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terça-feira, 29 de setembro de 2009

No mato sem cachorro



Por parana-online (Jornal Estado do Paraná)
http://www.parana-online.com.br/colunistas/231/70840/







A coluna de hoje foge de suas bitolas e se vê instigada a comentar o que acontece em Honduras, mais notadamente a atuação do governo brasileiro no episódio. E de pronto é preciso deixar claro que Luiz Inácio Lula da Silva, em nome do Estado que chefia, cometeu um erro elementar. Visivelmente mal assessorado, o presidente da República empurrou o Itamaraty ao disparate de aderir a causas onde a ideologia partidária é a prioridade. Nesse incidente hondurenho, Lula ouviu Hugo Chávez e, seduzido, operou conforme a orientação do venezuelano e assumiu o lado de Zelaya no litígio. Como resultado, o Palácio do Planalto figura ridiculamente como o protagonista principal de uma crise interna quando o seu papel diplomático deveria ser outro. O Brasil, por sua força e tamanho, é o líder natural da América Latina e, neste e em qualquer confronto, deveria postar-se como mediador - jamais como parte. Mas Lula parece incapaz de compreender a grandiosidade da nação que dirige e os efeitos de suas decisões junto às relações internacionais. Lula, o PT e o Itamaraty saem menores. E arranhados.

Fato relevante

Zelaya foi vítima de um golpe -repete o governo Lula. Todavia, é necessário que se interprete em que situação ele teria sido retirado do cargo. O ex-presidente hondurenho caiu quando tentou realizar um plebiscito no intuito de implementar a reeleição naquele país. Aparentemente não haveria problema nisso, mas ocorre que a Constituição de Honduras não permite esse tipo de instrumento.

A carta

O texto constitucional hondurenho estabelece que o mandato presidencial é de quatro anos, sendo vedada a reeleição. Mais: a legislação determina também que quem violar essa cláusula, ou mesmo propuser-lhe uma reforma, imediatamente perderá o cargo e se tornará inabilitado por dez anos para o exercício da função pública. Não resta dúvida, portanto, tratar-se de uma questão interna. Mas Lula aceitou servir de escudo a Chávez e enfiou-se onde não deveria.

Aliás...

O próprio Chávez admitiu ser o autor do plano da volta de Zelaya a Honduras. "Foi uma operação secreta, uma grande operação de dissimulação. Vocês precisavam ver a cara de bobo dele (do presidente de fato, Roberto Micheletti) quando lhe perguntaram onde estava Zelaya", disse o venezuelano, gargalhando, na sede das Nações Unidas. E o Luiz Inácio se presta a isso.

Pancada

Em seu blog na revista Veja, Reinaldo Azevedo, pôs ainda mais pimenta na questão. "Um crime histórico está sendo cometido em Honduras, que vivia três décadas de regime democrático, com sucessões pacíficas, até que Chávez decidisse exportar seu modelo para aquele país, o que já havia conseguido fazer com sucesso no Equador e na Bolívia. No momento, está empenhado em desestabilizar o Peru, usando para isso Rafael Correa, seu satélite. Roberto Micheletti foi empossado segundo o que prevê a Constituição hondurenha", escreveu. Lula, definitivamente, está num mato sem cachorro.

Jornal Estado do Paraná
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E viva ao socialismo marxista do PT, do Lula, de Hugo Chaves e da imprensa brasileira que não informa ao público que a retirada de Zelaya do governo hondurenho foi totalmente legal, segundo a constituição do pais. Quem realmente queria dar um golpe e começar um governo totalitário sendo marionete do Chaves é o próprio Zelaya. VIva a ONU e a OEA e a Obama que ainda apoiam, baseados em sei lá o que, o retorno de Zelaya ao poder.

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