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quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Santa Missa

Por Nilson Pereira dos Santos Júnior

Introdução – A Missa tem História

A Missa na Igreja Primitiva

A elaboração do desenvolvimento de cerimônias muito rapidamente . O esquema da missa que hoje oferecemos ficou praticamente estabelecido no ano de 150. Um escritor deste tempo, São Justino Mártir, descreve-nos assim a missa que então se oferecia: “Num dia que cujo nome se toma de sol, os que moram na cidade e os do campo reúnem-se e então, quando há tempo, lêem-se as memórias dos Apóstolos (que quer dizer Evangelhos)e os escritos dos Profetas. Terminadas as leituras, o presidente (que quer dizer sacerdote) dirige-nos um discurso (que quer dizer sermão), em que nos pede encarecidamente que pratiquemos as belas lições que acabamos de ouvir”. Esta era a Liturgia da Palavra que é como a chamamos hoje. A Liturgia Eucarística vinha logo em seguida: “ Então, leva-se pão e um cálice com água e vinho ao presidente dos irmãos que oferece louvores ao Pai em nome do Filho e do Espírito Santo, e depois prossegue com certa detenção recitando uma prece de ação de graças (a que hoje chamamos de oração eucarística, incluindo a consagração), por que Ele nos fez dignos de participar destes Dons. Quando terminava a ação de graças todo o povo presente responde: Amém.” (Primeira Apologia 65-66)

No ano 150, estava, pois, estabelecida a estrutura fundamental da Missa. A Missa teve influência do Judaísmo na sua formação, a Liturgia da Palavra veio das sinagogas onde o povo sentado refletia as leituras e aos sermões que ali havia. A Liturgia Eucarística veio dos templos, onde o sacerdote guiava a comunidade reunida ao Senhor. No entanto, as orações nela contidas continuaram a desenvolver-se durante mais quatro séculos e meio. Nos tempos do Papa São Gregório Magno que morreu no ano de 604, o desenvolvimento da missa tinha chegado a um esquema muito parecido com o atual.

Durante o período que vai de São Justino a São Gregório, foi acrescentado um elemento de oração ao elemento de instrução que constituía a missa dos catecúmenos, parte inicial da Missa. Nos tempos de São Justino, havia duas leituras uma do AT e outra dos Evangelhos, e o sermão. Nos tempos de São Gregório, incluíam-se nessa parte, o “Intrório” ou canto de entrada, o “kyrie” ou “Senhor, tende piedade de nós”, o glória e a oração da Coleta.

Para terminar esta parte história resta apenas apresentar o surgimento do Credo e da oração dos Fiéis.

O Credo mesmo sendo sempre recitado nos primeiros séculos da Igreja só foi oficializado na Liturgia no ano de 1014 pelo Papa Bento VIII. Depois de ouvir a palavra de Deus nas leituras, o Evangelho e o sermão, vemos o povo realizando a profissão de Fé, recitando o credo antes de proceder com a Liturgia Eucarística.

A Oração dos Fiéis, tradicional na liturgia dos primeiros séculos, consistia numa enumeração das intenções pelas quais se oferecia o Santo Sacrifício, cuja parte essencial começava a seguir. Foi suprimida na época de São Gregório, provavelmente por terem sidas incorporadas ao Cânon orações de intercessão. Recentemente o Concílio Vaticano II quis restaurá-la. Na oração dos fiéis, “ exercendo a sua função sacerdotal , o povo suplica por todos os homens”. Reza-se “pela Santa Igreja, pelos governantes, pelos que padecem necessidade, por todos os homens e pela Salvação de todo o mundo” (Instrução Geral do Missal Romano, n. 45)

Entendendo a Santa Missa

Que é a Santa Missa?

R: A Santa Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício infinito de Cristo na Cruz, que foi solenemente instituído na Última Ceia. Nesta cerimônia ímpar, Cristo é ao mesmo tempo vítima e sacerdote, se oferecendo a Deus para pagamento dos pecados, e aplicando a cada fiel seus méritos infinitos.

No mundo em que vivemos, vemos 3 motivos diferentes p as pessoas irem a missa
• existem os que vão para cumprir um preceito ou tradição; (ou os pais obrigam)
• há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações;
• e há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.

Nós devemos ir a Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos, e para isso veremos quanto completa é a celebração da Santa Missa;


Ritos Iniciais

Canto de Entrada: o canto de entrada tem o objetivo de nos ajudar a rezar. Ele manifesta a Deus nosso louvor e adoração.

Saudação: o padre saúda a comunidade reunida anunciando a presença de Jesus.

Ato Penitencial: em uma atitude de profunda humildade, pedimos perdão de nossos pecados.

Glória: já perdoados, cantamos para louvar e agradecer.

Coleta (oração): o padre coloca todas as intenções, e no final da oração a oração responde com a palavra Amém (que significa "assim seja").

Liturgia da Palavra


Primeira Leitura: passagem tirada do Antigo Testamento (parte bíblica que prepara a vinda do Messias).

Salmo de Resposta:
é um canto ou um salmo que nos ajuda a entender melhor a mensagem da primeira leitura.

Segunda Leitura: passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, etc)

Aclamação do Evangelho: nesta hora ouvimos o padre anunciar a MENSAGEM DE JESUS. Por isso cantamos "ALELUIA" (que significa "alegria").

Evangelho: Jesus nos fala apresentando-nos o REINO DE DEUS.

Homilia: o padre explica as leituras e o Evangelho.

Profissão de Fé (Credo): momento em que professamos tudo aquilo que como cristãos devemos acreditar.

Oração dos Fiéis: a comunidade reunida reza pela Igreja e por todas as pessoas do mundo.

Liturgia Eucarística

Preparação das Oferendas: momento em que oferecemos a nossa vida, ou seja, tudo o que somos ao Senhor. Logo depois ocorre a oração sobre as oferendas, que por intermédio do sacerdote, Jesus consagra o Pão e o Vinho.

Oração Eucarística: momento principal da celebração. Onde recordamos a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é apenas uma lembrança de um fato que aconteceu, mas sim algo que acontece hoje, aqui, agora na Eucaristia.

Santo : Este é um dos cantos mais importantes da missa, pois exalta a santidade do nosso Deus e relembra "aquele domingo" quando Jesus era recebido com louvores, palmas, cantos e ramos em Jerusalém e gritos de "HOSANA AO FILHO DE DAVI!". Devemos cantar da mesma maneira com muitas palmas e bastante alegria, acompanhadas de todos os instrumentos. Alegria, músicos de Deus!

Amém - Vem após a doxologia que só é rezada pelo celebrante (muitas pessoas acham, erradamente, que é bonito rezar com o padre!) e deve ser bastante animado ao som de todos os instrumentos, cantado por toda a assembléia.

Pai Nosso - Deve ser cantado apenas se for um costume da comunidade e com aprovação do celebrante. Os instrumentos devem ser apenas acompanhantes para que toda a igreja participe cantando.

Abraço de Paz - É o canto da alegria e do amor, quando distribuímos a paz que o próprio Jesus nos deu com muitos abraços! Deve ser um canto que fortaleça a amizade e a união de todos na Igreja com bastante entusiasmo e acompanhado por todos.

Comunhão: momento em que vamos em direção do banquete do Senhor receber o seu Corpo e o seu Sangue.

Ritos Finais


Avisos: o padre ou algum leigo da comunidade anuncia algum evento ou informa algo de interesse à comunidade.

Bênção:
o padre dá a bênção à comunidade. Bênção significa o bem que alguém quer para outra pessoa.

Despedida: o padre se despede da comunidade e recorda que este momento não é mera despedida apressada, mas um novo envio para realizar a missão do cristão no mundo, isto é, anunciar ao mundo o Cristo Vivo.

Apêndice:

A AÇÃO DE GRAÇAS E O LOUVOR AO PAI

1359. A Eucaristia, sacramento da nossa salvação realizada por Cristo na cruz, é também um sacrifício de louvor em ação de graças pela obra da criação. No sacrifício eucarístico, toda a criação, amada por Deus, é apresentada ao Pai, através da morte e ressurreição de Cristo. Por Cristo, a Igreja pode oferecer o sacrifício de louvor em ação de graças por tudo o que Deus fez de bom, belo e justo, na criação e na humanidade.

1360. A Eucaristia é um sacrifício de ação de graças ao Pai, uma bênção pela qual a Igreja exprime o seu reconhecimento a Deus por todos os seus benefícios, por tudo o que Ele fez mediante a criação, a redenção e a santificação. Eucaristia significa, antes de mais, «ação de graças».

1361. A Eucaristia é também o sacrifício de louvor, pelo qual a Igreja canta a glória de Deus em nome de toda a criação. Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de maneira que o sacrifício de louvor ao Pai ë oferecido por Cristo e com Cristo, para ser aceite em Cristo.

O MEMORIAL SACRIFICIAL DE CRISTO E DO SEU CORPO, A IGREJA

1362. A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, a atualização e a oferenda sacramental do seu único sacrifício, na liturgia da Igreja que é o seu corpo. Em todas as orações eucarísticas encontramos, depois das palavras da instituição, uma oração chamada anamnese ou memorial.

1363. No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens (188). Na celebração litúrgica destes acontecimentos, eles tomam-se de certo modo presentes e atuais. É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida.

1364. O memorial recebe um sentido novo no Novo Testamento. Quando a Igreja celebra a Eucaristia, faz memória da Páscoa de Cristo, e esta torna-se presente: o sacrifício que Cristo ofereceu na cruz uma vez por todas, continua sempre atual (189): «Todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da cruz, no qual "Cristo, nossa Páscoa, foi imolado", realiza-se a obra da nossa redenção» (190).

1365. Porque é o memorial da Páscoa de Cristo, a Eucaristia é também um sacrifício. O caráter sacrifical da Eucaristia manifesta-se nas próprias palavras da instituição: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós» e «este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós» (Lc 22, 19-20). Na Eucaristia, Cristo dá aquele mesmo corpo que entregou por nós na cruz, aquele mesmo sangue que «derramou por muitos em remissão dos pecados» (Mt 26, 28).

1373. «Jesus Cristo, que morreu, que ressuscitou, que está à direita de Deus, que intercede por nós» (Rm 8, 34), está presente na sua Igreja de múltiplos modos (200): na sua Palavra, na oração da sua Igreja, «onde dois ou três estão reunidos em Meu nome» (Mt 18, 20), nos pobres, nos doentes, nos prisioneiros (201), nos seus sacramentos, dos quais é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas está presente «sobretudo sob as espécies eucarísticas» (202).

1374. O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela «como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos» (203). No santíssimo sacramento da Eucaristia estão «contidos, verdadeira, real e substancialmente, o corpo e o sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, Cristo completo» (204). «Esta presença chama-se "real", não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem "reais", mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem» (205).

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