ÚLTIMAS POSTAGENS

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Marxismo, uma utopia perfeita, e uma realidade fracassada - Parte II

Uma análise econômica do Marxismo.
.
A organização Econômica de Marx:

.
Em uma carta, Karl Marx distinguiu entre duas fases do socialismo — a mais baixa fase preliminar e a fase mais elevada. Mas Marx não dava nomes diferentes para estas duas etapas. Na fase mais elevada, disse ele, haverá uma tal abundância de tudo que será possível estabelecer o princípio "para cada um, de acordo com suas necessidades". Stalin fez uma distinção porque os críticos estrangeiros notaram diferenças nos padrões de vida de vários membros dos Sovietes Russos. No final da década de 1920 ele declarou que o estágio mais baixo era o "socialismo” e a fase mais avançada era o "Comunismo". A diferença era que no estágio socialista haveria desigualdade nas rações dos vários membros dos sovietes russos; a igualdade será atingida apenas mais tarde, no estágio comunista.

.

Marx desenvolveu o que ele pensava ser um novo sistema. De acordo com sua interpretação materialista da história, as “forças produtivas materiais" (esta é uma tradução exata do Alemão) são as bases de tudo. Cada etapa das forças produtivas materiais corresponde a uma fase definida de relações de produção. As forças produtivas materiais determinam as relações de produção, isto é, o tipo de possessão e propriedade que existem no mundo. E as relações de produção determinam a superestrutura. Na terminologia de Marx, capitalismo ou feudalismo são relações de produção. Cada um destes foi necessariamente produzido por uma fase particular das forças produtivas materiais. Em 1859, Karl Marx disse que uma nova fase das forças produtivas materiais produziria o socialismo.
.
Mas o que são estas forças produtivas materiais? Da mesma forma que Marx nunca disse o que era uma "classe", ele nunca disse exatamente o que são as "forças produtivas materiais”. Após analisar suas obras nós descobrimos que as forças produtivas materiais são as ferramentas e as máquinas. Num de seus livros [Misère de la philosophie — A miséria da Filosofia], escrito em Francês em 1847, Marx afirma que “a fábrica manual produz o feudalismo – a fábrica a vapor produz o capitalismo.” (3) Ele não disse isto neste livro, mas em outras obras ele escreveu que surgiriam outras máquinas que iriam produzir o socialismo.

Segundo Marx, todos são forçados -- pelas forças produtivas materiais -- a pensar de tal maneira que o resultado mostre seus interesses de classe. Você pensa da forma que seus "interesses" forçam você pensar; você pensa de acordo com seus “interesses” de classe. Seus “interesses” são algo independente da sua mente e suas idéias. Seus “interesses” existem no mundo além de das suas idéias. Conseqüentemente, a produção de suas idéias não é nenhuma verdade. Antes da aparição de Karl Marx, a noção de verdade não tinha qualquer significado para todo o período histórico. O que o pensamento das pessoas produziu no passado sempre foi "ideologia", não verdade.
.
Marx usou ideologia num sentido diferente. Segundo Marx, ideologia era um pensamento doutrinário produzido por membros de uma classe. Estas doutrinas necessariamente não eram verdades, mas somente as expressões dos interesses classistas. Naturalmente, um dia haverá uma sociedade sem classes. Uma classe -- a classe proletária -- prepara o caminho para a sociedade sem classes. A verdade de hoje é a idéia dos proletários. Os proletários abolirão todas as classes e então virá a Idade Dourada, a sociedade sem classes.


Cito agora o Professor Ricardo Costa:

MARX ASSUMIU que os "interesses" eram independentes das idéias e pensamentos humanos. Ele afirmou que o socialismo era o sistema ideal para o proletariado. Disse também que os interesses de classe determinam o pensamento dos indivíduos e que esta condição provoca conflitos irreconciliáveis entre as várias classes. Marx então voltou ao ponto inicial – isto é, o socialismo é o estado ideal.
.
Os conceitos de "classe" e "conflito de classe” eram fundamentais no Manifesto Comunista (1848). Mas Marx não disse o que era uma "classe". Marx morreu em 1883, 35 anos depois da publicação do Manifesto Comunista. Nesses 35 anos ele publicou muitos volumes, mas em nenhum deles ele disse o que ele queria dizer pelo termo "classe"
.
Em uma famosa passagem do Manifesto comunista (1848), ele faz essa dicotomia social: “A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos inimigos, em duas grandes classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado” (Marx & Engels).
.
Em uma carta escrita a Weydemeyer (1818–1866) datada do dia 05 de março de 1852, Marx é ainda mais claro: Não me cabe o mérito de ter descoberto nem a existência das classes na sociedade moderna, nem a luta de classes entre si (...) O que fiz de novo foi:

1) demonstrar que a existência das classes só está ligada a fases de determinado desenvolvimento histórico da produção;

2) que a luta de classes CONDUZ NECESSARIAMENTE à ditadura do proletariado e, o país mais industrializado terá o maior número de proletários, e revolução nesse país é iminente

3) que essa ditadura constitui apenas a transição para a abolição de todas as classes.

(em Karl Marx, F. Engels, Études Philosophiques, Paris, Éd. Sociales, 1951, p. 125).


Marx preveiu a sociedade comunista:

...na sociedade comunista, onde cada um não tem atividade exclusiva, mas pode aperfeiçoar-se no ramo que lhe apraz, a sociedade regula a produção geral, dando-me assim a possibilidade de hoje fazer tal coisa, amanhã outra, caçar pela manhã, pescar à tarde, criar animais ao anoitecer, criticar após o jantar, segundo meu desejo, sem jamais tornar-me caçador, pescador, pastor ou crítico” (MARX e ENGELS, 1986: 47).

As contradições
.
Curiosamente, apesar de suas premissas lógicas, ele errou em tudo que previu:
a classe dos operários (e dos trabalhadores em geral) teve suas condições lentamente melhoradas, não pioradas; o número de operários das fábricas diminuiu em relação ao conjunto da sociedade (e hoje ainda continua diminuindo); o capitalismo não entrou em colapso, pelo contrário, desenvolveu-se cada vez mais (quem entrou em colapso foi o socialismo real dos países comunistas, com as massas saindo às ruas pedindo o fim dos regimes!!). E a revolução aconteceu justamente no país mais atrasado industrialmente, não no mais desenvolvido, contrariando TOTALMENTE as suas previsões!”(1)

O regime Comunista no Oriente


Em 1917, o proletariado de um país atrasado fez a primeira revolução socialista vitoriosa da história. Esse “privilégio histórico” deve ria ser pago com uma segunda revolução, dessa vez contra o absolutismo burocrático, mas tal movimento nunca se concretizou com a nomeação de Josef Stalin para o cargo de secretário-geral do Partido Comunista da URSS (PCUS), em 1922.


O primeiro Plano Qüinqüenal (1929-1924) traçou objetivos mirabolantes para a economia: duplicar a produção de ferro, quintuplicar a produção de energia e elevar a produção industrial total em 250%. Os enormes custos do plano seriam financiados pela inflação, pela queda do salário real, pelo saque do campesionato, pela severidade na disciplina de trabalho [leia-se mão de obra escrava] e pela diferenciação salarial.


Tais diretrizes são totalmente contraditórias aos ideais marxistas. O fulminante desenvolvimento econômico da URSS levou à burocratização do aparelho produtivo, aprofundando o fosso entre dirigentes e trabalhadores comuns. A utopia comunista já estava a se desmanchando.


A população da URSS estava descontente com as políticas econômicas de Stalin, e cada vez mais o estado enriquecia as custas da miséria da população e da exploração de mão de obra escrava das pessoas presas nas operações de expurgo. Para se manter no poder, Stalin eliminou todo e qualquer adversário político que tentasse se opor ao modelo burocrático de governo.


Não demorou muito para a crise econômica chegar. A URSS endividada e dependente da tecnologia do ocidente, suas importações cresciam e cada vez mais a população era explorada para sustentar os gastos militares do governo. Desse modo, tão triste, era decretado a morte do sonho Comunista. O Comunismo gerou fome, guerras, mortes, e o atraso de muitos países, e assim ficou provado pela História o fracasso de Marx.

1 comentários:

  1. Mais isso e apenas mais um texto idiota escrito por pessoas manipuladas pela igreja e pelo capital que existi nesse pais pessoas burras de tal forma que não são dignas de escreve sobre o assunto me desculpe mais o que você escreveu não passou de apenas palavras sem sentido.

    ResponderExcluir

Apostolado Shemá
Seja nosso parceiro. Cole o código em seu blog.

VISITE TAMBÉM