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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Idade Média Oriental

Conhecemos bastante sobre a Idade Média Ocidental, mas pouco se fala da Idade Média no Oriente. O surgimento das heresias, Cesaropapismo, o Imperador Justiniano, etc. Alguns destes fatores fundamentais serão apresentados aqui.


O Imperador Justiniano I
















O Imperador Justiniano I (527-565) foi imperador mais importante da dinastia justiniana (518-610). Justiniano contribui grandemente com a formulação do Corpus Juris Civili, com a construção da Basílica de Santa Sofia, e com a consquista de territórios dominados pelos Árabes, como mostra a imagem abaixo:










O Cesaropapismo


O Cesaropapismo é a supremacia do poder do imperador sobre o clero nos assuntos religiosos.

O cesaropapismo de Justiniano, que inclusive muito marcou o Império Bizantino, gerava distúrbios na ordem e insatisfação da população, já indignada com a cobrança abusiva de impostos. Em 532, estourava a Revolta de Nika, sufocada completamente pelo general Belisário após oito dias.

O Corpus Juris Civilii

O Corpus Juris Civilii era dividido em quatro partes: o Código Justiniano - compilação de todas as leis romanas desde Adriano (117-138) -, o Digesto ou Pandectas - reunião de trabalhos de jurisprudência de grandes juristas -, as Institutas - espécie de manual que facilitava o uso do Código ou do Digesto -, e as Novelas ou Autênticas - novas leis decretadas por Justiniano e seus sucessores.


Em seu governo, o regime político do império pode ser caracterizado como autocrático e burocrático. Autocrático, porque o imperador controlava todo o sistema político e religioso. Burocrático, porque uma vasta camada de funcionários públicos, dependentes e obedientes ao imperador, vigiava e controlava todos os aspectos da vida dos habitantes do império. Esse poder não chegava a ser totalitário, porque o império era vasto e composto por povos de naturalidades e línguas diferentes, que conseguiam escapar do controle das autoridades imperiais e manter certas tradições culturais particulares.

Justiniano também se destacou como construtor: fortificações em torno de todas as fronteiras, estradas, pontes, templos e edifícios públicos foram algumas de suas obras.

Internamente, os maiores problemas enfrentados pelo império foram os senhores locais e as heresias. Estas quebravam a unidade da Igreja de Constantinopla e, em geral, surgiam em províncias do império, adquirindo, assim, um caráter de luta autonomista diante do poder central.

No século VI, para combater a heresia do nestorianismo, o Patriarca de Alexandria, Dióscoro, desenvolveu o monofisismo, formulação teológica também condenada pela Igreja Católica e muito ligada a ideiais de emancipação política no Egito e na Síria. Desencadearam-se então movimentos de perseguição aos monofisistas, protegidos, no entanto, pela esposa de Justiniano, a Imperatriz Teodora. Buscando manter a unidade do Império, Justiniano desenvolveu a heresia do monotelismo, uma tentativa de conciliação entre o monofisismo e o nestorianismo. Justiniano tinha grande interesse pelas questões teológicas. Seu objetivo maior era unir o Oriente com o Ocidente por meio da religião. Seu programa político pode ser sintetizado numa breve fórmula: "Um Estado, uma Lei, uma Igreja". Justiniano procurou solidificar o monofisismo (doutrina elaborada por Eutiques) Essa doutrina tornou-se forte na Síria e no Egito, que tinham aspirações emancipacionistas.

A Basílica de Santa Sofia foi uma das grandes obras da dinastia Justiniana, ela foi iniciada no império de Justiniano I e só foi conluída no ano de 1037


O estilo próprio da Basílica foi batizado pelo Imperador Justiniano como Bizantino.

16 comentários:

  1. Justiniano foi um monarca que, confesso, carecia de informações mais precisas. Sugiro, entretanto, como publicações futuras, uma matéria sobre o Imperador Juliano, o Apóstata, e seu impacto na cristandade a partir de sua ascese.

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  2. Olá, Breno.

    No Veritas tem algo que eu possa ver sobre?

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  3. Uaaaaau!
    Uma ótima aula de história! Super útil!
    Parabéns pelo blog!
    Ótimo conteúdo!

    ;)

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  4. é, concerteza ,,ele contribuiu bastante

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  5. Poxa, gostei muito do seu blog. Adoro história, e gostei do fato de você chamar atenção da história oriental, pouco falada por nós ocidentais.

    me visite também, irei te seguir!

    Um abraço.

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  6. Abner,

    Muito obrigado pelo comentário, e pelas palavras caridosas.

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  7. Leonhard

    Obrigado, espero ter encontrado um amigo para compartilhar meus pensamentos.

    Estou indo no seu blog.

    Paz e Bem!

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  8. belo conteudo garoto, mandou bem hein
    contiue assim q vc cega la (um sei onde, sasuhaus) brinkdeira

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  9. Júnior,
    No Portal Veritas possuímos alguns artigos que citam Juliano. O próprio artigo que escrevi sobre o Imperador Marco Aurélio usei Juliano. Mas não possuímos até o momento nada muito aprofundado sobre ele. De qualquer modo, dê uma olhada no busca do Veritas.

    A ascese de Juliano é interessante. Embora ele tenha suprimido a liberdade religiosa aos cristãos outorgada por seu tio Constantino, seu modo de vida era, sob alguns aspectos, bastante parecida. Isso ocorria porque Juliano foi um dos três imperadores que tentou reviver o espírito grego em Roma - o primeiro foi Nero, o segundo, Galieno, e o último Juliano. Alguns pesquisadores associarão o imperador à corrente neoplatônica - o que servirá de base para a construção filosófica do cristianismo -, enquanto outros o colocarão sob influência dos cínicos - o que lhe confere peso nos primórdios da vida monacal.

    Esse é, certamente, um dos nomes mais apaixonantes de toda a Antiguidade.

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  10. Aeee junior tou seguindo vim retribuir, seu blog ta joia.

    abraços....

    www.aosegredo.blogspot.com

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  11. Sou um aficcionado por História e gostei muito do espaço dedicado a esta disciplina.
    Com certeza voltarei mais vezes.

    Tô seguindo.

    www.blogdoargonio.blogspot.com

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  12. Realmente, blog muito bom, vou seguir.

    Sobre a Idade Média Oriental, é um erro grande da maioria das nossas Universidades não pedirem bibliografias que explorem isso. Já que seria muito bom conhecer mais sobre esses povos.

    Parabéns pelo blog.

    Depois da uma olhada no meu.

    Abraços.

    http://enigmasdocotidiano.blogspot.com/

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  13. João

    Infelizmente as universidades são precárias no estudo oriental da História, e marxistas e anti-cristãs no estudo Ocidental da mesma. É uma pena. Obrigado por visitar o blog.

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  14. mto bom o blog..aprendi mta coisa,como foi falado acima,uma ótima aula de História!!!!

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  15. caramba cara interessante isso mais da onde vc tiro td isso??
    nunca me falaram metade disso no colegio

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  16. Leandro

    Como disse acima, o que sabemos do mundo oriental é praticamente o que aprendemos sobre o império romano oriental, e da Revolução Russa pra frente.

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