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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E quem disse que não gostamos dos tradicionalistas?


Depois de ter recebido a carta da Teresa, do Blog ‘Tradição Católica’, decidi expor de modo claro qual o posicionamento sobre os chamados tradicionalistas. Quando foram revogadas as excomunhões dos Bispos da FSSPX, estava em um debate no Orkut, com um fake chamado ‘Paulistano’, onde ele me interrogou sobre o fato de Bento XVI ter revogado as excomunhões sabendo do posicionamento da FSSPX sobre o concílio Vaticano II, e eu respondi: “Ora, se o ecumenismo busca a conversão dos protestantes através do diálogo, por que não conceder aos Bispos, que outrora estavam em plena comunhão com a Igreja, a chance de voltarem ao seio de onde nunca deviam ter saído?”. É difícil entender que ecumenismo é este que muitos seguidores do Vaticano II defendem, que não compreende que a volta da FSSPX é um ganho gigantesco para a Igreja. Eu falo do ecumenismo que os seguidores do Vaticano II pregam, pois o ecumenismo é anterior ao concílio.

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Lembro que muitos Bispos da Austrália, Alemanha e Itália, criticaram a atitude do Papa de revogar as excomunhões. Ora, a Montfort foi umas das primeiras associações de incitativa leiga de estudos católicos no Brasil. Muitos leigos alimentaram seu amor ao ensinamento da Igreja através dela. Não nego que certos posicionamentos da Montfort me preocupam, mas não posso deixar de relevar o valor positivo que ela possui. Voltando a carta da Teresa, ela diz ser constantemente atacada pelos neoconservadores, ora, isto é um absurdo! Discussões teológicas não se ganham no ‘grito’, muito menos com quem você só contém contato virtual. Aliás, para quem anda por aí em comunidades no Orkut onde o relativismo reina, uma conversa com um tradicionalista faz bem ao coração e ao cérebro, inclusive [risos, rs]. A causa de alguns parece estar desvirtuada, não há motivo para criar mais contendas e divergências além das que já existem, principalmente usando de meios que não condizem com a nossa posição de católicos, já que existem ofensas dos dois lados, vide o caso do Pe. Joãozinho. Mas, indo bem diretamente ao ponto, não há motivos para querermos distância dos tradicionalistas, afinal, o Diabo é o divisor do povo de Deus. O Vaticano II possui termos ambíguos? Sim, claro. Esses ‘textos ambíguos’ assim como todo magistério ordinário deve ser interpretado dentro da tradição, pois o concílio nasceu do coração de Deus, como afirmou o Papa Bento XVI, no discurso para os presentes da assembléia ordinária da congregação para o clero no dia 16 de março deste ano.

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Certamente o Vaticano II não pode ser considerado um ensinamento infalível do magistério, nisto todos concordamos. O que critico é o rigorismo de alguns tradicionalistas, ao afirmarem que a ‘Missa nova’ não presta, que o ecumenismo é maçônico, que a Igreja acatou o comunismo no Pacto de Metz, ou, pior, que o Papa está em apostasia. Sabemos que o rito Paulo VI, que foi elaborado pelo Mons. Bugnini, ‘amputou’ vários elementos da nossa Tradição romana, mas sabemos que o caos litúrgico existente é mais por causa de celebrações realizadas da pior maneira possível, do que pelo rito em si, que é santificante e lícito. Para defender o uso do rito tradicional não é necessário dizer que a ‘Missa nova foi fabricada’. Como bem lembrou o caro Captare, o fato de a Igreja estar em crise, não significa que ela e está no erro. A Igreja está em crise pelo fato do relativismo, padres modernistas, hereges públicos sem punição, estarem por aí toda parte, eu posso garantir que nunca foi de vontade de nenhum Papa que essa situação chegasse a este ponto. O Papa Paulo VI disse que se esperava do período pós-conciliar um período de tranqüilidade, mas ocorreu justamente o contrário, infelizmente.

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Enfim, coloco aqui o seguinte posicionamento: tradicionalistas e neoconservadores estão bem próximos do que católicos e protestantes ou católicos e ortodoxos. Ao invés de a cada dia um grupos segregarem-se, caminham rumo ao consentimento e a unidade. As idéias sobre a reforma da reforma do rito romano, estão cada vez mais homogêneas, assim como há grupos tradicionalistas em plena comunhão com Roma, e os dois grupos unem cada vez mais seus esforços no combate às heresias modernistas, aos abusos litúrgicos, às aberrações protestantes, etc.

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Encerro dizendo que assim como tratei a Teresa, que elogiou o blog, tratarei qualquer um dos tradicionalistas que aqui postarem sua opinião. Sem ofensas, censura, ou discriminação.

1 comentários:

  1. Sempre frequentei a missa de Paulo VI, um verdadeiro tubo de ensaios para muitos padres e leigos obsecados pela "experiência" e pela inovação. Toda missa continha sempre algum desvio, algum erro, seja durante a homilia, seja na hora da comunhão, que minha esposa e eu pinçávamos. Felizmente, descobrimos uma pequena igreja em nossa cidade onde se celebra o rito tridentino. Quanta diferença... especialmente quando a missa termina, e você sente que algo foi semeado em seu coração e começa a germinar. Então, deixo a sugestão para os blogueiros comentarem se já participaram da missa tridentina e suas impressões dela. Fausto/Jacareí

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