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quinta-feira, 14 de maio de 2009

A IDADE MÉDIA CRISTÃ



É fundamental entender a Idade Média para poder entender o trabalho paciente e árduo da Igreja para construir o Ocidente.

Costuma-se dividir a Idade Média Média em três períodos: Idade Média Ascendente (476-1054); Idade média Alta (1054-1294); Idade Média Decadente (1294-1453).

Na Idade Média Ascendente a Igreja foi penetrando aos poucos a vida dos povos germânicos (bárbaros) e moldado neles a cultura medieval. Surgiu então o Estado Medieval, um único e grande Império, que congregava germanos e romanos em duas fases sucessivas: a dos carolíngios (francos) e a dos otônicos (germânicos). Nesse período o Estado se tornou religioso e o Imperador era ungido pelo Papa. A partir de 800 procurou, com Carlos Magno realizar o ideal de um Santo Império, o da "Cidade de Deus" de Santo Agostinho.

A Igreja assumiu oficialmente uma missão política quando foi criado em 756 o "Estado Pontifício" na Itália, e muitos bispos foram incumbidos de funções sociais e políticas. Mas nesse ligação do estado com a Igreja, é o Estado quem predominou, o que gerou o mal das "Investiduras leigas" (ingerência do poder leigo na vida religiosa) e da simonia (comércio de funções e objetos sagrados). Este período foi caracterizado pelo universalismo: na política um só grande Império, que quer continuar o Império Romano universal; e na religião, o Papa é o único Chefe religioso no Ocidente.

Na Alta Idade Média (1054-1294), a Igreja lutou para libertar-se do poder do Estado e de suas ingerências na vida religiosa. Para isso foram fundamentais a reforma monástica de Cluny e o trabalho do Papa São Gregório VII (1073-1085). O Papa alcançou um prestígio que até então nunca tivera na vida interna da Igreja e nas relações com os soberanos seculares. A vida da Igreja se renovou com o surgimento das novas Ordens Religiosas, os místicos, sábios e doutores que iluminaram as grandes Universidades do século XIII, que foi o século áureo da Escolástica; surgiram as grandes Catedrais de arte românica e gótica.

Na Idade Média Decadente (1294-1453), o universalismo anterior que caracterizou ad duas épocas importantes, foi subistituído pelo nacionalismo na vida pública, dissolvendo-se o Império universal para dar lugar a pequenos estados nacionais. Houve também o surgimento do individualismo e do esquecimento da Tradição na vida cristã. Isto fez com que nos séculos seguintes os povos evangelizados pela Igreja se voltasse aos poucos contra Ela.

Nessa época aconteceu o
"Exílio de Avinhão" (1305-1378), quando o Papa se transferiu para a França, com sua lamentável submissão ao poder francês; em seguida aconteceu o "Grande Cisma Ocidental" (1378-1417), que gerou uma série de teorias sobre a Igreja. A disciplina da Igreja cedeu ao relaxamento. Estes fatores alimentaram e prepararam a cisão protestante no século XVI.

VISÃO DETURPADA SOBRE A IDADE MÉDIA

Muitas vezes vemos ser udado o termo "Idade das Trevas" para ser caracterizar a Idade Média cristã; é um grande aburso e preconceito contra este tempo e contra a Igreja; além de ser um grave erro histórico.

A Idade Média não foi um período de desorganização política, econômica e cultural; não foi um período de desprezo da razão e da morte do saber e da ciência. Essas mentiras absurdas e anti-históricas, foram inventadas pelos filósofos iluministas, que, acreditando serem eles os "iluminados" pela "Deuza da Razão" que entronizaram na Catedral de Norte Dame de Paris, na época da Revolução Francesa (1789), odiavam a Idade Média por ser este o período em que a Igreja Católica mais exerceu a sua boa influência no mundo.

Debaixo de um ódio ideológico à Igreja Católica, Diderot, D'Alembert, Montesquieu, Rousseau, Turgot, Condorcet, Voltaire... deram à Idade Média o título de "Idade das Trevas", chamando o movimento deles de "iluminista", uma vez que diziam "jogava luz sobre as "trevas" da Idade Média e da Fé Católica".

Eles acusavam injustamente, como veremos, a Igreja de inimiga da Razão e do desenvolvimento das Ciências; e que pretendia encarcerar o homem nas trevas da Religião através dos dogmas; e inimiga da liberdade. Neste livro você pode constatar que tudo isso é uma grande falsidade e ódio gratuito à Igreja Católica".

Para os iluministas, a Idade Média foi a Idade do atraso, onde o conhecimento era reservado a poucos; o saber dominado pela Igreja, que assim dominava o povo ignorante com superstições e misticismos; e que cientistas eram assassinados e "grandes filósofos" calados nas fogueiras da Inquisição, etc...

Lamentavelmente esta triste e injusta mentalidade ainda existe hoje em nossas universidades, embora aplamente desmentidas pelos historiadores modernos, como você poderá ver neste livro.

Com a expressão "Idade Média", os iluministas queriam pejoradicamente caracterizar o período da língua latina que vai da Idade Clássica antiga do século V ao Renascimento da mesma no século XVI. Para esses pseudo-s "iluminados", a Idade Média estava apagada ou "decadente" na história do idioma latino entre 476 e 1453. A palavra Gótico era usada como sinônimo de bárbaro, algo absurdo. O protestantismo infelizmente reforçou esta mentalidade pejorativa.

No século XVIII, o Iluminismo repetiu as mesmas sentenças, como vermos nos escritos de Voltaire, Montesquieu, D'Alembert... acusando a Igreja de promover a superstição e a ingenuidade da mente. Mas no século XIX a historiografia do romantismo reconheceu os valores medievais. Esses iluministas, paradoxalmente, se apropriaram das universidades nos séculos XVII e XVIII, que foram criadas pelas Igreja, como fossem seus fundadores, para atacar a Igreja.

Em 1688, o historiador alemão Cristóvão Keller (Cellarius) na sua
"História da Idade Média" adotou pela primeira vez esse nome. A maioria das pessas que falam que a Idade Média, nunca a estudaram devidamente; apenas a conhecem pela sua "fama" propagada pelos adversários da Igreja, alguns revoltados professores de colégios e de universidades. A única idéia que têm dela é de um período de execuções, massacres, cenas de violência, fome, epidemias... É freqüente ouvirem-se observações como: "Não estamos mais na Idade Média" ou "É um retorno à Idade Média" ou 'É uma mentalidade medieval, obuscurantista".

A maioria das pessoas que falam que a Idade Média, nunca a estudaram devidamente; apenas a conhecem pela sua "fama" propagada pelos adversários da Igreja, alguns revoltados professores de colégios e de universidades. A única idéia que têm dela é de um período de execuções, massacres, cenas de violência, fome, epidemias... É freqüente ouvirem-se observações como: "Não estamos mais na Idade Média" ou "É um retorno à Idade Média" ou 'É uma mentalidade medieval, obscurantista". A historiadora Régine Pernoud, especialista francesa em estudos medievais, desmentiu cientificamente essa mentalidade errada e perversa no seu livro "Lumière du Moyen-Age", publicada em 1945, que mereceu-lhe o prêmio "Fémina-Vacaresco" de Crítica e História. Em 1978, a autora editou "Pour en finir avec le Moyen-Age", obra que valeu o prêmio "Sola-Cabiati" da cidade de Paris e a congregação da crítica como sendo uma das mais notáveis conhecedora da Idade Média. Tal obra foi traduzida para o português com o título " A Idade Média: O que não nos ensinaram", pela editora Agir, SP.

Eias as palavras com que a historiadora medievalista conclui seus estudos sobre os costumes dos cidadãos da Idade Média:

" Do conjunto sobressai uma confiança na vida, uma alegria de viver de que não encontramos equivalentes em mais nenhuma civilização. Essa espécie de fatalidade que pesa sobre o mundo antigo, esse teor do Destino, deus implacável ao qual os próprios deuses estão submetidos, o mundo medieval ignorou-a totalmente" (Pernoud, 1997)

Na verdade, os mil anos da Idade Média (476-1453) forma uma fase valiosa e rica da história da humanidade, onde a nossa civilização ocidental, hoje proponderante, foi "preparada e moldada pela luz de Cristo". Os cristãos medievais salvaram o que havia de bom na cultura greco-romana, após a invasão dos bárbaros, e a desenvolveram de modo cristão, lançando as bases da nossa civilização moderna.

A cultura predominante em nossos dias é a ocidental, e esta tem sua origem na Europa medieval moldada pela Igreja. A época moderna não surgiu do nada; seus valores foram cultivados na Idade Média; como, então, esta poderia ser negativa? A Idade Média é a raiz boa da nossa Civilização Ocidental; e não, como querem alguns, a decadência do mundo romano antigo. A Idade Média berçou o mundo moderno.

O historiador agnóstico Will Durant (1950), defende a Igreja:

" A causa básica da regressão cultural não foi o Cristianismo, mas o barbarismo; não a religião, mas a guerra. O empobrecimento e ruína das cidades, mosteiros, bibliotecas, escolas, tornaram impossível a vida escolar e científica. Talvez a destruição tivesse sido pior se a Igreja não tivesse mantido alguma ordem na civilização decadente."


"Muito antes que as ecolas leigas surgissem no século XII, a Igreja já mantinha escolas nos centros urbanos e nos mosteiros. É raríssimo encontrar um grande intelecutal medieval que não tenha aprendido as primeiras letras num mosteiro. O gênio da filosofia medieval, Tomás de Aquino, iniciou seus estudos na Abadia de Montecassino, em 1230, com cinco anos de idade, sob orientação dos monges beneditinos, entrando para a Ordem dos Dominicanos em 1244. O grande poeta florentino e maior poeta italiano, Dante Alighieri, estudou inicialmente no Convento de Santa Croce, em Florença, sob orientação dos franciscanos. Se Dante foi o intelecutal de primeira categoria, é porque foi educado em boa escola. Isto é prova que este período não era um "período de trevas".


Foi um monge católico, o inglês Alcuín, ministro de Carlos Magno (814) quem estabeleceu um programa de estudos para as escolas da época medieval, explorando as ditas Sete Srtes; o "Trivium", que abrangia as três matérias de ensino literário: gramática, retórica e dialética; e o "Quadrivium", que abrangia as quatros matérias de ensino científico: astronomia, música, aritmética e geometria.

Durante o Renascimento promovido pelo Imperador Carlos Magno foi confiada à Igreja Católica a tarefa de educar o povo, através de escollas dos monges e de escolas catedrais (Souza T.F.,2007)

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