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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Banda Rosa de Saron: É tão profundo que só pode ser Divino


“Quem julga sem antes conhecer, perde a oportunidade de amar” ( Padre Fábio de Melo)

Numa das diversas discussões sobre música católica, fizeram uma pergunta: “O que você pensa da banda Rosa de Saron?” “É aquela banda que toca músicas subjetivas, onde eu não sei se o vocalista canta para Deus ou pra namorada dele, não falam de Deus diretamente, parecem que têm vergonha, seus fãs são jovens superficiais movidos pelas palavras e discursos sentimentalistas.” Quando se faz um diagnóstico apressado sobre um possível caso de câncer, sabe-se que se pode estar totalmente equivocado. Assim também é neste caso. Sei que sou muito suspeito de falar sobre essa banda, mas não basear-me-ei em experiências pessoais, pois isto também seria subjetivo. Irei apenas elucidar aspectos que são claros.

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Em primeiro lugar, gostaria de refletir sobre os ‘jovens superficiais’, que foram mencionados no debate. O que seria esta superficialidade? Uma superficialidade doutrinal? Isso pode ser uma verdade. Uma superficialidade sobre a própria banda? Isso também pode ser verdade. Aliás, isso ficou um tanto evidente numa ‘meteção’ de pau generalizada, na maioria das vezes por motivos fúteis, como a banda tocar em locais que vendam bebidas alcoólicas, os poucos minutos no programa da Xuxa, e coisas desse tipo que inundaram a mente de muitos neste ano de 2009, que até revolta causou nos membros da banda. Mas, não se pode dizer que é uma superficialidade ESPIRITUAL. Ora, como se podes medir a e fé da pessoa? Escutar tal banda determina o grau da minha fé? Não existe isso, é algo totalmente preconceituoso.

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Sobre a linguagem poética e subjetiva, como diria Paulo: “Fiz-me poeta para estar com os poetas”. Como não se trata de um texto apologético, não citarei a bíblia, mas qualquer um que ler o livro “Cânticos dos cânticos”, poderá ver com qual linguagem Salomão descreve o anseio do encontro entre o noivo e sua noiva. Então, quem dirá que o amor, ou melhor, a mensagem romântica, não é divina? Mas, quem ao conhecer o mínimo sobre a banda, sabe que a linguagem poética não se trata de uma manifestação de ‘vergonha’, e sim de uma ‘escolha’.

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Não é uma questão de gostar da banda, de suas músicas, ou de não ter o direito de criticar suas letras, mas sim de uma MISSÃO. Ora, o fato de desconsiderar as músicas da banda como religiosas, desconsidera também a sua missão, desconsidera a intenção de seus membros, desconsidera o propósito de vida que cada um quis assumir. Pode-se detestar de suas músicas, pode-se criticar [construtivamente] a posição da banda, se esta é a melhor forma de evangelizar, mas, ninguém, absolutamente ninguém pode dizer que o que a banda é ou não é. Aliás, muitas músicas seculares estão cheias de religiosidade implícita, tem gente que consegue ver religiosidade na música “Natrrut’s Reggae Power”, por quê a banda Rosa de Saron absolutamente não ‘passa Deus’? Jogar no lixo o propósito da banda, significa jogar no lixo suas batalhas, as conversões como a do Danilo, baterista do Ceremonya, as almas resgatas – algumas até da morte [ Sim, a menina ‘da’ música “Muitos Choram” foi uma delas]-, e tantas outras coisas que só DEUS conhece. Como já disse, a poesia encanta justamente os jovens, mas também retrata de maneira profunda a nossa condição perante Deus. Na Idade Média, o que não faltaram foram escritores trovadorescos retrataratando o Divino com versos poéticos, mas isto não se menciona, né? Mas é claro que muitos não entendem a banda, ninguém se dedicou noite e dia para fazer de um bando de jovens que ‘poderiam estar roubando, se drogando, matando, se fornicando (isso bem que parece um discurso carismático, não? [Risos!]), mas resolveram fazer um Rock para evangelizar’.

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A mensagem que a banda passa em suas músicas é tão profunda que só pode ser Divina. Neste último CD, a música “Mais que um mero poema”, elevou de tal modo a poesia rosariana que qualquer boi consegue entender que a poesia faz parte da banda, de tal modo que não se separam mais. A poesia não está ligada tão-somente à mensagem romântica, mas em toda história e toda essência da banda. Rogério Feltrin foi extremamente feliz em colocar o nome do seu livro de “Rock, Fé e Poesia”, que são uma espécie de ‘Santíssima Trindade’ da banda. São os pontos fundamentais, que sem um destes não há nenhum dos três, e onde está um, ali estão os três.

Este foi escrito conforme um preceito bíblico; São Pedro diz que devemos estar prontos para dar as razões da nossa ‘esperança’ a quem nos perguntar (1 Pe 3,15). Sendo assim, encerro e coloco-me livre para receber críticas e elogios que aqui chegarem.

1 comentários:

Apostolado Shemá
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