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domingo, 30 de agosto de 2009

Ateísmo - a Ciência é onipotente?

Por Nilson Pereira dos Santos Júnior

O ateísmo é uma atitude que vai se difundindo em nossa sociedade, nem sempre sob a forma de militância anti-religiosa, mas freqüentemente como indiferentismo; dir-se-ia que o homem contemporâneo não precisa mais de Deus, pois consegue, mediante os avanços da ciência e da técnica, criar para si mesmo um bem-estar que lhe dá certa satisfação, tida como suficiente.

1 - Ciência e Fé são opostas?
A ciência é vista como a maior "inimiga" da religião, o que não é verdade. “Quaisquer que sejam as descobertas das ciências naturais, elas nunca contradirão a fé, já que no final das contas a verdade é uma só”. Ou, explicitando melhor, podemos dizer: “As verdades verdadeiras da fé e as verdades verdadeiras da ciência nunca se contradizem”.

Por que “verdades verdadeiras”? Porque houve “verdades” que não eram verdadeiras. Da parte da ciência temos como exemplo a “verdade” – que durou séculos – segundo a qual a terra era o centro do universo e o sol girava em redor dela e não o contrário. Da parte da fé, acreditou-se – por muitos séculos – que o mundo fora criado em 6 dias e que a terra tinha apenas 6 mil anos, com base em cálculos derivados de uma interpretação ao pé da letra do livro do Gênesis (não por determinação da Igreja).
O fundamento desse princípio é simples: tanto as verdades da fé como as verdades da ciência têm um único autor – Deus – que nunca se contradiz. Daí resulta uma conclusão importante tanto para o cientista como para o teólogo: ninguém deve ter medo da verdade, porque a verdade é de Deus, ou melhor dizendo, Deus é a verdade.

2 – As competências da ciência e da fé

“Compete às ciências naturais explicar como a árvore da vida em particular continua crescendo, e como novos ramos brotam dela. Esta não é uma questão para a fé”. A evolução busca entender e descrever os desenvolvimentos biológicos, ao passo que a fé tenta explicar de onde vem o “projeto” do ser humano, a origem e a natureza particular dele. A evolução situa-se no campo da ciência experimental ou empírica; a fé, no campo da filosofia ou da metafísica e da religião.

Enumerarei alguns pontos que não podem ser sistematizados pela ciência.

A Ciência não pode determinar crenças éticas: A ciência não tem como avaliar com métodos científicos o que é ou não ético, pois isto não se pode equacionar numa conta com números. O que Hitler fez com os "Campos de Concentração" era algo maligno, e isso não se pode ser provado pela ciência.

A ciência não pode determinar nada em questões metafísicas: o homem tem várias necessidades que vão além do campo material, e que sem elas ele se sente incompleto, necessidades que não se determinam com contas matemáticas, ou pela herança genética.

A ciência não pode se auto-justificar: A ciência não pode se auto-explicar, isso seria peticismo. A ciência é o método que explica alguma coisa, mas esse método não pode se auto-explicar. A ciência, muitas vezes, usa seu potencial para o mal e deixa de lado sua verdaderia face, que é unir-se a fé e trabalharem para o bem da humanidade, isso que faz muitas vezes elas parecerem opostas.

Segue abaixo um pequeno debate sobre a "Onipotência" da ciência.

7 comentários:

  1. mt pelo contrario, a propria ciencia ja provou o poder da fé. o grande ´problema sao os extremos, os fieis que nao aceitam a ciencia de modo algum, e os cétucos que nao confiam na fé cega

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  2. Antes de tudo, devemos ter em vista de que ciência estamos falando. Ou melhor: quais correntes epistemológicas utilizamos para definir o real.Platão já falava de ciência, embora negasse o empirismo como critério epistêmico. A ciência platônica é integralmente centrada no conhecimento metafísico. Outro grande exemplo são os estóicos.

    Na Idade Média vemos surgir as Universidades, tendo, como matéria de estudo científico, a teologia. Aqui, Deus é o substrato das investigações, assim como a lógica, a linguística, a ética, ...

    Somente a partir da Idade Moderna, com a introdução de Lock é que vemos o surgimento da ciência empírica. Agora, a ciência começa a ser entendida apenas no plano sensível. Muitos não concordaram, e vemos Spinosa e Leibnz apontando em outras direções.

    Quando afirmamos que a ciência não pode determinar crenças éticas, caímos em erro: o pre-cursor da ciência - Platão - já postulava teorias éticas. Devemos tomar muito cuidado com o que entendemos por ciência, fé, ética, moral, bioética. Se assim a filosofia não seria um ensino universitário, porque muitas de suas teorias são metafísicas.

    Ambas - Racionalismo e Empirismo - se complementam. Não dizem coisas opostas, mas interpretam o mundo sob diferentes níveis de realidade.


    Breno Bastos
    Gerente do Portal Veritas

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  3. Não gosto de opinar sobre fé e religião... acho que é algo de cada um!!

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  4. Ótimo post.
    Ciência e Fé, para se discutir isso precisa de muito tempo e é complicado tbm... O cara do vídeo: "Ponha isso no seu cachimbo e fume" eu ri kk

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  5. Gostei deste post, pois ele demonstra uma nova face crítica do ateísmo de modo integral!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Discordo do ponto onde o evolucionismo é relacionado com o empirísmo. Na minha ignorância sem limites vejo que o a teoría da evolução é jutamente isso, uma teoria, e não um esperimento. Uma teoria que responde a vários questionamentos, mas que deixa outros tantos sem resposta. Cobre a cabeça e descobre o pé.

    Concordando com o Breno, mas sem deixar de entender o foco do texto, vemos que existem muitas ciências que não tratam somente do material. No entanto entendo a qual tipo de ciência o texto se refere pelo breve contexto proposto pelo video.

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