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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A INQUISIÇÃO PROTESTANTE - PARTE FINAL

Frankfurt, também na Alemanha, emitiu uma lei semelhante e a total suspensão do culto católico foi estendida a todos os estados alemães (e depois se tacha a Igreja Católica de intransigente!).



- Em 1530, em seus "Comentários ao Salmo 80", Lutero aconselhava aos governantes que aplicassem a pena de morte a todos os hereges.


- No distrito de Thorgau (Suiça), um missionário zwingliano, liderando um bando protestante, saqueou, massacrou e destruiu o mosteiro local, inclusive a sua biblioteca e o acervo artístico-cultural.



- Erasmo [de Roterdan] ficou aterrorizado ao ver fiéis piedosos excitados por seus pregadores protestantes: "[Eles] saem da igreja como possessos [do demônio], com a ira e a raiva pintadas no rosto, como guerreiros animados por um general".



O mesmo Erasmo comenta em uma carta que escreveu para Pirkheimer: "Os ferreiros e operários arrancaram as pinturas das igrejas e lançaram insultos contra as imagens dos santos e até mesmo contra o crucifixo (...) Não restou nenhuma imagem nas igrejas nem nos mosteiros (...) Tudo o que podia ser queimado foi lançado ao fogo e o restante foi reduzido a cacos. Nada se salvou".



Assim, o Protestantismo destruiu parte do patrimônio cultural europeu, que era protegido e aumentado pelos monges e fiéis católicos.



- Na Zurique protestante, foi ordenada a retirada de todas as imagens religiosas, relíquias e enfeites das igrejas; até mesmo os órgãos foram supressos. A catedral ficou vazia como continua até hoje. Os católicos foram proibidos de ocupar cargos públicos; a assistência à Missa era castigada com uma multa na primeira vez e com penas mais severas nas reincidências.


- Em Leifein, no dia 4 de abril de 1525, 3.000 camponeses liderados por um ex-sacerdote [católico] tomaram a cidade, saquearam a igreja, assassinaram os católicos e realizaram sacrilégios sobre o altar, profanando os sacramentos de uma forma inenarrável.

- Um fato que pareceria nunca ter ocorrido - se não tivesse sido tão bem documentado - foi o "Saque de Roma". Até mesmo muitos católicos não sabem que tal fato aconteceu. O que foi o Saque de Roma? O Saque de Roma foi um dos episódios mais sangrentos do Renascimento. No dia 6 de maio de 1527, os membros das legiões luteranas do exército imperial de Carlos V promoveram um levante e tomaram de assalto a cidade de Roma. Cerca de 18.000 lansquenetes foram lançadas durante semanas contra a pior das repressões, ocasionando um rio de sangue costumeiramente "esquecido" pelos historiadores, que não lhe prestam a devida atenção.

Um texto veneziano [contemporâneo] afirma sobre este saque que: "o inferno não é nada quando comparado com a visão da Roma atual". Os soldados luteranos nomearam Lutero "papa de Roma"
. Eis mais alguns fatos [desse episódio] que a história de alguns "eruditos" se omite covardemente:

- Todos os doentes do Hospital do Espírito Santo foram massacrados em seus leitos.

- Dos 55.000 habitantes de Roma, sobreviveram apenas 19.000.
- O resgate foi da ordem de 10 milhões de ducados (uma soma astronômica naquela época).
- Os palácios foram destruídos por tiros de canhões com os seus habitantes dentro.
- Os crânios dos Apóstolos São João e Santo André serviram para os jogos [esportivos] das tropas.
- O rio [Tibre] carregou centenas de cadáveres de religiosas, leigas e crianças violentadas (muitas com lanças incrustadas em seu sexo).
- As igrejas, inclusive a Basílica de São Pedro, foram convertidas em estábulos e missas profanas com prostitutas divertiam a soldadesca.
- Gregóribo afirma a respeito: "Alguns soldados embriagados colocaram ornamentos sacerdotais em um asno e obrigaram a um sacerdote a conferir-lhe a comunhão. O pobre sacerdote engoliu a forma e seus algozes o mataram mediante terríveis tormentos".
- Conta o Pe. Mexia: "Depois disso, sem diferenciar o sagrado e o profano, toda a cidade foi roubada e saqueada, inexistindo qualquer casa ou templo que não foi roubado ou algum homem que não foi preso e solto apenas após o resgate".
- Erasmo de Roterdan escreve sobre este episódio: "Roma não era apenas a fortaleza da religião cristã, a sustentadora dos espíritos nobres e o mais sereno refúgio das musas; era também a mãe de todos os povos. Isto porque, para muitos, Roma era a mais querida, a mais doce, a mais benfeitora do que até seus próprios países. Na verdade, o saque de Roma não foi apenas a queda desta cidade, mas também de todo o mundo".

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A INQUISIÇÃO PROTESTANTE - PARTE I


Por Fátima Apologética

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.fatima-apologetica.org/


Um ponto normalmente omitido é que os Protestantes também empreenderam uma Inquisição totalmente submissa ao Poder Político da época. Os historiadores geralmente se referem apenas à inquisição católica e se silenciam hipocritamente sobre os eventos ocorridos nos territórios protestantes.



Os primeiros protestantes não eram distinguidos por serem os "campeões da liberdade de opinião" como querem nos fazer crer.


Eles, que clamavam pela liberdade religiosa nos países católicos, em seus territórios suspendiam rapidamente a celebração da Missa e obrigavam os cidadãos, por lei, a assistir obrigatoriamente os cultos reformados; também destruíam os templos católicos e as imagens [sagradas], além de assassinarem bispos, sacerdotes e religiosos; foram muito mais radicais em seus territórios do que ocorreu nos territórios católicos.


Citaremos apenas alguns exemplos (já que [quase] todas as fontes pesquisadas apenas se referem à inquisição católica e nenhuma a [inquisição] protestante):


- Registre-se o massacre dos monges da Abadia de São Bernardo de Brémen, no séc. XVI: os monges foram assassinados ou desfolados, atirando-lhes sal na carne viva, sendo a seguir pendurados no campanário por bandos protestantes.


- Seis monges cartuxos e o bispo de Rochester, na Inglaterra protestante, foram enforcados em 1535.


- Henrique VIII mandou queimar milhares de católicos e anabatistas no séc. XVI (mas foi sua filha católica, Maria, que acabou recebendo o título de "Maria, a sanguinária"!).


- João Servet, o descobridor da circulação do sangue, foi queimado em Genebra, por ordem de Calvino (porém, é comum se recordar apenas do "caso Galileu", o qual NÃO foi justiçado!).


- Quando Henrique VIII iniciou a perseguição protestante contra os católicos, existiam mais de 1.000 (mil) monges dominicanos na Irlanda, dos quais apenas 02 (DOIS) sobreviveram à perseguição.


- Na época da imperadora protestante Isabel, cerca de 800 (oitocentos) católicos eram assassinados por ano.


- O historiador protestante Henry Hallam afirma: "A tortura e a execução dos jesuítas no reinado de Isabel Tudor foram caracterizadas pela selvageria e o dano [físico]".



- Um ato do Parlamento inglês decretou, em 1652, que: "Cada sacerdote romano deve ser pendurado, decapitado e esquartejado; a seguir, deve ser queimado e sua cabeça exposta em um poste em local público".



- Na Alemanha luterana, os anabatistas eram cozidos em sacos e atirados nos rios.



- Na Escócia presbiteriana de John Fox, durante um período de seis anos, foram queimadas mais de 1.000 (mil) mulheres acusadas de feitiçaria.



- Nas cidades conquistadas pelo "Protestantismo", os católicos tinham que abandoná-las, deixando nelas todas as suas posses ou então converter-se ao Protestantismo; se fossem descobertos celebrando a Missa, eram apenados com a morte. É um mito a afirmação de que a prática da tortura foi uma arma católica na Inquisição. Janssen, um escritor desse período, cita uma testemunha que afirma:



"O teólogo protestante Meyfart descreve a tortura que ele mesmo presenciou: 'Um espanhol e um italiano foram os que sofreram esta bestialidade e brutalidade. Nos países católicos não se condena um assassino, um incestuoso ou um adúltero a mais de uma hora de tortura. Porém, na Alemanha [protestante] a tortura é mantida por um dia e uma noite inteira; às vezes, até por dois dias (...); outras vezes, até por quatro dias e, após isto, é novamente iniciada (...) Esta é uma história exata e horrível, que não pude presenciar sem também me estremecer".



O mesmo Janssem nos fornece este outro dado:



"Em Augsburgo, na Alemanha, no ano 1528, cerca de 170 anabatistas de ambos os sexos foram aprisionados por ordem do Poder Público. Muitos deles foram queimados vivos; outros foram marcados com ferro em brasa nas bochechas ou suas línguas foram cortadas. [Ainda] em Augsburgo, no dia 18 de janeiro de 1537, o Conselho Municipal publicou um decreto em que se proibia o culto católico e se estabelecia o prazo de 8 dias para que os católicos abandonassem a cidade; ao término desse prazo, soldados passaram a perseguir os que não aceitaram a nova fé. Igrejas e mosteiros foram profanados, derrubando-lhes as imagens e os altares; o patrimônio artístico-cultural foi saqueado, queimado e destruído".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Os Caminhos da RCC no Brasil

Os Bispos reunidos em Itaici em abril de 1994 debateram sobre a RCC no Brasil, abaixo postaremos as principais considerações que os Bispos do Brasil fizeram ao movimento carismático.

Numa Igreja povo de Deus onde se é necessário viver em comunidade, Deus espera de todos nós um espírito de entendimento, compaixão e solidariedade, é nosso dever acolher as orientações da Igreja quer seja ela vinda do Santo Padre ou de um dos seus discatérios, até mesmo da CNBB representante da Igreja no Brasil, deixemos de lado esse discurso de que a CNBB é errada, ora, ainda que não concordemos com algumas de suas práticas, ela é autorizada e elaborar documentos com a prévia autorização da Santa Sé, CDC 447-459.

Observemos também o que fala o CDC com quem fala mal ou se pronuncia contra a Igreja.

Cân. 1373 Quem excita publicamente aversão ou ódio dos súditos contra a Sé Apostólica ou contra o Ordinário, em razão de algum ato de poder ou ministério eclesiástico, ou incita os súditos à desobediência a eles, seja punido com interdito ou com outras justas penas.
Cân. 1374 Quem se inscreve em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações seja punido com interdito.


Bem deixemos isso para outro tópico, tratemos do que realmente viemos tratar, a RCC.

Diz o Documento 53:

15- Hoje ele continua renovando a Igreja através de múltiplas e novas expressões de fé e coerência cristã. Podemos enumerar como frutos do Espírito os novos sujeitos da evangelização; expansão e vitalidade das CEBs; movimentos de renovação espiritual e pastoral; a próprias RCC;o engajamento de leigos na transformação da sociedade; a leitura da Bíblia a luz das situações vividas na comunidade; a liturgia mais participada com a riqueza de seus ritos e simbologia; a busca da evangelização inculturada; a fidelidade de muitos na vida cotidiana; as lutas do povo para a implantação dos direitos humanos; a prática da justiça e da promoção social (cf. CNBB, Doc. 45, 301-302)

18- a responsabilidade em professar a fé católica,no seu conteúdo integral, acolhendo e professando a verdade sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre a pessoa humana.

20- Nenhum grupo na Igreja deve subestimar outros grupos diferentes; julgando ser o único autenticamente cristão ( na minha opinião este parágrafo é de grande importância não somente quando se trata de um grupo ou grupos da RCC mais sim para toda a Igreja e grupos de Igreja sobretudo os grupos no Brasil que bem sabemos a realidade e o “poder” q esses grupos se intitulam ter)

23- Os Bispos e os párocos procurem dar acompanhamento a RCC diretamente ou através de pessoas capacitadas para isso. Por sua vez, a RCC aceite as orientações e colabore com as pessoas encarregadas desse acompanhamento.

27 Os grupos de Oração alimentem o espírito de comunhão eclesial, busquem o crescimento na fé e a perseverança de seus participantes levando-os a um efetivo compromisso na evangelização engajando-se na Comunidade, Paróquia e Diocese.

29- Evite-se na RCC a utilização de termos já consagrados na linguagem comum da Igreja e que na RCC assumem significado diferente, tais como pastor,pastoreio,ministério,evangelizador e outros.

31- Os convites a pessoas de outras Dioceses para conferências, palestras, seminários e outros eventos, sejam feitos com a devida anuência do Bispo Diocesano ou quem por ele for designado.

32- Os manuais de oração, livros de estudos bíblicos e de formação doutrinal, dada sua importância pastoral tenham aprovação eclesiástica. (Mais um item de tamanha importância para a RCC, a venda de devocionários, milagreiros, como orar em línguas que hoje encontramos em alguns encontros carismáticos ou em livrarias católicas, podem facilmente ser confundidos com livros protestantes, é necessário obedecer a esta importantíssima orientação dos Bispos do Brasil).

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

33- A Palavra de Deus é a própria presença de Deus que fala: “Escutai as Escrituras... elas dão testemunho de mim” (Jo 5,39). Cristo, Evangelho vivo do Pai, não só é o centro da Bíblia, mas também seu interprete (cf. Lc 24,13-35). A “Igreja venera as divinas Escrituras como o próprio Corpo do Senhor” (DV 21). E não apenas transmite a Palavra de Deus, mas também a interpreta ( Cf. Interpretação da Bíblia na Igreja, Pontifícia Comissão Bíblica, 127).

35- Para não prejudicar uma reta leitura da Bíblia, é preciso estar atentos para não cair, entre outros, nos seguintes perigos: 1º O FUNDAMENTALISMO, que é fixar-se apenas no que as palavras dizem “materialmente” sem respeitar o contexto nem a contribuição das ciências bíblicas;2º O intimismo,que é interpretar a Bíblia de modo subjetivo, e até mágico,fazendo o texto dizer o que não era intenção dos autores sagrados. Sobre isso, sigam as orientações do Magistério, especialmente o recente documento da PCB sobre a Interpretação Bíblica na Igreja.

36- è urgente a formação doutrinal de todos os fiéis, seja para o natural dinamismo da fé, seja para iluminar com critérios evangélicos os graves e complexos problemas do mundo contemporâneo (ChL,60). Dê-se especial importância bíblica, que ofereça sólidos princípios de interpretação.

39- “a dimensão litúrgica exprime, pois, o caráter celebrativo da Igreja. Constitui, na terra, a expressão mais significativa da comunhão eclesial.
Na Liturgia, o povo de Deus encontra seu maior momento de festa e de comunhão eclesial” ( CNBB, Doc.45,92). Por isso, seja dada especial atenção à formação litúrgica de todos os membros da RCC para maior compreensão e vivência do mistério e de sua expressão simbólico-ritual e ministerial, visando uma autêntica prática celebrativa, que leve em conta o espaço e o tempo litúrgico.

40- Nas celebrações, observe-se a legislação litúrgica que, embora estabeleça normas precisas para certos momentos, abre amplo espaço para a criatividade. NÃO SE INTRODUZA ELEMENTOS ESTRANHOS A TRADIÇÃO LITÚRGICA DA IGREJA ou que estejam em desacordo com o que estabelece o Magistério ou aquilo que é exigido pela própria índole da celebração.

41-Na celebração da Missa, não se deve salientar de modo inadequado as palavras da Instituição, nem se interrompa a Oração Eucarística para momentos de louvor a cristo presente na Eucaristia com aplausos, viva, procissões, hino de louvor eucarístico e outras manifestações que exaltem de tal modo a o sentido da presença real que acabem esvaziando as várias dimensões da celebração eucarística.

42- Os cantos e os gestos adequados ao momento celebrativo e de acordo com os critérios exigidos para a celebração litúrgica. São preciosas e oportunas as orientações do documento n. 43 da CNBB, os Livros de Cantos das Igrejas Particulares e outros Hinários difundidos entre o povo. (ahhh se alguns sacerdotes [Pe.Marcelo Rossi] lessem este documento, com certeza não teríamos tantas influências protestantes em nossa liturgia e o pior que muitos adeptos a RCC têm este sacerdote por referência o que piora ainda mais a situação de nossas missas, seja inteligente não cante COMO ZAQUEU na sua paróquia.)

47- A fé não pode ser reduzida a uma busca de satisfação de exigências íntimas e de resposta às necessidades imediatas. Nem se pode propor a fé cristã sem a dimensão da cruz, inerente ao seguimento de Jesus Cristo (cf. Lc14, 25-35), caminho para a vida plena na ressurreição.

51- A evangélica opção preferencial pelos pobres é um dom do Espírito Santo à Igreja, que é também concedido, como carisma especial, a alguns grupos cristãos leigos, a certas famílias religiosas e a muitos fiéis. Segundo a recomendação do apóstolo “aspirai aos carismas melhores” (1cor 12,31), a vivência da opção pelos pobres deve ser desejada e implorada por todos como carisma precioso, a ser vivido em nossos dias, como sinal da presença do Reino.

52- A falta de coerência entre a fé que se professa e a vida cotidiana é uma das várias causas que geram a pobreza em nosso País. Os cristãos nem sempre souberam encontrar fé a força necessária para penetrar os critérios e as decisões dos setores responsáveis pela organização social, econômica e política de nosso povo. (cf. DSD 161).

53- Alguns temas necessita de maior aprofundamento teológico,diálogo eclesial e orientação pastoral, tais como: Batismo no Espírito Santo, dons e carismas, dom da cura, orar e falar em línguas,profecia,repouso no Espírito, poder do mal e exorcismo.

54- A palavra “Batismo” significa tradicionalmente o sacramento da iniciação cristã. Por isso será melhor evitar o uso da expressão “Batismo no Espírito”, ambígua, por sugerir uma espécie de sacramento. Poderão ser usados termos como “ efusão do Espírito Santo”, “derramamento do Espírito Santo”. Do mesmo modo não se use o termo “Confirmaçãopara não confundir com o sacramento da Crisma. (cf. CED, comunicado mensal, Dez. de 1993, 2217).( Este artigo deve ser obedecido veementemente sem retirar uma vírgula, os Bispos tiveram realmente um bom senso de liturgia na hora que definiram este parágrafo.)

55- Dons e Carismas: o grande dom, que deve ser por todos desejado é o dom da Caridade “Aspirais aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos...” ( 1Cor 12, 31-13,13). “A caridade é o primeiro dom e o mais necessário, pelo qual amamos a Deus acima de tudo e o próximo por causa dele” (LG, 42)

56- “O Espírito Santo unifica a Igreja na comunhão e no ministério. Dota-a e dirige-a mediante os diversos dons hierárquicos e carismáticos” (LG, 4). O Espírito opera “pelas múltiplas graças especiais, chamadas de carismas, através das quais torna os fiéis aptos e prontos sobre si os vários trabalhos e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 798). Os carismas devem ser recebidos com gratidão e consolação. E não devem ser temerariamente pedidos nem se ter a presunção de possuí-los (cf. LG, 12).

57- haja muito discernimento na identificação de carismas e dons extraordinários. Diante das pessoas que teriam carismas especiais, o juízo sobre sua autenticidade e seu ordenado exercício compete aos pastores da Igreja. A eles, em especial, cabe não extinguir o Espírito, mas provar as coisas para ficar com o que é bom (cf. 1Ts 5,12.19.21). Assim, também no que se refere aos carismas, a RCC se atenha rigorosamente às orientações do Bispo Diocesano.

59- Ao implorar a cura, nos encontros da RCC ou em outras celebrações, não se adote qualquer atitude que possa resvalar para um espírito milagreiro e mágico, estranho à prática da Igreja Católica (cf. Eclo 38,11-12).

60- nas celebrações com os doentes não se usem gestos que são a falsa impressão de um gesto sacramental coletivo ou que uma espécie de “fluído espiritual” viesse a operar curas.

61- O óleo dos enfermos não deve ser usado fora da celebração do Sacramento. Para não criar confusão na mente dos fiéis, quem não é sacerdote não faça uso do óleo em benção de doentes, mas use apenas o Ritual de Bênçãos oficial da Igreja.

62- Orar e falar em línguas: O destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. O apóstolo Paulo ensina: “Numa assembléia prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência para instruir também aos outros, a dizer dez mil palavras em línguas” (1cor 14,19). Como é difícil discernir na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas e nunca se fale em línguas sem que haja interprete.

63- Dom da profecia: Na Bíblia, profeta é o que fala em nome de Deus. Dignifica, pois, um evangelizador. È a comunicação de assuntos espirituais aos participantes de reuniões comunitárias, aos quais se dirigem palavras de exortação e encorajamento. “Aquele que profetiza, fala aos homens: edifica, consola, exorta”(1 Cor 14,3). È um dom para o bem da comunidade e não tem em vista adivinhações futuras.

65- As assembléias, grupos de oração, retiros e outras reuniões evitem-se a prática do assim chamado “REPOUSO NO ESPÍRITO”. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento. ( Mais claro quer isso, só o Pe. Jonas Abib falando hehehehe, mais falando sério encontramos mais uma vez que a Igreja ainda não possui elementos que comprovem esta prática. Afinal em 2000 anos de Igreja não era encontrada esta prática de repouso.)

66- Poder do Mal e exorcismo: Cristo venceu o demônio e todo o espírito do mal. Nem tudo pode-se atribuir ao demônio, esquecendo-se o jogo das causas segundas e outros fatores psicológicos e até patológicos.

67- Quanto ao “poder do mal”, não se exagere a sua importância. E não se presuma ter o poder de “expulsar” demônios . O exorcismo só pode ser exercido de acordo com o que estabelece o Código de Direito Canônico (Cân.1172). Por isso, seja afastada a prática, onde houver, do exorcismo exercido por conta própria.

68-Procure-se ainda, formar adequadamente as lideranças e os membros da RCC para superar uma preocupação exagerada com o demônio, que cria ou reforça uma mentalidade fetichista, infelizmente presente em muitos ambientes.(Aqui encerra-se as obrigações que a RCC tem que fazer e obedecer para ser considerada uma parte vital para a Igreja, caso as observações não forem respeitadas, cometem erro contra a doutrina da Igreja, ainda que essas observações sejam válidas apenas para o movimento brasileiro com base na doutrina Universal da Igreja, aprovada pela Sé Apostólica).

PS: Não é intenção de nenhum membro deste blog julgar a RCC apenas estamos propondo uma exortação sobre a lei da RCC regulamentada aqui no Brasil pela CNBB com aprovação da Santa Sé.os comentários se referem a opinião pessoal de Anderson Macena que digitou e comentou alguns posts. Caso queira fazer algum comentário ao autor do texto envie email para andersonmacena@yahoo.com.br ou imprensa.shema@yahoo.com.br.

domingo, 26 de julho de 2009

Igreja muda ritos para evitar contágio da gripe A


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

A gripe suína ganha força neste inverno e já provoca mudanças até mesmo na Igreja Católica. O bispo da Diocese de Santo André, dom Nelson Westrupp, tomou uma medida inédita até o momento: para evitar o contágio entre fiéis, distribuiu comunicado recomendando que a hóstia não seja entregue na boca, que não se reze o Pai-Nosso de mãos dadas e que se suspenda o abraço da paz durante as missas no Grande ABC.

O contato espontâneo pode ocorrer a partir do momento em que os dedos do padre toquem a saliva de um fiel contaminado, levando até outro durante a comunhão. A oração de mãos dadas também favorece a transmissão do vírus influenza A (H1N1), assim como o abraço efusivo.

A preocupação de dom Nelson aumentou na última semana e a ideia de alertar os católicos durante as missas surgiu de forma espontânea. "Foi algo que brotou do meu coração, como um desejo de colaborar com as pessoas. A intenção é de, sobretudo, ajudar a população", explicou.

O bispo lembra que as recomendações não alteram a celebração e que tem autoridade suficiente para fazer as modificações na diocese, por não infringir leis universais da Igreja. "São pontos que não vão mudar em nada a substância, a própria essência da missa."

O líder católico lembra que, durante a gripe espanhola (1918), o interior de igrejas favoreceu a disseminação do vírus, por facilitar a agloremação de multidões em ambiente fechado. Baseado nisto, dom Nelson pode até mesmo solicitar a suspensão das missas em um limite extremo, caso o quadro se torne insustentável. "Temos que defender o bem maior, que é o dom da vida. Foi dado por Deus e podemos louvá-lo também em casa."

Relutância - As recomendações encontram resistência entre fiéis mais tradicionais. A aposentada Ana Maria de Oliveira, 65 anos, rezava na tarde de ontem na Matriz de São Bernardo e se dizia imune à doença. "Vou continuar a dar o abraço durante a missa. É algo que recebi da minha mãe. Estou protegida."

Na mesma paróquia, o padre Ervínio Vivian afirmou serem importantes as recomendações e que vai informar aos fiéis, especialmente nas missas dominicais. "As pessoas percebem mudanças no cotidiano. Isso choca e ao mesmo tempo conscientiza."

O choque visto como positivo por padre Ervínio é motivo de preocupação para o padre Nivaldo Lenzi. Na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Santo André, ele se absteve de passar recomendações diretamente aos frequentadores da igreja no horário do almoço. Acredita que se pode criar pânico, por isso pretende utilizar pessoas próximas para falar aos congregados. "Temo apavorar a todos. E não se deve perder a alegria da celebração."

Para dom Nelson, a preocupação é outra. "Temos de ter simplicidade. Não dá para complicar. É algo maior que está em jogo, por isso a importância das recomendações."

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CATOLICO PODE TAMBÉM SER ESPÍRITA?

Pediram-me: “Anderson, explique em sua coluna do Jornal da Universidade,EM DIA COM A FÉ, se católico pode ser também espírita!”. Não só pela necessidade de atender à pergunta, mas para estar sintonizado com o Ano Catequético que vivenciamos atualmente no Brasil, publico, em forma de um quadro comparativo, as 40 razões pelas quais católico não pode ser espírita. As razões foram escritas por Frei Boaventura Kloppenburg, já falecido, o qual foi um dos maiores teólogos católicos do Brasil, e também um profundo conhecedor da doutrina espírita.
Creio que saber e divulgar o que aqui é exposto não invalida os propósitos de um sadio ecumenismo aprovado pela Igreja, pelo qual, todas as formas e compreensões religiosas merecem respeito, sim, mas não supõe que as partes em diálogo tenham que negar a sua própria identidade. É neste sentido que o texto abaixo deve ser lido.


O CATÓLICO BEM INSTRUÍDO NA SUA DOUTRINA


1) Sabe que o homem tem uma inteligência limitada;admite a possibilidade do mistério e aceita que há verdades reveladas por Deus.
2)Crê que Deus pode fazer e de fato fez milagres para comprovar Sua revelação.
3) Crê que os livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus e que, por isso, não podem ter erros em questões de fé e de moral.
4) Crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que os ajudasse a transmitir e conservar fielmente as verdades divinamente reveladas.
5) Crê que o Papa, sucessor de São Pedro, é infalível sempre que com sua suprema autoridade, decide solenemente questões de fé ou moral.
6) Crê que Jesus instituiu uma Igreja com o fim de continuar através dos séculos Sua obra de santificação dos homens.
7) Crê que Jesus nos ensinou todas as verdades religiosas necessárias e suficientes para a nossa eterna salvação.
8) Crê que em Deus há uma só natureza e três pessoas, Pai, Filho, Espírito Santo.
9) Crê que Deus é o Criador de todas as coisas, realmente distinto do mundo e um Ser Pessoal e Consciente.
10) Crê que Deus é libérrimo para criar ou não criar o mundo e fazê-lo como melhor lhe parece.
11) Crê que Deus fez o mundo do nada, com o simples império de sua vontade onipotente.
12) Crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo.
13)Crê que Deus interveio diretamente na formação do primeiro homem.
14) Crê que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma
15) Crê que a alma é um espírito sem matéria.
16) Obedece a Deus que, sob penas severas, proibiu a evocação dos mortos.
17) Crê na existência de anjos, seres espirituais mais perfeitos que o homem.
18) Crê que uma parte dos anjos, os demônios, se revoltou contra Deus, sendo condenados ao inferno.
19) Crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, Deus igual ao Pai e ao Espírito Santo.
20) Crê que Jesus fez verdadeiramente milagres para comprovar sua missão divina.
21) Crê que Jesus Cristo é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana.
22) Crê que Maria Santíssima é Mãe de Deus, isto é, de Cristo que é Deus, e por isso imaculada, sempre virgem e assumida ao céu em corpo e alma.
23) Crê que Cristo veio para salvar e remir a humanidade por sua vida, paixão e morte na cruz.
24) Crê que o filho de Adão nasce sem os dons da graça com que Deus adornara generosamente a natureza humana, isto é, que nascemos todos com o pecado original.
25) Crê que Deus está sempre disposto a nos ajudar com a sua graça e seus favores.
26) Crê que Deus pode perdoar os pecados ao pecador que a Ele se volta arrependido e contrito, com o propósito sincero de não tornar a pecar.
27) Crê que a vida de penitência e de oração e contemplação aperfeiçoa o homem.
28) Crê que, mediante os sacramentos por Cristo instituídos, o homem pode ser elevado à ordem da vida sobrenatural, que nos torna filhos adotivos de Deus e herdeiros do céu.
29) Crê que Jesus instituiu sete sacramentos como meios por Ele determinados de santificação.
30) Crê que é pelo batismo que o homem deve iniciar a sua santificacão.
31) Crê que Jesus está verdadeiramente presente no Pão Eucarístico para ser o alimento da nossa vida sobrenatural.
32) Crê que a confissão é um meio determinado por Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo e de que sinceramente nos arrependemos.
33) Crê que o matrimônio é um sacramento instituído por Cristo para estabelecer uma santa e indissolúvel união entre o homem e a mulher.
34) Crê que o homem vive uma só vez sobre a terra e que desta única existência depende a vida eterna.
35) Crê que depois da morte o homem deve comparecer perante Deus e prestar contas de sua vida.
36) Crê na existência de um lugar e um estado chamado purgatório, onde se purificam as almas dos justos que morreram com pecados leves não arrependidos ou com castigos temporais não satisfeitos.
37) Crê na existência do céu, estado e lugar da felicidade sem fim, para onde vão aqueles que morreram plenamente justificados com Deus.
38) Crê que todo aquele que morrer impenitente e obstinado em pecado grave deliberada e voluntariamente cometido, será condenado ao inferno.
39) Crê que no fim do mundo todos hão de ressuscitar com seus próprios corpos.
40) Crê que no fim do mundo haverá um juízo final, presidido por Cristo.

O ESPÍRITA BEM INSTRUÍDO NA SUA DOUTRINA
1) Proclama que absolutamente não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.
2) Rejeita a possibilidade do milagre e dogmatiza que também Deus deve obedecer às leis da natureza.
3) Declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi inspirada por Deus.
4) Declara que os apóstolos e seus sucessores, o Papa e os Bispos, não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo o que eles nos transmitiram, está errado e falsificado.
5) Proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.
6) Declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.
7) Proclama que o espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e mesmo a substituir o Evangelho de Cristo.
8) Nega este augusto e fundamental mistério da Santíssima Trindade.
9) Afirma que Deus é a alma do mundo e que os homens são partículas de Deus, professando assim um perfeito panteísmo
10) Muitos espíritas dogmatizam que Deus devia necessariamente desde toda eternidade criar e devia fazer todos os homens iguaizinhos.
11) Dogmatiza que o mundo, ou sempre existiu e apenas se aperfeiçoou, ou é uma emanação de Deus.
12) Dogmatiza que a nossa alma é o resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.
13) Dogmatiza que o primeiro homem era um macaco evoluído.
14) Dogmatiza que é um composto entre perispírito e alma e que o corpo é apenas um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espírito”.
15) Dogmatiza que a alma “é a matéria quintessenciada”.
16) Fez desta evocação uma nova religião.
17) Dogmatiza que não há anjos, mas apenas espíritos mais evoluídos e que eram homens.
18) Dogmatiza que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos, mas que alguma vez alcançarão a perfeição.
19) Nega esta verdade fundamental da fé cristã e dogmatiza que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.
20) Nega as ressurreições e os outros milagres operados por Cristo.
21) Grande parte dos espíritas dogmatiza que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.
22) Nega e ridiculariza todos os privilégios da excelsa Mãe de Jesus.
23) Dogmatiza que Jesus não é nosso redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo ainda de um modo obscuro e incerto e que cada um precisa remir-se a si mesmo.
24) Dogmatiza que Deus assim seria injusto e por isso nega o pecado original.
25) Dogmatiza que Deus não pode conceder nem graças nem favores, mas tem que dar a todos exatamente o mesmo.
26) Dogmatiza que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, em sempre novas encarnações.
27) Dogmatiza que a penitência voluntária e a contemplação nada valem perante Deus.
28) Nega qualquer graça santificante e a vida sobrenatural.
29) Nega toda eficácia sobrenatural dos sacramentos.
30) Nega que Jesus mandou se batizassem todos os homens para a remissão dos pecados e infusão da vida sobrenatural.
31) Ridiculariza a Eucaristia como pura “pantomina e palhaçada do catolicismo”.
32) Dogmatiza que cada qual precisa reparar o mal por meio de novas reencarnações, sem o que Deus não pode perdoar pecados.
33) Proclama que o casamento é solúvel e que o divórcio é uma lei natural.
34) Dogmatiza que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.
35) Dogmatiza que este juízo particular é pura fantasia e imaginação.
36) Decreta que este purgatório não existe, mas foi inventado pela Igreja para ganhar dinheiro.
37) Ridiculariza e zomba deste céu como de um lugar de “eterna e fastidiosa ociosidade”.
38) Dogmatiza que o inferno foi inventado para assustar crianças.
39) Dogmatiza que não pode haver ressurreição dos mortos.
40) Dogmatiza que Jesus não virá para julgar todos os homens.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Os Cristeros - Conflito contra a maçonaria




Quem estuda um pouco da história sabe bem dos diversos conflitos entre a Igreja e a maçonaria. Em diversas localidades, e isso inclui o Brasil com o exemplo de Bispo Dom Vital, que toma posse como Bispo de Olinda em 24 de maio de 1872, A Maçonaria tentou controlar ou exterminar a Igreja.

Dom Vital escreve: “Até 1872, a Maçonaria no Brasil respeitou a religião católica. Introduziu-se no clero, nos conventos, nos cabidos, nas confrarias. Mas quando teve um Grão-Mestre à frente do Governo nacional, julgou oportuno atacar a Igreja” (citado por Antônio Carlos Villaça, in História da Questão Religiosa no Brasil, pág. 7).

Usando de diversas formas, desde o infiltramento no clero até o próprio combate armado a maçonaria tentou desfigurar a Igreja Católica. A exemplo do Brasil, No México bastou que o Governo tivesse um líder maçon para que se tentasse extirpar a Igreja de seu território.

Assim é a história dos Cristeros.
Gente humilde, leigos e clérigos, que tentaram lutar em favor da Igreja e da liberdade religiosa no México.

Abaixo transcrevemos parte do texto da revista Pergunte e responderemos, de autoria de Dom Estevão Bettencourt, osb com parte de uma matéria do Jornal O LUTADOR de Belo Horizonte:

Reproduzimos, a seguir, artigo sobre a Maçonaria publicado no jornal belohorizontino O
LUTADOR, edição de 15 a 21 de junho de 1997, p. 8. São páginas que revelam aspectos pouco divulgados da Maçonaria, aptos a explicar o difícil diálogo entre tal sociedade secreta e a Igreja. Agradecemos à Redação daquele periódico o direito de reprodução.

“RELAÇÕES NADA CORDIAIS"

Tudo o que é secreto, desperta interesse. Tudo o que é proibido, seduz. O que parece beneficente, se faz simpático. Será por isso que tantos católicos ainda têm dúvidas sobre a “condenação” da maçonaria e recebem com desconfiança as advertências da Mãe-Igreja? Seja como for, o exame das relações entre cristãos e maçons na História do Brasil, bem como no México, traz à luz os sinais do ódio contra a Igreja de Jesus Cristo. Bispos presos, padres fuzilados, centenas de leigos assassinados a sangue frio ... Ao menos naquele tempo e naquelas circunstâncias.

MATANDO O ESCORPIÃO

Que é a Maçonaria ? Uma sociedade secreta. Qual o seu objetivo ? Tomar o poder. Como provar essa afirmação ? Pelo exemplo mexicano. A 5 de fevereiro de 1917, foi aprovada a Constituição do México, maçônica, ainda em vigor no México, após 80 anos. O presidente era Venustiano Corranza, também ele maçon, como todos os demais que se elegeram até hoje.

A Constituição restringia a liberdade religiosa, considerava crime o ensino religioso e a profissão dos votos. Ao mesmo tempo, desapropriava sumariamente os bens eclesiásticos, negando personalidade jurídica à Igreja e encerrando-a no âmbito das sacristias. Os sacerdotes foram privados de seus direitos políticos (votar e ser votado, herdar, possuir bens etc.), mas deviam prestar serviço militar.

Além disso, o Governo determinava o número de sacerdotes permitidos em cada localidade e decretava quem estava habilitado ao ministério. Só mexicanos de nascimento podiam ser sacerdotes. A partir de 1926, com a “Lei Calles”, Vera Cruz tinha um sacerdote “autorizado” para cada 100 mil habitantes.

Em Sonora, foram fechadas todas as Igrejas. Os sacerdotes sumariamente eliminados. Segundo Fidel Gonzáles, em artigo na revista “30 DIAS” (ago/93), “a violência contra a Igreja era dirigida sobretudo pelas lojas maçônicas e por um de seus grupos, o de Sonora, que alcançou com Calles (presidente de 1924 a 1928) o controle total do poder”.

Álvaro Obregón, um dos responsáveis diretos pelo assassinato do Pe. Agustin Pro (herói do conhecido livro Despistou Mil Secretas), declarou em discurso público: “Quando uma formiga nos pica, não procuramos a formiga para matá-la; pegamos um balde de água fervente e a derramamos no formigueiro. Quando um escorpião nos pica, nós o matamos; pegamos uma lanterna para procurá-lo e, se encontrarmos outro escorpião, não o deixamos viver, porque não foi ele que nos picou; nós o matamos, porque pode nos envenenar”.

UMA LEGIÃO DE MÁRTIRES

Em 1992, o Papa João Paulo II beatificou Miguel Agustin Pro e os 22 sacerdotes mártires mexicanos. Seu crime ? Exercer secretamente o seu ministério, confessando os penitentes, ungindo os enfermos e celebrando a Eucaristia. São mártires in odium fidei (por ódio à fé). Mas também o foram in odium Ecclesiae, (por ódio à Igreja), pois o objetivo do Governo maçon que mantinha o poder no México era não só erradicar a Igreja Católica, mas eliminar da vida nacional o próprio acontecimento cristão.

O episcopado tentou reagir desde o início. Uma Carta Pastoral dos Bispos mexicanos apontava sem medo o projeto governamental de “aniquilar o catolicismo”, entranhado na alma do povo. O Governo reagiu com decretos que visavam a “mexicanizar” a Igreja, tal como fizeram os países comunistas (China, Vietname etc), que favoreceram o surgimento de uma “igreja nacional”, “patriótica”, sem ligação hierárquica com Roma.

A 31 de julho de 1926, os Bispos suspenderam todas as celebrações no país. Explodia a perseguição contra o clero e as lideranças leigas. Lares invadidos, interrogatórios, tortura e julgamento de fachada. Dezenas de milhares de católicos (50 mil homens, segundo alguns historiadores) sublevaram-se e empunharam armas. Começava a guerra dos “cristeros”, que terminaria com o acordo de paz em junho de 1929. Embora sofrendo com a falta de armas, os “cristeros” estavam em seu apogeu e dominavam um vasto território. Os Bispos aceitaram um acordo com o Governo (as circunstâncias não são claras até hoje) e pediram aos fiéis para interromper a luta e cessar fogo. Tão logo as armas foram entregues, começou a matança. A Igreja tinha sido traída.

Dolores Ortega, 85 anos, remanescente de uma família de “cristeros” , declara: “Todos sabiam que era um truque, que o Governo nunca respeitaria o seu compromisso. Todos o sabiam, nós da Liga (para a Defesa da Liberdade Religiosa) e também os “Cristeros”. Quando nos pediram para interromper a luta, sentimos uma dor surda, uma angústia mais forte do que a provação que a guerra exigia”. Mesmo assim, obedeciam por fidelidade ...


Os Cristeros foram brutalmente e covardimente torturados e assassinados. Poucas chances haviam para eles tendo que combater com o exercito a polícia e todo o armamento bélico do estado. Contra isso tinham apenas alguns poucos armamentos, muitas vezes roubados de carregamentos do exeŕcito, muita coragem e fé.
Muitas famílias foram fuziladas por não negarem a fé em cristo. Desde os pais até as crianças e peincipalmente os jovens, que representavam boa parte da força da combate dos cristeros.

Fato também inegável foi a morte de vários Padres e o fechamento, como dito acima, de muitas igrejas. Vejamos abaixo o texto do Blog Observatório da Perseguição:


Por Arturo Fontagordo (Observatório da perseguição)


No período entre 1914 a 1934, o mais cruento da perseguição religiosa no México, sacerdotes, leigos, homens e mulheres ofereceram sua vida ao grito de “Viva Cristo Rei!”, de onde vem a designação “cristero”, inicialmente depreciativa, mas que hoje soa aos nossos ouvidos com um ar de martírio.

Uma tensa conciliação entre Estado e Igreja foi mantida a partir da promulgação da Constituição de 1917. A Igreja havia recuperado o poder espiritual perdido durante a guerra de reforma e exercia grande influência na formação de sindicatos de trabalhadores e camponeses.

Durante o governo de Álvaro Obregón ocorreu o primeiro conflito grave, que prenunciava como seriam as relações nos anos posteriores. Com a chegada do delegado apostólico Filippi para abençoar o Cerro del Cubillete em Silao, onde seria erigido um monumento ao Cristo Rei, o povo comparece em massa para venerá-lo e a resposta do governo é expulsar o emissário do país.

A partir de 1925, com Calles no poder, comandando os anticlericais do norte, as posições se polarizam. A perseguição religiosa teve seu ponto culminante entre 1925 e 1929, quando Calles promulgou uma lei de culto que levou à prática as disposições da Constituição de 1917.
Essas disposições, conhecidas como “Lei Calles”, estabeleciam o número de ministros consagrados por localidade, proibiam a presença de sacerdotes estrangeiros no país, limitavam o exercício dos atos de culto e, entre outras disposições, proibiam seminários e conventos.
Saíram do país 183 sacerdotes estrangeiros e 74 conventos foram fechados.

Perante essas restrições e após frustrantes negociações por parte dos bispos mexicanos com as autoridades do governo, a Igreja do México, em sinal de protesto, decidiu suspender os atos de culto.

Entretanto, a Liga Nacional de Defesa da Liberdade Religiosa assumiu a responsabilidade de organizar a resistência.
Nos primeiros dias de janeiro de 1927, depois de surtos espontâneos de rebelião e forte repressão por parte do exército, o povo se sublevava aos gritos de “Viva Cristo Rei!”, na parte ocidental do México (especialmente em Jalisco, Aguascalientes, Michoacán, Guanajuato e Colima).
Alguns sacerdotes, ainda que em número exíguo, se uniram a eles, mas a maior parte optou por uma resistência pacífica.

O número de cristãos que ofereceram suas vidas é altíssimo, com muitos mártires anônimos. Entre todos eles, se destacam 22 sacerdotes diocesanos e 3 jovens leigos que já foram canonizados.

O primeiro desses mártires é o pároco Cristóbal Magallanes.
Um caso não relacionado, mas da mesma época é o do jesuíta Miguel Agustín Pro Juárez.
Preso depois de um atentado contra o general Álvaro Obregón em 13 de novembro de 1927, o sacerdote foi fuzilado na delegacia de polícia. Seu nome se encontra hoje entre os beatos.

A luta foi desigual. O exército, bem armado e equipado, estava sob as ordens do Secretário de Marinha e de Guerra Joaquín Amaro, conhecido como “Come Padres” por sua postura anticlerical. Em 1927, o exército tinha 80.000 homens, porém a desigualdade de homens e armas não deteve os cristeros: onde a insurreição parecia ter sido abafada acabava ressurgindo em alguns dias.

A ferocidade da milícia e os ataques contra a população civil fizeram com que os cristeros fossem apoiados pelo povo e pelas autoridades políticas das localidades.
Taticamente, o movimento cristero superava a milícia regular. Estavam organizados em pequenos grupos e, por falta de meios e armas, atacavam intempestivamente, se retirando depois para a serra, onde seu profundo conhecimento do terreno e sua condição de excelentes cavaleiros lhes permitiam fugir rapidamente, enquanto e exército, com infantaria desenvolvida, se via impossibilitado de prosseguir a perseguição.

Ante a impossibilidade de controlar a rebelião, o general Amaro organizou as “concentrações”, onde os camponeses do local eram obrigados se reunir em determinado povoado, em uma data assinalada, se isso não acontecesse, as pessoas encontradas fora da zona de concentração eram fuziladas sem julgamento, o que também significou perda de colheitas, fome e enfermidades para a população civil.

Outro fator importante da luta cristera foi a formação das Brigadas Femininas de Santa Joana D’Arc. Seu trabalho era procurar dinheiro, provisões, relatórios, refúgio, cura e proteção para os combatentes, além de guardarem voto de silêncio, o que permitia um trabalho mais efetivo.
Em março de 1928, as Brigadas Femininas foram contabilizadas como tendo 10.000 militantes.

No final de 1928 a guerra estava em seu apogeu e os cristeros contavam com 30.000 homens.

As “concentrações”, só conseguiam aumentar os levantes entre a população pacífica e, além disso, os cristeros se organizaram para que os camponeses não perdessem suas plantações, colhendo o milho e o guardando para seus donos.
A falta de munição impediu que tivessem maiores vitórias, mas a rebelião já não podia ser contida e o êxito cristero parecia cada vez mais próximo.

Em 1929 a proximidade das eleições presidenciais trouxe a conjuntura política que resolveu o conflito.
Durante os anos de luta, Estado e Igreja mantiveram negociações secretas.
A Santa Sé encarregou o Monsenhor Ruíz y Flores das negociações e, por intermédio do embaixador norte-americano Morrow, foi estabelecida uma série de acordos com Calles.
Em junho de 1929 Ruíz y Flores chega ao México e entre 12 e 21 desse mês acaba a guerra.
Morrow redige o memorando e no dia seguinte são publicados os “acertos”: a Lei Calles é suspensa, mas não derrubada; é outorgada a anistia aos rebeldes; os templos são restituídos e a Igreja pode celebrar novamente os cultos.

Muitos, entre eles o general Gorostieta, que chegou a ser o chefe dos rebeldes, viram nos “acertos” uma claudicação da causa cristera.

A guerra foi dada como encerrada sem o consentimento dos que participaram das lutas, mas que aceitavam as ordens da hierarquia eclesiástica.

A verdade foi que, uma vez entregues as armas, os cristeros inermes e suas famílias foram sistematicamente aniquilados pelas forças governamentais.
Dezenas de milhares de gargantas que já não podiam gritar “Viva Cristo Rei!” no campo de batalha o fizeram de costas, no paredão.

Veja abaixo vídeos sobre os A Revolução dos Cristeros com Depoimento dos sobreviventes.









Fonte:
Revista Pergunte e Responderemos (Dom Estevão Bettencourt, osb).
Blog Observatório da perseguição.
Jornal O Lutador.
Arquivos do Youtube.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

AMIZADE! UM BELO EXEMPLO DE AMOR.



Na Mesma data onde o Apostolado Shemá completa 6 meses de existência, gostariamos de aproveitar e compartilhar com nosso leitor, o valor da amizade.



Pv. 17:17 “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.”
.


Essa é a mensagem do Apostolado Shemá a todos os nossos amigos, os amigos recentes, os antigos, o amigos da mesma Fé, e os que mesmo não compartilhando da nossa crença, acompanham o nosso trabalho.

Que Deus Abençoe Você!

Compartilhe conosco o valor da amizade: Deixe um comentário.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

CONGREGATIO PRO CLERICIS (CONGREGAÇÃO PARA O CLERO)


Reflexões do Arcebispo Secretário.( com exclusividade para o apostolado Shemá, direto de Roma com o apoio do Mons. Giovanni Carrù, sub-secretário da Congregação para o Clero)


“Queres exercer o ministério sacerdotal por toda a vida, colaborando com o Bispo no serviço ao Povo de Deus, guiado pelo Espírito Santo"
(Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum,
editio typica altera (Typis Polyglottis Vaticanis 1990)


Caríssimos irmãos no Sacerdócio,

É com grande alegria que me dirijo a todos vós, neste “tempo santo”, que a Divina Providência oferece-nos, tendo ainda diante dos olhos e presente no coração a experiência espiritual da inauguração do Ano Sacerdotal, durante as Segundas Vésperas da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, presidida pelo Santo Padre no dia 19 de junho último, na Basílica de São Pedro.
Durante todo o Ano Sacerdotal, na segunda quinzena de cada mês e tendo como base os textos da Liturgia de Ordenação, terei a alegria de oferecer-vos uma breve reflexão vinda do coração e inspirada no amor pelo Sacerdócio católico. Espero que possa ser um modesto auxílio e contribuição para a meditação comum, sendo uma “companhia cristã e sacerdotal” neste Ano no qual, com o Sucessor de Pedro, todos queremos experimentar uma profunda “renovação espiritual”.

A Igreja, na sua materna sabedoria, sempre ensinou-nos que o ministério nasce a partir do encontro de duas liberdades: divina e humana. Se, por um lado devemos sempre recordar-nos que “ninguém pode arrogar-se tal encargo. É-se chamado a ele por Deus” (CIC n. 1578), por outro lado, evidentemente, é sempre um “eu humano criado” – com a própria história e identidade, com as próprias qualidades e também com os próprios limites – que responde ao chamado divino.

A tradução litúrgico-sacramental do assimétrico e necessário diálogo entre a liberdade divina que chama, e a liberdade humana que responde, é representada pelas perguntas feitas a cada um de nós pelo Bispo, durante o Rito da nossa ordenação, antes da imposição das mãos. Nos próximos meses, percorreremos juntos este “diálogo de amor e de liberdade”.
Foi-nos perguntado individualmente: “Queres exercer o ministério sacerdotal por toda a vida, colaborando com o Bispo no serviço ao Povo de Deus, guiado pelo Espírito Santo?”. Ao que respondemos: “Quero”.

A resposta, livre e consciente, fundamenta-se em um ato explícito da vontade (“Quereis exercer”: “sim, quero”) que, como bem sabemos, deve ser continuamente iluminado pelo juízo da razão e sustentado pela liberdade, para que não se transforme em voluntarismo estéril ou – o que seria ainda pior – para que não se transforme, com o passar do tempo, em infidelidade. O ato da vontade é, por sua natureza, estável, justamente porque é um ato humano, no qual se exprimem as qualidades fundamentais das quais o Criador nos fez partícipes.
O compromisso que assumimos é “para toda a vida” e, portanto, não está relacionado, de forma mais ou menos evidente, a entusiasmos e gratificações, nem muito menos a sentimentos. O sentimento tem um papel determinante para o conhecimento da verdade e, desde que seja colocado, como uma lente, no seu “justo lugar”, não será um obstáculo para o conhecimento, mas sim algo que o favorecerá. Todavia, trata-se tão somente de um dos fatores do conhecimento, não podendo ser determinante.

A nossa vontade consentiu de exercer “o ministério sacerdotal”, não outras “profissões”! Antes de tudo, somos chamados a ser sempre sacerdotes, – como nos recordam os Santos – em todas as circunstâncias, exercendo com todo o nosso ser o ministério ao qual fomos chamados. Não se “vive como padre”, mas se “é padre”!

Caros irmãos, durante este Ano Sacerdotal renovemos a comoção de nos levantarmos todas as manhãs recordando-nos quem somos, aquilo que o Senhor quis que fôssemos na Igreja: para Ele, para o Seu povo e para a nossa própria salvação eterna!
Cada um de nós faz parte de um “organismo”, e somos chamados a colaborar e a mostrar, de diversas formas, a Cabeça deste Corpo. Sempre “colaborando com o Bispo”, em obediência ao bem que Ele nos indica e “guiados pelo Espírito Santo”, ou seja, em um clima de oração constante. Só quem reza pode escutar a voz do Espírito Santo, como bem recordou o Santo Padre na Audiência Geral de 1º de Julho último: “Quem reza não tem medo; quem reza nunca está sozinho; quem reza se salva!”.

Que a Bem-Aventurada Virgem Maria, Mulher do “tudo” e do “para sempre”, nos assista e nos proteja! Bom prosseguimento do Ano Sacerdotal!



+ Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana
Secretário


Vaticano,15 de julho de 2009

O NOME “IGREJA CATÓLICA”, DESDE OS APÓSTOLOS – CITAÇÕES DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS

“Quando Jesus Cristo diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei A MINHA IGREJA, e as portas do inferno não prevalecerão contra ELA” (Mt 16, 18.) a que Igreja se refere? Não é ao Protestantismo, nem a nenhuma Igreja protestante em particular, porque as Igrejas protestantes só começaram a existir no século XVI.

Refere-se, sem dúvida alguma, à IGREJA CATÓLICA; é fácil demonstrá-lo.

Logo nos inícios da Igreja, os seguidores de Cristo foram designados com o nome de cristãos. Assim podiam distinguir-se dos filósofos pagãos e dos judeus ou seguidores da sinagoga. Este nome de cristãos como se sabe, já vem na própria Bíblia, e tal denominação começou em Antioquia: “em Antioquia é que foram os discípulos denominados CRISTÃOS, pela primeira vez” (At 11, 26), “Então Agripa disse a Paulo: Por pouco me não persuade a fazer-me CRISTÃO” (At 26, 28). “Se padece como CRISTÃO, não se envergonhe; mas glorifique a Deus neste nome” (1Pd 4, 16).

Aconteceu, porém que, tão logo a Igreja começou a propagar-se, começaram a aparecer os hereges, seguindo doutrinas diversas daquela que tinha sido recebida dos Apóstolos, mas tomando o nome de cristãos, pois também criam em Cristo e d’Ele se diziam discípulos. Era preciso, portanto, um novo nome para designar a verdadeira Igreja, distinguindo-a dos hereges. E desde tempos antiqüíssimos, desde os tempos dos Apóstolos, a Igreja começou a ser designada como IGREJA CATÓLICA, isto é, UNIVERSAL, a Igreja que está espalhada por toda a parte, para diferençá-la dos hereges, pertencentes às igrejinhas isoladas que existiam aqui e acolá.

70 a 107 d.C.

1. Já Santo Inácio de Antioquia, que foi contemporâneo dos Apóstolos, pois nasceu mais ou menos no ano 35 da era cristã e, segundo Eusébio de Cesaréia no seu Chrónicon, foi bispo de Antioquia, entre os anos 70 e 107, já Santo Inácio nos fala abertamente da Igreja Católica, na sua Epístola aos Esmirnenses: Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a IGREJA CATÓLICA (Epístola aos Esmirnenses c 8, 2).

2. Outro contemporâneo dos Apóstolos foi São Policarpo, bispo de Esmirna, que nasceu no ano 69 e foi discípulo de São João Evangelista. Quando São Policarpo recebeu a palma do martírio, a Igreja de Esmirna escreveu uma carta que é assim endereçada: “A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a todas as paróquias da IGREJA SANTA E CATÓLICA em todo o mundo. Nessa mesma Epístola se fala de uma oração feita por São Policarpo, na qual ele “fez menção de todos quantos em sua vida tiveram trato com ele, pequenos e grandes, ilustres e humildes, e especialmente de toda a IGREJA CATÓLICA, espalhada por toda a terra” (c. 8).

2º Século d. C.

3. O Fragmento Muratoriano que é uma lista feita no segundo século, dos livros do Cânon do Novo Testamento fala em livros apócrifos que “não podem ser recebidos na IGREJA CATÓLICA”.

4. São Clemente de Alexandria (também do século segundo) responde à objeção dos infiéis que perguntam: “como se pode crer, se há tanta divergência de heresias, e assim a própria verdade nos distrai e fatiga, pois outros estabelecem outros dogmas?” Depois de mostrar vários sinais pelos quais se distingue das heresias a verdadeira Igreja, assim conclui São Clemente: “Não só pela essência, mas também pela opinião, pelo princípio pela excelência, só há uma Igreja antiga e é a IGREJA CATÓLICA. Das heresias, umas se chamam pelo nome de um homem, como as que são chamadas por Valentino, Marcião e Basílides; outras, pelo lugar donde vieram, como os Peráticos; outras do povo, como a heresia dos Frígios; outras, de alguma operação, como os Encratistas; outras, de seus próprios ensino, como os Docetas e Hematistas“. (Stromata 1.7. c. 15).

3º Século d.C em diante.

5. No século III, Firmiliano, bispo de Capadócia, diz assim: “Há uma só esposa de Cristo que é a IGREJA CATÓLICA (Ep. De Firmiliano nº 14).

6. São Frutuoso, martirizado no ano 259, diz: “é necessário que eu tenha em mente a IGREJA CATÓLICA, difundida desde o Oriente até o Ocidente”. (Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3).

7. Lactâncio, convertido ao cristianismo no ano 300, diz: Só a IGREJA CATÓLICA é que conserva o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; do qual se alguém sair, está privado da esperança de vida e salvação eterna” (Livro 4º cap. III).

8. São Paciano de Barcelona (morto no ano 392) escreve na sua epístola a Simprônio: “Como, depois dos Apóstolos, apareceram as heresias e com nomes diversos procuram cindir e dilacerar em partes aquela que é a rainha, a pomba de Deus, não exigia um sobrenome o povo apostólico, para que se distinguisse a unidade do povo que não se corrompeu pelo erro?… Portanto, entrando por acaso hoje numa cidade populosa e encontrando marcionistas, apolinarianos, catafrígios, novacianos e outros deste gênero, que se chamam cristãos, com que sobrenome eu reconheceria a congregação de meu povo, se não se chamasse CATÓLICA? (Epísola a Simprônio nº 3). E mais adiante, na mesma epístola: “Cristão é o meu nome; CATÓLICO, o sobrenome” (idem nº 4).

9. São Cirilo de Jerusalém (do mesmo século IV) assim instruiu os catecúmenos “Se algum dia peregrinares pelas cidades, não indagues simplesmente onde está a casa do Senhor, porque também as outras seitas de ímpios e as heresias querem coonestar com o nome de casa do Senhor, as suas espeluncas; nem perguntes simplesmente onde está a igreja, mas onde está a IGREJA CATÓLICA; este é o NOME PRÓPRIO desta SANTA MÃE de todos nós, que é também a ESPOSA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO (Instrução Catequética c. 18; nº 26).

10. Santo Agostinho (do séc V) dizia: “Deve ser seguida por nós aquela religião cristã, a comunhão daquela Igreja que é a CATÓLICA, e CATÓLICA, é chamada não só pelos seus, mas também por todos os seus inimigos” (Verdadeira religião c 7; nº 12).

11. E quando o Concílio de Constantinopla, no ano de 381, colocou, no seu Símbolo estas palavras: “Cremos na Igreja Una, Santa, CATÓLICA e Apostólica”, isto não constituía novidade alguma, pois já desde tempo antiquíssimo, se vinha recitando no Credo ou Símbolo dos Apóstolos: creio na Santa Igreja CATÓLICA.

Não são poucos os exemplos aqui expostos, nem tampouco os únicos. No entanto creio que são suficientes para provar historicamente, ou seja, por meio de citações em documentos historicamente comprovados, que a Igreja que Jesus Cristo fundou é a mesma que os apóstolos continuam até hoje em uma sucessão ininterrupta por mais de 2000 anos: a Igreja Católica.

Fontes:

- Pe. Divino Antônio Lopes, Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima (http://www.filhosdapaixao.org.br)

- Santo Inácio de Antioquia, Epístola aos Esmirnenses c 8, 2

- São Paciano de Barcelona, Epístola a Simprônio nº 3

- São Clemente de Alexandria, Stromata 1.7. c. 15

- Firmiliano, Ep. De Firmiliano nº 14

- São Frutuoso, Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3

- Lactâncio, Livro 4º cap. III

- São Cirilo de Jerusalém, Instrução Catequética c. 18; nº 26

- A Verdadeira Religião, Santo Agostinho

http://catolicismo.wordpress.com/


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