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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Marxismo, uma utopia perfeita, e uma realidade fracassada - Parte III

O Livro negro do Comunismo.

A introdução, pelo editor Stéphane Courtois, declara que "…os regimes comunistas tornaram o crime em massa numa forma de governo". Usando estimativas não oficiais, apresenta um total de mortes que chega aos 94 milhões, não contando as mortes em excesso (decréscimo da população devido a uma taxa de nascimentos menor que o esperado). A estatística desagregada do número de mortes dado por Courtois é a seguinte:

  • 20 milhões na União Soviética
  • 65 milhões na República Popular da China
  • 1 milhão no Vietnam
  • 2 milhões na Coreia do norte
  • 2 milhões no Camboja
  • 1 milhão nos Estados Comunistas da Europa de Leste
  • 150 mil na América Latina
  • 1,7 milhões na África
  • 1,5 milhões no Afeganistão
  • 10.000 mortes "resultantes das ações do movimento internacional comunista e de partidos comunistas não no poder" (página 4).

O livro defende explicitamente que os regimes comunistas são responsáveis por um número maior de mortes do que qualquer outro ideal ou movimento político, incluindo o fascismo. As estatísticas das vítimas incluem execuções, fomes intencionalmente provocadas, mortes resultantes de deportações, prisões e trabalhos forçados.

Uma lista parcial mais detalhada de alguns crimes cometidos na União Soviética durante os regimes de Lênin e Stalin descritos no livro inclui:

  • As execuções de dezenas de milhares de reféns e prisioneiros e o assassínio de centenas de milhares de operários e camponeses rebeldes entre 1918 e 1922.
  • A fome russa de 1921, que causou a morte de 5 milhões de pessoas.
  • A deportação e o extermínio dos cossacos do Don em 1920.
  • O assassínio de dezenas de milhares em campos de concentração no período entre 1918 e 1930.
  • A grande purga que acabou com a vida de 690.000 pessoas.
  • A deportação dos chamados "kulaks" entre 1930 e 1932.
  • A morte de 10 milhões de ucranianos (Holodomor) e de 2 milhões de outros durante a fome de 1932 e 1933.
  • As deportações de polacos, ucranianos, bálticos, moldavos e bessarábios entre 1939 e 1941 e entre 1944 e 1945.
  • A deportação dos alemães do Volga.
  • A deportação dos tártaros da Criméia em 1943.
  • A deportação dos chechenos em 1944.
  • A deportação dos inguches em 1944.

O livro, entre outras fontes, usou material dos recentemente abertos ficheiros do KGB e de outros arquivos soviéticos.

Comentário:

“O sonho de Marx em “O Capital” que concebeu sua teoria num mundo que nunca existiu: política, econômica e social. “A Sociedade sem Classes”. Visão que foi enterrada no cemitério da história. Não sobreviveu ao comunismo de Lênin. O Comunismo nos mostrou ser praticamente impossível impor sequer a “igualdade econômica entre as pessoas”, um dos objetivos principal daquela utopia. A promessa de distribuir abundância a todos sem se preocupar com a criação de riquezas. A verdade veio à tona somente quando caiu o Muro de Berlim e surge a empobrecida Alemanha “Oriental” em contraste com a abastada Alemanha “Ocidental”. A Albânia depauperada economicamente. A Coréia do Norte abatida pela fome. A Rússia destruída e desmascarada com suas promessas de Igualdade e Progresso. Todos estes países eram dirigidos por comunistas amantes do poder e divorciados do povo.

Cuba representa o exemplo negativo do direito básico do homem: seus habitantes são prisioneiros do sistema e nivelados na miséria. Todos são iguais na privação. Um povo sem liberdade. Cuba não produz sequer o alimento que consome, simplesmente porque não existe estímulo. O Estado é dono de todas as propriedades. O desejo de poder eterno de seu Chefe que se tornou o proprietário do país e de seu povo. Fidel acabado e senil passou o poder para seu irmão Raul como se o país fosse herança de família. Com que direito? Destruiu-se o sonho de várias gerações e converteu-se na maior mentira Ideológica. Nossos acadêmicos que acreditam nesta farsa, tudo bem! Afinal, nasceram, cresceram e vivem em um país com plena liberdade. Mas, educadores que doutrinam a Injustiça Social como um modelo de paraíso é, no mínimo, deprimente. Mutilar a liberdade econômica dos seus habitantes é negar uma forma importante de realização humana e pessoal.” (Otávio, Jornal On line, 28/10/2008)

Notas:

1 - http://www.ricardocosta.com/pub/para_que_serve.htm)

2- O Livro negro do Comunismo, de Stephane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panne, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek e Jean-Louis Margolin, Quetzal Editores, 1998

Referências:

PARKES, Henry Bamford. Marxismo: uma autópsia. Boston: Houghton Mifflin, 1939.

Liberdade Económica no Mundo: Relatório Anual de 2004 (pdf)

Henry Rousso (edt), Stalinism and Nazism: History and Memory Compared (2004), ISBN 0803239459, p. xiii

19 comentários:

  1. é uma coisa muito triste mesmo, tantas mortes ...=/

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  2. não sei nen oque dizer, o livro manifesto comunista poderia completar isso ae

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  3. Interessante o tema descrito acima,mas não sou muito ligado a história como grade de ensino,prefiro literatura,enfim,ao meu ver todos os sistemas de política global sempre caíram em um só ''o capitalismo'' e é esse o única camuflado ou não diante de qualquer outro e é nesse que acredito e aposto sempre,afinal de contas,quem trabalha de fraça é relogio,enfim,boa postagem.

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  4. Cara...foi uma aula para um leigo...
    Muito bom...
    Abçs
    CIA DOS BOTECOS - www.ciadosbotecos.blogspot.com

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  5. bah pra mim e totalmente desconhecido huaaaaaaaaaa


    T+

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  6. Isso eh Historia... Show pra quem Ta no 3° ANO(Eu)... rsrsrsrs...

    http://blog.supersapo.net/

    Seguindo...

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  7. Onde tem dinheiro há disputas!
    Não creio que o comunismo/socialismo seja uma
    solução para os problemas sociais, até porque quem irá se matar
    para gerar lucro para os outros? ninguém é claro, e conseqüentemente
    a pobreza se perpetuará, a solução é conscientizar as pessoas, para que ajudem o próximo. Mas também não podemos esquecer dos acomodados que não tem nada porque não fazem nada.


    http://arthurmelo92.blogspot.com/

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  8. Antes de qualquer coisa o Comunismo não é uma utopia... é uma teoria... ou melhor um lugar onde chegar... e a partir disso... quero fazer uma observação... o comunismo como idealizado por Marx (e daí para criticar Marx... sugiro a leitura do 18 Brumário, do Capital e do Manifesto do Partido Comunista)... nunca se concretizou na prática... pois não existiram as condicionantes históricas para isso... o Comunismo é um fim... e não um meio... para Marx quando o capitalismo estivesse esgotado... passariamos a um socialismo e ao esgotar-se essa idéia... passaríamos ao Comunismo... por isso o Comunismo de Lenin/Stalin... Chinês... Vietnamita e de outros países... não é o comunismo de Marx... até pelo simples fato de Marx... não visualizar a capacidade do capitalismo de se reinventar... o que não é um erro... vamos nos lembrar que Marx... escreve no século XVIII...

    apenas para finalizar... quando falamos de marxistas... falamos de pessoas que pensam/refletem a partir das idéias de Marx... não necessariamente expressam a idéia de Marx... por isso vamos procurar ler sempre na fonte é melhor...

    abraços
    Aureo pejoteiro no coração

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  9. Se o Senhor, ao invés de perder seu tempo criticando o governo cubano, olha-se um pouco para as coisas que há décadas acontece na sua igreja, quem sabe conseguisse diminuir ou quem sabe acabar com os constantes estupros de incapazes que estão vido a tona, quase que diariamente e sendo encoberto pelos seus lideres. Cuide olhe para sua casa antes de criticar a casa alheia.

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  10. Bem, se vc quiser falar sobre os casos de pedofilia, tudo bem. Mas, isso nada tem a ver com o texto que critica o marxismo. Uma coisa é uma doença psicológica que afeta homens, sejam eles religiosos ou não, outra coisa são regimes desumanos e que geram miséria e mais miséira ao mundo.

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  11. Ah! Corrija-me caso esteja equivocado. Quer dizer que em nome de uma “suposta doença”, alguns membros da igreja têm o direito de violentar crianças? De destruir vidas? Enganar ...? Esta não foi a igreja que meus pais escolheram para me batizar, que acreditei e defendi durante toda a minha vida: “não transformem o estupro em massa em uma nova religião”, e muito menos a que escolhi para batizar meus filhos! Sou a favor da justiça: “todos têm direito a defesa”. Porém não admito corporativismo, esta é uma maneira injusta, imoral e covarde de defender alguém, porque restringe a defesa da outra parte. Já que os casos foram provados, o mínimo que se esperava, “eu ainda continuo esperando”, era que, estes canalhas travestidos de homes de Deus, fossem expulsos da igreja. Vou mais além, não só eles devem ser punidos, mas também aqueles que o acobertaram. Quanto a Cuba: preguem o fim do embargo e depois de alguns anos comecem a criticar o regime: pois atacar o lado mais fraco é fácil, difícil é atacar o seu vizinho poderoso.

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  12. Anônimo,

    Por acaso eu defendi a pedofilia? Por acaso eu disse que é lícito ser pedófilo? Eu apenas disse que a pedofilia é uma doença psíquica, que é a própria definição que ela tem. Aliás, nem padres, nem pais, nem professores, etc. E todos devem ser punidos. Agora, se há padres pedófilos, assim como pais, etc., isso é culpa da Igreja? Não. O que eu disse é que esse tema nada tem a ver com o texto, e que o comunismo tem que ser combatido sim! Combatamos a pedofilia, combatamos o comunismo. Ah, sim! Vários pedófilos foram afastados da Igreja, pelo menos do scerdócio, pois da Igreja não sai o pecador, só o herege. E Cuba é pobre por causa de seu regime, nem tanto por causa do embargo. Ela não queria produzir o que é suficiente para comer? Por que não consegue?

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  13. Não disse que... Gostaria de sugerir que façam uma pesquisa sobre o tema (“pedofilia na igreja”) dêem a oportunidade das pessoas falarem o que pensam sobre o assunto. Todavia, já que a pedofilia se trata de uma doença e como tal deve ser tratada: este tipo de crime deveria deixar de existir? Afinal cadeia foi feita para bandidos e não para doentes! Porém não é desta forma que pensam os juristas e quase toda a sociedade. Deve-se separar o joio do trigo: é injusto que por causa de uma minoria, sem escrúpulos, a instituição e seus membros sejam nivelados de forma negativa e equivocada por grande parte da sociedade(Cortar a própria carne é tarefa difícil, no entanto necessária). Tanto os casos de pedofilia doméstica quanto nas escolas devem ser repudiados, denunciadas e combatidas. Porém não se pode admitir que em nome de quem quer que seja, casos como os que aconteceram, relacionados a padres, sejam encobertos, afinal: a casa, a escola e a igreja são os principais pilares da sociedade. Quanto a Cuba, dá minha parte, só posso criticar seu regime a partir do momento que a pena de miséria (embargo) for suspensa: quem é punido com o embargo o ditador ou a população? Será que o capitalismo é justo? Se é: por que existe tanta desigualdade entre seus membros, especialmente,nos países latinos e africanos? De acordo com o seu ponto de vista, o IDH brasileiro deveria está entre os primeiros. No entanto boa parte da população depende do bolsa família. Se conseguires, mostre-me tudo de bom que o capitalismo fez e vem fazendo especialmente pelos menos favorecidos.

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  14. Aureo
    Gostária de parabenizá-lo pelo excelente texto...

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  15. Anônimo,

    Vou providenciar uma postagem sobre isso, pode aguardar. Qaunto ao tratamento, pela lei, quando encontrada uma doença psíquica, ela serve de atenuante para o ato, mas não simplesmente como 'livramento'. Nenhuma doença tira da pessoa 100 da responsabilidade. Mesmo assim, aquelas que tiram toda sanidade da pessoa, acarretam em reclusão em tratamento psicológico, já que tratam de um perigo para a sociedade. Impune e livre ele não ficará.

    Não disse que o Capitalismo é justo, nem nada que viesse a fazer do IDH Brasileiro uma maravilha. Mas, morar em Cuba é uma desgraça! E o que tem de bom em Cuba, como o IDH, já existia antes do regime comunista. Aliás, naquele tempo o povo vivia bem. Mas, eu posso te mostrar o que o Capitalismo fez de bom para o povo. Mas, é melhor fazer isso num texto. Continue sendo um dos nossos leitores ativos e, por favor, diga seu nome, para que eu cite seu comentário quando escrever o texto. Já te devo dois, rs.

    Paz e Bem!

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  16. Não tenho Dúvidas de que tenhas ótimas intenções, já que os comunistas sempre foram contra a igreja... Mas não posso deixar de sugerir que procure se informar, antes de defender ou criticar ... (“Os argumentos são frágeis diante dos fatos”). Depois de ler o que escrevestes... percebi que não vale a pena continuar discutido sobre este assunto. Quanto ao site, coloquei-o nos favoritos. Um abraço.
    "Fulgencio Batista
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Ir para: navegação, pesquisa


    Fulgencio Batista em 1952
    Fulgencio Batista y Zaldívar (Banes, 16 de janeiro de 1901 — Marbella, 6 de agosto de 1973) foi quem ostentou o poder de facto em Cuba de 1933 a 1940 e o presidente oficial do país de 1940 a 1944 e novamente de 1952 a 1959, como ditador. Foi deposto por Fidel Castro em 1959 e obteve exílio permanente na Ilha da Madeira e no Estoril em Portugal e depois em Espanha, morrendo em Guadalmina, Espanha.
    No primeiro período de seu governo entre 1933 e 1944, exerceu um governo forte. Batista consolidou o seu poder concentrando em si todas as nomeações para os cargos públicos. Durante o primeiro mandato de Batista, Cuba cooperou na Segunda Guerra Mundial com os aliados e declarou guerra ao Japão, Alemanha e Itália.
    Em Março de 1952 regressou ao poder, novamente através de um golpe militar. Passou então a governar como um verdadeiro ditador, contando com o reconhecimento diplomático e apoio militar dos EUA. Instaurou um regime autoritário, mandando prender os seus opositores e restringindo as liberdades através do controle da imprensa, da universidade e do congresso, usando métodos terroristas e fazendo fortuna para si e para seus aliados [1]
    O regime de Batista foi derrubado em 1959 por um ataque de forças rebeldes comandadas por Fidel Castro.

    O apoio dos Estados Unidos
    O apoio do governo dos Estados Unidos ao autoritário governo ditatorial de Fulgencio Batista, por sete anos (1952-59), foi um dos episódios emblemáticos da Guerra Fria com seus ingrediente clássicos: um governante tirânico, corrupto e repressor sendo apoiado pelos Estados Unidos graças à suas posições favoráveis aos negócios americanos na ilha. Earl E. T. Smith, embaixador americano em Cuba nos dois anos que precederam a queda de Batista entusiasticamente deu-lhe seu apoio[2]."

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  17. Meu nome é Ricardo

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  18. Ricardo,

    Podemos continuar a conversa por lá. Mas, pode ter certeza, eu sou uma pessoa segura do que fala.

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