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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Marxismo, uma utopia perfeita, e uma realidade fracassada - Parte II

Uma análise econômica do Marxismo.
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A organização Econômica de Marx:

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Em uma carta, Karl Marx distinguiu entre duas fases do socialismo — a mais baixa fase preliminar e a fase mais elevada. Mas Marx não dava nomes diferentes para estas duas etapas. Na fase mais elevada, disse ele, haverá uma tal abundância de tudo que será possível estabelecer o princípio "para cada um, de acordo com suas necessidades". Stalin fez uma distinção porque os críticos estrangeiros notaram diferenças nos padrões de vida de vários membros dos Sovietes Russos. No final da década de 1920 ele declarou que o estágio mais baixo era o "socialismo” e a fase mais avançada era o "Comunismo". A diferença era que no estágio socialista haveria desigualdade nas rações dos vários membros dos sovietes russos; a igualdade será atingida apenas mais tarde, no estágio comunista.

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Marx desenvolveu o que ele pensava ser um novo sistema. De acordo com sua interpretação materialista da história, as “forças produtivas materiais" (esta é uma tradução exata do Alemão) são as bases de tudo. Cada etapa das forças produtivas materiais corresponde a uma fase definida de relações de produção. As forças produtivas materiais determinam as relações de produção, isto é, o tipo de possessão e propriedade que existem no mundo. E as relações de produção determinam a superestrutura. Na terminologia de Marx, capitalismo ou feudalismo são relações de produção. Cada um destes foi necessariamente produzido por uma fase particular das forças produtivas materiais. Em 1859, Karl Marx disse que uma nova fase das forças produtivas materiais produziria o socialismo.
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Mas o que são estas forças produtivas materiais? Da mesma forma que Marx nunca disse o que era uma "classe", ele nunca disse exatamente o que são as "forças produtivas materiais”. Após analisar suas obras nós descobrimos que as forças produtivas materiais são as ferramentas e as máquinas. Num de seus livros [Misère de la philosophie — A miséria da Filosofia], escrito em Francês em 1847, Marx afirma que “a fábrica manual produz o feudalismo – a fábrica a vapor produz o capitalismo.” (3) Ele não disse isto neste livro, mas em outras obras ele escreveu que surgiriam outras máquinas que iriam produzir o socialismo.

Segundo Marx, todos são forçados -- pelas forças produtivas materiais -- a pensar de tal maneira que o resultado mostre seus interesses de classe. Você pensa da forma que seus "interesses" forçam você pensar; você pensa de acordo com seus “interesses” de classe. Seus “interesses” são algo independente da sua mente e suas idéias. Seus “interesses” existem no mundo além de das suas idéias. Conseqüentemente, a produção de suas idéias não é nenhuma verdade. Antes da aparição de Karl Marx, a noção de verdade não tinha qualquer significado para todo o período histórico. O que o pensamento das pessoas produziu no passado sempre foi "ideologia", não verdade.
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Marx usou ideologia num sentido diferente. Segundo Marx, ideologia era um pensamento doutrinário produzido por membros de uma classe. Estas doutrinas necessariamente não eram verdades, mas somente as expressões dos interesses classistas. Naturalmente, um dia haverá uma sociedade sem classes. Uma classe -- a classe proletária -- prepara o caminho para a sociedade sem classes. A verdade de hoje é a idéia dos proletários. Os proletários abolirão todas as classes e então virá a Idade Dourada, a sociedade sem classes.


Cito agora o Professor Ricardo Costa:

MARX ASSUMIU que os "interesses" eram independentes das idéias e pensamentos humanos. Ele afirmou que o socialismo era o sistema ideal para o proletariado. Disse também que os interesses de classe determinam o pensamento dos indivíduos e que esta condição provoca conflitos irreconciliáveis entre as várias classes. Marx então voltou ao ponto inicial – isto é, o socialismo é o estado ideal.
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Os conceitos de "classe" e "conflito de classe” eram fundamentais no Manifesto Comunista (1848). Mas Marx não disse o que era uma "classe". Marx morreu em 1883, 35 anos depois da publicação do Manifesto Comunista. Nesses 35 anos ele publicou muitos volumes, mas em nenhum deles ele disse o que ele queria dizer pelo termo "classe"
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Em uma famosa passagem do Manifesto comunista (1848), ele faz essa dicotomia social: “A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos inimigos, em duas grandes classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado” (Marx & Engels).
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Em uma carta escrita a Weydemeyer (1818–1866) datada do dia 05 de março de 1852, Marx é ainda mais claro: Não me cabe o mérito de ter descoberto nem a existência das classes na sociedade moderna, nem a luta de classes entre si (...) O que fiz de novo foi:

1) demonstrar que a existência das classes só está ligada a fases de determinado desenvolvimento histórico da produção;

2) que a luta de classes CONDUZ NECESSARIAMENTE à ditadura do proletariado e, o país mais industrializado terá o maior número de proletários, e revolução nesse país é iminente

3) que essa ditadura constitui apenas a transição para a abolição de todas as classes.

(em Karl Marx, F. Engels, Études Philosophiques, Paris, Éd. Sociales, 1951, p. 125).


Marx preveiu a sociedade comunista:

...na sociedade comunista, onde cada um não tem atividade exclusiva, mas pode aperfeiçoar-se no ramo que lhe apraz, a sociedade regula a produção geral, dando-me assim a possibilidade de hoje fazer tal coisa, amanhã outra, caçar pela manhã, pescar à tarde, criar animais ao anoitecer, criticar após o jantar, segundo meu desejo, sem jamais tornar-me caçador, pescador, pastor ou crítico” (MARX e ENGELS, 1986: 47).

As contradições
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Curiosamente, apesar de suas premissas lógicas, ele errou em tudo que previu:
a classe dos operários (e dos trabalhadores em geral) teve suas condições lentamente melhoradas, não pioradas; o número de operários das fábricas diminuiu em relação ao conjunto da sociedade (e hoje ainda continua diminuindo); o capitalismo não entrou em colapso, pelo contrário, desenvolveu-se cada vez mais (quem entrou em colapso foi o socialismo real dos países comunistas, com as massas saindo às ruas pedindo o fim dos regimes!!). E a revolução aconteceu justamente no país mais atrasado industrialmente, não no mais desenvolvido, contrariando TOTALMENTE as suas previsões!”(1)

O regime Comunista no Oriente


Em 1917, o proletariado de um país atrasado fez a primeira revolução socialista vitoriosa da história. Esse “privilégio histórico” deve ria ser pago com uma segunda revolução, dessa vez contra o absolutismo burocrático, mas tal movimento nunca se concretizou com a nomeação de Josef Stalin para o cargo de secretário-geral do Partido Comunista da URSS (PCUS), em 1922.


O primeiro Plano Qüinqüenal (1929-1924) traçou objetivos mirabolantes para a economia: duplicar a produção de ferro, quintuplicar a produção de energia e elevar a produção industrial total em 250%. Os enormes custos do plano seriam financiados pela inflação, pela queda do salário real, pelo saque do campesionato, pela severidade na disciplina de trabalho [leia-se mão de obra escrava] e pela diferenciação salarial.


Tais diretrizes são totalmente contraditórias aos ideais marxistas. O fulminante desenvolvimento econômico da URSS levou à burocratização do aparelho produtivo, aprofundando o fosso entre dirigentes e trabalhadores comuns. A utopia comunista já estava a se desmanchando.


A população da URSS estava descontente com as políticas econômicas de Stalin, e cada vez mais o estado enriquecia as custas da miséria da população e da exploração de mão de obra escrava das pessoas presas nas operações de expurgo. Para se manter no poder, Stalin eliminou todo e qualquer adversário político que tentasse se opor ao modelo burocrático de governo.


Não demorou muito para a crise econômica chegar. A URSS endividada e dependente da tecnologia do ocidente, suas importações cresciam e cada vez mais a população era explorada para sustentar os gastos militares do governo. Desse modo, tão triste, era decretado a morte do sonho Comunista. O Comunismo gerou fome, guerras, mortes, e o atraso de muitos países, e assim ficou provado pela História o fracasso de Marx.

O Marxismo, uma utopia perfeita, e uma realidade cruel - Parte I

Introdução: Que é o Marxismo?
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Doutrina filosófica, econômica, política e social formulada pelos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) entre 1848 e 1867.
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Tem como fontes principais o idealismo de Friedrich Hegel (1770-1831), o materialismo filosófico francês do século XVIII e a economia política inglesa do começo do século XIX. Segundo o marxismo, a característica central de qualquer sociedade está no modo de produção (escravista, feudal ou capitalista), que varia com a história e determina as relações sociais. Com o processo produtivo, os homens criam as próprias condições de sua existência. A história seria, então, o resultado das lutas entre os interesses das diferentes classes sociais. Esse conflito só desapareceria com a instalação da sociedade comunista, concebida como igualitária e justa. Nela, o Estado é abolido, não há divisão social nem exploração do trabalho humano, e cada indivíduo contribui de acordo com sua capacidade e recebe segundo sua necessidade.

Por que o Marxismo se desenvolveu no oriente e não no ocidente?
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Thomas Woods, historiador americano, cita algumas características sociais presentes na civilização ocidental que impediram o desenvolvimento do marxismo:
“A Igreja não apenas contribuiu para a civilização ocidental, mas Ela construiu essa civilização”[...] . “Pensamento econômico, lei internacional, ciência, vida universitária, caridade, idéias religiosas, arte, moralidade — estes são os verdadeiros fundamentos de uma civilização, e no Ocidente cada um deles emergiu do coração da Igreja Católica” (Thomas Woods, Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, 2008, p. 219- 221).

Estudaremos cada um desses itens para para que possamos compreender os obstáculos
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O Direito internacional

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O Direito internacional, no que se diz respeito as relações de trabalho, tem como base para suas diretrizes a Encíclica “Rerum Novarum” do Papa Leão XIII, esta Encíclica condena os excessos do liberal-capitalismo e a luta de classes, defende o salário justo e proclama a função social da propriedade e critica tanto Estado do “laissez-faire” como dirigismo socialista:
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“Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.”( Sua Santidade o Papa Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum , 15 de Maio de 1891, p7)

Na época da publicação da encíclica, foram tomadas políticas de dignificação do trabalho, de direitos trabalhistas, e assim eram formados os primeiros regimentos legais da relação de trabalho, posteriormente elas se unificariam no direito internacional.

O Prof. Harold Berman diz que as modernas leis internacionais: “são um resíduo secular de atitudes e posições religiosas, que têm sua primeira expressão na liturgia, ritos e doutrinas da Igreja, e só depois nas instituições, conceitos e valores da Lei” ( Harold Berman, Phd – Oxford)

A cultura moral

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Para entendermos a cultura moral do ocidente basta ver que nossos ideais são baseados na moral Católica, ideais de justiça, liberdade, caridade, etc... Estes ideais estão enraizados de tal forma na civilização ocidental que até mesmo ateus, ou pessoas das mais diversas religiões surgidas posteriormente, compactuam destes conceitos religiosos. Na era medieval, a Igreja sacralizou a sociedade e extirpou todos os resquícios da brutalidade pagã-saxônica, e com isto expandiu seus valores ao resto da civilização ocidental.
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Assim disse Karl Marx:

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“Há verdades eternas como a liberdade, a justiça, etc... Mas o comunismo suprimirá essas verdades eternas, abolirá a religião e a moral em vez de as reorganizar. O Comunismo contradiz, portanto a evolução histórica que conhecemos até agora. Seja sob que forma for a exploração foi uma realidade em todas as épocas. A Revolução Comunista é a ruptura mais radical com todas as formas tradicionais de propriedade. Portanto não é de admirar que rompa de maneira tão radical com as idéias tradicionais”.
(Manifest der Kommunist Partei. In: Reclam Stgt.,1969, p.45.46)
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Marx queria acabar com todas as “verdades eternas”, mas encontrou nelas o grande empecilho para conduzir a "sociedade capitalista" ao Comunismo.


As Universidades

Somente no Cristianismo foi possível desenvolver a "produção do conhecimento"
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Em “Science and Creation”, Jaki examina à luz dessa tese sete grandes culturas – a árabe, a babilônica, a chinesa, a egípcia, a grega, a hindu e a maia – e conclui que em todas elas a ciência sofreu um “aborto espontâneo”. “A razão disso é que, por carecerem da crença em um Criador transcendente que dotou a sua criação de leis físicas consistentes, essas culturas conceberam o universo de modo panteísta, como um gigantesco organismo dominado por um panteão de divindades e destinado a um ciclo sem fim de nascimento, morte e renascimento. Isso tornou impossível o desenvolvimento da ciência.
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Para o cristianismo o divino repousa estritamente em Cristo e na Santíssima Trindade, que transcende o mundo; exclui-se assim qualquer tipo de imanentismo e panteísmo, e não se impede os cristãos, muito pelo contrário, de enxergarem o universo como um reino de ordem e previsibilidade, ou seja, em ultima analise como o domínio próprio da ciência.

(Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental, Thomas Woods, Ed. Quadrante, 2008)

Sendo assim, Marx não teve espaço para suas idéias no mundo ocidental:

Conclusão


Marx foi um pensador teórico, mais preocupado com idéias do que com o modelo de uma sociedade concreta. Para ele, o conceito burguês de liberdade é errôneo, servindo tão-somente para reprimir o proletariado e aliená-lo.
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Com efeito, Marx nunca valorizou os direitos civis (de expressão, credo, profissão, associação, etc). O socialismo marxista e todos os governos conduzidos pelo regime comunista sempre refletiram esse menosprezo pelos direitos civis.
O modelo comunista fracassou (na percepção sócio-cultural) porque desconheceu a natureza humana, a liberdade e os direitos naturais. Ideologicamente, tentou adaptar o homem ao mundo imaginário de Marx. Como resultado, em vez de progresso, conduziu os países ao atraso e a ditaduras desumanas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

No mato sem cachorro



Por parana-online (Jornal Estado do Paraná)
http://www.parana-online.com.br/colunistas/231/70840/







A coluna de hoje foge de suas bitolas e se vê instigada a comentar o que acontece em Honduras, mais notadamente a atuação do governo brasileiro no episódio. E de pronto é preciso deixar claro que Luiz Inácio Lula da Silva, em nome do Estado que chefia, cometeu um erro elementar. Visivelmente mal assessorado, o presidente da República empurrou o Itamaraty ao disparate de aderir a causas onde a ideologia partidária é a prioridade. Nesse incidente hondurenho, Lula ouviu Hugo Chávez e, seduzido, operou conforme a orientação do venezuelano e assumiu o lado de Zelaya no litígio. Como resultado, o Palácio do Planalto figura ridiculamente como o protagonista principal de uma crise interna quando o seu papel diplomático deveria ser outro. O Brasil, por sua força e tamanho, é o líder natural da América Latina e, neste e em qualquer confronto, deveria postar-se como mediador - jamais como parte. Mas Lula parece incapaz de compreender a grandiosidade da nação que dirige e os efeitos de suas decisões junto às relações internacionais. Lula, o PT e o Itamaraty saem menores. E arranhados.

Fato relevante

Zelaya foi vítima de um golpe -repete o governo Lula. Todavia, é necessário que se interprete em que situação ele teria sido retirado do cargo. O ex-presidente hondurenho caiu quando tentou realizar um plebiscito no intuito de implementar a reeleição naquele país. Aparentemente não haveria problema nisso, mas ocorre que a Constituição de Honduras não permite esse tipo de instrumento.

A carta

O texto constitucional hondurenho estabelece que o mandato presidencial é de quatro anos, sendo vedada a reeleição. Mais: a legislação determina também que quem violar essa cláusula, ou mesmo propuser-lhe uma reforma, imediatamente perderá o cargo e se tornará inabilitado por dez anos para o exercício da função pública. Não resta dúvida, portanto, tratar-se de uma questão interna. Mas Lula aceitou servir de escudo a Chávez e enfiou-se onde não deveria.

Aliás...

O próprio Chávez admitiu ser o autor do plano da volta de Zelaya a Honduras. "Foi uma operação secreta, uma grande operação de dissimulação. Vocês precisavam ver a cara de bobo dele (do presidente de fato, Roberto Micheletti) quando lhe perguntaram onde estava Zelaya", disse o venezuelano, gargalhando, na sede das Nações Unidas. E o Luiz Inácio se presta a isso.

Pancada

Em seu blog na revista Veja, Reinaldo Azevedo, pôs ainda mais pimenta na questão. "Um crime histórico está sendo cometido em Honduras, que vivia três décadas de regime democrático, com sucessões pacíficas, até que Chávez decidisse exportar seu modelo para aquele país, o que já havia conseguido fazer com sucesso no Equador e na Bolívia. No momento, está empenhado em desestabilizar o Peru, usando para isso Rafael Correa, seu satélite. Roberto Micheletti foi empossado segundo o que prevê a Constituição hondurenha", escreveu. Lula, definitivamente, está num mato sem cachorro.

Jornal Estado do Paraná
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E viva ao socialismo marxista do PT, do Lula, de Hugo Chaves e da imprensa brasileira que não informa ao público que a retirada de Zelaya do governo hondurenho foi totalmente legal, segundo a constituição do pais. Quem realmente queria dar um golpe e começar um governo totalitário sendo marionete do Chaves é o próprio Zelaya. VIva a ONU e a OEA e a Obama que ainda apoiam, baseados em sei lá o que, o retorno de Zelaya ao poder.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Diga não à PJ, que a TL vai junto.


Eu vos apresento alguns dados do “Marco referencial” da Pastoral da Juventude:

“- Marco Situacional : traz a realidade juvenil e sócio - cultural de nosso país.

- Marco Doutrinal: revela, de maneira leve e sintética, a presença de Deus na História, um Deus que ama os pobres e os jovens , é trindade e tem na Igreja o sinal concreto deste amor, em Maria o modelo e na PJB a maneira mais concreta e nova de falar aos jovens.

- O Marco Celebrativo: confirma a Palavra de Deus, a Celebração, a vivência do amor e o Ecumenismo como elementos básicos da mística e espiritualidade da PJB [...]”.

Gostaria de destacar a parte que trata dos demais movimentos eclesiais no Brasil:

“Movimentos Internacionais - organizam e formam seus próprios quadros, dirigentes e sacerdotes. Independentes das Igrejas locais. Dirigem-se principalmente aos jovens de classe média. Alguns exemplos: o Movimento Geração Nova (GEN), ligado aos focolares; Movimento da Juventude de Schoenstatt, Comunhão e Libertação, Renovação Carismática Católica, Juventude Franciscana (JUFRA) e outros”.

1) No início o texto diz que a Igreja no Brasil vê Deus como um Deus que ama o pobre e o jovem marginalizado. Posteriormente vemos o mesmo texto dizer que os demais movimentos são destinados à jovens de classe méd. Então, existe uma divisão econômica, ou social dentro da Igreja? Não se pode ser de classe média e ser membro da PJ? Não se pode ser de classe baixa, e ser membro da RCC? Os movimentos internacionais são insensíveis ao terceiro mundo? Não sei de onde vieram tais referências sobre os demais movimentos, mas sei que não podemos “taxar” um movimento como “dos ricos” ou como dos “pobres”.

Passando adiante, temos esta interrogação:

O que fazer para tornar a Igreja nas Américas uma imagem transparente do Cristo?

“R: Aceitar o diálogo e a discussão. A Igreja vive hoje numa sociedade pluralista, que exige dela uma atitude diferente daquela que por muito tempo assumiu em situações de “cristandade”. Os católicos devem aceitar a discussão pública, crítica e fundamentada, das propostas católicas. Os católicos devem ser melhor preparados à vida democrática na sociedade atual, e portanto à discussão das diversas propostas políticas e culturais, à busca do entendimento e do consenso.”

Muito bem, só faltou dizer que os Santos foram pessoas intolerantes e que a Inquisição matou as “bruxas” e todos aqueles que não eram Católicos na fogueira.

O texto ainda coloca a Igreja numa realidade latino-americana, de modo com que os aspectos de fé são diferentes das demais regiões do planeta. A realidade sócio-cultural e econômica da AM é particular, mas a Fé Católica é universal. O texto ainda coloca de modo “sutil” que as propostas Católicas são retrógradas, e que devem se “abrir” a uma discussão para que triunfe a “democracia” da sociedade atual. E é assim que vemos a juventude caindo cada vez mais no secularismo e na imoralidade.

Mas... as coisas ainda podem piorar:

Qual a IDENTIDADE da PJ?

1 - Somos jovens das diversas realidades regionais do país, na maioria empobrecidos e a exemplo de Jesus Cristo fazemos a opção pelos pobres e jovens. Nos encontramos em grupos para partilhar e celebrar a vida, as lutas, sofrimentos e cultivar a amizade a partir de uma formação integral e mística própria.

Esse documento fala de uma pastoral Católica ou de Comunistas?

Você, assim como eu, deve estar se perguntando: “Qual o objetivo da PJ? Para que ela serve?”

Eis que eles respondem: Nossa Missão é evangelizar:

“E o que significa evangelizar? Muitos dirão: é levar o evangelho, pois significa a “Boa Notícia”. E Jesus Cristo nos diz para levar a boa notícia. O que não significa tanto falar de Jesus, mas fazer o que Ele fez.

Só evangeliza quem conhece, aceita e segue a Cristo e seu projeto Pôr isto evangelizar é TESTEMUNHAR o amor, o perdão, a humildade, a alegria da doação e da partilha. É ser SOLIDÁRIO e COMPROMETER-SE com os pobres e oprimidos. É ANUNCIAR Jesus Cristo com suas ações e sua Boa Nova.

Não sei se dá pra contar quantas vezes deve aparecer no texto, a expressão: “comprometer-se com os pobres e oprimidos”. E o ‘“se comprometer” com a Fé da Igreja, com a catequese, com os sacramentos, com a própria DSI, não se vê.

Essa é a triste realidade da Pastoral da juventude do nosso Brasil, cada vez mais próxima de uma entidade político-social secularizada, e cada vez mais longe do próprio Cristo.

Fonte: http://pj.org.br/2/src/site/subsidio.php

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Comunismo e Iluminismo, pilares da nova sociedade?



Lendo algumas matérias e analisando os próximos candidatos de nossa futura e sombria eleição presidencial é possível notar que todos os candidatos de relevância (mas tenho a impressão que são todos mesmo, sem exceção) são esquerdistas, ou seja, comunistas e marxistas.

Fica para os (bons e compromissados com a verdade) historiadores descobrir quem era o gato e o rato da época da ditadura, mas não podemos negar que quem financiava os comunistas não eram boas coisas.

Militantes dos partidos comunistas de nosso país foram treinados e doutrinados pela Coréia, Cuba e China (Caso de José Dirceu e cia). Será que a intenção dos ilustríssimos “professores” comunistas era apenas ver mais um país livre e democrático? Se os deles mesmo hoje não são.

A “ajuda” fora dada com treinamento em táticas de guerrilha, estudo da ideologia marxista e tudo o que já conhecemos bem.

Mas retornando ao assunto, vemos que no atual cenário que nos encontramos o comunismo instalado nas lideranças é um fato e, mesmo tarde, parecem estar alcançando os objetivos que plantaram a décadas passadas, não só no Brasil, mas em quase toda a América Latina e estendendo-se aos Estados unidos da América, com Obama e seus primeiros passos para a estatização do país, a começar pela Saúde.

Em um mesmo panorama, vemos a economia dos EUA caminharem para o brejo guiado pelas rédias do presidente.

Quem será que assume o lugar posteriormente? A China?

Obs.: Houve nos EUA um grande protesto contra a medida tomada por Obama na saúde do país, mas ninguém deu muita atenção aos protestos de 2 milhões de americanos à nova peripécia de Obama. E Não é desleixo não, é boicote mesmo. Iria postar um vídeo do youtube que mostrava os protestos e ele foi removido de lá, mas ficam aqui algumas Fotos (vejam antes que retirem):

http://www.lookingattheleft.com/2009/09/conservative-woodstock-rocks-the-capital/


Então sabemos bem as conseqüências que nos são impostas quando trilhado este caminho.

Controle da natalidade e proteção do meio ambiente

http://newsforums.bbc.co.uk/ws/pt/thread.jspa?forumID=9802

“Um estudo divulgado pela London School of Economics (LSE) sugere que o controle da taxa de natalidade é uma forma muito mais eficiente de cortar as emissões de carbono que poluem o meio ambiente.

No trabalho intitulado “Menos emissores, menos emissões, menos gastos”, a equipe de especialistas da universidade britânica conclui que o planeta ficará mais protegido se o número de nascimentos diminuírem.”.

Já na Europa muito já se fez pelo secularismo da sociedade e de lá que vem a maior parte das idéias que tentam implantar em nosso país. Barcos para abortos em águas internacionais, aprovações de eutanásia, liberação de drogas e prostituição, perseguições e dificuldades para o desempenho da fé e por ai vai.

Estamos entre o iluminismo Europeu e o Marxismo Latino-Americano.

No entanto o Marxismo e o Iluminismo têm uma coisa em comum além de terem nascido no mesmo continente. E é o ideal de destruição do modelo cristão de moral, que afirmam bloquear a evolução humana.

Caminhamos a passos largos para uma moeda única mundial e, sem muitos esforços para imaginar, um governo mundial que provavelmente será regido por estes dois pilares anticristãos.

Aos poucos os contornos de um novo governo mundial, que outrora pareceria visão apocalíptica de um lunático fundamentalista, tomam formas mais definida.

Mesmo para os mais céticos é fácil saber que tipo de problemas enfrentaria um cristão em um país que segue tais modelos. Exemplos não faltam.

Não é o simples fato de ser um modelo ateu, ser ateu é uma escolha, mas o problema é ser antcristão e saber que para ser eficaz é necessário destruir a moral cristã. Então existirá liberdade para tudo, menos para professar a fé cristã.

Teologia da Prosperidade – Isso vem de Deus?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

EXTRA ECCLESIAE NULLA SALUS - Fora da Igreja não há Salvação!

Papa Pio IV (1559-1565), um dos papas do Concílio de Trento: "... Esta verdadeira fé católica, fora da qual ninguém pode se salvar..." (Profissão de fé da Bula "Iniunctum nobis" de 1564)

O que mais ouvimos hoje são as expressões mais amadas dos incansáveis relativistas: “mais Jesus, menos religião”, “placa de Igreja não salva ninguém”, “Jesus não deixou nenhuma Igreja no mundo”, etc. Estamos aqui para declarar de modo claro: “FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO”, e deixar claro a posição da Igreja católica como meio único de salvação da humanidade.

"Como é possível separar o nosso amor a Jesus Cristo daquele que devemos à sua Igreja?

Jesus Cristo associou misticamente em si os filhos dos homens para formar com esses uma coisa só, deixando, todavia, subsistir a própria personalidade de todos aqueles que se teriam unido a ele. E como em Jesus Cristo não existe se não uma só pessoa, assim todos os cristãos devem formar com ele um só corpo. Ele será a cabeça e esses os membros.

A Igreja é o preço do sangue de Jesus Cristo e o objeto do seu amor infinito pelos homens. Amou-a mais do que a sua vida e, através dele, esta é cara a Deus Pai que desde toda a eternidade a tinha amado até ao ponto de dar o seu Filho único:

“Deus amou de tal modo a humanidade que lhe entregou o seu Filho único” (Jo 3,16).

Também o Espírito Santo, prometido pelo Salvador Divino, veio para se unir a ela e nunca mais se separar, para ser como que a sua alma, para inspirá-la, iluminá-la, dirigi - lá, sustentá-la e realizar nela as grandes obras de Deus (cf. Act 2, 11).

Todos aqueles que são membros da Igreja vivem na casa espiritual de Deus, ou melhor, são esses mesmos aquela casa, um templo imenso no qual todo o universo deve entrar e cujas pedras são todas vivas. Foi Deus mesmo que construiu esta casa com cimento divino.

O Dogma:

Sem a Igreja não salvação, isto é fato e dogma, católico nenhum pode dizer o contrário.

O que temos que entender e está no que citei do Catecismo, é que podem se salvar aqueles que pela ignorância desconhece Cristo e sua mensagem, vivendo este dentro da lei moral, lógico. “Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência podem conseguir a salvação eterna”.


O que não podemos é cair no erro chamado Irenismo (Cristo salva independentemente da Igreja, todos são iguais, o que importa é ser bom e cristão),

E também no feeneyismo (confundir o "fora da Igreja não salvação" como se fosse um "fora das estruturas visíveis da Igreja não salvação").

Vejamos os documentos, o que nos dará credibilidade e certeza da verdade:

Sendo a Igreja “projeto visível do amor de Deus pela humanidade” (Sua Santidade, o Papa Paulo VI. Discurso de 22 de junho de 1973), “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3,15), fundada por Jesus Cristo para, como instrumento do Espírito Santo, salvar e santificar os homens (cf. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 8), fora da qual não remissão dos pecados (cf. Sua Santidade, o Papa Bonifácio VIII. Bula Unam Sanctam, de 18 de novembro de 1302; Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 14; Catecismo da Igreja Católica, 846), de se crer na absoluta necessidade de a ela pertencerem todos os seres humanos.
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“Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: Esta é a única Igreja de Cristo (...) que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (cf. Jo 21,17), encarregando-o a Ele e aos demais Apóstolos de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28,18ss.); levantando-a para sempre como coluna e esteio da verdade (cf.1 Tm 3,15).

Algumas pessoas ao saber sobre o dogma afirma que de maneira nenhuma a salvacão acontece em outro lugar que não seja dentro dos muros da Igreja católica, o que não é verdade, outros podem se salvar pelos elementos católicos que lá estão...." As Igrejas que, embora não estando em perfeita comunhão com a Igreja Católica, se mantêm unidas a esta por vínculos estreitíssimos, como são a sucessão apostólica e uma válida Eucaristia, são verdadeiras Igrejas particulares. Por isso, também nestas Igrejas está presente e atua a Igreja de Cristo, embora lhes falte a plena comunhão com a Igreja católica, enquanto não aceitam a doutrina católica do Primado que, por vontade de Deus, o Bispo de Roma objetivamente tem e exerce sobre toda a Igreja.

As Comunidades eclesiais, invés, que não conservaram um válido episcopado e a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, não são Igrejas em sentido próprio. Os que, porém, foram batizados nestas Comunidades estão pelo Batismo incorporados em Cristo e, portanto, vivem numa certa comunhão, se bem que imperfeita, com a Igreja. O Batismo, efetivamente, tende por si ao completo desenvolvimento da vida em Cristo, através da íntegra profissão de fé, da Eucaristia e da plena comunhão na Igreja.”

(Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Declaração Dominus Iesus, de 6 de agosto de 2000, nsº 16-17)

“Os fiéis não podem, por conseguinte, imaginar a Igreja de Cristo como se fosse a soma – diferenciada e, de certo modo, também unitária – das Igrejas e Comunidades eclesiais; nem lhes é permitido pensar que a Igreja de Cristo hoje já não exista em parte alguma, tornando-se, assim, um mero objecto de procura por parte de todas as Igrejas e Comunidades.” (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Declaração Mysterium Ecclesiae, in AAS 65, em 1973, nº 1)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEGLI ECC.MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (NORDESTE 2) , 17.09.2009

Na íntegra para o Shemá

O Santo Padre Bento XVI encerrou ontem mais uma etapa da visita Ad Limina Apostolorum na CNBB NE 2 trasncrevemos na íntegra o discurso do Sumo Pontífice para o Apostolado Shemá.

Venerados Irmãos no Episcopado,

Como o apóstolo Paulo nos primórdios da Igreja, viestes, amados Pastores das províncias eclesiásticas de Olinda e Recife, Paraíba, Maceió e Natal, visitar Pedro (cf. Gal 1, 18). Acolho e saúdo com afeto cada um de vós, a começar por Dom Antônio, Arcebispo de Maceió, a quem agradeço os sentimentos que manifestou em nome de todos fazendo-se intérprete também das alegrias, dificuldades e esperanças do povo de Deus peregrino no Regional Nordeste 2 [dois]. Na pessoa de cada um de vós, abraço os presbíteros e os fiéis das vossas comunidades diocesanas.

Nos seus fiéis e nos seus ministros, a Igreja é sobre a Terra a comunidade sacerdotal organicamente estruturada como Corpo de Cristo, para desempenhar eficazmente, unida à sua Cabeça, a sua missão histórica de salvação. Assim no-lo ensina São Paulo: «Vós sois Corpo de Cristo e seus membros, cada um na parte que lhe toca» (1 Cor 12, 27). Com efeito, os membros não têm todos a mesma função: é isto que constitui a beleza e a vida do corpo (cf. 1 Cor 12, 14-17). É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos. Nessa perspectiva, portanto, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis e assim poderem ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos, encorajando e vigiando para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado.

O aprofundamento harmônico, correto e claro da relação entre sacerdócio comum e ministerial constitui atualmente um dos pontos mais delicados do ser e da vida da Igreja. É que o número exíguo de presbíteros poderia levar as comunidades a resignarem-se a esta carência, talvez consolando-se com o fato de a mesma evidenciar melhor o papel dos fiéis leigos. Mas, não é a falta de presbíteros que justifica uma participação mais ativa e numerosa dos leigos. Na realidade, quanto mais os fiéis se tornam conscientes das suas responsabilidades na Igreja, tanto mais sobressaem a identidade específica e o papel insubstituível do sacerdote como pastor do conjunto da comunidade, como testemunha da autenticidade da fé e dispensador, em nome de Cristo-Cabeça, dos mistérios da salvação.

Sabemos que «a missão de salvação, confiada pelo Pai a seu Filho encarnado, é confiada aos Apóstolos e, por eles, aos seus sucessores; eles recebem o Espírito de Jesus para agirem em seu nome e na sua pessoa. Assim, o ministro ordenado é o laço sacramental que une a ação litúrgica àquilo que disseram e fizeram os Apóstolos e, por eles, ao que disse e fez o próprio Cristo, fonte e fundamento dos sacramentos» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1120). Por isso, a função do presbítero é essencial e insubstituível para o anúncio da Palavra e a celebração dos Sacramentos, sobretudo da Eucaristia, memorial do Sacrifício supremo de Cristo, que dá o seu Corpo e o seu Sangue. Por isso urge pedir ao Senhor que envie operários à sua Messe; além disso, é preciso que os sacerdotes manifestem a alegria da fidelidade à própria identidade com o entusiasmo da missão.

Amados Irmãos, tenho a certeza de que, na vossa solicitude pastoral e na vossa prudência, procurais com particular atenção assegurar às comunidades das vossas dioceses a presença de um ministro ordenado. Na situação atual em que muitos de vós sois obrigados a organizar a vida eclesial com poucos presbíteros, é importante evitar que uma tal situação seja considerada normal ou típica do futuro. Como lembrei ao primeiro grupo de Bispos brasileiros na semana passada, deveis concentrar esforços para despertar novas vocações sacerdotais e encontrar os pastores indispensáveis às vossas dioceses, ajudando-vos mutuamente para que todos disponham de presbíteros melhor formados e mais numerosos para sustentar a vida de fé e a missão apostólica dos fiéis.

Por outro lado, também aqueles que receberam as Ordens sacras são chamados a viver com coerência e em plenitude a graça e os compromissos do batismo, isto é, a oferecerem-se a si mesmos e toda sua vida em união com a oblação de Cristo. A celebração quotidiana do Sacrifício do Altar e a oração diária da Liturgia das Horas devem ser sempre acompanhadas pelo testemunho de toda existência que se faz dom a Deus e aos outros e torna-se assim orientação para os fiéis.

Ao longo dos meses que estão decorrendo, a Igreja tem diante dos olhos o exemplo do Santo Cura d’Ars, que convidava os fiéis a unirem suas vidas ao Sacrifício de Cristo e oferecia-se a si mesmo, exclamando: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!» (Le Curé d’Ars. Sa pensée – son cœur, coord. Bernard Nodet, 1966, pág. 104). Ele continua sendo um modelo atual para os vossos presbíteros, expressamente na vivência do celibato como exigência do dom total de si mesmos, expressão daquela caridade pastoral que o Concílio Vaticano II [segundo] apresenta como centro unificador do ser e do agir sacerdotal.

Quase contemporaneamente vivia no vosso amado Brasil, em São Paulo, Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, que tive a alegria de canonizar a 11 [onze] de maio de 2007 [dois mil e sete]: também ele deixou um «testemunho de fervoroso adorador da Eucaristia (…), [vivendo] em laus perene, em atitude constante de oração» (Homilia na sua canonização, n. 2). Deste modo ambos procuraram imitar Jesus Cristo, fazendo-se cada um deles não só sacerdote, mas também vítima e oblação como Jesus.

Amados Irmãos no Episcopado, já se manifestam numerosos sinais de esperança para o futuro das vossas Igrejas particulares, um futuro que Deus está preparando através do zelo e da fidelidade com que exerceis o vosso ministério episcopal. Quero certificar-vos do meu apoio fraterno ao mesmo tempo que peço as vossas orações para que me seja concedido confirmar a todos na fé apostólica (cf. Lc 22, 32). A bem-aventurada Virgem Maria interceda por todo o povo de Deus no Brasil, para que pastores e fiéis possam, com coragem e alegria, «anunciar abertamente o mistério do Evangelho» (cf. Ef 6, 19). Com esta oração, concedo a minha Bênção Apostólica a vós, aos presbíteros e a todos os fiéis das vossas dioceses: «A paz esteja com todos vós que estais em Cristo» (1 Ped 5, 14).

Fazendo uma rápida análise mesmo que indignamente do discurso proferido pelo Santo Padre , nao pude deixar de notar o grau de informações que ele tem do Brasil em especial da situação dos sacerdotes envolvidos com política. A clericalização dos leigos ( vemos isso claramente em blogs que nao vamos citar nomes em que muitos agentes de pastorais se auto outorgam Dr. em moral pela alfonsiana de Roma , sem ao menos terem feitos os chamados "cursinhos" da Paulus, alguns RCCistas também fazem uma breve oração e acreditam "receber" do Es palavras de prudência e consolo para aqueles que os escutam, comentendo assim vários erros biblicos, que em muitas vezes negam a fé e a catolicidade da Igreja. Também não posso deixar de comentar sacerdotes que em vez de oferecer o Sacrifício do Altar de NSJC preferem estar em assembleias e caminhadas do MST,Pc do B, sacerdotes que na sua sacristia em vez de terem uma Imagem do Bispo e do Papa tem a bandeira do PT e a foto do Lula como "Sumo Patife"e modelo de fé e tradição. O papa chama os Bispos a obediência as leis da Igreja. Esperamos com os Bispos verdadeiros pastores da Igreja sermos fiéis em Cristo Jesus, na Igreja e ser fiel a orientação de Pedro na Pessoa de Bento XVI.

Apostolado Shemá
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