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sábado, 21 de novembro de 2009

Inquisição - Concílios de Verona e Latrão

Em 1184, no Concílio de Verona, feito para combater o catarismo na Itála, o Papa Lúcio III, junto com o Imperador Frederico II, ordenou que se tomassem medidas para combater a propaganda herética na Itália, investigando as ações dos hereges para coibi-los (Cfr. João Bernardino Gonzaga, A Inquisição em seu Mundo, Saraiva, 8a. edição, São Paulo, 1994, p. 97 e Rino Camillieri, La Vera Storia della Inquisizione, Piemme, Casale di Monferratto, 2001, p. 31 - feita por Dr. Prof. Orlando Fedeli ).

Segundo Guiraud, que é um dos mais abalizados historiadores da Inquisição, o exame das doutrinas heterodoxas dos séculos XI e XII e a enumeração das perturbações que elas provocaram demonstra:

1) Que depois do ano mil a heresia deixa de ser uma opinião puramente teológica, destinada a ser discutida no recinto das escolas, mas se transforma cada vez mais em doutrinas anti-sociais e anárquicas, em oposição não somente com a ordem social da Idade Média, mas ainda com a ordem social de todos os tempos.

2) Que essas doutrinas anarquistas provocaram movimentos subversivos e perturbações profundas no seio do povo, e que assim a heresia que as informava se transformou num perigo público.

3) Que, desde então, a autoridade temporal teve tanto interesse quanto a autoridade espiritual em combater e em destruir a heresia.

4) Que essas duas autoridades, depois de haver agido separadamente durante muito tempo — o Estado pelas condenações de seus tribunais à forca e à fogueira, e a Igreja pela excomunhão e pelas censuras eclesiásticas — acabaram por unir seus esforços em uma ação comum contra a heresia.

5) Que essa ação conjunta inspirou as decisões do Concílio de Latrão em 1179 e do Concílio de Verona em 1184.


Eis, portanto, bem delineado o caráter da Inquisição, tal como foi estabelecido pelas Decretais de Alexandre III no Concílio de Latrão e de Lúcio III no Concílio de Verona. Podemos defini-la como um sistema de medidas repressivas, umas de caráter espiritual, outras de caráter temporal, promovidas simultaneamente pelo poder eclesiástico e pelo poder civil para a defesa da ortodoxia religiosa e da ordem social, ameaçadas igualmente pelas doutrinas teológicas e sociais da heresia (Jean Guiraud, "La Inquisition Médievale").

"Estando os brabanções, aragoneses, navarros, bascos, coteraux e triaverdinos exercendo tã o grandes crueldades sobre os cristãos, não respeitando nem igrejas nem mosteiros e não poupando viúvas, órfãos, velhos e crianças, não tendo consideração nem para a idade nem para o sexo, mas derrubando e devastando tudo como pagãos, ordenamos a todos os fiéis, pela remissão de seus pecados, que se oponham corajosamente a essas selvagerias e defendam os cristãos contra esses infelizes". São esses hereges acusados de exercer devastações nas regiões que ocupam, e se Alexandre III ordena contra eles uma cruzada, é para remediar grandes desastres, ut tantis claudibus re viribiliter opponant (Decreto de Gregório IX, v. VII, 8).

3 comentários:

  1. Pô cara ta de parabens!!!

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  2. nossa, muita história pra minha cabeça

    e é verdade, a pratica de tais crmes ainda acontecem até hj

    é heresia o nome disso né?

    bem, o texto é muito complicado pra minha cabeça, eu teria que ler de novo pra entender um pouco melhor, mas eu vos digo auhsuas < , que o texto explica, mas não o suficiente pra minha cabeça rodar

    abraços

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