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sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Liturgia e sua renovação no Vaticano II

“Olhando no passado, no que tem sido feito no campo de renovação da liturgia durante os anos desde o Vaticano II, vemos muitas razões para agradecer e louvar de coração a Santíssima Trindade pela consciência maravilhosa que tem se desenvolvido entre os fiéis sobre a função e responsabilidade deles nesta obra sacerdotal de Cristo e de Sua Igreja. Porém também percebemos que nem todas as mudanças foram sempre e em todo lugar acompanhadas pela explanação e catequese necessárias. Como resultado, em alguns casos houve um mal-entendido a respeito da natureza da liturgia, levando a abusos, polarização, e algumas vezes até mesmo escândalos graves.

Depois de uma prática de mais de 30 anos de renovação litúrgica, estamos bem situados para avaliarmos ambos,

os pontos fortes e os pontos fracos do que tem sido feito, para poder mais confiantemente esquematizar nossa trajetória no futuro que Deus tem em mente para Seu povo amado.

O desafio agora é mover para além de quaisquer mal-entendidos que tenha havido e alcançar o ponto correto de equilíbrio,

especialmente entrando mais profundamente na dimensão contemplativa da cerimônia, que inclui o senso de respeito, reverência e adoração que são atitudes fundamentais em nosso relacionamento com Deus. Isto acontecerá somente se reconhecermos que a liturgia tem dimensões ambas locais e universais, limitadas no tempo e eternas, horizontal e vertical, subjetiva e objetiva. São

precisamente estas tensões que dão à cerimônia católica seu caráter distintivo.

A Igreja Universal está unida em um grande ato de louvor, mas é sempre o ofício de uma comunidade particular numa cultura

particular. É a cerimônia eterna do céu, mas está também impregnada no tempo. Ela reúne e constrói uma comunidade humana, mas é também a adoração da majestade divina. Ela é subjetiva no que depende radicalmente daquilo que os participantes trazem consigo, mas é objetiva no que os transcende como o ato sacerdotal do próprio Cristo, ao qual Ele nos une mas que por fim não depende de nós. É por isto que é tão importante que a lei litúrgica seja respeitada. O sacerdote, que é o servo da liturgia, não seu inventor ou produtor, tem uma responsabilidade particular a este respeito a fim de que ele não esvazie a liturgia de seu significado verdadeiro ou obscureça seu caráter sagrado.

O centro do mistério do rito cristão é o sacrifício de Cristo sendo oferecido ao Pai e a obra do Cristo ressuscitado que santifica Seu

povo pelos símbolos litúrgicos. É portanto essencial que ao procurar entrar mais profundamente nas profundezas contemplativas dacerimônia, o mistério inesgotável do sacerdócio de Jesus Cristo seja inteiramente reconhecido e respeitado.

Enquanto todos os batizados participam do sacerdócio de Cristo, nem todos participam da mesma maneira. O sacerdócio ministerial, enraizado na sucessão apostólica, confere aos sacerdotes ordenados faculdades e responsabilidades que são diferentes daqueles dos leigos, mas que estão ao serviço do sacerdócio comum e são direcionados ao desdobramento da graça batismal de todos os cristãos.

O sacerdote então não é somente aquele que preside, mas aquele que age na pessoa de Cristo.

Somente sendo radicalmente fiel a esta base doutrinal é que podemos evitar interpretações unilaterais e unidimensionais dos ensinos do Concílio. A participação de todos os batizados no sacerdócio de Jesus Cristo é a chave para compreender o chamado do Concílio para "participação ativa, consciente e total" na liturgia. Participação total certamente significa que cada membro da comunidade tem uma parte a fazer na liturgia; e a este respeito bastante tem sido alcançado nas paróquias e comunidades por todo o vosso país. Mas participação total não significa que todos façam tudo, pois isto levaria ao clericato dos leigos e ao laicismo do sacerdócio e isto não é o que o Concilio tinha em mente. A liturgia, como a Igreja, é destinada a ser hierárquica e polifônica, respeitando as diferentes funções outorgadas por Cristo e permitindo que todas as diferentes vozes se misturem em um grande hino de louvor.

Participação ativa certamente significa que em gestos, palavras, cânticos, e serviço todos os membros da comunidade participem no ato de adoração que é tudo, menos inerte ou passivo. Ainda assim, participação ativa não previne a passividade ativa do silêncio, quietude, e escuta: na verdade, ela o exige. Os participantes não são passivos, por exemplo, quando ouvem as leituras ou a homilia, ou as orações do celebrante que se seguem e os cantos e músicas da liturgia. Estas são experiências de silêncio e quietude, mas elas são a seu modo profundamente ativas. Numa cultura que nem favorece nem encoraja o silêncio meditativo, a arte de escuta interior é aprendida somente com dificuldade. Aqui nós vemos o quanto a liturgia, embora deva ser sempre inculturada apropriadamente, deve também ser contra-cultural.

Participação consciente exige que a comunidade inteira seja instruída devidamente nos mistérios da liturgia, a fim de que a prática do ofício não se degenere em uma forma de ritualismo. Mas isto não significa uma tentativa constante dentro da própria liturgia de tornar o implícito explícito, pois isto normalmente leva a uma verbosidade e informalidade que não pertencem ao rito romano e terminam por trivializar o ato de adoração.

O uso do vernáculo certamente abriu os tesouros da liturgia a todos o que tomam parte nela, mas isto não significa que o latim – e especialmente os cânticos, que são tão incrivelmente adaptados ao gênio do rito romano - devam ser completamente abandonados.

Se a prática subconsciente é ignorada no serviço, um vácuo afetivo e devocional são criados, e a liturgia pode se tornar não só muito verbal, mas também muito cerebral. No entanto, o rito romano é novamente distinto no equilíbrio que ele alcança entre a

disponibilização e a riqueza da emoção: alimenta o coração e a mente, o corpo e a alma.

Tem sido escrito com bastante razão que na história da Igreja toda renovação verdadeira tem sido associada a uma releitura dos Pais da Igreja. E o que é verdade em geral, é verdade a respeito da liturgia em particular. Os Pais eram pastores com um zelo ardente pela tarefa de propagação do Evangelho; e portanto eles estavam profundamente interessados em todas as dimensões da cerimônia, deixando-nos alguns dos mais significativos e permanentes textos da tradição cristã, que são tudo, menos o resultado de um esteticismo árido.

Os Pais eram pregadores ardentes, e é difícil imaginar que pudesse haver uma renovação eficaz da pregação católica, como desejava o Concílio, sem uma familiaridade suficiente com a tradição patrística. O Concílio promoveu uma mudança no modo homilético de pregação que exporia, como os Pais, o texto bíblico de uma forma que abre suas riquezas inesgotáveis aos fiéis.

A importância que a pregação assumiu na cerimônia católica desde o Concílio significa que os padres e diáconos devem ser treinados a fazer bom uso da Bíblia. Mas isto também envolve familiaridade com toda a tradição patrística, teológica e moral bem como o conhecimento penetrante de suas comunidades e da sociedade em geral. Senão, a impressão que é dada é de um ensinamento sem raízes, sem aplicação universal inerente na mensagem do Evangelho. A síntese excelente da riqueza doutrinária da Igreja contida no Catecismo da Igreja Católica ainda tem que ser experimentada mais amplamente como uma influência na pregação católica.

O rito romano tem sempre sido uma forma de rito que olha para a missão. É por isto que é comparativamente breve: havia muito a ser feito fora da Igreja, e é por isto que temos a dispensa "Ite missa est", que nos dá o termo da Missa: a comunidade é enviada a evangelizar o mundo em obediência ao mandamento de Cristo (cf. Mt 28, 19-20).

Os jovens irão continuar a ter uma parte ativa na liturgia se eles a vivenciarem como sendo capaz de liderá-los a um relacionamento pessoal mais profundo com Deus, e é desta experiência que virão vocações sacerdotais e religiosas marcadas por uma energia verdadeiramente evangélica e missionária. Neste sentido, os jovens estão convocando o mundo todo a darem o próximo passo em implementar a visão do serviço litúrgico que o Concílio nos legou. Aliviados pela agenda ideológica de uma época anterior, eles são capazes de falar simplesmente e diretamente do seu desejo de experimentar Deus, especialmente em oração pública ou particular.

Ouvindo-os, nós podemos muito bem ouvir "o que o Espírito está dizendo às igrejas" (Ap 2, 11).

No âmago de nossa experiência de peregrinação está nossa jornada de pecadores dentro das profundezas impenetráveis da liturgia da Igreja, a liturgia da criação, a liturgia do céu - todas que são no final a liturgia de Jesus Cristo, o sacerdote eterno, no qual a Igreja e toda a criação são atraídos na vida da Santíssima Trindade, nosso verdadeiro lar. Este é o propósito de todo nosso serviço religioso e toda nossa evangelização.”

Extraído do ad limina do Papa João Paulo II em 1998 para os bispos americanos do Alaska, Idaho, Montana, Oregon e Washington.

AGRADECIMENTO DO ARCEBISPO DE OLINDA E RECIFE


Tendo recebido de várias entidades nacionais e internacionais e sobretudo de centenas de irmãos e irmãs - tanto do Brasil como de vários outros países - mensagens de solidariedade e felicitações pelo meu posicionamento por ocasião do recente evento clamoroso ocorrido nesta Arquidiocese de Olinda e Recife (o delito canônico do aborto) - quando mencionei publicamente a legislação vigente da nossa Santa Igreja, a qual estabelece a aplicação automática da excomunhão -, desejo manifestar a todos minha profunda gratidão, invocando sobre todos e cada um a plenitude das bênçãos do Nosso Salvador Jesus Cristo, que "veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (cf João 10,10).

A aplicação de penalidades canônicas é um meio usado pela nossa Santa Igreja, desde os tempos apostólicos, para induzir os cristãos ao cumprimento da Lei de Deus e à salvação eterna. "Deus quer que todos sejam salvos" (cf 1 Tm 2,4) e para isto é necessário a conversão, ou seja, a mudança de comportamento, deixando de praticar o mal e conformando a própria vida aos ditames da Lei de Deus. Misericórdia não é conivência com o mal, com as violações da Lei de Deus.

O Cân. 1398 do Código de Direito Canônico, é uma lei vigente da nossa Santa Igreja, aprovada pelo Vigário de Cristo na terra, o servo de Deus João Paulo II (promulgador do novo Código em 1983) e tem como finalidade ajudar espiritualmente todos os membros da Igreja a evitarem a violação gravíssima do 5º mandamento do Decálogo pela supressão de vidas inocentes e indefesas. É um "remédio" espiritual usado pela Igreja para induzir o pecador à conversão, isto é, à mudança de comportamento. Silenciar sobre esta sanção automática ou - pior ainda - desejar a sua ab-rogação é causar um mal imenso ao Bem Comum da sociedade eclesiástica e à salvação eterna dos filhos de Deus.

Para induzir seus discípulos a praticarem o bem, conformando a própria vida às exigências da Lei de Deus, o próprio Salvador Jesus Cristo falou claramente sobre o perigo real de condenação eterna (cf Mt 25,31-46). Esta é a finalidade das penalidades estabelecidas pela Igreja.

Temos provas de que a ampla divulgação deste evento ocorrido em nossa Arquidiocese já está produzindo ótimos frutos na vida espiritual de muitas pessoas.

Reitero, portanto, minha profunda gratidão em primeiro lugar ao Autor da vida, o "Pai das luzes, do qual provém toda dádiva perfeita" (cf 1 Tg 1,17). Agradeço também a todos os irmãos e irmãs que me enviaram mensagens de solidariedade e testemunharam sua total fidelidade à Lei de Deus e às normas canônicas da nossa Santa Igreja.

Que Deus nos conceda a todos a graça de continuarmos a trabalhar unidos em defesa da vida.

Recife, 19 de maio de 2009

Dom José Cardoso Sobrinho Arcebispo de Olinda e Recife

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Desenvolvimento da Missa na Igreja Primitiva:

Por Monsenhor Pedro Arbex

A Missa Através dos Tempos

Nos tempos apostólicos:

Sobre a celebração da Missa nos tempos apostólicos, encontramos algumas informações nos Atos dos Apóstolos, e nas Epístolas de São Paulo. Não nos fornecem, porém, uma descrição completa da liturgia primitiva, mas somente alusões ou referências esparsas que, juntadas, nos permitem, a certo ponto, ter uma idéia da maneira como os Apóstolos e seus primeiros sucessores celebraram a liturgia. Dizemos "a certo ponto", porque naquela época não havia ainda ritos rigorosamente unificados, determinados com antecedência e dados por oficiais e obrigatórios.

Os cristãos de origem judaica continuam durante um período não muito breve, a tomar parte no serviço religioso que se realizava no Templo de Jerusalém ou nas sinagogas, promovendo, porém, reuniões próprias, em casas particulares, para render a Deus o culto de acordo com sua nova fé. E, quando se afastaram definitivamente da sinagoga, não deixaram de seguir a mesma ordem que os judeus no serviço religioso, ou seja: leituras da Bíblia com uma homilia sobre o texto lido, canto dos salmos e orações. Esta parte herdada dos judeus - constitui o núcleo da primeira parte da nossa missa, conhecida como "Liturgia dos Catecúmenos" ou "Liturgia da Palavra". A este serviço religioso da Sinagoga, foram-se acrescentando elementos novos próprios às reuniões cristãs, que são:

1. O Ágape ou Ceia Fraternal que os cristãos tomavam no início das suas reuniões e do qual fala São Paulo em sua primeira epístola aos Corintios 11,20-21.

2. Certas manifestações de carismas ou dons espirituais que acompanhavam nos primeiros anos do cristianismo a efusão do Espírito Santo, como o dom da profecia e das línguas (1 Cor 12,13,14). O dom das línguas era a capacidade de falar em línguas desconhecidas até daquele mesmo que falava. Em excesso de entusiasmo e de gestos, o glossólago* cantava os louvores a Deus. Claro que não aproveitava ao próximo. Mas, como dava muito na vista, era muito desejado dos Corintios. Profecia, aqui, é sobretudo a pregação inspirada para "edificar, exortar e consolar". Por suas funções de utilidade comum, o Apóstolo lhe confere primazia sobre o dom das línguas. "Desejo que todos vós faleis línguas; mais ainda que profetizeis. Pois quem profetiza é superior a quem fala línguas - a não ser que ele traduza, para que a Igreja receba edificação" (14,5).

"Se dizes um louvor só em espírito, como poderá o não iniciado dizer o Amém à tua ação de graças. Porque ele não sabe o que dizes. Tu darás muito bem graças, porém o outro não se edifica. Dou graças a Deus que falo em línguas mais do que todos vós; porém, na Igreja, prefiro falar dez palavras inteligíveis para instruir aos outros do que dez mil palavras em línguas (estranhas)" (14,16-19).

[...]

3. A Ceia do Senhor que se celebrava especialmente aos domingos e na qual se fazia a consagração do pão e do vinho seguida da comunhão.

O Ágape e a manifestação dos carismas desapareceram rapidamente da Igreja por causa do desvirtuamento da sua finalidade: com efeito, no início os fiéis mais ricos traziam o necessário para a mesa, a que todos se assentavam como irmãos, numa demonstração de unidade e caridade cristã. Logo, porém, surgiram os abusos que o Apóstolo censura: não punham mais em comum, mas cada um comia o que levava; e os pobres, que nada podiam levar, ficavam com fome e humilhados; houve também excessos na bebida e desordens na manifestação dos carismas.

São Paulo censura nos Coríntios os abusos aos quais se entregaram, lembrando-lhes que não lhes ensinou a promover banquetes dominados pelo egoísmo e pela desordem, mas sim a fazer o que o Senhor Jesus fez na noite em que foi entregue, isto é, que competia àquele que preside a reunião tomar pão, benzê-lo, parti-lo, consagrá-lo com as mesmas palavras que Cristo pronunciou, comungar dele e distribuí-lo aos fiéis; e fazer o mesmo com o cálice.

Para dar uma significação mais clara a estes ritos e sobretudo para fazer compreender mais facilmente o verdadeiro sentido das palavras "isto é meu corpo..., isto é meu sangue...", o celebrante fazia a narração dos atos pelos quais Cristo instituiu a Eucaristia, na última Ceia, de modo que as palavras "isto é meu corpo, ... isto é meu sangue..." vinham em seu lugar como pronunciadas por Cristo pela boca do sacerdote (presbítero).

O preceito do Senhor: "Fazei isto em memória de mim", acrescentado após a consagração do cálice, dava ensejo à recordação da Paixão, da Morte, da Ressurreição e da Ascensão do Cristo ao céu.Com efeito, por estes mistérios o Salvador se ofereceu em sacrifício a Deus Pai. Assim também o celebrante, reproduzindo estes ritos e recordando estes mistérios, oferecia a mesma vítima ao Pai. Eis a origem natural da oração que segue as palavras da consagração em todas as liturgias: e anamnese (ou lembrança): Lembrando-nos deste [...].

Para a época que seguiu a morte dos Apóstolos, um dos documentos mais antigos e mais interessantes é uma apologia dos cristãos escrita por São Justino, que morreu em 165. Entre 150 e 155 dirigiu ele ao imperador Romano Antonino sua primeira apologia na qual descreve o que se pratica nas assembléias cristãs, a fim de mostrar que as atrocidades que lhes são atribuídas pelos pagãos são puras calúnias. Nele refere-se duas vezes às celebrações eucarísticas. Não nos transmite um texto completo da liturgia nem fórmulas de orações ou de exortações eucarísticas, mas a seqüência detalhada dos atos praticados nestas assembléias e a maneira como era celebrada a Eucaristia em Roma e nos países onde ele viveu, a Palestina (onde nasceu) e o Egito.

Eis sua descrição de uma reunião dominical:

  1. No dia dito do sol (domingo) reúnem-se em um mesmo lugar todos os cristãos, os que residem nas cidades e os que residem no campo.
  2. O leitor lê trechos tirados das memórias dos Apóstolos (Novo Testamento) e dos livros dos Profetas (Antigo Testamento).
  3. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para explicar aos presentes o que foi lido e exortá-los a pôr em prática tão belos ensinamentos (homilia).
  4. Em seguida, levantamo-nos todos e dirigimos a Deus orações e súplicas (súplica insistente ou ecteni, após o Evangelho).
  5. Suspendendo as orações, abraçamo-nos uns aos outros (Ósculo da paz).
  6. Depois levam àquele que preside a reunião dos irmãos em Cristo, pão e um cálice contendo vinho, misturado com água (Procissão do ofertório).
  7. O Presidente toma o pão e o cálice, louva e glorifica o Pai do universo em nome de seu Filho e Espírito Santo; dirige-lhe abundantes ações de graças por ter-se dignado dar-nos estes dons (Anáfora).
  8. Terminada esta ação de graças (Eucaristia) todos os presentes exclamam: Amém.
  9. Depois os ministros que chamamos diáconos distribuem a todos os presentes o pão da Eucaristia e o vinho misturado com água (Comunhão). Estes mesmos diáconos levam aos ausentes sua parte do pão e do vinho eucarísticos.
  10. Por fim, os ricos socorrem os indigentes (Coletas).

A partir do século IV as alusões à Eucaristia são mais numerosas mas menos precisas por causa da disciplina do "Arcano" ou segredo, que foi adotada pela Igreja e que proibia falar da Eucaristia aos não-cristãos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Era Patrística parte II

São Basílio Magno (329-379) - Bispo e doutor da Igreja, nasceu na Capadócia; seus irmãos Gregório de Nissa e Pedro, são santos. Foi íntimo amigo de S. Gregório Nazianzeno; fez-se monge. Em 370 tornou-se bispo de Cesaréia na Palestina, e metropolita da província da Capadócia. Combateu o arianismo e o apolinarismo (Apolinário negava que Jesus tinha uma alma humana). Destacou-se no estudo a Santíssima Trindade (Três Pessoas e uma Essência).

São Gregório Nazianzeno (329-390), doutor da Igreja
– nasceu em Nazianzo, na Capadócia, era filho do bispo local, que o ordenou padre; foi um dos maiores oradores cristãos. Foi grande amigo de São Basílio, que o sagrou bispo. Lutou contra o arianismo. Sua doutrina sobre a Santíssima Trindade o fez ser chamado de “teólogo”, que o Concílio de Calcedônia confirmou em 481.

São Gregório de Nissa (†394
) – foi bispo de Nissa, e depois de Sebaste, irmão de São Basílio e amigo de São Gregório Nazianzeno. Os três santos brilharam na Capadócia. Foi poeta e místico; teve grande influência no primeiro Concílio de Constantinopla (381) que definiu o dogma da SS. Trindade. Combateu o apolinarismo, macedonismo (Macedônio negava a divindade do Espírito Santo) e arianismo.

São João Crisóstomo (354-407) ( = boca de ouro)
, doutor da Igreja, é o mais conhecido dos Padres da Igreja grega. Nasceu em Antioquia. Tornou-se patriarca de Constantinopla, foi grande pregador. Foi exilado na Armênia por causa da defesa da fé sã. Foi proclamado pelo papa S. Pio X, padroeiro dos pregadores.

São Cirilo de Alexandria (†444)
– Bispo e doutor da Igreja, sobrinho do patriarca de Alexandria, Teófilo, o substituiu na Sé episcopal em 412. Combateu vivamente o Nestorianismo (Nestório negava que em Jesus havia uma só Pessoa e duas naturezas), com o apoio do papa Celestino. Participou do Concílio de Éfeso (431), que condenou as teses de Nestório. É considerado um dos maiores Padres da língua grega, e chamado o “Doutor mariano”.

São João Cassiano (360-465)
– recebeu formação religiosa em Belém e viveu no Egito. Foi ordenado diácono por S. João Crisóstomo, em Constantinopla, e padre pelo papa Inocêncio, em Roma. Em 415 fundou dois mosteiros em Marselha, um para cada sexo. São Bento recomendou seus escritos.

São Paulino de Nola (†431)
– nasceu na Gália (França), exerceu importantes cargos civis até ser batizado. Vendeu seus bens, distribuindo o dinheiro aos pobres, e com sua esposa Terásia passou a viver vida eremítica. Foi ordenado padre em 394, em 409 bispo de Nola.

São Pedro Crisólogo (†450) (= palavra de ouro) – bispo e doutor da Igreja
– foi bispo de Ravena, Itália. Quando Êutiques, patriarca de Constantinopla pediu o seu apoio para a sua heresia (monofisismo - uma só natureza em Cristo), respondeu: “Não podemos discutir coisas da fé, sem o consentimento do Bispo de Roma”. Temos 170 de suas cartas e escritos sobre o Símbolo e o Pai – Nosso.

Santo Ambrósio (†397), doutor da Igreja
– nasceu em Tréveris, de nobre família romana. Com 31 anos governava em Milão as províncias de Emília e Ligúria. Ainda catecúmeno, foi eleito bispo de Milão, pelo povo, tendo, então recebido o batismo, a ordem e o episcopado. Foi conselheiro de vários imperadores e batizou santo Agostinho, cujas pregações ouvia. Deixou obras admiráveis sobre a fé católica.

São Jerônimo (347-420), “Doutor Bíblico”
– nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma; é o mais erudito dos Padres da Igreja latina; sabia o grego, latim e hebraico. Viveu alguns anos na Palestina como eremita. Em 379 foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino de Antioquia; foi ouvinte de São Gregório Nazianzeno e amigo de São Gregório de Nissa. De 382 a 385 foi secretário do Papa S. Dâmaso, por cuja ordem fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, por 34 anos. Pregava o ideal de santidade entre as mulheres da nobreza romana (Marcela, Paula e Eustochium) e combatia os maus costumes do clero. Na figura de São Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor a Igreja [...].

Santo Epifânio (†403) –
Nasceu na Palestina, muito culto, foi superior de uma comunidade monástica em Eleuterópolis (Judéia) e depois, bispo de Salamina, na ilha de Chipre. Batalhou muito contra as heresias, especialmente o origenismo.

Santo Agostinho (354-430) - Bispo e Doutor da Igreja - Africano de nascimento. Nasceu em Tagaste, Tunísia, filho de Patrício e S. Mônica. Grande teólogo, filósofo, moralista e apologista. Aprendeu a retórica em Cartago, onde ensinou gramática até os 29 anos de idade, partindo para Roma e Milão onde foi professor de Retórica na corte do Imperador. Alí se converteu ao cristianismo pelas orações e lágrimas, de sua mãe Mônica e pelas pregações de S. Ambrósio, bispo de Milão. Foi batizado por esse bispo em 387. Voltou para a África em veste de penitência onde foi ordenado sacerdote e depois bispo de Hipona aos 42 anos de idade. Foi um dos homens mais importantes para a Igreja. Combateu com grande capacidade as heresias do seu tempo, principalmente o Maniqueísmo, o Donatismo e o Pelagianismo, que desprezava a graça de Deus. Santo Agostinho escreveu muitas obras e exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento cultural do mundo ocidental.

É chamado de “Doutor da Graça”. Inicialmente seduzido pelo maniqueísmo, contou, em suas Confissões, a longa caminhada interior até a conversão e seu batismo por Santo Ambrósio, em 387. Resume todo o trajeto de sua conversão na célebre frase que traduz toda a dinâmica de sua vida interior: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti” [Confiss. I, c.1, n.1]. Descobriu, atuando em sua vida, o amor gratuito de Deus, e essa experiência da graça iluminou toda a sua obra. Jovem que conheceu as vicissitudes da vida soube, mediante a conversação, entregar-se plenamente a Deus. A filosofia de Agostinho é estritamente platônica: metafísica, gnosiologia e ética. Excetuando-se Orígenes, nenhum autor cristão procurou a verdade em tantos campos. Não elaborou um sistema, mas encontrou em Platão o que convinha a seu pensamento: “Nenhuma doutrina está mais próxima da nossa” [Cidade de Deus, VIII, c.5]. Foi por antonomásia a autoridade teológica de TA que o repetiu, corrigiu e o ampliou. TA em matéria teológica, o cita com relação aos temas da Graça, dos sacramentos, da cristologia, da Trindade, da liberdade e muitos outros. Depois de Aristóteles – e quase tanto quanto ele – Agostinho é, de longe, o autor mais citado por TA. A obra de Agostinho é vasta e profunda.

São Leão Magno (400-461) - Papa e Doutor da Igreja - nasceu em Toscana, foi educado em Roma. Foi conselheiro sucessivamente dos papas Celestino I (422-432) e Xisto III (432-440) e foi muito respeitado como teólogo e diplomata. Participou de grandes problemas da Igreja do seu tempo e pôde travar contato pessoal e por cartas com Santo Agostinho, São Cirilo de Alexandria e São João Cassiano, que o descrevia como “ornamento da Igreja e do divino ministério”. Deixou 96 Sermões e 173 Cartas que chegaram até nós. Participou ativamente na elaboração dogmática sobre o grave problema tratado no Concílio de Calcedônia, a condenação da heresia chamada monofisismo. Leão foi o primeiro Papa que recebeu o título de Magno (grande). Em sua atuação no plano político, a História registrou e imortalizou duas intervenções de São Leão, respectivamente junto a Átila, rei dos Hunos, em 452, e junto a Genserico, em 455, bárbaros que queriam destruir Roma.

São Vicente de Lérins (†450)
– Depois de muitos anos de vida mundana se refugiou no mosteiro de Lérins. Escreveu o seu Commonitorium, “ para descobrir as fraudes e evitar as armadilhas dos hereges”.

São Bento de Núrcia (480-547) – nasceu em Núrcia, na Úmbria, Itália; estudou Direito em Roma, quando se consagrou a Deus. Tornou-se superior de várias comunidades monásticas; tendo fundado no monte Cassino a célebre Abadia local. A sua Regra dos Mosteiros tornou-se a principal regra de vida dos mosteiros do ocidente, elogiada pelo papa S. Gregório Magno, usada até hoje. O lema dos seus mosteiros era “ora et labora”.
O Papa Pio XII o chamou de Pai da Europa e Paulo VI proclamou-o Patrono da Europa, em 24/10/1964.

São Venâncio Fortunato (530-600) – nasceu em Vêneto na Itália, foi para Poitiers (França).
Autor de célebres hinos dedicados à Paixão de Cristo e à Virgem Maria, até hoje usados na Igreja.

São Gregório Magno (540-604), Papa e doutor da Igreja
- Nasceu em Roma, de família nobre. Ainda muito jovem foi primeiro ministro do governo de Roma. Grande admirador de S. Bento, resolveu transformar suas muitas posses em mosteiros. O papa Pelágio o enviou como núncio apostólico em Constantinopla até o ano 585. Foi feito papa em 590. Foi um dos maiores papas que a Igreja já teve. Bossuet considerava-o “modelo perfeito de como se governa a Igreja”. Promoveu na liturgia o canto “gregoriano”. Profunda influência exerceram os seus escritos: Vida de São Bento e Regra Pastoral, usado ainda hoje.

Santo Isidoro de Sevilha, (560 - 662)
Este ilustre pensador é citado cerca de 200 vezes pelo Aquinate, sobretudo no contexto moral da Suma Teológica. Isidoro nasceu em Cartagena e morreu em Sevilha. Bispo desta cidade foi considerado o último dos padres da Igreja Ocidental: tem o título de Doutor da Igreja Universal. A sua inquestionável contribuição ao pensamento medieval está vinculada à sua obra principal: Originum sive etymologicarum libri viginti, conhecida como Etimologias. Contudo, para o pensamento tomista são os seus tratados teológicos e apologéticos que exerceram grande influência como: Sententiarum libri três; De fide catholica contra iudaeos, De ordine creaturarum e De rerum natura. Em especial destaca-se o se Sententiarum libri tres que é um manual de moral e de teologia baseado nas obras de Santo Agostinho e de São Gregório Magno, muito útil para as investigações do Aquinate na feitura dos argumentos da Suma Teológica, acerca da moral. .

São Máximo, o confessor (580 - 662)
nasceu em Constantinopla, foi secretário do imperador Heráclio, depois foi para o mosteiro de Crisópolis. Lutou contra o monofisismo e monotelismo, sendo preso, exilado e martirizado por isso. Obteve a condenação do monotelismo no Concílio de Latrão, em 649.

Santo Ildefonso de Sevilha (†636
) – doutor da Igreja. Considerado o último Padre do ocidente. Bispo de Sevilha, Espanha desde 601. Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo. Exerceu notável influência na Idade Média com os seus escritos exegéticos, dogmáticos, ascéticos e litúrgicos.

São Germano de Constantinopla - (610-733) - Bispo - Patriarca de Constantinopla (715-30),
nasceu em Constantinopla ao final do reinado do imperador Heracleo (610-41); morreu em 733 ou 740. Filho de Justiniano, um patriciano, Germano dedicou seus serviços à Igreja e começou como clérigo na catedral de Metrópolis. Logo depois da morte de seu pai que havia ocupado vários altos cargos de oficial, pelas mãos do sobrinho de Herácleo, Germano se consagrou bispo de Chipre, o ano exato, porém, de sua elevação é desconhecido.

São João Damasceno (675-749) - Bispo e Doutor da Igreja - É considerado o último dos representantes dos Padres gregos. É grande a sua obra literária: poesia, liturgia, filosofia e apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, foi companheiro do príncipe Yazid que, mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, ministro das finanças. A um determinado tempo deixou a corte do califa e retirou-se para o mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Tornou-se o pregador titular da basílica do Santo Sepulcro. Enfrentou com muita coragem a heresia dos iconoclastas que condenavam o culto das imagens. Ficaram famosos os seus Três Discursos a Favor das Imagens Sagradas. João Damasceno apresenta sua síntese teológica a partir dos Padres gregos, ignorando os Padres latinos. Influencia TA sobretudo em Cristologia, com relação à questão da Teoria da Animação de Cristo, onde estabelece que a de Cristo foi simultânea e que, porque Cristo em tudo se assemelhou-nos, à exceção do pecado, a nossa animação também é simultânea.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A Era Patrística parte I

São denominados “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes pensadores que por suas investigações contribuíram para o fortalecimento da doutrina cristã, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no oriente e no ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida, são a sua fonte mais rica.

2. Tomás de Aquino e a Patrística: O Aquinate conhece as principais doutrinas dos Padres da Igreja. Santo Agostinho é por excelência a sua principal fonte. Não obstante, cita um sem número de Padres em diversos contextos de diversas obras. Exporemos abaixo cronologicamente alguns dos principais representantes da Patrística e daremos ênfase àqueles que exerceram forte influência e que constituíram efetivamente fontes de inspiração do Tomismo.

São Clemente de Roma (†102), Papa (88-97), foi o terceiro sucessor de São Pedro, nos tempos dos imperadores romanos Domiciano e Trajano (92 a 102). No depoimento de Santo Ireneu “ele viu os Apóstolos e com eles conversou, tendo ouvido diretamente a sua pregação e ensinamento”. (Contra as heresias)

Santo Inácio de Antioquia (†110) - foi o terceiro bispo da importante comunidade de Antioquia, fundada por São Pedro. Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas às igreja de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Na carta aos esmirnenses, aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”.

Aristides de Atenas († 130) - foi um dos primeiros apologistas cristãos; escreveu a sua Apologia ao imperador romano Adriano, falando da vida dos cristãos.

São Policarpo (†156) - foi bispo de Esmirna, e uma pessoa muito amada. Conforme escreve Santo Irineu, que foi seu discípulo, Policarpo foi discípulo de São João Evangelista. No ano 155 estava em Roma com o Papa Niceto tratando de vários assuntos da Igreja, inclusive a data da Páscoa. Combateu os hereges gnósticos. Foi condenado à fogueira; o relato do seu martírio, feito por testemunhas oculares, é documento mais antigo deste gênero (publicado neste livro).

Hermas (†160) - era irmão do Papa São Pio I, sob cujo pontificado escreveu a sua obra Pastor. suas visões de estilo apocalíptico.

Didaquè (ou Doutrina dos Doze Apóstolos) - é como um antigo catecismo, redigido entre os anos 90 e 100, na Síria, na Palestina ou em Antioquia. Traz no título o nome dos doze Apóstolos. Os Padres da Igreja mencionaram-na muitas vezes. Em 1883 foi encontrado um seu manuscrito grego.

São Justino (†165), mártir - nasceu em Naplusa, antiga Siquém, em Israel; achou nos Evangelhos “a única filosofia proveitosa”, filósofo, fundou uma escola em Roma. Dedicou a sua Apologias ao Imperador romano Antonino Pio, no ano 150, defendendo os cristãos; foi martirizado em Roma.

Santo Hipólito de Roma (160-235) - discípulo de santo Irineu (140-202), foi célebre na Igreja de Roma, onde Orígenes o ouviu pregar. Morreu mártir. Escreveu contra os hereges, compôs textos litúrgicos, escreveu a Tradição Apostólica onde retrata os costumes da Igreja no século III: ordenações, catecumenato, batismo e confirmação, jejuns, ágapes, eucaristia, ofícios e horas de oração, sepultamento, etc.

Melitão de Sardes (†177) - foi bispo de Sardes, na Lídia, um dos grandes luminares da Ásia Menor. Escreveu a Apologia, dirigida ao imperador Marco Aurélio.

Atenágoras (†180) - era filósofo em Atenas, Grécia, autor da Súplica pelos Cristãos, apologia oferecida em tom respeitoso ao imperador Marco Aurélio e seu filho Cômodo; escreveu também o tratado sobre A Ressurreição dos mortos, foi grande apologista.

São Teófilo de Antioquia (†após 181) - nasceu na Mesopotâmia, converteu-se ao cristianismo já adulto, tornou-se bispo de Antioquia. Apologista, compôs três livros, a Autólico.

Santo Ireneu (†202) - nasceu na Ásia Menor, foi discípulo de são Policarpo (discípulo de são João), foi bispo de Lião, na Gália (hoje França). Combateu eficazmente o gnosticismo em sua obra Adversus Haereses (Refutação da Falsa Gnose) e a Demonstração da Preparação Apostólica. Segundo são Gregório de Tours (†594), são Irineu morreu mártir. É considerado o “príncipe dos teólogos cristãos”. Salienta nos seus escritos a importância da Tradição oral da Igreja, o primado da Igreja de Roma (fundada por Pedro e Paulo).

Santo Hilário de Poitiers (316-367), doutor da Igreja, foi bispo de Poitiers, combateu o arianismo, foi exilado pelo imperador Constâncio, escreveu a obra Sobre a Santíssima Trindade.

São Clemente de Alexandria (†215) - Seu nome é Tito Flávio Clemente, nasceu em Atenas por volta de 150. Viajou pela Itália, Síria, Palestina e fixou-se em Alexandria. Durante a perseguição de Setímio Severo (203), deixou o Egito, indo para a Ásia Menor, onde morreu em 215. Seu grande trabalho foi tentar a aliança do pensamento grego com a fé cristã. Dizia: “Como a lei formou os hebreus, a filosofia formou os gregos para Cristo”.

Orígenes (184-254) - Nasceu em Alexandria, Egito; seu pai Leônidas morreu martirizado em 202. Também desejava o martírio; escreveu ao pai na prisão: “não vás mudar de idéia por causa de nós”. Em 203 foi colocado à frente da escola catequética de Alexandria pelo bispo Demétrio. Em 212 esteve em Roma, Grécia e Palestina. A mãe do imperador Alexandre Severo, Júlia Mammae, chamou-o a Antioquia para ouvir suas lições. Morreu em Cesaréia durante a perseguição do imperador Décio.

Tertuliano de Cartago (†220), norte da África, culto, era advogado em Roma quando em 195 se converteu ao Cristianismo, passando a servir a Igreja de Cartago como catequista. Combateu as heresias do gnosticismo, mas se desentendeu com a Igreja Católica. É autor das frases: “Vede como se amam” e “ O sangue dos mártires era semente de novos cristãos”.

São Cipriano (†258) - Cecílio Cipriano nasceu em Cartago, foi bispo e primaz da África Latina. Era casado. Foi perseguido no tempo do imperador Décio, em 250, morreu mártir em 258. Escreveu a bela obra Sobre a unidade da Igreja Católica. Na obra De Lapsis, sobre os que apostataram na perseguição, narra ao vivo o drama sofrido pelos cristãos, a força de uns, o fracasso de outros. Escreveu ainda a obra Sobre a Oração do Senhor, sobre o Pai Nosso.

Eusébio de Cesaréia (260-339) - bispo, foi o primeiro historiador da Igreja. Nasceu na Palestina, em Cesaréia, discípulo aí de Orígenes. Escreveu a sua Crônica e a História Eclesiástica, além de A Preparação e a Demonstração Evangélicas. Foi perseguido por Dioclesiano, imperador romano.

Santo Atanásio (295-373) - doutor da Igreja,
nasceu em Alexandria, jovem ainda foi viver o monaquismo nos desertos do Egito,onde conheceu o grande Santo Antão(†376), o “pai dos monges”. Tornou-se diácono da Igreja de Alexandria, e junto com o seu Bispo Alexandre, se destacou no Concílio de Nicéia (325) no combate ao arianismo. Tornou-se bispo de Alexandria em 357 e continuou a sua luta árdua contra o arianismo (Ário negava a divindade de Jesus), o que lhe valeu sete anos de exílio. São Gregório Nazianzeno disse dele: “O que foi a cabeleira para Sansão, foi Atanásio para a Igreja.”

Santo Hilário de Poitiers (316-367) - doutor da Igreja, nasceu em Poitiers, na Gália (França); em 350 clero e povo o elegiam bispo, apesar de ser casado. Organizou a luta dos bispos gauleses contra o arianismo. Foi exilado pelo imperador Constâncio, na Ásia Menor, voltando para a Gália em 360, fazendo valer as decisões do Concílio de Nicéia. É chamado o “Atanásio do Ocidente”.Escreveu as obras Sobre a Fé, Sobre a Santíssima Trindade.

Santo Efrém (†373), doutor da Igreja – é considerado o maior poeta sírio, chamado de “a cítara do Espírito Santo”. Nasceu em Nísibe, de pais cristãos, por volta de 306, deve ter participado do Concílio de Nicéia (325), segundo a tradição, com o seu bispo Tiago. Foi ordenado diácono em 338 e assim ficou até o fim da vida. Escreveu tratados contra os gnósticos, os arianos e contra o imperador Juliano, o apóstata. Escreveu belos hinos e louvores a Maria.

São Cirilo de Jerusalém (†386), doutor da Igreja, Bispo de Jerusalém, guardião da fé professada pela Igreja no Concílio de Nicéia (325). Autor das Catequeses Mistagógicas, esteve no segundo Concílio Ecumênico, em Constantinopla, em 381.

São Dâmaso (304-384), Papa da Igreja, instruído, de origem espanhola, sucedeu o Papa Libério que o ordenou diácono; obteve do Imperador Graciano o reconhecimento jurisdicional do bispo de Roma. Mandou que S. Jerônimo fizesse uma revisão da versão latina da Bíblia, a Vulgata. Descobriu e ornamentou os túmulos dos mártires nas catacumbas, para a visita dos peregrinos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que nos faz Tradicionalistas Católicos.

Por I. Shawn McElhinney e Pete Vere, Licenciado em Direito Canônico.


Julgando pelas reações contraditórias em relação à palestra recente do Monsenhor Calkins na Associação de Liturgia Latina, parece haver alguma confusão sobre o que constitui um católico tradicional. Isso causa estranhamento a estes autores, ambos católicos tradicionais, uma vez que presumimos que um católico tradicional é alguém que adere à Tradição Católica. Dessa forma, passamos a examinar cinco critérios da Tradição Católica para que se possa, assim esperamos, solucionar esta controvérsia.

Perpetuidade Papal Primeiramente, um católico tradicional reconhece não só a autoridade do Pontífice Romano como Sucessor de Pedro, mas também a permanência do primado por todos os tempos. Isso incluiria o pontificado do Papa João Paulo II. Em resumo, como católicos

Porém o que Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o príncipe dos pastores e o grande pastor das ovelhas, instituiu no Apóstolo S. Pedro para a salvação eterna e o bem perene da Igreja, deve constantemente subsistir pela autoridade do mesmo Cristo na Igreja, que, fundada sobre o rochedo, permanecerá inabalável até ao fim dos séculos.[1]

Em outras palavras, afirmamos nosso catolicismo tradicional porque reconhecemos a autoridade do presente Pontífice de Roma na instituição da Igreja Católica. Aqueles que discordam podem ser tradicionais, mas não no contexto da Tradição Católica.

Submissão em Matéria Disciplinar
Segundo, como católicos tradicionais, nos submetemos em obediência ao Pontífice Romano atual. Para citar do Concílio Vaticano I :

"e que a ele [Pontífice Romano,sucessor de Pedro] entregou Nosso Senhor Jesus Cristo todo o poder de apascentar, reger e governar a Igreja universal, conforme também se lê nas atas dos Concílios Ecumênicos e nos sagrados cânones.(...)
E a ela [à Igreja Romana] devem-se sujeitar, por dever de subordinação hierárquica e verdadeira obediência, os pastores e os fiéis de qualquer rito e dignidade, tanto cada um em particular, como todos em conjunto, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao regime da Igreja, espalhada por todo o mundo"


Em resumo, a Tradição Católica mantém que devemos nos submeter ao Pontífice Romano em matéria de disciplina e regime, não meramente em questões de fé e moral.

O Papa Julga a Tradição:

O Papa, como Vigário de Cristo, recebe de Cristo autoridade direta sobre toda a Igreja, mas não é infalível em tudo o que diz ou faz... Deus, através de Sua Igreja Católica tem autoridade absoluta sobre minha consciência, mas em última instância Deus quis que eu julgasse se Sua Hierarquia está se desviando de Seu ensinamento. A obediência a homens tem limites. --Gálatas 1, 8-9[3]

Como se pode observar, esse pessoal alega poder julgar o Pontífice Romano se acharem que ele está se desviando dos ensinamentos de Deus. Em termos práticos, essas pessoas alegam ter mais competência do que o Pontífice Romano para julgar a Sagrada Tradição. Suas afirmações, no entanto, não estão de acordo com a Tradição da Igreja Católica. Ao contrário, suas afirmativas aparentam alinhar-se mais com a tradição iniciada pelo Frei Martinho Lutero, que afirmou na Dieta de Worms, "não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos".

Quanto àqueles que afirmam que o Papa João Paulo II interpretou erroneamente a Tradição Católica, essa assertiva segue a tradição da seguinte afirmativa de Calvino: "Portanto, mui fútil é a ficção de que o poder de julgar a Escritura está na alçada da Igreja, de sorte que se deva entender que do arbítrio desta, a Igreja, depende a certeza daquela, a Escritura."

Submissão ao Concílio Vaticano II
Em quarto lugar, como católicos tradicionais não impugnamos a legitimidade dos concílios ecumênicos. Pelo contrário, reconhecemos e nos sujeitamos ao magistério de todos os concílios ecumênicos da Igreja, incluindo o Concílio Vaticano II. Tal ocorre porque, ao nos posicionarmos pela Tradição Católica, reconhecemos que os ensinamentos do concílio ecumênico, incluindo aqueles de fundo pastoral, emanam de um ato do Magistério da Igreja. Como a Enciclopédia Católica, de 1913, explica em seu verbete "Concílios Gerais":

Desde o início dos tempos aqueles que rejeitavam as decisões dos concílios eram da mesma forma rejeitados pela Igreja... A infalibilidade do concílio é intrínseca, isto é, decorre de sua própria natureza. Cristo prometeu estar no meio de dois ou três de seus discípulos reunidos em Seu Nome; um concílio ecunêmico é, de fato e de direito, uma reunião de todos os colaboradores de Cristo pela salvação do homem pela fé verdadeira e conduta santa; Ele está, portanto, no meio deles, cumprindo suas promessas e conduzindo-lhes para a verdade pela qual lutam. Sua presença, cimentando a unidade da assembléia em um só corpo - o Seu próprio corpo místico -- dá a necessária completude, e compensa qualquer defeito que possa possivelmente surgir da ausência física de um certo número de bispos.[4]

Logo, mesmo quando uma matéria levantada em um concílio ecumênico não está definitivamente decidida, como no caso de alguns dos ensinamentos do Concílio do Vaticano II, reconhecemos que a verdade da doutrina não depende da expressa invocação da infallibilidade, mas ao contrário, a infalibilidade é intrínseca a um concílio ecumênico.

Todas as Liturgias Aprovadas são Tradicionais Em quinto lugar, os católicos tradicionais celebram de acordo com o rito da Missa autorizado pelo Bispo de Roma. Algumas das formas litúrgicas na Igreja Latina são: A reforma litúrgica de Paulo VI , o indulto do Papa João Paulo II permitindo o uso do missal de 1962 e o Uso Anglicano na liturgia Romana. Como católicos tradicionais, não impugnamos nenhuma dessas formas litúrgicas aprovadas pela Igreja. Ao invés, alinhando-nos com a Tradição Católica, aderimos ao sétimo cânon do Sacrifício da Missa do Concílio de Trento. Esse cânon afirma:
Se alguém disser que as cerimonias, as vestimentas e os sinais externos de que a Igreja Católica usa na celebração da Missa são mais incentivos de impiedade do que sinais de piedade — seja excomungado [cfr. n° 943].

Conclusão :

Nós, como católicos tradicionais, não cumprimos nossas obrigações de fiéis católicos "da boca para fora", reservando-nos o direito de tecer julgamentos de quando nos adequarmos à autoridade eclesial. Muito pelo contrário, de acordo com a Tradição Católica, nos submetemos ao Pontífice Romano e ao bispo diocesano em comunhão com ele. Portanto, em relação às mais recentes críticas do Monsenhor Calkins, não precisamos nos preocupar com falsas alegações de que o catolicismo tradicional está sob ataque. Precisamos, ao invés, nos perguntarmos, como católicos tradicionais, se aqueles que perpetuam tal crítica estão verdadeiramente em conformidade com a Tradição Católica.


Bibliografia:

[1] Vatican I: Dogmatic Constitution "Pastor Aeternus" §2,1 (July 18, 1870)

[1] Vaticano I: Constituição Dogmática "Pastor Aeternus" §2,1 (nº 1824) ( 18 de julho de 1870)

[2] Vatican I: Dogmatic Constitution "Pastor Aeternus" §3,1,2 (July 18, 1870)

[2] Vaticano I: Constituição Dogmática "Pastor Aeternus" §2,1 (nº 1826/1827) ( 18 de julho de 1870) Texto entre colchetes não consta do original.

[3] Society of St. Pius X: "Where is Catholic Obedience Today?"

[3] Fraternidade Sacerdotal São Pio X: "Onde está a Obediência Católica Hoje ?"

[4] Catholic Encyclopedia: From the article "General Councils" (c. 1913)

[4] Enciclopédia Católica: Verbete "Concílios Gerais"

[5] Council of Trent: Canon Seven on the Sacrifice of the Mass from Session XXII (September 17, 1562)

[5] Concílio de Trento: 954. Cân. 7.Cânones sobre o santíssimo sacrifício da Missa.Sessão XXII (17-9-1562)

sábado, 23 de maio de 2009

OS RITOS ORIENTAIS DA IGREJA



RITOS DA IGREJA DE ANTIOQUIA:

A Igreja de Antioquia na Síria (na costa do Mediterrâneo) é considerada uma Sede Apostólica pela virtude de ter sido Sé Episcopal de São Pedro (antes de ir a Roma). Foi um dos centros antigos da Igreja, segundo o Novo Testamento, e é a fonte de uma série de Ritos que usam a língua Síria Antioquena. Sua liturgia é atribuída ao Apóstolo São Tiago e a Igreja de Jerusalém.

A Igreja de Antioquia é a mais antiga depois da Igreja de Jerusalém, pois se converteu ao cristianismo no terceiro ano após a Ascensão de Jesus. Nesse mesmo período, depois do martírio de São Estevão em Jerusalém. Vários fieis chegaram a Antioquia.
As tradições confirmam a fundação da Igreja de Antioquia pelos Apóstolos Barnabé e Paulo no ano 42, e onde São Pedro foi o primeiro bispo permanecendo nesse cargo durante oito anos (45 a 53). Em seguida foi a Roma onde anunciou o Evangelho e fundou a Igreja Apostólica Romana. Onde nomeou o presbítero Evadius para chefiar a Igreja de Antioquia. Sendo assim Antioquia continuou a desenvolver-se a ponto de ser chamada de “Mãe das Igrejas e das cidades”.

Atualmente a Igreja de Antioquia esta dividida em cinco patriarcados:

Patriarcado Greco Ortodoxo, de rito bizantino. Com Sede em Damasco – Síria;
Patriarcado Greco Melquita Católico, de rito bizantino em união com Roma. Com Sede em Damasco – Síria;
Patriarcado Maronita: rito antioqueno, em comunhão com Roma. Sede em Bkerke – Líbano;
Patriarcado Síriaco Ortodoxo: rito antioqueno. Sede em Damasco-Síria;
Patriarcado Siríaco Católico, rito antioqueno. Sede em Beirute – Líbano em união a Roma.

RITO ANTIOQUENO ou SIRIÁCO:

O rito antioqueno se divide em três variedades:

1. O Rito Siríaco - Maronita: Sua Língua litúrgica é o Aramaico. Após o Concilio Vaticano II. A missa maronita começou a ser celebrada de frente ao povo (versus Popolum). A maioria dos católicos maronitas se concentra no Líbano. Mas também se encontram na Ilha de Chipre, Egito, Síria, Israel, Canadá, Estados Unidos, México, Brasil, argentina, Uruguai e Austrália.

2. Rito Síriaco Antioqueno: São celebrados pelos “Jacobistas” da Igreja Síriaca Ortodoxa. Onde tem uma derivação moderna chamada de Igreja Síria - Ortodoxa ou Siriana. Existe a versão católica em união com Roma a Igreja Siríaca Católica.

3. Rito Síriaco Malakar: É um grupo que eram do rito caldeu que se separou da comunhão com a Igreja de Roma e passaram à jurisdição do Patriarca Sírio Ortodoxo Jacobita. É o caso da Igreja Siríaca Mar Tomé de Malabar da Índia. Isso inclui a porção que voltou em união a Roma, chamada de Igreja Siríaca Malankar Católica.

RITO CALDEU:

O rito caldeu tem sua derivação do antigo rito de Edessa, que se tornou o rito da Igreja da Pérsia (atual Irã) e que no século V aderiu ao Nestorianismo. Sua liturgia é atribuída ao Apóstolo São Tomé.

Rito Sírio Caldeu: Seguido pela Igreja Ortodoxa Assiríaca e pela Igreja Caldeana Católica.
Rito Sírio Caldeu Malabar: Seguido pela parte da Igreja Malabar da Índia que continuou em união com Roma se denominando Igreja Siríaca Malabar Católica. Enquanto que a outra parte Ortodoxa ficou em união ao Patriarca Siriaco Antioqueno.

RITO ARMÊNIO:

Deriva do antigo rito de Cesaréia. E apresenta uma versão mais antiga do rito bizantino. Os Armênios foram os primeiros católicos que se uniram como nação e depois se separou da Igreja de Roma, no tempo das cruzadas. A língua litúrgica é a Língua Armênia. Umas partes dos armênios voltaram em união com a Igreja Romana surgindo um outro Patriarcado.

A Igreja Armênia foi fundada pelos Apóstolos São Bartolomeu e São Judas Tadeu.

RITO ALEXANDRINO:

A Igreja de Alexandria no Egito, foi um dos centros originais do cristianismo. Como em Roma e Antioquia tinha uma grande população judia, tal qual o objetivo de uma inicial evangelização. Sua liturgia é atribuída a São Marcos Evangelista, onde mostrou uma influencia tardia da liturgia bizantina.

São Cirilo de Alexandria também contribuiu para a constituição da liturgia Alexandrina, no ano 444. A liturgia Alexandrina é marcada pelo estilo monástico, com longas recitações de salmos.

O rito alexandrino apresenta duas variedades:

1. RITO ALEXANDRINO COPTA: A língua litúrgica é o Egípcio e o Árabe. Seguido pelas Igrejas Copta Ortodoxa e a copta Católica (em união a Roma)
2. RITO ALEXANDRINO ETÍOPE: A língua litúrgica é o etíope. Seguida pelas Igrejas Etíope Ortodoxa e a Etíope Católica.
RITO BIZANTINO:

O rito litúrgico bizantino formou-se entre os séculos IV e X. Ele teve sua origem no Rito Antioqueno e foi organizado no início por São Basílio e em seguida foi modificado e completado por outros santos e Doutores da Igreja, como: São João Crisóstomo, São João Damasceno, Santo André de Creta etc. Nos Séculos XII e XIII os Patriarcas Melquita de Antioquia (greco melquita), de Alexandria(greco alexandrino ) e de Jerusalém adotaram o Rito Bizantino.

O Rito Bizantino tem sua origem na Igreja fundada pelo Apóstolo Santo André em Bizâncio (Constantinopla) atual Istambul – Turquia. Onde se localiza o Patriarcado Ecumênico da Igreja Oriental Ortodoxa.

As Igrejas (Ortodoxas e Católicas) que compõem o Rito Bizantino dividem-se em quatro grupos principais:

1. GREGOS (ou HELÊNICOS);
2. MELQUITAS (ÁRABES);
3. ESLAVOS
4. RUSSOS.

Depois do Rito Romano o Rito Bizantino é o mais usado na Igreja de Cristo.

O Rito Bizantino sofre algumas pequenas modificações em determinados grupos, a saber:

Rito Bizantino Melquita;
Rito Bizantino Bielo-russo;
Rito Bizantino Ucraniano;
Rito bizantino Ítalo-Albanês;
Rito Bizantino Romeno;
Rito Bizantino Russo.

O mais puro poderíamos dizer que é o Grego.

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