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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A PALESTRA DE ZILDA ARNS. OU: O SIGNO DA CRUZ

ReproduçÃo do texto do Blog do Reinaldo Azevedo


Confesso que fiquei muito emocionado ao ler o discurso que Zilda Arns fazia no Haiti quando aconteceu o terremoto, e a igreja em que estava desabou, matando-o antes que pudesse concluir a leitura (íntegraaqui).

Aos 75 anos, líder e fortaleza espiritual inconteste da Pastoral da Criança, a mais importante entidade voltada para a infância no Brasil e uma das maiores do mundo, replicada em vários outros países, a médica católica poderia se dar algum descanso. Mas não! Foi a um país acometido de toda sorte de sortilégios, os humanos e os da natureza, para relatar a sua experiência e convocar os católicos haitianos a seguir os mesmos passos.

Os números são impressionantes. No seu texto: “Atualmente, existem 1.985.347 crianças, 108.342 mulheres grávidas de 1.553.717 famílias. Sua metodologia comunitária e seus resultados, assim como sua participação na promoção de políticas públicas com a presença em Conselhos de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente e em outros conselhos levaram a mudanças profundas no país, melhorando os indicadores sociais e econômicos. Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais. Tudo isso nos mostra como a sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. Neste espírito, ao fortalecer os laços que ligam a comunidade, podemos encontrar as soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres.”

De fato, o trabalho da Pastoral é um dos mais bem-sucedidos do mundo no combate à desnutrição e, acreditem, à irresponsabilidade familiar. Enquanto expõe a sua técnica, fica claro que Zilda nunca se distancia da palavra de Deus. Num país varrido pela miséria, ousa falar em proteção à criança “desde a concepção”,o que deve deixar alguns ongueiros um tanto chateados, já que preferem o proselitismo abortista como “um direito”. Zilda preferia falar em vida — e em “vida em abundância”.

Segundo seu filho Nelson Arns Neumann, ele próprio dirigente da Pastoral, antes que concluísse a sua fala, a igreja em que falava a religiosos veio abaixo. Não teve tempo de ler o último parágrafo:
“Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.”

Entendo, juro, os motivos que levam muita gente a não acreditar em Deus. O que não entendo — e creio que estas pessoas das quais falo deveriam indagar-se a si mesmas sobre os motivos — é por que a mensagem cristã a tantos causa repúdio. Se não aceitam o mistério, ao menos deveriam ponderar sobre os valores éticos que ela enseja. Mas isso fica para outra hora.

Há quem pretenda, em nome da tolerância (???), eliminar os crucifixos das repartições públicas, como se fosse outra a história do Brasil. E há as pessoas que preferem levar adiante a mensagem da Cruz. A primeira escolha faz as Dilmas; a segunda, as Zildas. Umas tentaram melhorar o mundo com as VPRs da vida (ou da morte); outras, com a Pastoral da Criança. No texto que Dilma assina, está a defesa do aborto. No texto que Zilda assinada, a proteção à vida desde a concepção.


3 comentários:

  1. Imaginem? Uma mulher que quer o poder e traz consigo a morte, outra que assumiu com humildade e muitas dificuldades uma batalhe árdua e que traz em si a marca da VIDA.
    Escolham seu lado.

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  2. Por quê o Lula não chamou a Zilda para ser alguma coisa no seu governo?

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