neste instante, está muito bem escondido: “Parece-nos que em nenhum lugar dos Estados Unidos está havendo algum avivamento. Sejam quais forem os critérios de verificação disso – freqüência aos cultos, a condição de convertido ou a exatidão teológica –, as estatísticas não indicam absolutamente nenhum movimento de avivamento digno de nota”. (“Estudos anuais mostram que os Estados Unidos se encontram estagnados espiritualmente” – Grupo Barna). Isso comprova o que muitos vêm afirmando há tempos: só o que há são grupos de crentes que vão migrando de igreja em igreja, em busca do “novo mover” espiritual que vai surgindo nesta ou naquela congregação. Isso demonstra também que muitos desses crentes estão sempre “se convertendo” de novo, sucessivas vezes, o que mostra que ainda não entenderam de fato a mensagem do evangelho.

Certamente o cristianismo que hoje se pratica nos Estados Unidos não tem sido muito edificante para outras nações. O que temos “exportado” para elas é a nossa suposta fé e um “evangelho da prosperidade”. Contudo, essa distorção que tem marcado o nosso modo de ser como igreja está causando danos internos também, advindos da abertura e da importância que temos dado a cultos “experimentais”, ou seja, cultos de operação de milagres e curas, cultos de libertação, etc. Ao reagir contra a rigidez da ortodoxia, muitos acabaram substituindo-a, na maior parte, por verdadeiros shows carismáticos, carregados de emocionalismo, que atraem as pessoas com sinais e prodígios pré-programados. Porém, não lhes oferecem nenhum alimento espiritual consistente de fato, o que só pode ocorrer por meio do ensino da Palavra de Deus. E esse problema tem nos atingido gravemente.

Hoje em dia, já não se sabe mais o que realmente é a fé nem a teologia; já não se conhecem as doutrinas básicas do cristianismo. As pesquisas nesse âmbito mostram isso com clareza, abordando também a questão do crescimento da igreja (falaremos disso no final deste artigo). Vemos que Satanás tem sido bem-sucedido na tarefa de substituir ou enfraquecer as antigas doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, que antes mantinham a igreja na prática da verdade. Esse é um dos motivos pelos quais as igrejas de hoje não conseguem preservar a verdade da Palavra de Deus, pois trocaram a verdade por várias atividades de entretenimento que têm pouca ou nenhuma consistência.

Os programas evangélicos veiculados na televisão são responsáveis pela propagação de ensinamentos efêmeros, tão ineficazes quanto um curativo num dente gravemente infeccionado. Quanto aos livros, a maioria apresenta o mesmo conteúdo. Os pregadores da TV que foram influenciados por conferencistas tornaram-se modelo para muitos pastores, que simplesmente reproduzem o que ouvem deles. Vemos, então, que a história bíblica revela uma certa ironia: repetimos a história porque não a conhecemos. O profeta Jeremias diz: “Voltaram as costas para mim e não o rosto; embora eu os tenha ensinado vez após vez, não quiseram ouvir-me nem aceitaram a correção” (Jr 32.33 – NVI). Isso que Deus disse a Israel certamente se aplica também à igreja atual. Estamos reproduzindo, hoje, a conduta de Israel no passado.

O apologista cristão Josh McDowell trabalha com jovens e adolescentes em diversos países. Para ele, “os jovens de hoje fazem um enorme esforço para encontrar uma verdade duradoura” (trecho de artigo publicado no Hawaii Pacific Baptist). Ele afirma ainda o seguinte: “Setenta e cinco por cento dos jovens que vêm a Cristo atualmente não o fazem por estarem convictos de que Jesus é ‘o caminho, a verdade e a vida’. Na realidade, têm se aproximado de Cristo porque, até o momento, considerando tudo que têm vivido e experimentado, não encontraram nenhuma alternativa melhor. Porém, quando depararem com algo que acharem mais atraente, deixarão Jesus”.

McDowell diz que o maior desafio que a igreja evangélica do século XXI enfrenta é transmitir a verdade do evangelho em meio a uma cultura em que se alega que todos os conceitos relativos à verdade são igualmente válidos.

Mencionando uma pesquisa feita em 1999, segundo a qual 65% dos jovens disseram que não há como determinar qual é a religião verdadeira, McDowell diz que, para a mentalidade vigente na cultura de hoje, a definição de verdade depende do “ponto de vista pessoal” e da “experiência individual”.

Um dos exemplos que ele cita é este: “Muitos jovens evangélicos de hoje dizem que a Bíblia é verdadeira e tem exatidão histórica, afirmando que crêem nisso. Contudo, tal ‘crença’ é inconsistente, pois se baseia na opinião pessoal, e não na percepção de que existe uma verdade-padrão objetiva que transcende a toda opinião pessoal”.

Essa pesquisa de 1999 mostrou que 52% dos “jovens evangélicos membros de igrejas acreditam que a única maneira racional de viver consiste em tomar decisões da melhor forma que pudermos com base naquilo que estivermos sentindo no momento”. O relatório do Grupo Barna diz o mesmo: “As pessoas estão mais propensas a tomar decisões de natureza moral e ética com base naquilo que sentirem que é correto ou adequado – seja o que for – numa situação específica” (fevereiro de 2002).

Se a igreja não é capaz de orientar e ensinar seus jovens, então está numa situação dramática. E esse é o ponto inicial do problema todo. Uma edição passada do Pulpit Helps publicou os resultados de uma pesquisa de opinião em que se entrevistaram 7.441 pastores protestantes. Destes, 51% dos metodistas, 35% dos presbiterianos, 30% dos episcopais e 33% dos batistas afirmaram que não criam na ressurreição corpórea de Jesus. Isso é aterrador! Como é possível que estejam pastoreando igrejas? Esse tipo de resposta revela que, no fundo, eles não crêem na Bíblia nem dirigem a própria vida conforme os preceitos dela. Assim, ela não passa de um livro de bons conselhos, um manual de auto-aperfeiçoamento, ou, para alguns, um guia para alcançar o sucesso nesta vida.

Perguntou-se também a esses 7.441 pastores se criam na inerrância e na inspiração divina da Palavra de Deus, e o resultado foi este: 87% dos metodistas, 95% dos episcopais, 82% dos presbiterianos e 67% dos batistas disseram que “Não” (Pulpit Helps, dezembro de 1987).

O leitor acha que a situação melhorou desde essa época?

Mesmo não crendo nas doutrinas cristãs essenciais, pastores como esses continuam ministrando e pregando sua incredulidade. E a igreja segue os passos dos líderes. Tais ensinos saem da boca dos liberais que falam do púlpito e influenciam os membros das congregações. Hoje os ataques às doutrinas da divindade de Cristo, da Trindade, da concepção virginal e da inspiração divina da Bíblia nem sempre provêm de fora da igreja, mas de dentro. E nós, como igreja, precisamos saber responder com convicção a esses questionamentos. Como se diz, “ou somos um povo missionário ou somos um campo missionário”. Quem não crê que a Bíblia é, objetivamente, a expressão da verdade absoluta, não se converteu de fato e não é seguidor de Cristo. E se essa pessoa for um ministro, certamente o melhor a fazer é deixar de ensinar, abandonar o púlpito e dedicar-se a outra atividade, pois assim poupará a congregação e a si mesmo do juízo de Deus.

Sempre que ouvimos supostos eruditos dizerem que o Antigo Testamento é apenas um misto de mitos, lendas e história real que foi sendo criado no decurso de um longo tempo, podemos ter certeza de que se trata de liberais falando. Quando algum erudito nos diz que não devemos considerar a Bíblia um registro histórico, negando que o jardim do Éden tenha realmente existido e sido habitado por um casal que deu origem a toda a humanidade, e chamando isso de “alegoria”, então sabemos que estamos diante do liberalismo. Quando dizem que o livro de Jó é apenas um antigo relato folclórico; que o livro de Isaías foi escrito por dois ou três autores; que a época em que se escreveu o livro de Daniel é incompatível com os fatos narrados nele; que a história de Jonas é apenas uma lenda, pois é impossível que um ser humano que tenha sido engolido por uma baleia (ou um “grande peixe”) seja expelido vivo depois de três dias – todas essas afirmações provêm do liberalismo. O mesmo podemos dizer das alegações de que os Evangelhos foram escritos somente depois da morte dos apóstolos e que o cristianismo atual é, portanto, algo que Paulo inventou.

E qual é o objetivo de todas essas asseverações liberalistas? Bom, primeiro, os liberais procuram desqualificar a Bíblia, tentando desacreditá-la, pois, se a história de Adão e Eva não é verdadeira, então, tanto Moisés como Jesus são mentirosos. Com base nisso, poderão construir argumentos para um ataque direto ao evangelho. Dirão que, como a história sobre o jardim do Éden e a queda do homem não é verdadeira, então não temos pecado, e o evangelho não é o único caminho que leva a Deus. Em seguida, o próprio Jesus será alvo de ataque: Por que deveríamos acreditar que ele é o Filho unigênito de Deus se ele reafirmou como verdadeiros os relatos de Gênesis, que seriam apenas lendas?

O mundo já aceita a idéia de que Jesus foi um bom homem e um grande mestre, mas rejeita a sua afirmação de que era o próprio Deus encarnado, e, portanto, o nosso único Salvador. Se o que ele afirmou sobre si mesmo não era verdade, então ele caíra no auto-engano e mentia intencionalmente; e, por isso, não estaríamos sendo honestos se ainda o considerássemos um bom homem! Mas, será que Jesus de fato se enganou ao dizer “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6)? Isso foi algum tipo de discurso separatista, de ódio? Quando falamos dessa verdade aos outros, e ela contraria a religião ou o ateísmo deles, dizem que essa afirmação carrega ódio, e não amor. Porém, e se Jesus tiver dito a verdade, e os milhões de indivíduos que testemunham isso, através da transformação que experimentaram na própria vida, estiverem vivendo mesmo em comunhão com Deus? Nesse caso, agir com ódio seria deixar de contar aos outros essa verdade!

Se esse processo continuar, em pouco tempo a igreja deixará de acreditar na divindade de Jesus, à medida que formos nos afastando cada vez mais das doutrinas cristãs fundamentais. Então o evangelho cairá em descrédito, pois, se Jesus não era divino, perde o status de Filho unigênito de Deus. Na seqüência, a doutrina do pecado da humanidade cairá por terra, e então já se poderá ver aonde toda essa argumentação liberalista pretende chegar: afirmarão que a Bíblia não é a Palavra de Deus.

Se o leitor achar que é impossível que isso aconteça, analise com atenção este relatório de George Gallup. Em 1963, de cada três pessoas, duas acreditavam que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus. Ligada a essa convicção, estava a de que os relatos bíblicos são inerrantes e infalíveis. Contudo, até 1999, os números haviam se invertido: de cada três pessoas, duas consideravam a Bíblia um livro composto de textos “divinamente inspirados” ou fábulas antigas, lendas humanas e códigos morais registrados pelo homem (George Gallup e D. Lindsay. Surveying the American Religious Landscape: Trends in U.S. Beliefs [Pesquisando o panorama religioso norte-americano: as tendências da fé nos Estados Unidos], Morehouse Publishing, 1999). A convicção quanto à inerrância da Bíblia também caiu de 58% para 41% nesse período.

Assim, lê-se a Bíblia como se fosse um livro de bons conselhos, que apresenta um padrão ético e moral mais elevado, que pode ser útil para melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

O número de adultos norte-americanos que se identificam com o cristianismo e podem ser considerados cristãos caiu de 86% em 1990 para 77% em 2001. (Conforme dados do estudo ARIS – American Religious Identification Survey [pesquisa de identificação religiosa nos Estados Unidos], realizado entre fevereiro e abril de 2001.)

Segundo o relato de Diana Eck, professora de Religião Comparada, da Universidade de Harvard, 76,5% (159 milhões) da população norte-americana se declara cristã (fonte: http://www.religioustolerance.org/christ.htm). Isso representa uma grande queda percentual, considerando-se os 86,2% em 1990. A identificação com o cristianismo perdeu 9,7 pontos percentuais em 11 anos, o equivalente a 0,9% ao ano. Se essa tendência se mantiver, por volta de 2042 haverá mais não-cristãos do que cristãos nos Estados Unidos. (Diana Eck, A New Religious America: How a “Christian Country” Has Become the World’s Most Religiously Diverse Nation [A nova América religiosa: como um “país cristão” se tornou o país de maior diversidade religiosa do mundo], 2001).

Se o cristianismo se encontra em declínio, é claro que algo está preenchendo o espaço deixado por ele.

Alguns vêem os Estados Unidos como um país que está se diversificando mais no aspecto religioso; outros crêem que está se voltando para o paganismo. Ambos os grupos têm boas razões para seu modo de pensar. A religião que apresenta o maior crescimento percentual é a Wicca [nome moderno que foi dado à bruxaria]. De 8.000 adeptos em 1990, saltou para 134.000 em 2001, e tem dobrado numericamente a cada dois anos e meio, em média. (Fonte: American Religious Identification Survey – levantamento realizado pelo Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York.) Sem dúvida, livros e filmes como Harry Potter têm prestado ótimos serviços de publicidade para a Wicca, ajudando-a a dar esse salto quantitativo de mais de 1.500%.

Conforme relatos dos pesquisadores do Seminário Hartford, o número de locais de culto dos muçulmanos aumentou em 42% entre 1990 e 2000, ao passo que a quantidade de igrejas evangélicas teve um aumento de apenas 12%, em média.

O crescimento maior ocorreu apenas nas “megaigrejas”: 83% registrou um aumento de pelo menos 10% na freqüência aos cultos, seguidas pelas mesquitas, das quais 60% apresentou aumento semelhante de freqüência. Somente 39% das congregações evangélicas teve aumento semelhante. (Fonte: Pesquisa do Hartford’s Faith Communities Today sobre as congregações norte-americanas.) Isso deve nos fazer considerar o fato de que, nos últimos 8 anos, têm surgido mais mesquitas do que igrejas cristãs na Inglaterra, e o mesmo deverá acontecer a seguir na América do Norte.

É preciso refletir sobre a nossa realidade. Hoje, não podemos sequer pronunciar o nome de Jesus nas escolas públicas, mas, enquanto isso, na Califórnia, estão ensinando o Islã aos alunos; nas escolas de lá, os estudantes aprendem a orar a Alá. Em Byron, Califórnia, os alunos têm de freqüentar um curso intensivo de três semanas sobre o Islã. Nesse curso, são obrigados a aprender as doutrinas islâmicas, a estudar os grandes nomes do islamismo e a usar as vestimentas dessa religião. Têm também de adotar um nome islâmico e encenar as suas próprias jihads (guerras santas).

Eu, pessoalmente, não vou permitir que nenhum resultado de pesquisas determine o que acontecerá; não deixarei me convencer de que não há esperança para o futuro. Entretanto, temos de levar a sério o fato de que as conclusões das pesquisas são um sinal de alerta com relação ao momento que estamos vivenciando. Se mergulharmos de cabeça, ainda há tempo de nos recuperarmos das perdas, pois, apesar do risco de quebrarmos o pescoço, ainda não nos chocamos contra o fundo das águas.

E o que podemos fazer? Bem, vamos desligar a TV na hora desses programas “evangélicos”. Vamos parar de perder tempo com toda essa tolice e começar a ensinar nossas crianças, adolescentes e jovens a ler a Bíblia como se deve; a estudá-la garimpando os tesouros contidos em suas páginas. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16). Vamos começar a obedecer à grande comissão, discipulando os amigos e a família na Palavra de Deus.

Os jovens precisam ver o nosso exemplo para segui-lo. Precisamos levá-los a pensar nas coisas espirituais, afastando-os dos absurdos que se dizem, sobretudo nos programas televisivos “cristãos”, e levando-os ao verdadeiro sentido das Escrituras e à prática da fé genuína. Isso é muito sério. Se não agirmos logo, “remindo o tempo” que nos resta, aqueles que não crêem que a Bíblia é a verdade absoluta acabarão influenciando a nossa juventude para o mal. Precisamos nos preparar para conhecer e rebater os argumentos dessa gente. Se não o fizermos, a geração que virá estará perdida. E, quando nos despertarmos, para nossa tristeza como igreja, teremos nos distanciado totalmente da verdadeira fé, constatando que a trocaram por alguma outra religião, ou, talvez, pela total ausência de religião.

Enfim, é como a Bíblia nos alerta: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.5,6). Portanto, vamos nos preparar para pregar o evangelho e fazer discípulos, de tal forma que demonstremos que o cristianismo é, para todos, o verdadeiro caminho racional para a fé.

***
Percebe-se nessa excelente análise, que a igreja protestante
norte americana (e aqui no Brasil, seria diferente? ) vive um processo de autofagia e paga o preço de ter sua base de sustenção eminentemente subjetiva.

Mesmo as sagradas escrituras-referência objetiva e primeira dos protestantes- paga o preço da manipulação interpretativa de cada crente, que os leva pra lá e pra cá, como constata o próprio artigo quando afirma:65% dos jovens disseram que não há como determinar qual é a religião verdadeira,(..) para a mentalidade vigente na cultura de hoje, a definição de verdade depende do “ponto de vista pessoal” e da “experiência individual”.

À medida que ia lendo esse artigo ia me lembrando de nossa Igreja e lamentando o fato do preconceito e a desonestidade intelectual- infelizmente- impedir que muitos irmãos evangélicos encontrem na Igreja historicamente fundada por Jesus Cristo a resposta do que procuram com comovente sinceridade.

O artigo, citando o apologista cristão Josh McDowell, referenda isso ao afirmar: “os jovens de hoje fazem um enorme esforço para encontrar uma verdade duradoura”.

Tomara que na busca sincera da verdade duradoura eles encontrem logo a resposta que nós – por pura misericordia-já encontramos.
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http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/6920-a-crise-da-igreja-protestante-e-a-autofagia

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O que os tradicionalistas esperam do Papa Bento XVI?

Esse vídeo certamente foi feito por adeptos do sedevacantismo, mas, é impressionante como este vídeo consta em vários blogs tradicionalistas, bem como faz parte do ‘discurso’ de como ‘Roma está perdendo a fé’, encontrado em debates por aí na grande rede.

Portanto, gostaríamos de saber dos nossos amigos tradicionalistas que nos acompanham: o que os tradicionalistas esperam do Papa Bento XVI?

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Assembléia Pastoral Diocesana

A Arquidiocese de Olinda e Recife se prepara para a assembléia pastoral diocesana, a 1ª de dom Fernando como arcebispo, em entrevista concedida no dia 14/02 pelo Chanceler da Arquidiocese; Pe. Cícero Ferreira de Paula e pelo Prof. Gustavo de Castro coordenadores da assembléia, foram apresentados os detalhes deste evento que contará com a participação de mais de 700 agentes de pastorais de toda a arquidiocese entre padres e leigos, cada paróquia contará com 02 representantes além do padre, também foram convidados institutos e movimentos religiosos como a RCC, Focolares etc,

“Sempre que um Bispo toma posse de uma Diocese, ele costuma fazer uma assembléia pastoral, para ver como anda o serviço, o trabalho missionário, com D.Fernando não seria diferente” fala o Pe. Cícero.

“A assembléia tem o poder de ouvir o povo” comenta o Prof. Gustavo de Castro.

A Assembléia fornece ao Bispo um modo de ver, analisar e elaborar os planos arquidiocesanos, traçar metas, ver as ações religiosas, “não o passado e sim com o presente, lançar e abrir a caminhada de um futuro, na assembléia não discutiremos problemas teológicos nem dogmáticos, apenas trataremos de uma fase positiva, de como podemos melhorar o trabalho missionário, evangélico, em nossa Arquidiocese ” relata o Prof. Gustavo de Castro, tendo como ponto de partida o Documento de Aparecida (D.A), e também a metodologia do Ver,Julgar e Agir da CNBB, com isso serão criadas 10 comissões representativas, a criação de vicariatos episcopais que auxiliarão o arcebispo na descentralização da cúria, segundo alguns religiosos que preferem não se identificar, a assembléia servirá também como uma preparação para a chegada de um possível bispo auxiliar, perguntado sobre essa possibilidade o chanceler do Arcebispado, contou que devido a dimensão territorial da Arquidiocese seria necessário não um e sim, vários Bispos auxiliares, a Arquidiocese de Olinda e Recife tem mais de 100 paróquias e mais de 03 milhões de habitantes em 19 municípios incluindo o Arquipélago de Fernando de Noronha. A presença de assessores da CNBB, como ouvintes facilitará e servirá de termômetro para o dia seguinte, alem de ajudar nas decisões dos rumos traçado pela Assembléia Pastoral.

A Assembléia Pastoral acontecerá de 18 a 20 de fevereiro no auditório Tabocas no Centro de Convenções de Pernambuco.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

5 clichês "teológicos" que todo relativista deve saber.


Nº1 – O mais importante é o amor

“O que é mais importante que a Santa Missa?
Ela respondeu: "ah, é o amor, é ajudar os pobres, é fazer algum trabalho comunitário, é viver em paz com a sua família, ajudar a todos em todos os momentos, essas coisas..." [1]

Li o livro e recomento, muito o bom o livro apesar de algumas coisas terem ficção, mas a mensagem central q o livro que passar é q Deus não faz excepção de pessoas,e nem olha a religião q cada um segue que ele ama seus filhos independente de qualquer coisa que o seu Amor por nós e maior que tudo e supera qualquer coisa,que não importa se somos catolicos,protestante, seja o que for o seu Amor é igual para todos... “ [2]

Nº2 – Placa de Igreja não salva ninguém


olá irmão...paz do Senhor
eu vi seu tópico lá na comu dos católicos e achei mto interessante , vc ter coragem d ir lá e postar, sabe como é , católicos adoram discutir religião(e nós não estamos aqui pra discutir religião, pois placa d igreja não salva ninguém)[3]

Nº3 – “Não Julgueis”

Não julgueis para não serdes julgados. Esse pedacinho da Bíblia vcs. não leram? [4]

Nº4 – Mais Jesus, menos religião


“religião não leva ninguém pro céu e divisão também não. Devemos pregar mais o amor do que a religião!
A igreja evangélica que eu congrego é em frente a uma católica, e uma vez eu vi uma coisa muito legal lá, tipo, a galerinha da minha igreja tava tendo ensaio de jovens e na igreja católica acho que a banda tava ensaiando e tals. dai passou um tempo e agente começou a ouvir uma música conheçida em nosso meio e agente parou tudo e começou a prestar atenção naquilo (curioso é fogo, heuhaus), era aquele hino da Aline Barros () Como um farol que brilha a noite, como ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flexa que acerta o alvo [....] ' Sonda-me' ()
meeeo, eu achei aquilo demaais, pois agente tbm louvava aquele hino, fui ateh na janelinha do banheiro da 'nossa' igreja, que dá pra ver direitinho a católica, haha. Fiquei ali observando eles louvarem, e o modo como louvavam, sabe, com o coração!

independentemente da religião, o verdadeiro louvor move o coração de Deus, e se sentimos uma graça louvando determinado hino, pq não louvar?”[5]

Nº 5 Tudo posso, mas nem tudo me convém – a defesa escancarada do puritanismo.

"...Tudo me é permitido, mais nem tudo me convém..."
Eu indico a todos uma leitura aprofundada de 1Coríntios 6, 12 à 20.
É como o Bruno disse: vai da cabeça de cada um, desde que não fuja da palavra de Deus.[6]!!!

Vamos expor aqui pontos..”

“Ja vi muita gente morrendo por causa de cigarro. Ja teve casos na minha familia, em de amigos meus e em algumas que eu nao conhecia. Cigarro mata, e mata sem dó. Nao importa o tempo que gaste, ele mata. Causa cancer, Traz tristeza, sofrimento. Coca nao faz isso.
Conforme eu disse, se me tirarem a coca cola... normal, nao importa o tempo que fike sem.

Tira o cigarro de kem fuma, por 1 dia, e veja o comportamento dela, o tanto que muda. Isso sim é um vicio!!”

FONTES:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=55975&tid=5347598398299119685&kw=o+mais+importante+%C3%A9+o+amor

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http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=55975&tid=5347598398299119685&kw=o+mais+importante+%C3%A9+o+amor

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http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=184414&tid=5268124198600478799&kw=Mais+jesus%2C+menos+religi%C3%A3o&na=4&nst=144&nid=184414-5268124198600478799-5324107568262304856

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http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=184414&tid=5295728808104301513&kw=tudo+posso+mas+nem+tudo+me+conv%C3%A9m&na=3&nst=91&nid=184414-5295728808104301513-5299555383447773412

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http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=184414&tid=5399843733317996042&na=4&nst=50&nid=184414-5399843733317996042-5434647510931809860

. http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=184414&tid=5354871637327365746&kw=O+que+importa+%C3%A9+o+amor&na=3&nst=11&nid=184414-5354871637327365746-5355015381369259331

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