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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Internet e seu impacto em nossa sociedade e na catequese.




Li duas matérias no jornal LINK (O Estado de S. Paulo) datadas de 30/11, uma citando o Dr. Gary Small (neurocientista) e outra citando Nicholas Carr (jornalista americano ligado à área da economia). percebi que eles têm um pensamento comum em um ponto:
A internet esta modificando profundamente nossa sociedade e, segundo eles, os pontos negativos podem ultrapassar os positivos.
Dr. Gary Small afirma que as pessoas que utilizam à internet estão ficando mais inteligentes e as áreas responsáveis pelo raciocínio lógico estão se desenvolvendo, mas afirma:
Ela (a internet) de certa forma cria uma extensão da memória biológica – temos um HD externo com uma imensa quantidade de informação acessível a qualquer momento. Sacrificamos a profundidade pela amplitude.
Fonte: LINK (O Estado de S. Paulo)


Na outra matéria, Carr afirma que o Google (simbolizando a busca rápida de informações) está nos deixando idiotas.
Ele quer dizer com isso que está diminuindo a profundidade de nossas informações e prejudicando nossa capacidade de concentração. Eu seja, estamos trocando a profundidade pela amplitude.

O que isso tem haver com religião, especialmente em um Blog religioso, que usa exatamente a web para propagar informações?

Quantas vezes ouvimos, e ainda aqui no blog vi uma critica destas em um dos nossos comentários, alguém se referindo aos blogueiros que falam de cristianismo ou outros assuntos do seguimento, como teólogos superficiais. Com isso querem questionar a profundidade do conhecimento que alguém tem sobre matéria de doutrina e fé.
Bem, isso me levou a pensar e de certa forma concordar:
Quantos não estão conseguindo seus conhecimentos apenas no Google?
Não que consultar o Google seja errado, mas não deveria ser regra ou primeira fonte.
Estamos presenciando um crescente numeroso de filósofos googlistas, que espalham suas filosofia digitais sem a menor responsabilidade com a verdade, às vezes sem se dar conta disso.

Reparando ainda nos pressupostos de nossa sociedade, que é hedonista e imediatista, conseguimos a receita perfeita.
De um lado pessoas querendo conhecimento rápido e alívio imediato (me desculpe os Engenheiros) para seus ferimentos emocionais e do outro pessoas (que não necessariamente estão fora do primeiro grupo) disseminando conhecimentos e filosofias fast food, prontas para o consumo.
Se precisarmos de alguma coisa é só procurar no Oráculo (google). Eu mesmo já disse isso várias vezes. (ironia).
Mas isso tem criado uma sociedade pouco pensante, e nas questões catequéticas a fé pode ser trocada, abalada ou reforçada por qualquer artigo de um site ou blog.
Isso é um erro. Embora essas informações nos ajudem, deveriam ser apenas apoio para o início de uma busca muitos mais profunda. A internet deveria ser apenas provocativa e não dogmática no sentido de aguçar a curiosidade de aprofundamento em determinado assunto. Mas o que acontece é exatamente o contrário. Ela não pode superar o contato intelectual humano que há nas relações de conhecimento.
Muitas vezes troca-se a conversa com um sacerdote por uma simples consulta no google. Troca-se um curso ou estudo bíblico por um site de apologética.
Pense:
“Toda a base da minha fé vem da vivencia e dos estudos da mesma ou apenas do Oráculo da rede mundial?”

Dependendo da sua resposta ta na hora de rever suas fontes e dedicar um pouco mais de tempo a leitura e papos offline.

3 comentários:

  1. Prezado Leonardo, Laudetur Dominus!

    Coincidentemente, ontem o Diário do Comércio publicou um artigo do filósofo Olavo de Carvalho justamente sobre a imbecilização atual do ser humano.

    A reflexão que você postou é interessante. Mas eu penso que o processo começou antes do advento do Google. Na verdade, só há oferta quando há demanda. Sendo assim, se não há demanda de profundidade, não há porque a maioria dos produtores de conteúdo eletrônico oferecerem esta profundidade. É necessário que, na época em que os conteúdos estavam sendo postados na Internet, já houvesse certa dose de falta de interesse pela profundidade, do contrário haveriam protestos conforme os conteúdos fossem sendo postados. Mas o que aconteceu foi que essa "era da informação"foi apenas celebrada, e só foi alvo de críticas quando não dava mais para esconder o que havia de ruim na Grande Rede.

    Você também tem razão quando diz que:"muitas vezes troca-se a conversa com um sacerdote por uma simples consulta no google". Mas você também deve admitir que na época sombria em que vivemos, muitas vezes a tal "conversa com o sacerdote" pode ser mais perigosa do que uma pesquisa no Google, dependendo do sacerdote.

    A verdade é que, ao contrário de outros tempos, não dá mais para simplesmente orientar uma pessoa a "conversar com um padre" quando ela tem uma dúvida. Quem pretende fazer isso, deve saber exatamente qual padre indicar na ocasião.

    Pax et Salutis

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  2. Leonardo, muito boa a postagem. Qualquer um hoje pode ser considerado teólogo com base no que está escrito pela internet.

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  3. Capter

    Concordo pelnamente com você. È necessário muito cuidado com a orientação recebida e qual é a fonte.

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