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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Os Caminhos da RCC no Brasil

Os Bispos reunidos em Itaici em abril de 1994 debateram sobre a RCC no Brasil, abaixo postaremos as principais considerações que os Bispos do Brasil fizeram ao movimento carismático.

Numa Igreja povo de Deus onde se é necessário viver em comunidade, Deus espera de todos nós um espírito de entendimento, compaixão e solidariedade, é nosso dever acolher as orientações da Igreja quer seja ela vinda do Santo Padre ou de um dos seus discatérios, até mesmo da CNBB representante da Igreja no Brasil, deixemos de lado esse discurso de que a CNBB é errada, ora, ainda que não concordemos com algumas de suas práticas, ela é autorizada e elaborar documentos com a prévia autorização da Santa Sé, CDC 447-459.

Observemos também o que fala o CDC com quem fala mal ou se pronuncia contra a Igreja.

Cân. 1373 Quem excita publicamente aversão ou ódio dos súditos contra a Sé Apostólica ou contra o Ordinário, em razão de algum ato de poder ou ministério eclesiástico, ou incita os súditos à desobediência a eles, seja punido com interdito ou com outras justas penas.
Cân. 1374 Quem se inscreve em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações seja punido com interdito.


Bem deixemos isso para outro tópico, tratemos do que realmente viemos tratar, a RCC.

Diz o Documento 53:

15- Hoje ele continua renovando a Igreja através de múltiplas e novas expressões de fé e coerência cristã. Podemos enumerar como frutos do Espírito os novos sujeitos da evangelização; expansão e vitalidade das CEBs; movimentos de renovação espiritual e pastoral; a próprias RCC;o engajamento de leigos na transformação da sociedade; a leitura da Bíblia a luz das situações vividas na comunidade; a liturgia mais participada com a riqueza de seus ritos e simbologia; a busca da evangelização inculturada; a fidelidade de muitos na vida cotidiana; as lutas do povo para a implantação dos direitos humanos; a prática da justiça e da promoção social (cf. CNBB, Doc. 45, 301-302)

18- a responsabilidade em professar a fé católica,no seu conteúdo integral, acolhendo e professando a verdade sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre a pessoa humana.

20- Nenhum grupo na Igreja deve subestimar outros grupos diferentes; julgando ser o único autenticamente cristão ( na minha opinião este parágrafo é de grande importância não somente quando se trata de um grupo ou grupos da RCC mais sim para toda a Igreja e grupos de Igreja sobretudo os grupos no Brasil que bem sabemos a realidade e o “poder” q esses grupos se intitulam ter)

23- Os Bispos e os párocos procurem dar acompanhamento a RCC diretamente ou através de pessoas capacitadas para isso. Por sua vez, a RCC aceite as orientações e colabore com as pessoas encarregadas desse acompanhamento.

27 Os grupos de Oração alimentem o espírito de comunhão eclesial, busquem o crescimento na fé e a perseverança de seus participantes levando-os a um efetivo compromisso na evangelização engajando-se na Comunidade, Paróquia e Diocese.

29- Evite-se na RCC a utilização de termos já consagrados na linguagem comum da Igreja e que na RCC assumem significado diferente, tais como pastor,pastoreio,ministério,evangelizador e outros.

31- Os convites a pessoas de outras Dioceses para conferências, palestras, seminários e outros eventos, sejam feitos com a devida anuência do Bispo Diocesano ou quem por ele for designado.

32- Os manuais de oração, livros de estudos bíblicos e de formação doutrinal, dada sua importância pastoral tenham aprovação eclesiástica. (Mais um item de tamanha importância para a RCC, a venda de devocionários, milagreiros, como orar em línguas que hoje encontramos em alguns encontros carismáticos ou em livrarias católicas, podem facilmente ser confundidos com livros protestantes, é necessário obedecer a esta importantíssima orientação dos Bispos do Brasil).

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

33- A Palavra de Deus é a própria presença de Deus que fala: “Escutai as Escrituras... elas dão testemunho de mim” (Jo 5,39). Cristo, Evangelho vivo do Pai, não só é o centro da Bíblia, mas também seu interprete (cf. Lc 24,13-35). A “Igreja venera as divinas Escrituras como o próprio Corpo do Senhor” (DV 21). E não apenas transmite a Palavra de Deus, mas também a interpreta ( Cf. Interpretação da Bíblia na Igreja, Pontifícia Comissão Bíblica, 127).

35- Para não prejudicar uma reta leitura da Bíblia, é preciso estar atentos para não cair, entre outros, nos seguintes perigos: 1º O FUNDAMENTALISMO, que é fixar-se apenas no que as palavras dizem “materialmente” sem respeitar o contexto nem a contribuição das ciências bíblicas;2º O intimismo,que é interpretar a Bíblia de modo subjetivo, e até mágico,fazendo o texto dizer o que não era intenção dos autores sagrados. Sobre isso, sigam as orientações do Magistério, especialmente o recente documento da PCB sobre a Interpretação Bíblica na Igreja.

36- è urgente a formação doutrinal de todos os fiéis, seja para o natural dinamismo da fé, seja para iluminar com critérios evangélicos os graves e complexos problemas do mundo contemporâneo (ChL,60). Dê-se especial importância bíblica, que ofereça sólidos princípios de interpretação.

39- “a dimensão litúrgica exprime, pois, o caráter celebrativo da Igreja. Constitui, na terra, a expressão mais significativa da comunhão eclesial.
Na Liturgia, o povo de Deus encontra seu maior momento de festa e de comunhão eclesial” ( CNBB, Doc.45,92). Por isso, seja dada especial atenção à formação litúrgica de todos os membros da RCC para maior compreensão e vivência do mistério e de sua expressão simbólico-ritual e ministerial, visando uma autêntica prática celebrativa, que leve em conta o espaço e o tempo litúrgico.

40- Nas celebrações, observe-se a legislação litúrgica que, embora estabeleça normas precisas para certos momentos, abre amplo espaço para a criatividade. NÃO SE INTRODUZA ELEMENTOS ESTRANHOS A TRADIÇÃO LITÚRGICA DA IGREJA ou que estejam em desacordo com o que estabelece o Magistério ou aquilo que é exigido pela própria índole da celebração.

41-Na celebração da Missa, não se deve salientar de modo inadequado as palavras da Instituição, nem se interrompa a Oração Eucarística para momentos de louvor a cristo presente na Eucaristia com aplausos, viva, procissões, hino de louvor eucarístico e outras manifestações que exaltem de tal modo a o sentido da presença real que acabem esvaziando as várias dimensões da celebração eucarística.

42- Os cantos e os gestos adequados ao momento celebrativo e de acordo com os critérios exigidos para a celebração litúrgica. São preciosas e oportunas as orientações do documento n. 43 da CNBB, os Livros de Cantos das Igrejas Particulares e outros Hinários difundidos entre o povo. (ahhh se alguns sacerdotes [Pe.Marcelo Rossi] lessem este documento, com certeza não teríamos tantas influências protestantes em nossa liturgia e o pior que muitos adeptos a RCC têm este sacerdote por referência o que piora ainda mais a situação de nossas missas, seja inteligente não cante COMO ZAQUEU na sua paróquia.)

47- A fé não pode ser reduzida a uma busca de satisfação de exigências íntimas e de resposta às necessidades imediatas. Nem se pode propor a fé cristã sem a dimensão da cruz, inerente ao seguimento de Jesus Cristo (cf. Lc14, 25-35), caminho para a vida plena na ressurreição.

51- A evangélica opção preferencial pelos pobres é um dom do Espírito Santo à Igreja, que é também concedido, como carisma especial, a alguns grupos cristãos leigos, a certas famílias religiosas e a muitos fiéis. Segundo a recomendação do apóstolo “aspirai aos carismas melhores” (1cor 12,31), a vivência da opção pelos pobres deve ser desejada e implorada por todos como carisma precioso, a ser vivido em nossos dias, como sinal da presença do Reino.

52- A falta de coerência entre a fé que se professa e a vida cotidiana é uma das várias causas que geram a pobreza em nosso País. Os cristãos nem sempre souberam encontrar fé a força necessária para penetrar os critérios e as decisões dos setores responsáveis pela organização social, econômica e política de nosso povo. (cf. DSD 161).

53- Alguns temas necessita de maior aprofundamento teológico,diálogo eclesial e orientação pastoral, tais como: Batismo no Espírito Santo, dons e carismas, dom da cura, orar e falar em línguas,profecia,repouso no Espírito, poder do mal e exorcismo.

54- A palavra “Batismo” significa tradicionalmente o sacramento da iniciação cristã. Por isso será melhor evitar o uso da expressão “Batismo no Espírito”, ambígua, por sugerir uma espécie de sacramento. Poderão ser usados termos como “ efusão do Espírito Santo”, “derramamento do Espírito Santo”. Do mesmo modo não se use o termo “Confirmaçãopara não confundir com o sacramento da Crisma. (cf. CED, comunicado mensal, Dez. de 1993, 2217).( Este artigo deve ser obedecido veementemente sem retirar uma vírgula, os Bispos tiveram realmente um bom senso de liturgia na hora que definiram este parágrafo.)

55- Dons e Carismas: o grande dom, que deve ser por todos desejado é o dom da Caridade “Aspirais aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos...” ( 1Cor 12, 31-13,13). “A caridade é o primeiro dom e o mais necessário, pelo qual amamos a Deus acima de tudo e o próximo por causa dele” (LG, 42)

56- “O Espírito Santo unifica a Igreja na comunhão e no ministério. Dota-a e dirige-a mediante os diversos dons hierárquicos e carismáticos” (LG, 4). O Espírito opera “pelas múltiplas graças especiais, chamadas de carismas, através das quais torna os fiéis aptos e prontos sobre si os vários trabalhos e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 798). Os carismas devem ser recebidos com gratidão e consolação. E não devem ser temerariamente pedidos nem se ter a presunção de possuí-los (cf. LG, 12).

57- haja muito discernimento na identificação de carismas e dons extraordinários. Diante das pessoas que teriam carismas especiais, o juízo sobre sua autenticidade e seu ordenado exercício compete aos pastores da Igreja. A eles, em especial, cabe não extinguir o Espírito, mas provar as coisas para ficar com o que é bom (cf. 1Ts 5,12.19.21). Assim, também no que se refere aos carismas, a RCC se atenha rigorosamente às orientações do Bispo Diocesano.

59- Ao implorar a cura, nos encontros da RCC ou em outras celebrações, não se adote qualquer atitude que possa resvalar para um espírito milagreiro e mágico, estranho à prática da Igreja Católica (cf. Eclo 38,11-12).

60- nas celebrações com os doentes não se usem gestos que são a falsa impressão de um gesto sacramental coletivo ou que uma espécie de “fluído espiritual” viesse a operar curas.

61- O óleo dos enfermos não deve ser usado fora da celebração do Sacramento. Para não criar confusão na mente dos fiéis, quem não é sacerdote não faça uso do óleo em benção de doentes, mas use apenas o Ritual de Bênçãos oficial da Igreja.

62- Orar e falar em línguas: O destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. O apóstolo Paulo ensina: “Numa assembléia prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência para instruir também aos outros, a dizer dez mil palavras em línguas” (1cor 14,19). Como é difícil discernir na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas e nunca se fale em línguas sem que haja interprete.

63- Dom da profecia: Na Bíblia, profeta é o que fala em nome de Deus. Dignifica, pois, um evangelizador. È a comunicação de assuntos espirituais aos participantes de reuniões comunitárias, aos quais se dirigem palavras de exortação e encorajamento. “Aquele que profetiza, fala aos homens: edifica, consola, exorta”(1 Cor 14,3). È um dom para o bem da comunidade e não tem em vista adivinhações futuras.

65- As assembléias, grupos de oração, retiros e outras reuniões evitem-se a prática do assim chamado “REPOUSO NO ESPÍRITO”. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento. ( Mais claro quer isso, só o Pe. Jonas Abib falando hehehehe, mais falando sério encontramos mais uma vez que a Igreja ainda não possui elementos que comprovem esta prática. Afinal em 2000 anos de Igreja não era encontrada esta prática de repouso.)

66- Poder do Mal e exorcismo: Cristo venceu o demônio e todo o espírito do mal. Nem tudo pode-se atribuir ao demônio, esquecendo-se o jogo das causas segundas e outros fatores psicológicos e até patológicos.

67- Quanto ao “poder do mal”, não se exagere a sua importância. E não se presuma ter o poder de “expulsar” demônios . O exorcismo só pode ser exercido de acordo com o que estabelece o Código de Direito Canônico (Cân.1172). Por isso, seja afastada a prática, onde houver, do exorcismo exercido por conta própria.

68-Procure-se ainda, formar adequadamente as lideranças e os membros da RCC para superar uma preocupação exagerada com o demônio, que cria ou reforça uma mentalidade fetichista, infelizmente presente em muitos ambientes.(Aqui encerra-se as obrigações que a RCC tem que fazer e obedecer para ser considerada uma parte vital para a Igreja, caso as observações não forem respeitadas, cometem erro contra a doutrina da Igreja, ainda que essas observações sejam válidas apenas para o movimento brasileiro com base na doutrina Universal da Igreja, aprovada pela Sé Apostólica).

PS: Não é intenção de nenhum membro deste blog julgar a RCC apenas estamos propondo uma exortação sobre a lei da RCC regulamentada aqui no Brasil pela CNBB com aprovação da Santa Sé.os comentários se referem a opinião pessoal de Anderson Macena que digitou e comentou alguns posts. Caso queira fazer algum comentário ao autor do texto envie email para andersonmacena@yahoo.com.br ou imprensa.shema@yahoo.com.br.

11 comentários:

  1. Não creio nessas palavras...

    abç
    Pobre Esponja

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  2. olhe nao deu pra ler td mais pelo que li fiquei be informado sobre o assunto parabéns


    http://entretidoo.blogspot.com/

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  3. texto com informações bastante completas. Prometo que irei ler na íntegra.
    Abraços

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  4. Adorei o blog,

    Muito útil, mesmo :D

    http://potesdebiscoito.blogspot.com/

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  5. Não creio muito nessas palavras.
    O texto comtém iformações completas mas eu não sou religiosa

    desculpa pela demora e pelo comentario um tanto rude

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  6. Nat Tigres Brancos,

    mesmo assim obrigado pela visita.

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  7. otimmo blog pra quem acompanha e busca esse tipo de informação.

    abrç
    www.celebritypoke.blogspot.com

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  8. O espaço preza pela utilidade!!!!
    tem o cunho de evangelizar tbm ou apenas discutir sobre o tema???

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  9. como uma renovação na igreja causa discurção neh, mais é em todas quando alguem quer mudar (no caso esse "alguem" é o Espírito Santo de Deus) que sempre usou seus filhos para trazer modificações na igreja por causa de uma necessidade através do pentecostes!! quem não tem sensibilidade ao mesmo geralmente não acredita sinto muito dizer mais o problema é seu :P *cada um tem sua opinião neh*

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  10. Não creio nessas palavras pois não sou religiosa.

    Uma braço,

    Luciana

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    http://tdagora.wordpress.com

    Twitter: http://www.twitter.com/lucianamangas

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