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domingo, 18 de outubro de 2009

Em defesa da Santa Inquisição – Parte I

Posto aqui alguns comentário do Rev. Pe. Eduardo, que compartilhou conosco algumas verdades na comunidade “Amigos da montfort”

O mundo é inimigo da Igreja: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim" (Jo 15,18) e o diabo, "mentiroso e pai da mentira" (Jo 8,44), é o "príncipe deste mundo" (Jo 14,30).

Como a Igreja é necessária para a salvação, não é de admirar-se que o diabo, interessado na perdição das almas, instigue seus servos contra a Igreja. E a melhor forma de afastar as pessoas da Igreja é pintá-la como uma organização criminosa.

A imagem que o senso comum tem a respeito da Inquisição é em boa parte formada de calúnias e difamação. Vejam só:
a Revolução Francesa, no auge do Terror, em um só ano, de meados de 1793 a meados de 1794, executou mais gente do que a Inquisição havia executado em 6 séculos. Se o senso comum das pessoas fosse bem informado e bem formado, com o devido senso de proporções, teriam elas pela Revolução Francesa um horror pelo menos seiscentas vezes maior que pela Inquisição.

Todavia, isso não ocorre, e a Revolução Francesa é celebrada como um dos acontecimentos mais beneméritos da humanidade. Quem recrimina a Inquisição, e ao mesmo tempo louva a Revolução Francesa ou é um grandíssimo hipócrita ou, na melhor das hipóteses, não passa de mais um tonto ecoando uma calúnia bem difundida, que ele mesmo não parou para examinar se era verdade ou não.

Vale lembrar que a não saía agarrando gente na rua e matando. Não, o fulano tinha processo (um processo mais sério que nos tribunais revolucionários da França, da Rússia e de Cuba), existia produção de provas e era julgado culpado ou inocente em sentença fundamentada. A maior parte dos acusados saía absolvida. Santo Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, e Santa Teresa de Ávila, a reformadora do Carmelo, foram denunciados à Inquisição por gente invejosa: no final do processo, provada a sua inocência, foram absolvidos com louvores do tribunal.

Ademais, a Inquisição foi o único tribunal do mundo em que o réu se livrava da condenação se reconhecesse a culpa e se declarasse arrependido, tendo apenas que cumprir alguma penitência (rezar alguns salmos durante determinado número de meses, fazer uma peregrinação, por exemplo). A Inquisição era uma extensão do tribunal da penitência, e o seu objetivo não era a condenação do réu, mas o seu arrependimento e conversão. Quando o fulano era "relaxado ao braço secular" para morrer na fogueira isso era visto, não como uma vitória, mas como um fracasso da Inquisição em conseguir do réu a abjuração de seus erros.

Além disso, no rigor das formalidades jurídicas, a Inquisição nunca matou ninguém e nunca pronunciou uma sentença de morte. Quando o fulano era julgado culpado e teimava em não declarar-se arrependido, a Inquisição "relaxava-o à justiça e ao braço secular", porque um tribunal eclesiástico não pode aplicar pena de sangue. Era a justiça secular (do Estado), não a Igreja, que condenava o fulano à morte e executava a sentença

Naquela época, os crimes contra a Fé não eram apenas delitos religiosos, mas também crimes contra a segurança do Estado, porque provocavam sérias perturbações na ordem pública. Na França, onde não havia Inquisição, quarenta anos de guerras civis, por causa de religião, devastaram o país. A Alemanha, por sua vez, foi ensangüentada pela Guerra dos Trinta Anos, com a intervenção de potências estrangeiras e a fragmentação do país, que perdeu mais de 20% de sua população. Espanha e Portugal, onde os reis obtiveram do Papa autorizações para instituir a Inquisição, ficaram, por isso, livres de conflitos religiosos. Por incrível que possa nos parecer hoje, a Inquisição era uma instituição pacificadora e uma garantia da ordem pública.

A Inquisição existia não para condenar ninguém à morte, mas para evitar a aplicação da pena capital. Quando os reis tencionaram punir com penas temporais o crime de heresia (a fogueira, originalmente, era a pena para o crime de lesa-majestade imperial), a Igreja exigiu que os acusados fossem processados e julgados por um tribunal eclesiástico, porque os juízes seculares não teriam competência para julgar em matéria teológica e para evitar que isso fosse usado como instrumento político o que aconteceu com Santa Joana d'Arc e também em Portugal, quando o Marquês de Pombal, maçom asqueroso, assumiu o controle do país, queimando o santo jesuíta Padre Malagrida.

Quem estiver mesmo interessado em saber o que foi a Inquisição, poderia estudar estes livros aqui:

GONZAGA, João Bernardino. A Inquisição em Seu Mundo. São Paulo, Saraiva, 1994 (o autor foi professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo).

TESTAS, Guy & Jean. A Inquisição. São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1968 (os autores foram professores de História e de Estudos Ibéricos na Universidade de Paris).

KAMEN, Henry. A na Espanha. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1966 (o autor é professor de história na Universidade de Chicago e membro da Royal Historical Society, de Inglaterra).

14 comentários:

  1. Ouvi muito sobre a aquisição...
    A igreja não adimitia que sua pregação fosse confundida ou mal falada... os infieis pagariam com sua propria vida em praça publica para se dar exemplo!
    Seguindo seu Blog

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  2. Parabéns muito bom o blog, seguindo !
    http://noticiasten.blogspot.com/

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  3. muito boa explicação, entendi direitinho !
    Obg

    http://entretidoo.blogspot.com/

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  4. Pow, muito legal o texto, tem como entender certinho o que você quis passar do assunto
    abrass

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  5. as palavras de Deus sempre sera aceita entre todos....

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  6. /\
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    Isso vai pro Quadro de Honra do blog!
    .

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  7. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  8. Eu não iria em defesa da inquisição, não sei se algo que envolve execução de pessoas pode ser considerado mais justo, só pq matou menos e dava a possibilidade de clemência, você está certo em condenar as execuções da revolucao francesa, assim como condenar qualquer outro absurdo cometido pela humanidade como o holocausto, mas o que torna a Inquisição tanto a católica, quanto a protestante (que tbm existiu, mas é menos divulgada) mais criticada, é porque está era feita em nome de Deus, e você a de convir que Deus e seu Filho, são contra qualquer pena que envolva morte, ainda mais de forma violenta.
    Mas do mais, eu não culpo a Igreja, eram tempos turbulentos que infelizmente não podem mais ser corrigidos, os pedidos de desculpa do Papa, para mim foram o suficiente! e se o próprio Papa reconheceu os erros da igreja, os seus fiéis deviam fazer o mesmo.

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  9. Legal o texto cara, apesar deu n dominar muito o assunto...

    http://cemiteriodaspalavrasperdidas.blogspot.com/2009/10/dama-da-solidao.html

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  10. Bem tematico seu blog, nunca vi nada igual, parabéns, espero que consiga manter esse nivel de postagem

    http://cemiteriodaspalavrasperdidas.blogspot.com/2009/10/dama-da-solidao.html

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  11. concerteza Junior!

    Alias, o mundo sempre nos perseguirá;

    Hoje se mata tanto no aborto, milhares de inocentes morrendo, graças a "ação libertadora" provocada pela Revolução Francesa;

    Santa Inquisição, voltai!

    Pax

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  12. pera lá! não se justifica um erro apontando para outro maior, a inquisição estava errada sim! querer que se assuma um erro que não foi cometido ou morrer pelas suas convicções é sim um ato criminoso, a inquisição era cruel e assassina assim como irracional, toda a babodeira cristã matou livres pensadores e pessoas inocentes, concordo que outras manifestações mataram mais e ainda assim são celebradas como vitórias da humanidade, mas a mesma cegueira que valoriza essas falsas vitorias defende também as tantas falhas do cristianismo.

    http://criticativo.blogspot.com/

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  13. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  14. André,

    Você disse: "pera lá! não se justifica um erro apontando para outro maior, a inquisição estava errada sim! querer que se assuma um erro que não foi cometido ou morrer pelas suas convicções é sim um ato criminoso, a inquisição era cruel e assassina assim como irracional, toda a babodeira cristã matou livres pensadores e pessoas inocentes, concordo que outras manifestações mataram mais e ainda assim são celebradas como vitórias da humanidade, mas a mesma cegueira que valoriza essas falsas vitorias defende também as tantas falhas do cristianismo."
    .
    A Inquisição julgava de modo irracional, superticial, e temeário? Creio que vc deve estar falando de outra Inquisição.
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    Sempre que tocamos no assunto do funcionamento da Inquisição, precisamos considerá-la sob o prisma da época em que ela atuou. Na Idade Média, a Religião constituía a garantia e o fator de coesão do Estado. Sempre que tentamos delimitar o Direito civil e o eclesiástico, encontramos dificuldades. Os leitores das crônicas de Gall Anonim (monge beneditino que escreveu a história da Polônia desde o início até o século XII; não se conhece seu nome; alguns dizem que vinha da Gália, daí o nome Gall Anônimo) muitas vezes fazem a pergunta: quebrar os dentes publicamente com um pedaço de pau, devido à quebra ostensiva do jejum, constituía uma pena civil ou eclesiástica? Na verdade, era uma pena civil à qual a Igreja se opunha.

    Na Idade Média, os problemas criminais, civis e religiosos se interpenetravam. Lendo os autos dos processos inquisitoriais, mais de uma vez encontramos bandidos comuns que, surpreendidos pela polícia no ato de violação, de roubo, de assalto à mão armada, rapidamente inventavam uma motivação religiosa para explicar o seu procedimento. Por quê? Simplesmente para cair na esfera da justiça da Inquisição e não da justiça civil ou temporal. (Dr Romam Konik)
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    A Igreja exercia o tribunal mais justo que pudesse existir. Como mostra o comentário. A Igreja criou as celas, transferiu as penas por tortura para penas de privação, criou o sistema de acusão mediante provas, e as condições de igualdade. Antes disso, as pessoas baseavão-se em paradigmas saxões, como o direito germânico que coloca o braço da pessoa no chumbo, enfaixava, e se por acaso não ficassem marcas, a pessoa era inocente, isso lhe parece justo?
    .
    Onde a Inquisição não atuou as guerras foram gigantescas, os Cátaros são o exemplo disto. A Inquisição não condeva ngm a fogueira, era uma derrota, pois a Inqusição não conseguiu converter, e então o ESTADO a julgava e aplicava a Pena. Mas.... não lhe culpo por isso. Criou-se uma péssima Imagem da Igreja nestas escolas marxistas.

    Paz e Bem!

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Apostolado Shemá
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