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quarta-feira, 22 de abril de 2009

INSÍGNIAS EPISCOPAIS E A SAGRADA ORDENAÇÃO

Por: Anderson Macena

Em pleno séc XXI e apesar de toda a informação midíatica ( e nesse termo incluimos a mídia católica que tem ou ao menos deveria ter a obrigação de informar a sociedade católica sobre os assuntos da Igreja [e nao somente o social da Igreja] mais também sobre os ritos,deveres,liturgia) ainda percebemos que a grande maioria catolica não conhece os ritos da sua Igreja e daí vemos por que as outras seitas a cada dia crescem de forma inesperada propiciando um verdadeiro "show da fé", mas deixemos isso de lado e tratemos do nosso tema que é sobre as insígnias episcopais.

Solidéu:

(em latim Pileolus) é um pequeno barrete usado na cabeça por clérigos da Igreja Católica , semelhante à quipá. Seu nome provém do latim soli Deo, "somente para Deus"
Solidéu branco usado pelos Papas.
Na
Igreja Católica o solidéu foi adotado inicialmente por razões práticas — para manter a parte tonsurada da cabeça aquecida em igrejas frias ou úmidas — e sobreviveu como um item tradicional do vestuário clerical. Ele consiste de oito partes costuradas, com um pequeno talo no topo.
Todos os membros ordenados da Igreja Católica podem usar o solidéu.
Como grande parte da indumentária eclesiástica, a cor do solidéu denota o grau hierárquico de quem o usa.
Segue as cores
:

  1. Branca - Papa
  2. vermelha- Cardeais
  3. violácea- Bispos e Arcebispos
  4. preta- Padres e Diáconos
  5. Marrom - Religiosos(frades)




Mitra(do grego μίτρα: cinta, faixa para a cabeça, diadema) é uma insígnia pontifical utilizada pelos prelados da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa e da Igreja Anglicana, sejam eles: abades, bispos, arcebispos, cardeais ou mesmo o Papa. A mitra é a cobertura de cabeça prelatícia de cerimônia.
A mitra usada pelo bispo simboliza um capacete de defesa que deve tornar o
prelado terrível aos adversários da verdade. Lembra a descida do Espírito Santo descido as cabeças dos Apóstolos, de quem os bispos são legítimos sucessores. Por isso, apenas aos bispos, salvo por especial delegação, cabe a imposição do Espírito Santo no sacramento do Crisma ou Confirmação. A mitra é um tipo de cobertura de cabeça fendida, consistindo de duas peças rígidas, de formato aproximadamente pentagonal, terminadas em ponta, por isso, às vezes chamadas corno ou cúspides, costuradas pelos lados e unidas por cima por um tecido, podendo ser dobradas conjuntamente. As duas cúspides superiores são livres e na parte inferior forma-se um espaço que permite vesti-la na cabeça. Há duas faixas franjadas na parte posterior, chamadas ínfulas, que descem até as espáduas. Na teoria, a mitra sempre é supostamente branca.




Uso



O "Cerimonial dos Bispos" manda que a mitra, o anel episcopal e o báculo sejam abençoados antes da ordenação episcopal de quem o deva receber; sendo que a primeira imposição deve ser feita apenas durante o rito da ordenação. Antes das celebrações litúrgicas, deve sempre ser um diácono quem impõe a mitra no bispo. Pelas normas litúrgicas atuais, a mitra deve sempre ser uma só na mesma ação litúrgica. A mitra preciosa é usada nas celebrações mais solenes. A aurifrisada é usada no advento, na administração dos sacramentos, e nas “memórias”. A faixada, nos dias comuns. A mitra simples usa-se na “Quarta-Feira de Cinzas”, na “Sexta-Feira Santa”, no dia de “Finados”, nas “Assembléias Quaresmais”, no rito da “Inscrição do Nome”, na solene celebração do sacramento da Penitência, na celebração de Exéquias e quando um bispo concelebrar com outros, não sendo ele o celebrante principal. Portanto, nas concelebrações, somente o celebrante principal pode usar a mitra ornada.
O direito de usar a mitra pertence somente ao papa, aos cardeais, aos bispos e abades. Porém houve alguns privilégios a prelados menores como dignitários de cabidos, prelados da Cúria Romana, e Protonotários Apostólicos, porém este uso era bem limitado. A mitra é distinta de outras insígnias e sempre é retirada quando o bispo está rezando, em decorrência do preceito apostólico do homem sempre rezar com a cabeça descoberta (1ª Cor 11, 14).
Pelas leis litúrgicas a mitra é usada pelo bispo, sobre o solidéu, quando se dirige ou retorna, processionalmente, para alguma função sagrada; quando está sentado; quando faz homilia; quando faz saudações; locuções e avisos; quando dá a bênção solene; e quando faz gestos sacramentais. O bispo não usa a mitra: nas preces introdutórias; nas orações; na “Oração Universal”; na “Oração Eucarística”; durante a leitura do Evangelho; nos hinos, quando estes são cantados de pé; nas procissões em que leva o Santíssimo Sacramento, ou as relíquias da Santo Lenho; e diante do Santíssimo Sacramento exposto.

Tipos

O cerimonial distingue dois tipos de mitras
A Ornada quando é guarnecida de adornos, mais ou menos ricos. As mitras ornadas se dividem em:

Preciosa (Pretiosa): é decorada com pedras preciosas e ouro
Aurifrisada (Auriphrygiata): é de tecido liso de ouro ou de seda branca bordada a ouro e prata
Faixada: com duas faixas ornamentais ou galões, uma (circulus) na borda mais baixa, e outra (titulus) em posição vertical, no meio de cada pala ou corno. A Simples é inteiramente de tecido branco, interna e externamente, sem ornamentos, nem mesmo nas
ínfulas, que portam franjas vermelhas. Ela será de linho para os bispos e de seda adamascada branca apenas para os cardeais

Anel Episcopal

O Anel Episcopal é uma das insígnias episcopais mais importantes para compreender o ministério episcopal. É entregue no rito da Ordenação e o Bispo deve trazê-lo sempre (Cf. Ceremonial dos Bispos, 58).
A origem e a história do anel estão envolvidas num contexto antropológico e num contexto bíblico (Cf. Est 8, 8; Gn 41, 40-42; Lc 15, 22). Segundo o relato do Bispo Optato de Milevi, é muito provável que já nos finais do século IV, os Bispos usassem anel que lhes era entregue no rito da Ordenação. As primeiras referências históricas credíveis de um rito litúrgico de entrega do “anulus episcopalis” no rito da Ordenação são da primeira metade do século VII, oriundas da Espanha, nomeadamente do IV Concílio de Toledo (633) e de Santo Isidoro de Sevilha (560-636). Dois séculos mais tarde, no tempo do Imperador Carlos II, o Calvo (843-877) e do Papa S. Nicolau I (858-867), o uso e entrega do anel chega ao ritual franco.
Desde a sua origem até ao triste período medieval da investidura, o anel tinha, essencialmente, a função de selo e era feito em metal, onde se gravava o selo. É muito provável que o uso do anel nos Bispos fosse motivado, além das razões simbólicas, pela funcionalidade para os próprios Bispos autenticarem os seus actos (era um costume muito usado na antiguidade).
Durante o período do feudalismo episcopal, o anel perde o seu significado original e torna-se sinal do poder temporal. Com a vitória da Igreja sobre as investiduras, o anel, tendo perdido o seu simbolismo original, assume um novo significado, o nupcial. O anel já era muito usado no rito do matrimónio. Assim, o anel episcopal exprime o mistério nupcial de Cristo e da Igreja. O Bispo, imitando Jesus Cristo, era considerado esposo da Igreja a ele confiada. O novo simbolismo chegou a modificar o aspecto do anel: em vez de um selo gravado em metal, é agora colocada uma pedra preciosa.
A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II conservou o significado nupcial do anel episcopal, terminando, assim, a simbologia originária do selo e da autoridade-honra. Com o anel, o Bispo é o esposo da Igreja local e é-lhe pedido que seja fiel e puro na fé e na conduta da vida. Sem recuperar o significado de selo, depois do Concílio, o anel abandona, na maior parte das vezes, a pedra preciosa de cor, típica dos anéis dos nobres e dos bispos do Renascimento. Assume, agora, uma forma mais simples e mais significativa da função episcopal. Exemplo disto foram os anéis dos últimos Papas: Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II.

Báculo


do latim, baculum, baculus, significa bastão, bordão, cajado.Em sentido figurado e simbólico passou a indicar «apoio», pela sua função de ajuda no caminhar e, sobretudo, «autoridade», por analogia com a vara ou bastão que o pastor usa para conduzir e dirigir o seu rebanho. No Salmo 22 [23]2-4 alude-se a esta ajuda de Deus: «o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.» Em Gn 49,10, anuncia-se que «Não se afastará o ceptro de Judá, nem o bastão de comando» (cf. também Jr 48,17).Em muitas culturas, desde a Antiguidade, o báculo significa a autoridade do governante, nas suas diversas modalidades: desde o ceptro do rei até à vara de marechal ou ao bastão do alcaide. No âmbito eclesiástico – na liturgia his¬pânica, desde o século VII, e em Roma, talvez no século IX –, o báculo passou a ser a insígnia simbólica do Bispo, como pastor da comunidade cristã.O Bispo recebe o báculo no dia da sua ordenação, como um dos sinais visíveis do seu ministério: «pela entrega do báculo pastoral indica-se o múnus de governar a Igreja que lhe é confiada» (OBPD 26). Quando o recebe escuta estas palavras: «Recebe o báculo, símbolo do múnus de pastor, e cuida de todo o rebanho no qual o Espírito Santo te constituiu como Bispo, para regeres a Igreja de Deus» (OBPD 54). O Bispo leva o báculo na mão, quando preside a uma celebração solene da sua comunidade, na procissão de entrada, durante a proclamação do Evangelho e para a bênção final.Também o abade recebe e utiliza este mesmo sinal como símbolo da sua função pastoral.
é o sinal do serviço pastoral do Bispo; sinal do cuidado que o Bispo deve ter por cada pessoa a ele confiada; é o símbolo do Pastor que dá a vida pelo seu rebanho.

Cruz Peitoral

o uso da cruz peitoral tem sua origem no costume dos antigos cristãos de trazerem, sobre o peito, pequenas cápsulas em forma de cruz; cápsulas que continham relíquias dos mártires, ou sentenças do Evangelho, ou invocações a Deus. Este costume já era praticado, na Idade Média, pelos Bispos.










BISPO LITURGICAMENTE CORRETO



Assim um Bispo obediente a Sé Apostólica na celebração da Santa Missa usa, a Batina ( veste talar episcopal), alva,amito,esola,casula,anel episcopal,solidéu,mitra e báculo ( se estiver dentro de seu território) como vemos na foto acima.


A Sagrada Ordenação


Pela sagrada Ordenação, alguns fiéis são instituídos em nome de Cristo e recebem o dom do Espírito Santo, para apascentar a Igreja com a palavra e a Graça de Deus.( pont.Rom. nº 1 pág.58)
A sagrada Ordenação se confere pela imposição das mãos do Bispo e pela Prece com que se bendiz a Deus e invoca o dom do Espírito Santo para o exercício do ministério.Pela tradição, que se manifesta principalmente pelos ritos litúrgicos e pelo costume da Igreja tanto Oriental como Ocidental,sabe-se perfeitamente que o Dom do Espírito Santo se confere pela imposição das mãos e pela prece de Ordenação de modo que os Bispos,os Presbíteros e os Diáconos,cada um a seu modo, se conformem a Cristo.( Cf. Pontifical Romano n6, pag.60)
De acordo com um costume milenar, o Bispo ordenante principal seja acompanhado de ao menos mais dois Bispos na Ordenação a ser celebrada, É muito conveniente porém, que todos os Bispos presentes participem da Ordenação do novo eleito ao ministério do sumo sacerdócio,imponham as mãos sobre ele, rezem a parte própria da Prece de Ordenação e o saúdem com o abraço da Paz.
Deste modo, na própria Ordenação de cada Bispo, se manifeste a índole colegial da Ordem Epíscopal.
Normalmente, o Bispo metropolita ordene o Bispo sufragâneo e o Bispo Local, o Bispo auxiliar.
O Bispo ordenante principal profere a Prece de Ordenação na qual se bendiz a Deus e invoca o Espírito Santo.(Cf. Pontifical Romano n16, pag.60)
A SAGRAÇÃO EPISCOPAL

Realizada na Santa Missa, a sagração episcopal é a elevação do grau da Ordem do presbiterato ao episcopado conforme as regras acima incia-se a Santa Missa o Ordenante principal vai perguntar acerca do mandato apostólico ( bula do papa q nomeia o presbitero X ao episcopado) após a leitura a assembléia responde: Graça a Deus , após a leitura e a homilia inicia-se o interrogatório do eleito, terminada a interrogação o eleito deita-se no chão para a Ladainha de todos os Santos, terminada a ladainha inicia-se a prece de ordenação e a imposição das mãos, a entrega do livro dos evangelhos e a unção da cabeça com o óleo Crismal.
na entrega do anel:
- Recebe este anel símbolo da fidelidade
e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja
esposa de Deus
Na entrega da Mitra
- Recebe a mitra e brilhe para ti o esplendor da santidade
para que, quando vier o Príncipe dos pastores
mereças receber a coroa imarcescível coroa da glória.
na entrega do Báculo
-Recebe o Báculo, símbolo do serviço pastoral
e cuida de todo o rebanho no qual o Espírito Santo
te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.

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