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sábado, 31 de outubro de 2009

Parceria - Seja bem vindo, Movimento Jovem em defesa da Igreja

É com alegria que o Apostolado Shemá faz parceria com o Movimento Jovem em defesa da Igreja, conheça agora um pouco da história desse movimento:O Movimento Jovem Católico, tem como lema: “Com Maria em defesa da Igreja se Seu Filho”, é um lema que invoca a proteção de Maria Mãe de Deus Mãe da Igreja e nossa Mãe.O Movimento tem como finalidade promover a defesa da Igreja.Eis o convite que tem sido feito pelo movimento aos jovens Brasileiros:Queridos jovens! Queridos amigos! Vocês, jovens, são o melhor dom de Deus, a maior e a mais bela oferta e promessa de vida dada por Deus ao mundo e a Igreja.
A juventude é um grande dom divino, é “uma riqueza singular do homem” (Ioannis Pauli PP. II Epistula Apostolica ad iuvenes Internationali vertente Anno Iuventuti dicato, 3, die 31 mar. 1985: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, VIII, 1 (1985) 760). Para vocês, a vida se apresenta como uma estrada aberta para o infinito. É no coração do jovem que se desenham, se projetam e se forjam as perspectivas futuras da humanidade. Se é verdade que, infelizmente, existem limitações e obstáculos para o pleno desabrochar dos seus sonhos humanos, também é certo que estes sonhos permanecem sempre abertos aos grandes ideais. Nada nem ninguém, a não ser nós mesmos, pode frustrar esses ideais. Consciente da imensa tarefa que nos espera, sinto-me movido a fazer-lhes uma veemente convocação. Eu, queridos amigos, venho hoje convocá-los para um decisivo encontro, e para um empolgante caminho.Em primeiro lugar, para um encontro, decisivo, do qual vai depender o significado e a projeção de suas vidas. Vocês já perceberam que quero falar-lhes do seu encontro, cada dia mais pleno e autêntico, com Cristo. Só Jesus é, e será sempre, a resposta aos grandes anseios, aos infinitos desejos, aos ideais mais elevados que fervilham no coração humano. N’Ele, em Jesus, está a Verdade sem sombra de mentira, n’Ele, o Caminho claro e sem desvios, n’Ele está a Vida (Cfr. Jo 14, 6). Cristo fixa em vocês o olhar do seu amor (Cfr. Mc 10, 21), e lhes diz: “Eu sou a luz do mundo, aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12). Só Jesus é a luz, só n’Ele se encontram todos os ideais! Caminhando com Jesus, muitos de vocês, lutarão, enfim, por viver a pureza santa do amor humano e serão os construtores de autênticos lares cristãos, verdadeiros focos de irradiação do espírito de Cristo na sociedade (Christifideles Laici, 40). A grande maioria de vocês, sereis chamados por vocação divina para o matrimônio, e a Igreja quer caminhar junto a vocês para que possais percorrer este caminho com coragem, conscientes de que a vocação matrimonial é um compromisso formidável, que os torna protagonistas das transformações, segundo o espírito do Evangelho, desta célula cristã da sociedade, que é a família. Vinde após mim diz Jesus! Queridos jovens! Cristo os chama, Cristo os convoca, Cristo quer andar com vocês, para animar com seu espírito os passos do Brasil rumo ao terceiro milênio. O Papa tem a certeza de que, no fundo da alma, vocês darão uma resposta generosa e vibrante a esta convocação: “eis-me aqui, porque me chamaste!” (Cfr. 1Rs 3, 5). Com este apelo, cheio de esperança, termino estas palavras. Dirijo-me à Virgem Santíssima, Mãe de Jesus e Mãe dos que, por serem irmãos do seu Filho, devem ser portadores da Boa Nova. Peço-lhe que os conduza, com seu auxílio materno, até o encontro de que lhes falei, e os acompanhe ao longo de toda a vida.Agora vamos partir em defesa da Igreja que tanto sofre Cristo nos chama não reneguemos o nosso SIM a ele eu não nos negou sua vida.É nesse sentido que trabalha o movimento jovem, este movimento pode ser encontrado nos seguintes endereços:Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=17187819415068843062Blog: http://jovenspelaigrejacatolica.blogspot.com/e-mail: jcemdefesadaigreja@gmail.com.br

Parceria - Seja bem vindo, HISTOBLOG

O Apostolado shemá recebe com grande alegria o HISTOBLOG como parceiro. A descrição é de Susi, sua fundadora.

O HISTOBLOG, tem como tema a História Mundial, desde a origem do homem, a pré-história, passando pelo mundo antigo, Grécia, Roma, Egito, Macedônia, Mesopotâmia, Constantinopla, os deuses gregos, deuses da mitologia germânica, passa pela Idade Média, a Reforma da Igreja Católica, o Protestantismo, Anglicanismo, o Calvinismo, a Europa, a França de Napoleão suas guerras, revoluções, o iluminismo, renascimento, Leonardo da Vinci, Michleângelo.. Sobre o mundo árabe, os muçulmanos, Irã, Iraque, o islamismo. Fala também sobre a Revolução Industrial. Vem para a América contando a história dos povos olmecas, astecas, incas, os tupi-guarani. A chegada dos portugueses no Brasil, o Brasil colônia, a escravidão, inconfidência mineira, a independência da América espanhola, a América holandesa de Maurício de Nassau, a Independência dos Estados Unidos e do Brasil e vem contando sobre a 1ª Guerra Mundial, o período entre guerras, a 2ª Guerra Mundial, a guerra de Hitler e suas atrocidades, a tomada da França, Polônia, a batalha de Stalingrado, a Europa totalmente devastada pela Alemanha nazista, a interferência do mundo, inclusive do Brasil, vem vindo para a Guerra Fria, o medo da humanidade pelas bombas nucleares, onde os povos viviam sobressaltados pela ameaça nuclear. Os posts chegaram até o governo Bush, governo Lula, e estão sendo atualizados dia-a-dia.
Utilizo livros, revistas, apostilas e pouco pego na internet, o que uso da internet são imagens, quando não as tenho, e sempre procuro fazer muitas pesquisas para colocar um texto no blog.
Tenho autorização de alguns autores que utilizo como fonte de pesquisa, e outros que não consegui contato, mas sempre dou os créditos a quem de direito.
São 570 posts, sendo revisados e atualizados. O HISTOBLOG tem 10 meses de vida, e graças aos meus leitores e amigos cresceu bastante, mas tem muito a crescer e a colaborar com as pesquisas do meu público, que em sua maioria são estudantes e professores.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bento XVI e a Aids – existem razões para apoiar a castidade na África?

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Desde que o Papa Bento XVI fez a sua viagem ao continente africano e proferiu um discurso condenando o uso de preservativos, a mídia não tem poupado críticas ao pronunciamento do Santo Padre. Recentemente, Hans Kung, teólogo adepto do modernismo, disse: “Bento XVI será lembrado por ter fomentado a pandemia do vírus HIV no continente africano”. A África, além de ser o continente mais pobre do planeta, é também o com maior número de infectados pelo vírus HIV. A pergunta é: por que então incentivar a castidade num continente onde o contagio com o vírus HIV é tão propício?

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Atualmente, o Brasil mantém estável o número de pessoas infectadas, e o programa de combate ao vírus da Aids é parabenizado pela ONU. Porém, o mesmo tipo de programa implantado em Unganda não deu sequer resultados perceptíveis. Primeiramente por que o Brasil gasta cerca de 300 milhões de reais com o programa, custo que é inviável num país que tem uma renda percapta de 457,00 dólares. Mas, mesmo com toda ajuda financeira mundial, esse quadro não se reverte, anualmente cresce cerca de 3% o número de pessoas infectadas. Só a ONU distribui anualmente uma quantidade suficiente para que na África não haja mais casos de expansão do vírus HIV. Então, eu interrogo, se o mesmo programa de combate aos vírus HIV é parabenizado no Brasil, por que ele não possui o mesmo resultado em Unganda? Questões sociais não podem ser equalizadas numa conta matemática, onde se pode ter certeza que 2+2 são 4. Recentemente, “o diretor do Aids Prevention Research Project da Harvard School of Public Health, Edward Green, assegurou que na polêmica sobre a Aids e o preservativo Bento XVI tinha razão.
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Ao intervir no “Meeting pela amizade entre os povos” de Rímini o cientista, considerado como um dos máximos especialistas na matéria, confessou que “lhe chamou a atenção como cientista a proximidade entre o que o Papa disse no mês de março passado no Camarões e os resultados das descobertas científicas mais recentes”.
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“O preservativo não detém a Aids. Só um comportamento sexual responsável pode fazer frente à pandemia”, destacou.
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“Quando Bento XVI afirmou que na África se deviam adotar comportamentos sexuais diferentes porque confiar só nos preservativos não serve para lutar contra a Aids, a imprensa internacional se escandalizou”, continuou constatando.
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Na realidade o Papa disse a verdade, insistiu: “o preservativo pode funcionar para indivíduos particulares, mas não servirá para fazer frente à situação de um continente”."(1)

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Em 1990 na Polônia cerca de 12% das crianças estavam infectadas pelo vírus HIV, pois a ONU incentivou a transfusão de sangue para se combater a anemia, porém, a Polônio a não é a Finlândia, onde a prática deu muito certo.

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Mas, o sentido principal do texto está na questão: Se o preservativo é tão eficaz, por ainda há de persistir os grandes índices de HIV?

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Transcrevo agora uma entrevista feita ao portal Zenit:

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“Para tentar compreender quais são os argumentos que subjazem ao debate e que parecem implicar tantos interesses, ZENIT entrevistou os doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni, o primeiro médico e o outro professor de Bioética e jornalista de Sat2000, condutor do programa “2030 entre ciência e consciência”, que acabam de entregar ao editor o livro em italiano Il Papa ha ragione! L’Aids non se ferma con il condom (Fede & Cultura).

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– Mas o preservativo serve ou não para deter a Aids?
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– Puccetti: Não é fácil responder de forma taxativa, mas se tenho que dizer se o preservativo serve para deter a Aids nas epidemias generalizadas, a resposta que posso dar segundo o corpo de conhecimentos científicos disponíveis é “não”.
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Para que pudesse funcionar, o homem deveria ser não muito diferente que um rato em uma jaula à qual antes de cada cópula alguém dosa o preservativo. Nesse caso, o preservativo poderia ser útil.
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Mas como o homem não é um rato, não vive em jaulas e não há profissionais dispostos a dosar-lhe o preservativo, não há que surpreender-se de que a eficácia teórica não aconteça na vida real.
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– Por que decidiram escrever um livro sobre este tema?
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– Cavoni: Este livro nasce de uma triste constatação, a de que com frequência a informação fala de fatos que não conhece e, também, os deforma. É o que aconteceu durante a primeira visita do Papa à África em março deste ano.
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O livro nasce desta tristeza e, também, da raiva de ver pisoteados os princípios fundamentais de uma correta informação. Ao mesmo tempo, parecia-nos necessário dar a conhecer ao público os fatos assim como sucederam e, de algum modo, abrir os olhos da opinião pública, de modo que não tome como ouro fino torpes instrumentalizações, perpetradas por motivos ideológicos, por superficialidades, ou por ambos fatores.” (2)

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Para René Ecochard, professor de medicina, epidemiologista, chefe do serviço de bioestatística do Centro Hospitalar Universitário de Lyon, "as palavras de Bento XVI sobre o preservativo são simplesmente realistas".

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"Se o preservativo funciona quatro de cada cinco vezes", isto pode ser suficiente "quando a Aids não está estendida". "Mas em um país em que 25% dos jovens de 25 anos estão afetados (Quênia, Malaui, Uganda, Zâmbia), isto não é suficiente". "O fracasso desta forma de prevenção é uma realidade epidemiológica".(3)

A vida humana está em primeiro lugar, logo, proteger o ser humano, faz parte da missão da Igreja. O Papa não está sendo hipócrita ao defender a cultura da castidade na África. Desde a queda do muro de Berlin, a ONU realizou diversas intervenções no território africano, seja ela de caráter militar como em Ruanda, ou apenas diplomáticas como na República Popular do Congo, e todas estas fracassaram. Ruanda foi palco de um dos maiores genocídios civis da história da humanidade, e o Congo continua sem ter uma divisa coerente com a vontade da população. Isto podemos equacionar, “a cultura de morte”, denominada assim pelo Papa Pio XII, não pode gerar um bem maior do que aquele proposto pela Igreja. “Soluções fáceis, para problemas difíceis”, está é outra verdade que o Romano Pontífice nos alertou em seu Papado.

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Não podemos deixar que almas sejam colocadas em tentativas de erro e acerto, sendo jogadas à sorte, ao acaso. Defender a vida é concretamente a missão da Igreja, por tanto, para nós, defender a castidade na África é perfeitamente defender a vida.

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Notas:

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1 - http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=55975&tid=5374353145115254038&kw=Olavo+de+carvalho+e+a+Aids&na=1&nst=1

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2 - http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=55975&tid=5374353145115254038&kw=Olavo+de+carvalho+e+a+Aids&na=2&nst=40

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3 - http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=55975&tid=5374353145115254038&kw=Olavo+de+carvalho+e+a+Aids&na=2&nst=40

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Em defesa da Santa Inquisição Parte II - Entrevista sobre a Inquisição

Trago esta excelente entrevista do doutor em filosofia, prof. Roman Konik, polonês, que escreveu o livro "Em defesa da Santa Inquisição". Muito esclarecedor.

Inquisição:
Mito e realidade histórica


A verdade é bem diferente da ficção que se divulga sobre a Inquisição. Há necessidade de analisá-la com serenidade, com base na ciência histórica e dentro do contexto da época de sua existência
O Prof. Dr. Roman Konik, nascido em 1968, além de publicista e comentarista de fatos quotidianos de seu país, é doutor em filosofia, professor adjunto da cátedra de estética na Faculdade de Filosofia da Universidade de Wroclaw (Polônia). É autor do livro Em Defesa da Santa Inquisição. A obra suscitou muita polêmica, e apesar do boicote sofrido por parte de livrarias — devido à legenda negra que se criou em torno do tema, apontando os inquisidores como “carniceiros”, torturadores, etc. –– despertou bastante interesse, já tendo sido vendidos mais de 35 mil exemplares. Com a polêmica, o jovem professor vem sendo convidado para conferências em diversas cidades de seu país, a fim de expor sua visão objetiva e bem documentada sobre o assunto, oposta aos mitos criados por certa literatura liberal contra o Tribunal do Santo Ofício.
Na entrevista concedida ao Sr. Leonardo Przybysz, nosso correspondente em Cracóvia (Polônia), comprova-se como os fatos — alicerçados na realidade histórica, e que se tornaram patentes mediante rigorosas pesquisas — diferem inteiramente das fantasias criadas e das detrações anti-Inquisição, embora não se negue que tenha havido certos abusos cometidos por alguns poucos inquisidores
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Catolicismo — Em seu livro Em defesa da Santa Inquisição, o Sr. explica que a Inquisição não era a responsável pela execução das penas de morte, mas sim os tribunais leigos. Não será esse ponto de vista semelhante às opiniões de alguns historiadores judeus, que dizem não ter sido o Sinédrio o responsável pela morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o Tribunal Romano?

Prof. Konik — Sempre que tocamos no assunto do funcionamento da Inquisição, precisamos considerá-la sob o prisma da época em que ela atuou. Na Idade Média, a Religião constituía a garantia e o fator de coesão do Estado. Sempre que tentamos delimitar o Direito civil e o eclesiástico, encontramos dificuldades. Os leitores das crônicas de Gall Anonim (monge beneditino que escreveu a história da Polônia desde o início até o século XII; não se conhece seu nome; alguns dizem que vinha da Gália, daí o nome Gall Anônimo) muitas vezes fazem a pergunta: quebrar os dentes publicamente com um pedaço de pau, devido à quebra ostensiva do jejum, constituía uma pena civil ou eclesiástica? Na verdade, era uma pena civil à qual a Igreja se opunha.

Na Idade Média, os problemas criminais, civis e religiosos se interpenetravam. Lendo os autos dos processos inquisitoriais, mais de uma vez encontramos bandidos comuns que, surpreendidos pela polícia no ato de violação, de roubo, de assalto à mão armada, rapidamente inventavam uma motivação religiosa para explicar o seu procedimento. Por quê? Simplesmente para cair na esfera da justiça da Inquisição e não da justiça civil ou temporal. Pois a justiça inquisitorial garantia pelo menos uma investigação, em vez da pena de fogueira imediata, a qual — como a pena de morte ou o decepamento da mão — não foi absolutamente invenção dos inquisidores.
Lembremo-nos de que nesse período histórico aplicava-se a pena de morte até pela falsificação de dinheiro ou pela ofensa à majestade real. Analogamente aceitava-se o fato de que a ofensa dirigida a alguém superior ao rei, ou seja, a Deus, só poderia ser punida da mesma forma. Os hereges pertinazes, mais freqüentemente os heresiarcas (isto é, os autores de heresias) e que se recusavam a abandonar o erro eram tratados como rebelados comuns. Isso se compreende, considerando-se que a atuação de hereges como os cátaros destruía a ordem social. >>

les não aceitavam o funcionamento da sociedade civil e eclesiástica, incitavam à renúncia da medicina e à completa abstinência sexual, inclusive no casamento, ou ao ritual chamado endura (morte voluntária pela extenuação do organismo, ou morte pela fome). Promoviam o aborto, acreditando ser melhor uma criança não nascer neste "vale de lagrimas", e ir assim diretamente para o Céu. Grupos de hereges revoltosos atraíam os pobres para suas fileiras, sob a promessa de que, roubando aos ricos, contribuíam para criar uma igreja nova, na qual as chances seriam iguais para todos. Isso não era uma contravenção estritamente religiosa, razão pela qual muitas vezes, após o julgamento e definição do grau de heresia, os rebeldes eram entregues ao braço civil para que se procedesse ao devido processo penal que dizia respeito a questões criminais: roubo ou violação. Freqüentemente acabava em pena de morte, mas a responsabilidade dos inquisidores em relação ao direito era igual à de cada cidadão. Uma situação equivalente, hoje em dia, consistiria em a Igreja concluir de acordo com o Direito Canônico um processo de sacerdote por crime de pedofilia, e em seguida entregar o caso à Procuradoria para que concluísse a investigação e aplicasse a devida pena.
A maior parte das heresias nascidas na Idade Média atingia sobretudo a justiça civil. Vale a pena lembrar que o tribunal inquisitorial, entregando o herege à autoridade civil, incluía uma carta recomendando prudência na decisão.

Catolicismo — Também em seu livro o Sr. aponta a criação de um quadro negativo da Inquisição através de livros (sobretudo O Nome da Rosa, de Umberto Eco), pinturas, filmes ou exposições. Realmente, muitos artistas que retrataram a Inquisição (por exemplo, Goya) não viveram na época de sua existência. Pode-se pois perguntar se é fidedigno o que apresentaram. O Sr. conhece artistas que viveram no tempo da Inquisição atuante, que a mostraram de modo fiel

Prof. Konik — Na mente do homem de hoje, há uma idéia comum que considera o inquisidor como um velho monge encapuzado com inclinações sádicas, inflamado do desejo de autoridade. O melhor exemplo disso é a figura de Bernard Gui, inquisidor de Toledo, descrito pelo conhecido medievalista italiano Umberto Eco em seu livro O Nome da Rosa. Pior ainda é a imagem apresentada no filme realizado com base em tal obra. Bernard Gui, como figura histórica real, foi inquisidor de Toledo e durante 16 anos exerceu esse cargo. Julgou 913 pessoas, das quais apenas 42 ele entregou ao tribunal civil como perigosos rebeldes (reincidentes, pedófilos, criminosos), o que não significava absolutamente pena de morte para eles. Em muitos casos Gui indicava tratar-se de doença psíquica, suspeição de heresia, desistindo de interrogatórios. Segundo a visão preconceituosa dos protestantes, é certo que essas pessoas iriam para a fogueira, ao contrário da verdade histórica.

É importante registrar que escritores protestantes, pouco simpáticos à Inquisição, começaram a escrever a história dela de maneira desfavorável, apresentando-a deformada. Também nas expressões artísticas das épocas posteriores à medieval verificou-se um reflexo dessa visão caricatural. Mas basta analisar o mundo artístico medieval para observar quadros que apresentam São Domingos convertendo os hereges, São Bernardo de Claraval discutindo com eles, ou então pinturas de inquisidores-mártires morrendo nas mãos de hereges — por exemplo, o martírio de São Pedro de Verona; ou de São Pedro de Arbués, assassinado na catedral de Saragoça
Exemplo de ódio radical contra a Igreja e da manipulação a que me referi é um quadro no Museu Nacional de Budapeste, apresentando uma sala de torturas, intitulado no catálogo “Inquisição”. Só depois de muitos protestos de historiadores, mostrando que o quadro apresentava cena de tortura num tribunal civil, é que o título foi mudado para “Sala de torturas”.

Lembremo-nos de que foram as descrições caricaturais de Diderot, Voltaire e até Dostoiewski que formaram na mente do homem de hoje a visão da Inquisição como um espectro. Os historiadores poloneses também não ficaram atrás dos historiadores “progressistas”. Deparando diariamente com essa visão distorcida da Inquisição, o homem comum é inclinado a aceitá-la como verdadeira.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CARTA AO DR. SARAMAGO


Sei que o Dr. José Saramago, Prêmio Nobel de literatura (1998), não lerá essa Carta, mas ao menos ela será um desagravo às palavras ofensivas com que se dirigiu ao Papa Bento XVI e à Igreja, derramando em suas palavras amargas toda a sua bílis raivosa contra Deus e sua Santa Igreja, mais uma vez.

Saramago, em Roma, fez o lançamento do seu novo livro “Caim”, no qual volta a tratar da religião. Na verdade a religião e a fé põem os supostos ateus em crise, por isso essa reação destemperada do escritor.

Os jornais e a internet noticiaram amplamente que em 14 de outubro (EFE) o escritor português José Saramago, em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, chamou o Papa Bento XVI de “cínico”, e disse que a “insolência reacionária” da Igreja precisa ser combatida com a “insolência da inteligência viva”.

Numa pesadíssima crítica destrutiva se referiu ao Papa como “neo-medievalista”, acusando-o de “cinismo intelectual”. Além disso, disse a Flores D’Arcais, que sempre foi um ateu “tranquilo”, mas que agora está mudando de idéia, porque, segundo ele “as insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder.” Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Dr. Saramago, antes de tudo quero lhe dizer que não temos ódio do senhor e de suas palavras; pois, Nosso Senhor nos ensinou a “pagar o mal com o bem” (Rm 12, 14), a amar os inimigos, e a abençoar os que nos amaldiçoam. Nossos mártires morreram e morrem perdoando os seus assassinos. Na verdade temos pena do senhor, pois, se de um lado o sr. é doutor nas Letras humanas, por outro lado ainda desconhece os primeiros rudimentos das Letras divinas e eternas.

Dr. Saramago, por que investir tão raivosamente contra o nosso Pedro de hoje, e contra a Santa Igreja? Que mal eles fazem? Será que são os culpados pelas guerras do mundo; pela miséria de tantos, pelas catástrofes da natureza? Será que o sr, qual novo Nero, quer nos culpar pelo incêndio de Roma?

Fiquei pensando Dr. Saramago, onde poderia estar a causa mais profunda desse ódio que há tanto tempo o sr. destila contra a Igreja? Faz-nos lembrar do que disse o Salmista: “Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo”. (Sl 2, 1-2)

Será que o sr. sofreu algum trauma religioso na infância ou na juventude por parte de alguém da Igreja que lhe deu um contra testemunho? É possível. Ou será que o sr. foi educado nos bancos da escola marxista eivada de ateísmo, materialismo e um laicismo anti católico tão difundido nas universidades?

O destempero de suas palavras nos dão o direito de fazer muitas indagações desse tipo; pois não são racionais, mas passionais; não precisamos ser psicólogos para ver que são influxos da sensibilidade ferida e recalcada sobre a razão.

Dr. Saramago, por que ferir tão injustamente o nosso grande Pastor universal? O senhor sabe que ele é considerado um dos melhores teólogos atuais. Sua eleição para Papa se deu num dos Conclaves mais rápidos da história. Sua santidade é notável, sua humildade explícita, como ele disse: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Por que atacar a ele e a Igreja com tanta fúria? Saiba que atinge a todos nós seus filhos. Mas temos consciência que quando a sensibilidade cegou a razão, e a brutalidade venceu o argumento, a razão foi sufocada.

Será que o senhor ainda não reconheceu, o que os historiadores modernos tem repetido: que foi a Igreja quem salvou e moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa? Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

O senhor sabe que nossa Civilização foi gerada no bojo do Cristianismo que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos outros dons. O sr. sabe que nenhuma outra Instituição fez tanto pela caridade no mundo em todos os tempos.

O senhor sabe que foi a Igreja que fundou as Universidades, inclusive a de Coimbra, a famosa de sua Portugal. Sem elas o senhor não teria chegado ao Prêmio Nobel.

O que há de “cínico” em nosso Pastor maior?

Sabemos que os sofistas, quando não conseguem derrubar os argumentos do seu opositor, procuram, então, atingir sua pessoa, sua imagem, atirando-lhe sarcasmo. Ora, será que essas setas envenenadas contra Bento XVI não são conseqüência da falta de argumentos perante o que ele e a Igreja defendem há vinte séculos: o respeito à vida desde a geração até a morte natural, o não ao aborto, à eutanásia, à manipulação de vidas embrionárias, o não às tais “famílias alternativas”, etc.?

Ora, doutor Saramago, o senhor já é bastante vivido e conhecedor da História para saber o que afirmava Spalding, que as nações não perecem por falta de saber ou de riquezas, mas por falta de princípios morais.

O senhor acusa nosso Pai espiritual de cinismo intelectual; ora, o sr. sabe que ele é um dos maiores e melhores teólogos de nosso tempo, catedrático reconhecido no mundo todo. Portanto, atingindo a ele o sr. nos atinge a todos nós.

Onde pode haver cinismo em um líder mundial que só trabalha em favor da paz, do desarmamento dos povos, da fraternidade das nações, da defesa dos mais desvalidos.? Exatamente quando ele se reúne no Sínodo da África, debatendo as misérias desse Continente tão sofrido, e o modo de saná-las, o senhor fere o nosso Pastor tão injustamente! O que o senhor tem dito sobre os outros chefes de Estado que não fazem o mesmo pela humanidade?

O senhor acusa o Papa de “insolência reacionária”. Ora, o sr. sabe que o que ele defende não é a “sua” Verdade, mas a Daquele que mudou o mundo, e que disse a Pilatos: “eu vim para dar testemunho da verdade”; “Eu sou a Verdade”. O sr. sabe que a Verdade não pode mudar, senão não é verdade. O mesmo princípio de Arquimedes, do empuxo, descoberto dois séculos antes de Cristo, ainda hoje é ensinado nas melhores universidades do mundo, porque é verdade.

Bem disse o então cardeal Ratzinger na missa “pro elegendo pontífice”, que o mundo está dominado pelo “relativismo religioso” que quer eliminar a existência de uma verdade absoluta, querendo fazer tudo relativo, ao gosto de cada um. Por não aceitar essa “ditadura do relativismo” o sr. conjura o nosso Papa e a nossa Igreja. Eles não podem trair o Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que a Igreja não pode ser vencida por um poder meramente humano. Não perca seu tempo. Cristo lhe prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a perseguem, jamais prevalecerão contra ela.

Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?”. Onde está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?

Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que todos aqueles que se atiraram insanamente contra a Rocha de Pedro caíram para trás desolados? Será que precisamos de mais exemplos?

O sr. acusa o Papa também de querer apenas agir por “interesse e poder”. O interesse que ele procura é o bem das almas e das pessoas. Gostaria que o sr. lesse o que disse o Concilio Vaticano II:

“Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido” (Mt 20,28), (GS,3).

O poder do Papa é aquele que vem de Deus, não do povo, e que está ancorado nos corações dos seus filhos que o amam como dizia Catarina de Sena, “o Doce Cristo na Terra”.

Meu irmão Saramago, não o odiamos, ao contrário, o perdoamos; queremos repetir as palavras de Santo Estevão: “Senhor, não leve em conta as suas ofensas”. E mais: “Pai, perdoai-lhe não sabe o que faz”. Pedimos ao Senhor que conceda-lhe, antes de fechar os olhos para este mundo, a graça da conversão. É tudo o que desejamos e pedimos ao Senhor da Glória.

Prof. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino


Fonte:http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/10/15/carta-ao-dr-saramago/#comment-268103

terça-feira, 27 de outubro de 2009

PT e Cristianismo: Casamento Impossível


Por Pe. Rodrigo Maria


Já faz algum tempo que o Partido dos Trabalhadores, o PT, tem mostrado com toda a clareza o que é, o que pensa, o que faz e o que pretende fazer. Quem possui a fé cristã, e conserva ainda que uma mínima capacidade de raciocínio, consegue perceber a total incompatibilidade entre cristianismo e petismo. Já dizia o Papa Pio XI que ninguém pode ser ao mesmo tempo católico e comunista, nem mesmo católico e socialista, pois os fundamentos da fé cristã e seus princípios se opõem diametralmente aos princípios das doutrinas comunista e socialista.

Basta abrir os olhos e ver o que o PT tem feito e defendido para se concluir que o pensamento e a prática desse partido são contrários à nossa fé.

O PT tem como metas e programa de governo, entre outras coisas:

a legalização do aborto;

o "casamento" de homossexuais;

a liberalização da maconha e outras drogas;

a criminalização da "homofobia". (Uma pessoa que fale contra o homossexualismo poderá ser presa)


Tudo isso, sem contar a aprovação em 2005 da Lei de Biossegurança, que foi sancionada pelo presidente Lula, que permite a destruição de embriões humanos, a pretexto de se fazer pesquisas científicas, reduzindo o ser humano a uma cobaia ou rato de laboratório. Sem contar ainda, toda a já comprovada roubalheira deste governo petista que armou o maior e mais vasto sistema de corrupção que já existiu na história do Brasil.

Por tudo isso, não é possível ser católico e petista ao mesmo tempo, como não é possível ser católico e ateu ao mesmo tempo, como não é possível ser católico e macumbeiro ao mesmo tempo… Pois ninguém pode servir a dois senhores. Um católico que queira ser coerente com sua fé não pode se filiar, votar ou apoiar este partido e quem quer que seja que por ele se candidate ou nele permaneça, pois todas essas idéias e ações não são o pensamento de um ou outro petista, mas sim o ensinamento e o programa do partido. Se alguém diz ser contrário ao aborto, ao casamento de homossexuais e à liberação da maconha, por uma questão de coerência e princípio deve abandonar o PT e/ou partidos similares, que levantam estas bandeiras, pois se aí permanece, prova que compartilha as mesmas metas por conivência ou é um oportunista.

O que realmente comprova que um católico é fiel a Cristo, e à Santa Igreja nos assuntos acima referidos, é defender a vida de maneira incondicional, e jamais fazer parte de ou permanecer em uma organização ou partido que sejam contrários a quaisquer princípios da fé que professamos.

Muitos políticos, militantes e simpatizantes do petismo ou de partidos comunistas, alegam a sua presença ou apoio a este partido citando o apoio direto ou indireto de alguns padres ou bispos a esse partido. A esses devemos lembrar sempre a palavra de Nosso Senhor que diz que um cego não pode guiar outro cego. Se há padres ou mesmo bispos mal orientados que, em contradição com os ensinamentos de Cristo e da Igreja, assumem uma atitude de apoio a partidos abortistas e gaysistas, nós em consciência não devemos neste ponto segui-los, pois[,] como dizia o Papa João Paulo II, um cristão não pode ser favorável ao aborto de nenhum modo, nem apoiá-lo pelo seu voto, ajudando a elevar ao poder um partido contrário à vida.

O petismo e o comunismo em geral são quase uma religião que em suas premissas se opõem ao cristianismo. Não se pode apoiar o projeto deste partido a pretexto das coisas boas que faz ou diz fazer, uma vez que nega às crianças por nascer o mais fundamental dos direitos, que é o direito à vida, e atenta contra a sacralidade da família, defendendo o gaysismo e "uniões alternativas", querendo equipá-las-á à família criada e santificada por Deus.

Se alguém, apesar de estar consciente de tudo isso, quiser ficar ou apoiar o PT ou candidatos pertencentes a esse partido, deveria ao menos ter a hombridade de rasgar o batistério e deixar a Igreja de Cristo em paz.


Fonte: Jornal "A Jesus por Maria - Carta Circular aos amigos da Arca nº 8" - Set/2009
Fraternidade Arca de Maria]

Apostolado Shemá
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