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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Verdadeiros Heróis




Caros leitores,

Como bem sabemos, vivemos em uma sociedade cada vez mais hedonista, egoísta e individualista. Onde fazer o que me é vantajoso esta em primeiro lugar.
Toda essa cultura, por demais enraizada no homem moderno, atrapalha a sua sensibilidade e percepção do bem comum, não só material, mas também espiritual.
É esta cultura que vem transformando virtudes em barreiras para uma pseudo-evolução humana.
Evolução esta que atinge a sociedade como um todo. Seja religiosa, social ou individualmente.

Para os cristãos esta cultura tem sido particularmente transtornante quando se quer viver os mandamentos de Deus e da Igreja, sobretudo nos campos da sexualidade e moral.

Sabemos o quanto é difícil seguir os ensinamentos de Cristo e da Igreja.
Anexada a esta dificuldade, que é natural (São Mateus 16,24-
Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo,
tome sua cruz e siga-me. ), estão inseridas as mentalidades "modernas", que por muitas vezes são imorais e covardes, contribuindo assim para uma sociedade que, não mais simplesmente questiona os ensinamentos de Cristo e de sua Igreja, como ocorria outrora, mas simplesmente rejeita qualquer proposta que traga a sua vida algum tipo de contrição ou penitência.

Este tipo de pensamento é contraditório com o próprio cristianismo e com a natureza humana e diversos pensamentos tradicionais, seja a cultura que for. Nosso Deus, que se encarnou, inserindo-se no tempo, veio a morrer na Cruz como holocausto ao Pai, para a remissão dos nossos pecados e nos advertiu das dificuldades que teríamos. Pedindo que tomássemos nossa cruz diária, pediu que o seguíssemos e o imitássemos, não por masoquismo, mas por contrição de nossas misérias.

Hoje, homens e mulheres lutam para manter-se fiéis ao chamado da conversão diária. Nadam contra a maré que arrasta toda nossa sociedade para uma degradação moral globalizada sem precedentes.
As armas usadas por estes verdadeiros heróis da fé são a castidade, a oração, o estudo sobre a fé e a contrição do corpo e da mente.

Devemos salientar neste ponto que a castidade é um chamado universal. Todos são convidados a castidade. Casados, solteiros, viúvos e etc.
Existe uma grande confusão entre a Castidade com a virgindade(em alguns casos o celibato).Veremos a diferença para esclarecer como todos são chamados a castidade e alguns ao Celibato.
A virgindade, que pode ter sua vertente no celibato(destinado aos Padres, bispos e religiosos consagrados), é a condição ou escolha de não prática de relações sexuais. Muitas religiões utilizam-se do celibato. (No caso de religiosos cristãos acompanha a total entrega a Cristo e a Igreja).
A Castidade, um pouco diferente mas também de suma importância para a vida cristã, é a vivência das relações afectivas de acordo com os ensinamentos de Cristo e da Igreja, preservando assim o verdadeiro significado dos afetos.

Como já dissemos, hoje é muito complicado a vivência da castidade, sobre tudo por nós jovens, que somos bombardeados diariamente pela cultura do prazer pessoal, onde o sexo é apenas uma ferramenta de prazer e o outro só é mais um componente desta ferramenta, muitas vezes não importando quem é a pessoa com quem me relaciono.
Mas ainda assim existem jovens e adultos dispostos a viver esta "loucura"(I Coríntios 1,21-Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem.) , que para o mundo é uma loucura mesmo(I Coríntios 1,18-A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. ), mas para Cristo é uma oferta de vida e santidade.

Esses VERDADEIROS HERÓIS são comparáveis, na minha humilde opinião e levando em consideração o contexto histórico-cultural, aos Santos martirizados nos primeiros séculos. Não tinham vergonha nem medo de viver o que acreditavam. Era mais que um simplesmente dizer, falar sobre. Era mesmo encarnar o que acreditavam.

Hoje poucos entendem esta "loucura" e menos ainda escolhem abraça-la, dado aos sofrimentos e constrangimentos que essa vivência pode trazer perante a sociedade contemporânea.(São Mateus 5,8 -Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! )

Diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC):

CIC - §2337

A vocação à castidade A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher.

A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.

Diz ainda:

CIC - §2348

AS DIVERSAS FORMAS DE CASTIDADE

Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo", modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. *(Casado, solteiro, viúvo ou celibatário) No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade. *OBS.: Grifo meu.

CIC - §2341

A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.

CIC - §2339

A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. "A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação."

Em um mundo, que caminha na contramão das revelação divinas deixados por Cristo a sua Igreja, não são poucos os obstáculos a total vivência de tais valores a muito esquecidos. Invertidos em contravalores, a castidade, o autodomínio e a temperança são motivos de distanciamento, chacota e constrangimento. Tais reações já eram previstas por Cristo, pois o mundo rejeita estas coisas, porque rejeitou antes ao próprio Cristo:

(São João 1,10 - Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. )
(São João 7,7 -
O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más.)
(São João 14,17 - É o Espírito da Verdade, que
o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.)
(São João 17,25 - Pai justo,
o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. )
(I São João 3,1 - Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso,
o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. )

No entanto não devemos nos enganar e achar que estamos apartados do mundo. Por vezes somos nós mesmos, cristãos, que fazemos as vezes de mundanos, renunciando os ensinamentos da Igreja e sendo pedra de tropeço para os que , mesmo sofrendo com suas fraquezas, querem seguir retamente o caminho das virtudes. E mesmo quando estamos vivendo as virtudes não estamos fora do mundo, mas devemos , inseridos nele, ser sal da terra e Luz do mundo. Como disse São Josemaria Escrivá acerca dos primeiros cristãos:

"Eles viviam profundamente a sua vocação cristã; procuravam muito a sério a perfeição a que eram chamados, pelo fato, ao mesmo tempo simples e sublime, do Baptismo. Não se distinguem exteriormente dos outros cidadãos. "

Assim também devemos ser todos nós.

Dizia também São Josemaria, sobre a castidade:

"Com o espírito de Deus, a castidade não se torna um peso aborrecido e humilhante.
É uma afirmação jubilosa: o querer, o domínio de si, o vencimento próprio, não é a carne que o dá nem procede do instinto; procede da vontade,
sobretudo se está unida à Vontade do Senhor.
Para sermos castos - e não somente continentes ou honestos -, temos de submeter as paixões à razão, mas por um motivo alto, por um impulso de Amor."


Portanto a castidade é para todos. Mesmo que o mundo não a abrace devemos caminhar de encontro as virtudes que as acompanha.

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