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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Resposta ao Gerente do Portal Veritas, comentário sobre o Homossexualismo.

O Caríssimo irmão Breno Bastos, comentou em um de nossos textos e publicou em seu portal um texto referente ao Cristianismo e o homossexualismo.

Nome: Breno Bastos

Escolaridade: Bacharelando em Filosofia

Breno, Pax Domini.

Breno, você disse:

“Quando dizemos que a Igreja Católica Roma condena a homoafetividade podemos cair em grave erro, por várias razões. Antes, temos várias correntes de pensamento, muitas delas conflitantes umas com as outras. O que tenho percebido nos últimos anos – por itinerâncias em algumas paróquias, contato com pessoas diferentes, grupos dos mais variados – é que, a grosso modo, o movimento leigo, mesmo fazendo parte do corpo místico de Christo, costuma considerar as suposições bíblicas literalmente. Não desejo com isso considerar que todo o laicato esteja desprovido de maiores reflexões, mas apenas apontar para uma constatação muito nítida.”

Sua colocação está perfeita. A homoafetividade não é algo condenado pela Igreja, muito menos o homossexual . A Igreja condena o ATO HOMOSSEXUAL, e não há corrente ideológica que pregue isto sem ser condenada pela Igreja:

Catecismo da Igreja Católica §2359
As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

A Igreja acolhe, orienta, e ajuda a pessoa com homoafetividade. O que ela condena é o ato homossexual, que fere diretamente o 6º mandamento. Diferente de outras religiões onde são até condenados à morte, por suas tendências sexuais.

Assim se pronunciou a Congregação para Doutrina da Fé aos Bispos da Igreja:

“Em Gênesis 3, nós achamos que esta verdade sobre a pessoa a ser uma imagem de Deus tem sido obscurecida pelo pecado original. Há inevitavelmente resulta uma perda de consciência do caráter covenantal da união dessas pessoas tinham com Deus e uns com os outros. O corpo humano mantém a sua "esponsal significado", mas isto agora está encoberto pelo pecado. Assim, em Gênesis 19:1-11, a deterioração devido ao pecado continua na história dos homens de Sodoma. Não pode haver dúvida de o julgamento moral feita há contra relações homossexuais. Em Levítico 18:22 e 20:13, no decurso de descrever as condições necessárias para pertencer ao povo eleito, o autor exclui do Povo de Deus os que comportam um homossexual na moda.

No contexto desta exposição de teocrático lei, uma perspectiva escatológica é desenvolvido por São Paulo, quando, em I Coríntios 6:9, ele propõe a mesma doutrina e listas aqueles que comportam um homossexual na moda entre os que não devem entrar no Reino de Deus. “


(Sagrada Congregação para doutrina da fé, Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a pastoral das pessoas homossexuais)

São Paulo, em sua primeira carta aos coríntios diz claramente: "Acaso não sabeis que os iníquos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis, nem os crapulosos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas... hão de possuir o reino de Deus." (I Coríntios, IV, 9-10)

Na carta de São Paulo aos romanos, ele diz a respeito dos gentios: "Pelo que os entregou Deus aos desejos dos seus corações, à imundícia...Por isso os entregou Deus às paixões de ignomínia. Porque as suas mulheres mudaram o natural uso em outro uso, que é contra a natureza. E assim mesmo também os homens, deixado o natural uso das mulheres, arderam nos seus desejos mutuamente, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em si mesmos a paga que era devida ao seu pecado."
(Romanos, I, 25-27).

Passando a diante:

“Isso ocorre porque o entendimento de pecado sempre surge como uma força extra-humana, super-humana, de nós contra nós mesmos. De algo que devemos à todo custo, mesmo que isso produza sofrimento por toda a vida, suprimir. O pecado toma aqui o conceito de auto-sabotamento. Alguém pode muito ter a vontade de fazer algo, mas esse algo é moralmente errado. Então, ele é contido, mas não desaparece; continua lá, presente, esperando ansiosamente por um momento em que essa contenção não será mais possível em razão do sofrimento que gera. E tenham certeza, a infelicidade não é o desejo de Deus”.

Me desculpe, mas aqui se manifesta uma opinião sua contra à doutrina da Igreja. O homem nasce pecador, e se não fosse pelo ato salvífico de Cristo, todos estaríamos condenados. Para o homem, em seu livre arbítrio, resta apenas escolher acatar ou não, a salvação.

Uma vida no pecado nunca pode estar ligada verdadeiramente ao gozo da felicidade plena. Mas, por quê então nascemos pecadores? O pecado tem um lugar no plano de salvação de Deus para com a humanidade:

Paulo diz claramente que se não houvesse pecado no mundo, não precisaríamos do sacrifício de Cristo:
“A prova de que Deus no ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.”


Posteriormente por revelação divina, percebe-se que o pecado tinha um lugar e um propósito no plano de Salvação:

“Deus encerrou todos na desobediência (pecado), afim de usar misericórdia para com todos.”(Rm 11,32)


O pecado tinha um misterioso lugar no plano de salvação. Por isso exclama:
“Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus!
Como são insondáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos.” (Rm 11,33)


E revela de forma pioneira o fato maravilhoso:
“Onde se multiplicou o pecado, a graça transbordou.” (Rm 5,20)

Assim determina de modo infalível o Concílio de Trento:

“791. 4) Se alguém negar que se devam batizar as crianças recém-nascidas, ainda mesmo quando nascidas de pais batizados; ou disse que devem ser batizadas, sim, para a remissão dos pecados, mas que nada trazem do pecado original de Adão que seja necessário expiar-se no lavacro da regeneração para conseguir a vida eterna, donde resulta que neles a forma do batismo não deve ser entendida como em remissão dos pecados – seja excomungado, porque não é de outro modo que se deve entender o que o Apóstolo: Por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte e assim a morte passou a todos os homens naquele em que todos pecaram (Rom 5, 12)”

Você argumenta:

“Então, como convergir Christo e o homem, com todas as potencialidades de que ele é capaz? Apenas sendo homem. Christo se fez Christo sendo homem. Experimentando o medo, a angústia, a solidão, tão comuns a todos nós, e transcendendo-os, na medida do possível, considerando o momento específico de cada subjetividade, seus traços psicológicos, sua forma de encarar os desafios propostos pela existência.”

Cristo se fez igual ao homem em TUDO, exceto no pecado. Assim diz a Sagrada Escritura: Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos. (Romanos 5, 17-19)

Sim, a salvação é justamente concedida aos homens pelos méritos que Cristo conquistou no ato maior de sua paixão para com a humanidade. Para ser salvo é preciso um esforço de nossa parte, em permanecer na Graça, em cumprir os mandamentos, etc. Mas aquilo que o homem não pode fazer por si mesmo, Cristo o fez, e por isso a Salvação da morte gerada pelo pecado, é algo sobrenatural, que não pode vir se não daquele que ofertou à humanidade o sacrifício perfeito.

“Caímos em grave erro quando pensamos que o santo é aquele sujeito que se sufoca, se suprimi, se escamoteia. Esse não é um santo; é um neurótico no sentido técnico do termo, alguém que, se prosseguir dessa forma, poderá evoluir para um surto psicótico. A santidade é um arquétipo de sublimação, um alvo pretendido pelo cristão, e se satisfaz no tempo e no espaço. Não se nasce santo; antes, faz-se santo à medida que se encontra meios de expressão no processo histórico.”

A doutrina da Igreja, com todos os seus dogmas não são colocados de forma para aprisionar o povo de Deus, em fazer com que ele leve uma vida pessimista em relação ao mundo, a doutrina é justamente a ação da Igreja de guia do povo de Deus, a doutrina são canais da Graga de Deus, que fora da Graça não é possível agradar a Deus (Cf Hebreus XI, 10)

Longe de querermos sufocar o homem, a Igreja quer libertá-lo, pois Cristo veio para trazer a verdadeira libertação. A doutrina de Cristo é justamente esta que Salva e Liberta. Assim diz a Sagrada Escritura: ” Todo o poder Me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos.” (Mt 28,18-20; cf. ainda Lc 24,46-48; Jo 17,18; 20,21; Actos 1,8).

E assim nos ensina a Santa Igreja, mãe e mestra:

Compreende-se, portanto, que, em obediência ao mandato do Senhor (cf. Mt 28,19-20) e como exigência do amor para com todos os homens, a Igreja « anuncia e tem o dever de anunciar constantemente a Cristo, que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), no qual os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou todas as coisas consigo ».(Conc. Vaticano II, Decl. Nostra aetate, n. 2. in DOMINUS IESUS, n.22)

Por amor para com todos os homens, a Igreja, com a autoridade e missão recebida de Cristo, prega a verdadeira felicidade, e a verdadeira forma de realização plena, pois, não pode haver verdadeira felicidade fora da LIBERDADE e da VERDADE, e estás só podem ser encontradas dentro da doutrina de Cristo.

A própria Bíblia diz que que não podemos condescender com doutrinas estranhas:

"Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da doutrina que recebestes. Evitai-os!"
(Rm 16,17)

"Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes,seja ele excomungado!"
(Gl 1,19)

"Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si."
(2Tm 4,3)

Por fim vale dizer:

Porque para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro! (Fl 1,21).

6 comentários:

  1. O Breno mostra com muita enfase o tipico pensamento da Teologia da libertacao, que encerra em apenas humano e imanente a histõria de Cristo e da acao de Deus, quando ela so se torna verdadeiramente salvifica na divindade e na trascendencia embora aconteca no tempo e na encarnacao do verbo.
    Indico ao senhor breno ler o livro Jesus de Nazare, do Papa Bento XVI. Ai sim tera uma visao mais acertada da pessoa de cristo e do plano de salvacao de Deus.

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  2. Breno, o seu maior erro é colocar que a luta do homem contra o pecado é paránóia, e que deve ser entendida de um modo ruim. O que há de mal no mundo é fruto do pecado, e pelo pecado veio tanto a morte corporal e espiritual do homem. Ignorar isto é ignorar o ato salvífico do Senhor. As pessoas possuem desejos moralmente maus justamente por estarem fora da Graça de Deus. Longe de querer fazer da Igreja, um lugar sem perdão, misericórdia, ou no mínimo uma instituição condenativa, a Igreja tem como missão levar a salvação a toda humanidade. Se a pessoa deseja ser feliz, saiba que a verdadeira felicidade, aquela que vem de Cristo, está na vivência da Graça. Colocar privamento de fantasias sexuais como um exemplo de infelicidade causada pela religião, é ingenuidade.

    Agradeço pelo seu comentário, e espero ter esclarecido todas as questões sobre o assunto.

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  3. Agradeço aos caros amigos do A. Shemá pela oportunidade de debate e reflexão de um importante personagem histórico, como Christo. Contudo, algumas breves considerações são necessárias: penso que não fui suficientemente claro.

    Uma das mais importantes preocupações academicas atuais - tanto em teologia quanto em filosofia cristã - consiste na procura do Christo Histórico, o homem que viveu sob Augusto e Tibério, e que, segundo a tradição, foi crucificado provavelmente pelo ano 26-28 de nossa Era. Uma pesquisa deste porte é necessariamente transdisciplinar, reunindo historiadores, arqueólogos, linguistas, filósofos, teólogos.

    Apesar de existir mais dúvidas que certezas sob esse aspecto - principalmente porque ele nada escreveu - as discurssões nunca propuseram subtrair a divindade do Messias. Antes, encontrar um meio através do qual um homem é capaz de se divinizar e se fazer Messias. O prof. de Teologia Bento XVI possui livros bons sobre Jesus Histórico e recomendo aos caros amigos do A. Shemá.

    Uma das teorias mais em voga diz respeito na influência provavelmente sofrida por Jesus dos filósofos cínicos. Alguns estudos de linguística apontam influencias inclusive de são Paulo, havendo um pararelo entre os escritos cínicos e os escritos paulinos. Os textos cristãos conhecidos provavelmente foram redigidos da mesma Fonte Q que alguns textos cínicos, conhecidos como diatribe. Essa é, basicamente, a tese proposta pelo exegeta F. Gerald Downing, a quem seguirei em minha tese de doutoramento.

    Não se trata, portanto, de Teologia da Libertação, mas de exegese, algo que me ocupo há algum tempo. Descobrir o homem por traz da tradição, que, segundo o Ev. de Tomé, não realiza milagres e se assemelha muito ao que entendemos como homem de fato, desprovido das artemanhas literárias de coisas maravilhosas, fantásticas e pouco reais.

    Possuímos publicado no Portal Veritas uma entrevista do exegeta Marvin Meyer. Recomendo a leitura a todos para que, seguindo as indicações pedagógicas de meu professor no seminário, Fr. Bertolino, possamos, enquanto cristãos, ter uma fé madura e verdadeiramente compromissada com a causa do Reino. Vejam o link:

    http://portalveritas.blogspot.com/2009/06/entrevista-com-marvin-meyer-o-homem-que.html

    Agradeço mais uma vez a oportunidade.

    Paz e Bem!

    Breno Bastos
    Gerente do Portal Veritas
    Ex-seminarista da Ordem dos Frades Menores

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  4. Bem, o livro que indiquei preocupa-se exatamente com o Cristo Histórico, seja no campo humano ou divino. Não é possível separar os dois.

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  5. Junior, logo no começo você cometeu um erro. Deixou o Breno moldar o debate.
    Ele alterou o termo "homoafetividade" para significar "desejo de fornicar com pessoas do mesmo sexo", quando na verdade significa "amor entre iguais".

    Homoafetividade eu sinto pelo meu pai, meu irmão, pelo vizinho, pelo lixeiro. E não tem nada de sexo envolvido nisso.


    Deve-se sempre estar atento a essa tentativa dos militantes pró-sodomia de confundir amor com sexo.

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  6. Guilherme:
    .
    Esse foi o primeiro erro que eu costatei. A Igreja não condena a homoafetividade, nem o homosseual, e sim o ato homossexual que é abominável a Deus.
    .
    Paz e Bem!

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