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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Marxismo, uma utopia perfeita, e uma realidade cruel - Parte I

Introdução: Que é o Marxismo?
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Doutrina filosófica, econômica, política e social formulada pelos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) entre 1848 e 1867.
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Tem como fontes principais o idealismo de Friedrich Hegel (1770-1831), o materialismo filosófico francês do século XVIII e a economia política inglesa do começo do século XIX. Segundo o marxismo, a característica central de qualquer sociedade está no modo de produção (escravista, feudal ou capitalista), que varia com a história e determina as relações sociais. Com o processo produtivo, os homens criam as próprias condições de sua existência. A história seria, então, o resultado das lutas entre os interesses das diferentes classes sociais. Esse conflito só desapareceria com a instalação da sociedade comunista, concebida como igualitária e justa. Nela, o Estado é abolido, não há divisão social nem exploração do trabalho humano, e cada indivíduo contribui de acordo com sua capacidade e recebe segundo sua necessidade.

Por que o Marxismo se desenvolveu no oriente e não no ocidente?
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Thomas Woods, historiador americano, cita algumas características sociais presentes na civilização ocidental que impediram o desenvolvimento do marxismo:
“A Igreja não apenas contribuiu para a civilização ocidental, mas Ela construiu essa civilização”[...] . “Pensamento econômico, lei internacional, ciência, vida universitária, caridade, idéias religiosas, arte, moralidade — estes são os verdadeiros fundamentos de uma civilização, e no Ocidente cada um deles emergiu do coração da Igreja Católica” (Thomas Woods, Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, 2008, p. 219- 221).

Estudaremos cada um desses itens para para que possamos compreender os obstáculos
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O Direito internacional

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O Direito internacional, no que se diz respeito as relações de trabalho, tem como base para suas diretrizes a Encíclica “Rerum Novarum” do Papa Leão XIII, esta Encíclica condena os excessos do liberal-capitalismo e a luta de classes, defende o salário justo e proclama a função social da propriedade e critica tanto Estado do “laissez-faire” como dirigismo socialista:
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“Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.”( Sua Santidade o Papa Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum , 15 de Maio de 1891, p7)

Na época da publicação da encíclica, foram tomadas políticas de dignificação do trabalho, de direitos trabalhistas, e assim eram formados os primeiros regimentos legais da relação de trabalho, posteriormente elas se unificariam no direito internacional.

O Prof. Harold Berman diz que as modernas leis internacionais: “são um resíduo secular de atitudes e posições religiosas, que têm sua primeira expressão na liturgia, ritos e doutrinas da Igreja, e só depois nas instituições, conceitos e valores da Lei” ( Harold Berman, Phd – Oxford)

A cultura moral

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Para entendermos a cultura moral do ocidente basta ver que nossos ideais são baseados na moral Católica, ideais de justiça, liberdade, caridade, etc... Estes ideais estão enraizados de tal forma na civilização ocidental que até mesmo ateus, ou pessoas das mais diversas religiões surgidas posteriormente, compactuam destes conceitos religiosos. Na era medieval, a Igreja sacralizou a sociedade e extirpou todos os resquícios da brutalidade pagã-saxônica, e com isto expandiu seus valores ao resto da civilização ocidental.
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Assim disse Karl Marx:

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“Há verdades eternas como a liberdade, a justiça, etc... Mas o comunismo suprimirá essas verdades eternas, abolirá a religião e a moral em vez de as reorganizar. O Comunismo contradiz, portanto a evolução histórica que conhecemos até agora. Seja sob que forma for a exploração foi uma realidade em todas as épocas. A Revolução Comunista é a ruptura mais radical com todas as formas tradicionais de propriedade. Portanto não é de admirar que rompa de maneira tão radical com as idéias tradicionais”.
(Manifest der Kommunist Partei. In: Reclam Stgt.,1969, p.45.46)
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Marx queria acabar com todas as “verdades eternas”, mas encontrou nelas o grande empecilho para conduzir a "sociedade capitalista" ao Comunismo.


As Universidades

Somente no Cristianismo foi possível desenvolver a "produção do conhecimento"
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Em “Science and Creation”, Jaki examina à luz dessa tese sete grandes culturas – a árabe, a babilônica, a chinesa, a egípcia, a grega, a hindu e a maia – e conclui que em todas elas a ciência sofreu um “aborto espontâneo”. “A razão disso é que, por carecerem da crença em um Criador transcendente que dotou a sua criação de leis físicas consistentes, essas culturas conceberam o universo de modo panteísta, como um gigantesco organismo dominado por um panteão de divindades e destinado a um ciclo sem fim de nascimento, morte e renascimento. Isso tornou impossível o desenvolvimento da ciência.
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Para o cristianismo o divino repousa estritamente em Cristo e na Santíssima Trindade, que transcende o mundo; exclui-se assim qualquer tipo de imanentismo e panteísmo, e não se impede os cristãos, muito pelo contrário, de enxergarem o universo como um reino de ordem e previsibilidade, ou seja, em ultima analise como o domínio próprio da ciência.

(Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental, Thomas Woods, Ed. Quadrante, 2008)

Sendo assim, Marx não teve espaço para suas idéias no mundo ocidental:

Conclusão


Marx foi um pensador teórico, mais preocupado com idéias do que com o modelo de uma sociedade concreta. Para ele, o conceito burguês de liberdade é errôneo, servindo tão-somente para reprimir o proletariado e aliená-lo.
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Com efeito, Marx nunca valorizou os direitos civis (de expressão, credo, profissão, associação, etc). O socialismo marxista e todos os governos conduzidos pelo regime comunista sempre refletiram esse menosprezo pelos direitos civis.
O modelo comunista fracassou (na percepção sócio-cultural) porque desconheceu a natureza humana, a liberdade e os direitos naturais. Ideologicamente, tentou adaptar o homem ao mundo imaginário de Marx. Como resultado, em vez de progresso, conduziu os países ao atraso e a ditaduras desumanas.

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