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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ditadura Gayzista parte 2

No meu email hoje recebi a seguinte indagação: Na Bíblia existiram casos homossexuais como Davi e Jônatas. O que prova que o homossexualismo não é errado e é aceito pela Bíblia.Respondo ao mesmo com um texto do saudoso D.Estevão Bettencourt OSB

RESPOSTA:

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb.
Nº 365 – Ano 1992 – Pág. 456

Em síntese: A imprensa tem publicado artigos que insinuam seja o homossexualismo aceitável, visto que o rei Davi e outros personagens bíblicos o teriam praticado. – A propósito registramos: 1) o homossexualismo é formalmente condenado pelo texto sagrado em Lv 18,22; 20,13; Rm 1, 26s; 1Cor 6,9s; 1Tm 1,9-11, pois é prática antinatural; 2) há episódios em que grupos homossexuais são mencionados na Bíblia, mas os seus costumes são condenados pelos autores sagrados (cf. Gn 19,1-29); 3) não se pode afirmar que Davi tenha sido amizade homossexual com Jônatas, filho do rei Saul (cf. 1Sm, 19,1-7; 20, 1-42); ao contrário, sabe-se que David teve várias esposas (concubinas) e cometeu adultério com Betsabéia, esposa do general Urias (cf. 2Sm 11, 2-17); 4) nem todos os personagens que desempenharam as suas façanhas com realismo, sem dissimular o pecado, para que o leitor avalie melhor a miséria humana sobre a qual se debruçou a misericórdia divina.

O jornalista Janer Cristaldo, da FOLHA DE SÃO PAULO, diz-se ateu e vem escrevendo artigos sobre a interpretação da Bíblia que têm causado estranheza. Vêm ao caso especialmente dois dos mesmos, datados respectivamente de 17/3/1992 (“Bíblia relata vários casos de amor entre homens”) e 5/4/1992 (“Dogmáticos se julgam únicos donos da Bíblia”), em que atribui ao rei Davi relacionamento homossexual com Jônatas e sugere que a recusa de homossexualismo é “anacronismo do Terceiro Mundo, ao lado do socialismo e da inflação”

Examinaremos, pois, os casos citados por J. Cristaldo na sua tentativa de julgar normal o homossexualismo.

1. A História de Ló

1.1. Destruição de Sodoma

a) O fato (Gn 19, 1-29)

Sabe-se que o Senhor Deus houve por bem punir a cidade de Sodoma, profundamente poluída pelo pecado de seus habitantes (cf. Gn 18, 16-33). Foram então dois anjos emissários de Deus a Sodoma, onde habitava Ló, sobrinho de Abraão; iam inspecionar a cidade antes da sua destruição. Tais visitantes foram recebidos por Ló em sua casa. Eis, porém, que os sodomitas insistiram com Ló para que lhes entregasse os dois hóspedes que iam pernoitar na casa desse sobrinho de Abraão. Ló, porém, ciente de que tinham intenções perversas, ofereceu-lhes suas duas filhas virgens, em vez dos dois visitantes. Estes, porém, afastaram os homens que queriam tomar de assalto a casa de Ló, ferindo-os de cegueira. A seguir, Ló e sua família receberam a ordem de deixar Sodoma imediatamente, e o castigo se desencadeou sobre a cidade iníqua. Cf. Gn 19,1-29.

2) Que dizer?

a) Evidentemente os sodomitas eram homossexuais; daí o nome de sodomia, que caracteriza essa tendência.

b) O fato de se mencionarem homossexualismo e outros graves pecados na Bíblia está longe de significar que o Livro Sagrado os aprova. Ao contrário, o homossexualismo é abominável segundo a Lei de Moisés e punido com a morte. Ver

Lv 18,22: “Não te deitarás com um homem como te deitas com uma mulher. É uma abominação”.

Lv 20,13: “O homem que se deita com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometem uma abominação, deverão morrer, e o sangue cairá sobre eles”.

A prática homossexual, porém, era difundida em torno de Israel. Ver Lv 20,23; Jz 19,22s.

c) Nem tudo o que a Bíblia relata, é modelo edificante. O texto sagrado descreve, sim, sem dissimulações, a miséria, para que melhor sobressaia a misericórdia de Deus. Precisamente misericórdia é a atitude de quem tem um coração (cor, cordis) voltado para a miséria, a fim de saná-la. É nesta perspectiva que se devem ler e interpretar as passagens “escabrosas” da Bíblia Sagrada. – Em conseqüência, o leitor avisado não se surpreende com o fato de haver perversão sexual em Sodoma, mas também não julga que esteja aí proposto um paradigma para o comportamento dos pósteros.

d) A atitude de Ló que prefere entregar suas filhas virgens a entregar os dois hóspedes, evidencia o repúdio ao homossexualismo. Mas também não é modelo de conduta, pois se trataria de concessão à paixão mórbida dos sodomitas. Explica-se, mas não se justifica, pelo fato de que a honra de uma mulher, nos tempos recuados do século XIX a.C., era menos considerada do que o dever sagrado da hospitalidade; as categorias da Moral foram aos poucos e lentamente desabrochando na consciência das gerações do povo israelita.

1.2. Ló e suas Filhas (Gn 19,30-38)

Tendo Ló procurado abrigo numa montanha perto de Segor com suas duas filhas, estas quiseram ter relações sexuais com seu pai, por medo de que não encontrassem outro homem com quem pudessem perpetuar a sua estirpe. O episódio é narrado friamente pelo texto bíblico: as jovens embriagaram seu pai em duas noites sucessivas; tiveram numa noite uma, e em outra noite a outra, relações com seu pai; deste consórcio nasceram respectivamente Moab, o patriarca dos moabitas, e Bem-Amon, o patriarca dos amonitas.

Este trecho bíblico, pouco edificante como é, pode ser entendido de duas maneiras:

a) interpretação literal. Mais uma vez, a miséria humana estaria relatada na Bíblia para que o leitor compreenda em que degradação moral o amor de Deus encontrou a humanidade que ele vinha resgatar na plenitude dos tempos. – Não se trata, pois, de aprovação ao incesto.

b) narração etiológica: bons exegetas admitem que o texto de Gn 19, 30-38 possa ser uma “narrativa etiológica”¹ cujo significado seria o seguinte: os moabitas e os amonitas eram povos vizinhos que, tendo-se oposto aos hebreus por ocasião do êxodo, haviam incorrido no ódio e no desprezo destes (cf. Dt 23, 3-7; Jr 48, 26; Ez 25, 1-11). Ora, para exprimir a animosidade, ter-se-ia formado em Israel uma narrativa fictícia: “Moab” (mê-ab) podia, conforme a etimologia, significar “Ele é do meu pai”; “Amon” (bem-ammi) seria “Filho do meu povo” ou, segundo um termo paralelo árabe, também “Filho do meu pai”. Pois bem, estes nomes no decorrer do tempo haveriam sido apresentados pela tradição israelita com os sinais de atos pecaminosos que teriam dado origem aos dois povos: duas filhas haveriam, sim, concebidos de seu pai Ló e gerado os homens a quem teriam imposto os nomes adequados “Ele é do meu pai” (Moab), “Filho do meu pai” (Amon).¹ Destes varões eram ditas proceder as duas nações inimigas ferrenhas de Israel, as quais assim ficavam bem caracterizadas como oriundas do pecado, impuras, gente com a qual não se podia ter amizade.² A narrativa, portanto, exprimia uma “história” imaginada para depreciar amonitas e moabitas. Eis como o Pe. Lagrange resume as razões que o levam a adotar esta explicação:

“O autor certamente não acreditava na historicidade do episódio, ... quando narrava a origem incestuosa de Moab e Amon. A ironia é tão acerba, os trocadilhos tão artificiosos e cruéis que a tradição sabia muito bem como os devia entender; S. Jerônimo dizia dos rabinos do seu tempo, sem contra eles protestar: “Assinalam o trecho com pontinhos, para indicar que não merece fé”. Abstração feita da finalidade do pontilhado, o sentido exegético é muito exato: uma sátira não é história”.³

A interpretação assim concebida não é incompatível com a inspiração do texto sagrado. Com efeito, o hagiógrafo pode ter consignado no livro do Gênesis tradições populares, cujo significado era conhecido entre os judeus; inserindo o episódio de Gn 19,30-38, o autor não fazia senão exprimir, nos termos mesmos em que isto se costumava fazer em Israel, a animosidade existente entre o seu povo e os adversários do seu povo. Não queria de modo nenhum apresentar como históricos os traços que não eram tidos como tais pela gente que os referia.

2. Davi e Jônatas

2.1. O relato

Diz o texto sagrado que Davi nutria profunda amizade para com Jônatas, filho de Saul; cf. 1Sm 18,1-7; 20, 1-42. Morto Jônatas, Davi cantou a elegia da qual se destaca a seguinte passagem: “Tu me eras imensamente querido; a tua amizade me era mais cara do que o amor das mulheres” (2Sm 1,26). 2.2. O significado

Significa isto que Davi e Jônatas era homossexuais?

1) Tal interpretação é destituída de fundamento, como se verá adiante. Mas, ainda que o vício existisse entre Davi e Jônatas, não seria modelo aprovado pela Bíblia para legitimar o homossexualismo.

2) Na verdade, Davi parece ter nutrido para com Jônatas a amizade de dois bons companheiros de luta, interessados em apaziguar os ânimos do rei Saul. Davi era o perseguido e Jônatas o protetor de Davi. Esta atitude de Jônatas basta para explicar a profunda gratidão e amizade de Davi para com Jônatas.

Notemos, aliás, que Davi teve muitas mulheres – o que não se dá com os homossexuais. Seja citado o texto de 2Sm 5, 13-16:

“À sua chegada de Hebron, tomou Davi ainda concubinas e mulheres em Jerusalém, e nasceram-lhe filhos e filhas. Estes são os nomes dos filhos que lhe nasceram em Jerusalém: Samua, Sobab, Natã, Salomão, Jebaar, Elisua, Nafeg, Jáfia, Elisama, Baalida, Elifalet”.

Considerem-se também os dizeres de 2SM 16,21s, que falam repetidamente das “concubinas de Davi”.

Ademais é muito significativo o caso de Davi, que se apoderou da mulher Betsabéia, do general Urias, e, por isto, mandou matar Urias expondo-o na frente de batalha às invectivas do inimigo; Cf. 2Sm 11, 2-17. O texto sagrado dá a entender que Davi se apaixonou por tal mulher e dela teve um filho, que morreu, e outro que foi o rei Salomão. Ora tais coisas não costumam acontecer aos homossexuais. Donde se vê que é gratuita a hipótese de ter sido Davi um homossexual. Como dito, mesmo que o tivesse sido, daí não se poderia depreender argumento nenhum em favor do homossexualismo.

3. A doutrina do Novo Testamento

O Novo Testamento, como também o Antigo, é muito explícito na condenação do homossexualismo. Tenham-se em vista os seguintes textos:

Rm 1,26s: “Deus os (pagãos) entregou-se a paixões aviltantes: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga da sua aberração”.

1Cor 6,9s: “Não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus”.

1 Tm 1,9-11: “Sabemos que a Lei não é destinada aos justos, mas aos iníquos e rebeldes, ímpios e pecadores, sacrílegos e profanadores, parricidas e matricidas, homicidas, impudicos, pederastas, mercadores de escravos, mentirosos, perjuros e para tudo o que se oponha à sã doutrina, segundo o Evangelho da glória do Deus bendito, que me foi confiado”.

Já os filósofos estóicos, antes dos cristãos, haviam condenado o homossexualismo. Isto bem mostra que o repúdio a tal prática não procede unicamente da fé cristã, mas deriva-se da própria razão humana. Esta verifica que o homossexualismo é antinatural e, por isto, uma aberração. Todavia é de notar que nem todo indivíduo homossexual é culpado: a Moral Católica distingue entre a inclinação homossexual e a prática homossexual. Esta, sim, é pecaminosa, ao passo que aquela, se não é alimentada voluntariamente (por pensamentos, desejos ou atos) pela pessoa, não constitui pecado.

Eis o que convinha observar à margem dos comentários da imprensa relativos ao homossexualismo na Bíblia. Registra-se mais uma vez o fato de que a Bíblia hoje em dia é dilacerada pelos seus leitores segundo as mais diversas tendências do pensamento moderno.

O tema “homossexualismo” é abordado de maneira sistemática em PR 288/1986, pp. 233-240.

¹ Em grego, aitia = causa; lógos = discurso. Etiologia = discurso que revela a causa.
¹ Note-se como por três vezes é inculcado que as filhas de Lo conceberam de seu pai (w. 32.34.36). Esta insistência se explica bem pela intenção de dar uma interpretação pejorativa aos dois nomes.
² Os hebreus abominavam o ato incestuoso que atribuíam às filhas de Ló (cf. Dt 27,20,23; Lv 18,6-8).
³ La méthode historique, 207. Com Lagrange concordam Clamer, La Sainte Bible, l (Paris, 1953), 297; J. Chaine, Le livre de la Genèse (Paris, 1949), 253.

5 comentários:

  1. Ser Gay é ser feliz!

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  2. Como não poderia deixar de ser, saúdo aos autores do Apostolado Shemá em nome do Portal Veritas. A todos, paz e bem!

    Boa parte dos conceitos de pecado e virtude provinham das noções comuns de exercício da sexualidade. Sempre foi taboo falar de sexo. Quando falado, apenas em termos procriativos. Há algum tempo um amigo entrou numa dessas salas de bate-papo da internet, voltada para sexo, e iniciou uma discussão com algumas mulheres. Surpreendeu-se como muitas delas possuíam fantasias e eram reprimidas. Não existia coragem para expressar suas vontades e desejos mais íntimos, aquilo que, com muito custo, era escondido até mesmo de seus companheiros. Ali elas eram elas mesmas, porque se escondiam por meio da máscara do anonimato. A maioria era infeliz. E tenham certeza, a infelicidade não é o desejo de Deus.

    Elisabeth Kubler-Ross, psiquiatra criadora da tanatologia, e uma das autoras que mais aprecio, disse certa vez num de seus livros que a única função do pecado é criar neuroses. Mesmo sem muito conhecimento das intrincadas reflexões filosóficas-teológicas de que somos herdeiros, ela não errou totalmente. Isso ocorre porque o entendimento de pecado sempre surge como uma força extra-humana, super-humana, de nós contra nós mesmos. De algo que devemos à todo custo, mesmo que isso produza sofrimento por toda a vida, suprimir. O pecado toma aqui o conceito de auto-sabotamento. Alguém pode muito ter a vontade de fazer algo, mas esse algo é moralmente errado. Então, ele é contido, mas não desaparece; continua lá, presente, esperando ansiosamente por um momento em que essa contenção não será mais possível em razão do sofrimento que gera. E tenham certeza, a infelicidade não é o desejo de Deus.

    Então, como convergir Christo e o homem, com todas as potencialidades de que ele é capaz? Apenas sendo homem. Christo se fez Christo sendo homem. Experimentando o medo, a angústia, a solidão, tão comuns a todos nós, e transcendendo-os, na medida do possível, considerando o momento específico de cada subjetividade, seus traços psicológicos, sua forma de encarar os desafios propostos pela existência.


    Caímos em grave erro quando pensamos que o santo é aquele sujeito que se sufoca, se suprimi, se escamoteia. Esse não é um santo; é um neurótico no sentido técnico do termo, alguém que, se prosseguir dessa forma, poderá evoluir para um surto psicótico. A santidade é um arquétipo de sublimação, um alvo pretendido pelo cristão, e se satisfaz no tempo e no espaço. Não se nasce santo; antes, faz-se santo à medida que se encontra meios de expressão no processo histórico.

    Antes de condenar a homoafetividade, deveríamos olhar com mais atenção na pessoa humana. A Santa Madre Igreja nunca perde de vista o panorama puramente humano das relações. Caso contrário, não defenderia a vida, e seria apenas um tribunal laico onde se julga aquilo que se considera inadequado. Considera-se, assim, o componente psicológico da subjetividade, sua forma de se relacionar consigo e com os outros, sua historicidade, seus antecedentes, sua própria forma de viver, respeitando os limites e estimulando as potencialidades. [...]

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    Em razão do texto ser muito extenso, criei uma publicação no Portal Veritas, que pode ser lido na íntegra no endereço:

    http://portalveritas.blogspot.com/2009/10/gays-e-cristianismo.html


    Breno Bastos
    Gerente do Portal Veritas

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  3. Dizer que os estóicos condenavam a homossexualidade pode ser um erro. Diferentemente dos epicuristas, que possuíam um corpus doutrinarius inalterado com o passar do tempo, os estoicos inovaram em muitas teses. Assim, encontramos alterações de teorias se compararmos o Estoicismo Antigo - de Zenão a Crisipo -, com o Estoicismo Médio - com Panécio e Posidônio - e o Estoicismo Imperial - de Sêneca a Marco Aurélio.

    O doxógrafo Diógenes Laércio dirá que Zenão de Cício, o fundador da Stoa, se utilizava igualmente de mulheres e homens.

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  4. Breno,
    entao os santos e o proprio Jesus foram infelizes? Boa maneira de pensar.

    O pensamento desta doutora tem sua raiz em freud e com alguns paralelos incorporados em nossa cultura pela fusao de freud e Marcuse. Desta uniao surge a ideia de que ter auto controle causa sofrimentos, quando é justamente é o auto controle um dos fatores que nos diferencia dos animais irracionais.

    Se aplicarmos esta viao liberal globalmente construiriamos uma verdadeira anarquia, onde todos poderiam fazer o que quiser sem que nada fosse moralmente errado. Matar, roubar, libertinagem sexual e etc. tudo seria normal.

    Os sexo na Igreja nunca foi tratado apenas com carater procriativo, mas também o unitivo, pois já na bíblia existia o termo "uma só carne".

    Otro aspecto interessante da modernidade é ver que muitas senhoras nao sentia a necessidade que hoje temos de uma liberassao sexual. De onde vei a necessidade de fantasias e outras coisas, quando o sexo é bem simples? Amor, carinho e penetracao... Essa é a receita básica do sexo, mas se vestir-se de enfermeira, algemas, mais 3 pessoas na cama tornou-se essencial para o sexo, devemos rever nossa moral.

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  5. Saúdo-vos mais uma vez. E com alegria tento propor um debate ao mesmo tempo reflexivo e especulativo sobre um tema polêmico, embora não atual.

    Apenas transcrevi um fragmento do texto que publiquei. Seria necessário lê-lo na íntegra através do endereço que evidenciei aicma para que não caiamos em erro ou sejamos parciais.

    Freud e Marcuse? Sim. Mas também fico com Nietzsche, Schopenhauer e o corpus doutrinarius, de modo geral, do idealismo alemão. Não aprecio inteiramente essa corrente filosófica por algumas razões epistêmicas, embora compreenda a perspectiva antropológica que ela encerra e que nos ajuda a compreender de modo preciso a dinâmica psíquica.

    Nunca afirmei que Christo foi infeliz. O que afirmo é que ele não possui perturbações psíquicas - por isso é santo. Santidade, então, se associa a um perfeito ajustamento ao entorno e ao lógos constituinte da natureza humana. Percebam o movimento: não se trata de uma supressão do desejo, mas de uma consonância desses desejos com o self e com o real. Costuma-se dar a isso o nome de ajustamento.

    A necessidade de liberdade sexual não é um problema atual. Nietzsche dirá que a causa da genialidade dos gregos reside no sufocamento que eles sofriam. Não concordo com esse posicionamento inteiramente. Não nos esqueçamos do saudoso Marquês de Sade que, em plena França do século XVIII, produziu uma reviravolta no modo de pensar ética e antropologia com sua filosofia da libertinagem. Segundo Prof. Dr. Paulo Ghiraldelli Jr. o herói socrático e o herói libertino possuem muitos pontos em comum. Talvez isso dê margem a algumas linhas de pensamento segundo a qual que o herói libertino também se associe ao herói cristão, via o socratismo. Há muito o que pesquisar.

    Termino essas considerações convidando-os a leitura desse texto inteiro. E até a próxima!

    Paz e Bem!


    Breno Bastos
    Gerente do Portal Veritas
    Ex-seminarista da Ordem dos Frades Menores

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