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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Eucaristia - presença real de Cristo!


"Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?! Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna." (Evangelho segundo S. João 6, 52-59.)

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São Boaventura dizia que a Eucaristia é um mistério difícil, seguro e doce. Difícil porque tudo é aparentemente escondido, exige o olhar da fé. Seguro pois apóia-se nos ensinamentos do próprio Jesus nos evangelhos. Doce pelo fato de ser o alimento capaz de trazer todas as graças, conforto e favores celestiais.

Pascal, o grande pensador cristão, afirmava:

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"Como abomino estas dúvidas de não acreditar na Eucaristia. Se o Evangelho é verdadeiro, se Jesus é Deus, qual a dificuldade em crer em verdade tão sublime?"

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A instituição da Eucaristia e a Ceia Pascal judaica

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Jesus Cristo celebrou pela primeira vez a Eucaristia reunido com os apóstolos na noite de quinta-feira santa, véspera de sua paixão e morte.

"Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão..."

(1Cor 11,23)

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A ceia judaica começava com uma primeira bênção do vinho. Este primeiro cálice, servido de uma única jarra, era o símbolo da unidade de todos os presentes. Jesus, antes da consagração, também serviu este primeiro cálice:

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"Pegando o cálice, deu graças e disse: 'Tomai este cálice e distribuí-o entre vós'"(Lc 22,17)

Então tinha lugar a bênção da festa. Em continuação apresentava-se ao chefe da família a bacia e a toalha para lavar as mãos, como símbolo da purificação interior de todos os convidados. jesus aprofundou o conteúdo desse momento, introduzindo o lava-pés, ensinando aos seus apóstolos o caminho do serviço em favor do outro e da humildade:

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"...se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros"

(Jo 13,14)

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E por fim, todos comiam ervas amargas e era apresentado o pão ázimo (sem fermento). As ervas amargas molhadas em água salgada simbolizavam a dor e as lágrimas da escravidão do Egito.

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Provavelmente nesse momento o Senhor faz o anúncio da traição de Judas:

"Durante a ceia, disse: 'Em verdade vos digo: um de vós me há de trair'. com profunda aflição, cada um começou a perguntar: 'Sou eu, Senhor?' Respondeu Ele: 'Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá'"

(Mt 26,21-23)

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E lhe dá um pedaço de pão:

"...Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes"

(Jo 13,26)

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A seguir era dado o segundo cálice com vinho, e um dos presentes pedia ao pai de família para contar o sentido daquela refeição. De um modo simples eram explicados os principais elementos. Páscoa significa passagem, conforme Ex 12,2627:

"E quando vossos filhos vos disserem: que significa esse rito? Respondereis: é o sacrifício da Páscoa, em honra do Senhor que, ferindo os egípcios, passou por cima das casas dos israelitas no Egito e preservou nossas casas"

O pão é sem fermento porque, na pressa de fugir dos egípcios,

"o povo tomou a sua massa antes que fosse levedada"

(Ex 12,34)

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O significado da presença real de Jesus

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Uma das dificuldades em relação à Eucaristia é compreender a intenção de Jesus ao celebrar a última ceia. Novamente é necessário recorrer à Sagrada Escritura para entender o significado das Palavras do Senhor.

Quando Jesus disse "Isto é o meu corpo", com toda a probabilidade usou o termo basar = carne. Em hebraico ou aramaico o termo "carne" indica a pessoa por inteiro, e não só a matéria ou corpo físico. Por meio da afirmação "isto é meu corpo", Jesus revelou estar dando a totalidade do seu ser: corpo, sangue, alma e divindade.

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A mesma reflexão vale para o termo "sangue" (dam). Ele tem um caráter sagrado, pois significa vida e tem uma ligação direta com Deus, o único Senhor da vida.

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"A alma da carne está no sangue, e dei-vos esse sangue para o altar, a fim de que sirva para expiação de vossas almas, porque é pela alma que o sangue expia"

(Lv 17,11)

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"Mas guarda-te de absorver o sangue; porque o sangue é a vida, e tu não podes comer a vida com a carne"

(Dt 12,23)

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Portanto, o sangue tinha um uso cultual, isto é, o sangue era usado no altar para a expiação dos pecados. Em relação ao homem representa a pessoa com toda a sua vitalidade existencial. As palavras "isto é meu sangue" indicam que Jesus Cristo apontou para si, oferecendo novamente toda a Sua pessoa.

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No discurso do pão da vida (Jo 6), o Senhor já havia preparado os apóstolos para compreender o verdadeiro significado das suas palavras. Em Jo 6,27, lemos:

"Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do homem vos dará"

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O Cristo fala de algo ainda não dado, do que se trata? A resposta encontramos em Jo 6,51:

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo."

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Onde Ele deu o pão como sendo sua carne? No cenáculo durante a última ceia: .

"Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: 'Tomai e comei, isto é meu corpo'"

(Mt 26,26)

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A afirmação

"...e o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo" provocou a reação de alguns judeus:

"como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?"

(Jo 6,52)

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Veja a situação real:

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“Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?! Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna." (Evangelho segundo S. João 6, 52-59.)

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Eles tinham entendido o ensino sobre o pão da vida em sentido literal. Para os judeus era algo grave e escandaloso, por ser expressamente proibido beber o sangue:

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"A todo israelita ou a todo estrangeiro, que habita no meio deles, e que comer qualquer espécie de sangue, voltarei minha face contra ele, e exterminá-lo-ei do meio de seu povo"

(Lv 17,10)

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Se tivessem interpretado errado a sua explicação, e Jesus Cristo quisesse que entendessem somente de modo simbólico as suas expressões "carne" e "sangue", Ele teria corrigido o engano. Isso não aconteceu. Ao contrário, reafirmou a necessidade de comer a sua carne e beber o seu sangue:

"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna... pois minha carne é verdadeiramente uma comida e meu sangue, verdadeiramente uma bebida"

(Jo 6,54-55)

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Portanto, mesmo com todas estas evidências, alguns conseguem – não sei como - negar a presença real de Cristo na Eucaristia.

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Fontes:

(Católico pode ou não pode? Por que? - 2ª Parte" , Pe. Alberto Gambarini, 5ª Edição, Ed. Ágape)


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