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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Banda Rosa de Saron: É tão profundo que só pode ser Divino


“Quem julga sem antes conhecer, perde a oportunidade de amar” ( Padre Fábio de Melo)

Numa das diversas discussões sobre música católica, fizeram uma pergunta: “O que você pensa da banda Rosa de Saron?” “É aquela banda que toca músicas subjetivas, onde eu não sei se o vocalista canta para Deus ou pra namorada dele, não falam de Deus diretamente, parecem que têm vergonha, seus fãs são jovens superficiais movidos pelas palavras e discursos sentimentalistas.” Quando se faz um diagnóstico apressado sobre um possível caso de câncer, sabe-se que se pode estar totalmente equivocado. Assim também é neste caso. Sei que sou muito suspeito de falar sobre essa banda, mas não basear-me-ei em experiências pessoais, pois isto também seria subjetivo. Irei apenas elucidar aspectos que são claros.

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Em primeiro lugar, gostaria de refletir sobre os ‘jovens superficiais’, que foram mencionados no debate. O que seria esta superficialidade? Uma superficialidade doutrinal? Isso pode ser uma verdade. Uma superficialidade sobre a própria banda? Isso também pode ser verdade. Aliás, isso ficou um tanto evidente numa ‘meteção’ de pau generalizada, na maioria das vezes por motivos fúteis, como a banda tocar em locais que vendam bebidas alcoólicas, os poucos minutos no programa da Xuxa, e coisas desse tipo que inundaram a mente de muitos neste ano de 2009, que até revolta causou nos membros da banda. Mas, não se pode dizer que é uma superficialidade ESPIRITUAL. Ora, como se podes medir a e fé da pessoa? Escutar tal banda determina o grau da minha fé? Não existe isso, é algo totalmente preconceituoso.

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Sobre a linguagem poética e subjetiva, como diria Paulo: “Fiz-me poeta para estar com os poetas”. Como não se trata de um texto apologético, não citarei a bíblia, mas qualquer um que ler o livro “Cânticos dos cânticos”, poderá ver com qual linguagem Salomão descreve o anseio do encontro entre o noivo e sua noiva. Então, quem dirá que o amor, ou melhor, a mensagem romântica, não é divina? Mas, quem ao conhecer o mínimo sobre a banda, sabe que a linguagem poética não se trata de uma manifestação de ‘vergonha’, e sim de uma ‘escolha’.

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Não é uma questão de gostar da banda, de suas músicas, ou de não ter o direito de criticar suas letras, mas sim de uma MISSÃO. Ora, o fato de desconsiderar as músicas da banda como religiosas, desconsidera também a sua missão, desconsidera a intenção de seus membros, desconsidera o propósito de vida que cada um quis assumir. Pode-se detestar de suas músicas, pode-se criticar [construtivamente] a posição da banda, se esta é a melhor forma de evangelizar, mas, ninguém, absolutamente ninguém pode dizer que o que a banda é ou não é. Aliás, muitas músicas seculares estão cheias de religiosidade implícita, tem gente que consegue ver religiosidade na música “Natrrut’s Reggae Power”, por quê a banda Rosa de Saron absolutamente não ‘passa Deus’? Jogar no lixo o propósito da banda, significa jogar no lixo suas batalhas, as conversões como a do Danilo, baterista do Ceremonya, as almas resgatas – algumas até da morte [ Sim, a menina ‘da’ música “Muitos Choram” foi uma delas]-, e tantas outras coisas que só DEUS conhece. Como já disse, a poesia encanta justamente os jovens, mas também retrata de maneira profunda a nossa condição perante Deus. Na Idade Média, o que não faltaram foram escritores trovadorescos retrataratando o Divino com versos poéticos, mas isto não se menciona, né? Mas é claro que muitos não entendem a banda, ninguém se dedicou noite e dia para fazer de um bando de jovens que ‘poderiam estar roubando, se drogando, matando, se fornicando (isso bem que parece um discurso carismático, não? [Risos!]), mas resolveram fazer um Rock para evangelizar’.

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A mensagem que a banda passa em suas músicas é tão profunda que só pode ser Divina. Neste último CD, a música “Mais que um mero poema”, elevou de tal modo a poesia rosariana que qualquer boi consegue entender que a poesia faz parte da banda, de tal modo que não se separam mais. A poesia não está ligada tão-somente à mensagem romântica, mas em toda história e toda essência da banda. Rogério Feltrin foi extremamente feliz em colocar o nome do seu livro de “Rock, Fé e Poesia”, que são uma espécie de ‘Santíssima Trindade’ da banda. São os pontos fundamentais, que sem um destes não há nenhum dos três, e onde está um, ali estão os três.

Este foi escrito conforme um preceito bíblico; São Pedro diz que devemos estar prontos para dar as razões da nossa ‘esperança’ a quem nos perguntar (1 Pe 3,15). Sendo assim, encerro e coloco-me livre para receber críticas e elogios que aqui chegarem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Por que não exportam a Missa Afro?


Conversando com um amigo, me veio à pergunta: Por que não exportam a Missa Afro ?

O Brasil é famoso mundialmente pela sua diversidade cultural, tanto que não faltam turistas para apreciar o Carnaval, à virada de ano em Copacabana, e outros tantos eventos e festas que estão ligados à cultura brasileira. Toda essa diversidade cultural que fantasia milhões de pessoas no mundo todo, se torna um negócio. Muitos eventos em países como os EUA são feitos para ‘comercializar’ a cultura do nosso país. Daí o fato do Brasil exportar músicas como as de Ivete Sangalo, que todo ano tem uma turnê na Europa, “Bruno e Marrone” que sempre vão para os EUA, etc.

Agora, por que não exportar a Missa Afro ? Ora, se a Missa Afro representa tanto a nossa cultura, se ela é tão linda e profunda, por quê não apresentar aos demais essa maravilha?

É difícil entender como isso não aconteceu ainda, grande parte dos Bispos do Brasil foram visitar o Papa esse ano, sem contar os tantos encontros anteriores que formam uma lista vasta. Como ninguém disse ao Papa: “Vossa Santidade, eu e alguns demais Bispos do Brasil estamos promovendo uma Missa com danças africanas, roda de batucada com atabaque e outros adereços. Muitas vezes dizemos que Cristo é uma espécie de Zumbi dos Palmares, que veio nos libertar. Em algumas orações invocamos orixás, dizemos que a Eucaristia é algo simbólico e abençoamos imagens umbandistas. Nós celebramos muitas vezes sem casula, colocamos roupas e adereços folclóricos ligados às crenças africanas e indígenas. Aqui temos algumas imagens [ é preciso demonstrar o produto numa negociação, né?], o que o senhor acha?”

Para quem está chegando agora ao planeta Terra, dê uma olhada nessas fotos e no vídeo, e entederás.

Mas, a questão é tão crítica que, embora a Missa Afro seja algo totalmente ‘normal’ no Brasil, Bispos e Padres que a celebram, escondem-a das autoridades eclesiásticas. É como ter vergonha do produto que ‘vende’. Já parou pra pensar? Ia ser algo maravilhoso ver uma Missa na Espanha em que o Padre celebra com roupa de toureiro, ou um Padre-Samurai usando uma espada ao celebrar uma Missa no Japão, ou ainda ver um Padre da Grécia usando aquelas roupas de Deuses gregos, como vemos em filmes. Seria algo muito legal.

Rodadas de “Doha” [ negócios] é o que não faltam, ‘mercado consumidor’ [fiéis], também não. Por que a Missa Afro não é exportada fazendo florir a diversidade cultural na Santa Missa? A Missa Afro deveria ser exportada, assim, quem sabe um dia, vemos uma Missa Afro na África.







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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL DE BENTO XVI

Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro,

e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!

«Lux fulgebit hodie super nos,

quia natus est nobis Dominus.

- Hoje sobre nós resplandecerá uma luz

porque nasceu para nós o Senhor»

(Missal Romano: Antífona de Entrada, da Missa da Aurora no Natal do Senhor).

A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.

Todavia a Bíblia e a Liturgia não nos falam da luz natural, mas de uma luz diversa, especial, de algum modo apontada e orientada para um «nós», o mesmo «nós» para quem o Menino de Belém «nasceu». Este «nós» é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene actualidade deste acontecimento.

Ao princípio, ao redor da manjedoura de Belém, aquele «nós» era quase invisível aos olhos dos homens. Como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, para além de Maria e José, poucos e humildes pastores que acorreram à gruta avisados pelos Anjos. A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso na noite. À volta tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira «que ilumina todo o homem» (Jo 1, 9). E no entanto tudo acontece na simplicidade e ocultamente, segundo o estilo com que Deus actua em toda a história da salvação. Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contacto, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz. É a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna Povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o «sinal» da sua presença salvífica e libertadora e estender o «nós» dos crentes em Cristo à humanidade inteira.

Onde quer que haja um «nós» que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis. A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela própria recebeu em dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força. Mas, não O guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica mas antes ainda moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: «Vamos até Belém» (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança.

O «nós» da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar os seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e represália e a comprometerem-se com renovado vigor e generosidade no caminho para uma convivência pacífica. O «nós» da Igreja está presente nos outros países do Médio Oriente. Como não pensar na atribulada situação do Iraque e no «pequenino rebanho» de cristãos que vive na região? Às vezes sofre violências e injustiças, mas está sempre disposto a oferecer a sua própria contribuição para a edificação da convivência civil contrária à lógica do conflito e rejeição do vizinho. O «nós» da Igreja actua no Sri Lanka, na Península Coreana e nas Filipinas, e ainda noutras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. No continente africano, não cessa de erguer a voz até Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito dos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagáscar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los. Na Europa e na América do Norte, o «nós» da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Nas Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o «nós» da Igreja é factor de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade.

Fiel ao mandato do seu Fundador, a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas. Frente ao êxodo de quantos emigram da sua terra e são arremessados para longe pela fome, a intolerância ou a degradação ambiental, a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento. Numa palavra, a Igreja anuncia por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que lhe consentem de partilhar a sorte do seu Mestre e Senhor.

Queridos irmãos e irmãs, que grande dom é fazer parte de umacomunhão que é para todos! É a comunhão da Santíssima Trindade, de cujo seio desceu ao mundo o Emanuel, Jesus, Deus-connosco. Como os pastores de Belém, contemplamos cheios de maravilha e gratidão este mistério de amor e de luz! Boas-festas de Natal para todos!

[Tradução distribuída pela Santa Sé

@ Libreria Editrice Vaticana]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Luiz Felipe Pondé arrebenta com os ateus

"O ateísmo é uma conclusão óbvia, não há nenhuma grande inteligência nisso", afirma Luiz Felipe Pondé, professor da PUC-SP, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 14-12-2009. Segundo ele, "Copenhague foi aquele tipo de concílio onde se discutia se a roupa de Jesus era dele ou não. Temperamentos autoritários gozaram de tesão em Copenhague".

Eis o artigo.

O "assunto Deus" é complicado. Em jantares inteligentes, é mais fácil você confessar que faz sexo com dobermans, prova de que seu gosto ultrapassou formas sexuais conservadoras. Mas, se falar sobre Deus, há risco grave de que não te convidem mais. E aí nunca mais aquela cozinha vietnamita. Melhor se dizer um budista light.

Mas a mania que muito religioso tem de achar que tudo na vida se deve a Deus (ou similares) é um saco! Isso fala mais de sua preguiça e medo do que de Deus.

Entendo o bode dos ateus com essa gente. Para mim, essa conversa é semelhante ao papo de que você tem câncer porque não resolveu adequadamente seus conteúdos emocionais. Ora bolas, isso quer dizer que, se todo mundo um dia for feliz, ninguém vai ter câncer? Ou que, pior, além de ter câncer, você é um babaca responsável pelo câncer porque não fez terapia? Conheço gente que se diz ateia (e com isso se acha mais inteligente, como de costume) e acredita nessa baboseira de que o amor cura câncer.

Mas, desculpe-me, ateísmo é coisa banal. Quando eu tinha oito anos era ateu. O ateísmo é óbvio (por isso comecei a desconfiar dele), diante do lamentável estado da vida: somos uma raça abandonada (Horkheimer). Ateísmo não choca mais ninguém (pelo menos quem já leu uns três livros sérios na vida), porque ateus já são vendidos às dúzias em liquidações. E mais: ser ou não ateu não diz nada acerca de como a pessoa se comporta com os outros (ao contrário do que muitos ateus e não ateus pensam). Existem canalhas de ambos os lados do muro.

Deus, como se diz em filosofia, "é uma variável sem controle epistemológico", isto é, não se testa Deus em um laboratório.

Mas, antes, uma pequena heresia.

Mais chocante hoje é alguém confessar que não crê no aquecimento global, pelo menos na versão que aconteceu nesse espetacular concílio bizantino em Copenhague, reunindo toda a gente legal do mundo.
Confesso minha fraqueza: sou um herege, não acredito que meu pequeno carro aqueça o planeta, mas já estou pagando mais imposto por isso e tenho certeza de que outros virão. Acho essa história uma mistura de ego inflado (disputamos com o Sol para ver quem aquece mais?) e tédio (que tal salvar o planeta? A vida está tão chata na Dinamarca!). Meu cachorro anda triste? Deve ser o aquecimento global.

Sei que dizem que é fato científico, mas, para mim, que sou um medieval, só acredito na ciência quando vem no formato de resultados de exames do Fleury ou do Delboni, e não quando tem a ONU no meio e gente ganhando milhares de euros salvando o planeta.

Para mim, Copenhague foi aquele tipo de concílio onde se discutia se a roupa de Jesus era dele ou não. Temperamentos autoritários gozaram de tesão em Copenhague.

E o ateísmo? A constatação de que o mundo é péssimo e, por isso, Deus não deve existir é razoável. A primeira vez que isso me ocorreu foi quando descobri que existiam colegas mais felizes do que eu na escola, e aí eu julguei o mundo injusto. Se Deus, como todo mundo me dizia, era bom, por que eu não era o cara mais forte do mundo? Decidi que Deus não existia. Ou não era bom. O ateísmo é uma conclusão óbvia, não há nenhuma grande inteligência nisso. Qualquer golfinho consegue ser ateu.

Anos mais tarde, fosse eu uma dessas pessoas legais que creem no marketing do bem, concluiria que o mais justo seria que todos fossem igualmente felizes, e aí Deus teria sido democrático. Graças a Deus nunca passei pelo ridículo de pensar assim. Quanto a Deus ser mau, concluí que melhor seria mesmo considerar o universo indiferente e cego e mecanicamente cruel. Naquele dia, tornei-me um trágico (antes de ler Nietzsche ou Darwin).

Poucos ateus não são descendentes de uma criança infeliz e revoltada (e, veja, 110% das crianças, esses pequenos lindos monstros malvados, são infelizes porque sempre existem crianças mais felizes do que você). A prova disso é que ateus gostam de falar mal da igreja (nunca superaram aquela freira azeda), de Deus (esse malvado que não me fez mais forte), ou do pai judeu (que me obrigou a só namorar judias).Ou acham que, se formos todos ateus, o mundo será melhor. Se você é assim e tem orgulho de ser ateu, você é um rancoroso.

Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer besteira (Chesterton): na Natureza, na História, na Ciência, na Dinamarca, em Si Mesmo. Essa última crença, eu acho, é a pior de todas. Coisa de gente cafona.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Jovens católicos defendem Catedral de Medellín ante a convocatória de abortistas



Em menos de doze horas, os católicos se organizaram para proteger a Catedral em uma concentração pacífica, marcada pela oração do Terço e cantos religiosos.

Os abortistas, que logo que somaram 30 manifestantes, não puderam concretizar o propósito de sua convocatória: protagonizar um ato massivo de apostasia e colar pôsteres ofensivos nas portas do principal templo da cidade.

Os manifestantes anti-vida partiram logo depois de vociferar insultos aos assistentes.

“Este fato nos demonstra que a fé na cidade está viva, que os jovens amam a Igreja e queremos viver segundo a doutrina que na Igreja o Senhor Jesus nos deixou”, declarou Liliana Vélez, uma das jovens que defendeu a Catedral.

Do mesmo modo, recordou que “como católicos merecemos respeito e temos todo o direito de que fazer que nos respeitem” assim como expressar “que nossos pastores, sacerdotes e bispos, não estão sozinhos, contam com um laicado entusiasta e decidido a lutar contra a anti-cultura de morte que alguns grupos querem impor à força, manipulando dados estatísticos, pressionando as autoridades municipais com organismos internacionais e com forjadas interpretações das leis e a constituição”.

“Os católicos vão defender Medellín e Colômbia porque não queremos viver a degradação social e moral que hoje vive a Espanha e a Europa em geral, queremos ser um país que testemunhe ao mundo que a família é fonte vida e amor, que a mulher tem dignidade, que sua vocação à maternidade e o rol que deve ter na sociedade deve ser retamente valorizado e que não queremos viver sob a escura e maligna ideologia de gênero”, adicionou.

Isso que é Juventude!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E quem disse que não gostamos dos tradicionalistas?


Depois de ter recebido a carta da Teresa, do Blog ‘Tradição Católica’, decidi expor de modo claro qual o posicionamento sobre os chamados tradicionalistas. Quando foram revogadas as excomunhões dos Bispos da FSSPX, estava em um debate no Orkut, com um fake chamado ‘Paulistano’, onde ele me interrogou sobre o fato de Bento XVI ter revogado as excomunhões sabendo do posicionamento da FSSPX sobre o concílio Vaticano II, e eu respondi: “Ora, se o ecumenismo busca a conversão dos protestantes através do diálogo, por que não conceder aos Bispos, que outrora estavam em plena comunhão com a Igreja, a chance de voltarem ao seio de onde nunca deviam ter saído?”. É difícil entender que ecumenismo é este que muitos seguidores do Vaticano II defendem, que não compreende que a volta da FSSPX é um ganho gigantesco para a Igreja. Eu falo do ecumenismo que os seguidores do Vaticano II pregam, pois o ecumenismo é anterior ao concílio.

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Lembro que muitos Bispos da Austrália, Alemanha e Itália, criticaram a atitude do Papa de revogar as excomunhões. Ora, a Montfort foi umas das primeiras associações de incitativa leiga de estudos católicos no Brasil. Muitos leigos alimentaram seu amor ao ensinamento da Igreja através dela. Não nego que certos posicionamentos da Montfort me preocupam, mas não posso deixar de relevar o valor positivo que ela possui. Voltando a carta da Teresa, ela diz ser constantemente atacada pelos neoconservadores, ora, isto é um absurdo! Discussões teológicas não se ganham no ‘grito’, muito menos com quem você só contém contato virtual. Aliás, para quem anda por aí em comunidades no Orkut onde o relativismo reina, uma conversa com um tradicionalista faz bem ao coração e ao cérebro, inclusive [risos, rs]. A causa de alguns parece estar desvirtuada, não há motivo para criar mais contendas e divergências além das que já existem, principalmente usando de meios que não condizem com a nossa posição de católicos, já que existem ofensas dos dois lados, vide o caso do Pe. Joãozinho. Mas, indo bem diretamente ao ponto, não há motivos para querermos distância dos tradicionalistas, afinal, o Diabo é o divisor do povo de Deus. O Vaticano II possui termos ambíguos? Sim, claro. Esses ‘textos ambíguos’ assim como todo magistério ordinário deve ser interpretado dentro da tradição, pois o concílio nasceu do coração de Deus, como afirmou o Papa Bento XVI, no discurso para os presentes da assembléia ordinária da congregação para o clero no dia 16 de março deste ano.

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Certamente o Vaticano II não pode ser considerado um ensinamento infalível do magistério, nisto todos concordamos. O que critico é o rigorismo de alguns tradicionalistas, ao afirmarem que a ‘Missa nova’ não presta, que o ecumenismo é maçônico, que a Igreja acatou o comunismo no Pacto de Metz, ou, pior, que o Papa está em apostasia. Sabemos que o rito Paulo VI, que foi elaborado pelo Mons. Bugnini, ‘amputou’ vários elementos da nossa Tradição romana, mas sabemos que o caos litúrgico existente é mais por causa de celebrações realizadas da pior maneira possível, do que pelo rito em si, que é santificante e lícito. Para defender o uso do rito tradicional não é necessário dizer que a ‘Missa nova foi fabricada’. Como bem lembrou o caro Captare, o fato de a Igreja estar em crise, não significa que ela e está no erro. A Igreja está em crise pelo fato do relativismo, padres modernistas, hereges públicos sem punição, estarem por aí toda parte, eu posso garantir que nunca foi de vontade de nenhum Papa que essa situação chegasse a este ponto. O Papa Paulo VI disse que se esperava do período pós-conciliar um período de tranqüilidade, mas ocorreu justamente o contrário, infelizmente.

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Enfim, coloco aqui o seguinte posicionamento: tradicionalistas e neoconservadores estão bem próximos do que católicos e protestantes ou católicos e ortodoxos. Ao invés de a cada dia um grupos segregarem-se, caminham rumo ao consentimento e a unidade. As idéias sobre a reforma da reforma do rito romano, estão cada vez mais homogêneas, assim como há grupos tradicionalistas em plena comunhão com Roma, e os dois grupos unem cada vez mais seus esforços no combate às heresias modernistas, aos abusos litúrgicos, às aberrações protestantes, etc.

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Encerro dizendo que assim como tratei a Teresa, que elogiou o blog, tratarei qualquer um dos tradicionalistas que aqui postarem sua opinião. Sem ofensas, censura, ou discriminação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Artes Sacras : A arte Bizantina




ARTE BIZANTINA

O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era.Por volta do século IV, começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio, cidade grega, depois batizada por Constantinopla. A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma; facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã - Arte Bizantina.

Graças a sua localização(Constantinopla) a arte bizantina sofreu influências de Roma, Grécia e do Oriente. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica como na cor.

A arte bizantina está dirigida pela religião; ao clero cabia, além das suas funções, organizar também as artes, tornando os artistas meros executores. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais; era o representante de Deus, tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a cabeça, e, não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa, ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus.

O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas, mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro.

A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina, elas eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada imensas cúpulas, criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados.

A Igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria), na hoje Istambul, foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina, projetada pelos arquitetos Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada, sugerindo, por associação à abóbada celeste, sentimentos de universalidade e poder absoluto. Apresenta pinturas nas paredes, colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido.

Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano, afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração.

A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI, durante o reinado do Imperador Justiniano. Porém, logo sucedeu-se um período de crise chamado de Iconoclastia.Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e o clero.

A arte bizantina não se extinguiu em 1453, pois, durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI, a arte daquelas regiões onde ainda florescia a ortodoxia grega permaneceu dentro da arte bizantina. E essa arte extravasou em muito os limites territoriais do império, penetrando, por exemplo, nos países eslavos.


UM POUCO MAIS DE SANTA SOFIA

"A verdadeira beleza de Santa Sofia, a maior igreja de Constantinopla, capital do Império Bizantino, encontra-se no seu vasto interior. Um olhar mais atento permite ao visitante ver o trabalho requintado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos agora restaurados; no mármore profundamente talhado dos capitéis das colunas das naves laterais, folhas de acantos envolvem o monograma de Justiniano e de sua mulher Teodora.No alto, sobre um solo de mármore, bordada em filigrana de sombras dos candelabros suspensos, resplandece a grande cúpula.

Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata, mosaicos e afrescos, há uma beleza natural na sua magnificência espacial e nos jogos de sombra e luz - um claro-escuro admirável quando os raios de sol penetram e iluminam o seu interior".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Internet e seu impacto em nossa sociedade e na catequese.




Li duas matérias no jornal LINK (O Estado de S. Paulo) datadas de 30/11, uma citando o Dr. Gary Small (neurocientista) e outra citando Nicholas Carr (jornalista americano ligado à área da economia). percebi que eles têm um pensamento comum em um ponto:
A internet esta modificando profundamente nossa sociedade e, segundo eles, os pontos negativos podem ultrapassar os positivos.
Dr. Gary Small afirma que as pessoas que utilizam à internet estão ficando mais inteligentes e as áreas responsáveis pelo raciocínio lógico estão se desenvolvendo, mas afirma:
Ela (a internet) de certa forma cria uma extensão da memória biológica – temos um HD externo com uma imensa quantidade de informação acessível a qualquer momento. Sacrificamos a profundidade pela amplitude.
Fonte: LINK (O Estado de S. Paulo)


Na outra matéria, Carr afirma que o Google (simbolizando a busca rápida de informações) está nos deixando idiotas.
Ele quer dizer com isso que está diminuindo a profundidade de nossas informações e prejudicando nossa capacidade de concentração. Eu seja, estamos trocando a profundidade pela amplitude.

O que isso tem haver com religião, especialmente em um Blog religioso, que usa exatamente a web para propagar informações?

Quantas vezes ouvimos, e ainda aqui no blog vi uma critica destas em um dos nossos comentários, alguém se referindo aos blogueiros que falam de cristianismo ou outros assuntos do seguimento, como teólogos superficiais. Com isso querem questionar a profundidade do conhecimento que alguém tem sobre matéria de doutrina e fé.
Bem, isso me levou a pensar e de certa forma concordar:
Quantos não estão conseguindo seus conhecimentos apenas no Google?
Não que consultar o Google seja errado, mas não deveria ser regra ou primeira fonte.
Estamos presenciando um crescente numeroso de filósofos googlistas, que espalham suas filosofia digitais sem a menor responsabilidade com a verdade, às vezes sem se dar conta disso.

Reparando ainda nos pressupostos de nossa sociedade, que é hedonista e imediatista, conseguimos a receita perfeita.
De um lado pessoas querendo conhecimento rápido e alívio imediato (me desculpe os Engenheiros) para seus ferimentos emocionais e do outro pessoas (que não necessariamente estão fora do primeiro grupo) disseminando conhecimentos e filosofias fast food, prontas para o consumo.
Se precisarmos de alguma coisa é só procurar no Oráculo (google). Eu mesmo já disse isso várias vezes. (ironia).
Mas isso tem criado uma sociedade pouco pensante, e nas questões catequéticas a fé pode ser trocada, abalada ou reforçada por qualquer artigo de um site ou blog.
Isso é um erro. Embora essas informações nos ajudem, deveriam ser apenas apoio para o início de uma busca muitos mais profunda. A internet deveria ser apenas provocativa e não dogmática no sentido de aguçar a curiosidade de aprofundamento em determinado assunto. Mas o que acontece é exatamente o contrário. Ela não pode superar o contato intelectual humano que há nas relações de conhecimento.
Muitas vezes troca-se a conversa com um sacerdote por uma simples consulta no google. Troca-se um curso ou estudo bíblico por um site de apologética.
Pense:
“Toda a base da minha fé vem da vivencia e dos estudos da mesma ou apenas do Oráculo da rede mundial?”

Dependendo da sua resposta ta na hora de rever suas fontes e dedicar um pouco mais de tempo a leitura e papos offline.

Carta de uma fiel da FSSPX sobre a entrevista do Luciano



Prezado Junior, Salve Maria Santíssima!

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Como fiel leiga da FSSPX, não posso deixar de lhe escrever a manifestar o meu descontentamento com a entrevista publicada no seu blog, a um fiel da

Fraternidade, o piedoso e combativo Luciano.

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Gostaria, se possível, que você me esclarecesse algumas dúvidas.

O meu nome é Teresa, tenho 23 anos, sou portuguesa e vivo em Portugal. Conheci o seu blog através do Sucessão apostólica da minha amiga Ana Maria.

Sou autora dos três blogs colocados abaixo; blogs esses que, se vc der uma vistinha de olhos, não são nada extremistas - um deles é muito criticado por alguns - não todos - católicos mais tradicionais - por citar muitos documentos do magistério actual.

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Ora bem, as minhas perguntas são as seguintes:

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1 O Luciano afirma num dos comentários que desconhecia que aquela conversa - de msn - seria uma entrevista. Isso é verdade? Ou melhor, verdade é; mas é exactamente assim como eu estou a descrever? Ou seria necessário matizar alguma coisa?

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Caso seja verdade, a pessoa que publicou a entrevista sem autorização agiu muito desonestamente.

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2 Fico tão triste quando os nossos irmãos de fé nos tratam do modo como o tal Guilherme tratou a Fsspx inteira.

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Eu sou fiel da Fraternidade, se puder só vou a missas da Fraternidade, luto pela fraternidade até ao fim. Mas amo o Papa Bento XVI, faço um esforço muito grande por compreender a vossa posição na crise - embora creia que está errada -, tento aproximar-me de vocês por senso de catolicidade, nunca gostei do sectarismo; por que motivo nos tratam assim? Como estando fora da Igreja, inimigos de Cristo, hereges, cismáticos...

Vocês não se dão conta de que magoam no mais fundo da alma?

Sou católica, submeto-me ao Santo Padre quando ele ensina o que a Igreja sempre ensinou e sou absolutamente obrigada - porque eu n queria - a resistir-lhe quando ensina algo que é contrário à fé. Quem, em sã consciência; qual é o católico digno desse nome que gosta de desobedecer ao Papa? Mas se o ensinamento dele é contrário ao que sempre foi ensinado na Igreja, não me resta outra alternativa, embora com muita dor!

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Não é justo que, cada vez que tento aproximar-me de outros católicos - vocês, os chamados conservadores -, vocês nos hostilizem, marginalizem e tratem com tanto desrespeito.

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Eu não me sinto herege, a consciência de nada me acusa. Desobedeço e resisto para me mante fiel à fé de sempre. Por que é que têm de nos hostilizar tanto?

É tão difícil defender a verdade. Não pense que eu gosto de ser humilhada, ridicularizada, chamada de herege. É preciso ter-se muito amor à verdade para resistir a ser colocados de parte, marginalizados por todos.

Eu amo e respeito o Santo Padre, há muitos sacerdotes da Fsspx - veja o exemplo do nosso superior geral Dom Fellay - que amam e respeitam o Papa.

Parem, pelo amor de Deus, de nos chamar inimigos da Igreja e hereges. Eu sei que há muito radicalismo, há alguns extremistas na Fraternidade, mas:

nem são todos, nem são a maioria.

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Dom Lefebvre foi um grande bispo que, um dia, será colocado nos altares. N foi um sectário, n fundou uma nova igreja, como maldosamente disse aquele guilherme.

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Muito preconceito e muita malícia.

Parem de olha para nós assim.

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Eu faço um esforço tão grande por compreender-vos - aos conservadores -, recebo críticas dos mee alguns amigos tradicionais por tentar aproximar-me de vocês, alguns chamam-me ecuménica. Um absurdo, porque todos somos católicos. Por que é que vocês não tentam também fazer um esforço para nos compreender e, sobretudo, para rebater os nossos argumentos?

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Nós provamos o que dizemos, nós mostramos os erros do Concílio.

E agora eu quero deixar uma coisa muito clara: eu, Teresa Moreno, a título pessoal, não sou contra o Concílio como um todo. Sou contra os seus erros modernistas, que é outra coisa. A letra do Concílio tem erros, sim! Mas eu n sou contra o Concílio como um todo.

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Bom, creio que já disse tudo o que desejaria.

Subscrevo-me nos corações de Jesus e Maria,

Teresa

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http://emdefesadelefebvre.blogspot.com

http://vida-espiritual-catolica.blogspot.com

http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com

[veja neste último, como eu desrespeito o Papa! rsrs]

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