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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

“As Universidades brotaram do coração da Igreja Católica” Parte I


"Observemos aqui como que uma lei que nunca conheceu exceções. Em todas as encruzilhadas decisivas na história, sempre se encontrou na Igreja uma figura significativa que parecia ter sido colocada no dobrar dois séculos como a própria testemunha de Deus" (D.Rops, vol. II, p.61).

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Muito se fala da Idade Média como um período de obscurantismo intelectual, ignorância e alienação como frutos do ‘domínio’ da Igreja Católica, Idade das trevas e todos os pejorativos que podemos encontrar no sentido de taxar a Idade Média como um período de regressão intelectual. O que vou apresentar aqui são verdades históricas comprovadas por historiadores sérios, é pra destruir sem dó tudo o que professores deturpadores colocam como ‘Dogmas’ históricos.

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Houve na história um regresso intelectual no período pós-império romano, mas é um absurdo atribuí-lo ao Cristianismo, A causa básica da regressão cultural não foi o Cristianismo, mas o barbarismo; não a religião, mas a guerra. O empobrecimento e ruína das cidades, mosteiros, bibliotecas, escolas, tornaram impossível a vida escolar e científica” (Will Durant, 1950)

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O que não se fala é que coube a Igreja o papel de reorganizar a sociedade destruída pelo barbarismo. No século VI, São Cesário de Arles já expunham no Concílio de Vaison (529) a necessidade imperiosa de criar escolas no campo; e os bispos se dedicaram a isto. Da mesma forma foi a Igreja que montou para Carlos Magno (814) a sua política escolar; e retomou a tarefa educadora no século X após o fim do seu Império. O III Concílio de Latrão (1179), em Roma, presidido pelo Papa Alexandre III (1159-1181), ordenou ao clero que abrisse escolas por toda a parte para as crianças, gratuitamente. Obrigou a todas as dioceses terem ao menos uma. Essas escolas foram as sementes das Universidades que logo surgiam: Sorbonne (Paris), Bolonha (Itália), Canterbury (Inglaterra), Toledo e Salamanca (Espanha), Salerno e Raviera na Itália; Coimbra em Portugual, La Sapienza (Roma).

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O Prof. Felipe Aquino, na sua obra “Uma História que não é contada”, diz:

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“Por volta de 1100, no meio de uma grande fermentação intelectual, surge pelas mãos da Igreja o ensino superior, as Universidades; o orgulho

da Idade Média cristã, irmãs das Catedrais. A sua aparição é um marco na história da civilização ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Elas nasceram ás sombras das Catedrais e dos mosteiros. Logo receberam o apoio das autoridades da Igreja e dos Papas. Assim, diz Daniel Rops, " a Igreja passou a ser matriz de onde saiu a Universidade " ( D. Rops, vol. III p, 345 ).”
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Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes ( italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc. ). O Papa Clemente V (1305-1314) no Concílio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais ( hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.) o que em breve foi feito também em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.
O que tínhamos antes, não eram universidades, não havia uma sistematização do conhecimento como temos hoje. Sim, o modelo de universidades que temos hoje é semelhante ao da Idade Média.
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"Das 75 Universidades criadas de 1100 a 1500, 47 receberam a Bula Papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico." ( sodano, 2004; Apud Souzam T. F., 2007).
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Muitas vezes o papa interveio para que as universidades pagassem os salários dos professores; Bonifácio VIII (1294-1303), Clemente V (1305-1314), Clemente VI (1342-1352), e Gregório XI (1370-1378) fizeram isso. "Na universidade e em outras partes, nenhuma outra instituição fez mais para promover o saber do que a Igreja Católica", garante Thomas Woods (p.51).

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Mas, muitos vão dizer que as Universidades eram freqüentadas apenas por nobres, e, portanto, a maioria esmagadora da população era ignorante. Mas isto não é verdade;

No terceiro Concílio de Latrão, decretou:

" A Igreja de Deus, qual mãe piedosa, tem o dever de velar pelos pobres aos quais pela indigência dos pais faltam os meios suficientes para poderem facilmente estudar e progredir nas letras e nas ciências. Ordenamos, portanto, que em todas as igrejas catedrais se proveja um benefício ( rendimento ) conveniente a um mestre, encarregado de ensinar gratuitamente os clérigos dessa Igreja e a todos os alunos pobres" ( can. 18, Mansi XXII 227s ).

O IV Concílio ecumênico do Latrão (1215), renovou este decreto. Como, então, algum professor mal informado, ou mal intencionado pode afirmar que a Igreja manteve o povo nas trevas e na ignorância na Idade Média? Como é possível que a história seja tão manipulada ou distorcida?
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Thomas Woods afirma:
De uma maneira geral, os estudantes pobres eram particulamente numerosos nas universidades em que as faculdades de Artes e naquelas com características eclesiástica. O Chancer da Universidade de Paris, Jena Gerson ( 1363-1429 ), filho primogênito de uma família camponesa de doze filhos e nascido na pequena Vila Ardennais, havia começado seus estudos no mosteiro Saint-Remi em Reims. Ainda no século XIX, o monge agostiniano Gregor Mendel ( 1822-1884 ), cujo trabalho explicou a hereditariedade e fundou a Genética, era filho de camponeses pobres em Brunn, Moravia
( T. Woods, 2005)

Para encerrar:

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"Bem mais do que o povo hoje tem conciência, a Igreja moldou o tipo de Civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não difam isso, a Igreja foi a indispensável construtora da Civilização Oriental. A Igreja não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates dos gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização."
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(Dr Thomas Woods, PHD de Harvard- EUA/2005)

domingo, 29 de novembro de 2009

A Igreja Transexual do Império Invisível - Sátira

Um grupo de teatro realizou este trabalho:




Até que ponto a ironia fere a caridade cristã?

PS: O vídeo não remete ao posicionamento do site.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Eucaristia - presença real de Cristo!


"Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?! Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna." (Evangelho segundo S. João 6, 52-59.)

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São Boaventura dizia que a Eucaristia é um mistério difícil, seguro e doce. Difícil porque tudo é aparentemente escondido, exige o olhar da fé. Seguro pois apóia-se nos ensinamentos do próprio Jesus nos evangelhos. Doce pelo fato de ser o alimento capaz de trazer todas as graças, conforto e favores celestiais.

Pascal, o grande pensador cristão, afirmava:

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"Como abomino estas dúvidas de não acreditar na Eucaristia. Se o Evangelho é verdadeiro, se Jesus é Deus, qual a dificuldade em crer em verdade tão sublime?"

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A instituição da Eucaristia e a Ceia Pascal judaica

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Jesus Cristo celebrou pela primeira vez a Eucaristia reunido com os apóstolos na noite de quinta-feira santa, véspera de sua paixão e morte.

"Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão..."

(1Cor 11,23)

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A ceia judaica começava com uma primeira bênção do vinho. Este primeiro cálice, servido de uma única jarra, era o símbolo da unidade de todos os presentes. Jesus, antes da consagração, também serviu este primeiro cálice:

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"Pegando o cálice, deu graças e disse: 'Tomai este cálice e distribuí-o entre vós'"(Lc 22,17)

Então tinha lugar a bênção da festa. Em continuação apresentava-se ao chefe da família a bacia e a toalha para lavar as mãos, como símbolo da purificação interior de todos os convidados. jesus aprofundou o conteúdo desse momento, introduzindo o lava-pés, ensinando aos seus apóstolos o caminho do serviço em favor do outro e da humildade:

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"...se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros"

(Jo 13,14)

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E por fim, todos comiam ervas amargas e era apresentado o pão ázimo (sem fermento). As ervas amargas molhadas em água salgada simbolizavam a dor e as lágrimas da escravidão do Egito.

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Provavelmente nesse momento o Senhor faz o anúncio da traição de Judas:

"Durante a ceia, disse: 'Em verdade vos digo: um de vós me há de trair'. com profunda aflição, cada um começou a perguntar: 'Sou eu, Senhor?' Respondeu Ele: 'Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá'"

(Mt 26,21-23)

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E lhe dá um pedaço de pão:

"...Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes"

(Jo 13,26)

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A seguir era dado o segundo cálice com vinho, e um dos presentes pedia ao pai de família para contar o sentido daquela refeição. De um modo simples eram explicados os principais elementos. Páscoa significa passagem, conforme Ex 12,2627:

"E quando vossos filhos vos disserem: que significa esse rito? Respondereis: é o sacrifício da Páscoa, em honra do Senhor que, ferindo os egípcios, passou por cima das casas dos israelitas no Egito e preservou nossas casas"

O pão é sem fermento porque, na pressa de fugir dos egípcios,

"o povo tomou a sua massa antes que fosse levedada"

(Ex 12,34)

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O significado da presença real de Jesus

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Uma das dificuldades em relação à Eucaristia é compreender a intenção de Jesus ao celebrar a última ceia. Novamente é necessário recorrer à Sagrada Escritura para entender o significado das Palavras do Senhor.

Quando Jesus disse "Isto é o meu corpo", com toda a probabilidade usou o termo basar = carne. Em hebraico ou aramaico o termo "carne" indica a pessoa por inteiro, e não só a matéria ou corpo físico. Por meio da afirmação "isto é meu corpo", Jesus revelou estar dando a totalidade do seu ser: corpo, sangue, alma e divindade.

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A mesma reflexão vale para o termo "sangue" (dam). Ele tem um caráter sagrado, pois significa vida e tem uma ligação direta com Deus, o único Senhor da vida.

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"A alma da carne está no sangue, e dei-vos esse sangue para o altar, a fim de que sirva para expiação de vossas almas, porque é pela alma que o sangue expia"

(Lv 17,11)

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"Mas guarda-te de absorver o sangue; porque o sangue é a vida, e tu não podes comer a vida com a carne"

(Dt 12,23)

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Portanto, o sangue tinha um uso cultual, isto é, o sangue era usado no altar para a expiação dos pecados. Em relação ao homem representa a pessoa com toda a sua vitalidade existencial. As palavras "isto é meu sangue" indicam que Jesus Cristo apontou para si, oferecendo novamente toda a Sua pessoa.

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No discurso do pão da vida (Jo 6), o Senhor já havia preparado os apóstolos para compreender o verdadeiro significado das suas palavras. Em Jo 6,27, lemos:

"Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do homem vos dará"

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O Cristo fala de algo ainda não dado, do que se trata? A resposta encontramos em Jo 6,51:

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo."

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Onde Ele deu o pão como sendo sua carne? No cenáculo durante a última ceia: .

"Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: 'Tomai e comei, isto é meu corpo'"

(Mt 26,26)

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A afirmação

"...e o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo" provocou a reação de alguns judeus:

"como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?"

(Jo 6,52)

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Veja a situação real:

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“Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?! Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna." (Evangelho segundo S. João 6, 52-59.)

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Eles tinham entendido o ensino sobre o pão da vida em sentido literal. Para os judeus era algo grave e escandaloso, por ser expressamente proibido beber o sangue:

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"A todo israelita ou a todo estrangeiro, que habita no meio deles, e que comer qualquer espécie de sangue, voltarei minha face contra ele, e exterminá-lo-ei do meio de seu povo"

(Lv 17,10)

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Se tivessem interpretado errado a sua explicação, e Jesus Cristo quisesse que entendessem somente de modo simbólico as suas expressões "carne" e "sangue", Ele teria corrigido o engano. Isso não aconteceu. Ao contrário, reafirmou a necessidade de comer a sua carne e beber o seu sangue:

"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna... pois minha carne é verdadeiramente uma comida e meu sangue, verdadeiramente uma bebida"

(Jo 6,54-55)

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Portanto, mesmo com todas estas evidências, alguns conseguem – não sei como - negar a presença real de Cristo na Eucaristia.

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Fontes:

(Católico pode ou não pode? Por que? - 2ª Parte" , Pe. Alberto Gambarini, 5ª Edição, Ed. Ágape)


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