ÚLTIMAS POSTAGENS

domingo, 2 de agosto de 2009

José Fernandes de Oliveira mais conhecido como Pe. Zezinho SCJ

Padre Multimídia:

Ele acha o título engraçado e diz com um leve sorriso: - Eu mais 500 outros. Sou tão multimídia que 9 entre cada 10 jornalistas novos nunca ouviram falar de mim e os mais antigos apenas sabem que eu existo. E não é culpa deles. Foi escolha minha! Sou cantor de bastidores. Mais faço cantar do que canto. Não me tornei conhecido para divulgar minha canção e o meu pensamento. Divulguei o meu pensamento e minha canção para um pequeno grupo e, quando o que cantei ou escrevi chegou mais longe, alguém me procurou e assim tornei-me um nome conhecido entre católicos e protestantes.

No âmbito de Igreja meu trabalho aparece, mas meu rosto e minha pessoa ficam nos bastidores, pedindo que joguem os holofotes nos jovens e não em mim. Sei usar o palco, mas prefiro mostrar os novos talentos. A Igreja tem que se renovar. Só apareço quando é preciso. Não sou homem de holofotes. Os holofotes é que de vez em quando me acham. Há duas doenças que não tenho: holofotite e microfonite agudas. E há uma santa da qual não sou devoto: Santa Mesmice. Quem se repete demais não está comunicando, está regurgitando!... ( se o Pe. Marcelo e Fabio de Melo lerem este parágrafo vão perceber algo para eles)

Professor de comunicação por 25 anos no Instituto S.C.J, hoje Faculdade Dehoniana de Taubaté, com palavras claras define o papel do padre comunicador: Ele tem que deixar claro que veio e vem depois. Há sempre alguém maior e melhor do que ele em alguns aspectos e em algum lugar do país e até na sua região. Por isso ele deve resistir em misturar altar com palco, ou em permitir que os marketeiros da diocese ou da paróquia ponham sua foto em tamanho gigante no fundo do palco ou do átrio: Alguma coisa está errada no coração ou na cabeça do padre que aceita celebrar com um pôster dele dez vezes maior do que o altar onde ele preside a missa, ou no que põe 40 fotos suas no seu CD de 12 canções. Tem “ eu” demais e pregador de menos ali!

Sobre o padre e a fama diz ele:

Sei de outros colegas padres que procuram espaço na televisão e no rádio para se tornarem conhecidos. E esse é um legítimo direito deles. Depois que se tornam conhecidos escrevem ou cantam e esperam ser convidados a pregar pelo país ou pelo mundo. Não é errado sonhar alto. Os apóstolos também viajaram. Mas vejam que mestre eles tiveram. Se no tempo deles houvesse Internet talvez tivessem, cada um, o seu site. Mas eu me pergunto se dariam o seu endereço oferecendo-se para ir dar palestras e shows. É um caso a ser debatido. Da minha parte espero que me achem. Nunca me ofereci para shows ou palestras. Sempre esperei ser convidado. Nos períodos em que ninguém me chamou escrevi mais de 80 livros. Não dependo de rádio e de televisão. Sei viver sem estes veículos e imagino que Paulo também saberia, embora sejam muito úteis Mas são como cavalo xucro. Quem monta de qualquer jeito não chega aos oito segundos... Respeito a mídia porque sem ela um povo acaba menos povo, mas não faço média para poder fazer mídia. Não a procuro. Se alguém da mídia me procura confio no seu senso profissional porque sei que o jornalismo é uma profissão difícil. Não é fácil ser isento. Se o repórter for injusto para comigo e se percebo que não registrou corretamente o que eu lhe disse e até me deturpou, entendo que nosso encontro gerou duas vítimas: eu que fui pisoteado nos meus direitos e ele que brincou com uma profissão que considero sagrada. A verdade passou por ele e ele a poluiu.

São ainda idéias dele passagens como esta:

Querer ser conhecido é bom. Querer virar ídolo é coisa de gente desmiolada. É pedir para perder a liberdade. A maneira como alguém ficou famoso ou conhecido é um caminho pessoal. O que acontece depois que se atinge a notoriedade na Igreja ou fora dela é que revela a pessoa que somos. Um atleta que escala um pico de 8 mil metros e lá finca para a posteridade uma bandeira com o próprio nome, demonstra qual a sua ética. O outro que põe lá a bandeira do seu país é muito mais pessoa.

Nos mais de 80 livros que publicou e nos mais de 115 álbuns de canções que já gravou, Pe Zezinho scj foi sempre o educador. Fez pensar. Sempre insistiu em ver seus jovens de livro na mão. Mais fez cantar do que cantou. Chamou gente para comunicar com ele. Revelou talentos. No tempo da febre da discoteca tentava entender aceitar aquela modalidade de diversão, mas preferia os jovens de biblioteca. Trouxe vários escritores para Igreja. Quem foi aos seus programas, às vezes acabou ganhando espaço próprio. Fundou grupos e obras que passou para as mãos de outros assim que entendeu que outros poderiam liderar.

Raramente fala de si mesmo. Nos seus shows é raro que dê testemunho de sua vida pessoal. Fala de seus pais e seus irmãos, mas nunca de si mesmo. De vez em quando lembra que seus pais que eram paralíticos, fala dos amigos de outras religiões, ou pessoas de quem aprendeu algo importante. Sua pregação tem pouco “eu” . Aponta sempre para os outros. No show de 30 canções, ele canta pessoalmente 8 e as outras 22 ele as confia aos outros cantores.

Quando cantou, foi para fazer cantar. Por isso das 1.600 canções gravadas, mais de 100 ainda são cantadas em igrejas do mundo inteiro. Seus estribilhos são de conteúdo catequético forte mas fáceis de repetir. As letras traduzem encíclicas sócio-políticas dos últimos papas, do Celam, da CNBB ou textos de algum teólogo famoso. Desde jovem padre foi escolha sua musicar esses temas para que o povo tomasse conhecimento deles. Inspira-se em Santo Efrém um diácono cantor do século III que evangelizava através de textos curtos, poemas, teatro e canção. Costuma brincar, dizendo que o herege Ário também era bom de canção, de palco e de canto e que nas igrejas há cantores santos e cantores religiosos!

Percebe-se pelos títulos de suas obras que Pe Zezinho canta as perplexidades , o Coração de Jesus e o coração do povo, a compaixão, a libertação e histórias de cruz e de ressurreição. Sua pregação é reflexo do grupo de padres ao qual se filiou, os Padres Dehonianos (scj- Sagrado Coração de Jesus) cujo fundador Leão Dehon era sociólogo, filósofo, advogado, teólogo e jornalista e promotor de sindicatos católicos de patrões e de operários...

Cantou para Paulo VI, três vezes para João Paulo II e recentemente foi convidado a cantar para Bento XVI na noite dos jovens. Sua primeira observação foi: - Agora tenho 65 anos.Não seria melhor chamarem um padre mais jovem? Se acham que devo ir, permitam-me levar um grupo de seis a oito jovens comigo. Permissão concedida.

Lecionou por 25 anos Prática e Crítica de Comunicação nas Igrejas. São dele, entre mais de 80 livros escritos, os livros Do Púlpito para as Antenas- a difícil transição; Novos Púlpito e Novos Pregadores; A Fé Humilde ; O amor Humilde; Apenas um rio que passa; Palavras que não passam; Orar e pensar como Família; E Deus te quis mulher; O direito de ser jovem; A geração insatisfeita; Adolescentes em busca de um porquê; Adolescentes em busca de algo mais.

Estão a caminho: Maria do jeito Certo, Meu jeito de ser católico, Adolescentes em busca de si mesmos, Adolescentes em busca do outro; Da família sitiada à família situada; De volta ao catolicismo; Quando os pais também não sabem; Dizem que Jesus lhes disse...

Apesar que muitos digam que nao gostam dele, digam que ele é TL, mais de uma coisa temos que concordar, ao menos ele nunca se auto promoveu nem nunca foi entrevistado pelo Jô ao menos eu nao tenha conhecimento.

http://www.padrezezinhoscj.com/interna.php?id_menu=2

15 comentários:

  1. Poxa, adoro as músicas dele! Adorei seu blog.
    Sucesso


    :***
    Beijoos


    http://wanessalins.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. hahaahah curti as ideias dessa cara

    'quero virar idolo pra gente desmiolada'

    ResponderExcluir
  3. Gosto das músicas dele,
    sucesso no blog.

    e eu não sou católico :)

    ResponderExcluir
  4. 'Alguma coisa está errada no coração ou na cabeça do padre que aceita celebrar com um pôster dele dez vezes maior do que o altar onde ele preside a missa, ou no que põe 40 fotos suas no seu CD de 12 canções. Tem “ eu” demais e pregador de menos ali!'

    Tem alguém que talvez precise de uma 'direção espiritual' por aí... :D

    Att!

    ResponderExcluir
  5. Ishe, nem conheço... rss, mas gostei das ideias viu? seu blog cmo sempre ótimo! Parabéns..

    ResponderExcluir
  6. muito bom o blog lo/
    gostei das idéias dele, apesar de nunca ter ouvido falar dele tbm..


    http://www.faixaotaria.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. Onde encontro esse artigo do pe. Zezinho, pois não o encontrei no site oficial...

    ResponderExcluir
  8. Roberta, tem o link no final do artigo. O link é da sessão blog. ;D

    ResponderExcluir
  9. Lamentável quão grande a inveja e ócio quando tu escreveu isso e ainda, de maior relevância, saí com um pseudo julgamento de tamanha escrotidão que teve a capacidade de soltar algo como isso : "Um atleta que escala um pico de 8 mil metros e lá finca para a posteridade uma bandeira com o próprio nome, demonstra qual a sua ética. O outro que põe lá a bandeira do seu país é muito mais pessoa."
    Incrível, temos aqui um julgador pra falar quem é mais pessoa que outro, determinado por padrões do seu ego... Lamentável ...

    ResponderExcluir
  10. Ócio?! Que seja! O importante é que ele seja um ócio criativo, rsrs.

    Aproveitemos o ano sacerdotal para rezar pelos Padres.

    Att! ;)

    ResponderExcluir
  11. Olá Lucas.

    Caríssimo, talvez você não tenha lido a fonte do texto, mas só para deixar claro: O texto foi escrito pelo Padre Zezinho. Não gostou? Fala pra ele. Ou pelomenos não desconte em nós, o que vc quer dizer a ele, ja que ele é o autor do texto.

    Depois eu que sou colocado como um julgador que determina algo a partir do próprio ego. ¬¬

    Paz e Bem!

    ResponderExcluir
  12. lamentavel esses comentarios do Pe Zezinho, isso é pura inveja dos novos padres o tempo dele ja passou deixa os novos padres monstrarem oque a nossa Igreja tem bons musicos e boas musicas ...

    paz e bem

    ResponderExcluir
  13. ai sim hem ,realistico gostei muinto sabe temos que tomarmos cuidado com a midia pois ela e dominada por satanista total eu acho que os padres devem sim usar dela ,mais devem denunciar sempre contra o pecado que sao muitos que atraves da midia entra em nossos lares exemplo novelas total mente pornograficas , programas que se aproveitam da popularidade dos padres para terem ibobe exemplo;domingao do fasustao domingo legal gugu entre outros na frente do padre parecem santos rsrsrsrsrsr palhaçada nunca denunciam nada e se enrriquecem ainda mais , padres abram os olhos sabe acho que e isso que opadre zezinho quis passar , parabens padre que respeita ate os ateus paz e bençao

    ResponderExcluir
  14. e como imaginei voces tambem sao uma farça , pois postei um comentario semana passada ficou de ser aprovado ,mais pelo o que postei nao foi aprovado que bom saber cada dia que passa acredito que devemos ter novos franciscos de assis paz e bençao a todos

    ResponderExcluir
  15. Olha anônimo, assim como você tem o direito de não se identificar para comentar (direito esse dado por nós, pois é uma configuração opcional) nós como donos do blog temos o direito de analisar criticamente o que deve ou não estar nos comentários. Sinceramente eu não lembro de ter censurado nenhum comentário nos últimos meses, mas se o fiz foi porque infringia as regras de bom comportamento do blog.
    Para ter certeza que não foi um problema técnico do Blogger você pderia manda-lo novamente.

    ResponderExcluir

Apostolado Shemá
Seja nosso parceiro. Cole o código em seu blog.

VISITE TAMBÉM